

Em semana de Clássico, decidimos recordar cinco heróis benfiquistas em jogos contra o FC Porto na última década.


Em semana de Clássico, decidimos recordar cinco heróis benfiquistas em jogos contra o FC Porto na última década.
É um dos maiores clássicos do futebol europeu e, consequentemente, de todo o mundo: falamos, pois claro, de FC Porto x SL Benfica.
E desengane-se aquele que considerar que tudo isto resume-se apenas a um jogo de noventa minutos. Não, muito longe disso. Trata-se da enorme rivalidade entre azul e encarnado, entre o “norte esquecido” e a “capital do Império”, entre dragões e águias. História, ideais, títulos: é fácil confundir a história do futebol português com a história destas duas equipas, as mais tituladas deste lado da fronteira.
É o encontro que ninguém quer perder. É o encontro que todos querem ganhar. São estes os jogos que ficarão na memória dos apaixonados pela bola, onde títulos são decididos, onde heróis são criados, heróis que vêem o seu nome ser inscrito na história do clube que carregam ao peito.
Recordemos alguns desses casos.
A CRÓNICA: CORPO EM VISEU, CABEÇA NO CLÁSSICO
O Fontelo vestiu-se a rigor para receber a primeira mão da meia-final da Taça de Portugal. E a verdade é que o jogo não exigia menos que isso: os viseenses recebiam em sua casa um dos grandes do futebol português, o FC Porto.
A verdade é que o evento era de gala, contudo, do primeiro tempo, não podemos afirmar isso. Primeiros quarenta e cinco minutos muito mornos, com pouco trabalho para os guardiões de ambas as equipas. Algumas pausas para assistência médica, passes falhados, perdas de bola, tudo muito amarrado: não era certamente com um espetáculo destes que os adeptos sonharam ao comprarem o seu bilhete.
Na segunda metade, cenário algo diferente. O espetáculo continuou a não ser o melhor, mas as oportunidades foram aparecendo. Incidiram com uma maior frequência na baliza da equipa da casa, mas não seria por esse motivo que o FC Porto conseguiria superiorizar-se, em termos de resultado, ao Académico de Viseu FC.
1-1 era o resultado final, num jogo onde o Académico de Viseu conseguiu sentir-se confortável nos vários períodos do jogo, conseguindo ser eficaz (algo raro para os viseenses) numa das únicas oportunidades claras de golo.
A FIGURA


João Mário – Foi, nos primeiros quarenta e cinco minutos, uma das principais dores de cabeça para os defensores azuis e brancos. Desapareceu um pouco do jogo no início da segunda metade, mas acabaria por reaparecer da melhor forma: cabeçada forte em resposta a um cruzamento da direita de Zimbabwe. É, sem dúvida, o principal nome por detrás deste enorme resultado para o Académico de Viseu FC.
O FORA DE JOGO


