O avançado Endrick, emprestado pelo Real Madrid ao Lyon, abordou os desafios da carreira e o momento atual numa entrevista.
Emprestado pelo Real Madrid ao Lyon de Paulo Fonseca, Endrick abordou o lado mais difícil da carreira no futebol. O avançado internacional brasileiro admitiu que não gostaria de ver um futuro filho a seguir o mesmo caminho.
«Espero que ele se torne uma pessoa fantástica, um ser humano extraordinário. E que me veja fora do campo como uma pessoa normal, não como Endrick, o futebolista. O futebol não é um lugar agradável, é um meio muito difícil. Espero que ele se torne advogado, médico ou qualquer outra coisa… e que consiga ser feliz no seu próprio mundo», afirmou, em entrevista ao The Guardian.
O jovem avançado do Lyon recordou também os momentos complicados que enfrentou ao longo da carreira, nomeadamente uma lesão que o afastou da competição:
«Tive uma lesão complicada e perdi muito tempo. Isso afastou-me de muitos combates, treinos e trabalho. Não pude competir. Quando nos lesionamos, perdemos tudo. Perdemos a oportunidade de lutar por um lugar. São coisas que estão fora do meu controlo. Sim, tive muito medo. Chorei várias vezes, é algo que se faz em privado. Não sabia como lidar com a minha lesão, o que esperar. Não sabes se vais ter uma recaída, se vais manter a força, se vais voltar mais fraco. Isso afeta-te muito, assusta-te. Mas sabia que tinha de seguir em frente», explicou.
Endrick falou ainda sobre os objetivos com a seleção brasileira, apontando à presença no Mundial.
«Preciso de jogar bem nos jogos que faltam para garantir o meu lugar. O meu sonho é disputar o Mundial e ajudar o meu país. Vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para ajudar o Brasil», destacou.
O avançado canarinho revelou também uma mudança na forma como lida com críticas, assumindo que hoje dá menos importância ao que é dito nas redes sociais.
«Quando comecei, não me dava bem com as redes sociais, nem com as críticas. Saía do campo e ia direto ao Twitter, às redes sociais, para ver o que as pessoas diziam de mim. Queria alimentar o meu ego… mas isso não é bom. Graças a Deus, essa fase já passou. Agora, quando o jogo termina, mantenho a calma e concentro-me na minha recuperação. Já não me importo com as críticas, não presto atenção ao que os outros dizem. Quando eliminas isso da tua vida, as coisas tornam-se mais fáceis. Assim que ignoras o que se passa fora do campo, começas a ter um melhor desempenho dentro dele. Essa é a chave», rematou.
A dupla portuguesa, composta por Nuno Deus e Pedro Perry, entrou a vencer na prova do circuito internacional de Padel, no FIP Silver Leiria.
A dupla portuguesa formada por Nuno Deus e Pedro Perry iniciou da melhor forma a sua participação no FIP Silver Leiria, ao vencer na primeira ronda do quadro principal.
Os portugueses derrotaram a dupla composta por Orta Llerena e João Caiano, em dois sets, com os parciais de 7-6 e ode 6-3.Na segunda ronda, marcada para esta sexta-feira, Nuno Deus e Pedro Perry vão defrontar a dupla espanhola Blanco Solet e Pablo Remolina.
O torneio de Leiria decorre até ao próximo domingo, dia em que se realizam as finais dos quadros principais masculino e feminino.
A cerimónia de renovação de contrato do treinador do Sporting, Rui Borges, está a decorrer durante a manhã desta quinta-feira, em Alvalade.
Numa cerimónia em Alvalade com o presidente Frederico Varandas, o Sporting tornou oficial a renovação de contrato de Rui Borges até 2028. O treinador assumiu o comando técnico dos leões em 2024/25,
Desde então, Rui Borges alcançou o bicampeonato nacional, conquistando também uma Taça de Portugal. Esta temporada, comandou o Sporting a uma das melhores campanhas de sempre na Champions League.
Atualmente, o Sporting já não tem hipótese de revalidar o título da Primeira Liga, ocupando a terceira posição da Primeira Liga com 73 pontos. Contudo, poderá voltar a levantar a taça da prova rainha frente ao Torreense no Jamor.
