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Rúben Semedo: O novo patrão da defesa do SL Benfica?

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Rúben Semedo é o novo nome apontado ao SL Benfica. Atualmente veste a camisola do campeão grego, Olympiacos FC, mas foi jogador do Sporting CP dos 16 aos 22 anos.

As águias têm estado agitadas no mercado de verão com as contratações de Pedrinho, Éverton “Cebolinha”, Waldschmidt, Vertonghen, entre outros. O mais recente jogador apontado aos “encarnados” é Rúben Semedo, internacional português pelas camadas jovens e campeão pelos gregos do Olympiacos. Ainda que tenha crescido muito como jogador, o central português já esteve ligado a polémicas, como foi a sua detenção em 2018 onde esteve acusado de sequestro e agressão com arma ilegal.

Rúben Semedo pode reencontrar Jorge Jesus, desta vez no SL Benfica
Fonte: Olympiacos FC

Rúben Semedo é um defesa-central com uma boa estatura física (1.89m e 83kg), mas também com uma velocidade “acima da média” para um jogador daquela posição. Além disto, ataca bem a bola seja na defesa como no ataque – onde é bastante forte no jogo aéreo. Apesar de não ter qualquer minuto pela seleção nacional, o atual selecionador, Fernando Santos, já o convocou para dois jogos da qualificação para o Euro 2020 (Luxemburgo e Ucrânia).

A sua formação começou muito cedo no Benfica, mas foi nos juniores do Sporting que começou a crescer como jogador. Depois de mais de 120 jogos pelos “Leões” – 30 dos quais ao comando de Jorge Jesus na época 2016/2017, Rúben Semedo explodiu e o Villarreal pagou 14 milhões de euros pelos seus serviços.

Alguns meses após a sua chegada a Espanha, surgiu o escândalo que levou à sua detenção e o emblema espanhol viu-se obrigado a “congelar” o seu ordenado. No entanto, o jogador português saiu em liberdade cinco meses depois e foi integrado no plantel do “Submarino Amarelo”.

Não teve grande sucesso no Villarreal e foi emprestado ao Huesca da segunda divisão espanhola e ao Rio Ave FC onde esteve em grande nível sob o comando de Carlos Carvalhal na época 2018/2019. O desempenho pela equipa de Vila do Conde levou o Olympiacos, crónico campeão grego, a pagar cerca de quatro milhões e meio pelo seu passe.

Segundo a imprensa portuguesa, a equipa de Pedro Martins estará a exigir cerca de 10 milhões de euros por Rúben Semedo, valor que é considerado demasiado alto pelo Benfica. No entanto, a SAD dos encarnados está a tentar baixar o valor usando o Nottingham Forest e a mudança de Pêpê (ex-Vitória SC) para a Grécia.

Simplificando, o presidente do Olympiacos, Evangelos Marinakis, é o detentor do emblema inglês que tem uma “dívida” de cinco milhões de euros proveniente da última prestação do pagamento de João Carvalho. Ainda, o Olympiacos acaba de contratar Pêpê ao Vitória SC por uma verba a rondar os seis milhões de euros e as “águias” têm a receber 50% do valor da tranferência, neste caso serão três milhões. Ora, se somarmos os três milhões do médio defensivo português e os cinco milhões de euros provenientes do negócio de João Carvalho, o Benfica necessitaria “apenas” de pagar dois milhões para atingir os dez milhões exigidos pelos gregos.

Jorge Jesus já trabalhou com Rúben Semedo e conhece bem as suas características e as suas qualidades. Assim, o técnico português tem-no como preferência para reforçar o eixo central da defesa “encarnada”.

FC Porto 2020/21: O possível 11 e composição do plantel

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Pois, é certo que este 4-3-3 ou 4-2-3-1 do FC Porto, como lhe queiram chamar, poderá causar controvérsia pelo facto de Sérgio Conceição dificilmente abdicar dos dois avançados na frente, no entanto, a colocação de apenas um é uma realidade totalmente aceitável por mais do que uma razão.

Primeiro, porque o FC Porto alinhou dessa forma nos quatro encontros finais da última temporada. Depois, pelo facto de Díaz, Otávio e Corona serem os desequilibradores da equipa e os principais responsáveis pela criação de jogadas para golo, ou seja, se os três estiverem em forma dificilmente sairão do onze. Juntamente a esse fator, adivinha-se o ano de explosão total de Luis Díaz, logo, poderá tornar-se um intocável no onze, contrariando a alternância ao longo da época, provocada por alguma inconsistência – o que não vai contra a época formidável realizada. Além dos pontos referidos anteriormente, a mais recente contratação do clube – Mehdi Taremi – pode ser beneficiado neste sistema e dar conta do recado “sozinho” na frente.

