A época de 2020 começou, oficialmente, com os testes de Sepang, mas os bastidores estão mais animados do que o mercado de transferências de futebol. Quem vos disse que o mundo das duas rodas é aborrecido, enganou-vos.
Falo, claro está, de Valentino Rossi e do seu futuro no Mundial de Motociclismo, já que a Yamaha anunciou que para 2021 será Fabio Quartararo o companheiro de Maverick Viñales, em detrimento de Il Docttore que ainda não decidiu se vai abandonar ou descer do pódio e competir com uma equipa de satélite.
O italiano falou sobre o assunto na apresentação das equipas oficiais para 2020 e confessou que ainda é demasiado cedo para decidir sobre o seu futuro, e que a escolha de Quartararo não o surpreendeu.
Valentino Rossi também já assumiu que a demora na tomada de uma decisão para 2021 vai depender muito do rendimento que terá esta época com a sua M1. E voltámos ao mesmo de sempre: a motivação de querer ganhar e não ter uma mota que responda da mesma forma a essa vontade, que acaba por ser inata a pilotos como Rossi.
Rossi já ganhou muito em todas as categorias do Mundial de Motociclismo. Mas a verdade é que ainda falta conquistar algo antes de se retirar: o seu décimo título. E esse parece fugir-lhe há já vários anos, e muito por falta de rendimento da sua M1 que deixou de ser tão competitiva como, por exemplo, a Honda ou até mesmo a Ducati. Arrisco-me a dizer que até a moto satélite de Fábio Quartararo esteve em melhores condições na temporada de 2019.
Valentino Rossi não vence um título mundial desde 2009 Fonte: MotoGP
Sabemos que o que motiva um piloto são os resultados. Foi assim com Lorenzo e parece estar a acontecer o mesmo com Valentino Rossi, que continua a adiar uma decisão que para muitos parece ser a mais acertada: terminar a carreira aos 41 anos.
2020 pode ser decisivo tanto para a carreira de Valentino Rossi, mas também para o Mundial de Motociclismo. Estaremos nós, os adeptos de uma boa corrida, preparados para o abandono daquele que se tornou uma lenda do mundial de motociclismo? Não acredito que estejamos. É quase como imaginarmos os relvados sem Ronaldo ou Messi. Impossível.
Acredito que as primeiras provas serão decisivas para Il Docttore perceber se continua motivado para continuar a correr, mesmo quando a moto não lhe responde como deveria. Mas também seria interessante ver uma M1 numa equipa satélite.
Goste-se ou não, Valentino Rossi ajudou a escrever a história do Mundial de Motociclismo e continua a levar consigo milhares de fãs – já viram as bancadas do GP de Itália, por exemplo? – mesmo que não conquiste qualquer título desde 2009.
O GP do Qatar está aí ao virar a esquina – dentro de um mês, e os olhos vão estar postos em Valentino Rossi. Talvez seja isso que Il Docttore precise.
Em semana de Clássico entre Futebol Clube do Porto e Sport Lisboa e Benfica, e em tom apaziguador numa rivalidade que é muitas vezes tóxica e prejudicial ao ambiente do futebol português, irei fazer a apresentação do jogador que mais admiro no plantel dos encarnados e este é, para mim, Pizzi. O médio que tanto pode jogar no meio como numa das alas é o jogador mais criativo do SL Benfica e tem sido a força motora do meio-campo, e do ataque das Águias.
Já defende o clube da Luz há muitos anos e tem sido, consistentemente, um dos melhores jogadores no clube. Desde 2014/2015 que é um dos elementos do plantel com maior utilização, e não é por acaso. Consegue sempre ser dos melhores marcadores e dos que dá mais assistências, mas este ano tem-se destacado, principalmente, pelos golos que marca. A cerca de metade da época, já quebrou todos os seus marcos de tentos com sucesso. A partir da ala-direita, mas procurando sempre os espaços interiores, no 4-4-2 de Bruno Lage, Pizzi usa como ninguém a sua boa chegada à área e a sua forte capacidade de cruzamento como forma de tornar mais imprevisível o seu jogo. Isto é, põe a dúvida nos defesas e médios adversários acerca dos seus movimentos, visto que tanto pode jogar por dentro e atacar a baliza daí, como também tem a capacidade de ficar aberto no flanco e cruzar certeiramente.
No sistema de apenas dois médios centros do Benfica, é crucial que haja um “terceiro” médio que venha procurar os espaços interiores e que combine bem com o ponta-de-lança e com o segundo avançado. E, num jogo tão apertado como será aquele contra o FC Porto, o controlo do meio-campo, normalmente, dita o vencedor. No jogo da primeira volta, foi exatamente a presença de Romário Baró nesse mesmo espaço entrelinhas a conquistar a vantagem para os Dragões. Nesse encontro, Pizzi não foi eficaz e, consequentemente, o Benfica não foi eficaz.
