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Sporting entra a vencer na fase de grupos da Liga dos Campeões

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Na passada terça-feira, o Sporting deslocou-se ao Estádio Giorgios Karaiskakis, para vencer o Olympiacos por 3-2, com golos de Seydou Doumbia, Gelson Martins e Bruno Fernandes, em jogo a contar para a primeira jornada do grupo D da Liga dos Campeões.

Para este encontro, Jorge Jesus utilizou Jonathan Silva a lateral-esquerdo, dada a indisponibilidade física de Fábio Coentrão, que não viajou com a equipa para Atenas. Por outro lado, o treinador leonino fez uma alteração técnica, colocando Seydou Doumbia no lugar do internacional holandês Bas Dost.

A verdade é que o Sporting entrou a mandar no jogo e adiantou-se no marcador por intermédio de Doumbia, logo ao segundo minuto de jogo, com mais uma assistência de Marcos Acuña na sequência de um livre. Depois de se colocarem em vantagem, os leões continuaram a dominar e criaram várias oportunidades de golo, acabando por dilatar a vantagem através de Gelson Martins e Bruno Fernandes. Ao intervalo poderia registar-se um resultado histórico, dado o volume de oportunidades de golo criadas pelos pupilos de Jorge Jesus.

O Sporting foi a Atenas conquistar três saborosos pontos e 1,5 milhões de euros Fonte: Sporting CP
O Sporting foi a Atenas conquistar três saborosos pontos e 1,5 milhões de euros
Fonte: Sporting CP

A segunda parte seria diferente, o Sporting acabou por controlar os momentos de jogo, baixou o ritmo da partida, mas voltou a dispor de oportunidades para voltar a marcar. No entanto, os ferros da baliza do Olympiacos e o seu guarda-redes, Stefanos Kapino, impossibilitaram o Sporting obter um resultado que seria histórico no Estádio Giorgios Karaiskakis. No final do encontro, dois momentos em que os leões se desconcentraram acabaram por conceder dois tentos ao Olympiacos, insuficientes para que os gregos evitassem a derrota.

Entre os destaques leoninos, estiveram mais uma vez Bruno Fernandes e Gelson Martins, dois enormes talentos do futebol português. Além destes jovens leões, a dupla do meio-campo leonina, voltou a demonstrar toda a sua qualidade, com o capitão William Carvalho e Rodrigo Battaglia a darem um contributo decisivo para a vitória. Esta foi, assim, uma vitória justa, em que os leões foram claramente superiores e rubricaram uma exibição de gala, sobretudo na primeira parte.

Era importante somar os três pontos na Grécia, nesta primeira jornada, e os leões demonstraram mais uma vez a sua qualidade. Ao Sporting cabe agora dar tudo em todos os campos, do primeiro ao último minuto, em Alvalade, Barcelona e Turim, para chegar o mais longe possível nesta Liga dos Campeões. Segue-se o embate diante do Barcelona, um crónico candidato à conquista da Champions, no Estádio José Alvalade.
Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal
Artigo revisto por: Beatriz Silva

Mercado mais curto – que tal se aplicássemos o mesmo em Portugal?

Cabeçalho Futebol NacionalUma das notícias de destaque no futebol europeu nos últimos tempos foi uma nova regra implementada na Premier League: a partir da próxima temporada, o mercado em Inglaterra irá fechar na quinta-feira que antecede o fim-de-semana da primeira jornada do campeonato.

Esta regra veio gerar uma teia de reacções que aprovaram esta decisão por parte da Federação Inglesa, defendendo a implementação de uma regra igual no futebol português. E o que é facto é que, neste Verão, ouvi algumas pessoas (desde jornalistas/comentadores a meros adeptos) dizerem que era um absurdo o facto do mercado de Verão durar dois meses.

Mas para analisar esta situação temos de ir até ao cerne da questão: afinal de contas, porque é que o mercado ainda decorre por mais duas ou três semanas após o início oficial da época?

