Para os mais desatentos, Norberto Bercique Gomes Betuncal, ou Beto como é conhecido no mundo do futebol, passa por despercebido. Porém, para todos aqueles que têm o seu foco nos números e nas jovens promessas, o atacante do Olímpico do Montijo é já um bem conhecido.
Contratado ao URD Tires no mercado de Verão, Beto começou a sua caminhada no Campeonato de Portugal da melhor maneira possível: no primeiro jogo para o campeonato, o avançado fez um hat-trick e ajudou a sua equipa a bater o Vasco da Gama da Vidigueira. Foi, portanto, uma estreia maravilhosa para o ex-tirano.
Na jornada seguinte, Beto ficou em branco na vitória por 1-0 frente ao Ferreiras, mas o avançado não demorou muito mais tempo para voltar a festejar. Foi graças a outro hat-trick de Beto que o Olímpico Montijo bateu o Sporting Ideal por três bolas a zero. Substituído aos 78 minutos da partida, o avançando não deu hipóteses aos açorianos e voltou a voar bem alto.
Beto cedo se destacou com os hat-tricks Fonte: Olímpico do Montijo
Depois disso, o já titular indiscutível desta equipa esteve dois jogos sem faturar: na derrota frente ao Casa Pia por 2-1, em jogo a contar para o campeonato, e na vitória nas grandes penalidades frente ao Rabo de Peixe em jogo a contar para a Taça de Portugal. É de realçar que Beto foi chamado a bater uma das grandes penalidades e não vacilou.
Uma semana depois, Beto voltou aos golos. Apesar de ter saído derrotado frente ao Olhanense, o jogador formado no Tires fez abanar as redes por uma vez. Na jornada seguinte, os golos continuaram e foram mesmo decisivos. Frente ao Redondense, o Olímpico do Montijo conseguiu uma vitória pela margem mínima (1-0) com um golo, adivinhe-se lá, de Norberto.
Houve já mais uma partida, para a Taça de Portugal, e que resultou numa derrota frente ao Casa Pia, mas a verdade é que ninguém em Portugal tem tantos golos nos campeonatos como Beto. O Olímpico do Montijo está em posição de subida, em segundo classificado com quatro pontos de desvantagem do Amora, e em muito tem de agradecer à sua nova estrela: dos 11 golos marcados pela equipa no campeonato, oito são do jovem avançado.
Beto tem, assim, ‘dado cartas’ na sua estreia nos campeonatos profissionais e, se assim continuar, os olheiros vão virar seguidores da mais recente ‘coqueluche’ do Campeonato de Portugal.
Líder isolado do campeonato, o SC Braga regressava à Pedreira com o intuito de se manter invicto esta temporada e evitar uma escorregadela contra o sempre difícil Rio Ave FC, de forma a manter (ou até alargar) a vantagem sobre os rivais diretos na luta pelo título.
A partida começou exatamente com maior fulgor arsenalista, com os da casa a mostrarem desde cedo que queriam mais uma vitória. Durante mais de 25 minutos, os vila condenses foram resistindo com todos os meios, mas aos 27 minutos, finalmente, o domínio avassalador caseiro deu frutos com um remate colocado de Ricardo Horta a inaugurar o marcador.
No entanto, os festejos não durariam muito. Após alguns minutos de impasse, aos 34’, Gelson Dala passou com facilidade pelos defesas bracarenses e com apenas Tiago Sá pela frente colocou a redondinha lá dentro para empatar a partida. Até ao intervalo, o Braga tentou voltar a pegar no jogo, mas sem a intensidade inicial, enquanto o Rio Ave se viu forçado a uma alteração por lesão de Jambor.
Horta ainda deu vantagem aos da casa, mas durou pouco Fonte: SC Braga
O primeiro lance de perigo após o recomeço até foi do Rio Ave, resolvido com uma boa defesa de Tiago Sá aos 54’, mas rapidamente os Guerreiros do Minho voltaram a tomar conta do desenrolar da partida e aos 66’ Wilson Eduardo parecia ter encontrado o golo de cabeça, mas valeu uma intervenção por instinto do guardião verde e branco.
