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Portimonense SC 2-1 CD Feirense: Reinou quem marcou primeiro

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Cabeçalho Futebol NacionalNum final de tarde em Portimão, o Portimonense encontrou-se com o Feirense a contar para a 6ª jornada do campeonato português. Ambos vinham de derrotas contra os grandes, ainda que tangentes. O Portimonense vinha de uma derrota injusta com o Benfica no Estádio da Luz por 2-1, perante uma excelente exibição e muita polémica à mistura com o vídeo-árbitro, os algarvios queriam vingar em casa perante os seus adeptos e conquistar mais 3 pontos. O Feirense vinha de uma derrota caseira frente ao Sporting por 3-2, que também deu uma réplica bastante boa apesar da derrota, e estava disposto a derrotar os algarvios em sua casa.

Os instantes iniciais do encontro foi marcado pela forte entrada do Portimonense, a controlar o jogo com maior posse de bola e a fazer pressão alta, dificultando o jogo dos visitantes. Logo nos primeiros 10 minutos, os algarvios dispuseram de inúmeros livres e cantos que criaram aperto à defesa do Feirense, com Shoya Nakajima a ser porta-voz do ataque algarvio e simultaneamente o elemento destabilizador.

O que era previsível acabou mesmo por acontecer, ao minuto 12’ o Portimonense acabava por justificar a forte entrada no jogo, através de uma jogada de insistência colectiva com a finalização de Nakajima, a criar a primeira festa no Portimão Estádio. Mas nem por isso os algarvios acalmavam, os da casa continuaram a pressionar e a criar oportunidades de golo, e após uma jogada de bastante garra e sorte à mistura de Fabrício, Nakajima desmarcou-se bem e só teve de encostar para o 2-0 ao minuto 19.

Uma primeira meia hora de jogo bastante forte por parte do Portimonense, onde praticamente não se viu Feirense, salvo raros contra-ataques ou tentativas de tal, até que ao minuto 28’ os visitantes num contra-ataque e sem nada fazer para merecer, reduziram para 2-1 através de Etebo. O golo do Feirense veio meter um pouco de gelo no ataque algarvio. Ainda assim ao minuto 31’ o Portimonense colocou a bola na baliza mas havia soado o apito de alegado fora-de-jogo.

Até ao intervalo destaque para as várias oportunidades de golo de parte a parte, criando um jogo partido, ainda que nada fizesse alterar o marcador de 2-1. Uma primeira parte muito bem disputada por duas equipas que quiseram impor o seu tipo de jogo e que desejavam sair de Portimão com uma vitória. Sinal mais para a equipa da casa, entrou muito forte no jogo e marcou 2 golos nos primeiros 19 minutos de jogo, criando a sensação de possível goleada, tal desejo foi travado pelos visitantes através do golo de honra.

No reatamento da segunda-parte, a partida recomeçou com a mesma intensidade verificada na primeira parte, com ocasiões de golo e perigo para ambas as partes, com maior contacto físico, talvez com maior destaque para o Portimonense. O jogo mantinha-se em aberto bem como o resultado, ainda que para vantagem para os da casa.

Fonte: Bola na Rede
Jogo muito bem disputado, sobretudo na 2ª parte
Fonte: Bola na Rede

Continuamente o jogo encontrava-se partido e qualquer uma das equipas podia marcar. Ao minuto 62’ os visitantes tiveram talvez a maior oportunidade de golo até à altura, numa situação em que o ponta-de-lança João Silva só tinha de empurrar a bola para dentro, podendo igualar a partida.

A 15 minutos do final do encontro, os algarvios jogavam com a confiança em alta escala, estavam instalados no meio campo adversário e sufocavam os visitantes, que nem de contra-ataque conseguiam criar perigo, só através de bolas paradas. O jogo estava intenso e o marcador só ficaria fechado quando o árbitro apitasse. Fabrício do Portimonense teimava em desperdiçar ocasiões claras de golo e à boca da baliza.

A caminhar para o final do jogo, o mesmo encontrava-se em intensidade máxima, o contacto físico era cada vez maior, qualquer uma das equipas podia marcar, com o árbitro a ter muito trabalho.

