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Um ano e meio após a primeira entrevista, e coincidindo com a celebração do 6.º Aniversário do Bola na Rede, voltámos a conversar com Pedro Proença, agora Presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional

Bola na Rede (BnR): Acha que tem existido uma evolução na competitividade da Liga Portuguesa?

Pedro Proença (PP): Sim. Apesar de a luta pelo título ainda se fazer a três, há equipas, como o Sporting de Braga, que, de alguma forma, se têm intrometido nesse objetivo maior da Liga NOS. O mesmo se passa relativamente aos lugares de acesso à Liga Europa, em que destaco, nas últimas cinco temporadas, as estreias de Arouca, Estoril-Praia e Paços de Ferreira, assim como os regressos de Belenenses e Nacional da Madeira a essa competição. Cresce o interesse, naturalmente, quando há objetivos. E até o de permanência empresta à competição, sobretudo na última fase da prova, motivação-extra. A evolução competitiva está relacionada com a qualidade do jogo e dos seus intérpretes – jogadores, treinadores e árbitros -, pelo que, sim, há evolução, na medida em que a liga portuguesa é, hoje em dia, uma das mais cotadas na Europa.

O agora presidente da LPFP faz um balanço positivo do primeiro ano no cargo Fonte: LPFP
O agora presidente da LPFP faz um balanço positivo do primeiro ano no cargo
Fonte: LPFP

BnR: A alteração dos horários para os jogos dos diferentes campeonatos em Portugal tem sido uma luta constante. Julga ser possível extinguir os jogos em horário noturno no fim-de-semana, à imagem do que se passa nos melhores campeonatos, como por exemplo a Premier League?

PP: Há uma relação direta entre a competição e os seus formatos de promoção fora dos relvados. Algo que exige um grande equilíbrio entre o interesse dos clubes, o estado físico dos jogadores, a disponibilidade dos espetadores que vão as estádios e os operadores de televisão. Este último fator, numa equação da qual resultam os horários definidos, é importantíssimo para a economia do futebol. É o equilíbrio que procurámos, enquanto entidade organizadora das competições profissionais. E nem sempre fazer igual a outros que consideramos melhores é a solução ideal para casos como o campeonato português. Às vezes basta o facto de, socioculturalmente, as pessoas em Inglaterra começarem o dia mais cedo, deixarem o seu trabalho diário mais cedo e estarem disponíveis mais cedo para se deslocarem aos estádios ou verem um jogo em casa. Os fatores que nos levam à marcação dos jogos são vários. Mas o caminho é o da otimização e o da adequação a todos: clubes, atletas, público e media.

BnR: Acha que seria benéfico, para as três equipas em campo, que o jogo fosse cronometrado, como no futsal?

PP: Concordo, em termos teóricos, com a contagem cronometrada nos jogos de futebol de 11. Penso que seria uma medida muito interessante.

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