Frederico Varandas falou à margem da cerimónia da renovação de Rui Borges com o Sporting. Técnico segue nos leões até 2028.
Frederico Varandas marcou presença na cerimónia da renovação de contrato de Rui Borges com o Sporting, selada até 2028. Em conferência de imprensa, o presidente leonino falou no trabalho do treinador.
«Mais um ano de contrato. Recordar que Rui Borges e a sua equipa técnica fazem 16 meses de Sporting. Há quem valorize muito os resultados de 15 dias, há quem valorize o trabalho de 15 meses e meio, o bicampeonato, a dobradinha, a melhor campanha de sempre na Champions, o recorde de número de vitórias consecutivas em Alvalade, termos atingido duas finais, Taça da Liga e Supertaça. Percebo que em 16 meses de trabalho, há quem valorize mais uns aspetos que outros. Valorizamos o processo de trabalho, mais que resultados ou troféus. Sendo a renovação de um contrato, interpretamos como ato de futuro para o clube. Jamais renovamos a pensar no troféu do passado. Independentemente dos títulos conquistados e perdidos, o processo é o mais decisivo. O Sporting tem de estar na decisão dos títulos».
«Para além das componentes técnicas, mérito do treinador e equipa técnica, existe um lado humano que valorizamos muito. Rui Borges é sério, intelectualmente honesto, livre que protege os seus. Comunica pela sua cabeça e jamais pelo que o presidente ou estrutura dizem para ser. Valorizamos isso e por isso Rui Borges é o nosso treinador».
De seguida, Frederico Varandas respondeu ainda a algumas perguntas dos jornalistas presentes no local.
«Não tomamos decisões por marés, não navegamos ao sabor do que estão a dizer, do que estamos a achar ou vão sentir. Navegamos com base em convicções e processos de trabalho. Timing? Já renovei com um grande treinador que terminou em quarto essa época e tomámos a decisão e nem em quinto estávamos. Não são 15 dias que tomam o fator preponderante da decisão. Acho curioso. Recordo-me bem, em setembro de 2025, quando falei com os jornalistas, perguntaram-me da renovação de Rui Borges. Não respondi e criou-se um caso. Em cinco ou seis momentos em que comuniquei com os jornalistas, houve sempre uma pergunta se ia renovar. Nunca disse nada e reparei no burburinho e ruído sobre a ausência da resposta. O timing, do ponto de vista de gestão de um grupo, é muito simples. O mister tinha mais um ano de trabalho. É o homem certo? É. A renovação ajuda à estabilidade? Ajuda. Do ponto de vista negocial, a renovação de um treinador ou jogador é mais difícil no último ano de contrato e o treinador ou jogador até poderá apalavrar com um outro clube. São várias razões. Se não tivéssemos feito a renovação hoje e quem questionaria o timing, as mesmas pessoas perguntariam em setembro do porquê».
«Luta pelo 2.º lugar e impacto na próxima época? Nós não temos nada a ver, com todo o respeito, com o rival. Clube diferente, dirigentes diferentes, massa asssociativa diferente. Não há qualquer paralelo. A expectativa é que Rui Borges continuem a dar a performance da equipa na luta pelos títulos e na decisão. Por vezes ganharemos, outras perderemos. Temos ganho mais do que perdido. Mais uma vez, estivemos nas decisões. Eu não tenho medo de perder, mas de fazer algo que não acredito».
«Um presidente de um clube como o Sporting tem de perceber o adepto. Percebo-o muito bem. Percebo a emotividade, a memória, a importância do presente na vida do adepto. Enquanto estiver aqui, jamais decidirei como adepto. Críticos? Percebo, são adeptos. Objetivos? É continuar a ser o que temos sido. Estes senhores aumentaram a fasquia do Sporting. Este é o grupo mais vencedor dos últimos 70 anos do Sporting. Têm de ter 80 anos para cima para se lembrarem de algo melhor».
