Quando a Taça da Liga foi criada, um dos objectivos era “favorecer” as equipas consideradas mais pequenas do futebol português. E em muitos casos, principalmente nos primeiros anos que esta competição de disputou, esses ditos pequenos conseguiram chegar muitas vezes à fase de decisão, tendo mesmo alguns deles conseguidos chegar à conquista da mesma. No entanto, não é a esses “pequeninos” que me quero referir neste texto.

Não me quero referir também, com este adjectivo, à mensagem “dispensável” do presidente do clube que o Sporting derrotou na final, em que, na sua ânsia de protagonismo, e querendo chamar a si e ao “seu” clube a grandeza que ainda não conseguiu conquistar em campo, tentou colocar-se em bicos de pés (não quero com isto mandar nenhuma indireta ao porte físico do protagonista) tentando querer comparar-se à Grandeza e histórico de conquistas do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL – O único e verdadeiro Sporting. (Tanto criticamos algumas das intervenções do nosso presidente, que quando vemos isto percebemos que talvez Varandas nem seja assim tão mau).

Ainda que o Sporting (o de Portugal – O original) tenha andado, nos últimos anos, arredado da conquista do principal título nacional e títulos internacionais, consegue ainda ter uma larga vantagem em número troféus para o outro Sporting (o de Braga). Mas este Sporting (o de Braga) pode ainda ser grande, e para isso precisa de começar a ter dirigentes que saibam sê-lo na forma de estar, respeitando os adversários. Depois, quem sabem, consiga ganhar algo significativamente relevante para se poder tentar comparar ao SPORTING CLUBE DE PORTUGAL (pode demorar).

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Esta minha referência aos “pequeninos” vai directamente para outro objectivo para a qual foi criada a Taça da Liga – Dar oportunidade aos jovens da formação dos clubes. E nisso, o Sporting ganha de goleada a todos os outros clubes intervenientes.

O Sporting iniciou o jogo da final da Taça com seis jogadores formados na academia de Alcochete. Relembrando os mais distraídos, falo de Nuno Mendes, Gonçalo Inácio, Palhinha, Jovane, Tiago Tomás e João Mário. Sendo que ainda entrou mais um “pequenino” de Alcochete durante o jogo, ou seja, Matheus Nunes.

Ou seja, com uma equipa recheada de jovens leões, conseguimos ombrear com os outros “Graúdos” do futebol Português, e ganhar. Podem dizer que podemos ter tido alguma sorte, mas o futebol é também feito disso, desde que quem joga trabalhe para tal. E estes miúdos trabalharam que se fartaram. Quando faltou inspiração, correram, defenderam, atacaram, e no fim, foram premiados com o primeiro título da época desportiva (muitos deles ganharam o primeiro de muitos).

Palhinha Taça da Liga
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Assim estes “pequeninos”, com ajuda do treinador que “quer ficar muitos anos no Sporting”, vão crescer e tornar-se grandes jogadores.

Não sei se este plantel conseguirá aguentar a pressão que lhes vai ser colocada em cima a partir deste momento, principalmente pelos adversários (porque não se enganem, a partir de agora eles (os outros grandes) vêm com tudo para cima de nós, seja em campo ou fora dele), mas a verdade é que até ao momento não podemos criticar nenhum deles por falta de respeito pelo lema do nosso Clube. Todos eles se Esforçam, Dedicam e mostram devoção ao clube que representam. E assim conseguiram a Glória na conquista de um troféu que apesar de menor relevância, não deixa de ser mais um título para o vasto palmarés do clube de Alvalade.

Sim, este texto é dirigido aos “pequeninos” (apenas nos anos de vida) formados na melhor academia do mundo. Foram (são) enormes.

E já agora, falando em formação de Alcochete, o presidente do clube que foi nosso adversário na final não precisa agradecer. Não precisa agradecer por Ricardo Esgaio, nem por Iuri Medeiros, nem outros que já teve no “seu” clube, vindos da escola de Alvalade. Formamos para nós, para vós, e para muitos outros clubes. Não tem de agradecer. Somos grandes até nisso. De nada.

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