logo-BnR.png

ÚLTIMA HORA:

Sporting

Sporting CP 2-0 Boavista FC: Vitória ao som do tango de Sarabia

A CRÓNICA: SPORTING CP NÃO PERDE TEMPO NA SEGUNDA PARTE E DITA A PARTIDA

Leões e panteras no frente a frente. De um lado um Sporting motivado, acabadinho de fechar a fase de grupos da Champions rumo aos oitavos e vindo de uma grande vitória na Luz. Do outro, um Boavista FC em ponto de viragem ao comando de Petit.

Como era esperado, os axadrezados apresentaram-se em Alvalade com um bloco muito recuado e fechado. Ainda assim, a mostrar um pouco do seu veneno em lances de transição.

Aos oito minutos, valeus aos leões a muralha Adán a fazer a mancha e a negar uma grande oportunidade em que Gorré aproveita uma bola nas costas da defesa verde e branca. Já antes disso, o recém regressado Coates tinha decidido dizer “presente” com um cabeceamento à figura.

O resto da primeira parte foi de um único sentido. Os leões partiram para cima e iam sendo várias as oportunidades falhadas. A tendência de jogo pelos flancos ia-se mantendo, mas as dificuldades em chegar com ataque organizado no último terço eram evidentes. Os leões ainda festejaram no final da primeira parte por um grande golo de Pedro Porro, mas o lance foi invalidado por fora de jogo por Matheus Nunes no corredor esquerdo.

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O Sporting entra no segundo tempo com a quinta mudança. Numa excelente jogada, os leões conseguem carimbar o primeiro golo (legal) da noite. Aos 53′, assistência de Nuno Santos pela esquerda, Sarabia com toda a classe, faz uma pequena rotação para encontrar o seu melhor pé e, desta forma, lançar a bola para o fundo das redes.

Aberta a “lata”, tudo se torna mais fácil. Aos 59 minutos, foi a vez de Nuno Santos ter feito gosto ao pé. Movimentação de Sarabia nas costas da defesa leonina, abre alas para o número 11 que faz o 2-0. A emoção na arrancada esmoreceu-se no resto do primeiro tempo. Algumas nuances ao nível tático por parte de ambas as equipas, mas sem mais faturação nas balizas.

Ainda houve tempo para uma grande perdida de Pedro Gonçalves com a baliza escancarada, mas a bola acabou por sair ao lado da baliza de Bracali. Soma e segue, o Sporting vence frente a um complicado Boavista que fechou as trancas lá atrás, mas que não sobreviveu ao ímpeto leonino no início do segundo tempo.

 

A FIGURA

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Sarabia – É merecedor até de menção no título. Cada vez mais entrosado com o estilo de jogo de Rúben Amorim, Sarabia vai dando mostras de qualidade e classe garantida em cada jogo. Está em crescendo neste Sporting. Resta esperar por mais nos próximos episódios. Menção também para Ugarte que fez uma excelente primeira parte.

 

O FORA DE JOGO

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pedro Porro – Fiquei com dúvidas se o espanhol não estava em dificuldades físicas. Até marcou um belo golo que depois acabou por ser invalidado, mas o que é certo é que esteve muito apagado no flanco direito, talvez também pelo excelente trabalho de Filipe Ferreira. O Sporting acaba por criar muito mais oportunidades pelo lado oposto no primeiro tempo, na minha opinião, muito por causa disso.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Depois da revolução do onze frente ao AFC Ajax, Rúben Amorim faz três trocas no tabuleiro de xadrez em relação ao dérbi. Destaque para o regresso de Coates e a estreia a titular por parte de Nazinho. Nuno Santos mantém a titularidade da Holanda e, por sua vez, saem Neto, Feddal e Paulinho.

Um Sporting no seu habitual 3-4-3 com Matheus Nunes a colar-se, mais do que o habitual, aos três homens da frente de ataque leonina. A armada verde e branca a jogar muito mais pelos flancos e não tanto pelo meio, talvez pelo bloco muito fechado dos axadrezados.

Uma nuance evidente neste duelo: quando os leões conseguiam trocar com velocidade a bola, a facilidade para chegar ao último terço com perigo. Por outro lado, quando o Sporting não conseguia impor a velocidade, acabava por mostrar muitas dificuldades para furar a muralha defensiva das panteras.