Exibição do FC Porto – Mais uma exibição paupérrima no currículo da turma de Sérgio Conceição. O resultado, por si só, acaba por ser extremamente negativo, sobretudo perante um adversário de uma divisão inferior, todavia a exibição nada conseguida dos azuis e brancos consegue ser ainda mais preocupante.
ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO DE VISEU FC
A equipa da casa optou por apresentar-se num 4-4-1-1, onde João Mário, ponta de lança da equipa, recebia o apoio de Fernando Ferreira. Mais atrás, duas linhas de quatro compactas, permitindo muito pouco espaço aos jogadores visitantes. Nos corredores, Luisinho e Jean Patric apoiavam frequentemente os respetivos laterais, fechando a porta a possíveis incursões perigosas de Manafá e Saravia pelos corredores. Em termos ofensivos, nota para as saídas rápidas do Académico, normalmente conduzidas pelo poder de explosão de alguns dos homens mais avançados, como João Mário ou Jean Patric; a espaços, a pressão alta efetuada pelo Académico fazia a bola queimar nos pés dos azuis e brancos, por vezes resultando em recuperações de bola em zonas altas do terreno.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ricardo Fernandes (5)
Rui Silva (5)
Pica (6)
Félix Mathaus (6)
Lucas Silva (5)
Zimbabwe (6)
João Oliveira (7)
Fernando Ferreira (5)
Luisinho (5)
Jean Patric (5)
João Mário (7)
SUBS UTILIZADOS
Anthony Carter (4)
Bruninho (-)
Diogo Santos (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
Com diversas alterações no onze inicial, Sérgio Conceição decidiu apostar na prata da casa para este embate em Viseu. Outra mudança na estrutura da equipa foi a inclusão de um segundo ponta de lança no onze inicial, ficando, portanto, o desenho tático dos dragões mais semelhante a um 4-4-2. No que toca ao jogo jogado, poucas dinâmicas, intensidade baixa, pouca imaginação: assim se caracterizou a exibição do FC Porto durante a maioria do encontro. Pouco jogo pelos flancos, muita insistência pelo centro do terreno, onde os homens da casa pareciam ter a situação controlada.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Diogo Costa (4)
Saravia (4)
Mbemba (5)
Diogo Leite (5)
Manafá (4)
Loum (5)
Vítor Ferreira (7)
Romário Baró (5)
Luis Díaz (5)
Marega (4)
Zé Luís (6)
SUBS UTILIZADOS
Nakajima (5)
Jesús Corona (5)
Soares (4)
Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Artigo revisto por Diogo Teixeira
Após um belo trabalho ao leme do Tottenham, Pochettino sofreu as consequências do presente. O passado não conta para nada no futebol, e o futuro é a mesmo que na vida: simplesmente não existe.
Justo ou não justo, a verdade é que neste Top encontramos vários exemplos de experiências de técnicos que viram os holofotes expectantes apontados à sua pessoa em determinado instante, entre a espada e a parede no seguinte.
Como Pochettino há muitos, e ainda mais haverão, mas como os enunciados nesta lista, talvez ainda mais…
O Sporting está a passar por uma crise desportiva e diretiva que talvez nunca tenha visto precedentes, atrevo-me a dizer. Mesmo a tão malfadada presidência de Godinho Lopes que todos indicam como a pior, pelo momento muito semelhante ao de agora, parece vir a ser ultrapassada.
Já foi pedida assembleia destitutiva que demora em ser aprovada, e marcadas manifestações para contestar a atual direção, o que demonstra o descontentamento e a vontade de muitos sócios e adeptos em mudar o rumo que o clube, podendo levar brevemente a novas eleições no clube.
Como já escrevi, não acredito que Frederico Varandas saia por sua livre vontade, e não sei também se Rogério Alves, que já demonstrou ter diferentes leituras dos estatutos dependendo das situações, irá tomar a decisão de aprovar uma assembleia destitutiva. Mas se por acaso algum destes senhores tiver a honestidade e clareza de espírito necessária, brevemente seremos chamados a escolher novo presidente.
Se assim for, teremos de encontrar alguém aglutinador, que seja obcecado pelo sucesso do Sporting em todas as vertentes, e consiga, com conhecimento dos bastidores e discurso fluido, lutar contra as forças que se movem no futebol português. Se conheço alguém assim? Conheço, mas deixou de ser uma opção válida.
Deixou de o ser, não só porque já não é sócio do clube, pressuposto essencial para se poder candidatar, mas também porque se o mesmo ainda fosse elegível e voltasse à presidência do clube, muito provavelmente teria uma oposição constante como actualmente tem Varandas com os apoiantes de Bruno de Carvalho.
Fui apoiante de Bruno de Carvalho até ao momento da destituição. E mesmo depois defendi-o em muitos textos aqui publicados. Considero que, desde que me lembro, foi o melhor presidente que o Sporting teve, apesar dos erros que possa ter tido. E quanto a isso vi muitos presidentes terminar os seus mandatos mesmo cometendo erros bem mais graves para o futuro do clube. Mas adiante.


