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Muito se tem falado, nos últimos dias, da lesão de Adrien e da eventual falta que o capitão do Sporting Clube de Portugal irá fazer.

Qualquer adepto de futebol que perceba minimamente do jogo compreende a importância que Adrien tem na dinâmica ofensiva da equipa, bem como na manobra defensiva. Adrien oferece uma intensidade à equipa que, até ao momento, nenhum jogador do plantel de Jorge Jesus conseguiu igualar. Adrien é o pulmão e o cérebro de Jorge Jesus em campo. Um verdadeiro capitão, que leva a equipa para a frente e a traz às costas nos momentos mais complicados. A sua ausência terá, com certeza, impacto na equipa e na sua forma de jogar.

É um facto que o Sporting tem muitas opções para o meio-campo, mas serão estas capazes de suprir uma ausência tão fundamental na dinâmica da equipa? Elias Trindade é, à partida, o substituto imediato de Adrien, mas é óbvio que Elias não é Adrien, nem vice-versa. Elias não tem a intensidade nem o pulmão de Adrien, nem empresta tantas “ganas” ao jogo da equipa. Elias poderá dar à equipa, eventualmente, um pouco mais de critério na circulação da bola, mas oferece muito menos solidez defensiva do que Adrien, que, pareando com William, tira aos adversários muita capacidade de executarem uma circulação constante da bola.

Elias vai ter agora uma grande oportunidade para se afirmar Fonte: Sporting CP
Elias vai ter agora uma grande oportunidade para se afirmar
Fonte: Sporting CP

Convém porém lembrar que, embora Elias já tenha passado por Alvalade há alguns anos, a intensidade que trazia das suas últimas épocas – ao serviço do Corinthians – não é, de forma alguma, comparável à do futebol europeu, estando claramente num período de nova adaptação ao futebol do velho continente mas, desta feita, com Jorge Jesus. Se Elias tiver a capacidade de juntar à sua inata qualidade futebolística a intensidade que JJ exige aos seus plantéis, tudo tem para tornar a sua segunda passagem por Alvalade num sucesso!

Falei portanto da “posição 8” e, em relação ao lugar de trinco, não há muito a dizer… William Carvalho é, claramente, o titular, o melhor trinco português: dá à equipa muita segurança defensiva e, ao mesmo tempo, muito critério na saída de bola. Sobram, portanto, Bruno Paulista, Meli e Petrovic.

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