É já no Sábado (20h30) que FC Porto e SL Benfica decidem mais um campeonato, num cenário já habitual para o adepto português. Desde os finais dos anos 70, as duas equipas são protagonistas de uma luta titânica, que era antes interpretada pelos rivais de Lisboa – o Sporting não passa, de há 40 anos a esta parte, de personagem secundária – e as suas identidades são um interessante paradigma nas esferas sociais das respectivas regiões, além da sua rivalidade representar uma intensa relação de opostos: no futebol e na política, o azul e o vermelho frente a frente; da comum associação do 4-3-3 ao FC Porto pelos vários campeonatos ganhos a jogar dessa forma, à tradicional abordagem do SL Benfica às épocas em 4-4-2; o Norte contra o Sul, rivalidade que transcende o fenómeno futebolístico e se transforma em confronto social, num paradigma que envolve a história cultural e, consequentemente, desportiva do país.
É compreensível, portanto, que quando se tem sucesso com uma das camisolas e que, por obra infeliz e descuidada do destino, se dê uma transferência para o rival, as dificuldades em triunfar sejam imensas. São vários os casos recentes que o comprovam – Sokota, Christian Rodríguez, Maxi – e esse paradigma dificultará a tarefa de eleger um onze conjunto entre os dois clubes. Este será o top dos jogadores que partilharam os balneários das Antas e da Luz, reunidos em formato dream team. E, porque até na tática há dicotomia ideológica, ficaremos a meio caminho das duas opções, no 4-2-3-1.
O mercado de inverno trouxe uma prenda de Natal atrasada para o Gil Vicente FC: Hugo Vieira. E que rica prenda para o mister Vítor Oliveira! É que, embora agora com 31 anos, Vieira, para mim, vai ser sempre o mágico camisola 70 da equipa, que na época 2011/2012 me fez sonhar e acreditar que íamos trazer uma Taça da Liga para Barcelos. A taça não veio, mas aquela equipa ficou para sempre no meu coração: o meu Gil Vicente é aquele.
Como esquecer o dia 22 de março de 2012? Gil Vicente FC x SC Braga. Meia final da Taça da Liga em Barcelos. O Gil até começou melhor com um golo de (claro está, de quem mais?) Hugo Vieira, mas rapidamente o Braga deu a volta. Ao intervalo, os barcelenses suspiravam por uma ajuda divina que nos desse ao menos o empate.
Hugo Vieira e Vítor Carvalho foram apresentados como reforços no passado dia 30 de janeiro de 2020 Fonte: Gil Vicente FC
No descanso, os infantis de cada uma das equipas deram um pequeno show no relvado e os do Gil Vicente acabaram por ganhar, com uma reviravolta, o que animou as tropas gilistas, que já diziam nas bancadas “Vamos fazer como os miúdos”. Foi um daqueles jogos impróprios para cardíacos. Aos 90’, já eu roía o que restava das minhas unhas, quando vejo o lateral Júnior Caiçara (que pensava eu, já tinha merecido um golo pelo livre aos 40’ que passou a centímetros do poste) à entrada da área arsenalista, a rematar meio enroscado e do nada… GOLOOOOO. Que frango do Quim. Pensei que a bancada ia ceder.
Sentia o chão a tremer debaixo dos meus saltos, vi idosos aos pulos, esquecendo-se dos reumatismos e crianças no ar. Um empate frente ao Braga nas meias-finais ia levar-nos a penaltis, mas pelo menos, já tinha sido reposta alguma justiça no resultado. Confesso que estava nervosa, mas sem medo: na nossa baliza estava o Adriano.
Passados todos estes anos, apercebo-me que, de facto, aquele jogo tinha de ser nosso. Festejei as defesas no nosso guarda-redes como se tivéssemos acabado de ganhar a Champions League. As grandes penalidades terminaram com um 4-2, consumado com o penalti de Júnior Caiçara. Admito: nunca pensei que o herói do jogo fosse o lateral-direito. A partir dali, o céu era o limite. Afinal de contas, quem imaginava que um pequeno clube do Norte, afastado dos grandes palcos à custa de burocracias, disputaria a final da taça em Coimbra? Já era uma vitória.
