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Francês com Francês se paga. Foi desta forma que o Sporting fechou a semana e vingou a derrota sofrida perante o Marselha. Desta vez, o autocarro não chegou atrasado e Jorge Jesus não inventou nadinha. O “excusez-moi” aprendido em terras helvéticas foi suficiente para ninguém borrar a pintura, ou quase ninguém.

Mas quais as diferenças desta partida para a anterior? Quase tudo! Piccini parece ter levado uma tamanha injecção que mudou o seu nome para Piccinão. Battaglia, como referido no texto passado, bastava tirar as pantufas para a qualidade sobressair. É o número seis, em disputa com Petrovic e Palhinha, com mais capacidade, tanto na luta como na entrega. Bruno Fernandes é o compressor – deixem explicar-vos porquê: um carro pode ser vistoso, ter pneus de qualidade, pequenos como Gelson, Podence e Acuña, mas que imprime uma velocidade estonteante consoante a aceleração; pode ter um grande motor – o gigante holandês
raramente falha -, Bas Dost quando visa a baliza é certeiro e eficaz, mas se a máquina não tiver um compasso capaz de pautar e desenhar cada ritmo, de nada serve ter o resto. E Bruno Fernandes faz isso tão bem que começa a ser frustrante ter Adrien no mesmo plantel.

 

Bruno Fernandes está a adaptar-se de forma bastante rápida na equipa leonina Fonte: Sporting CP
Bruno Fernandes está a adaptar-se de forma bastante rápida na equipa leonina
Fonte: Sporting CP

É genuíno dizer que, neste momento, a maior dificuldade seria colmatar uma possível venda de Gelson Martins. Mas, não podemos ser ingratos. Ter Adrien e William é um luxo. É um prazer ver dois atletas de classe mundial no plantel. Mesmo depois de ter descolorado ainda mais o cabelo, Fábio Coentrão continua a encantar. Mathieu continua a ter dificuldade em sair das costas de Coates – se bem que neste jogo frente ao Mónaco esteve muito menos tímido.

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Doumbia não engana, parece mesmo ter o dobro da idade e da necessidade em se adaptar à equipa. Não é que se possa fugir à injustiça, afinal até fez um golo contra o Marselha e mostrou alguma mobilidade, mas, já frente ao Mónaco, foi presa fácil para os defesas, como uma preguiça é para um felino faminto. É de realçar que outros jogadores contratados tiveram a possibilidade de se mostrarem, mas que claramente ficarão com a ingrata tarefa de esperar por uma oportunidade dourada para dissuadir os mais desconfiados, como será a incumbência de Mattheus Oliveira e André Pinto.