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Atualização do Sporting CP no mercado: novela Bruno Fernandes continua e Camacho já cá canta

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Até ao final de agosto muito se escreverá sobre as entradas e as saídas dos jogadores de futebol nos clubes nacionais e internacionais. O Sporting CP prepara a sua época com consciência, prudência e esperando que algum dossier sensível seja resolvido para voltar a atacar o mercado. Uma coisa parece certa: o Sporting, como a maioria dos clubes portugueses, tem que vender mais e melhor do que aquilo que compra.

Bruno Fernandes tem dominado esta altura do defeso no Sporting. Muito se tem especulado sobre a sua transferência, os montantes envolvidos e o clube de destino ou até mesmo se acaba por ficar no clube verde e branco. Quanto aos valores de uma eventual transferência, Varandas e seus pares só admitem sentar-se à mesa das negociações com um valor a rondar os 70 M€.

Manchester United e Tottenham são os clubes que maior interesse manifestaram nos últimos dias ou semanas, após uma correria desenfreada de outros emblemas – nomeadamente o City e o Inter – pelo internacional português. O United, a braços com alguns problemas para a próxima época, fruto da eventual saída de Paul Pogba, Juan Mata e Ander Herrera (este com a saída já confirmada), torna Bruno Fernandes um alvo apetecível para os red devils resolverem o problema de um meio campo que ficará triturado e enfraquecido. Já do lado do Tottenham, a equipa comandada por Mauricio Pochettino aguarda com atenção o comportamento do mercado e se a sua “mão invisível” – que de invisível tem tido muito pouco – levam Christian Eriksen para outras terras, respirar outros ares. Se o dinamarquês sair, o ataque dos spurs por Bruno Fernandes intensificar-se-á. Esperemos para ver o que acontece.

Mas esta novela Fernandes está longe de terminar pois o clube de Alvalade já acenou ao canhão da Maia com um salário a rondar os 5M€ limpos por época caso este fique em Portugal. A acontecer isso, o esforço superlativo em colocar Bruno Fernandes no teto salarial pode gerar um efeito contraproducente no balneário, apesar do interesse que muitos jogadores já manifestaram na continuidade de Fernandes. É que Frederico Varandas ao mesmo tempo que acena a Bruno Fernandes com 5M€ limpos propõem, para a próxima época, uma redução em cerca de 20% do orçamento para o futebol do Sporting, passando dos 90M€ para os 70M€. Grande parte da restrição será feita pela diminuição da massa salarial. Foi com esse intento, aliás, que saiu, ainda em janeiro passado, Nani do clube leonino, antecipando aquilo que agora se está a procurar concretizar. Nesse quadro de contenção financeira do clube, como poderá compaginar-se a continuação de Bruno Fernandes nestes moldes?

Se Bruno sair, o Sporting terá a monstruosa tarefa de arranjar um substituto. Depois da operação Ruslan Malinovski ter falhado quando tudo parecia bem encaminhado, os leões viram-se agora para Lucas Robertone. Trata-se de um médio ofensivo de 22 anos que atua nos argentinos do Vélez Sarsfield. O jogador apresenta-se numa situação complicada com o seu clube uma vez que se deslocou a Itália para tratar da sua dupla nacionalidade sem autorização do emblema argentino. Há quem diga que Robertone está a forçar com isso a sua saída para o Leão de Keizer, vendo no Sporting uma boa plataforma para entrar no futebol europeu. O clube de Alvalade apresentou inicialmente uma proposta que previa a compra de 50% do passe do jogador por um valor de 5M€ mas o emblema argentino recusou de imediato e parece estar apenas disposto a negociar a totalidade dos direitos desportivos de Robertone, colocando a fasquia nos 8M€.

Um outro dossier sensível é Bas Dost. Os adeptos não podem esquecer tudo aquilo que o jogador holandês deu ao Sporting nas últimas épocas e também, porque não dizê-lo, mesmo aquilo que fez esta época. É que apesar do holandês estar menos letal no que ao faro de golo diz respeito, fruto de uma lesão que o afastou dos relvados por bastante tempo, Dost marcou nada mais nada menos do que 23 golos em 35 jogos esta temporada. É obra para quem esteve tanto tempo ausente. Que faria ele se estivesse integralmente apto ao longo de toda a época? Com goleadores assim não se brinca. É mais ou menos na senda deste argumento que Bruno Prata escreveu uma crónica no Record no dia 25 de junho cujo título era: Mal-agradecidos com Bas Dost?. Nesse texto, o comentador e jornalista destacou os feitos do gigante holandês com o emblema do leão ao peito.