Essa final foi uma alegria e uma tortura: por um lado, a equipa da minha terra, que eu acompanhava há anos, com o meu guarda-redes favorito, o Adriano, o baixinho Júnior Caiçara, o centralão Cláudio, um dos meus médios favoritos, o Luís Manuel, o mágico Hugo Vieira, que era o Ronaldo da minha terra. Por outro, o meu clube de coração, com o Garay, o genial Aimar, o esfregona Witsel. Foi complicado gerir as emoções. Gritei três golos nessa noite, mas mesmo assim, o resultado não me satisfez inteiramente. Quando o Rodrigo marcou aos 30’, pensei “ainda damos a volta como com o Braga”. Quando o Zé Luís empatou com aquele pontapé de moinho, já sentia o caneco a vir para a terra do Galo. Quando o Saviola marcou aos 84’, chorei e ri. No final, estava feliz por ver mais uma taça para o meu Benfica e desiludida por não a ter em Barcelos.
A vinda do Hugo Vieira devolve-me estas memórias felizes da infância. Confesso que, ocasionalmente, ao ver o Gil jogar bom futebol, a nostalgia me ataca e me transporta para aquela meia-final, em que eliminámos o poderoso SC Braga e fizemos o Benfica do Jesus suar. O meu Gil Vicente é esse. O craque já voltou. Agora, só falta fazer uma segunda volta como o remate do Júnior Caiçara: cheia de força e de crença.
Num jogo entre duas formações que ambicionavam carimbar o passaporte para as meias-finais da Copa del Rey, o Real caseiro surgia como favorito, mas o adversário basco, com um misto de juventude e experiência, não concedeu quaisquer facilitismos e levou de vencida os homens da capital. Como ser favorito é algo que, se não for confirmado em campo, de nada serve, a Real Sociedad fez questão de mostrar isso bem cedo na partida. O criativo Martin Odegaard, emprestado pelos madrilenos aos bascos, aproveitou uma primeira intervenção incompleta da defesa da casa para abrir o ativo, pouco depois dos 20 minutos. Os “merengues” estiveram bastante erráticos no momento defensivo, permitindo a Alexander Isak surgir várias vezes nas costas de Ramos e Militão, ele que dispôs de várias hipóteses para dilatar a vantagem basca. Se no primeiro tempo o avançado sueco vacilou, no segundo, veio com “fome” dos golos que havia falhado. A primeira bola que introduziu na baliza adversária foi anulada, por fora de jogo, mas nas duas seguintes, passou o resultado de 0-1 para 0-3, através de dois tentos de grande qualidade. A formação do Real Madrid reduziu de imediato, através do lateral esquerdo Marcelo, mas a equipa não conseguiu aproveitar e entrar num bom momento, tendo acabado mesmo por sofrer o quarto golo. A reação dos “blancos” só surgiu nos dez minutos finais, marcando ainda dois golos e colocando o resultado na diferença mínima, mas a tentativa de reviravolta ficou curta e a vitória acabou por sorrir aos bascos. Em todos os jogos disputados no atual ano civil, os madrilenos apenas haviam sofrido três golos, mas hoje tudo lhes correu mal. A Real Sociedad avança assim para as meias-finais, juntando-se aos surpreendentes Granada e Mirandés e ao futuro vencedor do encontro entre Athletic e Barcelona.
A FIGURA
Fonte: Real Sociedad de Fútbol
Alexander Isak – Os dois golos e a assistência que registou são os dados estatísticos que dão conta de uma exibição de enorme qualidade da parte do avançado sueco. Aproveitando bem o muito espaço que os dois centrais adversários lhe concederam, podia ter chegado ao hattrick, não fosse ter-lhe sido anulado um golo por fora de jogo. Mérito também para a grande exibição de Odegaard, que foi ao Bernabéu mostrar que pretende ser opção para os madrilenos.
O FORA DE JOGO
Fonte: Real Madrid CF
Defesa do Real Madrid CF – Do guarda-redes aos laterais, passando pela dupla de centrais, ninguém esteve bem no setor recuado dos “merengues”. Concederam espaços nas suas costas de forma constante, tendo sido castigados por isso mesmo. As várias alterações de Zidane, sobretudo neste setor, explicam em parte este apagão defensivo, mas uma equipa que gasta tanto em jogadores, particularmente nesta área do campo, não pode cometer os erros que cometeu.
ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF
Com um 11 inicial cheio de mudanças, a escolha tática de Zinedine Zidane recaiu sobre o 4-3-3, com Valverde a ser o homem mais recuado dos três do meio-campo, Kroos o elo entre a defesa e o ataque e James o escolhido para assumir a tarefa de criação de jogo ofensivo. Na defesa, zona de maiores alterações (quatro no total, contando com o guarda-redes), esteve o “tendão de Aquiles” dos madrilenos, dado o muito espaço que foi concedido aos homens adiantados da Real Sociedad, que podiam ter marcado mais do que aquilo que fizeram.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Alphonse Areola (5)
Nacho Fernández (6)
Éder Militão (5)
Sergio Ramos (6)
Marcelo (6)
Federico Valverde (5)
Toni Kroos (6)
James Rodríguez (6)
Brahim Díaz (5)
Vinícius Júnior (7)
Karim Benzema (6)
SUBS UTILIZADOS
Luka Modric (6)
Luka Jovic (5)
Rodrygo (7)
ANÁLISE TÁTICA – REAL SOCIEDAD DE FÚTBOL
Alinhados em 4-2-3-1, tiveram em Martin Odegaard o maestro da equipa e em Alexander Isak o finalizador de serviço. Apesar das falhas defensivas demonstradas na segunda parte, a inspiração no ataque levou-os a uma exibição impressionante e à consequente vitória. Ajudados também pelas constantes falhas dos madrilenos, juntaram-lhes o seu bom futebol e realizaram uma bela exibição, sobretudo nos primeiros 20 minutos da segunda parte. Uma equipa a manter debaixo de olho durante o resto da época.
O Vitória Sport Clube tem sido das equipas portuguesas mais faladas nesta temporada, devido a dois motivos: primeiro, com a eleição de Miguel Pinto Lisboa como novo presidente do clube e a chegada de Carlos Freitas para Director Desportivo, o clube renovou a sua política desportiva, contratando vários jovens promissores portugueses e estrangeiros. Segundo, com a chegava de Ivo Vieira ao comando técnico da equipa vitoriana, o técnico madeirense tem apostado numa série de jogadores jovens e tem-se destacado pela prática de um futebol de qualidade que valoriza o jogador, como ficou comprovado com a venda recente de Tapsoba.
Apesar de tudo, a equipa da cidade-berço tem tido uma prestação inconsistente no campeonato, encontrando-se actualmente no sétimo lugar no campeonato, em igualdade pontual com o Boavista FC e o Vitória FC, oitavo e nono classificados, respectivamente, sendo que a equipa ainda não ganhou nenhum jogo contra as equipas que estão à sua frente na tabela classificativa. Inclusive, no último jogo, que terminou com uma derrota por 2-0 em casa do Boavista, acabou com adeptos vitorianos a acenar lenços brancos a Ivo Vieira.
A verdade é que observando esta equipa do Vitória SC, verificamos que esta passa grande parte do tempo a jogar no meio campo adversário e cria várias ocasiões, sendo que é a equipa que possui a segunda melhor média de remates no campeonato (12,5 remates por jogo), estando apenas atrás dos rivais minhotos nesse dado estatístico.
Léo Bonatini não tem mostrado os dotes de goleador que mostrou no Estoril Fonte: Vitória SC
Observando o plantel do Vitória SC, verificamos que este é o plantel mais bem recheado de qualidade individual nos últimos largos anos. Porém, tendo em conta esta mesma qualidade individual, a produtividade ofensiva devia ser mais e melhor.
Começando pelo ponta-de-lança, Léo Bonatini tem sido uma das desilusões da temporada, estando longe de mostrar os créditos que mostrou quando jogou no Estoril-Praia SAD em 2015 e 2016. O brasileiro Bruno Duarte tem surpreendido nalguns jogos, mas é curto para todas as frentes. João Pedro Silva marcou dois golos no último mês e tem-se mostrado como uma boa opção de recurso, mas ainda é curto para aquilo que se exige.