Fonte: Bola na Rede
O Benfica deste ano tem sido muito isso mesmo, é forte quando Pizzi está forte. E, mesmo quando a equipa não está a conseguir desbloquear, é tantas vezes o médio internacional português a encontrar aquele último passe, a fazer a desmarcação certa e a finalizar com sucesso. Para adicionar a isto, é muitas vezes ele que marca as bolas paradas. Momentos do jogo esses que assumem grande importância em jogos de alta tensão como são os Clássicos. E é mesmo nestes momentos que o Benfica e Bruno Lage sabem que podem contar com Pizzi.
Para além de toda a sua qualidade tática e técnica, é também um jogador muito forte mentalmente. Não tem medo de assumir as responsabilidades do jogo e é um dos capitães do clube. É um jogador que percebe completamente o que o seu treinador quer, enquanto que, ao mesmo tempo, consegue ainda ser aquele que percebe os seus adeptos e as suas exigências. Pizzi tem raça, determinação e puxa sempre por todos os colegas de equipa.
Pizzi é um jogador, completamente, indiscutível no Benfica, joga em todos os jogos em que está disponível, estando cansado ou não, e a verdade é que decide jogos. E esse tipo de jogadores valem ouro. Seja qual for a pele clubística de cada pessoa, há que valorizar a qualidade de Pizzi e a sua importância para o futebol português. Porque são este tipo de jogadores que fazem falta no nosso campeonato.
Winston Churchill disse, um dia, que “a democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as demais”.
Na sociedade atual, por razões que deviam motivar grande preocupação, multiplicam-se as ascensões ao poder daqueles que têm a ventura de ter meio país desatento, sucedendo-se, assim, os casos, já pouco singulares, de abstenção alargada, processos de destituição ou perdas de confiança.
No Sporting, como no Brasil e Estados Unidos da América por exemplo, e ainda que por razões e com magnitudes totalmente distintas, fazem-se ouvir, agora, as tentativas de, dentro dos instrumentos democráticos existentes, levar avante uma intenção de destituir o seu atual Presidente e restante direção.
É com este pano de fundo, com este cenário possível, que temos que avaliar o que será a segunda parte da época desportiva do clube, em particular naquilo que é o produto guloso, sorvido de forma insaciável pela comunicação social que é, justamente, o futebol.
Muitos, bastantes até (parece-me), são aqueles que se ouvem a condenar a gestão que o atual presidente do Clube tem feito. Muitos são aqueles que se antecipam com soluções milagrosas para salvar o clube da queda livre em que tem entrado, segundo eles, desde que esta direção começou a trabalhar. Vários são aqueles que vaticinam remédios e condenam opções e decisões tomadas por esta direção ao longo do seu exercício. Certo é que nenhum deles sabe, como eu também ignoro, o estado da nação que existe para lá das capas de jornal, que existe para além dos intermináveis debates que escrutinam até à exaustão a atividade futebolística nacional (e não a desportiva, note-se).
Mas parando e fazendo as contas, importa refletir. Será que o Sporting está assim tão mal? Será que está pior do que estaria nas mãos daqueles que se perfilaram nas eleições como potenciais candidatos aos cargos que agora estes exercem? Será que as decisões tomadas por esta direção não têm um rumo, uma estratégia, uma visão holística superior à sedenta vontade do resultado imediato e dos horizontes de curto prazo (e curto alcance) que se revelam insustentáveis? Não sei eu nem aqueles que pretendem a referida destituição. Sabe quem está lá dentro e que, diariamente, põe as mãos na massa.
A verdade é que a gestão de um clube como o Sporting CP, no estado em que aparenta estar, precisa de garantir o perfeito equilíbrio entre as necessidades de sustentabilidade financeira e o sucesso das suas prestações desportivas, não só a do futebol.
Até agora, a atual direção viu-se obrigada a recuperar o clube do maior arrombo e roubo da sua história, o que, naturalmente, foi uma situação nunca antes vivida por outro corpo diretivo. Viu-se obrigada a reenquadrar o seu posicionamento junto dos demais agentes, seja desportivos ou comerciais, face à perda inqualificável de valor e credibilidade da marca Sporting no mundo desportivo. Pelo meio, reduziu a folha dos custos do clube com cortes e dispensas nas mais diferentes áreas (incluindo no futebol), vendeu ativos e fez negócios de outros pelos valores financeiramente possíveis e, ainda assim, ganhou títulos nas diferentes modalidades, incluindo, recorde-se, no futebol.
Começaram a trabalhar no dia 9 de setembro de 2018, na expectativa, com um plano, uma estratégia votada e legitimada para um horizonte de um mandato inteiro de quatro anos mas, depois de inúmeras dificuldades com que se confrontou, ao fim de pouco mais de um ano de mandato depara-se, agora, com a possibilidade de nem chegar a ano e meio do seu curso.
