A cada noticia de corrupção, ou alegadas influências em determinados jogos, dá até ânsias em ver os comentadores afectos ao futebol, falar do mesmo. Ouvem-se frases, bonitas ao ouvido, de que o futebol é arte, o futebol é a bola a rolar, os protagonistas são os que entram em campo, e quase que se houve ao fundo uma banda sonora de violinos, como que a dizer que, ao se falar dos “podres” do desporto só lhe estamos a fazer mal. Mas que raio, será que estou completamente alheado da realidade ou quem faz mal ao futebol é quem traz para o mesmo esses esquemas obscuros? E se o trouxeram, terão que ser denunciados, ou não? Se calhar não, porque ao que parece o futebol vive uma realidade totalmente à parte de todas as outras, e regido por leis e benesses que nenhuma outra área contempla.
Mas mesmo assim sempre aparecem os românticos (quando lhes convém) dizendo que se devia falar apenas de bola dentro de linhas, dar ênfase aos protagonistas, jogadores e treinadores. E a verdade é que devia ser mesmo assim, se os melhores ganhassem. Se os protagonistas fossem mesmo os jogadores. Isto mais parece aquela conversa do “Olha ali uma gaivota morta a voar”, tirando o foco do que realmente interessa.
Dost, sendo um dos bons protagonistas, ainda não chega para derrubar outros Fonte: Sporting Clube de Portugal
“Deixem as autoridades trabalhar”. Mas acham mesmo que se não houver pressão da sociedade civil para que isto seja investigado a fundo, isto não cai esquecido na gaveta de um gabinete qualquer? E mesmo assim vamos ver se não será isso mesmo que vai acontecer. Não pode é ser uma gaveta, que pelo tamanho da coisa mais vale encher um armazém e deitar-lhe fogo.
No meio de todas estas frases feitas, numa coisa têm razão, devemos falar dos protagonistas, os que ganham jogos, e pelo que se percebe é desses mesmos que se tem falado. E percebendo nós como se ganham jogos em Portugal, e onde, só temos mesmo que falar deles, e relembrar que esses são protagonistas e não o deveriam ser. Teremos que continuar a denunciar até que desapareçam e nós possamos então dedicar tempo e atenção aos que deviam ser os reais protagonistas.
“Joguem à bola”, “Corram mais que os outros”. De que serve? Por vezes nem nos deixam correr, tendo total liberdade para nos derrubar e cortar todas as nossas jogadas sem serem sancionados.
No Oeste confuso, uma equipa-surpresa tem emergido. Os Blazers, constantemente destinados a uma temporada de altos e baixos e a uma saída precoce na primeira ronda dos playoffs às mãos dos poderosos Warriors, são de repente os terceiros classificados da mais competitiva conferência da NBA. E a isso muito se deve a incrível capacidade de Damian Lillard aparecer nos últimos cinco minutos de cada partida.
Damian Lillard ganhou notoriedade quando, em 2014, mandou os Rockets de Harden e Howard para casa com um triplo em cima da buzina na primeira ronda dos playoffs. Era a primeira série ganha pelos Blazers nos playoffs em catorze anos e a primeira aparição nos grandes palcos de um base que ainda haveria de ser muitas vezes esquecido antes de chegar onde hoje chegou.
Na semana passada e a meio desta série de dez vitórias consecutivas, a turma de Portland encontrava-se em maus lençóis no Staples Center. Com os Lakers a vencerem perto do fim por sete pontos, Lillard reentrou em jogo. Em cerca de três minutos, Dame arrancou quatro triplos, três deles sem qualquer resposta do outro lado por parte dos Lakers e deu mais uma vitória aos Blazers. Lillard começou o quarto período com vinte pontos, mas acabaria a partida com 39, em mais uma demonstração da sua capacidade para tomar conta de um jogo.
O triplo após drible tem-se tornado a imagem de marca de Lillard Fonte: NBA
Quem nunca viu os Blazers e assistir um jogo pela primeira vez, perguntar-se-á o porquê de Lillard não lançar a bola em todos os ataques da turma de Terry Stotts. Porque o basquetebol é mais complexo do que isso e porque por vezes estará tão marcado que os seus colegas terão os seus lançamentos. Mas nos últimos minutos do quarto período, podem crer que o basquetebol dos Blazers se torna nesse desporto em que a bola só quer estar nas mãos de Lillard. Com dois ou três defesas em cima, perto da linha de triplo ou a três metros da mesma, Dame vai ter a bola nas mãos e vai resolver o jogo.
