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Sporting CP 2-0 Tottenham Champions

Sporting CP 2-0 Tottenham HFC: Super-Leão é líder invicto no Grupo D!

A CRÓNICA: UM FINAL EXTRAORDINÁRIO SIGNIFICA QUE “É DIA DE…” VITÓRIA

Liga dos Campeões, é aqui que os sonhos acontecem. Tanto o do Sporting como o do Tottenham HFC começaram com uma vitória. Ambição não falta a qualquer lado, mas hoje só um poderia ganhar.

Este era um verdadeiro teste de fogo para o Sporting CP. Na teoria, o Tottenham HFC é uma equipa superior com bem mais argumentos. Na prática, de um modo geral, não foi isso que aconteceu. Houve equilíbrio. Em sua casa, os leões detinham mais bola e atacavam o espaço sempre que conseguiam. Já os Spurs, sobretudo nos últimos 15 minutos, iam-se aproximando cada vez mais com perigo da grande área. Talvez isso possa ser explicado pelo cansaço dos jogadores leoninos face à intensidade do futebol britânico. Rúben Amorim tinha conseguido uma boa primeira parte, mas o trabalho estava longe de ser finalizado.

Retoma a partida e retoma a batalha. Como era de esperar, o Tottenham HFC vinha com mais vontade de marcar e ganhar. Observámos mais entradas na área leonina, mais remates (enquadrados ou não) e mais defesas. Porém, fosse pelo sucesso defensivo dos caseiros fosse pela falta de eficácia, o certo é que a bola não entrava. Isso era música para os ouvidos do Sporting. O tempo jogava a favor deles. Um empate era um ótimo resultado, mas porquê contentar com o “ótimo” se podiam ter o “extraordinário”?

Paulinho foi a ponte de um para o outro. Entrou e marcou, levando o Estádio de Alvalade à loucura. Que momento! Mas não ficariam por aqui. Arthur estreia-se na Liga dos Campeões e certifica os três pontos com mais um golo. Que final de doidos. É daqueles jogos que mais parece um filme. E dos bons. Perdão, dos extraordinários.

A FIGURA

Sporting Tottenham
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Paulinho (Sporting CP): Felicidade e Paulinho hoje foram sinónimos. Num contexto de 0-0, foi a alavanca que desbloqueou uma vitória memorável. Óbvio que tinha de ser o homem da noite. O Leão dos Leões.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Falta de eficácia do Tottenham HFC: Foi que o que os condenou à derrota. Falharam muitas oportunidades e sem golo, não há vitória. Sentiu-se a frustração ofensiva.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

No confronto com o Tottenham HFC, Rúben Amorim alinhou a sua equipa num 3-4-3 (com bola) e num 5-4-1 (sem bola). Face à estratégia adversária, o Sporting CP tinha por vezes dificuldades na primeira e segunda fase de construção, porém encontrou espaço na profundidade no meio-campo adversário, quer em ataque organizado (por vezes) quer sobretudo em transição rápida. Talvez uma das ideias para colmatar isso fosse jogar curto, atrair o adversário e depois lançar em profundidade para atacar rápido e com espaço. No processo defensivo, com o 5-4-1, a proteção do jogo interior era um aspeto fundamental, além de estarem fechados e compactos.

 

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adán (8)

Nuno Santos (6)

Coates (7)

Matheus Reis (7)

Gonçalo Inácio (7)

Pedro Porro (6)

Manuel Ugarte (7)

Morita (6)

Pedro Gonçalves (7)

Marcus Edwards (7)

Francisco Trincão (7)

SUBS UTILIZADOS

Sotiris Alexandropoulos (6)

Paulinho (8)

Arthur Gomes (8)

Ricardo Esgaio (-)

 

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HFC

Uma das estratégias de Antonio Conte baseava-se em condicionar a construção do adversário, seja através de uma pressão dos avançados e subida dos médios interiores; seja criando situações de superioridade numérica de modo a dificultar as linhas de passe e a ligação entre setores do Sporting (sobretudo primeira e segunda fase de construção). No entanto, deixavam em aberto alguns espaços no seu meio-campo que o Sporting aproveitou várias vezes. Ofensivamente, a eficácia foi o seu verdadeiro inimigo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lloris (7)

Ben Davies (5)

Romero (5)

Eric Dier (6)

Perisic (7)

Bentancur (7)

Hojbjerg (6)

Emerson (7)

Richarlison (6)

Son (6)

Kane (7)

SUBS UTILIZADOS

Dejan Kulusevski (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: Boa noite míster. Antes de mais, parabéns pela vitória! Foi uma grande exibição. Devido à estratégia do adversário, o Sporting enfrentou situações de inferioridade numérica (sobretudo no meio-campo) e falta de espaço na primeira e segunda fase de construção,  apesar de conseguir lançar em profundidade e descobrir espaços no meio-campo adversário. Gostava de perguntar como conseguiu colmatar algumas destas dificuldades para atacar a baliza se é que concorda comigo e qual foi a estratégia para a segunda parte para ser feliz como foi?

Rúben Amorim: Se olharmos para as nossas oportunidades, foi muito do posicionamento e o talento deles. Às vezes, metemos os jogadores nas suas posições e esperamos que eles, dentro de aquilo que treinamos, façam o seu trabalho. Hoje o jogo foi muito assim. É muito do talento deles e de acreditarem. Confiámos muito naquilo que fazemos, mudámos um pouco a saída de bola na segunda parte e eles adaptaram-se bem.

 

Tottenham HFC

BnR:  Boa noite míster. Gostava de saber se uma das suas estratégias passou por dificultar a construção do Sporting, seja através de uma pressão dos avançados, seja criando situações de superioridade numérica (sobretudo no meio-campo) para dificultar a ligação ofensiva entre setores do adversário. E ainda o pergunto se o fator psicológico alimentado pela falta de eficácia foi o que condenou o Tottenham à derrota?

Antonio Conte: A estratégia foi sempre a mesma: tentar pressionar e conseguimos. O Sporting é muito bom. Conseguimos ganhar bolas importantes e podíamos explorar melhor essas bolas. Jogámos o jogo que preparámos. Queríamos pressionar alto. Quando tínhamos a bola, queríamos criar problemas ao Sporting.

 

Desde pequeno que o desporto lhe corre nas veias. Foi jogador de futsal, futebol e mais tarde tornou-se um dos poucos atletas de Futebol Freestyle, alcançando oficialmente o Top 16 de Portugal. Atualmente, o Diogo está na Universidade Católica a estudar Comunicação Social com o objetivo de seguir uma carreira na área do jornalismo desportivo, sendo o futebol a sua verdadeira paixão.

Desde pequeno que o desporto lhe corre nas veias. Foi jogador de futsal, futebol e mais tarde tornou-se um dos poucos atletas de Futebol Freestyle, alcançando oficialmente o Top 16 de Portugal. Atualmente, o Diogo está na Universidade Católica a estudar Comunicação Social com o objetivo de seguir uma carreira na área do jornalismo desportivo, sendo o futebol a sua verdadeira paixão.

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