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Deixem o “miúdo” crescer em paz!

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Até prova em contrário, a realidade benfiquista neste mercado é sustentada pela hipotética saída de João Félix do plantel. Não há dúvida nenhuma quanto a isso. Como tal, os media fazem questão de nos lembrar a todo o instante, mesmo para os mais esquecidos.

Acontece que a pressão em torno do “miúdo” é extraordinariamente avassaladora para uma fase tão precoce da carreira. E está presente em todo o lado, nas mais diversas formas, com maior incidência na comunicação social. Mas quanto a isso, já lá vamos. A ideia de que pode ser vendido por uma quantia de 120 milhões (será que vale assim tanto?), batendo a cláusula de rescisão, é a história que domina este defeso.

É importante referir que estamos a falar de uma realidade muito provisória. Como nada de novo acontece, vamos disparando umas opiniões para o ar, em todas as direções possíveis. Até sair algo concreto, não passará tudo de uma grande especulação. A especulação do verão, se assim o quiserem chamar, muito habitual e que não traz nada de novo, exceto quando, lá está, há algo concreto sobre entradas e saídas de jogadores. Nestes casos, prefiro esperar por algo de verdadeiramente novo e oficial, em vez de me deleitar com os meros rumores que se vão por aí criando.

Discussões à parte, há que ter algum cuidado na abordagem que se faz a este tema. Estamos a assistir a uma febre em torno de João Félix, que precisa de tempo e espaço para crescer, com vista a tomar decisões importantes para a carreira, como a que se depara em mãos após a Liga das Nações. Sim, porque o próprio já referiu que só tratará da sua vida assim que a competição terminar no próximo domingo.

Até resolver a sua vida, o foco de João Félix está na seleção nacional, mais concretamente na final da Liga das Nações
Fonte: SL Benfica

Posto isto, começo por defender que João Félix deve ficar no Benfica por mais um ano, pelo menos. Até porque tem uma grande margem de progressão e ser atirado às feras com tão pouco tempo poderá se revelar um passo maior que a perna. Há que ter alguma cautela quanto a isso, apesar da curta carreira de um jogador implicar que tome decisões a uma velocidade estonteante e que não voltam atrás.

Ficar mais um ano permitirá a Félix consolidar o que já mostrou ao mais alto nível a todos os benfiquistas e demais pretendentes. Esta ideia também significa fortalecer ideias, pensamentos, aperfeiçoar o estilo de jogo tático e técnico e, depois, decidir em conformidade no seu timing, desfrutando ao máximo desta fase bonita da vida. João Félix precisa de tempo de qualidade para tudo isto e não vale a pena apressá-lo, porque apenas diz respeito ao jogador decidir o seu futuro enquanto futebolista.

Assim, nada do que se possa escrever ou dizer deverá ser feito com o intuito de afetar a coqueluche do Benfica. Pelo menos, é o mais certo de se pensar. Esta overdose de protagonismo é algo que começa a ser massador, para não dizer irritante ou até tóxico. Compreendo que, acima de Félix, há a necessidade de vender jornais com um título fabuloso ou ganhar audiências com notícias que de útil têm muito pouco ou quase nada. No entanto, é a máquina a funcionar e nada do que se possa dizer vai contribuir para mudar o que quer que seja.

Voltando a João Félix e não desvirtuando, é uma pressão exorbitante e a fasquia está excessivamente colocada num patamar que ultrapassa o elevado. Há que ter noção do real valor que o jogador mostra em campo, seja no clube ou na seleção, e não exigir mundos e fundos. As coisas têm de ser feitas com mais calma, sem a necessidade de acelerar o processo de desenvolvimento, que se pretende natural por direito. Mais importante que tudo, importa não deitar por terra todo um trabalho de formação desde pequenino. Ou seja, ter bem presente que a saída pode não correr bem, pode gerar problemas de inadaptação ao novo campeonato, ao novo treinador e ao seu estilo de jogo. Tomemos o caso de Renato Sanches como um exemplo.

Relembro, uma vez mais e não me canso, que este cenário ainda é provisório, com a certeza de que muito em breve teremos um desfecho quer para um lado quer para outro. Se tal não acontecer, vamos assistir a mais do mesmo, espalhado nas capas dos jornais e nos comentários de programas desportivos na televisão. Informação que realmente importa, portanto!

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Sporting CP 3-6 SL Benfica: Fator casa. Será que existe?

As decisões do campeonato nacional de futsal vieram para o Pavilhão João Rocha, a casa das modalidades do Sporting CP. Os “leões” venceram o jogo um e queriam vencer o segundo para estar apenas a uma partida de voltar a sagrarem-se campeões nacionais. Já, o SL Benfica chegava a este jogo à procura de uma vitória para respirar melhor na final do play-off. Partida com pavilhão cheio na esperança de ver mais um belo jogo da modalidade.

