SL Benfica 1-1 Sporting CP: Assim não, Jesus

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Sporting CP e SL Benfica empataram no último clássico da primeira volta do campeonato. Aliás, os três clássicos até agora terminaram todos empatados, e os primeiros golos apenas surgiram neste jogo da Luz.

Ambos os treinadores apresentaram as equipas esperadas, sem qualquer surpresa. Contrariando as expetativas, o Benfica apresentou-se muito mais confiante e “mandão” durante toda a partida. O jogo iniciou-se com muito equilíbrio a meio campo, onde os trios William – Battaglia – Bruno e Fejsa – Pizzi – Krovinovic se digladiavam pela posse de bola. Os “leões” entraram com uma postura mais comedida, esperando que Gelson, B.Fernandes e Acuña conseguissem esticar a equipa até Bas Dost. Contudo, os encarnados fizeram um dos melhores jogos da época e mereciam, na minha opinião, ter saído com a vitória neste dérbi.

O Sporting acabou por se adiantar no marcador aos dezanove minutos. Fábio Coentrão rematou com a bola a tabelar em Rúben Dias e a ir parar a Gelson Martins, que marcou um invulgar golo de cabeça. Quando se esperava que o Sporting acalmasse o seu jogo e circulasse mais a bola, cansando e enervando os jogadores de Rui Vitória, não se passou nada disso. Até ao intervalo, as oportunidades de golo foram repartidas, com Jardel e Krovinovic a verem Piccini e a trave negarem golos certos. Gelson Martins também esteve perto de bisar mas, na cara de Bruno Varela, atirou por cima.

Na segunda metade, o Sporting não conseguiu igualar a intensidade benfiquista. William Carvalho e Rodrigo Battaglia nunca conseguiram dominar a luta do meio campo, e os encarnados foram-se chegando cada vez mais perto da área de Rui Patrício. O que ia valendo aos leões era a sua sólida defesa, com Piccini, Coates, Mathieu e Fábio Coentrão muito certinhos e a mostrar a sua experiência dentro de campo. O internacional português foi muito vaiado e provocado durante todo o encontro, mas esteve sempre à altura dos acontecimentos.

Gelson Martins foi o autor do golo leonino e teve ainda o segundo nos pés Fonte: Liga Portugal
Gelson Martins foi o autor do golo leonino e teve ainda o segundo nos pés
Fonte: Liga Portugal

Na segunda parte, Rui Vitória começou a arriscar aos 56 minutos, com a entrada de Raúl Jiménez para o lugar de Pizzi, começando as “águias” a jogar com dois avançados. Era aqui que o Sporting teria de “voltar ao jogo”, com Bruno Fernandes a recuar mais no terreno e a constituir um verdadeiro trio no meio campo, perante Fejsa e Krovinovic. Não foi isso que aconteceu e o Benfica continuou a acalentar esperanças de empatar. Jonas teve dois remates perigosos, que Coates e Piccini desviaram para canto. Fejsa efetuou duas faltas para cartão amarelo, onde viu apenas um, e também foi substituído por Rui Vitória, tendo entrado Rafa para o seu lugar, quando estávamos a vinte minutos do final.

Os encarnados continuavam a encostar o Sporting às cordas e Jorge Jesus foi incapaz de conseguir contrariar isso. Quando, na minha opinião, deveria ter refrescado as alas com Stefan Ristovski e Daniel Podence, acabou por colocar Bruno César e Bryan Ruiz nos lugares de Gelson Martins e Marcos Acuña. No Benfica, Vitória continuou a arriscar e retirou o central Rúben Dias para colocar João Carvalho. O trabalho dos jogadores do Benfica acabou por ser premiado aos noventa minutos, quando Battaglia cortou com o braço um remate de Rafa, dentro da área. Na grande penalidade, Jonas não deu hipótese a Rui Patrício e empatou a partida.

Quem acabou por “vencer” o dérbi foi o FC Porto, que ganhou em Santa Maria da Feira e voltou a ser líder isolado da tabela classificativa. Quanto à arbitragem, houve duas situações em que considero que o árbitro errou: em primeiro lugar, na situação de Fejsa, que fez duas faltas seguidas, e claras, para cartão amarelo e onde apenas viu um. Em segundo lugar, acho que existe penálti por braço de William Carvalho na área leonina. Mas quem considerou na época passada que não havia penálti de Pizzi, será hipócrita se o considerar agora. Existe ainda dúvida da existência de fora de jogo no lance do golo do Sporting, com muitas opiniões divergentes sobre o mesmo.

Por último: é vergonhoso que um clube possa transmitir os jogos da própria equipa no campeonato nacional. Hoje existiam variadas repetições dos lances duvidosos, e ainda bem. Mas onde estavam essas repetições no dérbi da época passada ou, por exemplo, no jogo com o SC Braga desta época? De lamentar também a triste ideia das cartolinas que se mantém no estádio da Luz. Milhares delas acabam sempre no relvado…

Diogo Janeiro Oliveira
Diogo Janeiro Oliveira
Apaixonado por futebol, antes dos livros da escola primária já lia jornais desportivos. Seja nas tardes intermináveis a jogar, nas horas passadas no FIFA ou a ver jogos, o futebol está sempre presente. Snooker, futsal e andebol são outras paixões. Em Portugal torce pelo Sporting; lá fora é o Barcelona que lhe enche as medidas. Também sonha ver o Farense de volta à primeira…                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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