Anúncio Publicitário

A CRÓNICA: A MESMA TÁTICA MAS DESTA VEZ O PUZZLE DO SPORTING NÃO ENCAIXOU 

Este jogo não foi de agarrar ninguém ao televisor desde início. A verdade é essa. Os minutos iniciais foram muito equilibrados entre os dois conjuntos, é verdade. Mas, ainda assim, estava a faltar magia neste fim de tarde em Alvalade. Faltou emoção e sobretudo criatividade para bem do espetáculo dentro das quatro linhas.

Anúncio Publicitário

Ainda que o Sporting estivesse a ter mais posse, o Rio Ave aproveitava bem e de forma inteligente sempre que tinha a bola. O jogo estava a ser bastante disputado no corredor central, num estilo de jogo em que os vilacondenses se mostraram muito competentes a nível posicional. Um bloco compacto, mas que ao longo da primeira parte se mostrou cada vez mais recuado. O Rio Ave começou a dar mais posse aos leões e isso traduziu-se em alguns lances na baliza de Kieszek. Aos 23′, Pedro Porro bateu um livre de algum perigo, mas valeu, ao guarda redes, Coentrão que aliviou ao segundo poste. Já perto da meia hora de jogo, Pedro Gonçalves protagonizou uma jogada de pura telepatia com João Mário, um lance em que Tiago Tomás por pouco não conseguiu encostar na baliza adversária.

O menino não o conseguiu, mas Pote ensinou como se faz poucos minutos antes do regresso aos balneários. Depois de cruzamento de Plata, Pedro Gonçalves aparece ao primeiro poste e encosta rasteiro para o fundo das redes de Kieszek aos 42 minutos de jogo. O Sporting conseguiu finalmente entrar no espaço entre linhas, algo que não estava a conseguir fazer de forma eficaz durante grande parte da primeira parte.

A segunda parte começou a dar indícios de não ser muito diferente do primeiro tempo. O Sporting continuou a ter muito pouco espaço no corredor central e investiu, por isso, nas malhas laterais. Já o Rio Ave conseguiu controlar mais a bola e, aos 57 minutos, Carlos Mané tentou servir Gabrielzinho depois de um grande lance de Gelson Dala. Valeu ao Sporting Adán a defender o lance. Mas o guardião não conseguiu salvar sempre. Aos 61′, o ascendente do Rio Ave materializa-se mesmo em golos. Um tento que “cheira a Sporting”. Isto porque quem marca é Gelson Dala e onde também estão envolvidos também Geraldes e Carlos Mané. Um golo que, por sua vez, veio confirmar a tendência que vinha a verificar desde o regresso dos balneários: o Rio Ave estava a ser a melhor equipa no segundo tempo.

Nos minutos finais da segunda parte, os leões tentaram inverter o resultado, mas a juventude da equipa de Rúben Amorim veio ao de cima neste encontro. Houve ainda tempo para uma boa oportunidade de golo. Aos 85 minutos, Aderllan Santos faz o corte no momento em que Tiago Tomás tenta fazer o 2-1. O defesa foi crucial para manter o resultado tal como estava. Um resultado justo, perante aquilo que se passou durante os 90 minutos. Sporting melhor na primeira parte e um Rio Ave a surpreender num início de segunda parte muito bem conseguido.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Carlos Mané – Não é uma figura consensual certamente. Confesso que, a meu ver, não houve nenhum jogador que se destacasse de forma para lá de evidente. Carlos Mané foi importante para o ascendente do Rio Ave. Desequilibrou e também é ele que está envolvido na jogada do golo. Destaque ainda para a exibição de Palhinha que, aliás, como já bem nos tem habituado na Liga, foi uma prestação bastante sólida.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Entrada do Sporting CP na segunda parte – Até o próprio técnico dos leões o admitiu. O Sporting não apareceu dos balneários no início do segundo. Faltou garra, faltou convicção e atrevo-me até a dizer que houve até algum encosto relativamente ao resultado pelo facto de o Sporting estar a vencer por aquela altura.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting CP apresentou-se neste final de tarde com quatro alterações face ao último jogo da Primeira Liga. Isto porque Neto, Nuno Mendes e Sporar estão indisponíveis por terem testado positivo à Covid-19. Quanto a novidades, entra Eduardo Quaresma, Gonzalo Plata, Tiago Tomás e Borja que substitui Feddal que hoje está suspenso por acumulação de amarelos no campeonato.