Primeiros instantes da partida e o perigo já rondava a baliza “encarnada”. Cardinal a aparecer bem na ala esquerda e fez um grande remate de primeira depois de uma reposição de bola no lado contrário. Roncaglio abordou mal o lance e não segurou a bola, que embateu no poste.

Foi quase um “frango” o guarda-redes brasileiro do SL Benfica, mas tudo controlado neste lance. Porém, pouco tempo corrido e iria surgir o golo do Sporting.

Aos quatro minutos, perda de bola de Bruno Coelho no meio campo e o pior veio logo no lance seguinte. Merlim só teve de conduzir um ataque de três para um e passar a Dieguinho, que escolheu o poste contrário e marcou o primeiro da noite. Estava desfeita a igualdade no marcador e o Pavilhão João Rocha ia abaixo. O placar marcava agora 1-0 a favor dos “verdes e brancos”.

Um jogo algo atrapalhado das duas equipas e com muitas paragens, o que dificultava um bom ritmo de jogo. Tínhamos uma equipa “encarnada” com poucas ideias de jogo, tentando sempre as bolas pelo ar, mas sem efeito nenhum. Já com metade da primeira parte, o jogo pouca emoção dava aos adeptos porque o perigo perto da baliza não existia.

Ao minuto 12, Leo fez um mau passe com Fits a estar muito atento e a recuperar. O pivô brasileiro passou para Robinho que não finalizou da melhor maneira e Guitta defendeu com alguma facilidade a bola para canto. Os “encarnados” chegavam com perigo apenas com estas recuperações de bola.

Apesar de alguns remates em ambas as balizas, o jogo ficava aborrecido para os adeptos. Para quem viu uma grande exibição de ambas as equipas no jogo 1 do play-off este ficou muito aquém do esperado.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

A faltar poucos segundos para o término da primeira metade, Robinho fez um bom remate de “bico”, tal como mandam as regras naquela posição, mas Guitta estava muito atento e defendeu a bola com a perna. Esta foi a última oportunidade de grande perigo da primeira parte.

Perigo, esse já não mais rondou nenhuma das duas balizas e as três formações foram para o intervalo com a vantagem mínima dos “leões”. Pedia-se muito mais a Sporting e Benfica para que a outra metade do encontro fosse digna de uma final do campeonato nacional.

O Benfica começou a segunda parte com mias bola e começou, desde cedo, à procura de inverter a desvantagem no marcador. Logo ao minuto dois da segunda parte, Chaguinha cria grande perigo através de um remate à entrada da área. O guarda-redes dos “leões” defendeu e negou assim o empate aos “encarnados”.

Ainda assim, o jogo continuava aquém das expectativas. Cinco minutos decorridos na segunda parte e parecia que faltava um golo para animar a partida. E o golo apareceu mesmo, numa altura em que nem uma nem outra equipa estavam a fazer muito por isso. André Coelho, na marcação de um livre, remata para o poste direito e a bola abana a baliza de Guitta. Estava feito o empate.

O Sporting não demorou a responder e instantes depois conseguiu ameçar através de Merlim. O número 29 dos “leões” cobrou o livre à entrada da área, mas Roncaglio disse “presente” e negou o 2-1.

O jogo começava a aquecer e os guarda-redes foram chamado a intervir mais vezes. No minuto seguinte, Guitta defende a bola depois de duas investidas de André Coelho e Tiago Brito. Aos sete minutos e meio. minutos, o Benfica dilata ainda mais a vantagem: Fábo Cecílio marcou um grande golo a uma distância ainda considerável da área. A bola parece ter sofrido um desvio. A emoção que estava a faltar até então começava a aparecer e o Benfica via-se a vencer no pavilhão do seu adversário. O ritmo do jogo aumentou bastante, sim, mas a verdade é que assim não permaneceu durante muito tempo.

Já tinha passado um pouco mais de metade da segunda parte e o Benfica recuou um pouco, dando mais iniciativa ao Sporting. Aos 12 minutos, Leo faz um remate forte, mas estava lá Bruno Coelho faz um corte soberbo e festeja como se de um golo se tratasse. Instantes seguintes, foi a vez de Merlim desequilibrar passando por três adversários, mas na altura do remate, a bola passa uns centímetros ao lado. Aos 13 minutos, Dieguinho faz um remate cruzado, mas a bola passa ao lado. O passe foi de Cavinato depois de uma reposição de bola.

Segundos depois da tentativa de Dieguinho, foi a vez de Cecílio criar um lance de perigo para as “águias”. Cecílio cruzou a bola para o poste, mas Chaguinha chega atrasado e não consegue finalizar.

O perigo do Benfica acabou por dar frutos, pois 37 segundos depois, aos 14 minutos do segundo tempo, o cinco para quatro faz do Benfica faz estragos. Robinho recebe o passe feito pelas costas de Fits e marca o terceiro da noite para a equipa de Joel Rocha.