Mas se os adeptos têm razões de queixa dos poucos golos dos pontas-de-lança, a verdade é que o problema não fica por aqui. Davidson e Marcus Edwards são dos jogadores mais influentes da equipa, mas apresentam claras deficiências na definição, o que muitas vezes resulta em más decisões no último terço do terreno, sobretudo no último passe.
Apesar destas lacunas que contribuem para a campanha inconsistente do Vitória SC no campeonato, acho completamente descabido ver adeptos vitorianos a pedir a demissão de Ivo Vieira. O técnico madeirense tem-se destacado pela prática de um futebol positivo e, acima de tudo, por aquilo que um treinador deve fazer sobressair num clube fora dos três grandes: a capacidade para potencial e a valorização dos jogadores.
Edmond Tapsoba foi valorizado como nunca antes alguém foi em Portugal fora dos três grandes. E, tendo em conta o projecto do clube, estão reunidas condições para que não seja o único jogador a ser valorizado num futuro próximo. E estou convencido que Ivo Vieira merece a confiança da estrutura para desempenhar esse papel.
Renault F1, um nome cheio de história no mundo da Fórmula 1 desde os anos 80. Pioneiros na ascensão das motorizações turbo com o seu RS01 em 1977, campeões múltiplas vezes com os seus fantásticos V10 na parte de trás dos Williams dos anos 90, destronaram a máquina Schumacher/Ferrari, sendo campeões mundiais como equipa de fábrica em 2005 e 2006. Hoje, 15 anos após o primeiro título, a equipa francesa vive rodeada de pontos de interrogação sobre a falta de performance em 2019, e sobre o futuro.
Após um fantástico quarto lugar em 2018 no campeonato de construtores, os holofotes ficaram apontados para a Renault, à espera que fossem capazes de dar o salto para fora do segundo pelotão, e juntar-se às equipas da frente, porém, as coisas não correram de feição, e terminaram 2019 em quinto lugar, atrás da sua única equipa cliente, a Mclaren Renault.
2016, o regresso com um K-Mag e Jolyon Palmer ao volante, e um nono lugar no campeonato Fonte: Formula 1
Esta estagnação foi estranha, porque em 2016, quando regressaram à Fórmula 1 como equipa de fábrica, os resultados desapareceram, mas foram subindo posições ano após ano para chegarem ao tão aclamado lugar de “best of the rest”, e com uma aposta portentosa em pilotos de topo, com uma equipa de Nico Hulkenberg e Daniel Ricciardo, subir era a única opção.
Contudo, algo não funcionou. O carro era inconsistente, em certos dias era capaz de acompanhar o top três, e noutros dias era incapaz de sair da Q1. Muitas culpas foram colocadas nos polémicos pneus de 2019, que com a sua margem de temperatura ideal muito ténue, foram prejudiciais para várias equipas da grelha. Nico Hulkenberg também se mostrou uns furos abaixo do que tinha demonstrado em 2018, e foi facilmente batido pelo seu colega de equipa, Daniel Ricciardo, que apesar de todos os problemas, se adaptou muito rápido à equipa e mostrou não ser só um mestre de ultrapassagens, mas também um piloto muito consistente e ponderado.
Em 2012 a equipa não era oficialmente Renault, mas o nome Lotus era só um disfarce. Último grande ano da equipa Fonte: Fórmula 1
A La Liga e a Premier League estão em constante disputa pelo título de “melhor liga da Europa”, no entanto, cada vez mais, a Bundesliga tem dado sinais de crescimento.
Atualmente, a Liga Alemã é a mais competitiva e espetacular da Europa e, a justificar esses adjetivos, estão os seis candidatos ao título (uns mais sérios que outros, é certo), que transformam a edição deste ano da Bundesliga numa autêntica “guerra” pelo primeiro lugar.
Toy foi o último convidado da primeira temporada do Bola na Rede TV e não desiludiu ninguém. Frontal, bem-disposto e sempre em defesa do “seu” Vitória Futebol Clube. Falou da carreira, da realidade atual do clube sadino e de toda a atualidade desportiva.
O cantor português admitiu que já foi várias vezes sondado para ser presidente do clube sadino e confirmou que há interesse de Ronaldo Fenómeno em comprar o clube de Setúbal. Toy revelou ainda que José Mourinho tem uma preferência clubística pelo SL Benfica e que Luís Filipe Vieira já lhe passou um cheque sem cobertura.