Bem, por norma, nessa altura do mercado, a estrutura de um clube já tem uma melhor noção do que é que a equipa precisa e caso ainda falte algo no começo dos jogos oficiais, pode ir ao mercado buscar jogadores capazes de colmatar essas lacunas. Outra razão é o clube assim ter mais tempo para colocar jogadores que fizeram a pré-temporada num clube, mas que não conseguiram conquistar um lugar no plantel.

No entanto, acho que o “clássico tuga” gosta de deixar as coisas para a última da hora. E, sendo isso realmente verdade ou não, a verdade é que esse “mito” já se aplicou várias vezes em clubes nacionais ao longo dos anos, ou seja, tem sido relativamente frequente ver os clubes grandes atacar forte nas últimas 2 semanas de mercado, já com o campeonato a decorrer.

Neste último mercado, foi o Benfica que esteve mais activo na recta final, com as contratações de Svilar, Douglas e Gabriel Barbosa. Já há três anos, tinha contratado Júlio César, Samaris e Cristante nas últimas semanas. Na época passada, foi o Sporting a atacar forte nas últimas semanas do mercado, ao contratar jogadores como Bas Dost, Joel Campbell, Elias e Markovic.

Gabriel Barbosa reforçou o Benfica no último dia de mercado Fonte: SL Benfica
Gabriel Barbosa reforçou o Benfica no último dia de mercado
Fonte: SL Benfica

Caso o mercado fechasse no arranque do campeonato, isso causaria algumas mudanças na preparação da época. Antes de mais, provavelmente as férias seriam mais curtas e o regresso ao trabalho dar-se-ia mais cedo, o que poderia ser prejudicial para os jogadores que participam nas competições internacionais.

Por outro lado, um fecho do mercado mais cedo, para além de antecipar a preparação da nova época, levaria também a uma actuação mais rápida dos clubes no mercado. E quando mais cedo um jogador começa a trabalhar com a nova equipa, mais preparado estará quando começarem os jogos oficiais.

Outro problema da continuidade do mercado após o arranque da época oficial, é que, muitas vezes, os jogadores contratados nas últimas semanas do mercado, são jogadores que eram dados como dispensáveis pelos clubes a que pertenciam. E em muitos casos destes jogadores, estes não jogam na pré-temporada e nalguns casos até treinam à parte do plantel principal.

Isto faz com que, aquando da transferência para um novo clube, estes jogadores tenham a adaptação e integração no clube mais complicada, devido ao facto destes não terem o mesmo andamento e a mesma confiança que os jogadores que já estavam na equipa e que começaram a treinar desde o início dos trabalhos. Sendo assim, o fecho de mercado na altura em que arrancava o campeonato também evitaria este tipo de situações.

Como tal, acho que o futebol ficaria a ganhar com um mercado menos duradouro pois levaria a uma mais rápida aquisição de reforços e, consequentemente, a uma mais rápida integração destes e a um maior entrosamento das equipas no arranque do campeonato.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Vitória SC 1-1 FC Red Bull Salzburg: Se o público jogasse, era de goleada

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Cabeçalho Futebol NacionalO Vitória SC estreou-se nas competições europeias desta época em casa, com os austríacos do FC Red Bull Salzburgo, tentando repetir o sucesso do Braga, que havia jogado anteriormente.

Os vimaranenses apresentaram-se em 4-3-3 com as linhas bem definidas, porém, desde cedo deu muito espaço do lado esquerdo, tendo a equipa adversária optando por fazer grande parte dos ataques por esse lado. Outra questão que se notou no início do jogo foi a ausência de pressão na primeira zona por parte da equipa de Pedro Martins, deixando a equipa de Salzburgo subir com relativa facilidade em campo.

A primeira ocasião de golo do Guimarães chegou por parte de Raphinha que, apesar do esforço de Rincon, não conseguiu fazer melhor que um remate frouxo, que saiu ao lado da baliza adversária.

Por sua vez, a equipa austríaca ia aproveitando os maus passes- que não eram poucos- por parte dos jogadores vimaranenses para fazer contra-ataques, sendo a defensiva vimaranense sempre impenetrável.