Depois de se ver em desvantagem por dois golos, o Sporting aposta num cinco para quatro e deixa-se mais vulnerável. Mais exposta na defesa, os “leões” acabaram mesmo por sofrer o quarto depois de uma bola perdida a meio-campo. Cecílio aproveitou a desatenção dos tricampeões nacionais e dilatou ainda mais a vantagem.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Mas o jogo estava longe de acabar por aqui. A faltar dois minutos para o final da partida, Cavinato fatura para a equipa da casa depois de um passe espetacular de Merlim. Este golo deu impulso à equipa de Nuno Dias que marcou logo o terceiro, diminuindo assim a desvantagem para um golo. Nova jogada de cinco para quatro com Dieguinho no primeiro poste e depois Cavinato a finalizar novamente.

Como todos sabem, dois minutos em futsal é muito tempo e tudo podia acontecer. O pavilhão estava ao rubro e a equipa “verde-e-branca” estava à procura do empate. Depois de uma investida de Merlim, que tentou a sorte ao rematar, a esperança dos sportinguistas desvaneceu-se um pouco. Roncaglio agarra a bola e atira de uma baliza para a outra fazendo o quinto da sua equipa. O Sporting continuou a arriscar no cinco para quatro, mas foi mesmo o Benfica que acabou por marcar. Bruno Coelho rematou antes do apito e, apesar de a bola ter passado a linha depois do apito final, o golo foi contabilizado, pois o remate é feito antes e assim ditam as regras do futsal.

Um jogo que nem sempre foi muito bem jogado e em que o Benfica foi mais feliz fora do seu reduto. Eliminatória empatada, com uma vitória para ambas as equipas que, já no próximo domingo, enfrentam-se para disputar o terceiro jogo da final.

 

CINCOS INICIAIS

Sporting CP – Guitta (GR), Cardinal, Erick, João Matos, Pany Varela

SL Benfica – Roncaglio (GR), Marc Tolrá, Robinho, Chaguinha, Bruno Coelho

Holanda 3-1 Inglaterra: De desatenção em desatenção até à eliminação

A Holanda venceu a Inglaterra por 3-1, juntando-se a Portugal na final da Liga das Nações. A equipa de Koeman começou o jogo a perder mas acabou por dar a volta ao resultado, aproveitando os vários erros da defensiva inglesa.

A Holanda conseguiu assentar rapidamente o seu jogo e tomar o controlo da partida em Guimarães, pressionando muito alto e colocando muitas dificuldades à Inglaterra na sua primeira fase de construção de jogo.

Os ingleses demonstravam dificuldade em manter a posse de bola, com o meio-campo a não conseguir encaixar e fazer a bola circular entre os seus jogadores. O futebol direto marcava a toada do jogo da equipa de Southgate, sem contudo grandes efeitos práticos, fruto das características do tridente atacante Sterling, Rashford e Sancho, que não eram as melhores para esse tipo de jogo.

A Holanda, por seu turno, ia apresentando um futebol mais consistente e apoiado, com transições rápidas e sempre com a bola controlada, mas sem conseguir desbloquear a organização defensiva da Inglaterra.

Contudo, um pouco contra a corrente do jogo, os ingleses acabaram por marcar, à passagem do minuto 32. Desatenção na defesa da Holanda, com De Ligt a fazer falta sobre Rashford já dentro da área. Penalty indiscutível, que o mesmo Rashford se encarregou de bater, colocando a Inglaterra na frente.

Rashford marcou o primeiro golo da Inglaterra nesta fase final
Fonte: UEFA

Até final da primeira parte, apenas um remate perigoso de Ryan Babel a testar a atenção de Pickford, com o guarda-redes inglês a agarrar à segunda. Foi evidente durante os primeiros 45 minutos que as equipas chegaram a esta fase final com o cansaço acumulado de uma época longa, apresentando um ritmo do jogo muito pouco intenso.

A segunda parte trouxe mais emoção, com a Holanda a jogar contra o tempo e a ter que arriscar mais. Após algumas tentativas frustradas, os comandados de Koeman chegaram ao empate, colocando justiça no resultado. Canto tenso de Memphis, com De Ligt a entrar de rompante e a cabecear certeiro, colocando o jogo em 1-1 aos 73 minutos.

As substituições efetuadas pelos treinadores foram partindo o jogo, o que até acabou por favorecer mais os ingleses. Os homens de Southgate foram-se aproximando com mais perigo da baliza de Cillessen, tendo a melhor ocasião no golo anulado a Lingard, por fora-de-jogo do avançado.

De Ligt empatou para a Holanda
Fonte: UEFA

O empate subsistiu até ao final dos 90 minutos, pelo que teve que se recorrer a prolongamento. No tempo extra, os holandeses foram mais fortes e aproveitaram dois erros tremendos da defesa inglesa para consumar a reviravolta no marcador. Aos 97’, desconcentração de Stones a perder a bola em zona proibida, com Memphis a aproveitar e rematar de pronto para boa estirada de Pickford. Na recarga, Promes e Walker disputaram a bola, com o inglês a marcar na própria baliza.