Bruno de Carvalho é história, e para o futuro do clube poderá apenas servir de exemplo pelas coisas boas que fez e de ensinamento pelos erros que cometeu.
Se eu fosse Bruno de Carvalho também não quereria voltar (ele já demonstrou interesse nisso), principalmente porque não teria o mesmo apoio dentro do clube, não teria a mesma margem de manobra, e saberia que apesar do bom trabalho que pudesse apresentar, não era garantido que no dia seguinte não pudesse estar a sair novamente pela porta pequena.
Agora, caso tenhamos novas eleições (e teremos, nem que seja no final deste mandato de Varandas), precisamos encontrar um candidato com o mesmo perfil de Bruno de Carvalho, podendo apenas ser mais cerebral e menos impulsivo, o que não me parece tarefa fácil.
Não sei quem poderá ser essa figura. Sei apenas que não poderá ser nenhum dos que esteve no último processo eleitoral. Mesmo o que teve mais votos. Porque esse já demonstrou que está mais interessado em defender-se do que andar publicamente e diariamente a defender os interesses do Sporting. Onde andas Benedito?!
Costuma dizer-se que a sorte só bate à porta uma vez. Será que vamos ter sorte uma segunda vez? Se for o caso, por favor, não a desperdicem de novo.
Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede
Revisto por: Jorge Neves


No passado dia 24 de janeiro, a Federação Portuguesa de Futebol veio anunciar a suspensão das hostilidades entre os dois Belenenses do nosso futebol: a Belenenses SAD e o clube de futebol “Os Belenenses”.
Esta cisão num clube que já deixou a sua marca na história do desporto português foi dos episódios mais tristes dos últimos tempos, e (infelizmente) representa muito bem um dos problemas mais sérios do desporto-rei nacional: má gestão e incapacidade de adaptação ao presente. No entanto, este divórcio, embora oficialmente consumado em 2018, começou muito tempo antes.
O clube de futebol “Os Belenenses” encarna na perfeição a situação cada vez mais frequente de Clube vs SAD. Isto acontece devido às dificuldades financeiras e à má gestão recorrente. Inevitavelmente, esse litígio leva à separação do clube, como aconteceu neste caso.
Mas desengane-se quem pensa que isto é o fim do clube e vitória das SAD’s. Cá por terras lusitanas, temos o Belenenses SAD, que milita na primeira divisão com um símbolo que parece saído de um videojogo e joga num estádio alugado. Já o clube de futebol, que se inscreveu na última divisão do futebol português, mas manteve o apoio da esmagadora maioria da massa adepta, o emblemático estádio do Restelo e a Cruz de Cristo ao peito. É de encher os olhos de qualquer adepto ver um estádio à pinha para assistir aos jogos d’”Os Belenenses” nos últimos escalões do futebol.


A meio da época passada, o Belenenses SAD viu-se obrigado a retirar o emblema da Cruz de Cristo dos seus equipamentos e a deixar de usar o nome “Belenenses”. Desde o litígio e sobretudo desde aí que correm inúmeros processos judiciais entre o clube e a SAD, que mancham a (suposta) tranquilidade do futebol português.
A função da FPF foi a de mediar o conflito entre as duas partes, de modo a concretizar a separação definitiva entre clube e SAD sem recorrer ao espetáculo mediático dos tribunais. Para já, teve a capacidade de convencer os responsáveis a suspender os processos pendentes na justiça, a bem da imagem do desporto. Falta agora acabar com as quezílias mais pequenas para separar definitivamente o clube, do resto.


Esperemos que a FPF prove que ainda há uma réstia de coração no futebol. Que o desporto que amamos não se transformou num negócio. Cabe à FPF fazer jus aos milhares de adeptos que enchem o Restelo para ver um jogo da 5ª divisão. O futebol é sobre eles e os 22 que jogam. Fora disso, it’s sad.
Foto de Capa: CF “Os Belenenses”
Revisto por: Jorge Neves


Manuel Cajuda, 68 anos, assumiu recentemente o comando do Leixões SC. O técnico português voltou ao ativo cerca de um ano após ter abandonado o leme do Académico de Viseu FC.
Pelo meio, enfrentou a maior batalha da sua vida, um cancro na próstata. Cajuda comentou este momento com o pragmatismo e o sentido de humor que já lhe é caraterístico: “houve um dia em que acordei, virei-me para o cancro e disse-lhe ‘tens de de ir embora’. E ele foi”. Ultrapassada esta luta e após alguns meses em que esteve afastado do futebol por vontade própria, o treinador algarvio – que sempre assumiu ser adepto do clube da terra e onde começou a jogar, o SC Olhanense – orienta agora o 23º emblema numa carreira que já conta com quase 40 anos.
Experiência, como visto, não lhe falta e leva já no currículo alguns dos mais emblemáticos clubes portugueses, como o SC Braga, o Vitória SC, CF “Os Belenenses” e o outrora mítico SC Beira-Mar. Foi nos vimaranenses, aliás, que conseguiu um dos seus maiores feitos, ao pegar na equipa em zona de descida na segunda liga, conseguir a subida de divisão e, na época seguinte… conduziu os minhotos ao playoff da Liga dos Campeões pela primeira e única vez na história, em 2007/2008. Manuel Cajuda guarda estes momentos com carinho e chegou a referir “Nunca irei encontrar os adjetivos que o Vitória merece”.