Dost tem resistido a propostas tentadoras vindas de fora. Uma delas, soube-se há dias, veio do Tigres do México que oferecia um salário milionário ao ex-Wolfsburg. Mas Dost rejeitou, apesar do Sporting se mostrar disposto a negociar, uma vez que o clube mexicano apresentou como base de conversação uma verba de 20M€. Há ainda interesse do Bordéus, comandado por Paulo Sousa, em contratar o avançado holandês. Uma coisa parece certa: o Sporting está disposto a negociar o passe do avançado holandês mas só admite tal cenário por um valor a rondar os 20M€. Recorde-se que que ele custou à SAD leonina cerca de 12 M€, sendo a transferência mais cara do Sporting, procurando agora os Leões rentabilizar o investimento feito em 2016/17. Mas leia-se que o seu salário está muito acima daquilo que o Sporting pode dar neste momento: ronda os 6M€ brutos por cada ano de contrato. A ver vamos como o mercado se comporta com Dost e como Dost se comporta com ele.

Espera-se um mercado atribulado em Alvalade
Fonte: Sporting CP

A única saída oficial no plantel do Sporting é, até ao momento, o guarda-redes Roman Salin que rumou a terras gaulesas para representar o Rennes. O Sporting rescindiu com o jogador francês e este assinou contrato com um emblema que já representou na sua formação como jogador (época 2002/2003). Esta saída de Salin fez “subir” um jovem que muito tem dado que falar nas camadas jovens do clube de Alvalade: Luis Maximiano.

O internacional sub-21 pela seleção das quinas está pronto para este “salto”, ele que tem sido falado pelas melhores razões, tido como um dos nomes promissores para a baliza da seleção principal de Portugal nos próximos anos. Há quem diga que ele pode muito bem ser o novo Patrício… Uma coisa parece certa: o Sporting não irá ao mercado contratar um guarda-redes, dando prioridade a Renan Ribeiro como seu habitual titular e, ao que parece, o lugar de segundo guarda-redes do plantel ficará entregue a Maximiano. Subirá, ao que tudo indica, mais um jovem da formação para ocupar a terceira posição na hierarquia da baliza.

Rafael Camacho foi já oficializado pelo Sporting Clube de Portugal. O jogador português tinha há muito vontade de sair do clube da cidade dos Beatles para rumar a uma casa que bem conhece e que agora volta a abraçar. Trata-se de um extremo muito rápido, com boa capacidade física e facilidade no remate fora da área. Foi contratado por 5M€ sendo que esse valor poderá ascender aos 7M€ no caso de cumprimento de objetivos definidos para a próxima temporada. O jogador tanto quis vir para o Sporting que até já se treinava em Lisboa mesmo quando ainda nada estava oficializado.

Francisco Geraldes será novamente emprestado mas desta vez ao AEK de Atenas. Miguel Cardoso, ex-Rio Ave, e treinador do clube helvético, mal assumiu funções, apontou para o menino dos seus olhos: Geraldes. É que treinador e jogador já se cruzaram, em 2017-18, no emblema do norte de Portugal e Cardoso sabe bem o que ele vale.

Francisco Geraldes é, talvez, um dos fenómenos mais incompreendidos no futebol português: anda, época após época, de empréstimo em empréstimo, dificultando-se cada vez mais a sua afirmação com o Leão ao peito. Talvez tenha sido também por isso que não quis aceitar a proposta de renovação com o Sporting por mais dois anos antes de rumar a Atenas, aceitando apenas um ano: não quer perder mais tempo, quer agarrar as oportunidades que lhe surjam, sem estar dependente do sonho de vergar de forma incontestável a listada verde e branca. Uma aspiração legítima de um jovem prodígio.

A posição de médio-defensivo será também reforçada neste defeso. Com a situação de Gudelj a complicar-se de dia para dia, não tanto pelo jogador, que até já assumiu não se importar de receber menos para estar no Sporting, mas pelo emblema chinês, ao qual está contratualmente ligado – o Guangzhou Evergrande – que exige mais dinheiro para libertar o sérvio, o Sporting, ao que tudo indica, vê chegar Eduardo ao seu plantel, o ex-Belenenses SAD. Apesar de não se tratar de um seis puro, o jogador pode assumir posições mais defensivas do setor intermédio, trajeto semelhante aliás ao próprio Gudelj quando chegou ao Sporting. O brasileiro vem para o clube verde e branco por um valor de 3M€ mas a forma de pagamento está a atrasar o negócio: o Sporting optou por pagar o valor em três prestações, mas o Belenenses SAD não se mostra recetivo a esta proposta dos Leões. Situação que se resolverá muito em breve. Além do brasileiro, o Sporting tem ainda Battaglia que recupera da lesão que o afastou grande parte da época transata e ainda Doumbia que já mostrou ser um médio-defensivo com argumentos para lutar pela posição.

A posição direita da defesa dos leões vai sofrer uma profunda mudança na época que se avizinha. O Sporting já oficializou Valentin Rosier, jovem internacional sub-21 francês, que atuava nos franceses do Dijon. Ambos os emblemas chegaram a entendimento sobre o montante da transferência: 5M€, tendo ainda os franceses manifestado interesse que o Sporting colocasse na equação o guineense Mamá Baldé, que ruma para terras gaulesas. Quem poderá estar de saída para entrar Rosier é um dos dois laterais direitos do Sporting: Ristokski ou Bruno Gaspar. Este último está longe de justificar o investimento feito pela SAD leonina, não rendendo tanto como fez o macedónio. O Sporting estará à espera também que o rendimento de Bruno Gaspar na CAN pela seleção angolana seja bom para que se valorize este ativo da SAD caso se concretize uma transferência.