«Mercado de janeiro do Sporting? É um clássico. O Sporting arranca mal os campeonatos porque faz mal mercado, o ano mercado foi um mercado desastroso, este ano é um dos culpados. A nossa análise fria e racional do “insucesso” desta época é resultado do sucesso desta época. Vou explicar. O Sporting chega aos oitavos de final da Champions League. Em agosto achei que ia ser difícil passar os playoffs. Plantel mais valioso da Liga Portuguesa e achei que ia ser difícil. Passámos com distinção, como a 7.ª melhor equipa. Passámos aos oitavos e encontrámos uma equipa muito competitiva e séria. Eliminámos essa equipa. Hoje, vendo o calendário desportivo da liga doméstica (campeonato e Taça) e sabendo quem viria a seguir na Champions League, tinha muita confiança que, se o Sporting não tivesse passado o Bodo/Glimt, teríamos o tricampeonato na mão. Bodo/Glimt, um dos melhores jogos que vi na minha vida da história do Sporting, todos exultaram a qualidade da equipa. Para mim, essa equipa veio complicar muito as vitórias no campeonato e Taça de Portugal. Estou à vontade de confessar. Graças a Deus não sou treinador. Disse, dois dias antes ao mister Rui Borges, que analisando o calendário, Arsenal quarta, Benfica domingo, quarta FC Porto, em sete dias três jogos de exigência única. Não há mais exigente que aquilo. Vou condenar o meu treinador e jogadores por acreditarem que era possível passar às meias da Champions League? Eu não teria feito, assumo. Disputaram dois jgoos contra o líder da Premier League, 6X o nosso orçamento e estivemos até ao último segundo a disputar as meias da Champions League. A fatura pagámo-la muito. Fala-se de lesões e cansaço. Um jogador de futebol depois de um jogo de alta competição, a célula muscular demora 5 dias a recuperar a 100%. São factos científicos. Se jogarmos quatro dias depois, o atleta vai jogar a 80%, 75%. Se jogarmos 72 horas depois, vão jogar a 50% ou 60%. O risco de lesão aumenta exponencialmente. Com todo o respeito ao Estrela, se apanhávamos uma equipa dessa dimensão [em vez do Benfica], sobreviveríamos com dificuldade. Temos plantel para ganhar a Liga, a Taça e chegar às meias-finais da Champions? Na minha opinião não. Vamos analisar as oito melhores equipas da Europa nos quartos da Champions. Arsenal, duas derrotas, Atlético Madrid, duas derrotas, uma na final da Taça, Real Madrid hipotecou campeonato, PSG perdeu um jogo. São equipas com mau departamento médico e maus plantéis? Não vejo assim. O mercado de janeiro é o costume, pouco ambicioso, pouco criterioso, e continuamos a ter o plantel mais valioso. O plantel é 5% mais valioso do que quando a equipa técnica chegou, mesmo Viktor Gyokeres. Se o plantel é fraco, os rivais são ainda mais fracos. O desonesto é comparar o incomparável. A exposição competitiva deste plantel não tem nada a ver com o líder do campeonato. A Liga dos Campeões não tem nada a ver com a Liga Europa. Metam o líder justo do campeonato português a jogar contra Juventus, Nápoles, Marselha, Athletic, PSG, Bayern Munique, duas eliminatórias contra Bodo/Glimt e Arsenal. A performance seria igual? Acho que não. Mérito do rival, que jogou para um troféu. Inteligentemente, jogou na Liga Europa a rodar oito jogadores e foi eliminado por uma equipa a sobreviver na Premier League e um Sporting a 50% das condições. Apostou bem. Conquistámos três campeonatos e num não fomos a melhor equipa e ganhámos o campeonato. Fomos competentes, olhos todos numa competição. Quem ganha é a melhor equipa, mas comparam o incomparável. Exposição competitiva brutal. Sem a remontada histórica [Bodo/Glimt], o tricampeonato seria nosso».
«FC Porto campeão? Darei os parabéns aos profissionais e jogadores do FC Porto. Tiveram muito mérito e seriedade. Acima disso, há coisas mais importantes que vencer: a forma de estar na vida. Está muito acima da vitória ou da derrota».