Por outro lado, Sérgio Conceição pode sempre variar e surpreender os adversários de um momento para o outro e a alteração para um sistema de 4-4-2 é perfeitamente natural, e com a chegada de mais um reforço para o ataque ou com a permanência de Marega esse cenário ganha ainda mais força. Essa tática pode também ser facilmente desdobrada com a presença de Otávio no onze, por ser um vagabundo sem posição definida e preencher tanto a linha como a zona central com rigor, privilegiando a subida do lateral desse lado ou as movimentações de um dos avançados para o corredor.

De qualquer das formas, o mais certo é Sérgio começar esta época como terminou a transata, e dar preferência ao sistema 4-2-3-1, que poderá ser facilmente alterado durante a partida, de acordo com as dinâmicas apresentadas pelos azuis e brancos. A dúvida recai ainda para o que resta do mercado, porque o clube tem ainda de vender e já assinaram quatro reforços (Carraça, Claúdio Ramos, Zaidu e Taremi), perspetivando-se a chegada de mais.

Vejamos então por posições, uma a uma, quais são as opções de Sérgio Conceição para 2020/2021 e os cenários mais possíveis a nível de entradas e saídas.

Darwin Núñez é reforço do SL Benfica

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O avançado de 21 anos Darwin Núñez é o mais recente reforço do SL Benfica. O passe do uruguaio custou 24 milhões de euros ao clube encarnado, passando assim a ser a contratação mais dispendiosa da história do futebol português (ultrapassando Raúl Jiménez).

Darwin chega da segunda divisão espanhola, onde impressionou e cativou a Europa ao serviço do UD Almería de Pedro Emanuel, Mário Silva e agora José Gomes. Em Espanha, Núñez apontou 16 golos em 30 jogos.

Núñez estreou-se na seleção celeste com 20 anos. O primeiro golo surgiu apenas cinco minutos depois de ter entrado em campo. Um dos mais rápidos de sempre a marcar pela seleção do Uruguai.

Darwin é um avançado alto e possante, mas que conta com uma coordenação acima da média para a sua estatura. A surpreendente velocidade que possui é uma das suas grandes armas para ultrapassar a linha defensiva adversária.

O uruguaio tem um índice de esforço muito elevado no trabalho sem bola. Sempre muito inteligente e reativo no momento de pressão ofensiva. Recupera muitas bolas em zona de finalização.

Darwin não é um avançado muito participativo na construção, nem é conhecido pela sua qualidade de passe (apesar de ser capaz de fazer combinações curtas). Descer no terreno para receber a bola não é uma das suas dinâmicas principais.

O antigo número 21 do UD Almeria pode funcionar como um homem alvo e tentar receber bolas longas ou ganhar de cabeça para os seus colegas. Nesta situação tenta sempre receber junto dos laterais adversários onde pode valer-se da sua complexão física. O ataque à profundidade que procura constantemente oferece uma opção aos centrais ou médios na construção.

Na primeira época na europa, Darwin Núñez brilhou ao serviço do UD Almería
Fonte: UD Almería

Núñez é um avançado muito móvel. Está sempre em movimento, sempre à procura de fornecer linhas de passe aos colegas e sempre à procura no espaço nas costas da linha defensiva.

O pé direito é o seu preferido, mas é capaz de utilizar e finalizar com o esquerdo. Na época agora findada visou a baliza adversária 2.5 vezes por jogo (eficaz) e recebeu a bola na área adversária 4.8 vezes por jogo.

Apesar de ser capaz de ultrapassar os defesas adversários, completa apenas 1.3 dribles por jogo (56%). Não é um jogador especialmente tecnicista, mas tem qualidade nos pés. A sua inteligência e poder físico são o que lhe permitem ultrapassar adversários. É um jogador que tem perfeita noção das suas qualidades e das suas fraquezas.

Darwin não é um avançado muito vistoso, mas é bastante agressivo e conta com uma capacidade de finalização notável. Nas mãos de Jorge Jesus poderá funcionar quase como um Slimani, mas com mais qualidade técnica e inteligência.

Darwin Núñez chega ao SL Benfica por um valor bastante inflacionado devido à urgência de trazer reforços para uma das fases decisivas da época, devido à forte concorrência pelo jogador e também pelo elevadíssimo potencial do atleta.