Uma emissão bombástica do BnR TV, que fechou assim a primeira temporada. Foram 13 episódios com convidados como Bruno de Carvalho, Madjer, Rui Porto Nunes, Catarina Realista, Patrick Morais de Carvalho, Pedro Henriques, João Capela ou DJ Kamala.
O Tottenham venceu esta noite o Southampton por 3-2 e garantiu a passagem à quinta ronda da FA Cup, depois do empate no primeiro jogo. A primeira parte foi controlada pelo Southampton, com os Saints a terem mais bola (61%) e a criarem mais oportunidades (oito remates contra dois do Tottenham).
O Tottenham não se deu bem com o sistema de três defesas, mas a equipa de José Mourinho até foi a primeira a adiantar-se no marcador, através de um autogolo de Stephens. O Southampton chegou ao empate pouco depois da meia hora, por Long, ele que já tinha enviado uma bola à barra.
No segundo tempo, o Southampton voltou a estar mais por cima e chegou à vantagem aos 72’, num contra-ataque puro, finalizado por Ings. José Mourinho leu bem o jogo e abdicou do sistema de defesa a três nos últimos 15 minutos, mudando para 4-2-3-1, sistema no qual o Tottenham se sentiu mais confortável.
Esta mudança foi fundamental no destino do jogo, com os Spurs a conseguirem pressionar melhor muito graças ao maior acerto nos posicionamentos. Por isso, foi com naturalidade que a equipa cresceu nos últimos 15 minutos e deu a volta ao resultado, com golos de Lucas Moura e Son.
A FIGURA
Fonte: The Emirates FA Cup
José Mourinho – A vitória do Tottenham tem o dedo do treinador português, que soube ler bem o jogo e mudar a estratégia inicial, que não estava a dar frutos, trocando a equipa para um sistema em que esta se sentia mais confortável. O resultado foi os Spurs terem marcado dois golos em dez minutos, fazendo assim a reviravolta no marcador e carimbando o passaporte para a próxima ronda da taça.
O FORA DE JOGO
Fonte: Premier League
Stephens – Fica ligado ao jogo de forma negativa pelo autogolo e por ter colocado Dele Alli em jogo no segundo golo do Tottenham, uma vez que não subiu rapidamente e não acompanhou a linha defensiva da equipa.
ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC
Mourinho apresentou a equipa inicialmente num 3-5-2 que passava a 5-3-2 no momento defensivo. A linha de três defesas com a qual os Spurs começavam a primeira fase de construção era composta por Vertonghen, Alderweireld e Tanganga, com Mourinho a pedir aos laterais para darem profundidade logo nesse momento, aproveitando Lucas Moura para aparecer mais entre linhas de modo a não “desmontar” o meio-campo. Na primeira parte, o Tottenham teve pouca posse de bola e apostou no contra-ataque, mas Lucas Moura e Son surgiram sempre algo desacompanhados. Por outro lado, com as subidas dos laterais Aurier e Sessegnon, a equipa acabou por ficar descompensada nas alas pois estes demoravam a recuperar a posição aquando da perda da bola. Na segunda parte, José Mourinho fez entrar Gedson e retirou Vertonghen, passando os Spurs a jogar em 4-2-3-1 e foi aí que ganhou o jogo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Lloris (6)
Aurier (6)
Alderweireld (6)
Vertonghen (5)
Tanganga (5)
Dier (6)
Winks (7)
Ndombele (7)
Sessegnon (6)
Lucas (8)
Son (8)
SUBS UTILIZADOS
Gedson Fernandes (6)
Dele Alli (5)
Sánchéz (-)
ANÁLISE TÁTICA – SOUTHAMPTON FC
Os Saints surgiram em Londres num 4-4-2 clássico, com Danny Ings e Shane Long a serem os homens mais avançados e a apresentarem sempre muita mobilidade, surgindo com frequência fora da zona central e confundindo as marcações da defensiva do Tottenham. Ao perceber o adiantamento dos laterais dos Spurs, o Southampton começou a jogar de forma mais direta a servir os alas, aproveitando o facto de o Tottenham ficar muitas vezes descompensado nos corredores.