O Portimonense venceu e convenceu, perante o seu público os algarvios venceram uma partida sofrida mas muito bem disputada, dominaram grande parte do encontro perante um Feirense que se debateu de igual para igual, lutando até ao fim pelo empate.

O Fim-de-semana azul e branco

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fc porto cabeçalho

Um fim-de-semana muito positivo no que ao Futebol diz respeito com quatro vitórias e um empate. Uma vez mais foi o Andebol que não se apresentou ao melhor nível, com uma derrota contra um adversário direto pela luta do título.

Andebol – Uma derrota (segunda consecutiva) por 28-25 em casa do SL Benfica no encontro da 3ªJornada do Campeonato Nacional. Um início de época desastroso para o FC Porto que em três jogos ainda não conseguiu saborear o sabor da vitória. É certo que o calendário não era favorável, duas deslocações (Madeira SAD, SL Benfica) e um jogo caseiro contra o ABC de Braga são encontros de grau de dificuldade alta. Mesmo com a mudança de treinador e um calendário difícil era de esperar uma maior qualidade de jogo e melhores resultados ao fim de três jornadas.

Futebol SUB-15 – Uma grande exibição coroada por uma goleada por 7-0 diante a UD Oliveirense. Um início de época fulgurante com quatro jogos, quatro vitórias e 28 golos marcados. No jogo deste fim-de-semana estiveram em destaque Martim Tavares e Lucas Cândido ambos a fazerem um “Hat-trick”.

Futebol SUB-17 – Num “derby” sempre complicado os jovens portistas bateram os Axadrezados por 3-0. Um bom jogo onde a equipa orientada por Mário Silva demonstra já bastante qualidade de jogo. É de destacar a consistência defensiva da equipa que apos quatro jornadas continua sem sofrer golos.

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Futebol SUB 19 – Os “Juniores” portistas perderam os primeiros pontos da temporada ao empatarem a zero diante do Leixões. Os “Bebés do Mar” são uma grande referência na formação em Portugal e conseguem ter sempre equipas muito competitivas. Apesar do empate o FC Porto contínua na liderança em igualdade pontual com o Moreirense.

SL Benfica 28-25 FC Porto: “Águias” de Resende voam cada vez mais alto

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Cabeçalho modalidadesO SL Benfica de Carlos Resende encontrava ontem o primeiro grande desafio nesta nova fase do clube encarnado. Do outro lado estava um FC Porto que se encontra também numa altura de renovação, mas que ainda não conseguiu vencer no início do campeonato.

O primeiro golo da partida foi marcado pelo canhoto Belone Moreira que, como nos vem habituado nos últimos anos, aparece sempre em grande forma nos jogos grandes e este jogo não foi exceção. Os cinco minutos inicias foram marcados pelo equilíbrio, que se espelhava no 3-3 que o marcador marcava. Notou-se desde o começo do jogo que a equipa de arbitragem apresentava um critério muito rígido em relação às exclusões, o que prejudicou a capacidade defensiva das equipas. Pouco depois dos cinco minutos a equipa da casa começou a ganhar alguma vantagem, muito devido à grande exibição de Hugo Figueira que está a fazer um inicio de época ao nível das melhores da sua longa carreira, fazendo lembrar os dias em que defendia a baliza do Sporting e era titular na Seleção Nacional.

A vantagem do Benfica passava também pela boa e fluída circulação de bola que a equipa apresentava, conseguindo não ter falhas técnicas, ao contrário do FC Porto, que se deixou levar velocidade do jogo. A meio da primeira parte os “encarnados” venciam 7-4. Os “Dragões” estavam mal no jogo: Spelic em má forma, má colocação de pivots no jogo, falta de jogo de qualidade para as pontas, só Morales tentava remar contra a maré e Quintana mantinha a sua equipa no jogo. Nesta altura Cavalcanti marcou três golos seguidos, mantendo o Benfica na frente do marcador. Quando faltavam cinco minutos para o final da primeira parte Carlos Resende pediu paragem de jogo, mesmo a sua equipa vencendo 13-10. O jogo do FC Porto pedia por Miguel Martins e Lars Walther colocou o jovem central português em campo, o que melhorou rapidamente a qualidade de jogo dos visitantes. Antes do intervalo já Cavalcanti e Salina tinham duas exclusões. O resultado ao intervalo era 14-11.