O resto do jogo viu o Braga a insistir mais e mais e a bola a estar tão perto que parecia destinada a entrar. O problema é que os minutos passavam e o jogo continuava empatado. Os visitantes ajudavam e não hesitavam em recorrer às manhas para queimar tempo. O árbitro é que não foi na conversa e daria seis minutos de compensação, que começariam com a expulsão de Abel Ferreira, logo seguida pela de Esgaio por duplo amarelo. O Braga já não tinha o discernimento necessário e não conseguiu desatar o nó, mesmo com o treinador do Rio Ave a também receber ordem de expulsão.
Com este resultado, os arsenalistas perdem dois importantes ponto na luta pelo título e ficam dependentes dos resultados dos rivais para saber se terminam ou não a jornada na frente. Nota final negativa para o árbitro, que mostrou mal alguns cartões e deixou outros por mostrar, além de ter perdido a mão ao jogo nos instantes finais.
O Vitória SC foi o primeiro a estragar a festa dos madeirenses em casa do CS Marítimo. Invicta no Estádio dos Barreiros, a equipa de Cláudio Braga recebia os vimaranenses num duelo já clássico no futebol português e que se adivinhava bem disputado. Já o treinador dos minhotos voltou a ser a pedra na engrenagem dos insulares, depois de já na época passada ter interrompido a série vitória da então equipa de Daniel Ramos, na altura em que Luís Castro comandava o GD Chaves.
Os primeiros minutos mostravam um jogo intenso e animado, com alguma superioridade dos vitorianos que chagavam mais vezes à área de Amir. Numa dessas investidas, Guedes já tinha ameaçado, e foi num lance muito semelhante que o avançado português inaugurou o marcador, aos 11 minutos.
O Vitória estava claramente melhor no jogo, e pouco depois do primeiro, Ola John podia ter aumentado a vantagem num remate cruzado, mas o esférico saiu centímetros acima. Só a partir daí se começou a desenhar a reação dos insulares.
A melhor jogada do Marítimo até então surgiu aos 20 minutos, quando China apareceu nas costas de Ola John, mas o remate de primeira do lateral madeirense saiu ao lado. A ocasião marcou, ainda assim, o início de um período de maior ascendente maritimista, e numa das melhores ocasiões para os homens da casa, Danny atirou à barra, num remate perigoso da quina da área, aos 24’. Seguiu-se ainda, três minutos depois, nova grande oportunidade, mas Douglas negou o empate a Rodrigo Pinho, com uma defesa providencial.
O jogo tornou a equilibrar após a meia-hora, com Marítimo e Vitória a dividirem as despesas. A equipa de Luís Castro estivera encostada às cordas, e passara grande parte do tempo a jogar de forma pouco habitual, em relação ao estilo privilegiado pelo treinador transmontano. O futebol orquestrado dava lugar às transições rápidas. Do outro lado, os verde-rubros até dispuseram de algumas ocasiões, mas faltava fazer melhor em frente à baliza. O lado esquerdo também se revelava problemático, com China obrigado a subir e a descer constantemente, deixando o corredor desapoiado.
Luís Castro voltou a ser feliz na Madeira, depois de na época passada, ao serviço do GD Chaves, ter interrompido a série vitoriosa de Daniel Ramos Fonte: Bola na Rede
Após o reatamento, o Marítimo entrou mais determinado para chegar ao empate, mas os desequilíbrios continuavam a ser evidentes. Promovendo uma alteração tática, com dois avançados, o lado esquerdo acabou por ser sacrificado, deixando China sozinho, dividindo as tarefas ofensivas e defensivas. O lateral madeirense tinha por missão criar os desequilíbrios pelo flanco canhoto, mas a falta de cobertura dada por Jean Cléber e Fabrício significava que o Marítimo ficava desprotegido quando a defender.
Cláudio Braga teve a oportunidade de alterar o xadrez, mas a entrada de Edgar Costa para o lugar de Danny acabou por não alterar em nada o posicionamento. Seguiu-se a entrada de Leandro Barrera, aí sim colocando um extremo em cada flanco, mas o segundo golo dos vimaranenses surgiu precisamente quando o argentino se preparava para entrar.
