A CRÓNICA: TRUNFO RAFA VALEU A VITÓRIA AO SL BENFICA

O jogo ainda não tinha começado, mas as emoções já estavam ao rubro assim que o apito soou no Dragão depois da derrota do FC Porto frente ao SC Braga. Verdade seja dita, o SL Benfica beneficiou mais desta notícia.

Pelos lados de Alvalade, o jogo começou muito equilibrado na zona de meio-campo, mas a verdade é que nem sempre foi assim. À medida que os minutos foram passando, as águias conseguiram superiorizar-se perante a equipa de Silas. O Sporting CP começou por ter bastantes dificuldades em ligar o jogo e viu-se atraiçoado perante a sua tentativa de ter uma defesa mais subida. Do outro lado, estava também um Benfica a defender no mesmo formato, mas a ser muito mais eficaz.

A primeira parte ficou marcada por uma clara insegurança verde e branca no processo defensivo. Neste sentido, Doumbia e Ilori tiveram muita dificuldade em segurar a bola. Perante uma maior dificuldade na fase de construção, os leões começaram por optar um jogo mais direto a procurar jogar nas costas dos centrais. Por outro lado, o Benfica esteve mais seguro no jogo, onde apenas precisava de afinar as suas jogadas no último terço. O último passe não estava a sair bem à equipa de Bruno Lage.

As duas equipas voltaram para os balneários com um nulo no resultado num jogo que não estava a ser excelente, mas, ainda assim, tinha tido alguns momentos de perigo iminente junto das balizas de Luís Maximiano e Odysseas Vlachodimos.

O segundo tempo demorou a reatar-se devido ao lançamento de tochas por parte das claques leoninas para dentro do relvado, o que deixou a pairar no ar uma espécie de nevoeiro provocado pelo fumo destes artigos pirotécnicos.

Retomada a partida, o intervalo fez bem à equipa de Silas que veio com mais vontade e estava a conseguir ter mais bola, contrastando com um Benfica agora a apostar no futebol mais direto face à dificuldade em criar espaços. Percebendo que a sua frente de ataque parecia estar a perder “poder de fogo”, Lage lançou Rafa Silva em campo para o lugar de Chiquinho e aposta acabou por ter o efeito desejado, já que o extremo português abriu o marcador ao minuto 80 num lance algo confuso dentro da área leonina em que Vinícius consegue segurar a bola e entrega ao 27 das águias para bater Maximiano.

O golo abalou (e de que forma) o conjunto leonino que mostrou bons indicadores até ao tento sofrido, mas não conseguiu ser pragmático quando teve oportunidade para bater Vlachodimos. Com uma vantagem preciosa para conservar até ao último apito do árbitro, o Benfica aproveitava as bolas perdidas pelos leões para lançar contra-ataques venenosos com o objetivo de matar o jogo, e isso acabou mesmo por acontecer: Rafa Silva voltou a bater um desamparado Maximiano e sentenciou as dúvidas quanto ao vencedor.

O jogo terminou com um 0-2 para a equipa encarnada, um resultado algo exagerado para aquilo que se passou em campo. O Benfica mostrou-se superior durante maior parte do jogo, mas, ainda assim, a entrada dos leões nesta segunda parte nada fazia prever o desfecho tão negro para os da casa.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Rafa Silva – Um “trunfo na manga” de Bruno Lage que valeu “ouro” para o Benfica, já que o extremo recém-recuperado de lesão fez os dois golos em Alvalade que deram um triunfo importante às águias. Uma excelente forma de reaver a confiança perdida durante o longo período de paragem.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Idrissa Doumbia – O médio costa-marfinense esteve bastante desconcentrado nos minutos que esteve em campo. Inseguro com a bola nos pés, perdeu muitas bolas na zona defensiva durante o primeiro tempo que quase ponham em perigo a sua equipa. Nem o remate aos 63′ que pôs à prova Vlachodimos consegue apagar esta má exibição.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Os leões começaram com o já habitual 4-3-3, com o Luiz Phellype como avançado mais fixo e quando em alguns momentos de contra-ataque este alterava-se para um 3-1-4-2. O grande pormenor negativo a tentativa falhada de uma defesa mais subida. Notou-se, claramente, que o Sporting não tinha argumentos para se manter neste esquema tático mais subido e Silas percebeu isso mesmo. A defesa do Sporting CP foi recuando à medida que o jogo foi avançando.

A certa altura, os leões começam a apostar mais no contra-ataque a tentar esticar mais o seu jogo. Em momentos de contra-ataque, Bruno Fernandes vinha muitas vezes buscar jogo e, simultaneamente, Wendel subia para apoiar na primeira fase de construção. Importante referir que a troca de Rafael Camacho para o corredor esquerdo fez com que o seu rendimento baixasse.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luís Maximiano (6)

Stefan Ristovski (5)

 Tiago Ilori (4)

 Jérémy Mathieu (7)

 Marcos Acuña (7)

 Idrissa Doumbia (3)

 Bruno Fernandes (7)

 Wendel (6)

 Yannick Bolasie (5)

 Rafael Camacho (8)

 Luiz Phellype (4)

SUBS UTILIZADOS

 Gonzalo Plata (5)

Pedro Mendes (-)

Cristián Borja (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Um 4-4-2 que foi claramente bastante eficaz perante um Sporting que revelou menos argumentos. À semelhança do seu rival, o Benfica tinha a sua linha defensiva bastante subida. Por outro lado, esta tática assentou bem melhor à equipa de Bruno Lage.

O Benfica, em momentos ofensivos, preferiu apostar em mais gente no ataque e superiorizar-se no seu meio-campo. Dado o ascendente benfiquista, a estratégia estava a resultar. Para a supremacia se evidenciar em golos, faltava apenas que as águias resolvessem melhor no último terço. O último passe estava a falhar muitas vezes e o golo não surgiu na primeira parte por isso mesmo.

No segundo tempo, a história foi diferente. A solução do Benfica saiu novamente do banco e a individualidade de Rafa marcou a diferença nesta vitória do Benfica em Alvalade por 0-2.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (7)

André Almeida (5)

 Rúben Dias (6)

 Ferro (5)

 Grimaldo (6)

 Gabriel (7)

 Julian Weigl (5)

 Franco Cervi (6)

 Pizzi (5)

 Chiquinho (5)

 Carlos Vinícius (7)

SUBS UTILIZADOS

Rafa Silva (8)

Adel Taarabt (-)

Haris Seferovic (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

Não foi possível colocar questões ao treinador do Sporting CP, Jorge Silas

SL Benfica

Não foi possível colocar questões ao treinador do SL Benfica, Bruno Lage

Artigo de Opinião de Guilherme Costa e Inês Santos

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

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