O futebol leonino continua aquém das expectativas Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Se fez coisas, na minha ótica, menos boas? Fez. Podia ter feito melhor? Não sabemos. Certo é que não podemos deixar-nos guiar pelas manifestações concertadas de uma guarda pretoriana que se move por interesses secundários e que pouco importam ao clube. Menos ainda nos podemos orientar pela postura resultadista de apenas uma modalidade do clube.
No fim do dia, há pelo menos um dos problemas que se mantém no Sporting CP e que a atual direção almejou concertar deste o primeiro discurso oficial: unir o Sporting CP e isso, até agora, não foi feito e tudo indica que, tão cedo, não acontecerá.
Se a nossa postura em relação ao clube e sua direção se guiar pelos resultados desportivos do futebol vamos ficar sempre reféns daqueles que se aproveitam da ignorância da massa associativa sobre o que se passa lá dentro e penhoram o clube para poder, desesperadamente, dar títulos aos seus intransigentes adeptos. O Sporting CP precisa de estabilidade e, aos poucos, com o equilíbrio entre a reorganização e reestruturação financeiras e a capacidade de rentabilização dos seus ativos desportivos, garantir a entrada num caminho de sucesso, caminho esse que se faz caminhando, por vezes com tropeções, mas sempre na direção certa.
O que esperar da segunda metade da época futebolística deste Sporting CP? Com a atual direção, a mal ou bem, podemos manter aquela ponta de esperança num percurso que, apesar de custoso, e se alinhados os astros, poderá levar a algum lado honroso e, posteriormente, a partir dos erros desta época, preparar a próxima, sempre com a capacidade de ir estabilizando financeiramente o clube para poder criar uma base sustentável de crescimento.
No segundo cenário, com a destituição da direção a ter lugar, estou certo que a segunda parte da época continuará condenada ao mesmo tipo de qualidade, com a agravante de vermos o clube assaltado por inúmeros S. Sebastiões que dizem reunir em si as qualidades de Rei Midas.
Será que tudo foi feito bem no percurso desta Direção? Acho que não. Será que destituir a Direção é o caminho que o Sporting CP precisa para regressar ao caminho tão desejado da vitória? Naturalmente que não. Estabilidade e união são o principal antídoto para o estado deste clube, sobretudo para aquilo que se assiste nas suas bancadas.
Mas, enfim, quer queiramos quer não, quer concordemos ou não, e não sabendo o que o futuro trará ao Sporting CP, sabemos que é por esta riqueza e pluralidade de visões que Winston Churchill disse que democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as demais.
Em semana de clássico, há rubricas com o cunho BolanaRede que adquirem destaque nas redações de FC Porto e SL Benfica. “Jogador que mais admiro” do plantel adversário é uma delas e é no seu âmbito que escrevo sobre Alex Telles, na minha ótica, o melhor lateral-esquerdo a atuar em Portugal. Tem-no sido desde que chegou ao nosso país em 2016 para integrar o plantel azul e branco e tem-se revelado um dos melhores da Europa na sua posição.
Nada atesta a minha convicção como o facto de, pela quarta época consecutiva, o FC Porto não ter ninguém que sequer “mordisque” os calcanhares do brasileiro. É, quiçá, o único imprescindível do onze portista. Na primeira época de dragão ao peito esteve em 45 jogos, mimetizou esse número na segunda época e elevou-o para 53 na temporada transata. Esta (meia) época já leva 32 participações em jogos do vice-líder – que tem 37 jogos disputados.
Mérito de Alex Telles. A falta de uma alternativa ao ex-Galatasaray não é sintomática da incapacidade dos jogadores contratados para a posição; é, antes, um atestado da enorme competência do lateral de 27 anos. Tem tudo. É um lateral moderno que não descura as mais básicas competências de um defesa.
Importa ao jogo ofensivo portista uma enorme verticalidade e largura máxima, uma vez que se sente bem próximo das linhas – lateral e de baliza. Procura-as como poucos no nosso campeonato (melhor que muitos extremos). Ao contrário de Grimaldo, que preza o jogo interior (sobretudo com Cervi – um canhoto – na esquerda), Telles procura mais e melhor a linha de fundo.
O sistema do FC Porto permite-lhe fazê-lo, fruto dos três médios que garantem o jogo interior e do facto de ser um destro que habitualmente alinha como extremo na ala esquerda portista (Luis Díaz, por exemplo, “foge” muito da ala para dentro, dando esse espaço a Telles).