O Vitória apertava cada vez mais o cerco à equipa adversária, obrigando o guarda-redes Walke a defender para canto. Começava a cheirar a golo, com este sufoco, que acabou por aparecer de forma natural.  Pedro Henrique salta mais alto que os demais, depois de um livre bem batido do lado direito por Hurtado, e cabeceia com força para a baliza, dando poucas hipóteses ao guardião adversário.

Douglas acaba por ter o primeiro momento para mostrar as suas capacidades. O Salzburgo beneficia de um livre à entrada da área vimaranense, onde Berisha coloca a bola bem encostada ao poste direito do guardião brasileiro, que se esticou para desviar, com sucesso, a bola das suas redes.

O momento do primeiro golo da partida Fonte: Vitória SC
O momento do primeiro golo da partida
Fonte: Vitória SC

Quando o jogo parecia estar a esmorecer, o Salzburgo acaba por fazer o empate aos 44 minutos. Depois de uma bola pingada para a entrada da área do Guimarães, Berisha aproveita o espaço que lhe foi dado nas costas da defesa e o avanço de Douglas para, em esforço, encostar a bola  para dentro da baliza da equipa portuguesa.

O jogo foi assim em aberto para intervalo, com Pedro Martins a ter que pensar bem em como organizar a sua equipa para voltar a ter o domínio que havia tido ao longo do jogo.

A segunda parte começou sem alterações a ambas as equipas, mas com o Vitória a mostrar-se como dono e senhor do jogo.

A primeira jogada de perigo da segunda parte vem mesmo por parte da equipa vimaranense, depois de bastante confusão dentro da área adversária. O ataque dos pupilos de Pedro Martins beneficiou de um canto e depois de vários ressaltos e bolas no ar, não conseguiu fazer o golo.

Ao passar a hora de jogo, Pedro Martins fez a sua segunda substituição. Já tinha substituído Hurtado por Kiko, e depois fez entrar Heldon para o lugar de Rincon. Contudo, as mudanças não surtiam efeito, visto que a equipa austríaca subia cada vez mais em campo.

A pouca sorte também acompanhava a equipa vimaranense. Heldon consegue cruzar para a frente da baliza adversária, sem que nenhum colega chegasse a tempo de encostar a bola para o fundo das redes.

O Salzburgo começava a subir cada vez mais e aproveitou mais uma desatenção da defensiva para fazer um remate à baliza, que não passou longe da baliza de Douglas.

Do outro lado, também Héldon não consegue aproveitar o ‘pontapé na atmosfera’ de um defesa da equipa austríaca, já que Walke chegou mais depressa.

O Vitória cometia cada vez mais erros, falhava mais passes e cometia mais faltas perto da sua baliza. As substituições que Pedro Martins não surtiram o efeito desejado, visto que não deram nenhuma intensidade ao jogo; era explícito o cansaço dos jogadores da casa. Aliás, no espaço de dez minutos, a equipa adversária aproximou-se com perigo da baliza de Douglas.

O jogo acabou por terminar com um empate, com uma exibição muito frouxa na segunda parte por parte do Vitória, o que lhes ia valendo quase uma derrota, não fosse a pontaria menos acertada do Salzburgo.

Os vimaranenses perdem assim a oportunidade de começar a jornada na Liga Europa como desejava, tendo pela frente agora um jogo fora frente ao Torku Konyaspor Kulübü.

Os 11 magníficos do CM 01-02

Os 11 magníficos do CM artigo do bola na rede

Do top 11 magníficos do CM 01-02, todos nós conhecemos Tó Madeira. É um ponto assente para qualquer pessoa que goste de vídeo-jogos sobre futebol e simuladores da mesma modalidade. A história é sobejamente conhecida: um colaborador português, responsável por uma determinada área geográfica, decidiu “sair da sombra” e assumir um plano de destaque no novo Championship Manager (CM) 2001-2002. Apesar do despedimento, o colaborador entrou na história do jogo e tornou-se uma personagem de culto para todos aqueles que gostam da saga.

