Neste domingo (dia 24 de maio), realiza-se mais uma final da Taça de Portugal e desta vez entre Sporting e Torreense. Além de ser sétima final do Jamor entre um clube de primeira e segunda divisões, é a primeira desde 2009/10. A última foi entre FC Porto e GD Chaves, que os dragões venceram por 2-1.
Os dois emblemas já não se cruzavam há 34 anos. A última vez foi para a Liga Portuguesa 1991/92, quando os torreenses foram goleados por 4-0 em Alvalade e ano em que estiveram na primeira divisão pela última vez. O histórico entre os dois clubes é claramente favorável aos leões, mas com algumas surpresas pelo meio. Jogaram por 15 vezes, maioritariamente para a Liga Portuguesa (12), com nove triunfos para o Sporting, três terminaram empatados e nos restantes três com uma vitória da equipa de Torres Vedras. Nos 15 jogos, os leões marcaram 30 golos e os torreenses nove.


No entanto, o histórico é marcado pela igualdade total quando se joga para a Taça de Portugal. Nos três jogos a contar para a “prova rainha”, ambas as equipas venceram por uma vez e o restante jogo terminou empatado (primeira mão dos oitavos de final da edição 1957/58). No dia 24 de maio de 2026, será a primeira vez que Sporting e Torreense se encontram em campo neutro e para uma final. Será um jogo para acompanhar com expetativa em relação a ambas as partes e ficam cinco elementos entre os muitos candidatos a ajudar a sua equipa a levantar a Taça no fim do encontro.
5.


Pedro Gonçalves – Se há jogador com capacidade de aparecer e se mostrar em jogos decisivos, esse jogador é Pedro Gonçalves. Pote é um jogador eficiente em momentos de decisão, inteligente quanto ao seu posicionamento ideal e forte a finalizar (15 golos em 2025/26).
Num jogo como esta final, em que o Torreense procurará fechar espaços interiores o máximo possível, o número oito do Sporting será uma das chaves da equipa de Rui Borges para os interpretar da melhor forma e acelerar o jogo ofensivo leonino em poucos toques (nove assistências).
4.
Lucas Paes – Para a equipa de Torres Vedras sair de Oeiras com um resultado positivo, é fundamental existir uma máquina defensiva bem oleada para resistir à onda ofensiva verde e branca. O guarda-redes da equipa de Torres Vedras será uma das pedras vitais para que tal se concretize. Lucas Paes é um guardião forte entre os postes, com bons reflexos, seguro no jogo aéreo e também se destaca pela sua concentração e consistência competitiva.
3.


Kévin Zohi – Uma final é sempre o momento para os craques de uma equipa aparecerem. Zohi foi um dos melhores marcadores da equipa de Torres Vedras em 2025/26 (nove golos e uma assistência em 36 jogos).
Além da sua capacidade de concretização e de atacar a profundidade, é veloz, forte nos duelos físicos e eficaz quando encontra qualquer espaço vazio. No seu melhor, poderá ser decisivo.
2.


Francisco Trincão – Um dia bom de Trincão quase sempre significa uma vitória do Sporting. Num jogo como esta final, será fundamental criar desequilíbrios, especialmente no último terço.
Trincão é um dos principais candidatos do Sporting a fazê-lo regularmente. É um jogador forte na condução de bola no espaço interior, na combinação curta com os colegas, criativo e um instinto refinado na decisão final por um remate (13 golos em 2025/26) ou por uma assistência (15).
1.


Luis Suárez – O melhor marcador dos leões (37 golos e sete assistências em 52 jogos) e da Liga Portuguesa (28 golos) é logicamente o principal rosto a decidir a final da Taça de Portugal. Embora também seja forte a atacar espaços em profundidade, Suárez é mais um avançado de mobilidade com um perfil mais associativo com os outros jogadores de ataque da equipa na criação de um lance ofensivo, que muitas vezes termina com o remate do colombiano.