A estocada final da Holanda chegou na segunda parte do prolongamento, após nova desatenção da defesa inglesa. Stones e Barkley facilitaram na sua zona defensiva e Memphis aproveitou novamente, desta vez assistindo Promes, que fechou o resultado em 3-1 e carimbou o acesso da sua equipa à final.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Holanda: Cillessen, Dumfries, De Ligt, Van Dijk, Blind, Wijnaldum, De Roon (Van de Beek, 68’), Frenkie de Jong (Strootman, 114’), Bergwijn (Pröpper, 91’), Babel (Promes, 68’) e Depay.

Inglaterra: Pickford, Kyle Walker, John Stones, Maguire, Chilwell, Rice (Dele Alli, 106’), Delph, Barkley, Sancho (Lingard, 61’), Sterling e Rashford (Harry Kane, 46’).

A prova dos nove para a administração do FC Porto!

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A estrutura do FC Porto tem pela frente um grande desafio neste defeso. Com as saídas já confirmadas de Felipe e Éder Militão, as mais que prováveis de Herrera e Brahimi, o possível término da carreira de Casillas e com jogadores como Alex Telles, Marega e Soares muito pretendidos no mercado, a equipa do FC Porto pode sofrer uma verdadeira razia com sete ou oito dos seus titulares a deixar o clube.

O plantel vai ter de ser reconstruído e um agosto com muitos e decisivos jogos coloca mais pressão na administração azul e branca, que tem cerca de 25 dias para estruturar um plantel competitivo sem cometer loucuras financeiras. Não é fácil encontrar jogadores com preços aceitáveis para o FC Porto e com a qualidade de Herrera e Brahimi. No que aos centrais diz respeito, e mesmo considerando que a qualidade de Felipe e Militão é enorme, acredito que as soluções não serão tão difíceis de encontrar, até porque, por norma o preço dos centrais não é tão elevado relativamente a outras posições do terreno e quer Pepe quer Mbemba asseguram qualidade, tal como os jovens da formação também dão garantias.

Sérgio Conceição tem um grande desafio pela frente
Fonte: UEFA

Luís Gonçalves é uma peça chave para o sucesso desta reconstrução do plantel azul e branco. É um grande profissional, muito conhecedor do mercado da América latina, que vai ser preferencial neste defeso. Pelas informações que recolhemos o plantel, que no início de julho se vai apresentar para trabalhar, vai surpreender muita gente pela qualidade que vai revelar. Alguns jovens talentos vão chegar ao dragão numa lógica que já valeu muitos sucessos em épocas transatas. Contratar talento com muita qualidade e com uma imensa margem de progressão, por verbas aceitáveis, como o FC Porto fez vezes sem conta: James, Lucho, Lisandro, Falcão, Jackson, Danilo, Alex Sandro são apenas alguns exemplos dessa política de gestão que tanto sucesso trouxe ao clube.

A próxima época é fundamental a todos os níveis, ao nível desportivo para não deixar o SL Benfica sustentar uma hegemonia no futebol português e ao nível financeiro porque é fundamental continuar a recuperação económica do clube e, para isso, uma boa campanha na Liga dos Campeões é fundamental. A estrutura do FC Porto tem pela frente um grande desafio e talvez a “prova dos nove” para mostrar aos seus adeptos que ainda é capaz de voltar a colocar o clube na senda dos êxitos de forma sustentada e apresentado contas positivas nos próximos exercícios.

Foto de Capa: FC Porto

Os 5 regressos mais desejados no FC Porto

O mercado de verão está ao rubro com entradas e saídas que prometem agitar as hostilidades. Se é certo que um reforço pode ser preponderante, também é certo que há saídas que dificilmente podem ser colmatadas. Há alguns anos que a nível de transferências o FC Porto está aquém dos seus rivais. Não só não contrata com clarividência como também tem mostrado ter pouca assertividade nas vendas efetuadas. Certo é que para já há jogadores bastante preponderantes a sair e reforços nem vê-los, mas vamos dar tempo ao tempo e esperar ser surpreendidos.

Ainda assim, ver o FC Porto dos dias atuais causa aos adeptos vontade de recuar no tempo e recuperar velhas pérolas. Jogadores que apesar de terem mais idade, têm muita qualidade… e que qualidade!

A política da mão aberta

A política sempre foi uma matéria indecifrável. A sua prática não é visível e a sua deturpação constante. Permanecemos, erroneamente, cercados dos conceitos de esquerda e direita quando, no fundo, a utopia nunca deles se ausentou. A grande maioria, infeliz e ingenuamente, conserva o partido que “satisfaz” (gargalhadas) as suas ideologias e não se apoquenta em perpetrar o know-how dos seus líderes. Mas, quem sou eu para mudar pensamentos obsoletos?