Várias vezes subvalorizado por imprensa e adeptos, costumava haver razões para tal. Lillard não tem o drible de Irving, a explosividade de Westbrook, a longa distância de Curry ou a alternância entre tiro exterior e penetração de Harden. Mas o seu instinto mortífero não terá paralelo na NBA neste momento. É por isso que em Portland, quando alguém está a cinco minutos de terminar algo, se tornou obrigatório dizer “It’s Dame Time!”.
Com o fator altitude presente na mente de todos os pilotos, o Rali do México teve muitos percalços para todos. Ninguém se livrou de alguns sustos.
No shakedown o mais rápido foi o britânico Kris Meeke, vencedor da edição de 2017 deste rali, seguido dos líderes do campeonato Thierry Neuville e do atual campeão do mundo Sebastien Ogier.
A primeira especial foi a especial noturna citadina, em Guanajuato, com 2.3km. O mais rápido foi o piloto belga da Hyundai, Neuville. Em seguida seguia-se Ott Tanak, da Toyota Gazzoo Racing, que ficava a cerca de dois segundos. Ogier completava o pódio.
Ott Tanak conseguiu o segundo tempo mais rápido na especial noturna citadina Fonte: WRC
No dia seguinte, os problemas de Neuville começaram logo na primeira especial do dia. Problemas de combustível e de motor viram Kris Meeke, no Citroen C3 WRC, liderar o rali seguido de Dani Sordo (que regressou para este rali, após Haydon Paddon ter corrido no rali da Suécia com o Hyundai i20 Coupé WRC). Ogier continuava em terceiro. O nove vezes campeão do mundo, Sebastien Loeb, que regressava ao mundial de ralis cinco anos após a sua última prova, conseguia um quarto lugar. Na quarta especial a M-Sport viu reduzida a sua hipótese de fazer mais pontos para o campeonato de construtores, pois Elfyn Evans capotou o Ford Fiesta WRC, e, apesar de sair ileso, o seu navegador, Daniel Barritt acabou por ter que ir ao hospital. Na parte da tarde deste segundo dia, quem parecia estar a subir o seu ritmo era Loeb, que parecia cada vez mais rápido. Na Toyota, apesar de muitos problemas, a formação nipónica conseguia colocar Tannak em quarto e Jari-Mati Latvala em sétimo. Infelizmente o piloto mais novo da Toyota, Esapekka Lappi acabaria por capotar no último troço do dia.
Terceiro dia e o piloto que substituiu Craig Breen na Citroen, Loeb, chegava ao segundo lugar, atrás de Sordo que parecia muito confortável. Mas na especial número onze, Loeb conseguia passar Sordo, passando a liderar o rali. Mais atrás, Tanak, Ogier e Meeke lutavam pela terceira vaga no pódio. Após liderar três especiais, Loeb furou e teve que trocar de pneu dentro da especial, perdendo a liderança do rali. Incrivelmente na mesma especial, Dani Sordo também furou. O piloto da Hyundai, apesar de não ter parado, perdeu tempo. Assim quem “apanhou” a liderança foi Ogier que a partir daqui nunca mais a largou e limitou-se a geri-la, apanhando assim as migalhas que os outros concorrentes lhe iam deixando. Assim a luta dos restantes lugares do pódio ficou para Meeke e Sordo, já que Andreas Mikkelson, que se situava em quarto da geral, nunca conseguiu ameaçar o pódio, mas também nunca perdeu para quem vinha na sua perseguição. Um rali um pouco desapontante para o norueguês, que não pareceu muito confortável com o seu Hyundai i20 Coupé WRC.
O campeonato aproxima-se do seu final e com isto aumenta também o tom com que os protagonistas do futebol português falam da arbitragem. Não vale a pena alongar muito até porque na passada jornada já tivemos dois grandes discursos por parte do treinador do FC Paços de Ferreira, João Henriques, e por parte do treinador do GD Chaves, Luís Castro.