Para finalizar, Acuña está a realizar uma excelente Copa América e o Sporting vê na competição uma boa rampa de lançamento para valorizar este ativo da SAD. O argentino entra com a garra que o tem caracterizado com a listada verde e branca. Coates, apesar de Valência ter acenado ao uruguaio, afirma que está bem em Alvalade. A dupla de centrais será por isso a mesma da época passada ainda que chegue agora às hostes do Leão Neto, proveniente dos Russos do Zenit de St Petersburgo.

Outra chegada para o reino do Leão, num negócio que envolveu a resolução do impasse de Gelson Martins, é Luciano Vietto, um avançado bastante móvel na frente de ataque colocando-se a hipótese de Keizer experimentar um modelo tático alternativo onde colocará, eventualmente, na frente de ataque Dost e Vietto, com o argentino a ser um avançado mais móvel e o holandês o avançado mais fixo. A ver vamos como o Sporting se sairá com essas novidades no plantel.

Foto de Capa: Sporting CP

Casos do SL Benfica por definir na pré-época

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A poucos dias de iniciar os trabalhos de pré-temporada, existem vários jogadores no plantel que ainda têm a sua situação indefinida. Neste artigo, irei falar de vários desses jogadores e o que eu acho que deve ser feito de todos eles.

A queda de Bruma, Zé Luís mais longe e Nakajima ao fundo do túnel

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O início dos trabalhos aproxima-se e o plantel azul e branco carece ainda de muitas definições. São vários os lugares que estão por ocupar e a semana que agora termina acabou por revelar-se um tremendo fracasso. Fazemos agora a atualização do defeso dos dragões, que correm contra o tempo numa realidade nada favorável.

Tudo começou com a novela Bruma. O internacional português esteve com um pé no PSV Eindhoven, passou a estar com os dois pés no Dragão fruto de uma proposta azul e branca à última da hora e acabou definitivamente na Holanda, “por várias razões” como afirmou o empresário Cátio Baldé. A verdade é que já em 2013 a saída de Bruma de Alvalade não havia sido nada pacífica e a intermitência que o jogador vem revelando desde então é um dado bem elucidativo da capacidade emocional do atleta que, aliado ao acompanhamento nada consensual que recebe de Cátio Baldé, faz considerar que, ainda que sendo uma mais valia do ponto de vista técnico, talvez não tenha sido assim tão mau que Bruma tenha viajado para os Países Baixos.

As más notícias prosseguiram com o esfriar das negociações com o Rennes por Koubek e Léa Siliki. De uma assentada, o FC Porto tinha a capacidade de fechar dois dos dossiês mais importantes, como são os casos das posições de guarda redes e médio centro. Ainda assim, os cerca de 18 milhões pedidos pelo emblema francês para libertar a dupla foram motivo suficiente para a SAD azul e branca abortar o negócio. De hoje chega-nos também o rumor de que Dominik Greif, guardião do Slovan Bratislava, é o alvo que se segue para a baliza do FC Porto, depois de falhar Koubek.

De volta ao ataque, destaque para as mais recentes declarações de Zé Luís, avançado do Spartak Moscovo que fora um pedido expresso de Sérgio Conceição e que assume agora estar feliz no clube russo e que não há nada de concreto com o FC Porto. Custa a perceber…

A baliza continua a ser uma dor de cabeça para o FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Na China mora Róger Guedes, outro elemento que já tinha tudo acertado com o FC Porto e que, segundo os últimos dados, parece, também ele, afinal, longe do Dragão. O FC Porto pretendia chegar a acordo com o Shandong Luneng para um empréstimo com opção de compra obrigatória, mas os chineses querem uma venda definitiva. O brasileiro até deixou de seguir os dragões na rede social Instagram, o que pode ser revelador da queda de mais um negócio que esteve praticamente fechado.

O foco, diz-se, passa agora para Pavón, extremo do Boca Juniors, que pretende 12 milhões pelo passe do argentino. A concretizar-se, seria uma tremenda mais valia para o FC Porto, mas depois das recusas por Vargas e Zaracho (alvos aparentemente mais acessíveis e do mesmo mercado), o cenário não é animador.

A terminar, a confirmação de que o FC Porto já tem um pré-acordo com Nakajima, uma notícia que mais pareceu uma tentativa de sossegar os adeptos, muito insatisfeitos pela demora pelo anúncio de mais contratações e agastados com toda a novela em redor de Bruma. A grande dificuldade do FC Porto tem sido mesmo chegar a acordo com os clubes dos alvos pretendidos. No caso de Nakajima, o Al-Duhail não aceita negociar por menos de 20 milhões de euros, depois de ter investido 35 em janeiro para o resgatar ao Portimonense. O clube do Catar pretende ainda salvaguardar 60% do passe do japonês e, tendo em conta o que se sabe dos casos anteriores, parece estar aqui mais um imbróglio difícil de resolver.