Os 11 magníficos do CM- Tó Madeira
O avançado tinha atributos superiores a Montella, Crespo ou Batistuta
Fonte: GambleGeek

Assim, e assumindo que, infelizmente para a selecção portuguesa, Tó Madeira nunca existiu, vamos apresentar um onze, e respetivos suplentes, que levariam qualquer Sporting da Covilhã ao trono do futebol mundial. Muitos ficaram de fora, seja por esquecimento, seja porque as milhares – não é exagero – de horas que passei à frente do ecrã podem não ter sido suficientes para encontrar todas as pérolas do jogo. Assim, quem se lembrar de outras estrelas, esteja à vontade para as “chutar” nos comentários.  

Lista dos 11 magníficos do CM 01-02

Real Madrid C.F. : Como não reparar na ausência de alguém tão grande?

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Cabeçalho Liga Espanhola

Após ter sido punido com cinco jogos de suspensão em Espanha, Cristiano Ronaldo voltou ontem ao onze, em noite de Champions League. Quando ausente, é claro que a falta do seu (grande) contributo é sentida, mesmo numa equipa com tantos recursos como o bicampeão europeu em titulo.

Ontem assinou mais dois à sua conta. Podiam ter sido mais? Podiam. Mas ele também aparece sempre onde é preciso… Isso não conta? Conhece o último terço do campo como ninguém, é o que mais aprecio nele. O resto vem depois, embora não seja assim tão simples.

Mesmo falando de avançados que façam parte de equipas que criam muitas chances de golo, que atacam muito, com grandes assistentes para golo ao dispor, como é o caso da maioria dos clubes de elite, no caso específico de Ronaldo, o próprio remata muito, remata o jogo inteiro. De qualquer sítio, não à toa, mas com o intuito de marcar. E para ter condições para ter a bola nestes termos, é obrigatório ter estofo para correr, desmarcar, subir, recuar, comunicar (extremamente importante numa equipa) e finalizar. A última, por vezes, não acontece, mas nunca dão valor ao que um jogador faz para estar naquele sítio. E não é só estar naquele sítio! Primeiro, há oponente(s) para ultrapassar, enganar com uma finta de corpo… Há que dar realce a este conjunto de fatores, antes de rotular o melhor jogador do mundo da atualidade de “Penaldo”, ou que apenas encoste bolas.

Nunca fez tanto sentido chamar "suspeito do costume" a alguém Fonte: trome.pe
Nunca fez tanto sentido chamar “suspeito do costume” a alguém
Fonte: trome.pe

Bem, ao fim ao cabo, esse “fulano” está em vias de renovar esse mesmo rótulo por mais um ano, portanto, não me parece que capitães, selecionadores, treinadores, jornalistas desportivos, enfim, uma quantidade de gente que respira, come e dorme futebol, se equivoque. Pelo menos, com Infantino e com a recente separação da FIFA e France Football, com Messi e Ronaldo nos seus auges, só um deles arrecada os dois prémios, aqui não há “The Best” para um, “Balon D’or” para o outro. É o melhor que vence, portanto não há espaço para solidarismos. Atenção que com isto não digo que na corrida à bola de ouro não haja espaço para mais candidatos, mas com estes dois no ativo… é difícil.

Voltando ao assunto principal, a falta de Ronaldo na equipa é óbvia. Em absoluto. Não há ninguém como ele no futebol, por isso, seria impossível ignorar a sua ausência. Acrescendo o facto da não colmatação da saída de Alvaro Morata, a recente lesão de Benzema complica ainda mais a vida a Zidane. Primeiro, viu-se sem Ronaldo por cinco jogos, e depois perde o dianteiro francês. Isto logo no início da temporada, e a época é longa e desgastante. Realmente, parece-me que o presidente madrileno vai avançar por um ponta de lança, na janela de transferências de inverno.

