O avançado Endrick, emprestado pelo Real Madrid ao Lyon, abordou os desafios da carreira e o momento atual numa entrevista.
Emprestado pelo Real Madrid ao Lyon de Paulo Fonseca, Endrick abordou o lado mais difícil da carreira no futebol. O avançado internacional brasileiro admitiu que não gostaria de ver um futuro filho a seguir o mesmo caminho.
«Espero que ele se torne uma pessoa fantástica, um ser humano extraordinário. E que me veja fora do campo como uma pessoa normal, não como Endrick, o futebolista. O futebol não é um lugar agradável, é um meio muito difícil. Espero que ele se torne advogado, médico ou qualquer outra coisa… e que consiga ser feliz no seu próprio mundo», afirmou, em entrevista ao The Guardian.
O jovem avançado do Lyon recordou também os momentos complicados que enfrentou ao longo da carreira, nomeadamente uma lesão que o afastou da competição:
«Tive uma lesão complicada e perdi muito tempo. Isso afastou-me de muitos combates, treinos e trabalho. Não pude competir. Quando nos lesionamos, perdemos tudo. Perdemos a oportunidade de lutar por um lugar. São coisas que estão fora do meu controlo. Sim, tive muito medo. Chorei várias vezes, é algo que se faz em privado. Não sabia como lidar com a minha lesão, o que esperar. Não sabes se vais ter uma recaída, se vais manter a força, se vais voltar mais fraco. Isso afeta-te muito, assusta-te. Mas sabia que tinha de seguir em frente», explicou.
Endrick falou ainda sobre os objetivos com a seleção brasileira, apontando à presença no Mundial.
«Preciso de jogar bem nos jogos que faltam para garantir o meu lugar. O meu sonho é disputar o Mundial e ajudar o meu país. Vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para ajudar o Brasil», destacou.
O avançado canarinho revelou também uma mudança na forma como lida com críticas, assumindo que hoje dá menos importância ao que é dito nas redes sociais.
«Quando comecei, não me dava bem com as redes sociais, nem com as críticas. Saía do campo e ia direto ao Twitter, às redes sociais, para ver o que as pessoas diziam de mim. Queria alimentar o meu ego… mas isso não é bom. Graças a Deus, essa fase já passou. Agora, quando o jogo termina, mantenho a calma e concentro-me na minha recuperação. Já não me importo com as críticas, não presto atenção ao que os outros dizem. Quando eliminas isso da tua vida, as coisas tornam-se mais fáceis. Assim que ignoras o que se passa fora do campo, começas a ter um melhor desempenho dentro dele. Essa é a chave», rematou.