Há, porém, uma teoria que pode sossegar um tanto ao quanto os adeptos que é o facto hipotético de a SAD não querer mexer nas contas de 2018/19, pelo que os investimentos deverão começar a ser feitos a partir do dia 1 de julho, dia em que a equipa, cheia de indefinições, começa a trabalhar no Olival. A ver vamos…

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Venezuela 0–2 Argentina: Albiceleste de pássaro na mão licenciou-se em gestão

52 anos após o primeiro embate entre Venezuela e Argentina, quis o destino que o estádio que vai receber a final da competição e que viu o arquirrival de Maradona celebrar o milésimo golo fosse o palco eleito para o segundo encontro dos quartos-de-final da Copa América, onde a Argentina celebrou a passagem às meias-finais e marcou duelo com o Brasil no Mineirão, em Belo Horizonte, na madrugada da próxima quarta-feira.

A inversão da tendência vitoriosa favorável à Argentina nos últimos anos, acrescida ao fraco rendimento coletivo apresentado pela seleção das pampas desde o Mundial organizado neste mesmo país, auspiciava uma surpresa com sabor a mandioca e pimentão tão típicos da Venezuela.

No Maracanã, cenário idílico do futebol mundial, a Argentina, que há 40 jogos não repete a equipa inicial e que em relação ao jogo com o Qatar fez entrar no onze o sportinguista Acuña sacrificando Lo Celso, começou com tudo e logo aos 2’ viu Fariñez negar o golo a Agüero com uma bela estirada.

O guarda-redes da Venezuela, um dos vários vice-campeões do Mundo de Sub-20 em 2017 que acompanhou Rafael Dudamel na subida à seleção principal da Vinhotinto, desde cedo se assumiu como protagonista. À passagem dos dez minutos, no entanto, não foi capaz de deter o coice do pequeno touro Martínez.

O avançado do FC Inter de Milão foi sagaz o suficiente para, entre a defensiva venezuelana, dar asas ao calcanhar e levantá-lo em direção a uma bola rematada por Agüero, desfeiteando o guarda-redes de 21 anos da Venezuela.

Com os portistas Saravia e Osorio nos bancos de Argentina e Venezuela, respetivamente, foi a seleção albiceleste a assumir o controlo da partida, demonstrando uma organização pouco vista até aqui nesta campanha, jogando em bloco e pressionando alto, levando a retaguarda da seleção venezuelana a despejar na frente, quase sem critério, facilitando a tarefa à defensiva azul e branca.

Fonte: AF Argentina

Mais com o coração do que com a cabeça – à passagem do quarto de hora já tinha dois jogadores amarelados – a Venezuela ia tentando equilibrar através do jogo direto, procurando constantemente a referência Rondón, o Rei Salomão da equipa, na esperança de que este ganhasse as divididas para aparecerem as locomotivas transiberianas Murillo (CD Tondela) e Machís (ex-Vitória SC) fazerem da defesa argentina os seus gulags, mas sem sucesso.

Até ao intervalo, a Argentina ia pautando o seu jogo por uma toada mais equilibrada, na qual se destacava Paredes: o descendente de Redondo cujos olhos claros funcionam como um farol numa noite de nevoeiro, iluminando o futebol da equipa. O médio do Paris SG fez do perfeito posicionamento e da qualidade de passe o porta-estandarte de uma exibição grandiosa, que só não resultou numa brilhante assistência para o segundo golo de Lautaro Martínez porque o poste direito da baliza de Fariñez não quis.

A segunda parte começou simétrica à primeira, com a Argentina a criar uma oportunidade flagrante para aumentar o marcador.

Com o jogo mais partido e, consequentemente, mais perigoso para os já 14 vezes vencedores da competição sul-americana, Scaloni trocou o marcador do primeiro golo pelo cada vez mais cerebral e menos explosivo Di María e o intempestivo e já amarelado Acuña por Lo Celso.

A 20 minutos dos 90’, eis a primeira oportunidade de golo para a Venezuela: passe a rasgar a defesa argentina de Rincón e Hérnandez a aparecer bem na direita mas a falhar a trivela, permitindo a defesa a Armani.

O controlo que outrora a seleção de Messi tinha tido ia dando lugar a pequenos sustos provocados pela velocidade do ataque venezuelano. À passagem dos 60’, Dudamel apercebendo-se do recuar de linhas do adversário, lançou a estrela da MLS Josef Martínez, mas foi a Argentina a sorrir.

Remate do meio da rua de Agüero (outra vez ele!), Fariñez defende para a frente e o Lo Celso imitou o que tantas vezes fez ao serviço do Bétis esta temporada: o golo. Se até então o jovem guarda-redes vinha fazendo uma competição digna de um pintor superlativo, este momento borrou a pintura e deitou por terra a já hercúlea tarefa da seleção venezuelana (pelo menos) igualar o seu melhor registo de sempre nesta competição: o 4.º lugar, em 2011, quando foi recebida em festa por milhares de pessoas nas ruas de Caracas.