Face ao cenário autodestrutivo, o que pensará o vanguardista e insubmisso Nélson Mandela que, até à última instância, combateu o racismo e a misoginia? O que dirá Winston Churchill, um dos cérebros da mais nefasta tragédia (Segunda Guerra Mundial), propulsor da confluência do povo britânico aquando dos ataques constantes da Alemanha? E, George Washington, símbolo da independência americana, o que estará a conversar com os seus botões?

Convictamente, apartidário e imparcial na temática. A minha filosofia está firmada no Sporting Clube de Portugal, as minhas ideologias encerram o mesmo pensamento dos ministros do partido. E, o do Andebol, por quem possuo a estima excelsa, merece o préstimo da minha gratidão.

Hugo Canela iniciou funções a 10 de fevereiro de 2017. Na metade da época que restava, liderou um gabinete completamente reestruturado e, num acordo que se prolongou durante nove dias, em palcos nacionais e internacionais, rubricou uma das páginas mais preenchidas do clube, atenuando os cenários de crise que vigoravam há 16 anos com a promulgação do Campeonato Nacional de 2016/2017 e da Taça Challenge.

Hugo Canela foi o treinador que devolveu os títulos ao andebol leonino
Fonte: Sporting CP

A época transata foi tão ou mais apolínea. Num curto espaço de tempo, o ministro Canela viu ser-lhe restituída a sede que alberga os debates e as decisões subsequentes. Erguia-se o Pavilhão João Rocha! O assessor e diretor da Secção Jorge Sousa era substituído pelo sportinguista Carlos Galambas. Além de tudo isto, os deputados do partido retornavam ao Parlamento Europeu da modalidade, a Liga dos Campeões, triunfando em quatro dos dez jogos.

O debate semanal, esse, só começou a conhecer a regularidade após o empate caseiro com o ABC (27-27) e, daí em diante, 27 vitórias consecutivas. Repito: 27! Resultado? Eleições ganhas, segundo mandato proclamado. Bicampeões Nacionais diante do maior líder da oposição.

A terceira incumbência, efetuando uma análise geral, foi pior a nível interno e melhor a nível internacional. Na Liga dos Campeões, o ministro carimbou a melhor prestação de sempre realizada por uma equipa portuguesa numa competição de andebol, atingindo a marca dos oitavos de final, avolumando a capacidade do cofre leonino. O foco localizou-se na efetivação de um acordo europeu histórico e, como tal, os debates semanais foram olvidados e trespassados para segundo plano. Consequentemente, adveio a vice-presidência eleitoral.

Epilogando, três mandatos, duas eleições ganhas, presença ascendente e notoriamente sentida nos palcos europeus. Determinação, audácia, espírito de sacrifício, o constante repúdio à desistência são laivos deixados nos discursos proferidos pelo ministro do Andebol. Uma das poucas índoles politizadas que admiro. A este, a legião sportinguista deve o mundo. Em nome de todos, um enorme obrigado!

 

Foto de Capa: Federação de Andebol de Portugal 

artigo revisto por: Ana Ferreira

ACDR Coutada | Virará moda?

Ainda não é oficial, mas para lá caminha…o ACDR Coutada, equipa que milita a Pró Nacional do campeonato da AF Lisboa, vai ceder o seu lugar na mesma divisão à equipa do SCU Torreense. Como? Vamos por partes.

Primeiro que tudo, é importante salientar nova rutura entre SAD e clube, que já virou um clichê do nosso futebol. Os responsáveis do SCU Torreense querem separar-se da SAD que gere a equipa profissional, que milita o Campeonato de Portugal, e criar a sua própria equipa, como o Atlético CP ou o CF “Os Belenenses”. Até aqui, tudo “normal”, já que o número de ruturas entre SAD e clube continua a aumentar sem parar.

O Estádio Manuel Marques iria ser utilizado apenas pelo clube
Fonte: SCU Torreense

A novidade é que o SCU Torreense, a equipa do clube, não quer começar da última divisão distrital de Lisboa (são três divisões no total, sendo que eram quatro há apenas um ano atrás), encetando contactos para comprar os direitos desportivos do “vizinho” ACDR Coutada.

Ao efetivar essa compra, o SCU Torreense assume o lugar da ACDR Coutada na Pró Nacional, “atirando” o clube vendedor para a última divisão distrital de Lisboa.

Como referido, ainda não há nada de oficial, mas foi o próprio treinador do ACDR Coutada, no último domingo após um jogo da sua equipa, a admitir e a embandeirar a vontade de o clube vender os seus direitos desportivos. Afirmou que os adeptos deram a legitimidade para a direção fazer o que bem entender em relação a esta questão e revelou que o clube é demasiado modesto para a Pró Nacional, precisando deste negócio para voltar mais forte.

As “Zebras” venceram a Taça de Lisboa a época passada, apos vencer o Atlético CP por 3-2
Fonte: ACDR Coutada

É importante salientar que o ACDR Coutada é o atual campeão da Taça da AF Lisboa e que tinha subido a época passada da Divisão de Honra para a Pró Nacional. Esta época garantiu a permanência sem grandes dificuldades, acabando na oitava posição, o que torna todo este caso ainda mais estranho.

