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As vitórias podem evitar que se olhe para o funcionamento interno de uma equipa, no sentido daquilo que pode estar a correr menos bem ou que possa vir a ser melhorado no futuro. Os resultados positivos podem, por isso, dificultar uma análise detalhada e profunda sobre o que se passa no interior de um plantel ou de uma equipa ou, eventualmente, esconder-se, sob o pano glorioso das vitórias, os defeitos ou as arestas ainda por limar.

Escrevo esta crónica no dia seguinte ao empate a uma bola dos Leões contra a poderosa Juventus em Alvalade para a Liga dos Campeões. Foi um jogo em que, do ponto de vista exibicional, correu praticamente tudo bem. Digo “praticamente” e não “totalmente” pois a maturidade ou, neste caso, a falta dela, foi determinante num jogo de elevada exigência competitiva.

O Sporting continua a fazer boas exibições na Liga dos Campeões Fonte: Sporting Clube de Portugal
O Sporting continua a fazer boas exibições na Liga dos Campeões
Fonte: Sporting Clube de Portugal

O empate contra a formação de Turim dificulta um pouco, por isso, devido à excelente prestação da equipa do Sporting, o exercício de detetar falhas ou aspetos menos positivos. Mas convém, em nome da cultura de exigência inerente ao ADN do Sporting, que não tenhamos memória curta e não nos iludamos com as exibições mais conseguidas dos Leões. Um clube enorme, como é o Sporting Clube de Portugal, tem sempre que considerar que, independentemente das vitórias – sejam elas pela diferença mínima ou esmagadoras – há aspetos a melhorar.

A classificação da equipa no Campeonato Nacional traduz uma eficácia bastante positiva para este momento da temporada – empates apenas contra o Moreirense fora e em casa contra o FC Porto . Além disso, o facto de estarmos a dois pontos do atual líder do Campeonato (FC Porto) galvaniza os adeptos mas deixa-nos com a frase, todos os anos insistentemente repetida, de que “este ano é que vai ser”. Apesar dos resultados maioritariamente vitoriosos dos Leões, evidenciam-se nesta equipa algumas lacunas que devem preocupar qualquer sportinguista que ama o seu clube e que esteja sedento do tão desejado campeonato nacional. É um Sporting que vence mas que nem sempre convence. Vamos por partes.

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O Simão é psicólogo de profissão mas isso para aqui não importa nada. O que interessa é que vibra com as vitórias do Sporting Clube de Portugal e sofre perante as derrotas do seu clube. É um Sportinguista do Norte, mais concretamente da Maia, terra que o viu nascer e na qual habita. Considera que os clubes desportivos não estão nos estádios nem nos pavilhões, mas no palpitar frenético do coração dos adeptos e sócios.                                                                                                                                                 O Simão escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.