Na última jornada, em Setúbal, Telles apontou o seu sétimo golo da época – a mais produtiva da carreira do brasileiro Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Alex Telles procura também o acantonamento ofensivo esquerdo para tirar proveito de uma anormal capacidade de cruzamento. Cruza, bem, de qualquer ponto do terreno: mais atrasado, mais adiantado, mais dentro, mais fora, com mais espaço, com um, dois, três adversários “em cima”. De bola corrida e de bola parada, é do seu pé esquerdo que advém grande parte da ofensiva azul e branca.
Ataca muito e bem, sobe muito e bem, mas também defende e desce com qualidade. É também por aí que se diferencia de colegas de posição como Grimaldo, Acuña, Sequeira, entre outros bons laterais – uns de origem, outros adaptados – do nosso campeonato.
Alex Telles é muito forte nas transições defensivas. Quando a velocidade não o assiste, recorre à falta inteligentemente e com cuidado no timing e no local em que a comete. São raras as vezes em que o lateral portista permite uma transição rápida adversária. No momento defensivo, revela igualmente grandes atributos. Posiciona-se bem, regra geral, é forte e astuto no um-para-um defensivo e não costuma deixar-se bater nas bolas aéreas.
Aos atributos físicos, técnicos e táticos alia características pessoais de elevada importância: tem, de sobra, garra, crença e capacidade de luta e tem ainda alguma capacidade de liderança. Disputa todos os lances nos limites da agressividade desejável.
A tudo isto conjuga a enorme valia que lhe é reconhecida na cobrança de bolas paradas de todo o tipo. É dos melhores, se não o melhor, cobrador de livres diretos da Liga Portuguesa. Quando nada mais resulta ou quando o jogo coletivo falha, ter um elemento como Alex Telles dá um “jeitaço”.
Desde a chegada a terras lusitanas, foi titular e totalista nos oito clássicos realizados desde então. Não soma qualquer golo ou assistência em jogos frente ao SL Benfica, mas é sempre jogador em destaque. Espero que esse registo nulo se mantenha no sábado, mas desejo igualmente que Alex Telles corresponda aos seus pergaminhos de grande futebolista, porque um clássico é feito de e por jogadores da craveira do brasileiro.
O FC Bayern recebe o RB Leipzig no jogo grande da jornada 21 da Bundesliga. E pela primeira vez em vários meses, está no lugar que melhor reconhece no campeonato germânico.
E o inevitável acabou por acontecer. A vitória do Bayern em Mainz, aliada ao empate caseiro do Leipzig frente ao Borussia Moenchenglabdach, catapultou a equipa bávara, sete vezes campeã nas últimas sete temporadas, para a liderança isolada da Bundesliga. A experiência tem sido recorrente (basta olhar para o que aconteceu na última temporada), mas na presente época a concorrência do Bayern parece mais atrevida.
A dupla de Borussias continua a ser uma ameaça, mas a equipa que parece mais capacitada para competir com o conjunto de Hans-Dieter Flick, é o Leipzig de Julian Nagelsmann. Até à derrota do passado dia 25 de Janeiro, em Frankfurt, para o campeonato, a equipa do Leste da Alemanha vinha de uma série impressionante, de nove jogos consecutivos sempre a marcar pelo menos três golos nos encontros da Bundesliga. Mas agora o cenário é outro e as dúvidas adensaram-se depois de três partidas oficiais sem vitórias (a segunda pior fase da temporada).
As duas derrotas em Frankfurt, para o campeonato e taça, trouxeram à luz as fragilidades de um Leipzig que ainda se sente desconfortável em vários momentos de transição/organização defensiva, que potenciam deslizes individuais e coletivos. Jogando entre um esquema em 3-4-2-1 e 3-4-1-2, de forma a encaixar taticamente no Eintracht de Adi Hutter, a equipa de Nagelsmann revelou debilidades atrás e foi menos assertiva do que vinha sendo costume nos momentos de ataque. A avalanche à moda de Leipzig, que se traduz numa capacidade de aparecer com seis/sete homens no final de cada jogada ofensiva, não surtiu efeito.
As múltiplas variantes táticas do antigo técnico do Hoffenheim (4-4-2, 4-3-1-2, 4-2-4, 4-3-3 e 4-2-3-1 têm sido outros sistemas recorrentemente utilizados) seguem a cátedra de que, num jogo mais do que o sistema em si, importam as dinâmicas colocadas em prática pela equipa. O controlo da profundidade perante formações capazes de empreender ataques rápidos e verticais é um problema para este Leipzig e o Bayern, equipa avassaladora nos momentos ofensivos, pode aproveitar para fazer mossa numa estrutura defensiva que nos jogos perante adversários com mais atributos tem sofrido bastante.