No meio de tanta retórica repetida há algo que eu pelo menos concordo com o treinador do FC Porto, Sérgio Conceição, e esquecendo-nos do pedaço de hipocrisia existente. Todos nós adeptos do futebol temos que reconhecer que não gostamos do anti-jogo. Retira espetáculo e retira emoção ao jogo que tanto gostamos, os adeptos deslocam-se aos estádios para ver jogo jogado, não para ver o jogo parado de cinco em cinco minutos. Discordo em parte com o treinador do FC Porto quando ele coloca as culpas totalmente no árbitro, o que é suposto um árbitro fazer perante este cenário? O árbitro não é médico nem enfermeiro, não pode averiguar a veracidade da lesão de um jogador, cabe sim à FIFA como organismo máximo do futebol estudar e procurar maneiras de acabar com este “problema”. Concordo sim com a sua critica quando diz que os árbitros “desatam” a dar cartões no período de compensação por perda de tempo, de facto dar cartão amarelo no período de compensação pode ser visto como uma ação de beneficiar mais o infrator, é algo que devia ser retificado pelo Conselho de Arbitragem e transmitido aos árbitros portugueses.
Falar de desporto, em Portugal, é necessariamente falar de futebol…mas também de hóquei em patins. No país de António Livramento e de Vítor Hugo, não faltam nomes grandes na modalidade e, entre os portistas, há seguramente um que nunca será esquecido: Cristiano Pereira. Nascido em Paranhos em 1951 e formado no FC Porto, o “Cristiano do hóquei do Porto” foi, durante largos anos, o único representante dos azuis e brancos na seleção nacional de hóquei em patins.
Atleta talentoso, com prestígio reconhecido internacionalmente, Cristiano Pereira integrou as seleções nacionais que conquistaram os Campeonatos Europeus de 1971, 1973, 1975 e 1977, bem como os Campeonatos do Mundo de 1974 e 1982. Já anteriormente, na década de 1960, começara a dar nas vistas no FC Porto com a sua classe singular: sendo, acima de tudo, um finalizador nato, Cristiano Pereira destacava-se também pelas suas jogadas e, acima de tudo, pela tremenda influência que tinha nos jogos decisivos.
Depois de, enquanto jogador, se ter sagrado campeão nacional, europeu e mundial por diversas vezes, outra carreira de grande sucesso estava à espera do portuense: a de treinador. Assim, após a época de 1984/85, Cristiano Pereira acedeu ao pedido dos responsáveis pela secção de hóquei em patins do FC Porto e trocou a carreira de jogador pela de treinador. Resultado: logo na época seguinte os azuis e brancos venceriam todas as competições nacionais e, às mesmas, acrescentariam a conquista da Taça dos Campeões Europeus, em Itália, frente ao Hockey Novara.
Cristiano Pereira foi um dos melhores hoquistas portugueses de sempre Fonte: Memória Portista
Internacional pela seleção nacional A em 151 ocasiões, marcou um impressionante total de 189 golos com a “camisola das quinas”. No Campeonato do Mundo de 1978, na Argentina, Cristiano Pereira foi o melhor marcador da competição e, dois anos depois, no Chile, elevaria a (já elevada) fasquia do seu desempenho, apontando 22 golos, e viria mesmo a ser considerado o melhor jogador da competição.
Tendo vencido todas as competições ao serviço do FC Porto, o clube não esqueceu o atleta que, para sempre, figurará como um dos melhores de sempre do hóquei em patins dos azuis e brancos. Assim, logo em 1971 este recebeu o troféu “Pinga” e, em 1985 enquanto “Atleta de Alta Competição do Ano” e 2000 enquanto “Treinador do Ano”, Cristiano Pereira venceria o Dragão de Ouro. O “Cristiano do hóquei do Porto” pode nunca vir a ser considerado, pelo menos unanimemente, como o melhor hoquista português de sempre; porém, também nunca nenhum (verdadeiro) aficionado de hóquei em patins poderá dizer que este era, enquanto desportista, menos do que extraordinário.
Há jogadores que, por variadíssimos motivos, não conseguem chegar ao patamar que o início da carreira perspetivava. Há questões relacionadas com o físico, com falta de atitude competitiva ou com o sucumbir à pressão de ser profissional. Há também outras de natureza indominável como a falta de oportunidades que resulta numa ausência de regularidade para o jogador se poder fazer mostrar.
Olhemos para o exemplo do Barcelona. Os Blaugrana têm, porventura, os melhores jogadores jovens do mundo. Mas quantos dos que chegam a idade senior têm hipótese de mostrar valor na equipa principal? Piqué e Busquets, para referenciar apenas dois, já são donos e senhores dos seu lugares há dez anos. A qualidade é tal que por muito que os produtos La Masia queiram, a chance de entrar é quase impossível.