Alexandre Guedes foi o homem que deu ao Vitória o segundo tento de vantagem, surgindo bem perto da pequena área, para responder ao cruzamento da direita. A partir desse momento, o Marítimo acertou o posicionamento, mas já era tarde, e o Vitória continuava mais perigoso e mais perto do terceiro.
Já se adivinhava e o ponto de exclamação apareceu por intermédio de um pontapé da marca de grande penalidade. Ola John infiltrou-se na área insular e Fábio China derrubou o vitoriano. Na conversão, André André finalizou sem problemas, colocando no marcador o terceiro golo do encontro. Já nos descontos, o Marítimo ainda chegou ao tento de honra, com um belo golo de Jorge Correa, num remate poderoso e de difícil execução, de pé esquerdo e ainda de fora da área.
De pouco ou nada serviu, porém, e o resultado final foi justo para o Vitória, que nem precisou de carregar no acelerador. O Marítimo apenas se mostrou a bom nível durante 10 minutos na primeira parte, e os erros técnicos e falhas de interpretação dos jogadores revelaram-se fatais, naquela que foi a pior exibição dos madeirenses nesta temporada. Cláudio Braga não se livrou de forte assobiadela, de um estádio onde já se começaram a ver os lenços brancos e que apenas reservou aplausos para os jogadores verde-rubros.
CS Marítimo: Amir Abedzadeh, Bebeto, Zainadine, Lucas Áfrico, Fábio China, Jean Cléber, Fabrício Baiano (Barrera, 69’), Jorge Correa, Danny (Edgar Costa, 62’), Rodrigo Pinho (Ricardo Valente, 73’) e Joel Tagueu
Vitória SC: Douglas, Sacko, Osório, Pedro Henrique, Rafa Soares, André André, Alhassane Wakaso, Tozé (João Carlos Teixeira, 83’), Ola John, Davidson (Tyler Boyd, 78’) e Guedes (Rincón, 89’)
Sábado solarengo, no Estádio José Santos Pinto, em jogo a contar para a sexta jornada, da Segunda Liga. O SC Covilhã recebeu, vindos de Penafiel, a equipa do FC Penafiel. O jogo teve pouca nota artística por parte das duas equipas, por isso não foi de admirar que o resultado tenha sido um 0-0. As condições atmosféricas eram propícias para um grande jogo de futebol, mas as duas equipas assim não o quiseram.
Primeira parte equilibrada e com poucas oportunidades de golo. As equipas pareciam encaixar-se uma na outra, num jogo muito disputado a meio-campo.
O primeiro remate surge pela equipa do FC Penafiel aos dois minutos da partida. O SC Covilhã respondeu de imediato por Adriano com um remate ao minuto 11, sem perigo para a baliza de José Costa, o guardião penafidelense desta tarde.
De resto, pouco a registar, apenas Rick Sena tentou quebrar o gelo no jogo com um grande pontapé que parecia levar selo de golo, mas mais uma vez o guarda-redes da equipa do FC Penafiel a manter o nulo no jogo com uma grande defesa ao minuto 39.
O jogo foi maioritariamente disputado a meio-campo Fonte: Bola na Rede
O início da segunda parte arrancou com um remate ao poste da baliza de José Costa, feito por Makouta. No entanto, embora se pensasse que esta ocasião pudesse trazer mais animação ao jogo, a verdade é que o jogo arrefeceu novamente.
Só à passagem do minuto 56 voltamos a ter algum perigo. Rick Sena rematou à malha lateral da baliza do FC Penafiel.
A grande oportunidade da segunda parte foi para os serranos ao minuto 67. Abertura de Makouta para Rick Sena que remata, a bola faz ricochete e Onyeka só com o guarda-redes pela frente remata contra o próprio. Que falhanço.
O FC Penafiel apenas chegou perto da baliza de São Bento ao minuto 71 da partida, por intermedio de Vasco Braga, com um remate em arco a rasar a baliza.
O jogo acabou com um nulo que refletiu a qualidade do jogo.