Julian Nagelsmann é o atual treinador do RB Leipzig Fonte: Bundesliga
Na Allianz Arena, Nagelsmann deve recorrer ao 4-4-2 para ter uma equipa mais equilibrada e coesa em todos os momentos do jogo. No eixo central, as duplas Klostermann-Upamecano e Laimer-Adams estão talhadas para dar consistência e equilíbrio maior nas reações à perda. O lateral adaptado a central tem sido uma boa novidade, pelo critério na saída de bola, algo que é comum a Upamecano (defesa que se revela também muito forte nos duelos aéreos e nos desarmes). Já o duo da zona interior do meio-campo, mostra argumentos na saída de bola, capacidade de pressão e sentido posicional, o que pode ser fundamental para anular as movimentações cirúrgicas de Kimmich-Goretzka-Thiago (ou Tolisso).
Esse é o desafio que se coloca ao Leipzig: como parar uma máquina bem oleada como a deste Bayern. Os heptacampeões germânicos têm como o adversário desta jornada problemas no espaço defensivo e nem sempre dão a melhor resposta no controlo dos primeiros 30 metros. Mas com bola, quer num ataque mais posicional, quer em ofensivas mais vertiginosas, revelam um poderio acima da média. A qualidade a elaborar a partir da defesa de Alaba (reconvertido em central com sucesso por Flick) e a visão de jogo prodigiosa de elementos como Kimmich ou Thiago são fundamentos básicos para o sucesso do modelo de um Bayern que tem marcado muitos golos neste arranque de 2020. Além disso, a profundidade dada pelos laterais (chave nas duas equipas) pode ser também um critério determinante, em dois conjuntos que trabalham o jogo de ataque com muita qualidade em todos os corredores.
Timo Werner frente ao SL Benfica Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
E depois, não nos podemos esquecer de um detalhe: no ataque, vão estar frente a frente os goleadores de proa desta Bundesliga. Robert Lewandowski, com 22 golos, recebe em casa uma espécie de «herdeiro», Timo Werner, autor de 20 golos até aqui no campeonato. Com características distintas, mas grande apetite pela baliza e enorme facilidade de remate, estes dois avançados vão proporcionar certamente um duelo de sonho. As balizas da Allianz Arena que se cuidem!
Ao que tudo indica este vai ser um jogo com golos, dadas as características de uma e da outra equipa. O Bayern tem 33 golos em 10 encontros caseiros nesta Bundesliga e é uma equipa fortíssima no momento ofensivo. Ao mesmo tempo, defensivamente sofre perante adversários fortes no ataque rápido e contra-ataque, como o Leipzig.
O campeonato italiano tem sido, nos últimos anos, um dos mais desinteressantes dentro daqueles que consideramos como os principais europeus. Isto não se deve à peculiaridade do futebol praticado no país, adorado por uns, pouco apreciado por outros, mas sim ao facto da Juventus se ter assumido como a principal candidata à conquista de todos os troféus internos, cavando um enorme fosso que a separa das restantes equipas, que pouco podem fazer face ao poder da Vecchia Signora.
Afinal de contas, nos 19 campeonatos já realizados esta década ganharam dez, mais de metade. Para além disso, foram os vencedores das últimas oito edições da Serie A, não dando espaço para grandes dúvidas sobre quem manda no futebol nacional.
No que a este capítulo diz respeito, temos agora uma realidade bem diferente, que pode representar o fim de tamanha hegemonia, ainda que o cenário se possa voltar a repetir pela nona vez consecutiva. Isto porque, ao contrário do que tem acontecido nos últimos anos, temos mais duas equipas na corrida, que promete ser bem acesa até à última partida. Assim, à Juventus juntam-se Inter e Lazio que fizeram uma primeira volta como há muito não se via, fazendo com que a diferença pontual seja muito pequena e facilmente recuperável.
Falando um pouco dos três e começando pelo líder, rapidamente percebemos que a equipa de Cristiano Ronaldo não fez uma primeira volta por aí além, perdendo mais pontos do que o habitual. Neste momento leva já 22 partidas realizadas e perdeu por duas vezes, não sendo nem o melhor ataque nem a melhor defesa da competição. Para além disso, o futebol promovido por Sarri nem sempre tem sido o mais espetacular, fazendo com que muitas vezes dependam da inspiração do craque português ou de um rasgo de génio de Paulo Dybala.
Um pouco mais abaixo vem o Inter de Milão, que não fossem os últimos jogos onde empatou três vezes consecutivas e estaria em primeiro. Ainda assim, está apenas três pontos atrás da Juventus e tem o registo de melhor defesa, apesar de não marcar muitos golos. Lukaku e Lautaro Martínez têm conduzido a equipa ao topo, e prometem cada vez mais e melhor, tornando esta numa corrida a três, como há muito não víamos em Itália.
Lautaro Martinez e Lukaku são a dupla do momento no futebol internacional Fonte: Internazionale Milano
Apenas um ponto abaixo encontramos a Lazio, que vê em Immobile a sua maior esperança de uma época de sucesso. O avançado italiano leva já 25 golos e tem aproveitado bem o bom futebol praticado pela equipa, que apenas perdeu uma vez, e que está a fazer um percurso notável, dignificando o nome do clube que andou desaparecido pelos lugares medianos durante várias temporadas.