Faz-me um pouco confusão esta política de Florentino Pérez. Nunca esperei que uma equipa tão ostensiva como o Real Madrid resistisse em ir ao mercado dar um balúrdio por um ponta de lança. Não digo com isto que Benzema precise de um substituto (embora ache que sim, de certa forma), ou que quisesse que o Real batesse o novo recorde de valor pago por um jogador! Então, além de não haver um substituto direto para a posição, com boas credenciais, também não há concorrência ao número 9, o que pode causar um certo relaxamento no jogador. A exibição de Benzema frente ao Valência espelha, sucintamente, esta ideia.

Real parece muito dependente da sua estrela-maior Fonte: UEFA
Real parece muito dependente da sua estrela-maior
Fonte: UEFA

Ronaldo já disse que não é um ponta de lança, nem nunca será. Ontem, apareceu como ponta de lança no esquema tático antes do jogo, mas no jogo ele não se resume a lutar com os centrais e receber bolas do pontapé de baliza, a aparecer na pequena área; ele continua a fazer a sua função de arraste de jogo, é um desequilibrador nato, que permite inúmeras soluções ao plano de Zidane… Então quando tem Benzema ou outro ponta de lança em campo, tem maior liberdade em campo e pode “vaguear” mais pela extrema esquerda, como ele tanto gosta. Foi frente ao Apoel, mas se fosse contra Bayern, Chelsea, Barcelona, ou Damaiense, Penafiel ou Vilafranquense (com todo o respeito), quem resolveria seria sempre o mesmo. Simplesmente, é algo que não se pode desprezar..

Foto de capa: LaLiga

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Sportinguistas, este VAR é fantasia

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sporting cp cabeçalho 2A tecnologia sempre apaixonou o ser-humano. Desde o surgimento do rádio e televisão que a sociedade se junta para apreciar e desfrutar da mais-valia que acrescentou às nossas vidas, trazendo-nos a capacidade de nos transportar para mundos e histórias imaginárias que pareciam tão perfeitas, e que nós, comuns mortais, apenas poderíamos ambicionar sonhar.

Desde aí, a tecnologia tem evoluído de tal forma que se está a tornar imprescindível nas nossas vidas, seja profissional ou socialmente. Estamos de tal forma dependentes dela que muitos já receiam que os humanos algum dia possam vir a ser substituídos pelas máquinas.

Para já, as máquinas apenas nos ajudam a tornar mais eficientes no que fazemos, apesar de já terem permitido que muitas tarefas fossem executadas com menos meios humanos. Mas a verdade é que esses meios tecnológicos são mais rápidos e menos falíveis. E para mal dos nossos pecados, cada vez mais se percebe que quanto menos influência humana, maior probabilidade a máquina tem de acertar.

O VAR veio tentar minimizar erros na decisão dos árbitros, mas ainda falta definir onde e como intervir Fonte: Federação Portuguesa de Futebol (FPF)
O VAR veio tentar minimizar erros na decisão dos árbitros, mas ainda falta definir onde e como intervir
Fonte: Federação Portuguesa de Futebol (FPF)

A culpa não é nossa, porque nós não temos a capacidade de analisar todas as possibilidades e variáveis à mesma velocidade de uma inteligência binária. Para além de termos ainda, muitas vezes, que tomar decisões que não seguem apenas a racionalidade mas também a emotividade.

Quanto à rapidez de tomada de decisão nunca poderemos combater com a tecnologia, mas em termos de objectividade poderíamos melhorar bastante se tomássemos a opção mais correcta e objectiva sem considerar se a mesma poderá prejudicar algo ou alguém de quem gostamos ou nos é chegado.

Como não podia deixar e acontecer, o futebol também teria que ser modernizado e melhorado pelas tecnologias, e esta época já podemos vê-la em acção na nossa liga de futebol, analisando alguns lances de maior dificuldade de análise, ajudando assim os árbitros a errar menos.