Até final, a Argentina fez jus ao título deste artigo e foi gerindo a pensar no Superclássico das Américas.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Venezuela: Fariñez, Hernández, Chancellor, Mago (Soteldo 56’), Rosales (Seijas 83’), Herrera, Moreno, Rincón, Murillo, Rondón e Machís (Martínez 71’).

Argentina: Armani, Foyth, Pezzela, Otamendi, Tagliafico, Paredes, De Paul, Acuña (Lo Celso 68’), Messi, Agüero (Dybala 85’) e Lautaro Martínez (Di María 64’).

Bem-vindo a casa, Rafael Camacho

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Rafael Camacho, internacional sub-19, foi apresentado oficialmente como reforço do Sporting para a época 2019/2020. O jovem extremo leonino assinou um contrato válido por cinco temporadas.

O recente reforço do Sporting regressa assim à casa onde fez a sua formação, tendo vestido de verde e branco por cinco temporadas. Na época 2013/2014, rumou ao Manchester City para integrar os escalões de formação do clube de Pep Guardiola, onde permaneceu dois anos. Seguiu-se um regresso a Portugal, para servir o Real Massamá em 2015/2016. Nas últimas três temporadas esteve ao serviço do Liverpool FC, tendo sido utilizado nas equipas sub-19 e sub-23.

Na última época, Rafael Camacho disputou seis partidas e apontou quatro golos pela equipa sub-19, na UEFA Youth League. No escalão sub-23, somou mais 14 jogos, nos quais marcou oito golos. No entanto, no dia 7 de janeiro, cumpriu o sonho de se estrear na equipa de Jürgen Klopp, alinhando os 90 minutos na derrota frente ao Wolverhampton, por 2-1 a contar para a FA Cup. Aos 19 anos, somou ainda mais uma partida, desta feita um jogo da Premier League, diante do Brighton & Hove Albion, que acabou empatado a um golo.

Camacho foi internacional português desde o escalão sub-16, sendo que atualmente representa a seleção sub-20. Em todos os escalões, o extremo leonino soma 33 internacionalizações e nove golos marcados.

Aos 19 anos, regressa ao Sporting proveniente do campeão europeu.
Fonte: Liverpool FC

Rafael Camacho tem na sua velocidade a principal arma, sendo tecnicamente também muito forte. É um extremo com boa capacidade de finalização e que tem qualidade no passe e no cruzamento. Assim sendo, o jovem regressa ao Sporting para ser mais uma alternativa para Marcel Keizer, podendo alinhar do lado esquerdo ou direito do ataque. Por isso, Camacho irá disputar o lugar com nomes como Acuña, Diaby, Raphinha, Jovane Cabral e Matheus Pereira.

O jovem disse à chegada ao Estádio José Alvalade que este regresso “é um sonho tornado realidade”. Agora possa o jovem extremo contribuir com boas exibições, assistências e golos, para vitórias e títulos do Sporting Clube de Portugal.

Foto de Capa: Sporting CP

Brasil 0-0 Paraguai (4-3 g.p.): “Canarinha” sofre para ultrapassar “autocarro” paraguaio

No primeiro jogo referente aos quartos de final da Copa América 2019, o Brasil venceu o Paraguai por 4-3 no desempate pela marcação de grandes penalidades, após um 0-0 durante o tempo regulamentar.

Como anfitrião e perante os seus adeptos exigentes (dada a quantidade e qualidade dos jogadores que têm ao seu dispor) o encontro começou, como seria de esperar, com a “Canarinha” a tomar iniciativa na construção de jogo e com pressa em visar a baliza paraguaia.

Do outro lado estava um Paraguai a procurar a velocidade de Derlis González (hoje como ponta-de-lança), tendo como elemento de ligação, o criativo Miguel Almirón, utilizando como principal arma para ferir o Brasil, o contra-ataque. O estilo típico de formações de menor nomeada: “dar” a bola ao adversário e tentar surpreender após a recuperação de bola.

É caso para dizer que o argentino Eduardo Berizzo estacionou, não um, mas dois autocarros em frente à baliza de “Gatito” Fernández. Não tendo o mesmo tipo de recursos que o Brasil, montou um sistema de 4-4-1-1, com as linhas muito próximas, de forma a não dar espaço entre linhas ao Escrete.

À passagem do primeiro quarto de hora, a “torcida” dos homens da casa começava a ficar impaciente, perante o jogo previsível e sem ninguém para desequilibrar ou mexer com o jogo. Pairava no ar o “fantasma” de Neymar…

A maior ocasião de perigo da primeira parte pertenceu ao Paraguai. Até então, frente a um Brasil com muita bola, muito esforçado, mas a jogar mais com o coração do que com a cabeça.