Carlos Vinícius, apesar da inegável qualidade e pelo que se viu até agora, terá muitas dificuldades em encaixar nas novas dinâmicas que Jorge Jesus introduziu na equipa. Seferovic tem as características necessárias para tal, mas a qualidade já é mais questionável.

Darwin Núñez, pelas suas características, surge como o jogador perfeito para encabeçar o ataque encarnado. O seu potencial é um grande plus nesta contratação. A confirmar o que se espera dele, um elevado encaixe financeiro poderá estar no horizonte. No entanto, o mais importante será sempre o rendimento desportivo do jogador. Não me parece que vá desiludir.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Chipre 0-4 Portugal (Sub-21): Regresso é sinónimo de goleada

A CRÓNICA:  PORTUGAL MANTÉM A PERSEGUIÇÃO AO LÍDER

Mais de nove meses depois, eis que se deu finalmente o regresso da fase de qualificação das seleções de sub-21 para o Europeu 2021. Na deslocação ao território cipriota (com intensas ondas de calor), os pupilos de Rui Jorge não tremeram e venceram o Chipre por 0-4, mantendo-se na perseguição à líder Holanda.

A seleção portuguesa entrou em campo tal como seria expectável: objetiva, pressionante, controladora e sempre com faro do golo. Ainda numa fase madrugadora do encontro, com um remate algo surpreendente, Diogo Leite inaugurou o marcador na sequência de um lance ganho a Charalambous à entrada da área. Mas não ficaria por aqui… Perto da meia hora de jogo, o capitão português tratou de bisar com um cabeceamento certeiro, após cruzamento perfeito de Nuno Mendes. Pelo meio, também Gedson e Jota podiam ter avolumado a vantagem antes do intervalo, mas o guardião Paraskevas assim o impediu.

O segundo tempo foi marcado por um ritmo ligeiramente mais calmo, mas nem isso travou Portugal de ampliar a vantagem. Com nova assistência de Nuno Mendes, apareceu Jota dentro da grande área a rematar para o terceiro golo e a dar mais tranquilidade à equipa portuguesa. Mesmo com as substituições que Rui Jorge foi fazendo, a seleção portuguesa manteve sempre o mesmo critério nos seus processos, algo que a conduziu ao 0-4 final, com um golo do estreante e recém-entrado João Mário. Triunfo justo e competente.

 

A FIGURA

🗣🇵🇹 @selecaoportugal pic.twitter.com/oWwRnxsa5L

— Diogo Leite (@Diogoleite53) September 3, 2019

Diogo Leite – No sítio certo à hora certa. Assim se pode definir a exibição do capitão Diogo Leite. Tanto lá atrás, como lá à frente. Só na primeira meia hora de jogo, o central rubricou dois golos completamente distintos, mas com uma intenção completamente igual: a de abanar as redes da baliza adversária. De resto, o central cumpriu em pleno as suas funções dentro das quatro linhas.

 

O FORA DE JOGO

Δείτε εδώ, ζωντανά, τον αγώνα της Εθνικής Ελπίδων με την Πορτογαλίαhttps://t.co/k7brfOJg7E pic.twitter.com/sRcAbFIr0n

— CFA (@CyprusFA) September 3, 2020

Marios Peratikos – O defesa da seleção cipriota passou por vários setores do terreno ao longo do encontro (de acordo com as substituições impulsionadas por Nikos Andronikou) e talvez isso tenha sido um fator de quebra no rendimento individual. Foi uma das unidades mais apagadas do Chipre, principalmente no segundo tempo.

 

 

ANÁLISE TÁTICA – CHIPRE SUB-21

O conjunto orientado por Nikos Andronikou alinhou num 4-2-3-1, com um meio campo mais defensivo, face à titularidade de Panagiotou e Spoljaric. Contudo, isso não foi suficiente para travar as investidas do adversário, dado que foram várias as “brechas” no momento de defender, tanto pelo corredor central, como pelas laterais. No setor ofensivo, as dificuldades em chegar à baliza de Diogo Costa foram evidentes, de tal modo que o Chipre não conseguiu criar uma verdadeira ocasião de perigo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Antreas Paraskevas (6)

Kostas Pileas (5)

Christos Shelis (5)

Pavlos Korrea (6)

Kontantino Sergiou (5)

Nikolas Panagiotou (5)

Danilo Spoljaric (4)

Marios Peratikos (4)

Costas Anastasiou (5)

Michalis Charalambous (5)