O conjunto de Rúben Amorim não surpreendeu quanto a táticas e apostou, mais uma vez, num 3-4-3. A mesma tática, mas sem dúvida que as novas caras que entraram neste onze fizeram com que se notasse falta de rotinas entre alguns jogadores. Houve muitos passes falhados e a verdade é que a falta de entrosamento acabou por se evidenciar em alguns momentos deste duelo. O golo de Gelson Dala, por exemplo, surge de mais um erro na saída de bola que desta vez acaba por sair caro ao conjunto de Alvalade. Houve ainda uma clara incapacidade do Sporting superiorizar-se no corredor central. Em alternativa, os leões estavam a tentar investir nas alas.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Adán (5)

Coates (7)

Palhinha (8)

Nuno Santos (6)

João Mário (6)

Tiago Tomás (5)

Gonzalo Plata (4)

Pedro Porro (4)

Borja (5)

Pedro Gonçalves (6)

Eduardo Quaresma (5)

SUBS UTILIZADOS

Tabata (5)

Jovane Cabral (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

O Rio Ave FC apresentou hoje duas novidades: Fábio Coentrão e Guga Rodrigues foram as novidades na equipa de Pedro Cunha, que vieram cobrir aos ausências de Meshino e Pelé.

Os de Vila do Conde entraram em campo num 4-4-2 que se moldava a uma linha de cinco defesas no momento em que estavam em ação defensiva. O conjunto de Pedro Cunha mostrou-se num bloco muito compacto e cada vez mais recuado ao longo dos minutos de jogo. Na frente, foi possível ver um ataque do Rio Ave muito móvel.

Até ao golo de Gelson Dala, havia uma clara sensação de que o Rio Ave não estava a apostar na profundidade. Verdade seja dita, a “arma” mais utilizada pelas equipas frente aos grandes do futebol português. Uma tendência que, ainda assim, acabou por se esmorecer um pouco.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Kieszek (6)

Borevkovic (6)

Gelson Dala (6)

Tarantini (5)

Francisco Geraldes (6)

Guga (5)

Fábio Coentrão (4)

Carlos Mané (7)

Pedro Amaral (5)

Ivo Pinto (5)

Aderllan Santos (6)

SUBS UTILIZADOS

Gabrielzinho (6)

Ryotaro Meshino (5)

 Namora (-)

André Pereira (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: Depois de o apertar do calendário e dos jogos mais exigentes a nível físico, não começa a ser evidente a falta de opções no plantel e, inclusive, a falta de uma referência na frente de ataque?

Rúben Amorim: Não, porque eu não vejo isso assim. Nós corremos, tivemos capacidade de chegar à frente. O rigor não tem que ver com a parte física. Tem mais que ver com a parte mental. O jogo hoje correu mal não por problemas físicos mas sim mentais. Temos três dias para recuperar. A diferença é que não há muito tempo para treinar. É o de sempre. Mas nós temos de estar preparados para isso. Nós temos de recuperar bem, preparar bem o jogo dentro das condições que temos e vamos já reagir no próximo.

Rio Ave FC

BnR: Acabou de dizer que vai a todos os terrenos para vencer. O Sporting expôs-se muito nos minutos finais, onde só Coates e Palhinha eram os jogadores de cariz mais defensivo. Pergunto-lhe se chegou a pensar sequer na vitória.

Pedro Cunha: Pensámos. Estávamos desgastados. Mas, ainda assim, estávamos a ser melhores entre linhas e estávamos a ganhar as costas dos dois médios do Sporting também. Portanto, pensámos em ganhar. Nós temos sempre essa ilusão sobre sair daqui uma equipa que seja competente em todos os jogos. Agora se vamos ganhar ou não, não se sabe.

Anúncio Publicitário

DEIXE UM COMENTÁRIO

Comente!
Por favor introduz o teu nome