Onzes iniciais:
SC Covilhã: São Bento, R. Vieira, João Cunha, Henrique G., Adriano, Gilberto, Makouta, Jaime, Rick Sena (65’ Kisley), Quiroga (77’ Rodrigues), Onyeka.
FC Penafiel: José Costa, L. Dias, D. Martins, Ludovic (68’ Yuri Araújo), Fábio Abreu, Pires (77’ Areias) , L. Pedro, Tiago (89’ Cristian M.), Romeu R., João Paulo, Vasco Braga
A WWE realizou este sábado o Super Show-Down na cidade australiana de Melbourne. Digno de um live event bastante especial, e à semelhança de anteriores eventos, foi um cartaz composto por momentos muito interessantes.
A maior parte dos combates foram agradáveis de assistir, com destaque para o último capítulo da rivalidade entre Undertaker e Triple H, o embate brutal entre AJ Styles e Samoa Joe e as ótimas receções para as IIconics e Buddy Murphy, que conquistou o Cruiserweight Championship, entre muitos outros.
Acima de tudo, foi um evento que entreteve e que cumpriu com o seu propósito. Foi um bom esforço por parte da WWE e, acima de tudo, um evento histórico para a empresa, pela simbologia em torno do último embate entre Undertaker e Triple H.
Udinese Calcio e Juventus defrontaram-se na Dacia Arena em jogo a contar para a oitava jornada da Liga Italiana. À entrada para esta partida, a equipa da casa ocupava o 15º lugar da tabela enquanto que os atuais campeões lideravam o campeonato com mais seis pontos que o segundo classificado, SSC Napoli. Em relação ao último jogo do campeonato, apenas foi feita uma alteração por ambos os técnicos. Do lado da Udinese, Antonin Barak entrou para o lugar de Pussetto, enquanto que na Vecchia Signora, Massimiliano Allegri apostou no uruguaio Bentancur, que substituiu Emre Can.
Na primeira parte vimos, sem sombra de dúvidas, uma Juventus muito superior ao adversário, que jogou perante os seus adeptos. Os campeões italianos entraram muito pressionantes na partida e com vontade de tomar conta do jogo desde o início. Os primeiros dez minutos foram um verdadeiro massacre para os visitados, no entanto todo o caudal ofensivo da Juventus não se traduzia em claras oportunidades de golo. Já a Udinese jogou à espera do erro adversário, mas ainda assim nunca conseguiu sair para o ataque. Aos 19 minutos, Pjanic tentou a sorte de fora de área, mas a bola saiu por cima.
Só à passagem da meia hora de jogo é que começaram a aparecer as oportunidades de golo. Ao minuto 32, Rodrigo Bentancur marcou o primeiro golo da partida, depois de um cruzamento do defesa português, João Cancelo. Três minutos depois, S. Scuffet, o guarda-redes da Udinese, fez uma defesa monstruosa e evitou o golo de Mandzukic. No seguimento da jogada e depois da insistência da Vecchia Signora, Cristiano Ronaldo, na primeira vez que rematou à baliza, fez o gosto ao pé. Um belo remate de pé esquerdo que aumentou a vantagem para a Juventus. A resposta da Udinese surgiu ao minuto 42, quando Barak, o extremo da equipa da casa, acertou no poste da baliza de Szczesny.
A primeira parte foi totalmente controlada pela Juventus e isso traduziu-se nos dois golos marcados ainda nos primeiros 45 minutos. Com um caudal ofensivo muito elevado, a tarefa dos Bianconeri tornou-se muito mais complicada.
Fonte: Juventus FC
Na segunda parte, a Udinese entrou melhor, a tentar chegar com mais eficácia à área da Juventus. Logo no quinto minuto do segundo tempo, os homens da casa criaram uma grande oportunidade para anular a vantagem de dois golos da Juve. Depois de um livre lateral, foi Alex Sandro que, em cima da linha, evitou o primeiro golo da Udinese. Ao minuto 55, Paulo Dybala desperdiçou uma grande oportunidade, na cara do golo. O remate do argentino subiu muito e saiu longe do alvo. Cinco minutos depois foi a equipa da casa que voltou a ameaçar, novamente com um remate perigoso de Barak. O segundo tempo foi muito mais equilibrado e cheio de oportunidades.
