sporting cp cabeçalho 2Desde sempre, na historia da humanidade, tem existido uma divisão cultural e sobretudo financeira entre norte e sul.

Para começar, o próprio mundo está dividido entre hemisfério norte e hemisfério sul, sendo que os países ricos se situam no Norte e os pobres no Sul. O mesmo acontece se dividirmos cada um dos hemisférios com países do Norte e do Sul, em que na América os sulistas saíram a perder (apesar de nesse caso ter sido bom), e na Europa os países do Sul continuam reféns financeiros do Norte.

Com todos estes indicadores históricos percebemos que o norte manda, o Sul obedece. Mesmo em Portugal é reconhecido que o poder financeiro se situa no Norte.

Também no futebol o poder financeiro faz a a diferença Fonte: financefootball.com
Também no futebol o poder financeiro faz a a diferença
Fonte: financefootball.com

O Sul sempre foi “obrigado” a pedir ajuda ao Norte, ao que estes sempre responderam de forma positiva, não como forma de bom samaritano (era só o que faltava. Esses são do Sul), mas uma ajuda que lhes permita que os do sul fiquem eternamente dependentes do norte. É a historia de “não lhes dês peixe, ensina-os a pescar”, mas só se o peixe for de um mar do Norte com cotas.

Não quero com isto estar aqui a exorcizar os povos do Norte, até porque se têm essa riqueza é porque trabalharam para isso, e tiveram o mérito de o conquistar. Quero antes tentar mostrar aos povos do Sul, que aproveitem essa ajuda momentânea para alavancarem competências que lhes possam dar vantagens competitivas futuras em vez de se “agarrarem” ao ópio do dinheiro fácil.

Anúncio Publicitário

Transportando isto para o futebol, e se o olharmos apenas pelo jogo jogado, diria que era um exemplo antagónico, em que os países do Sul se sobrepõem aos do Norte, onde vemos as selecções mais fortes alocadas na América do Sul, e onde as selecções do Sul da Europa se agigantam relativamente às do Norte. Fenómeno gerado pelo futebol de rua, alimentado por crianças pobres que não têm mais que uma bola de trapos para ocupar os seus dias.

Mas como em tudo, o futebol, ao tornar-se um negócio rentável, passa a ser mercadoria do Sul, comandada e controlada pelo Norte, em que a meritocracia deixa de ser a característica mais importante para encontrar os vencedores de um jogo que deveria premiar quem joga melhor.