Daqui para baixo estão equipas que não lutam pelo tão ambicionado título, mas que têm os seus objetivos e mostram também uma competitividade muito acima do normal. É o caso da Atalanta, que tem o melhor ataque da liga, da Roma de Paulo Fonseca e do AC Milan que conta agora com a ajuda do experiente Zlatan Ibrahimovic para atingir os lugares europeus.
Para além disso há ainda equipas como o Parma, o Napoli, o Cagliari e a Fiorentina que têm sempre de ser enfrentadas com muito respeito, uma vez que já mostraram em várias ocasiões que são capazes de roubar pontos aos “três grandes”.
Assim facilmente nos apercebemos de que temos aqui um leque de cerca de 11 ou 12 equipas com capacidades para se derrotarem umas às outras, tornando assim o campeonato muito mais interessante e imprevisível. Os jogos da Juventus já não são vitórias quase previamente anunciadas e Lazio e Inter terão de continuar a fazer o seu trabalho se quiserem permanecer na luta até ao fim.
O desfecho é, como disse, impossível de prever. Consequentemente a emoção é garantida e a promessa de bom futebol também. A minha satisfação é imensa, bem como a de todos os amantes do bom futebol, que certamente acompanharão a par e passo todos os jogos desta edição da Serie A. No fim, que ganhe o melhor, e que seja uma segunda volta tão cheia de emoções como foi a primeira.
O início do calendário ciclístico nacional está aí à porta e são muitos os ciclistas que têm algo a provar nesta nova temporada. Em seguida, falamos-lhe de cinco que estão entre aqueles que vai querer manter debaixo de olho nos próximos meses.
5.
Fonte: Efapel
Tiago Machado – Depois de um conturbado e pouco sucedido regresso a Portugal pelo Sporting CP/Tavira, o famalicense ruma este ano à Efapel, onde terá um papel diferente a desempenhar. Em vez de ser o líder absoluto da equipa, passará a ser um dos homens de trabalho de Joni Brandão. Com a sua enorme experiência e inegável qualidade, Machado pode ser um dos fatores a fazer a diferença para que Joni finalmente destrone o Porto na Grandíssima.
Mas, também a título puramente individual, esta poderá ser uma boa mudança. Sem a responsabilidade de liderar na Volta, Tiago Machado pode aproveitar as suas bem conhecidas capacidades na média montanha para lutar pelo triunfo em várias provas de um dia ao longo da temporada.
A CRÓNICA – ATHLETIC RESISTENTE FRENTE A UM FC BARCELONA SUPERIOR
O Athletic de Bilbau qualificou-se para as meias finais da Taça do Rei, num encontro em que o FC Barcelona foi superior. Os bascos acabaram por ver recompensado o seu enorme esforço, e concretizaram uma surpresa no Estádio San Mamés. No começo da partida, existiu um grande equilíbrio entre as duas equipas, com o Barcelona a assumir o controlo do encontro ao longo que o tempo ia passando e a instalar-se no meio campo adversário. Na segunda parte o mesmo aconteceu. Nos primeiros 45’, o Athletic limitou-se a pressionar bastante a equipa da Catalunha e a construir contra-ataques que levavam perigo, mas sem efetuar nenhum remate à baliza de ter Stegen. O Barcelona acabou a primeira parte com 67% de posse de bola, mas com o mesmo total de remates que o Athletic de Bilbau.
Na segunda parte o Barcelona apresentou-se mais dinâmico e o objetivo, muito devido à entrada de Antoine Griezmann e também ao posicionamento de Frenkie de Jong, que se instalou entre os defesas adversários. Com o baixar das linhas defensivas do Athletic, o Barcelona tornou-se ainda mais ofensivo, o que obrigou Unai Simón a efetuar um bom conjunto de intervenções. Quando já se esperava o prolongamento, aos 93’ Ibai Gómez, que estava em campo há 4 minutos, efetuou um excelente cruzamento do lado direito do ataque do Athletic, ao qual Iñaki respondeu afirmativamente. Fica a ideia de que ter Stegen podia ter feito melhor na abordagem ao lance. Apesar da superioridade do Barcelona, o Athletic venceu com um “golpe de teatro”. Ao longo que a partida se encaminhava para o fim, o golo dos catalães parecia inevitável, mas a equipa da casa não desistiu e acabou por ser premiada com um golo ao “cair do pano”.
A FIGURA
Fonte: Athletic Cluc
Iñaki Williams – O avançado espanhol não realizou uma exibição brilhante, mas o seu esforço foi recompensado com o golo que decidiu a eliminatória. Foi a “peça-chave” na excelente pressão do Athletic que causou dificuldades ao adversário, e acabou o jogo completamente esgotado.