Muitos destes jovens teriam o potencial, à partida, para fazerem carreira no Barça mas, face ao travão inicial, os índices de confiança baixam e o percurso desportivo torna-se, invariavelmente, mais curto do que o esperado. Num exercício relativamente fácil depreende-se que jogadores como Cuenca, Jeffrén, Sandro, Oriol Romeu, entre outros, tiveram um percurso descendente na carreira. A excepção será talvez Pedro Rodríguez, que, mesmo assim, nunca se afirmou como indiscutível no Chelsea.
A qualidade e o profissionalismo podem estar lá mas se não houver minutos, não há confiança e, por consequência, pode perder-se um jogador. Rafa, do Benfica, é um destes exemplos. O percurso do ex-Braga no Benfica não é tão linearmente mau como muitos querem fazer crer: quando Rafa se estreou pelos encarnados na época passada, em Arouca, foi o melhor jogador em campo.
Rafa Silva parece estar, finalmente, a dar cartas Fonte: SL Benfica
Receções orientadas, definição exímia ou progressão em velocidade com bola foram algumas das qualidades que evidenciou. Só pecou num momento do jogo, o da finalização. Mal terminou a partida, o percurso de Rafa estancou: apanhou o vírus de lesão que assolava, à época, o plantel do Benfica e esteve várias semanas parado.
A partir daí, Rui Vitória cimentou um onze e Rafa, recuperado, encontrou obstáculos para entrar. Um jogador com as características do português é para jogar sempre. É aquele tipo de jogador arrogante, que se acha demasiado bom para estar no banco. E quando entra, entra desmotivado, sem crença.
São jogadores que se não estiverem com o mínimo de confiança não rendem. Têm medo de arriscar, de partir para cima do defesa, e definem mal. Foi mais ou menos isto que se passou com Rafa. O seu caminho tinha tudo para ser o esperado, não fosse a lesão.
O infortúnio de uns, é a benesse de outros. A lesão de Salvio, no início de fevereiro, converteu-se numa oportunidade derradeira para Rafa demonstrar o seu potencial. Iniciou timidamente, e numa posição onde nunca antes tinha jogado – fez carreira no Braga sempre à esquerda – mas agora é quase unânime que é um dos melhores jogadores do Benfica. Envolve-se com os colegas de forma inteligente, chega bem ao último terço – partindo, com segurança, para o drible – e define com a classe dos predestinados.
As recentes vitórias do Benfica, e subsequente melhoria de qualidade de jogo, estão em muito relacionadas com a entrada do extremo natural do Barreiro no onze. Rafa, em simultâneo com Jonas, Zivkovic, Cervi, Grimaldo e Pizzi, faz a equipa melhor e ganhar.
Rafa ilustra que a sorte é um dos fatores mais importantes na carreira de um jogador. Agora compete-lhe aproveitar e fixar-se, definitivamente, como titular indiscutível.
O campeonato aproxima-se a passos largos da reta final onde todas as equipas vão definir a sua classificação. Sendo certo que nem todas as equipas da Primeira Liga lutam pelos mesmos objetivos e, sobretudo, dispõem dos mesmos orçamentos, o Bola na Rede vai, ao longo das próximas semanas, elaborar um top 5 para cada posição, procurando destacar as figuras do nosso campeonato.
Para o efeito, foram consideradas as qualidades individuais de todos os jogadores da Primeira Liga, mas também o seu tempo de jogo e, sobretudo, o desempenho até ao momento e a forma como contribuíram para o sucesso das suas equipas.
Depois dos centrais, chegou a vez de vermos qual o top 5 de melhores médios defensivos.
Nos dias 10 e 11 de março foi jogada a 5.ª jornada do campeonato angolano, e não faltaram golos nas partidas disputadas nesta ronda. Com inúmeras peripécias, o destaque da jornada vai inteiramente para o Interclube de Luanda, que já é líder isolado do Girabola.
O clube comandado pelo português Paulo Torres já lidera a prova ao fim das cinco jornadas já realizadas com 13 pontos conquistados, fruto de quatro vitórias e um empate. Nesta ronda, a equipa dos “Polícias” recebeu e bateu o Progresso do Sambizanga por 2-0. Num jogo bem disputado, o instinto matador de Pedro Bengui veio ao de cima, que marcou os dois golos da equipa da casa, saltando assim para o topo do melhores marcadores do Girabola.
O 1.º de Agosto terminou o seu jogo com motivos para sorrir – após um empate e uma derrota, os comandados de Zoran Maki venceram pela primeira vez no campeonato. Frente a um dos candidatos ao título, Kabuscorp do Palanca, os “Militares” não se mostraram muito afetados pelo mau arranque na prova, e conquistaram os primeiros três prontos, graças a uma vitória por 3-1. Ibukun e Fofó (bis) marcaram para os detentores do título, ao passo que Arouna fez o tento de honra da equipa de Sérgio Traguil.
