A CRÓNICA: MARGEM MÍNIMA DÁ OS TRÊS PONTOS AOS LEÕES

O Sporting CP até começou a criar perigo logo aos três minutos através de um cabeceamento de Battaglia na sequência de um canto. Gonda defendeu e negou a oportunidade embrionária dos leões. Inicialmente, a equipa de Silas estava a dominar a partida, mas, ainda assim, sem grandes oportunidades de perigo. Apesar de serem detentores de mais posse de bola, o Sporting CP estava a jogar lento e de forma pouco intensa. E enquanto isso, o Portimonense SC começava a crescer na partida através de transições rápidas e perigosas.

O crescimento da equipa algarvia entrou em evidência no resultado pouco tempo depois. Aos 26 minutos, uma altura em que Anzai abre espaço para Jackson Martinez, o ponta-de-lança redireciona e atira em jeito para o 1-0 da sua equipa. Os assobios começaram a soar em Alvalade num ambiente que estava de cortar à faca. E quem com mais classe na equipa verde e branca para quebrar um pouco o gelo que se sentia no reino do leão? Claro, Mathieu, através de um livre faz magia. Colocando a bola no ângulo superior direito, o veterano francês restabeleceu o empate. Os restantes minutos da primeira parte não tiveram muito para contar. O Sporting continuou com mais bola, mas com um futebol previsível e algo apático.

Na segunda parte quem dominava era o Sporting CP, sobretudo, com a elevada posse de bola que se registava neste período, mas quem estava mais perigoso era o Portimonense SC. É certo que sem grande pontaria, mas ainda assim muito perigosos perto da baliza de Maximiano.

Aos 66 minutos, o recém entrado Gonzalo Plata descobriu Vietto a romper pelo meio e ficou cara a cara com Gonda, mas falhou escandalosamente. Um autêntico tiro ao boneco, mas também dar mérito à defesa do guardião dos algarvios. Um remate que foi presságio daquilo que iria acontecer minutos depois. Um bom cruzamento de Acuña que acabou por encontrar Jovane que cruzou. A bola era para Sporar, mas foi Jadson a introduzir a bola na sua própria baliza e era o 2-1 a favor do leões.

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Até ao final da partida, houve a registar uma bola ao poste de Wendel, a faltar um minuto para os 90, mas não se gritou mais golo nesta partida. Num jogo algo complicado, o Sporting CP vence, soma 35 pontos e é agora, novamente, terceiro lugar no campeonato, depois do empate do SC Braga neste fim de semana. Já o Portimonense SC continua numa posição aflitiva e em penúltimo lugar com apenas 14 pontos, mas com uma boa imagem deixada em Alvalade e se for levada para as restantes jornadas ainda pode lutar pela permanência.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Marcos Acuña – Mais um jogo bem conseguido por parte do argentino. Na primeira parte a ocupar uma posição que não é habitual nesta época, mas ainda assim a corresponder. No segundo tempo, voltou àquilo que é a sua posição no Sporting: o lado esquerdo da defesa. Continua a ser uma mais valia nesta equipa leonina seja em que posição for.

O FORA DE JOGO

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Andraz Sporar – Um partida onde se viu muito pouco. É um ponta de lança que promete, mas que ainda tem de ficar entrosado com a equipa pois chegou há muito pouco tempo. Teve algumas boas situações, contudo, faltou os remates e também os golos. A bola também raramente chegava ao seu pé, por isso, é que acreditamos que este não tenha sido o melhor contexto para o esloveno se mostrar no Estádio de Alvalade.

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting mostrou-se em Alvalade com um 4-3-3 onde Luís Neto e Coates jogaram como centrais, Mathieu como lateral esquerdo e Ristovski do outro lado na direita. Acuña, por sua vez, voltou à posição de extremo esquerdo enquanto Rafael Camacho militava do lado direito. Wendel, muito apagado, esteve a cobrir o meio-campo com o seu companheiro Battaglia e, por fim, Vietto encontrou-se na aproximação de Sporar – ambos os jogadores em terrenos mais avançados.

Na segunda parte o Sporting CP voltou de novo ao esquema tático normal e também aos habituais posições. Com a saída de Luís Neto, Acuña baixou no terreno e Mathieu foi para o centro da defesa. Os leões voltaram a ser iguais a si próprios e sem invenções voltaram a dominar a parte e a ter o controlo do jogo. As substituições foram uma cartada certa por parte de Jorge Silas visto que Jovane está na jogada para o segundo golo, tal como acontecer no jogo contra o CS Marítimo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Maximiano (7)

Sebastian Coates (6)

Luís Neto (6)

Jérémy Mathieu (8)

Stefan Ristovski (5)

Marcos Acuña (8)

Rodrigo Battaglia (7)

Wendel (5)

Rafael Camacho (5)

Luciano Vietto (6)

Sporar (4)

SUBS UTILIZADOS

Jovane Cabral (7)

Gonzalo Plata (7)

Doumbia (-)

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

O Portimonense SC moldou uma estratégia muito contida neste final de tarde em Alvalade. Numa tática de 5-4-1, com um bloco muito recuado, a equipa algarvia apresentou-se com uma linha defensiva com cinco jogadores: Possignolo, Jadson, Dener, Henrique Custódio e Anzai. Os alvi-negros fecharam muito atrás da linha de circulação da bola nos primeiros minutos da partida, mas com um Sporting a jogar lento, a equipa começou a perceber que na recuperação não havia de ser muito diferente. A partir dos 20 minutos, vimos um Portimonense muito mais atrevido e a subir gradualmente no terreno.

Na segunda parte, continuou com a mesma ideia de jogo e muito fiel a si mesmo. Não procurando só defender e teve mesmo oportunidades perto da baliza de Maximiano. Conseguiu controlar bem o meio campo e estava defensivamente irrepreensíveis, mas os dois golos do Sporting foram fatais. Ainda assim, há de salientar a grande qualidade de jogo por parte dos algarvios e se continuar assim pode ser uma boa surpresa neste campeonato.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gonda (7)

Lucas Possignolo (6)

Jadson (4)

Dener (5)

Jackson Martinez (7)

Henrique Custódio (5)

Pedro Sá (7)

Koki Anzai (7)

Lucas Fernandes (6)

Aylton Boa Morte (6)

Bruno Costa (5)

SUBS UTILIZADOS

Fernando (5)

Beto (5)

Vaz Tê (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: Há uma clara diferença do Sporting da segunda parte para o da primeira. O que é que tentou retificar ao intervalo que acabou por subir claramente o rendimento da sua equipa?

Jorge Silas: O que nós tentámos retificar foi a linha três. Nós não estávamos a tirar partido dela. Já nos aconteceu noutros jogos das nossas carreiras e para nós não foi novidade. Então decidimos alterar essa estratégia. O Portimonense SC estava preparado contra a linha três, mas nós não, o treinador até o disse. Quando conseguimos alterar, o jogo a partir daí foi todo nosso.

 Portimonense SC

BnR: Depois de uma arrancada frente a Coates, Jackson Martinez ressentiu-se naquele momento e ficou mais apagado no jogo, inclusive houve momentos em que coxeou. Queria perguntar-lhe sobre a condição física do jogador depois de ser substituído?

Joaquim Preto: É uma situação normal. O Jackson Martinez tem tido algumas limitações físicas como é de esperar, mas tem sido esta situação quase todos os jogos. A substituição veio não por algo em específico, mas por aquilo que tem acontecido ao jogador.

Rescaldo com opinião de Inês Marques Santos e João Pedro Barbosa

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

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