Anúncio Publicitário

Depois da melhor partida da pré-época realizada até ao momento, frente ao Mónaco, na apresentação do clube em Alvalade, Jorge Jesus decidiu voltar a uma fase mais experimental, apostando (de novo) num sistema de três centrais, numa altura em que até, curiosamente, o treinador português só tinha dois centrais à sua disposição. E o resultado foi, mais uma vez (dentro deste sistema), manifestamente mau.

O Sporting entrou em campo com um sistema de 3-4-3, apresentando, como titulares: Beto, Petrovic, Coates e Tobias Figueiredo; Matheus Oliveira e Jonathan Silva; William Carvalho e Adrien, Bruno César, Iuri Medeiros e Doumbia.

O Vitória aproveitou e foi feliz Fonte: Vitória SC
O Vitória aproveitou e foi feliz
Fonte: Vitória SC

Talvez já demasiado confiante com o seu plano A (que se exibiu no jogo contra o Mónaco), Jorge Jesus decidiu voltar a apostar no seu sistema de três centrais, que o próprio vê “como as grandes equipas jogarão no futuro”.  No entanto, mais uma vez, a equipa voltou a demonstrar muitas dificuldades nessa adaptação. Estupiñán inaugurou o marcador (14’) com um grande remate à entrada da área, que não deu hipóteses a Beto, e a equipa vimaranense, que já se prepara para o seu primeiro jogo oficial frente ao Benfica na Supertaça, voltou a aumentar o marcador com um golo de Hurtado (22’), depois de uma tentativa de corte falhada pelo argentino Jonathan Silva. Para não bastar, Coates viu, de seguida, o vermelho direto, num lance “à Tobias”, em que perde a bola numa zona proibida.

Anúncio Publicitário

O jogo desde então entrou num guião algo atípico, com o Sporting a dominar e a melhorar na segunda parte mesmo com 10, mas terminou como começou: Raphinha deixou o jogo em 3-0 (85’), depois de um cruzamento de João Aurélio, deixando o marcador algo elevado para o enredo da partida. Ainda assim, bons sinais para o Vitória de Guimarães, que mostrou eficácia (algo que pode vir a ser importante daqui a uma semana frente aos encarnados), e sinais mistos para o clube de Alvalade, que só conseguiu mostrar do que é capaz quando jogou no seu sistema habitual. Jesus continua, definitivamente, a levar o conceito de “pré-época” ao extremo, onde parece mais preocupado com cenários alternativos do que com o habitual.

Anúncio Publicitário