Fonte: CBF – Confederação Brasileira de Futebol

Já no segundo tempo, quando se esperava que Tite deixasse o seu conservadorismo personificado pelos dois pivôs que mantinha à frente da defesa (Allan e Arthur) e metesse toda a “carne no assador”, o sistema defensivo de Berizzo continuava a funcionar.

Ao minuto 54′ foi assinalado penálti para o Brasil, mas após a análise do VAR o árbitro retificou a decisão e marcou livre e consequente expulsão de Balbuena. Intervenção acertada, mas mais uma vez, como temos sido habituados nesta Copa, com bastante tempo perdido.

Com uma unidade a mais, o Escrete fez notar a superioridade numérica e deu-se início a um autêntico festival de golos falhados. Primeiro Gabriel Jesus, depois Firmino, Éverton, Willian… era uma daquelas noites em que parecia que a bola não queria entrar. Foi preciso o desempate pela marca dos 11 metros.

Na lotaria dos penáltis, para os homens da casa, marcaram Willian, Marquinhos, Coutinho e Gabriel Jesus, enquanto que Almirón, Váldez e Rojas fizeram os tentos da “Albirroja”.

O Brasil é assim o primeiro semifinalista, e aguarda pelo vencedor do Venezuela – Argentina, que será o seu próximo adversário.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Brasil: Alisson, Filipe Luís (Alex Sandro, ’46), Thiago Silva, Marquinhos, Dani Alves (Lucas Paquetá, ’85), Allan (Willian, ’70), Arthur, Coutinho, Everton, Gabriel Jesus e Firmino.

Paraguai: Fernandez, Piris, Gomez, Balbuena, Alonso, Arzamendia (Váldez, ’61), Pérez (Rojas, ’74), Ortiz, Sanchez (Escobar, ’78), Almirón e Derlis Gonzalez.

Se eu fosse presidente, jogador ou adepto no Campeonato de Portugal

Já não é novidade para ninguém que o Campeonato de Portugal está, em meu entender, vergonhosamente planeado. São 70 clubes espalhados por todo este nosso lindo Portugal, que é, infelizmente, maltratado pela FPF. Quão o ridículo é o facto de, destes 70, apenas dois subirem de divisão, enquanto que desce uma quantidade completamente desproporcional? Perdoa-os senhor, porque eles não sabem o que fazem. Se querem terminar com o nosso futebol não profisssional, então estão no bom caminho.

Assim sendo, e se eu fosse dirigente, jogador ou adepto de um clube do Campeonato de Portugal, seria mais ou menos assim. Alguém me poderia apontar o dedo?

Se o meu clube estivesse para subir

Como dirigente, teria um discurso bem calculoso. Cuidado equipa, estamos nos playoffs mas nada está ganho. Ficámos em primeiro na série, mas ainda não ganhámos nada. Bem sei que é injusto, mas quem disse que a vida é justa?

Como jogador, à medida que a boa época colectiva fosse acontecendo, ia logo falando com o meu empresário para ver se ele me arranjaria um lugar numa equipa da Segunda Liga antes que a eventual subida não acontecesse. E se fosse um dos melhores da equipa, tentaria poupar-me aqui e ali, para que no fim estivesse a 200% fisicamente e mostrasse o meu valor de forma clara e objectiva, quase no fim da longa maratona que é o Campeonato de Portugal.

Como adepto? Os adeptos dos clubes ‘secundários’ do nosso país deviam ser levados mais a sério. Como se vive e se sente com tanto amor estes clubes, muitas vezes representativos da nossa amada cidade, vila, ou mesmo de um lugarzinho perdido lá para os lados do interior? Como adepto tentaria controlar o sangue quente que me correria pelas veias, a ansiedade e os sonhos de ver a minha equipa na divisão logo atrás da dos grandes. Guardaria o máximo possível as expectativas, e diria para mim mesmo, dia após dia, que subir é ainda uma miragem, e que nada estaria ganho. Porque neste Campeonato é mesmo assim.

Se o meu clube estivesse tranquilo

Como dirigente a meio da época estaria já a planear a próxima, e basicamente deixaria de me preocupar com a actual. Não há dinheiro para salários? Paga-se para o mês que vem. Desde que estejam liquidados antes do fim da época… E por mim nem se pagava aos que pouco jogam. Afinal eles vão embora no fim de época. Nem me apetece muito ir ao estádio. Jogar a feijões não trás emotividade e só trás prejuízos. Quantos não agem assim?

Os adeptos são de facto o melhor que o futebol tem, e nas divisões secundárias amar é ainda mais meritório
Fonte: Bola na Rede

Como jogador estaria desmotivado. Mesmo adorando ‘jogar à bola’, torna-se desmotivante jogar… para nada. Claro que queremos sempre ganhar, mas se isso não nos leva mais além… Talvez começar a tirar o pé algumas vezes seja boa ideia, não vá o diabo tecê-las. Treinar tantos dias para jogar sem um objectivo colectivo claro torna-se fatigante. Não vos parece?

