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De um lado, uma equipa com os olhos na Liga dos Campeões, do outro uma equipa a lutar pela sobrevivência: o Sporting CP venceu o Nacional da Madeira por 2-0 na tarde deste sábado – com bom tempo e a desejar mais jogos neste horário – no Estádio José Alvalade, em jogo a contar para a jornada 26 da Liga NOS.

Ambos os emblemas entraram em campo com duas alterações face à jornada anterior – do lado do Nacional saíram Filipe Gonçalves e Zequinha e jogaram Washington e Mezga, enquanto que, do lado do Sporting, as mudanças foram as saídas de Podence e Paulo Oliveira por Alan Ruiz e Rúben Semedo, respetivamente.

A equipa do Nacional – a necessitar urgentemente de pontos – não entrou com uma postura muito defensiva, embora esse início de jogo dos insulares tenha sido interrompido pelo golo do “suspeito do costume” – Bas Dost, aos treze minutos, na sequência de um pontapé de canto batido por Bryan Ruiz, inaugurou o marcador, dando continuidade ao bom momento de forma evidenciado no jogo frente ao Tondela, com quatro golos marcados. Apesar do golo, o Nacional não baixou os braços e manteve a postura corajosa do início da partida: Mezga, com um remate perigoso à entrada da área aos vinte minutos, quase anulou a vantagem verde-e-branca.

Cinco minutos depois, estalava a polémica em Alvalade: Bas Dost, após remate de Gelson Martins, introduz novamente a bola na baliza de Adriano Facchini, mas o golo é anulado pelo fiscal de linha por pressuposto fora-de-jogo do avançado holandês. Decisão correta do juiz de linha, mas que não evitou o desagrado do público e dos elementos do banco de suplentes leonino. Apesar do golo anulado, os leões insistiram, sendo recompensados à passagem do minuto 33, com mais um golo do matador de serviço: num lance de insistência, e após um mau alívio depois de um pontapé de canto, Bas Dost bisa na partida, fazendo o seu 24º golo no campeonato.

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Até ao intervalo, o Sporting tomou conta do jogo beneficiando de uma vantagem mais folgada. Ainda assim, os madeirenses tiveram dois remates, primeiro por Salvador Agra e depois por Aristeguieta, que não passaram longe da baliza defendida por Rui Patrício. A partida chegava então ao intervalo com um resultado de 2-0, mas com um encontro bastante disputado, com ocasiões de lado a lado.

Os segundos 45 minutos da partida começaram sem qualquer alteração tática, por parte dos dois treinadores. O Sporting entrou motivado para dar seguimento à atitude segura e controladora, demonstrada no primeiro tempo. Até aos setenta minutos do encontro, o conjunto leonino não deu espaço de manobra à equipa do Nacional, controlando todo o terreno de jogo e dispondo de algumas oportunidades para dilatar a sua vantagem, embora sem os resultados desejados.

Também neste período de jogo, ocorreram as primeiras substituições do encontro para ambos os lados – no Sporting, Podence e Bruno César renderam Alan Ruiz e Matheus Pereira, respetivamente; no Nacional, saíram Ricardo Gomes e Mezga para entrarem Zequinha e Zizo que, de certa forma, abrandaram o ritmo de jogo. O que ia valendo ao espetáculo, nesta altura, era o apoio incansável da massa adepta sportinguista (cerca de 43 mil presentes nas bancadas) impulsionada pelas claques – em especial atenção, a Juventude Leonina, ou simplesmente Juve Leo, que celebrou no dia de hoje o seu 41.º aniversário de existência.

Até ao final da partida, ambas as equipas mostraram vontade em alterar o rumo dos acontecimentos, mas nenhuma conseguiu levar perigo até à área adversária, num ritmo de jogo mais lento e contido.

O árbitro Jorge Ferreira apitaria pouco tempo depois para o final do jogo. Vitória tranquila da equipa lisboeta, com o protagonismo a pertencer ao homem do momento: Bas Dost, com dois golos, estando provisoriamente na liderança à corrida pela Bota de Ouro.