Portugal 6-4 Polónia: Golaços polacos ditaram vitória apertada

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Cabeçalho modalidadesNo primeiro encontro da fase de grupos da Superfinal da liga europeia de futebol de praia, Portugal teve pela frente uma sempre complicada seleção da Polónia, tendo conseguido vencer por 6-4, resultado algo enganar para o que se passou nos areais de Terracina, entrando com o pé direito na fase decisiva da competição.

O jogo teve um início equilibrado, sem que nenhuma das seleções tivesse conseguido criar grandes oportunidades de perigo.

Aos três minutos de jogo, Torres dispôs de um livre numa posição favorável, mas não conseguiu marcar. Pouco depois, Madjer também teve uma boa ocasião para abrir o ativo. Porém, o remate saiu desenquadrado.

À passagem dos quatro minutos de jogo, após um livre em zona frontal e ainda longe da baliza de Andrade, a Polónia chegou ao primeiro, em virtude de uma recarga vitoriosa de Ziober. Logo a seguir, Jordan esteve perto de restabelecer o empate, mas a defensiva polaca impediu o golo em cima da linha.

Portugal, em desvantagem na partida, respondeu bem e foi à procura do empate e a meio do primeiro tempo, Leo Martins conquistou uma falta em zona perigosíssima e não desperdiçou. Estava feito o 1-1. No entanto, passados alguns segundos, a dupla de arbitragem entendeu que Coimbra fez falta dentro da área de Portugal sobre Friszkemut. O próprio não desperdiçou e com um remate rasteiro, recolocou a Polónia na frente.

Bê Martins esteve em bom plano ao apontar dois golos Fonte: Facebook Bê Martins
Bê Martins esteve em bom plano ao apontar dois golos
Fonte: Facebook Bê Martins

Novamente em desvantagem, a seleção portuguesa tentou responder ao novo golo contra a corrente do jogo. Contudo, a pouco mais de três minutos do intervalo, Andrade não conseguiu chegar a tempo a uma bola perdida no ataque luso e não tivessem sido os seus colegas de equipa e a Polónia teria chegado ao quarto.

A dois minutos e vinte da pausa, bela jogada coletiva de Portugal e Coimbra, ao segundo poste, disse sim a uma bicicleta de Jordan e voltou a empatar a partida.

Terminado o primeiro período, Portugal e Polónia iam empatando a duas bolas. Mal menor para a seleção portuguesa que esteve a perder, de forma injusta, durante grande parte dos doze minutos iniciais e merecia mais do que o empate.

Foi um Portugal a controlar aquele que entrou para a segunda parte, utilizando Andrade para fazer o habitual cinco para quatro, tendo conseguido criar algumas oportunidades. Todavia, apenas conseguiu assustar o guarda-redes polaco.

Aos dezasseis minutos de jogo, no seguimento de uma jogada de portuguesa, Bê Martins ficou a posse a meio campo e aproveitou o espaço que tinha para disparar o esférico para o fundo das redes e colocar Portugal pela primeira vez na frente e dar justiça ao marcador.

Arrancou a preparação para Liubliana 2018

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Cabeçalho modalidades

A seleção nacional esteve concentrada durante estes últimos dias em Rio Maior, com vista a preparar os jogos amigáveis contra as formações da Rússia (dois jogos, ambos jogados em solo russo) e Eslovénia (também este jogo disputado fora de portas, mais concretamente no pavilhão onde se joga o Europeu 2018). Estes três jogos particulares têm como principal objetivo preparar a equipa para o campeonato europeu que se avizinha, ou seja, treinar e aplicar os ensinamentos do treinador em situações de jogo, perante adversários fortes e com os quais a equipa nacional se pode debater em fases adiantadas da competição.

Neste estágio, o treinador Jorge Braz parece ter ficado satisfeito com o empenho demonstrado por todos os selecionados, algo que lhe permite então alargar o leque de escolhas, sem baixar minimamente o nível de competitividade no seio do grupo de escolhas finais. O objetivo é claro e aliás o selecionador já deixou bem explícito, que é o Europeu, disputado de 30 de Janeiro a 10 de Fevereiro na Arena Stozice, em Liubliana.

