milnovezeroseis

Caro leitor,

No futebol há dias em que, por mais que tentemos, a capacidade de conseguir superar um adversário não é atingida. As vicissitudes deste desporto tão peculiar, onde se pode incluir, por exemplo, a pressão de resultados de clubes terceiros, conduz ao facto atrás referenciado. Hoje, em Alvalade, o Sporting Clube de Portugal experienciou, precisamente, esta realidade.

Após o empate do Benfica em Barcelos, os verde e brancos viram-se pressionados a vencer, dado que uma vitória (re)conduziria leões ao primeiro lugar do Campeonato. Porém, o Sporting não foi além de um empate contra uma Académica bem organizada pelo ex-internacional português, Sérgio Conceição.

A questão dos resultados de jogos de concorrentes aos mesmos objectivos, tal como o Benfica, pode ser ambivalente ainda assim. Uma equipa poderá também ver-se duplamente motivada após um resultado menos bom de um adversário directo. Contudo, tal não aconteceu e o Sporting rubricou uma exibição aquém das expectativas, espelhada no resultado final.

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O jogo até nem começou mal para os comandados de Leonardo Jardim, que tiveram uma entrada prometedora. Mas, a meio do primeiro tempo, a Briosa equilibrou a balança do jogo, tendo, inclusive, acabado a primeira parte com um ligeiro ascendente. Ao intervalo os leões mostravam que seria preciso muito mais para levar a Académica de vencida.

A etapa complementar da partida começou com um Sporting mais acutilante nas decisões e com “garra de golo”. De facto, durante toda a segunda parte, a equipa de Alvalade esteve no comando do jogo. Slimani, que entrou no início do segundo tempo, teve duas oportunidades flagrantes para marcar, ambas defendidas por Ricardo. Efectivamente, os estudantes podem agradecer, em parte, ao guarda-redes ex-Varzim. O guardião da Briosa defendeu tudo o que havia para defender.

Não há retorno possível: o Sporting perdeu uma oportunidade de ouro para alcançar a liderança do Campeonato Nacional. Hoje a exibição foi medíocre, e o guarda-redes adversário esteve, particularmente, inspirado. O jogo do próximo Domingo, contra o eterno rival, ganha, desta forma, contornos ainda mais decisivos. Se a vitória nos sorrir, é exequível que partamos para uma cavalgada até ao Marquês. Se, pelo contrário, a derrota bater à porta, o título fica difícil. Resta esperar e, acima de tudo, acreditar.

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O Pedro vem do Algarve e vê futebol desde que se lembra. Sportinguista vindo de uma família benfiquista, assume-se como sonhador e um confesso "bruno-carvalhista".                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.