Hugo Figueira voltou a ser gigante, sendo decisivo para a excelente vitória do “seu” Benfica Fonte: SL Benfica
Hugo Figueira voltou a ser gigante, sendo decisivo para a excelente vitória do “seu” Benfica
Fonte: SL Benfica

Na segunda parte Diogo Branquinho entrou em campo, mas a sua presença durou apenas nove segundos sendo logo excluído. Os pupilos de Carlos Resende aproveitaram a superioridade numérica e fizeram um parcial de 3-0, passando a vencer 17-11. O jogo não corria de feições ao FC Porto… O Benfica continuava a sair rápido para o ataque, aproveitando a ineficácia ofensiva do seu adversário. Nesta altura, Lars Walther demonstrou toda a sua experiência e conhecimento, passando a atacar em superioridade numérica, o que fez com que quando faltassem dez minutos para o final a sua equipa apenas perdesse por dois golos (22-20). No entanto esta alteração era arriscada, pois a baliza encontrava-se desguarnecida, facto aproveitado por Hugo Figueira (marcou três golos) e pelo Benfica, que passou a vencer 27-22. O resultado final foi 28-25.

Belone Moreira e Alexandre Cavalcanti, do SLB, foram os melhores marcadores, com 5 golos cada.

Foto de Capa: SL Benfica

Os 10 Melhores jogos de sempre

Cabeçalho modalidadesAo longo dos anos, e das mais variadas competições mundiais e/ou hemisféricas, temos visto autênticos hinos ao Rugby, nos encontros disputados entre selecções. É nos jogos internacionais que o Top-10 se vai concentrar, onde a arte de bem jogar se encontra com a história do desporto caracterizado pela oval.

Sporting à conquista da Taça da Liga

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Esta terça-feira, o Sporting inicia a disputa por um lugar na final-four da Taça da Liga 2017/2018. O sorteio ditou que os leões integram o grupo B, em conjunto com o Marítimo, Belenenses e o União da Madeira.
A primeira jornada da fase de grupos da Taça da Liga joga-se esta terça feira, com o Sporting a receber o Marítimo, no Estádio José Alvalade. Numa partida em que Jorge Jesus deverá operar várias alterações ao seu onze habitual, dando lugar aos jogadores menos utilizados. Pela frente, estará o Marítimo, uma das equipas sensação neste arranque de temporada, encontrando-se no terceiro lugar da Liga NOS com 15 pontos.
Jesus deverá optar por um onze alternativo frente ao Marítimo Fonte: Sporting CP
Jesus deverá optar por um onze alternativo frente ao Marítimo
Fonte: Sporting CP
Para carimbar a presença na “final-four” da Taça da Liga, é fundamental vencer a primeira jornada, com o adversário teoricamente mais forte do grupo. Na segunda jornada, o Sporting joga novamente em casa diante do clube da Segunda Liga, o União da Madeira. Por fim, a derradeira jornada será no Estádio do Restelo, para defrontar o Belenenses.
Apesar da Taça da Liga ser uma competição onde o Sporting poderá dar minutos aos atletas menos utilizados, o objetivo é claro: vencer este grupo B. Recorde-se que ditou o sorteio que o vencedor do grupo B jogará a meia-final com o primeiro classificado do grupo D. O grupo D é constituído pelo FC Porto, Rio Ave, Paços de Ferreira e Leixões.
O Sporting já esteve em duas finais da Taça da Liga, e pretende voltar a estar na luta por este título. Para isso, os leões têm de vencer este grupo B e é fundamental iniciar esta competição com uma vitória. Numa altura em que a equipa de Jorge Jesus vive um bom momento, com seis vitórias consecutivas na Liga NOS e ainda uma vitória frente ao Olympiacos para a Liga dos Campeões.
Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Girabola: luta a dois pelo título

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Cabeçalho Futebol Internacional

A 25.ª jornada do Girabola jogou-se no fim-de-semana de 16 e 17 de setembro, e, após a conclusão dos jogos, já é possível concluir que o discussão do título será feita a dois até à última jornada: Petro de Luanda e 1.º Agosto ocupam os dois primeiros postos da classificação respetivamente, e já têm uma confortável vantagem pontual para o terceiro classificado, o Kabuscorp.