Já o SCU Torreense passaria a ter duas equipas, a da SAD, do Campeonato de Portugal, que, provavelmente iria deixar de jogar no mítico Estádio Manuel Marques, e a do clube, que iria diretamente para Pró Nacional, sendo que não poderia subir, enquanto a equipa da SAD continuasse na divisão acima.

Uma história peculiar (mais uma) do nosso futebol, com um desfecho imprevisível e pouco visto nos dias que correm. Pode ser que seja a nova moda do nosso futebol!

 

Foto de Capa: ACDR Coutada

 

SC Braga, Sporting CP e ACD “O Sotão” mantêm chama lusa viva nos areais da Nazaré

O sexto dia de competição nos areais da Nazaré não foi nada bom para as equipas portuguesas. À partida para os jogos de quarta-feira, eram sete as formações que procuravam seguir em frente nas respetivas competições. Porém, finalizada uma nova jornada de partidas, apenas restam três conjuntos lusos.

No que diz respeito à questão dos grupos J e K da Euro Winners Cup, formados por equipas que se apuraram através da Euro Winners Challenge, somente o Sesimbra chegou ao derradeiro dia da fase de grupos com possibilidade de se manter em prova. No entanto, em confronto direto com os russos do CSKA, acabou por perder por 2-0 e terminar o seu grupo na segunda posição, sendo eliminado do torneio. Desta forma, o CSKA vai defrontar o BSC Lokomotiv, primeiro classificado do grupo J, num duelo de formações de leste, para determinar o vencedor da Euro Winners Challenge, como o conjunto que, finalmente, vai realmente passar a fazer parte da Euro Winners Cup.

Tal como mencionado no artigo de quarta-feira, ontem realizaram-se os encontros dos 16 avos-de-final, tendo ocorrido os seguintes resultados: 

  • GWP Cservy 4-1 CD Nacional
  • BSC Vybor 7-6 MFC Spartak
  • KP Lodz 4-3 (AET) Grodnooblsport
  • FC Delta 3-1 BSC Boca Gdansk
  • Levante UD 5-5 (3-1 APS) CD Bala Azul
  • BSC Artur Music 5-4 Ercis Belediye
  • Alanya 6-5 BSC Chargers
  • BSC Kristall 11-2 Cartel-Waterloo
  • Catania BS 9-2 FC Baggio
  • Sporting CP 10-4 SK BO EU Teplice
  • SC Braga 14-0 CS Djoker
  • Casa de Benfica de Loures 3-7 Grande Motte
  • BSC Spartak Moscovo 6-2 ACD “O Sotão”
  • Euroformat-Bodon 2-0 CF La Nucia
No dia de ontem Mário Narciso, selecionador nacional, esteve presente pela primeira vez na edição de 2019 da Euro Winners Cup
Fonte: Nazaré Beach Party

Das cinco equipas portuguesas em prova, apenas duass conseguiram alcançar a qualificação para os oitavos de final, sendo elas o Braga e o Sporting. Formações que golearam e não deram quaisquer hipóteses aos seus adversários. Nacional, Casa do Benfica de Loures e “O Sotão” lutaram, mas acabaram por ser eliminados da prova.

Os jogos dos oitavos de final que se disputam esta quinta-feira são os seguintes (Resultados finais até ao fecho deste artigo):

  • BSC Vybor 1-5 KP Lodz
  • CWP Cservy 1-9 FC Delta
  • 11h30: Alanya-BSC Spartak Moscovo
  • 12h45: BSC Kristall-Euroformat-Bodon
  • 14h00: Catania BS-BSC Artur Music
  • 15h15: Sporting CP-Levante UD
  • 16h30: SC Braga-Grande Motte
  • 19h00: CSKA-Lokomotiv Moscovo

Na prova feminina da Euro Winners Cup o dia de quarta-feira terminou da melhor maneira para as cores portuguesas. Isto, porque a necessitar de vencer no tempo regular para seguir para os oitavos de final de forma direta, a formação do Sotão não facilitou e bater as espanholas do Madrid CFF por 5-2. Triunfo que lhe permitiu terminar o grupo A na segunda posição. 

Na tarde de hoje, a partir das 17h45, “O Sotão” joga a passagem aos quartos de final diante das espanholas do Roses Platja, conjunto que venceu o grupo E com duas vitórias em outros tantos encontros.

Todos os jogos estão a ser transmitidos na internet, através do canal da Beach Soccer World Wide na My Cujoo. As partidas das equipas portuguesas estão ainda a ser transmitidas na página de Facebook da Nazaré Beach Events. 