A crónica foi grafada após o jogo diante do SC Braga, no passado domingo. Apelidem-na de desabafo, reação a quente ou recital para encher os ouvidos dos sportinguistas mais irracionais do que eu próprio, se isso realmente for possível. Isto podia ser bem mais simples. Podia tratar-se de uma politiquice ou qualquer outra situação quotidiana. Qualquer coisa que não interferisse com o bem-estar comum. Quando as cores defendidas estão sob os olhos do furacão, torna-se complicado destrinçar o visível do utópico, a pradaria do inferno ou a saúde da enfermidade. Infelizmente, para mim, futebol não é mera crendice quando, conjugando todos os fatores, tinha tudo para o ser.
O momento alto da partida foi a presença de Bruno Fernandes na tribuna. Se com ele os objetivos crónicos e quase impostos no início de cada época não conseguiam ser cumpridos, sem ele a inaptidão para tal ganha uma nova forma e um novo sentido. Num só jogo, o adepto conferiu a inexistência de passes telecomandados, de rasgos de génio e do poder ofensivo que, durante alguns jogos da presente época, ainda se verificou. O meio campo naufragou e foi deglutido nas emboscadas do adversário vezes e vezes sem conta. A batuta seguiu para Manchester e a orquestra está sob desafino constante. A música é uma miragem…
A pergunta que assola a legião verde e branca é: sem Bruno Fernandes, há vida ou morte imediata? Espírito aguerrido e não conformista ou redenção perante a triste realidade?
Sinceramente, à semelhança do leitor, era uma pergunta para a qual eu adoraria obter resposta, qualquer que fosse. A imprevisibilidade é previsível e a instabilidade é estável. Este é o panorama que vigora! Alicerçados nesse argumento, com índice de fiabilidade por determinar, o sportinguista compõe o típico adepto que reside na sombra de um milagre e da hecatombe que os adversários possam sofrer. Regressão atrás de regressão, caminhamos no sentido de 2012/2013 e do lodo desportivo-financeiro vincado na página mais negra da história do clube. “Contra factos, não há argumentos”!
Bruno Fernandes marcou profundamente o universo leonino Fonte: Diogo Cardoso/BnR
Bruno Fernandes tinha a capacidade (a maioria das vezes) de extrair o clube da lama de resultados encaixados e, de um momento para o outro, demonstrar a frieza e a voracidade de decidir e sentenciar uma partida que se observava com mau olhado. Encaixe de 55M!? Negócio em cima do joelho. Disfarçar o buraco com o remendo de Wendel ou Matheus Nunes? Alternativas disponíveis. E a partir daí? Pelo que é cognoscível, todos os jogadores patinam na terra batida e escorregadia que lhes serve de chão e nenhum é verdadeiramente capaz de usar calçado capaz de o fixar ao solo pegajoso.
Arredados das competições internas, adivinhando-se, de seguida, o arredamento da externa (UEFA Europa League), a solução passa por … (agora é o momento para opiniões, as minhas estão esgotadas). Quer dizer, se calhar proponho algo já proposto anteriormente, mesmo que não se aplique diretamente na lacuna deixada pelo internacional português: a retirada imediata de Hugo Viana, Beto e toda essa gama dirigente que finge perceber de futebol e não estar preocupada ou, pelo menos, curiosa perante tamanho insucesso desportivo. É caso para se estranhar, no mínimo!
Aos croquetes, “varandistas” e afins: para afirmações como “dar tempo ao tempo”, “não existem resultados imediatos” ou “a estrutura não teve tempo suficiente para montar a sua estratégia”, eu respondo com “não é a estrutura ideal, não existe solidez desde o primeiro momento e o tempo para alguns cargos está esgotado”; aos “brunistas” e a afirmações como “e ainda dizem que a culpa é de Bruno de Carvalho”, “se ele cá estivesse, isto não acontecia” ou “ele é o nosso presidente”, eu respondo com “no futebol, não há intocáveis. Existem ciclos. O dele acabou. Agora, assistam ao jornal da noite da Sporting TV”. (Já não tenho pachorra para a guerrilha mesquinha, lamento).