Como eu já frisei em artigos anteriores, penso que é fundamental preparar estas competições contra equipas de topo europeu, pois é assim que os jogadores podem corrigir pequenos erros naturais na fase de preparação, com o objetivo de não os repetir quando os jogos contarem e forem a sério.

Portugal é uma das equipas já apuradas para o Europeu 2018, a realizar na Eslovénia Fonte: FPF/Diogo Pinto
Portugal é uma das equipas já apuradas para o Europeu 2018, a realizar na Eslovénia
Fonte: FPF/Diogo Pinto

Desta maneira é que se pode aferir se a preparação está efetivamente a correr bem e se os jogadores estão a ser capazes de assimilar as ideias do comandante, pois não é contra equipas fracas e a golear que se percebe o que está a ser bem trabalhado e o que não foi tão bem preparado, sendo que logo após esse jogo esses aspetos deverão ser alvo de análise e de trabalho árduo a partir do dia seguinte ao jogo em questão.

Apesar do que eu escrevi antes, penso que a melhor forma de planear estes encontros de cariz particular é alternando entre os jogos mais exigentes e aqueles que são teoricamente menos complicados, que também são importantes para dar um extra de confiança aos nossos jogadores, até porque o excesso de partidas que exijam muito do físico dos jogadores podem levar a um menor fulgor na altura que realmente importa. Neste particular, há que dar os parabéns a toda a FPF pelo bom trabalho realizado, em particular no futsal.

No futebol de 11 já valeu um título internacional de relevo, esperemos para ver se na modalidade que amamos a história será igual.

Foto de Capa:FPF/Diogo Pinto

 

 

10 potenciais revelações em La Liga

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Cabeçalho Liga EspanholaPretende-se, com este artigo, dar a conhecer um top10 de eventuais jovens revelações na La Liga, para a época 2017/2018. Não significa que não existam outros jogadores com essa categoria, ou que os escolhidos venham a ser definitivamente craques. Estão previstos jogadores até uma idade limite máxima de 21 anos.

Aguardando ainda que estes jovens jogadores, alguns já sendo referências, outros com um futuro promissor, dêem à La Liga mais qualidade do que já ela tem.

FC Porto 1-3 Besiktas JK: FC Porto cai no Dragão, na estreia da Liga dos Campeões

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FC Porto e Besiktas JK estrearam-se na Uefa Champions League nesta quarta feira no estádio do Dragão. O FC Porto sabia que, para almejar uma qualificação para os oitavos de final, precisava de vencer os três confrontos no Dragão e ainda tentar buscar algum ponto como visitante, pois o seu grupo não é dos mais fáceis. Além do FC Porto e do Besiktas, o grupo ainda possui o Mónaco de França e os alemães do Leipzig.

O jogo começou com o Besiktas a assustar a baliza portista. Logo aos quatro minutos, o brasileiro Talisca deu a bola para Babel que limpou o lance e rematou com perigo à baliza. A bola ainda desviou num defensor portista e saiu com perigo para fora. Aos 13 minutos, em boa jogada executada pela ponta direita, o Besiktas abriu o marcador. Após cruzamento na área, Talisca antecipou-se ao defensor Marcano e cabeceou para as redes. FC Porto 0 x 1 Besiktas JK.

Aos 18 minutos ótimo ataque do FC Porto. Na pequena área Óliver Torres chutou à trave, perdendo uma excelente chance para igualar o marcador. O FC Porto insistia no ataque e essa insistência foi prontamente recompensada. Aos 21 minutos, Alex Telles cobrou um canto e o defensor Tosic cabeceou contra a sua própria baliza, fazendo o golo de empate do jogo. FC Porto 1 x 1 Besiktas JK.