O FORA DE JOGO
Fonte: FC Barcelona
Marc-André ter Stegen – O guarda redes alemão fez uma exibição fraca e cometeu um conjunto de erros que poderiam ter prejudicado a sua equipa ainda mais. Podia ter feito uma melhor leitura do lance do golo do Athletic, e transmitiu insegurança aos seus companheiros na construção de jogo, tendo errado alguns passes comprometedores.
ANÁLISE TÁTICA- ATHLETIC CLUB
O Athletic apresentou uma formação tática de 3-4-3 a atacar, e 5-3-2 a defender. Esquema de três centrais bastante dinâmico, com os dois alas bastante abertos no corredor e avançados no terreno. A equipa basca pressionou bastante a saída de bola do adversário, com o posicionamento de Iñaki, Muniaín e Raúl García a ser essencial para o sucesso desta tática. Criou dificuldades principalmente a ter Stegen, que errou alguns passes que poderiam ter um desfecho desagradável para o guarda-redes alemão.
No decorrer da segunda parte a fadiga dos jogadores do Athletic fez-se sentir, e os bascos foram recuando cada vez mais no terreno a defender. O jogo acabou por ser decidido num lance de ataque organizado dos bascos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Unai Simón (8)
Ander Capa (6)
Yeray Álvarez (6)
Unai Núñez (7)
Iñigo Martínez (7)
Yuri Berchiche (6)
Mikel Vesga (5)
Dani García (6)
Raúl García (6)
Iker Muniaín (6)
Iñaki Williams (8)
SUBS UTILIZADOS
Mikel San José (6)
Aritz Aduriz (5)
Ibai Gómez (-)
ANÁLISE TÁTICA- FC BARCELONA
Organizado num esquema tático de 4-3-3, Quique Setién apostou em Messi no corredor central como “falso 9”, apoiado nas alas por Sergi Roberto e Ansu Fati. No decorrer da partida, Messi foi obrigado a recuar no terreno de jogo para apoiar na construção atacante devido à alta pressão do Athletic.
No segundo tempo, o Barcelona procurou uma construção de jogo mais objetiva, jogando um futebol mais dinâmico, contrastando com a posse de bola ineficaz da primeira parte. Perante o recuo de Messi, no segundo tempo, De Jong apareceu regularmente em zonas de finalização, desempenhando a função de “falso 9”. Os movimentos interiores de Griezmann foram importantes para um melhor desempenho ofensivo dos catalães no segundo tempo.
O jogo grande da 20ª jornada da Liga Portuguesa está agendado para sábado, com o FC Porto a receber o SL Benfica, no Estádio do Dragão. Um jogo fervoroso marcado pela eterna rivalidade dos dois clubes portugueses mais titulados, a nível interno, mas internacionalmente também.
Numa época em que a distância pontual atingiu outras dimensões, os encarnados seguem líderes, com mais sete pontos do que os dragões. E o dado curioso é que a única derrota dos benfiquistas no campeonato foi precisamente à terceira jornada, frente aos portistas. Sábado, vai escrever-se uma nova história, mas para já olhamos para os números.
Recentemente li uma frase colocada em Alvalade pela claque Torcida Verde “Aprende a amar o clube que tens agora antes que o tempo te ensine a amar o clube que perdeste” e essa frase fez-me pensar, dia após dia, semana após semana. E hoje escrevo este texto, um pouco fora daqueles que habitualmente escrevo, pois penso que seja necessário – e de forma urgente – parar para pensar e para refletir.
Refletir sobre factos e escrever sobre os mesmos. O que se passa no nosso clube é gravíssimo e cada vez mais me faz confusão perceber, ver e sentir que está tudo bem – ou que pelo menos aparenta estar. Num contexto bem diferente em que o clube estava de longe bem melhor do que está atualmente, eram constantes as capas de jornais, as horas a fio nas televisões, faziam-se manifestações, enfim.
Um pouco de tudo que se possa imaginar para destruir o Sporting CP e a verdade é que isso foi feito, com que propósito não sei. Mas a verdade é que o Sporting CP neste momento se encontra fragilizado, sem rumo, sem liderança, dividido e sem competência, sobretudo quando comparado com o período que se viveu entre 2013 e 2018, onde durante cinco anos o clube se demonstrou vigorizado, com uma força nova e jovem, com uma militância enorme e com momentos e sentimentos que outrora ousamos sentir e presenciar, sobretudo para os adeptos mais jovens.
O Sporting CP passou de discutir jogos cara a cara contra Juventus FC, Real Madrid CF, FC Barcelona, Chelsea FC, Borussia Dortmund – entre outras – para voltar a ter dificuldades em defrontar equipas como o FC Famalicão, SC Braga, Rio Ave FC e para voltar a ser humilhado constantemente pelos eternos rivais SL Benfica e FC Porto. Uma direção que prometeu e usou como grande slogan o “Unir o Sporting” só se pode ver que falhou em larga escala.