Andreas Katsantonis (6)

 

SUBS UTILIZADOS

Thomas Nikolau (6)

Petros Ioannou (5)

Konstantinos Kontantinou (4)

Iasonas Pikis (4)

 

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL SUB-21

A equipa de Rui Jorge alinhou num 4-3-3, com a particularidade de Fiorentino ser a unidade mais recuada no meio-campo português e passando por ele, muitas vezes, a função de reorganizar jogo a partir de trás. Em termos gerais, a seleção portuguesa revelou sempre um envolvimento coletivo invejável, com múltiplas recuperações e novas jogadas “inventadas” perante o cerco defensivo adversário. Na segunda parte, já com o terceiro golo, Portugal soube como gerir o jogo e a superioridade em relação ao adversário fala por si.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (7)

Nuno Mendes (8)

Diogo Leite (9)

Tiago Djaló (6)

Tomás Tavares (7)

Florentino Luís (7)

Gedson Fernandes (6)

Vítor Ferreira (6)

Pedro Neto (6)

 Jota (7)

Dany Mota (7)

 

SUBS UTILIZADOS

Joelson Fernandes (6)

Pedro Gonçalves (7)

Daniel Bragança (6)

João Mário (7)

Miguel Luís (6)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Universo Paralelo: Cavani troca as voltas às águias e assina pelos leões

A crença no Sporting esvai-se

E a conquista do campeonato é bastante improvável

Porque nós, adeptos, alimentamos a vã esperança

De uma energia não poluente e, por isso, renovável

 

Parte da fórmula de uma época gloriosa

Requer a busca de jogadores competentes no mercado

Pois mais vale conceder oportunidades aos jovens

Do que deixar o meio campo encarregue ao Doumbia e ao Eduardo

 

Até à data, seis reforços arrombaram a porta do reino de Leão

Adán: entre os postes, nada de prantos!

Antunes, Porro e Feddal: setor defensivo em frenesi

O ataque beneficiará, na teoria, com Pedro Gonçalves e Nuno Santos

 

Rúben Amorim, na sua inconsciência contagiante, demanda

Por mais três contratações, uma entre as quais “de topo”

A “novela Messi” decorre e o Sporting quis ascendente no papel

Contudo, a transferência caiu por terra porque os culés não tinham troco

 

A estação televisiva mudou e fomos contratados pela concorrência

As águias estiveram quase lá, mas havia sempre uma exigência

O Rui Costa passou a bola ao avançado e, à frente do guarda-redes, sucedeu o desmaio

Edinson Cavani, mordeu o isco e abalou, ao estilo uruguaio

Fonte: Paris Saint-Germain FC

Nestas situações, o silêncio é ouro e completamente indispensável

Frederico Varandas e Hugo Viana, à mercê, conduzem o processo negocial desde março

As fugas de informação baralham o público e estimulam mal-entendidos

Rosier e Ilori servem de moeda de troca. Despedida? Um forte amasso

 

O antigo napolitano não se inquieta por jogar playoffs de acesso à Liga Europa

Os números pretendidos foram apontados num papel e com o consentimento de quem é submisso

Mesmo que para isso se penhore o estádio e a academia

E peçamos perdão de mais duas dívidas (irrelevantes) ao fisco.

 

Cavani na Liga Portuguesa? O mesmo campeonato onde ceia Jesus?

A utopia é a pedra da calçada, a quimera o sol periférico

Um avançado de pendor europeu diante de um treinador recém-gigante

Quais serão as reações perante a partida defronte do CD Nacional, naquele vendaval atmosférico?

 

De uma escuta telefónica, extraí a conversa entre dois adeptos de cariz irracional

Que versava sobre a aposta de um jantar numa marisqueira caso o clube fosse campeão

Ora, todos sabem que, por cá, não bastam onze de calibre igual

Por isso, encarrego-me da refeição: para a mesa destes senhores, dois pratos de noção.

 

Há dias, o mergulho no mar demonstrou tranquilidade

Mal ele sabe no rebuliço no qual se vai entranhar.

Será que perderá a paciência quando o Plata tentar uma finta

Ou quando o Rogério Alves decidir palrar?

 

O Bola na Rede é um órgão de caça furtiva

A bomba com caráter informativo acabou de rebentar

O Cavani vem aí, não é mentira, está retido no aeroporto

Está tudo à espera do bacalhau e da caneta a rubricar.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Podcast BnR T1/EP1: As 5 vitórias mais marcantes da Seleção Nacional

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Depois de algumas semanas de espera, sê bem-vindo à primeira edição do podcast do Bola na Rede!