Fonte: Girabola ZAP
O Petro de Luanda voltou a perder pontos em casa. Depois ter sido travado pelo 1.º de Maio de Benguela, o conjunto petrolífero não conseguiu derrotar a Académica de Lobito, que assim voltou a bater o pé a um dos favoritos à conquista do título, uma semana depois de ter vencido o 1.º de Agosto. Apesar da enorme pressão exercida, o Petro não foi eficaz na frente da ataque e terminou o jogo como começou: um nulo no marcador.
O outro candidato, o Recreativo do Libolo, recuperou da melhor forma da derrota pesada sofrida na jornada anterior: venceu em sua casa o Sporting de Cabinda pela margem mínima. Apesar da boa réplica do Sporting de Cabinda, a turma libolense foi mais forte e celebrou no final a conquista de mais três pontos, com o golo solitário a ser apontado pelo central Nzau.
Nos restantes encontros, o Sagrada Esperança conseguiu o resultado mais robusto da jornada: vitória por 5-1, frente ao FC Casa Militar. O Domant e Rec. da Cáala venceram as suas partidas pelo mesmo resultado (2-1), contra os Bravos do Maquis e JGM do Huambo, respetivamente. Desportivo da Huíla e 1.º de Maio de Benguela não foram além de um empate a zero.
Em conclusão, o Interclube é o destaque da jornada, não só pela liderança isolada à 5.ª jornada, mas também pela qualidade que tem vindo a demonstrar ao longo dos jogos disputados. Os homens de Paulo Torres parecem motivados a querer chegar a um título, que lhes foge desde 2010. O certo é que ainda vamos no início do campeonato, mas será que irão conseguir manter-se no topo da classificação por muito tempo? Iremos descobrir nas próximas jornadas.
Encerrou este Domingo a edição de 2018 do Gibraltar Open, disputado entre 7 e 11 de Março, no Tercentenary Hall.
Num torneio marcado por muitas ausências de relevo, apenas estiveram em prova nove elementos do Top-20 mundial, sendo que Barry Hawkins e Shaun Murphy, vencedor da edição do ano anterior, foram os únicos representantes do top-10.
Se, por um lado, fica claro que a ausência de nomes como Mark Selby, Ronnie O’Sullivan, Judd Trum, Ding Junhui ou John Higgins reduz de forma significativa as expectativas colocadas neste torneio, por outro, estas ausências abrem a porta a outros jogadores menos cotados, que assim ganham maiores possibilidades de brilhar.
Este facto foi visível logo na composição inicial do torneio, onde apareceram muitos jovens desconhecidos da maioria dos espectadores, que assim tiveram uma possibilidade de crescer e mostrar o seu valor num torneio pontuável para o ranking. Também alguns jogadores mais experientes, que nunca se conseguiram impor na elite do snooker mundial, tiveram aqui uma nova possibilidade de brilhar.
Nesta vertente, os que melhor aproveitaram esta possibilidade foram Andy Hicks, Jamie Clarke, Michael Wild, Brandon Sargeant e Jamie Cope, tendo todos eles conseguido alcançar a sexta ronda do torneio. Jamie Cope, para além de ter chegado longe, brilhou especialmente na quarta ronda, quando provocou uma das grandes surpresas do torneio ao eliminar o campeão em título, Shaun Murphy, por uns expressivos 4-0.
À entrada para os Quartos-de-Final, a prova já não contava com nenhum membro do Top-10 mundial, depois da já referida eliminação de Murphy na quarta ronda e da, ainda mais precoce, eliminação de Barry Hawkins logo na segunda ronda do torneio, onde saiu derrotado por 4-1 no duelo com Sam Craigie (81º do ranking).
Se o Top-10 desde cedo se viu arredado da competição, o Top-20 não se encontrava numa posição muito mais favorável. Chegados a esta fase da prova, apenas Ryan Day, Kyren Wilson e Stuart Bingham ainda resistiam.
Kyren Wilson e Stuart Bingham chegaram a esta fase, mas não guardaram recordações muito agradáveis da mesma. Ambos foram eliminados, sem conseguirem vencer um único frame. Wilson foi batido por Lee Walker (73º do ranking) e Bingham caiu aos pés de Cao Yupeng (50º), ambos por 4-0.