«Elevado número de lesões? É altura de esclarecer com factos e com ciência. O Sporting está desde 2013 num grupo de elite da UEFA de injury study. Tem médicos, investigadores e departamentos clínicos de clubes na Champions League. Todos os anos há recolha de dados sobre treino, jogos, lesão. O Sporting está desde 2013, FC Porto e Benfica há mais tempo. Todos os anos se reúnem os departamentos clínicos e há resultados. Número médio de lesões: 2 por jogador por lesão, média de 40 a 50 lesões por ano. Vi um artigo em Espanha sobre os problemas clínicos dos três grandes: Real Madrid: 120, Barcelona 82, Atlético Madrid 65. O Sporting está abaixo da média de lesões por ano. Há uma retórica e um ruído permanente. O Sporting foi ao Dragão e só falaram de lesões com o meu treinador. O FC Porto tem mais lesões, não há uma notícia sobre isso. E não são muitas, é moda. Temos de ver depois a qualidade da lesão. Analisem o Arsenal, o Manchester City. Dentro das lesões do Sporting, número muito reduzido de lesões musculares, a única que dá para evitar e controlar de alguma forma. A maioria das lesões são traumáticas e não há prevenção alguma. Mais importante é o número de lesão. Têm de fazer o vosso trabalho. É abaixo da média de equipas que joguem a este nível. É justo defender a qualidade das pessoas da estrutura. O nosso diretor clínico e da unidade de performance foi convidado esta semana por um top-5 da Premier League e não é o Manchester City do nosso amigo Hugo Viana. O nosso head phisio também foi convidado este ano. Olho para o coordenador da unidade de performance e este ano foi convidado para outro clube. Três clubes diferentes. Não é difícil chegar ao clube, são só 5. O nosso diretor foi o médico escolhido pela FIFA para estar com as seleções no Mundial nos EUA. Tenho de mandar tudo embora é competência a mais».
O FAR Rabat, orientado pelo técnico português Alexandre Santos, venceu o Raja Casablanca e reforçou a posição na luta pelo título.
O FAR Rabat, treinado pelo português Alexandre Santos, venceu o Raja Casablanca por 2-1, num clássico do futebol marroquino, resultado que lhe permitiu isolar-se no segundo lugar do campeonato, a apenas dois pontos do líder Magreb Fez.
A equipa da casa, já apurada para a final da Liga dos Campeões Africanos, inaugurou o marcador por Hadraf aos (52′), com Slim a ampliar a vantagem aos (68′). O Raja Casablanca ainda reduziu através de uma grande penalidade convertida por Ennaffati aos (78′).
Com este resultado, o FAR Rabat mantém-se firme na luta pelo título, ocupando o segundo lugar, a dois pontos do primeiro classificado, e com vantagem sobre o terceiro, o próprio Raja Casablanca.
A formação do Benfica tem-se assumido, ao longo dos anos, como uma das melhores da Europa, lançando jovens talentos para o mais alto nível ou para potenciar noutros mercados. Nessa vertente, Gonçalo Moreira tem sido um dos nomes em maior evidência no Seixal, acumulando números impressionantes e chamando a atenção pela sua veia goleadora invulgar para um médio.
Natural da Maia, o jovem começou a sua caminhada no Pedrouços, passando pelas Casas do Benfica de Fafe e da Póvoa de Lanhoso, até chegar ao Benfica Campus em 2018. Campeão nacional de Juvenis em 2023, sagrou-se o melhor marcador da competição com 26 tentos em 31 jogos, mostrando desde logo o seu apurado faro para o golo. Mantendo a consistência e subindo escalões, tem brilhado intensamente nos Sub-23 e na equipa B.
Fonte: Edmilson Monteiro/Bola na Rede
É um jogador de pendor ofensivo muito versátil, tem 1,71 m de altura e é extremamente ágil, característica proeminente no seu jogo. O seu perfil está algures entre um extremo moderno, que atua a partir dos corredores laterais, e um médio ofensivo a atuar solto no apoio ao avançado. O seu jogo engloba, em grande parte, a sua imensa qualidade técnica e o centro de gravidade baixo, usando a agilidade para efetuar mudanças de velocidade e de direção num ápice, mantendo a bola sempre colada ao pé direito.