Antes, tinha já experienciado a sua primeira aventura no estrangeiro, nos egípcios Zamalek SC. Aqui enfrentou provavelmente uma das maiores dificuldades nos vários anos de profissão: além da distância da família, não sabia falar árabe e mal sabia falar inglês, tornando a sua passagem pelo Egito muito complicada. Passado o choque cultural típico ao viajar para um país muçulmano, Cajuda decidiu abraçar os costumes daquela terra e até chegou a fazer o Ramadão para perceber o que movia os locais.
Após a passagem pelo Vitória SC, seguiram-se outras passagens além-fronteiras, como os Emirados Árabes Unidos, a China e Tailândia. A sua reputação e o seu caráter forte são a imagem de marca por onde passa, numa carreira por si só peculiar.
Regressado ao seu país, onde curiosamente nunca treinou nenhum dos três grandes – Cajuda diz que o recusou -, procura devolver a glória a um clube acarinhado do norte, que luta por conseguir uma nova presença no principal escalão do futebol português. A primeira partida não correu da melhor forma, mas tem ainda vários jogos para se redimir desta entrada em falso. Com os leixonenses muito ativos no mercado de janeiro, o técnico algarvio tem em mãos um plantel mais capaz de fazer uma segunda volta tranquila. Bem-vindo de volta, mister!
Foto de Capa: Leixões SC – Futebol SAD
Revisto por: Jorge Neves
A propagação do Coronavírus obrigou a uma mudança de planos e já não teremos Mundiais de Pista Coberta em 2020. Mas o que será que isto significa na prática?
Os rumores já circulavam nas redes sociais com alguma insistência e a presente situação de propagação do Coronavírus deixava óbvio que a China não iria ter condições de receber os Mundiais que estavam previstos para março deste ano em Nanjing. Várias hipóteses estiveram em cima da mesa: o cancelamento total do evento, passando a próxima edição dos Mundiais Indoor a ser apenas em 2022; a alteração de sede do evento; o adiamento para o ano seguinte.
Entre estas opções, o adiamento foi a solução escolhida pela World Athletics, que se decidiu pela manutenção da sede em Nanjing (na China), adiando o evento para 2021. A Federação Internacional confirmou que outras cidades manifestaram interesse em organizar o evento em 2020, mas a Federação decidiu que o melhor seria não deixar cair Nanjing, que tinha feito todo o trabalho de preparação.
Para isso terão contribuídos diferentes fatores: 1) Sendo um ano especial (Doha acabou tardíssimo e há Tóquio em agosto), muitos atletas da nata da elite já tinham decidido não realizar esta temporada de pista coberta, focando-se em exclusivo na temporada ao ar livre; 2) Cerca de seis semanas parece manifestamente insuficiente para montar toda a estrutura necessária para a realização dos Campeonatos. A isso haveria que acrescentar a logística de todos os agentes envolvidos e garantia que tudo estaria pronto a horas; 3) O facto da World Athletics ter agora uma apertadíssima ligação com a China – sendo que o Wanda Group é o seu principal parceiro – poderá ter contribuído para a tomada de decisão de não deixar Nanjing sem campeonatos.
A decisão – que, na nossa opinião, acaba por ser a mais sensata e razoável – torna a temporada 2020 de pista coberta numa temporada totalmente atípica e não menos será a de 2021. Pela primeira vez desde 1969, não existirá um grande campeonato em pista coberta a fechar a temporada para os atletas europeus, que sempre estiveram habituados a Europeus ou Mundiais a fechar esse período. Também 2021 será um ano especial, pois, com esta decisão, Nanjing irá receber os Mundiais duas semanas depois de Torun (na Polónia) receber os Europeus de pista coberta. Esta situação aconteceu por três vezes na história, sendo que a última foi em 1989. Mas quais serão as reais implicações da não-realização de Mundiais Indoor este ano?