Ryan Day, que até tinha o encontro teoricamente mais complicado, conseguiu bater Joe Perry por 4-1 e seguir para as Meias-de-Final, assim como Scott Donaldson, que venceu Zhang Yong por 4-2.
Nas Meias-de-Final, Cao Yupeng bateu Lee Walker por 4-2, enquanto Ryan Day conseguiu atingir a final depois de um duelo muito equilibrado frente a Scott Donaldson, onde o galês apenas conseguiu obter a vitória na negra (4-3).
Chegávamos assim a uma final que colocava frente a frente Ryan Day e Cao Yupeng, dois jogadores que atingiam assim a sua segunda final esta época.
A final do torneio foi disputada por Ryan Day e Cao Yupeng Fonte: World Snooker
Nas outras finais disputadas por estes jogadores, Ryan Day conseguiu conquistar o Masters de Riga, enquanto Cao Yupeng, depois de ter estado quase com o troféu na mão no Scottish Open, quando vencia por 8-4, acabou por permitir que Neil Robertson desse a volta ao encontro, saindo derrotado por 8-9.
Neste Gibraltar Open, registou-se uma final de sentido único, com Ryan Day a dominar por completo e a vencer o encontro por 4-0. Cao Yupeng vê assim, aos 27 anos, voltar a ficar adiada a possibilidade de vencer o primeiro troféu pontuável para o ranking.
Por sua vez, o galês consegue, aos 37 anos, o segundo troféu pontuável para ranking da carreira, ambos conquistados esta época.
Esta vitória, para além do que representa por si só, pode revelar-se muito importante para Ryan Day, por significar uma subida no ranking (de 18º para 17º), ficando muito próximo do Top-16, que garante a entrada directa no mundial, sem necessidade de recurso a jogos de qualificações. Este 17º lugar até pode ser suficiente para essa entrada directa caso Marco Fu (actual 10º) não recupere a tempo da prova (o jogador de Hong Kong recupera de uma cirurgia a um olho).
Ficou assim concluída mais uma edição do Gibraltar Open que poderá vir a merecer especial atenção por parte da World Snooker por mais uma vez, à semelhança do que aconteceu no ano anterior, ter registado um baixo nível de interesse, tanto por parte dos jogadores mais cotados do circuito como por parte do público, verificando-se sempre um número reduzido de espectadores no recinto ao longo de toda a prova.
Segue-se o Masters da Roménia, uma prova por convite, que não é pontuável para o ranking, que decorrerá entre Quarta-Feira (dia 14) e Domingo (dia 18) no Circo Metropolitano de Bucareste.
Quem acompanha futebol sabe certamente que os treinadores portugueses estão na rota do futebol europeu. E os treinadores portugueses têm dado muito que falar pela Europa fora, seja pela qualidade que mostram dentro de campo, pela forma como comunicam com a imprensa, ou pelo seu estilo.
É nesta questão do estilo que quero tocar. Enquanto existem treinadores mais introvertidos, quer na comunicação, quer no estilo de jogo; também existem treinadores mais ousados, que possuem uma abordagem ao jogo mais aberta e corajosa. Analisemos o perfil de cada estilo:
Estes treinadores mais ousados são treinadores que por norma, tem uma identidade de jogo bem definida e que nunca em circunstância alguma se desviam dela, apresentando por norma, uma equipa que joga um futebol aberto e ofensivo, conservando a posse de bola e procurando jogar de forma apoiada, de pé para pé. Procuram construir uma equipa que trate bem a bola e que jogue um futebol atractivo, que entretenha os adeptos.
Miguel Cardoso tem mostrado uma ideia de jogo bem definida Fonte: Rio Ave FC
Já os treinadores mais conservadores, como o adjectivo indica, possuem uma abordagem mais conservadora ao jogo, mais cautelosa e calculista. Antes de mais, são treinadores que não jogam para o espectáculo, não jogam nem querem jogar. São antes treinadores que apostam forte na preparação teórica do jogo e no estudo da forma de jogar do adversário, estabelecendo como prioridade a anulação deste. Como tal, esta é uma estratégia que pode variar mais consoante as características do adversário e do próprio jogo em si.
Mas afinal, qual destes estilos será o mais vantajoso e o mais adequado num clube grande? As opiniões dividem-se…
Por um lado, estes treinadores mais ousados costumam ser mais populares pelo seu futebol mais atractivo, por outro lado, a coragem que estes possuem também é questionada em certas ocasiões, principalmente em jogos contra equipas de maior valia.