Nota ainda para Manuel Ugarte que ia conseguindo estancar algumas investidas do adversário. A forma como o uruguaio caía rapidamente sobre o portador da bola para travar possíveis contra-ataques boavisteiros ia estancando alguns lances de perigo.

Destaque para Pedro Gonçalves que jogou mais recuado e no meio na segunda parte. Conseguiu descer e criar entrelinhas e, com isso, ir mexendo o xadrez montado por Petit em terrenos mais interiores.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Adán (7)

Matheus Reis (6)

Coates (6)

Matheus Nunes (6)

Nuno Santos (7)

Ugarte (7)

Sarabia (9)

Pedro Porro (5)

Gonçalo Inácio (6)

Pedro Gonçalves (7)

Nazinho (5)

SUBS UTILIZADOS

Ricardo Esgaio (6)

Tiago Tomás (5)

Daniel Bragança (6)

Tabata (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

Panteras com três trocas. Entraram Filipe Ferreira, Sebastián Pérez e Gorré para os lugares de Hamache, Makouta e Musa. Petit apresentou um Boavista à sua imagem: uma linha de cinco homens mais recuada seguida logo de uma segunda linha composta por quatro homens axadrezados.

Um bloco muito recuado e fechado, onde, em momentos defensivos, para além dos laterais recuarem, um dos médios do Boavista descia no terreno também. Talvez por Matheus Nunes estar mais avançado no terreno também. Um Sporting com mais bola, sim, mas com a as panteras a mostrarem algum do seu veneno em bolas de transição nas costas da defesa leonina.

Depois do 1-0, o Boavista aposta numa saída mais agressiva dos laterais que acabou por lhe custar caro no segundo tento dos de verde e branco. Numa fase final, Petit monta aquele que fica perto de um 4-4-2 depois de algumas substituições.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Alireza Beiranvand (6)

Javi Garcia (5)

Gorré (6)

Gustavo Sauer (5)

Yusupha (5)

Vukotic (4)

Filipe Ferreira (6)

Jackson Poronzo (6)

Nathan (5)

Sebastian Perez (6)

Rodrigo Abascal (6)

SUBS UTILIZADOS

Bracali (5)

Ntep (5)

Reggie Cannon (5)

Reymão (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: O Sporting que vimos hoje num jogo mais direto foi para responder à ausência de Paulinho que ajuda muito na construção e ligação de jogo. Pergunto-lhe também se o posicionamento do Pedro Gonçalves na segunda parte foi também em resposta a isto e se procurou que o Pote tivesse um pouco esse papel.

Rúben Amorim: Eu penso que nós podíamos ter posses mais longas. Por muito que às vezes pareça lenta a construção, às vezes tem de ser. Até ter a bola muito no meio para atacarmos quando eles nos pressionam. Acho que tivemos ligação, acho que o Pablo recebeu bolas entrelinhas, o Pote também.

O jogo direto foi porque o Boavista nos pressionou em cima. Eles são uns rapazes inteligentes, veem o que é que o jogo lhes está a pedir e há essa adaptação. Mérito dos jogadores.

Mais uma vez, é difícil estar lá dentro a dizer-lhes o que é que eles têm de fazer. Se nos pressionam mais em cima, os jogadores sabem que é para ir mais no espaço. Se nos pressionam mais em baixo, nós temos de arranjar o espaço. Temos de melhorar o ataque posicional, o que é difícil.

Mesmo sem o Paulinho, nós tivemos ligação. Tivemos dois jogadores que fizeram bem esse papel: que são o Pablo e o Pote.

Boavista FC

Não foram colocadas questões ao treinador do Boavista FC, Petit

A Inês é licenciada em Jornalismo. A experiência do Bola na Rede veio juntar duas coisas de que gosta de fazer: escrever e ver futebol. Desde nova que quer entrar no mundo do jornalismo desportivo e espera um dia conseguir marcar o seu lugar no mesmo.

A Inês é licenciada em Jornalismo. A experiência do Bola na Rede veio juntar duas coisas de que gosta de fazer: escrever e ver futebol. Desde nova que quer entrar no mundo do jornalismo desportivo e espera um dia conseguir marcar o seu lugar no mesmo.

[my_elementor_post_nav_output]

FC PORTO vs CD TONDELA