Foto de Capa: Nazaré Beach Events

Do sonho à realidade: Torneio Internacional Vila de Ponte de Lima 2019 – Dia 2

O último dia do Torneio Internacional Vila de Ponte de Lima 2019 iniciou com as meias-finais entre Academia Guiné-Bissau e Vitória SC e entre Sporting CP e SL Benfica. No primeiro jogo, os vimaranenses superiorizaram-se desde cedo a nível físico, mas sem criar grande perigo para a baliza guineense. O nulo ao intervalo espelhava na perfeição o equilíbrio dentro de campo, mas a eficácia dos africanos viria a revelar-se decisiva. Suleimane Bari, Ruvio Sanha e José Sanuo abriram o caminho para a final, apesar do empate de Martim Cunha ter gerado alguma indefinição no marcador (3-1).

Na outra meia-final, águias e leões pintaram novo derby em campo num nível tão elevado que parecia uma final antecipada. Os guarda-redes foram chamados a intervir diversas vezes e provaram ser as pedras indicadas para aquela posição. O golo de Eduardo Fernandes levou as águias em vantagem para o intervalo, mas os leões chegaram ao empate bem cedo na segunda parte através de um livre de Afonso Machado. A poucos minutos do fim, Geovany Quenda selou o apuramento pelo segundo ano consecutivo para o derradeiro jogo (2-1).

Antes da pausa para almoço, AD Limianos e Escuela de Fútbol Denis Suárez discutiram os lugares mais baixos da classificação final do torneio, o sétimo e oitavo. A primeira parte foi mais entretida e cativante, com alterações constantes no marcador. Unai Alonso adiantou os espanhóis, mas João Sousa restabeleceu o empate no marcador com um chapéu de belo efeito. A instantes do intervalo Anton Muñoz voltou a adiantar a escola espanhola e acabaria por ter fixado assim o resultado final (1-2). Na segunda parte viu-se a equipa da casa muito esforçada e mais destemida na procura do golo, mas com algum atrapalhamento nos processos construtivos. Apesar disso, ainda obrigaram o guardião espanhol a boas intervenções e viram a barra negar o empate perto do fim.

Sporting CP voltou a superiorizar-se ao Vitória SC e conquistou o terceiro lugar da prova
Fonte: Ricardo Brito

O primeiro jogo da tarde atribuía o quinto e sexto lugares, tendo frente a frente FC Porto e SC Braga. Os dragões dominaram no capítulo da posse de bola, mas eram os arsenalistas quem mais perigo criava de cada vez que se aproximavam da baliza contrária. Afonso Jesus adiantou os minhotos e Leonardo Santos empatou a partida através de um pontapé de canto já perto do final e adiou a decisão para as grandes penalidades. A primeira série de três penaltis foi convertida por todos os marcadores, mas na “morte súbita” Telmo Brites defendeu o remate de Alexandre Santos e o SC Braga arrecadou a quinta posição do torneio.

Numa reedição da fase de grupos, Vitória SC e Sporting CP mediram novamente forças pelo terceiro lugar. Num jogo mais equilibrado no que ao marcador diz respeito, os leões voltaram a levar a melhor, desta vez por 3-2. Estiveram sempre em vantagem graças a golos de Afonso Santos, Clodoaldo Cofite e Duarte Ferreira. À entrada para os últimos minutos, os vimaranenses assustaram ao reduziram para a margem mínima através de Afonso Vieira e do inevitável Rodrigo Monteiro.

Na grande final, Academia Guiné-Bissau e SL Benfica voltaram a encontrar-se para decidir o vencedor. Os encarnados entraram melhor na partida e dominaram o adversário por completo. Apesar de pressionadas constantemente, as jovens águias trocaram a bola com segurança, rapidez e sem surpresas chegavam à área em condições para finalizar. Eduardo Fernandes, uma das figuras da prova, adiantou o SL Benfica cedo na partida e levou assim o jogo para intervalo.

O enorme apoio das bancadas contagiou os jovens guineenses que entraram mais práticos na segunda parte e empataram por João Cande. Geovany Quenda, outra das promessas encarnadas, devolveu a vantagem aos encarnados numa jogada simples, mas executada de forma exemplar. Contudo, a Academia Guiné-Bissau não se conformava com a participação e de tudo fez pela vitória. Já perto do final da partida, um remate cruzado de Jonas Cande levou tudo para as grandes penalidades. Na sequência dos castigos máximos, ambas as equipas falharam por uma vez, mas o remate de Enzo Barros ao poste deixou via aberta para a conquista africana. Convertido o penalti decisivo, a Academia Guiné-Bissau alcançou o que à partida seria impensável, mas com toda a justiça.

Em termos coletivos, os guineenses foram uma agradável surpresa, quer a nível tático, como técnico e até humano. A nível individual ficou a certeza de que passaram pelo torneio dezenas de atletas que vão dar que falar. A organização ponderou e atribuiu o prémio de melhor guarda redes a Rodrigo, atleta leonino. O prémio de melhor marcador foi entregue a Rodrigo Monteiro do Vitória SC, com sete golos em cinco jogos. O prémio de melhor jogador parou nas mãos do benfiquista Eduardo Fernandes, mas importa também realçar os colegas de equipa Enzo Barros e Geovany Quenda. Quanto ao prémio fairplay, esse ficou em casa; a equipa da AD Limianos não sofreu qualquer admoestação das equipas de arbitragem e provou todo o seu desportivismo em campo e fora dele.