Ora, o Petro, que havia perdido na jornada anterior frente ao seu rival 1.º de Agosto (derrota por 1-0), reagiu bem ao duro golpe do derby de Luanda e bateu a Académica do Lobito por 4-2. O destaque do encontro vai para Tony: o avançado brasileiro fez dois golos e ajudou a sua equipa a chegar aos 56 pontos.

O 1.º de Agosto não aproveitou da melhor forma a importante vitória conseguida na ronda passada, dado que não foi além dum nulo frente ao Progresso do Sambizanga. Apesar de ter tido excelentes oportunidades para marcar, o ataque dos Militares esteve desinspirado e não conseguiu conquistar os 3 pontos. Com este resultado, a equipa treinada por Dragan Jovic desceu ao 2.º lugar e está com menos 1 ponto que a equipa petrolífera.

Petro de Luanda e 1.º de Agosto irão discutir o título até à última jornada Fonte: Girabola ZAP
Petro de Luanda e 1.º de Agosto irão discutir o título até à última jornada
Fonte: Girabola ZAP

Quanto aos outros dois candidatos ao título, mas que este ano não estarão nessa luta até ao fim (Kabuscorp e Rec. Libolo), tiveram sortes distintas: o clube do Bairro do Palanca empatou a um golo frente ao Progresso da Lunda Sul, ao passo que a equipa do Calulo venceu no seu reduto o Recreativo da Cáala pela margem mínima.

No que diz respeito à luta pela permanência, já há (quase) uma equipa condenada à descida de divisão: no jogo do “tudo ou nada”, o Santa Rita de Cássia perdeu em casa por 0-1 frente ao Desportivo da Huíla, e viu o seu sonho de permanecer no Girabola muito mais difícil de se concretizar.

Em conclusão, esta jornada já permitiu ver que apenas o Petro e o D’Agosto é que terão o privilégio de lutar pelo título de campeão, mas certamente será uma disputa bastante interessante para acompanhar até à jornada 30 do campeonato. Luanda nas próximas cinco jornadas será uma cidade em êxtase devido à decisão do futuro campeão angolano.

Foto de capa: Girabola ZAP

As 10 melhores contratações da Segunda Liga

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Cabeçalho Futebol NacionalO mercado de transferências em Portugal já encerrou há umas semanas mas ainda é tempo de fazer balanços. Sobre a Primeira Liga já se disse quase tudo o que havia para dizer. Dois dos três grandes foram novamente os melhores nas contratações, havendo ainda a companhia do Aves e do Braga, nesta área.

Pouco se discutiu sobre o parente pobre do futebol português. Menos mediática, menos acompanhada, menos falada, é a Segunda Liga, provavelmente o campeonato português mais competitivo da atualidade. Este ano foram muitas as contratações de destaque por parte dos clubes de Segunda Liga do futebol nacional.

É certo que só se disputaram seis jornadas neste campeonato mas já é suficiente para se poder auferir algumas boas contratações e algumas jogadas de mestre dos scoutings desta equipa. O que proponho neste texto é que analisemos aquelas que foram as dez melhores contratações, sem ordem específica, na Segunda Liga.

Os mecanismos de Rui Vitória

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sl benfica cabeçalho 1A nação benfiquista vive em estado de alerta. Ninguém está satisfeito com as exibições e os resultados da equipa. Mas, para além da falta de atitude gritante dos jogadores nos últimos jogos, não é preciso perceber muito de futebol para ver que têm havido coisas no sistema táctico da nossa equipa que não têm funcionado.

Antes de mais, para chegar lá, é preciso perceber como a equipa encarnada joga. Na equipa do Sport Lisboa e Benfica, o sistema táctico de Rui Vitória sempre se caracterizou pela sua agressividade defensiva, com a equipa a fazer uma pressão alta com os avançados a pressionarem o defesa portador da bola e com a equipa a jogar com as linhas muito próximas, reduzindo assim ao máximo o espaço de jogo da equipa adversária.

Neste aspecto, acho que estamos bem servidos a nível de jogadores atacantes. Raúl Jiménez e Seferovic são dois avançados com um bom porte atlético, mas também possuem bastante modalidade, conseguindo desgastar uma defesa com o seu físico e não disputando um lance por perdido. Nesse aspecto, tanto o internacional mexicano como o internacional suíço são claramente superiores a Mitroglou. Temos também extremos agressivos na disputa de bola e que dão profundidade à equipa (Rafa e Salvio) ou que têm uma grande capacidade de desequilíbrio (Cervi e Zivkovic).

