O Sporting CP parecia bem lançado na frente do campeonato, chegando a ter uma vantagem confortável, mas os recentes empates acabaram por fazer o Leão tremer e começar a desconfiar de si próprio. Algo que parecia que não iria acontecer, pois, o Sporting CP, mesmo com toda a juventude no plantel, demonstrava ser irreverente e transpirar confiança por todo o plantel e staff.

A verdade é que a vitória diante do SC Farense vem trazer uma nova esperança e o tão esperado balão de oxigénio que os Leões precisavam, acrescido ao facto de jogar primeiro que os seus principais rivais.

Se na teoria a vitória seria fácil na prática foi sofrida, mas mais importante do que isso e do que jogar bem neste momento é garantir, sem dúvida, os três pontos, porque o Sporting CP não tem margem de erro para um título que foge há muitos anos. Com isto, é de olhar e encarar os restantes jogos – faltam apenas sete finais – com confiança e otimismo, mas com os pés assentes na terra e sem olhar para possíveis facilitismos teóricos.

Sporting CP
Os leões em casa ainda vão ter partidas com clubes, que na teoria, mais acessíveis no percurso rumo ao título
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O Sporting CP tem ao dia de hoje nove pontos de vantagem (um jogo a mais), sendo que faltam disputar 21 pontos. Em casa, os Leões vão receber já na próxima quarta-feira o Belenenses SAD, recebendo ainda o CD Nacional, o Boavista FC e, na última jornada, o CS Marítimo. O Sporting CP terá obrigatoriamente que fazer aqui o pleno de vitórias e conquistar os 12 pontos em jogo.

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Dificilmente, o Sporting CP perderá o campeonato – na minha opinião – se conseguir vencer os jogos que faltam jogar em casa, porque as outras equipas ainda vão perder pontos. Apesar de jogar fora contra SC Braga, Rio Ave FC e o tão aguardado dérbi lisboeta contra o SL Benfica, os leões terão condições também de fazer bons resultados e de continuar o registo de 27 jogos sem qualquer derrota.

Apesar de o momento de forma não ser o mais ideal nesta altura, volto a reforçar que o mais importante é ganhar e não jogar bem. A equipa leonina curiosamente no início da época era uma equipa mais para a transição e para os equilíbrios, era uma equipa que criava menos, mas era mais eficaz. Curiosamente quando assume dinâmicas novas como é o caso do losango com a inclusão de Daniel Bragança, é uma equipa com ainda mais bola e capacidade na construção, acaba por criar mais e consentir menos oportunidades, mas demonstra menos capacidade para ser eficaz – provavelmente pelos indicadores de nervosismo que a equipa sente no momento.

Veremos se a solução para Rúben Amorim passará precisamente por regressar à primeira forma da equipa e da forma como conquistou a vantagem pontual, certamente que teremos campeonato até ao fim, mas resta acreditar e esperar que a equipa continue a demonstrar a competência que demonstrou em grande parte da época.

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