Como adepto? Tardes de chuva, de sol ou de vento e eu ali, no estádio. Mas a dado momento, por entre uma e outra jogada de mais um jogo que só conta para o orgulho pessoal, questiono-me se vale o sacrifício. Acompanhar a equipa em muitos dos jogos fora, ir a todos em casa, ausente da família no dia das famílias, planear os fins de semana com os horários do jogo. Quem sabe se este ano não seria melhor ir só aos jogos em casa…

Se o meu clube estivesse ‘condenado’

Como Dirigente a ideia de não pagar mais ordenados parece-me óptima para o clube. Afinal não é assim que a grande maioria faz? Se vamos descer para quê continuar a pagar salários? Para o ano estaremos nas distritais, com um plantel muito renovado, e se temos de contar tostões, o melhor é começar já a poupá-los. Desculpem lá malta, mas com tantos a descer, e com as nossas limitações, fica complicado.

Como Jogador procuraria um clube o mais rápido possível. Não quereria cair nos distritais, e já condenados, com certeza que o facto da minha cabeça estar só a pensar num novo clube e num novo contrato, não irá prejudicar em demasia o clube. Motivado só mesmo pela honra, mesmo que em alguns clubes até ela seja atropelada por valentes goleadas.

Como Adepto estaria devastado com certeza. Porque se amo o meu clube, amo também o futebol, mesmo que seja maltratado diariamente. Com que animação conseguiria ir ao estádio. Para mais um jogo que não conta para o totobola? Talvez daqui a um ano e meio possamos voltar. Até lá temos de deixar sair alguns destes jogadores, o treinador que nem é mau, e vamos ver se sobreviveremos a tantas despesas e tão poucas receitas. Porque muitos já nem ao estádio vêem. Afinal que festa se faz quando a vitória sabe a derrota?

Foto de Capa: Bola na Rede

Espanha 4-1 França (Sub-21): “Gauleses” impotentes perante ofensiva da “Roja”

Espanha e França defrontaram-se esta quinta-feira na segunda meia-final do Campeonato da Europa de sub-21, com Alemanha a aguardar o vencedor do encontro na final da competição.

Os espanhóis entraram fortes, a comandar o jogo, e nunca deram a mínima chance de expressão a uma equipa francesa bastante apagada, sem ideias e sem vontade de assumir o controlo do jogo. No entanto, foram os gauleses a ganhar vantagem primeiro: após falta de Junior Firpo sobre Rene-Adelaide dentro da área, Mateta converteu a grande penalidade subsequente e colocou a França em vantagem.

No entanto, os franceses não acordaram com o golo e continuaram subjugados ao controlo de bola espanhol, que iam insistindo sobretudo pelo lado esquerdo do seu ataque, com Firpo e Fornals bastante interventivos e em constantes combinações. A recompensa pelo árduo trabalho chegou ao minuto 28, com Marc Roca a obrigar Bernardoni a uma primeira defesa muito apertada, mas que deixou o guardião francês sem possibilidade de resposta ao segundo remate do médio defensivo, que empatava a partida.

“Nuestros hermanos” continuaram a dominar o jogo com uma posse de bola característica das seleções espanholas, que beneficiou de uma excelente partida da parte do centro-campista do Nápoles, Fabián Ruiz, que teve sempre a iniciativa de pegar no jogo. Com comportamento oposto, o meio-campo gaulês mostrou-se sempre bastante apagado e ausente do jogo, sem que Guendouzi ou Aouar, nomes sonantes desta equipa, conseguissem criar qualquer perigo para a equipa espanhola.

Em cima do descanso, a Espanha foi recompensada pelo bom momento que viveu em toda a primeira parte, através da conversão de uma grande penalidade por Oyarzabal, após ter sofrido falta de Konate, indo para o intervalo a vencer por 2-1.

Fonte: UEFA

No segundo tempo a avalanche ofensiva espanhola manteve-se, com a “Roja” a continuar a sua lição de posse de bola e a produzir constantes ataques, prevalecendo a preferência pelo lado esquerdo do seu ataque.

A confirmação do bom momento surgiu logo no minuto 48, com novo golo espanhol através de Dani Olmo, servido com excelência por Fabian Ruiz, que continuava a assumir a batuta da seleção ibérica.

Os gauleses não foram capazes de mostrar qualquer reação e a Espanha matou o jogo à passagem do minuto 67, com Pablo Fornals, recente reforço do West Ham, a tirar um excelente cruzamento de trivela, que foi correspondido à lei da bomba por Borja Mayoral, acabado de entrar para o lugar de Oyarzabal.

Até ao fim do jogo não houve mais nenhum lance de perigo, com a Espanha a controlar a bola e a França a tentar reagir, mas sem sucesso. Os quatro vezes campeões deste escalão irão agora defrontar a equipa germânica na final da competição, atuais detentores do troféu.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Espanha: Sivera; Aguirregabiria; Vallejo; Nuñez; Firpo; Fabian Ruiz (Merino, 85’); Mikel Roca; Dani Olmo; Ceballos (Soler, 74’); Fornals; Oyarzabal (Mayoral, 67’).

