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O Sporting regressou aos triunfos no campeonato, tendo conseguido uma vitória tranquila por 3-0 frente ao Arouca, que se mantém abaixo da linha de água. Os comandados de Jorge Jesus voltaram às boas exibições e derrotaram, sem apelo nem agravo, a equipa de Lito Vidigal.

O técnico do Sporting voltou ao esquema habitual, após ter alinhado com três centrais em Dortmund. João Pereira, Adrien Silva, Joel Campbell e Bas Dost voltaram à titularidade, tendo estado todos em muito bom plano na noite de hoje. O Sporting entrou forte na partida, com a ala direita composta por João Pereira e Gelson Martins a dinamizar bastante o jogo ofensivo leonino. Foi desse flanco que nasceu o primeiro golo verde e branco, o único da primeira parte. Num lance típico das equipas de Jorge Jesus, os centrais ganharam a bola nas alturas após um lançamento de João Pereira e Bas Dost fez aquilo que faz melhor: faturou na única vez que tocou na bola. Este golo foi muito importante, uma vez que permitiu à equipa ganhar confiança e evitou o antijogo normal da equipa treinada por Lito Vidigal, que continua a ser uma boa cliente em Alvalade. Em quatro jogos disputados para a Liga em Alvalade, o Arouca já encaixou qualquer coisa como catorze golos.

O seguimento da primeira parte foi algo morno, com o Arouca a fechar-se bem no seu meio campo e o Sporting sem conseguir arranjar alternativas para furar a organização “amarela”. No Sporting, Campbell, Adrien e João Pereira eram as melhores unidades. O capitão esteve com atenção especial à saída de jogo dos arouquenses, tendo dificultado bastante a tarefa a André Santos. É em pormenores como estes que se nota a diferença abismal entre Adrien e os outros jogadores que ocuparam a sua posição enquanto esteve lesionado. O capitão joga, faz jogar, como se notou nas constantes indicações que ia dando a Gelson Martins ou a Marvin Zeegelaar, e a equipa tem outra segurança quando ele joga. William Carvalho, por exemplo, é um jogador totalmente diferente com ou sem Adrien em campo.

Da primeira parte, ocorrem-me mais duas notas: o critério ridículo de Carlos Xistra na marcação de faltas e a falta de qualidade dos jogadores do Sporting no fornecimento de bolas para a finalização de Bas Dost. O holandês tem tido um grande trabalho nesta adaptação aos novos colegas e, principalmente, a uma nova forma de abordar o jogo, por parte de Jorge Jesus. Raramente chegam bolas aéreas ao ponta de lança holandês e acho que essa deve ser uma estratégia a explorar pelo Sporting, ainda para mais nestes jogos contra equipas apenas interessadas em defender. Quando a zona interior do terreno está demasiado povoada, os flancos são uma arma a aproveitar e, com um avançado como Bas Dost na área, não são precisos muitos cruzamentos de qualidade para haver golo.

A segunda metade começou com a expulsão de Vítor Costa. O lateral esquerdo do Arouca, que tinha visto um amarelo na primeira parte, tentou atrasar um lançamento lateral de Jorge Jesus e foi punido pelo árbitro. Finalmente vemos o antijogo a ser minimamente penalizado em Alvalade. Mesmo a perder, Bracali levava eternidades para bater bolas paradas e Artur quase teve tempo para jantar enquanto saiu, muito vagarosamente, de campo na hora de ser substituído. Nem quero imaginar o que seria o antijogo do Arouca caso tivesse chegado empatado ao intervalo. Se eu já não me lembro de Rui Patrício ter efetuado uma única defesa enquanto estavam onze contra onze, quando Vitor Costa foi expulso, Patrício foi mais um entre os 40 mil espetadores que estiveram em Alvalade. Logo de seguida, chegou o 20, com Adrien a servir Joel Campbell após um rápido contra ataque da equipa leonina.

Já na última meia hora do encontro, Adrien Silva falhou uma grande penalidade, após ter sido derrubado por Velázquez, e Bas Dost voltou a mostrar toda a sua enorme capacidade de finalização, aproveitando um cruzamento teleguiado de Campbell para bisar na partida. O Sporting ainda teve mais uma mão cheia de oportunidade para aumentar a vantagem, mas não logrou consegui-lo. No final de jogo, é de lamentar a confusão que se terá instalado junto aos balneários, numa situação que não é virgem entre ambos os clubes. Basta que nos lembremos da rábula de Lito Vidigal no jogo da época passada, em Arouca.

Os “leões” tiveram assim uma boa jornada, onde reduziram a vantagem para o líder SL Benfica e voltaram a ficar empatados na tabela com o FC Porto. O Sporting depende novamente apenas de si próprio para ser campeão nacional e o próximo jogo do campeonato é mais um de grau de dificuldade bastante elevado, com a deslocação ao Bessa, para enfrentar o Boavista. Até lá, contudo, ainda terá como adversários o Praiense, na Taça de Portugal, e o Real Madrid, na Liga dos Campeões.

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