O jogo estava equilibrado e as duas equipas não se faziam rogadas para atacar. Entretanto, o ataque turco foi mais feliz. Aos 28 minutos, o ponta de lança Cenk Tosun acertou um belo remate de fora da área e a bola foi parar no fundo da baliza de Iker Casillas. FC Porto 1 x 2 Besiktas JK. O FC Porto não se entregou ao golo sofrido e, três minutos após sofrê-lo, Soares chutou com perigo de fora da área e a bola tirou tinta da trave do guarda-redes. A partir dos 30 minutos, o Besiktas começou a controlar o meio-campo e explorava bem as subidas dos alas portistas, principalmente pelo lado de Ricardo Pereira. Babel, Talisca e Tosun mostravam muito entrosamento e qualidade para criarem as jogadas.

Talisca voltou a marcar golos frente a equipas portuguesas na Liga dos Campeões Fonte: uefa.com
Talisca voltou a marcar golos frente a equipas portuguesas na Liga dos Campeões
Fonte: uefa.com

O FC Porto mostrou-se bastante desorganizado taticamente no final da primeira parte e poucas vezes conseguiu chegar à área adversária utilizando o toque de bola. Aos 43 minutos, o Besiktas continuava a aproveitar a fragilidade do lado direito do FC Porto e por pouco o ex-jogador deste, Ricardo Quaresma, não ampliou o resultado. A primeira parte do jogo terminou com vantagem turca de um golo. O FC Porto necessitava corrigir os seus erros da primeira parte – que foram muitos – e voltar melhor para a segunda parte.

Parece que o treinador do FC Porto também não gostou do que viu e para a segunda parte veio para campo com duas substituições. Saíram Óliver Torres e Jesús Corona para as entradas de Otávio e André André. A intenção do técnico portista era encorpar mais o meio-campo da equipa. O FC Porto teve a posse de bola nos 15 minutos iniciais da segunda parte, mas não conseguia ultrapassar a barreira defensiva da equipa turca.

Aos 63 minutos, o FC Porto teve a grande chance para empatar o confronto. Após belo passe de Brahimi, o ponta de lança Soares ficou de frente para o guarda-redes que fez ótima defesa ao remate do brasileiro. O FC Porto melhorava em campo e nem parecia a equipa que terminou a primeira parte. Aos 64 minutos, o defensor Ozyakup tirou a bola em cima da linha após cabeçada de Marcano. Nesse momento, o sistema defensivo turco não parecia estar tão blindado como antes. Aos 77 minutos, bela triangulação do FC Porto. Marega abriu o lance para Ricardo Pereira que foi à linha de fundo e fez um cruzamento rasteiro para Brahimi. Porém, o argelino chutou muito mal e a bola passou longe da baliza.

Com o passar do tempo, o nervosismo começou a tomar conta da equipa portista. O técnico Sérgio Conceição partiu para o tudo ou nada e tirou do campo o médio Danilo Pereira para a entrada de Hernâni. O FC Porto jogaria os últimos 10 minutos de jogo de maneira bem ofensiva. Tanta ousadia portista acabou por ter um alto preço. Novamente explorando as alas portistas, o espanhol Álvaro Negredo tocou para Ryan Babel que com um remate de primeira, dentro da área, fez o terceiro golo turco no jogo. Assim liquidou o confronto. FC Porto 1 x 3 Besiktas JK. Aos 90 minutos Soares ainda finalizou com perigo à baliza turca, mas o remate foi para fora.

A derrota complica a vida do FC Porto na Uefa Champions League e, num grupo tão equilibrado, as chances de qualificação diminuíram. O Besiktas mereceu a vitória. Soube jogar com inteligência e fez valer a sua proposta de jogo. Para o FC Porto fica evidente que o elenco para o Campeonato Português pode até dar resultados, mas numa competição como a Champions League a situação complica-se. O Besiktas JK foi o primeiro adversário mais qualificado que a equipa portista enfrentou nessa época e as fragilidades técnicas da equipa ficaram escancaradas. Ainda restam cinco jogos, nada está perdido, há muito trabalho pela frente até ao próximo compromisso europeu– daqui a duas semanas contra o Mónaco na França – e os adeptos, que aplaudiram os jogadores no final do jogo, acreditam que a equipa ainda possa triunfar.