É impossível de o esconder: sem a realização de grandes campeonatos, ficará sempre a faltar algo a esta temporada de pista coberta no que diz respeito ao desporto de elite.
Antes do Clássico, há que passar no Fontelo
Terça-feira de Taça trará até Viseu um dos grandes do futebol português: o FC Porto. Após um desfecho negativo na outra taça nacional, a turma de Sérgio Conceição vê nesta competição a oportunidade de amenizar uma hipotética (e bem possível) perda do campeonato para o maior rival.
E, por falar em maior rival, o clássico do próximo sábado é um dos temas quentes dentro do universo azul e branco, remetendo quase que para segundo plano esta partida da prova rainha.
Pelo contrário, ninguém estará mais focado que a equipa da casa. Com dois dias de “descanso” a mais, a formação viseense vai a jogo após uma derrota em Coimbra, derrota essa que impediu a aproximação da equipa treinada por Rui Borges às posições mais cimeiras da tabela. Todavia, em nada este percalço deverá afetar aquela que será a abordagem do Académico a este jogo, uma vez que uma hipotética ida ao Jamor seria, sem qualquer dúvida, o ponto alto da época para esta equipa do segundo escalão.
Indiscutivelmente, um jogo onde um tem tudo a perder, enquanto que o outro só tem a ganhar. Um verdadeiro David contra Golias, onde o facto da eliminatória ser disputada a duas mãos complica ainda mais a já difícil tarefa de David.
COMO JOGARÁ O ACADÉMICO DE VISEU FC?
Tradicionalmente, o Académico opta por apresentar-se em 4-4-2, contudo é possível que ocorram variações no momento ofensivo. Não é uma equipa conhecida, particularmente, pela sua capacidade de finalização (o facto de possuírem o terceiro pior registo ofensivo na Segunda Liga demonstra-o), contudo, em termos defensivos, não costuma facilitar a vida aos adversários. É comum que os laterais participem na construção ofensiva da equipa, contudo, dado a natureza do desafio, é expectável que as linhas média e defensiva se encontrem mais baixas e compactas, impedindo tais liberdades aos homens mais recuados.
JOGADOR A TER EM CONTA


Félix Mathaus – Do lado da equipa da casa, espera-se um jogo atarefado, sobretudo no aspeto defensivo do jogo. Tendo isso em mente, será obrigatório, de modo a manter as esperanças dos beirões intactas, que o setor mais recuado se mostre a um nível elevado. E, nesse sentido, Félix Mathaus poderá ser uma peça importante, não só pelas recentes boas exibições, como também pelo sucesso da dupla formada com o experiente Pica, no centro da defesa, responsável por três clean sheets nos últimos cinco jogos.
XI PROVÁVEL:
4-4-2: Ricardo Fernandes; Rui Silva, Pica, Félix Mathaus, Jorge Miguel; Bruninho, Zimbabwe, João Oliveira, Jean Patric; Latyr Fall, João Mário
COMO JOGARÁ O FC PORTO?
Apesar de estar a meio de uma sequência apertada de jogos, acredito que Sérgio Conceição optará por não fazer mudanças radicais no onze inicial dos visitantes, até pela falta de opções no seu plantel para efetuar essa tal rotatividade. O desenho tático poderá, todavia, variar: o técnico portista pode optar por alinhar com dois atacantes, num 4-4-2 semelhante àquele utilizado por várias ocasiões recentemente, ou então por alinhar apenas com um ponta de lança, assim como em Setúbal, deixando um jogador mais criativo atrás deste.
JOGADOR A TER EM CONTA


Tiquinho Soares – Caso Sérgio Conceição opte pela inclusão do atacante brasileiro no onze inicial, Soares será um dos homens mais vigiados pela defesa do Académico, não fosse o registo impressionante de doze golos nos últimos doze jogos a titular motivo suficiente para deixar Rui Borges de sobreaviso.
XI PROVÁVEL:
4-4-2: Diogo Costa; Manafá, Mbemba, Diogo Leite, Alex Telles; Otávio, Matheus Uribe, Sérgio Oliveira, Corona; Marega, Soares
Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Artigo revisto por Joana Mendes
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