No nosso programa de estreia, os comentários de Mario Cagica, Tiago Silva e Rui Cipriano Duarte juntam-se à apresentação de Diogo Soares Loureiro para abordar as cinco vitórias marcantes da Seleção Nacional. Não te esqueças que este vai ser um programa semanal, mas que podes ouvir a qualquer hora nas plataformas habituais.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Bruno Costa Carvalho | Os 4 eixos da candidatura apresentada no Museu Cosme Damião

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Cobertura do Bola na Rede à apresentação da candidatura de Bruno Costa Carvalho à presidência do SL Benfica

“É um momento particularmente feliz para o Benfica com tanta gente interessada na vida do clube”.

Bruno Costa Carvalho apresentou esta quinta feira, dia 3 de Setembro, no Museu Cosme Damião, a sua candidatura à presidência do Sport Lisboa e Benfica, 11 anos depois de ter sido o único candidato que fez frente a Luís Filipe Vieira.

Na divulgação da campanha “Todos p’lo Benfica” estiveram apenas presentes alguns jornalistas e membros da lista, tendo estes últimos participado ativamente na sessão, ao explicarem vários dos pontos centrais do projeto encabeçado por Bruno Carvalho.

Contudo, ainda não é certo que o nome do empresário de 51 anos vá às urnas, por não cumprir os 25 anos de sócio efetivo do clube (após a maioridade) previstos com a alteração dos estatutos; Costa Carvalho tem apenas 18 anos nessa condição.

A pouco mais de um mês das eleições, damos então a conhecer os quatro eixos do projeto “Todos p’lo Benfica”.

Seleção Nacional | Um 11 alternativo

O momento de anunciar a convocatória para a seleção nacional, é, indiscutivelmente, um momento de grande ânsia para todos os jogadores. Na época 2019/20 existiram vários portugueses a destacar-se no relvado, mas como Fernando Santos só pode chamar 23 e no momento da revelação cresce em todos os adeptos o mítico “treinador de bancada”, fica aberta a possibilidade de criar um onze alternativo de não convocados.

E, como não fujo à regra, decidi aventurar-me e criar o meu elenco “underground”, capaz de substituir os elementos habituais da seleção e, mesmo assim, dar luta aos adversários. Em um 4-3-3, deixo aqui a minha proposta.

As 5 melhores da década 2010-2020 da Liga Feminina de Basquetebol

A Federação Portuguesa de Basquetebol pediu a 44 personalidades do basquetebol português para elegerem o cinco inicial da Equipa da Década 2010-20 da Liga Feminina, bem como as Jogadoras da Década.

Treinadores que fazem parte das seleções nacionais, jornalistas especializados em basquetebol e comentadores da FPBtv escolheram aquelas que marcaram a última década no basquetebol português. O único critério definido foi o de incluir apenas atletas que participaram em, no mínimo, 50 jogos da fase regular da Liga Feminina entre as épocas 2010/11 e 2019/20.

De um total de 155 atletas profissionais da Liga que cumpriam esse requisito, estas foram as cinco escolhidas.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Basquetebol

Alemanha 1-1 Espanha: Empate arrancado a ferros e divisão de pontos

A CRÓNICA: 11 CONTRA 11 E NO FIM… EMPATOU A ESPANHA

No ano civil de 2020, as seleções nacionais ainda não tinham sido chamadas ao trabalho, culpa direta do Covid-19. Agora, no início da época 2020/21 – que já começa tarde devido à pandemia – a FIFA resolveu arrancar com a segunda edição da Liga das Nações. Não me parece o melhor timing, mas quando temos confrontos destes até nos esquecemos disso. Entra em campo a melhor selecção de jogadores (possível) de dois dos países mais bem-sucedidos em futebol masculino do século XXI: Alemanha e Espanha.

Por fim, nota para o facto de, nesta partida, as três substituições voltarem a ser regra, ao invés das cinco que têm sido utilizadas desde o reinício do futebol europeu.

Ouviram-se os hinos, perante as plateias vazias e arrancou o futebol espetáculo. Tivemos a oportunidade de ver uma primeira parte muito interessante, bastante dividida e com lances claros de golo para ambas as equipas.

Primeiros 15/20 com domínio alemão – onde se destacou um remate fantástico de Leroy Sané e uma defesa não menos vistosa de David De Gea –, e domínio espanhol até aos 30/35 minutos, de onde se destacou um Ferrán Torres de grande nível e um Rodrigo bastante perdulário. O intervalo chegou com um 0-0 muito enganador, porque podia estar facilmente 1-1 ou 2-2.