Nessa perspetiva, além de funcionar como um autêntico agitador no último terço no desequilíbrio individual, também é capaz de ler o jogo de forma inteligente, encontrando espaços vitais nas defesas adversárias através da sua versatilidade tática. É uma mais-valia na definição, destacando-se não apenas a criar, mas essencialmente a finalizar. Lidera as tabelas de melhores marcadores em várias provas, assumindo-se como uma ameaça constante sempre que flete para zonas interiores. Dentro de área, ou à entrada da mesma, tem o instinto de rematar à baliza com enorme frieza e assertividade.
Naturalmente, Gonçalo Moreira também tem fragilidades e aspetos a melhorar ao longo do seu desenvolvimento na transição para o futebol sénior. Embora a baixa estatura não seja impeditiva, a sua capacidade física nos duelos e a resistência no choque ainda estão um passo atrás da exigência dos patamares mais elevados. A sua maior fraqueza é o trabalho defensivo. No futebol atual, ele precisa de melhorar a reação quando perde a bola e de se esforçar mais para recuar. Além disso, cansa-se com facilidade, o que o impede de manter o rendimento durante todo o jogo. Estes pontos fracos vão acabar por melhorar com a experiência e o treino na equipa principal.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Gonçalo Moreira é dos talentos com mais potencial da sua geração no Seixal e os tempos que se avizinham confirmarão até quão longe o seu talento chegará. Antes de mais, aguarda-se a coragem para uma aposta continuada na equipa principal, garantindo que os seus números e o excelente momento de forma têm o palco que justificam.
O Benfica conseguiu, finalmente, alcançar o segundo lugar do campeonato. O triunfo por 4-1 frente ao Moreirense, mais o empate do Sporting na Vila das Aves, permitiu aos encarnados chegarem à posição que dá acesso à terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões na próxima época. Para isso se concretizar em definitivo o Benfica terá de vencer os três jogos que restam, partindo do princípio que os leões também os ganha.
Nessa goleada imposta ao Moreirense, no Estádio da Luz, Franjo Ivanovic entrou aos 75 minutos para o lugar de Vangelis Pavlidis, que pouco ou nada estava a acrescentar à equipa. O avançado croata marcou dois golos em dois minutos, e levantou de novo uma questão que por várias vezes foi debatida esta temporada. Ivanovic merece mais oportunidades a titular?
Antes de responder diretamente à questão, puxemos o filme atrás. No início da época, e ainda com Bruno Lage ao leme da nau encarnada, o Benfica chegou a jogar em 4-4-2, com Pavlidis e Ivanovic a fazerem dupla no ataque. Essa parceria não deu os frutos desejados e o 4-2-3-1 passou a ser novamente o esquema tático preferencial.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
A jogar apenas com um avançado, alguém na frente tinha de sair. Ivanovic foi o sacrificado. E entendia-se. Pavlidis já tinha os créditos da época transata, e o tempo veio dar razão ao ponta de lança grego, que começou a marcar golos com fartura. É atualmente o melhor marcador das águias e o segundo melhor do campeonato, só atrás de Luis Suárez. E quando alguém está a “faturar” semana após semana, fica difícil discutir o seu lugar no onze.
Mas todos os jogadores passam por fases menos boas, e Pavlidis está a passar por uma. Só para termos uma ideia, nos últimos três meses marcou apenas dois golos. Tantos quanto Ivanovic fez em 15 minutos da última partida. É pouquíssimo e denota falta de confiança, além de apresentar algum desgaste físico. Então porquê insistir em alguém que apresenta estas condições, quando há alternativas no ataque.
Ivanovic bisou frente ao Moreirense Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Esta época Ivanovic foi visto como um patinho feio do Benfica. Marcou poucos golos, mas faltaram-lhe mais oportunidades para mostrar que não queria ser suplente. Foi decisivo em Arouca, ao apontar o tento da vitória no último suspiro. Podia e devia ter somado mais minutos ao longo da temporada. Foi com alguma estranheza que José Mourinho o colocou a titular no embate com o Sporting, em Alvalade.
Uma prova de confiança do treinador português, mas também de estratégia, que explicou no final do jogo a importância que o avançado de 22 anos teve no dérbi.