Sem o melhor jogador dos últimos 20 anos, o leão encontra-se a poucos passos de ficar sem a juba. O CORONAVÍRUS instalou-se na Europa e já infetou algumas pessoas. Eu pedia que um “BRUNOFERNANDESVÍRUS” ou coisa parecida infetasse a equipa leonina e lhe conferisse outra dinâmica e atitude. Quarentena exclusiva a Alvalade!
A CRÓNICA: PÉSSIMO SEGUNDO PERÍODO DEITA POR TERRA ASPIRAÇÕES EUROPEIAS
Em jogo da sexta e última jornada da FIBA Europe Cup – Segundo Nível, o SL Benfica foi à Dinamarca em busca de uma vitória, que a acontecer, significaria a permanência dos encarnados na competição.
Com este objetivo em mente, a equipa treinada por Carlos Lisboa entrou forte no jogo, e em menos de cinco minutos já havia conseguido uma vantagem de 11-4. No entanto, a equipa dos Bakken Bears estabilizou na partida, e conseguiu em poucos minutos anular a desvantagem e acabou o primeiro período na frente por um ponto.
No entanto, foi o segundo quarto que acabou por definir o jogo. Os dinamarqueses estiveram muito fortes e o SL Benfica foi incapaz de travar o ataque dos Bears ao mesmo tempo que sentia também muitas dificuldades em colocar a bola no sexto. Parcial de 33-14 nos segundos dez minutos e resultado de 54-34 ao intervalo, que deixava as esperanças europeias do Benfica em grande perigo.
Na segunda metade do encontro, os encarnados foram incapazes de recuperar do péssimo segundo período e a equipa dos Bears soube gerir a vantagem. O SL Benfica ainda tentava recuperar com alguns parciais que encurtavam a vantagem até aos dez pontos. No entanto, faltou força à equipa portuguesa para recuperar esses últimos pontos e o resultado nunca chegou a estar verdadeiramente em causa.
No final, vitória para a equipa dinamarquesa, que assim subiu ao segundo lugar do grupo e garantiu a passagem à próxima fase da prova em detrimento do SL Benfica. Já a equipa de Carlos Lisboa parece atravessar a pior fase da época, com três derrotas consecutivas, com os encarnados a serem eliminados desta FIBA Europe Cup, depois de no fim de semana terem perdido a liderança do campeonato, consequência da derrota frente ao Sporting CP. O foco volta agora a estar totalmente nas provas internas e o Benfica precisa de reencontrar a sua melhor forma se pretende alcançar os objetivos que ainda tem.
A FIGURA
Fonte: FIBA Europe Cup
Segunda parte dos Bakken Bears – Muito mérito para a equipa dinamarquesa, que durante a segunda metade da partida soube sempre manter a cabeça fria e não deixou escapar a larga vantagem que construiu no segundo período.
O FORA DE JOGO
Fonte: FIBA
Segundo quarto do SL Benfica – Após um bom início de jogo e um final de primeiro período equilibrado, os encarnados desmoronaram por completo nos segundos dez minutos. Sem conseguir marcar nem travar o ataque dinamarquês, este segundo quarto acabou por ditar o afastamento do Benfica da FIBA Europe Cup.
ANÁLISE TÁTICA – BAKKEN BEARS
Os dinamarqueses procuraram explorar a área restritiva do Benfica, o que no final do jogo se traduziu numa clara vantagem no número de ressaltos ofensivos conquistados. Defensivamente, o jogo dos Bears passou por defender o jogo interior, impedindo o Benfica de alguma vez impor o seu jogo interior.
CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES
Adama Darboe (7)
Ryan Evans (7)
Darko Jukic (7)
Tylor Ongwae (5)
Michel Diouf (7)
SUBS UTILIZADOS
Chris Ortiz (6)
David Efianayi (-)
Simon Neidhardt (-)
Morten Sahlertz (3)
Jonathan Galloway (4)
Nimrod Andrew Hilliard IV (7)
Thomas Laerke (4)
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
O Benfica foi fiel a si mesmo, focando o seu jogo principalmente no tiro exterior. No entanto, a estratégia acabou por não colher frutos, pois quando os lançamentos deixaram de cair, os encarnados não foram capazes de criar através do jogo interior. Na defesa, Eric Coleman, como único poste, não foi capaz de travar os jogadores interiores dos Bears.