Na segunda-parte, Die Manschaft entrou com vontade de fazer aquilo onde tinha falhado – ou melhor, onde De Gea tinha brilhado – e marcou logo aos 50 minutos, com um excelente trabalho de Werner na área e um passe que foi meio-golo de Gundogan.

O que se seguiu foi uma Alemanha que baixou no terreno e esperou para contra-atacar La Roja, que tentou bastante o empate, mas parecia que não ia conseguir lá chegar, muito pela pólvora seca dos seus avançados, Rodrigo e depois Ansu Fati. No entanto, no último lance do jogo, Gaya, num ressalto, conseguiu mesmo o 1-1 para a sua seleção, fixando esse resultado no placard do Estádio de Estugarda. Justo, face aos acontecimentos da partida.

 

A FIGURA

David De Gea – Parece que a séria concorrência que o Manchester United FC foi buscar para a baliza fez efeito em De Gea. Depois de algumas épocas com erros comprometedores, entra em 2020/21 com uma excelente exibição pela sua selecção, assumindo que ainda não está “acabado” e que ainda é um dos melhores do mundo na sua posição. Destacam-se três defesas extraordinárias, a remates de Sané, Werner e Sule, mas foram muitas mais.

 

O FORA DE JOGO

Ataque da Seleção Espanhola – Principalmente na primeira parte, o resultado podia ter sido perfeitamente outro. Não foi, porque Rodrigo não é ponta da lança para jogar sozinho como 9 num 4-3-3 e quando Luis Enrique se apercebeu disso, já foi tarde demais. Ansu Fati deu outra vivacidade ao ataque, mas não foi suficiente. Jesus Navas de início também foi um erro de casting no jogo de Espanha.

 

ANÁLISE TÁTICA – ALEMANHA

Numa convocatória onde faltam Neuer e Ter-Stegen, a maior dúvida recaía sobre quem iria assumir a baliza no lugar dos “crónicos” donos da mesma. Muita juventude, apesar de serem jovens e experientes, mas, sobretudo, uma convocatória com qualidade para Joachim Low poder escolher à vontade.

O técnico alemão optou por um 4-2-3-1, com Trapp na baliza, Kehrer a lateral direito (uma adaptação relativamente bem-sucedida de Tuchel), um miolo muito mais criativo do que defensivo, o regresso de Sané após grave lesão e Draxler a ter total liberdade de movimentos, entre a ala e o centro do terreno.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Trapp (6)

Gosens (6)

Sule (7)

Rudiger (6)

Kehrer (7)

Emre Can (7)

Gundogan (7)

Kroos (7)

Draxler (7)

Sané (7)

Werner (7)

SUBS UTILIZADOS

Ginter (5)

Serdar (5)

Koch (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ESPANHA

Por sua vez, Luis Enrique teve uma convocatória rocambolesca, com várias alterações devido a casos positivos de Covid-19 que foram surgindo há medida que os jogadores iam comparecendo na seleção. No entanto, tal como acontece na Alemanha, a qualidade é muita e não houve grandes problemas para se construir um onze forte.

O ex-Barcelona FC entrou em campo com o seu característico 4-3-3 dos tempos em que treinou os “Blaugrana”. O jovem de 23 anos, Pau Torres, é a surpresa no eixo da defesa de Espanha, ao lado do experiente e capitão Sérgio Ramos, ao passo que Ferrán Torres continua a comprovar que está a ter uma ascensão meteórica no futebol espanhol e agarra a titularidade numa das alas. Jesus Navas foi o extremo do outro lado, embora sempre com tarefas mais defensivas.

Para a segunda parte, Luis Enrique procurou mais velocidade com um jogador de mais cariz ofensivo, retirando Navas e colocando Ansu Fati, que fez a sua estreia aos 17 anos, ficando o jogador nascido em Guiné-Bissau a jogar a partir do lado esquerdo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

De Gea (8)

Gaya (7)

Sergio Ramos (6)

Pau Torres (6)

Carvajal (7)

Busquets (5)

Fabián Ruiz (6)

Thiago Alcântara (7)

Ferran Torres (6)

Jesus Navas (5)

Rodrigo (5)

SUBS UTILIZADOS

Ansu Fati (6)

Mikel Merino (5)

Óscar Rodriguez (-)

 

Artigo revisto por Joana Mendes