Não é só pelo bis frente ao Moreirense e a quebra de rendimento de Pavlidis que acho que o número nove encarnado deve ser titular já na próxima jornada. É por toda a desconfiança que este jogador provocou junto dos adeptos, mas que afinal ainda pode ser muito útil. É porque sempre que alinhou de início, ou saltou do banco, mostrou atitude e vontade em querer ajudar a equipa. E nunca se deixou ir abaixo quando nem um minuto jogava, ou quando via Anísio Cabral ser lançado em vez dele.
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Estes dois golos deram-lhe aquilo que Pavlidis não tem neste momento. Confiança. E quando um jogador entra em campo confiante e motivado a história é outra. Faltam três jornadas para o fim do campeonato. Já nem vou discutir se Ivanovic deve ser, ou não, titular nos últimos compromissos das águias. A maior injustiça será não estar no onze em Famalicão.
Prestes a rubricar a sua renovação de contrato até 2028, Rui Borges tem sido um dos nomes mais falados nos últimos tempos, em plena fase conturbada para o Sporting.
Após terem sido eliminados dos quartos de final da Liga dos Campeões, os verdes e brancos não têm conhecido o sabor da vitória (embora tenham alcançado a tão desejada final da Taça de Portugal), tendo falhado o objetivo de revalidar o campeonato pela terceira vez consecutiva após um desaire frente ao Benfica (2-1), em Alvalade, e um empate inesperado frente ao já despromovido AVS (1-1).
Que a caminhada de Rui Borges de leão ao peito tem sido repleta de momentos de magia, isso é certo, mas o treinador dos verdes e brancos tem sofrido de um autêntico ‘calcanhar de Aquiles’ nas competições nacionais: os jogos grandes. Desde dezembro de 2024, altura em que abraçou o projeto leonino, o técnico mirandense soma apenas quatro triunfos em embates diante do Benfica, FC Porto e Braga, habituais candidatos às competições existentes.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
No universo do futebol, há quem defenda que o campeonato se ganha frente aos grandes e o Sporting de Rui Borges espelha exatamente isso: na presente temporada não conheceram o sabor da vitória perante os emblemas já mencionados, um fator que poderá ter feito a diferença naquilo que são as contas finais da atual edição da Liga Portuguesa.
O padrão verde e branco nos jogos grandes: da pressão à retirada do “pé no acelerador”
Com dois desaires e três empates protagonizados frente a SL Benfica, FC Porto e SC Braga, na temporada 2025/26, os leões de Rui Borges mostraram uma tendência: uma entrada forte, mas um certo adormecimento à medida do passar do jogo. No Estádio da Luz, em dezembro de 2025, o Sporting entrou possante e adiantou-se no marcador na passagem do 12 minuto, por intermédio de Pedro Gonçalves. Desde então, a turma de Alvalade baixou o ritmo de jogo, não procurando por oportunidades para voltar à vantagem na partida (os encarnados marcaram 15 minutos depois).
A autêntica ‘malapata’ do conjunto lisboeta, na presente temporada, debruça-se sobretudo na segunda parte das partidas. Frente ao SC Braga, o Sporting perdeu quatro pontos, já nos instantes finais dos duelos, após golos sofridos por parte do adversário. Os verdes e brancos controlam, mas abrandam a pressão e o ritmo de oportunidades, o que dá espaço para que os clubes rivais ganhem asas para sonhar.
Fonte: Rui Pereira/Bola na Rede
Uma tendência que se estendeu para outros jogos dos leões na Liga Portuguesa e também na Taça de Portugal. Em Barcelos e na Vila das Aves, o Sporting acabou por perder a vantagem por margem mínima (1-0) e levou ainda três partidas a prolongamento para a prova rainha. Na partida da 26.ª jornada, disputada na passada quarta-feira, 29 de abril, os verdes e brancos sofreram novo azar, perdendo uma vantagem por 2-0, para 2-2, após dois golos apontados pelo Tondela, já nos descontos.
Além-fronteiras, os verdes e brancos são sonhadores
Se frente aos rivais diretos, os verdes e brancos mostraram uma certa apatia na segunda parte das partidas disputadas, na Europa o caso é algo diferente. O Sporting viveu uma caminhada de sonho na Liga dos Campeões, caindo apenas para o Arsenal, nos quartos-de-final da competição, num trajeto que foi marcado por reviravoltas e surpresas.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Em Alvalade, o registo na prova milionária foi praticamente perfeito: seis partidas disputadas e apenas uma derrota, com vitórias protagonizadas diante do Marselha e do gigante europeu, Paris Saint Germain. Fora de portas, os leões viram-se em desvantagem em Bilbao (3-2) e diante do Bodo Glimt (5-3, total da eliminatória), mas nem isso demoveu os verdes e brancos, que se mostraram ligados à corrente, contrariando a tendência protagonizada em embates para as competições nacionais.