 

Foto de Capa: Ricardo Brito

Portugal 3-1 Suíça: Ronaldo emenda aVARia

O Estádio do Dragão encheu-se por completo para receber a primeira meia-final da Liga das Nações. Portugal defrontou a Suíça, jogando em casa, mas previa-se um jogo extremamente equilibrado. Os XI inicial escolhido por Fernando Santos reuniu, nas horas que antecederam o jogo, a satisfação da grande maioria dos portugueses e o grande motivo de destaque seguiu para a titularidade de João Félix, naquele que foi o seu primeiro jogo oficial pela seleção nacional. Do outro lado, eram várias as caras conhecidas com especial relevância para Seferovic, o melhor marcador da Liga NOS.

Portugal, como já nos tem habituado, não entrou dominante no jogo e por isso mesmo foi a Suíça quem nos primeiros dez minutos da partida mais bola teve, mais atacou e praticou o jogo no seu meio campo ofensivo, sem nunca criar grande perigo para a baliza de Rui Patrício.

A equipa das quinas conseguiu restabelecer-se, equilibrou a partida, mas foi constante a superioridade da Suíça no capítulo da posse de bola, ataques e número de oportunidades. O jogo perdeu-se no setor intermediário e entrou num registou pouco atrativo, onde apenas contrastaram as tentativas de golo de Ronaldo e Seferovic.

Aos 25 minutos, o inevitável Cristiano Ronaldo voltou a marcar a diferença e na cobrança de um livre de longa distância, colocou Portugal na frente do marcador.

O golo trouxe confiança aos portugueses e impulsionou o movimento ofensivo, permitindo pela primeira vez na partida que a seleção nacional tivesse controlo e assumisse as rédeas do jogo, embora nunca conseguindo derrubar a linha defensiva adversária.

Não obstante a toada de jogo mostrasse um Portugal mais confiante e seguro de si próprio, foi mesmo a Suíça que em cima do apito para intervalo esteve perto de marcar com Seferovic rematou à barra da baliza de Rui Patrício, na melhor oportunidade do primeiro tempo.

Portugal seguia em vantagem para o intervalo, num resultado que se devia unicamente a uma inspiração individual do suspeito do costume.

Ronaldo faz o primeiro da partida na cobrança de um livre
Fonte: UEFA

A forma como a primeira parte demonstrou as fragilidades de Portugal perante a Suíça, deixava bem patente a ideia de que a eliminatória estava longe de estar resolvida e os helvéticos estavam bem cientes dessa realidade.

Repetindo-se o cenário dos primeiros 45 minutos, a Suíça voltou a entrar bem em campo e poucos minutos depois chegou à igualdade num dos lances mais estranhos da história recente do futebol. Num lance em que Nélson Semedo corta nitidamente com a cabeça, o Var e o árbitro da partida, Felix Brych, assinalaram grande penalidade. Na conversão, Ricardo Rodriguez não vacilou e fez o 1-1 na partida.

Num filme já antes visto, a seleção portuguesa mesmo sem fazer por merecer, deixa escapar a vantagem conquistada e por estar claramente abaixo do seu potencial encaminha o jogo para um verdadeiro impasse. Assim, a Suíça continuou atrevida no ataque e acreditou que podia causar surpresa no Dragão, mas mais uma vez chegou o super-homem do filme:

Cristiano Ronaldo. Quem mais poderia ser?

Aos 88 minutos, numa jogada brilhante, Bernardo Silva recebeu de forma eximia o passe de Rúben Neves, cruzou para a entrada da área e Cristiano Ronaldo lançou Portugal para a final de Domingo.

Bem à sua maneira, Ronaldo não ficou satisfeito e em cima do minuto 90 fez o hat-trick, com uma típica jogada sua em que flete da ala para o centro e remata para o ângulo mais distante.

Mais uma vez Portugal não foi dominante, mas mais uma vez também mostrou que a esperança é o que move o país e por isso esta foi mais uma noite em que a seleção nacional foi feliz já próximo do final da partida.

Fernando Santos volta a fazer sofrer os portugueses, mas o que é certo é que Portugal marcará presença na primeira final da Liga das Nações.

Onzes e substituições

Portugal

Rui Patrício; Nélson Semedo; Pepe (Fonte´56); Rúben Dias; Raphael Guerreiro; Bruno Fernandes (Moutinho´91); William Carvalho; Rúben Neves; Bernardo Silva; João Félix (G. Guedes´70); Ronaldo

Suíça

Sommer; Mbabu; Schar; Akanji; Ricardo Rodriguez; Zakaria (E. Fernandes´71); Xhaka; Freuler (Drmic´89); Zuber (Steffen´83); Shaqiri; Seferovic