Enquanto que no passado as claques voltaram a ser juntas e unidas na curva sul, a presente direção, não só comprou uma guerra com as mesmas, como fez com que o ambiente em Alvalade deixasse de ser motivador e por sua vez de maior pressão para os adversários, para passar a ser um estádio onde todos se sentem bem e onde jogam sem medo, tal é o ambiente amorfo e cinzento que se faz sentir. Frederico Varandas é perito em bater recordes, o facto de ser apenas recordes negativos é apenas um mero detalhe, não se deixem enganar. O atual presidente do conselho diretivo, afirmou ter estratégias e perceber imenso de futebol, onde o futebol é fácil e onde iria ter uma equipa campeã e vencedora. Ora passemos a alguns factos:
1 – Pior assistência na Liga com perto de 13 mil adeptos no jogo diante do Marítimo;
2- Pior pré-época de que há memória;
3- Eliminados da Taça por uma equipa da terceira divisão portuguesa;
4- Onze anos depois, FC Porto volta a vencer em Alvalade;
5- Ao final da primeira volta, o Sporting CP encontra-se a 19 pontos do primeiro classificado. Neste momento, já são 22 pontos;
6- Incapacidade de comunicação e liderança;
7- Falha na militância (baixas assistências, pouco merchandising);
8 – Negócios e parcerias que nunca foram explicadas (Wang é um exemplo disso).
São apenas alguns exemplos, mas acreditem, existem muitos mais. E a verdade é que o Sporting CP garantiu até agora cerca de 200M€ apenas nos jogadores que foram transferidos. Independentemente de o dinheiro não entrar todo nos cofres leoninos, não nos podemos esquecer de que também já foram antecipados vários milhões do contrato com a NOS e ainda foi feito um negócio com a Apollo com valores a rondar os 65M€ de euros. É muito dinheiro, mas a atual direção afirma constantemente que foi deixado uma herança pesada por parte da anterior direção e eu questiono agora onde está essa herança? Essa herança só aparece nos momentos das derrotas, pois Frederico Varandas quando vence é tudo por mérito seu e quando perde é sempre por culpa de outros. É muito dinheiro que me questiono onde irá parar, já para não falar de que as comissões a agentes começaram a surgir novamente.
A contestação à direção leonina continua Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Na anterior direção pelo menos o pavilhão foi prometido e foi construído. O clube era feito para os sócios e de pessoas que serviam o Sporting CP e não se serviram do Sporting CP. Fazendo uma pesquisa é possível ver que Bruno de Carvalho recebia cerca de 10 mil euros mensais, tudo aprovado em AG e pelos sócios. Frederico Varandas afirma, como já referi, não existir dinheiro, no entanto, a proposta que é visível em qualquer pesquisa feita na internet é de que iria receber cerca de 20 mil euros por mês, que poderiam chegar aos 273 mil euros por ano, enquanto Bruno de Carvalho se ficava pelos 147 mil euros.
A atual direção revela cada mais uma enorme falha de competência para liderar um clube tão grande e com a história do Sporting CP. Promessas que ficam por cumprir, uma estratégia e um rumo completamente desconhecido e sem qualquer fundamento. Se Frederico Varandas a cada dia que passa demonstra ser incompetente na sua função, poderia, pelo menos, estar rodeado por uma equipa mais competente, mas a verdade é que não se aproveita um único elemento seja staff, seja na SAD, seja em que vertente for. Uma falha enorme no scouting, na preparação da época, nas contratações e nas vendas.
É uma herança pesada por um presidente completamente perdido que se junta a uma memória curta dos sócios sportinguistas que pretendem esquecer e apagar do passado e da história uma direção que fez de tudo para lutar contra o sistema, contra os rivais e contra a constante humilhação que se vive atualmente. O Sporting CP não iria ser mais motivo de chacota, mas é, todos os dias. O Sporting CP iria estar forte e está com mais uma época comprometida, onde praticamente só joga para cumprir calendário e em risco de nem ir às competições europeias no próximo ano.
É tempo de acordar e é tempo de ver os factos. O Sporting CP precisa de um novo rumo. Aliás, o Sporting CP precisa de voltar ao rumo onde esteve durante 5 anos. E há pessoas que acham que a figura central deverá ser Bruno de Carvalho – e apesar de eu ter sido seu apoiante durante estes anos – creio que o mais importante, e que é certamente confundido, é que não importa a pessoa que está, mas sim o rumo que se toma. A ideologia, a competência, o caminho a seguir. E é esse o caminho que vejo para o nosso clube.
Acorda (novamente) Sporting CP antes que seja (novamente) tarde demais.