Rui Borges, a cara do projeto que aponta a reverter tendência
Com uma dobradinha alcançada na temporada transata, Rui Borges é, aos olhos da direção do Sporting, o homem certo na posição certa. O repto está dado e o timoneiro vai ser a cara de mais uma temporada dos verdes e brancos nas diferentes competições onde habitualmente estão inseridos.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Com um mercado de verão à porta, onde vão certamente sair peças elementares do Sporting, o treinador prepara-se para uma nova faceta dos verdes e brancos, onde vai querer contar com o plantel todo à disposição (algo que ainda não aconteceu desde que abraçou o projeto) e investir em segundas linhas, para não contar com as constantes ondas de lesões que tem encarado de leão ao peito.
Assim, o sentimento que se vive em Alvalade, é a de proporcionar a Rui Borges as peças que este precisa para o Sporting estar na máxima força para os capítulos que se seguem. Ainda colocando a mira na presente temporada, os leões querem ainda alcançar o segundo lugar e levantar a 20.ª Taça de Portugal da história, mostrando que mesmo em caso de falta de inspiração, que a atitude não falte.
Unai Emery deixou críticas à atuação de Tiago Martins como VAR. Técnico analisou arbitragem lusa do Nottingham Forest x Aston Villa.
Unai Emery analisou a arbitragem do Nottingham Forest x Aston Villa, encontro da Europa League que os villains perderam por 1-0. O técnico elogiou a atuação de João Pinheiro como árbitro, mas atacou o VAR liderado por Tiago Martins e assistido por André Narciso.
«O árbitro foi fantástico. Fantástico, mas o VAR foi péssimo. É um cartão vermelho claro, não entendo por que o VAR não avisa o árbitro, pois é tão óbvio. É um erro enorme, enorme. A culpa é do VAR. O árbitro esteve fantástico, trabalho fantástico, nota 10 em 10, gostei muito da forma como ele conduziu o jogo durante os 90 minutos», referiu Unai Emery, que recordou o lance de falta de Eliott Anderson, na base das críticas ao VAR.
«Voltei a ver a jogada. Uau. Incrível. Ele podia ter partido o tornozelo. VAR, onde estás? A responsabilidade é tua, somos profissionais. Foi tão claro para toda a gente. Ele podia ter partido o tornozelo. Não é justo», criticou ainda o treinador do Aston Villa.
"A huge, HUGE mistake" ❌
Unai Emery was NOT HAPPY with VAR after they refused to advise the referee to look at Elliot Anderson's tackle on Ollie Watkins 👀
Bruno de Carvalho defende a renovação de Rui Borges. Antigo presidente leonino explicou a sua opinião.
A renovação de Rui Borges vai ser oficializada na manhã desta sexta-feira. Bruno de Carvalho, antigo presidente do Sporting, defendeu esta medida e destacou os feitos do treinador leonino.
«O Sporting CP deve renovar com o Rui Borges, pois ele provou merecer por mérito desportivo», destaca Bruno de Carvalho.
Recorde-se que, a três jornadas do final da Primeira Liga, o Sporting é terceiro classificado, já sem hipótese de chegar ao título. O clube está ainda na final da Taça de Portugal.
Eis a opinião de Bruno de Carvalho:
«Renovar com um treinador não é um ato de simpatia ou empatia. É um ato de gestão.
Rui Borges:
Época passada . Conquista do bicampeonato . Conquista da Taça de Portugal . Finalista da Taça da Liga
Esta época . Lutou pelo título até ao final . Está na final da Taça de Portugal . Fez uma excelente Liga dos Campeões, ficando no TOP 8 da Europa, sendo eliminado nos quartos de final
O Sporting CP deve renovar com o Rui Borges, pois ele provou merecer por mérito desportivo».