Quando a equipa parte para o ataque, também costuma jogar com um bloco junto e com a linha defensiva muito subida, fazendo combinações com os colegas de modo a confundir o adversário, tentando recuperar imediatamente a bola quando a perdem. Este sistema táctico já causou muitos estragos e na minha opinião, é aqui nesta fase do jogo que reside o problema.

Grimaldo tem um papel preponderante na equipa encarnada Fonte: Facebook Oficial de Alejandro Grimaldo
Grimaldo tem um papel preponderante na equipa encarnada
Fonte: Facebook Oficial de Alejandro Grimaldo

Passarei a explicar: para conseguir aplicar esta estratégia ofensiva, a equipa precisa de ter defesas bons de bola, precisa que pelo menos um dos centrais saiba sair a jogar e iniciar a construção e precisa que ambos os laterais saibam participar na manobra ofensiva da equipa. E quando falo em participar na manobra ofensiva da equipa, não me refiro apenas ao lateral ir à linha e cruzar. Refiro-me também a saber aparecer em zonas interiores e fazer combinações com os colegas.

Quando isso não acontece, existe um grande buraco entre a linha defensiva e a linha do meio-campo e com isso, os extremos não podem estar tão subidos e jogadores como Pizzi e Jonas têm de recuar no terreno para buscar jogo, desmontando assim o bloco da equipa.

Ora nesse aspecto, Jardel e Grimaldo são os únicos defesas que têm sido aposta e que cumprem esses requisitos. André Almeida e Eliseu são limitados no aspecto ofensivo, Lisandro López tem técnica, mas não a sabe aplicar. Com isto, resta saber se Douglas tem propensão ofensiva e se Rúben Dias ou Kalaica (centrais em quem deposito grandes expectativas) também sabem construir jogo.

Se os problemas defensivos não são de agora, devo dizer que esta foi mesmo a principal causa da quebra de produtividade da equipa. Nos primeiros quatro jogos oficiais, a equipa encarnada marcou 12 golos. Nos quatro jogos restantes, a equipa marcou cinco golos, dois dos quais de grande penalidade. Curiosamente, esta quebra começou no jogo em Vila do Conde, onde Jardel saiu lesionado.

Se devíamos ter agido melhor no mercado? Sim. E com isto não me refiro a gastar muito, mas sim a gastar bem, gastar dinheiro em jogadores que encaixam neste sistema táctico. Nunca vi campeonatos resolverem-se na sexta jornada, mas para dar a volta por cima a esta situação é preciso mais, muito mais. E esta equipa já mostrou que com atitude, é muito difícil de ser travada. Portanto, está na hora de todos arregaçarem as mangas e apertar os parafusos.

Foto de Capa: SL Benfica

SC Braga 2-1 Vitória SC: Gverreiros com mais fulgor vencem derby do Minho

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Cabeçalho Futebol NacionalJá se sabe que os adeptos do SC Braga levam a peito o maior derby do Minho e, neste início de noite na Pedreira, receberam o grande rival de Guimarães com uma simples, mas bonita coreografia, dando destaque ao emblema do clube e pedindo aos seus jogadores para suar a camisola e honrar a história da equipa.

Foi Teixeira quem entrou com mais vontade fazer jus ao pedido das claques e com um par de acelerações colocou em desequilíbrio a defesa vitoriana. À passagem do quarto de hora de jogo, foi ele que saltou para a piscina e, em vez do pénalti, levou o justo cartão amarelo, mesmo que das bancadas brotassem alguns assobios e gritos de “Gatuno!”.

Entretanto, conseguia perceber-se o jogo tático dos dois onzes, os da casa a tentar forçar com rês em homens em linha no centro do terreno e o jogo a girar à sua volta, com o intuito de criar espaços para o aparecimento dos homens das alas, enquanto os visitantes recorriam uma espécie de losango e mostravam sempre grande preocupação com as dobras.