França: Bernardoni; Dagba (Amian, 22’); Konate; Upamecano; Ballo Toure; Guendouzi; Tousart (Moussa Dembele, 58’); Aouar; Ikone; Mateta (Thuram, 71’); Rene-Adelaide.

Voleibol feminino de regresso aos dragões

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Depois de SL Benfica e Sporting CP terem voltado apostar no voleibol feminino, foi a vez da equipa portista juntar-se aos rivais. 30 anos depois, está de regresso o voleibol feminino ao FC Porto. Na próxima temporada, a modalidade vai ser aposta no clube e já há muitos aspetos agilizados.

O nome utilizado será Academia José Moreira/FC Porto, devido à parceria feita com a Academia José Moreira (AJM), onde o fundador é precisamente José Moreira, antiga lenda do clube azul e branco e que foi, inclusive, considerado um dos melhores jogadores de sempre do clube e foi também quem teve a iniciativa para esta junção de emblemas. Dada esta ligação, o FC Porto não terá qualquer custo com este projeto e, assim sendo, o clube continuará a ser patrocinado pela empresa do ramo têxtil, Cotesi.

Para já, e tendo em conta que tudo está em processo de agilização, sabe-se que os treinos da equipa vão realizar-se no Pavilhão do Centro Social Luso-Venezolano, mas a transmissão dos jogos acontecerá no Porto Canal. Porém há também a hipótese do Dragão Caixa ser utilizado para jogos do campeonato.

A Academia José Moreira conquistou da Taça de Portugal
Fonte: Câmara Municipal de Póvoa de Varzim

Na última época, a Academia José Moreira conquistou a Taça de Portugal e terminou em quinto lugar na fase regular do campeonato em época de estreia no principal escalão da modalidade. O objetivo é, em conjunto, conseguirem fazer uma época ainda melhor. Para já a equipa técnica ainda está a ser ultimada. Sabe-se já que o treinador será Rui Moreira, que neste momento é também selecionador adjunto da equipa sénior feminina de Portugal. O treinador será acompanhado por cinco treinadores adjuntos: Bernardo Soares, Luís Andrade, Diogo Fernandes, Tiago Gomes e José Pedro Fernando.

A modalidade está assim de regresso ao FC Porto, sendo inclusive a primeira vez que os portistas apostam no feminino. É ainda a primeira vez em que os “três grandes” apostam na mesma modalidade no feminino, no entanto na I Divisão só se encontrará o FC Porto e Sporting CP. O SL Benfica jogará na II Divisão.

Foto de Capa: Câmara Municipal da Póvoa de Varzim

artigo revisto por: Ana Ferreira

Com os olhos postos na Primeira

A Académica OAF anunciou César Peixoto como o novo treinador da Briosa. O ex-internacional português fez um trabalho soberbo no Varzim SC e é um dos treinadores mais promissores do futebol nacional. Tem agora uma oportunidade tremenda de colocar no seu palmarés individual uma subida de divisão ou até mesmo um título de campeão pela Académica OAF.

A direção dos “estudantes” voltou a surpreender. Depois de resgatar João Alves do inativo (não treinava nenhuma equipa desde 2013), um treinador com outro tipo de rodagem e experiência no cargo, agora a aposta recai em César Peixoto, que tem apenas alguns meses de trabalho.

César Peixoto, de 39 anos, começou a comandar a equipa da Póvoa de Varzim já com março em andamento e conseguiu um registo notável em nove jogos: quatro vitórias, dois empates e três derrotas. Quando chegou, a equipa encontrava-se abaixo da zona de despromoção, mas conseguiu salvá-la, terminando com apenas um ponto acima dessa mesma zona. Com um futebol metódico e organizado, mas positivo, César Peixoto ganhou imediatamente crédito na Segunda Liga Portuguesa.

Ainda não houve qualquer reforço anunciado
Fonte: Académica OAF

Assumindo desde logo a pressão de ter de subir e ser campeão, César Peixoto apoia-se na sua carreira de jogador para justificar o seu sucesso na Póvoa de Varzim e a sua confiança em novamente ter sucesso em Coimbra. Recordar que o ex-internacional português (jogou apenas por uma vez com Carlos Queiroz numa derrota de 6-2 com o Brasil em 2008) representou clubes como o SL Benfica, FC Porto, CF “Os Belenenses”, Vitória SC ou SC Braga, tendo sido o vencedor da Liga dos Campeões e da Taça UEFA, pelos “dragões” de José Mourinho, duas vezes da Taça de Portugal e quatro vezes do Campeonato Nacional.

Estamos a falar numa aposta arrojada da direção da Académica OAF, mas que realmente poderá ter um impacto positivo. Já César Peixoto, depois de uma carreira com títulos nacionais e internacionais, tem uma ascensão meteórica como treinador, sendo agora a principal cara do clube que mais peso e pressão terá na nossa Segunda Liga Portuguesa.

Foto de Capa: Académica OAF