Nisto, após jogada de insistência, Paulinho abriu o marcador com uma bela finalização em mergulho. Na resposta, uma má saída de Matheus numa bola parada causou calafrios, mas o empate ficaria adiado para mais tarde. Não tardaria muito, Raphinha pegou na bola e duas fintas e um remate já em ângulo difícil depois esta passava por baixo do corpo de Matheus e entrava lá para dentro.

Com os primeiros 45 minutos praticamente encerrados, Hassan voltava a colocar os Gverreiros do Minho na frente e dava um choque anímico nos Conquistadores mesmo antes do descanso.

Paulinho abriu o marcador na pedreira Fonte: FPF
Paulinho abriu o marcador na pedreira
Fonte: FPF

O Vitória reentrou descoordenado para a segunda metade e por duas vezes viu o Braga ameaçar a sua baliza e essa foi a tónica para um segundo tempo mais morto e com um jogo muito faltoso, em que o Vitória mostrava falta de frescura física, talvez pagando o início das competições europeias. O Braga ainda ameaçaria mais uma vez mesmo a acabar, mas não foi preciso mais para o estádio irromper de alegria com o apito final do árbitro.

Uma nota final para o público presente, se o elogiamos pela forma positiva como encarou a rivalidade para incentivar o onze braguista, também há que condenar o comportamento durante o jogo, já que foram desnecessários e pouco bonitos os vários cânticos ofensivos para com o rival que se fizeram ouvir.

Besiktas JK 26-30 Sporting CP: “Leões” continuam a rugir na Europa

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Cabeçalho modalidadesO Sporting tinha hoje, na Turquia, o seu primeiro desafio na Champions League contra um complicado Besiktas, que já está habituado ao ambiente dos jogos europeus. Por conseguinte, não se adivinhava um jogo fácil para os verdes e brancos.

A equipa de Hugo Canela entrou muito forte na partida, conseguindo um parcial de 0-3 logo nos primeiros quatro minutos da partida. Esta boa entrada deveu-se, principalmente, à boa entrada em jogo de Manuel Gaspar, que continua a assumir a titularidade da baliza enquanto Asanin recupera de lesão, levando a que os “leões” aproveitassem saídas rápidas para o ataque, para conseguir ganhar vantagem inicialmente. No entanto, a equipa da casa conseguiu recuperar e reduziu para a vantagem mínima (5-6) aos oito minutos de jogo.

O Sporting CP aproveitou o bom momento de forma e a experiência de Tiago Rocha e explorou muito o jogo com o pivot para ganhar vantagem. Apesar da pressão da equipa turca, os pupilos de Hugo Canela melhoraram a performance defensiva e, aos 16 minutos, venciam 7-11. Vendo que a sua equipa não conseguia recuperar a desvantagem, o treinador do Besiktas pediu o primeiro time-out da partida, aos 22 minutos, quando perdia 10-14. De realçar o bom momento de forma de Pedro Portela, trazido já do Campeonato Nacional, que marcou vários golos de elevadíssima qualidade técnica.

A dois minutos do final da primeira parte foi a vez de a equipa técnica do Sporting pedir paragem de jogo, quando o marcador apontava 15-17. Nos minutos finais do primeiro tempo, a equipa da casa aproveitou a inferioridade numérica do adversário para se aproximar do marcador. O resultado, ao intervalo, era 16-17.

Os jogadores do Sporting a festejarem a importante vitória Fonte: Sporting CP
Os jogadores do Sporting a festejarem a importante vitória
Fonte: Sporting CPtin

Na segunda parte, os campeões nacionais entraram fortes defensivamente, mas não conseguiram impedir que o Besiktas empatasse o jogo 19-19, por volta do minuto 38. Nessa altura, a equipa portuguesa passava por algumas dificuldades ofensivas, o que, felizmente, não impediu que passasse para a frente do marcador três minutos depois do empate.

Apesar das dificuldades que o Sporting passava em termos ofensivos, do outro lado do campo, na defesa, os “leões” tiveram cerca de oito minutos sem sofrer golos. A boa performance defensiva permitiu ganhar vantagem (26-22), através de ataques rápidos. O último time-out surgiu aos 53 minutos, quando o marcador era 22-27. O Sporting CP aguentou a pressão final do Besiktas e venceu 26-30.

Pedro Portela foi o melhor marcador da partida com oito golos.

 

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Francisca Carvalho