Ao minuto 66, Ronaldo voltou a ameaçar, mas o remate do português saiu fraco. Aos 70’, Scuffet voltou a estar em grande destaque ao defender um remate muito potente de Bernardeschi, que tinha entrado para o lugar de Dybala. A resposta surgiu dois minutos depois, quando Pussetto rematou fora da área e obrigou o guarda-redes da Juventus a esticar-se e fazer uma grande defesa. Até ao fim, a Juventus procurou controlar o ritmo do jogo, sem grandes ofensivas e segurar o resultado. Ainda conseguiu assustar uma vez mais a Udinese com um remate forte de João Cancelo, ao minuto 84.
Este é um resultado justo, uma vez que a Juventus conseguiu impor o favoritismo na primeira parte e depois soube controlar e segurar a vantagem que tinha na segunda pate. Com esta vitória, a equipa de Cristiano Ronaldo e companhia consegue aumentar a diferença de pontos para o segundo classificado, ainda que à condição.
Onzes Iniciais:
Udinese Calcio- S. Scuffet; Larsen; Troost; Nuytinck; Samir; Behrami (62’ Pussetto); Barak (75’ Teodorczyk); Fofana; Mandragora; R. De Paul; Lasagna (86’ Vizeu)
Juventus- W. Szczesny; Alex Sandro; L. Bonucci; G. Chiellini; J. Cancelo; M. Pjanic (89’ Barzagli); Matuidi (46’ Emre Can); Bentancur; C. Ronaldo; P. Dybala (66’ Bernardeschi); Mandzukic.
É já amanhã que se joga o clássico dos clássicos. É certo e sabido que um SL Benfica contra um FC Porto é muito mais do que um jogo de futebol para os adeptos. É uma “batalha” entre o Norte e o Sul do país, entre o encarnado e o azul e branco, entre o dragão e a águia e outras tantas coisas que, simultaneamente, separam e unem os dois clubes.
Na liderança, à 6ª jornada, está o SC Braga de Abel Ferreira que está a ter um arranque surpreendente. O deslize da equipa orientada por Rui Vitória frente ao GD Chaves e Sporting CP enviou os encarnados diretamente para o terceiro lugar da tabela. Quanto ao FC Porto, a equipa ainda sente na tabela classificativa os três pontos perdidos em casa contra o Vitória SC, sendo esse o único jogo em que os “dragões” perderam pontos.
Ambas as equipas triunfaram nos jogos desta semana a contar para a UEFA Champions League. O SL Benfica conseguiu uma vitória sofrida por 2-3 no terreno do AEK de Atenas a jogar com menos um desde o intervalo, podendo assim moralizar a equipa para o jogo de amanhã. Os “azuis e brancos” venceram pela margem mínima o Galatasaray SK no Estádio do Dragão e já não perde pontos há três jogos, fator que poderá influenciar também a moral da equipa.
No que toca a “baixas” para o clássico de amanhã, Germán Conti está de fora devido à expulsão contra o GD Chaves. Jardel e Gabriel também não vão a jogo face às lesões que sofreram. Para o lado da equipa da cidade Invicta, Aboubakar está de fora à custa da rotura de ligamentos cruzados que sofreu.
Figura SL Benfica:
Pizzi tem sido um verdadeiro comandante no SL Benfica Fonte: SL Benfica
Pizzi – O centro campista tem estado em destaque ao serviço dos encarnados. Em 13 jogos a contar para todas as competições leva já seis golos marcados e cinco assistências. Já provou ser um elemento fulcral no esquema tático de Rui Vitória e pode fazer a diferença no clássico de amanhã.
Figura FC Porto:
Otávio ao serviço do FC Porto frente ao Schalcke 04 a contar para a UEFA Champions League Fonte: FC Porto
Otávio – Atualmente, é um dos melhores jogadores a jogar de “dragão” ao peito. Conta com dois golos marcados e quatro assistências em dez jogos. Visto que Aboubakar está lesionado, poderá ser uma peça importante caso Sérgio Conceição opte pelo 4-3-3.
FC Porto – Casillas, Alex Telles, Militão, Felipe, Maxi Pereira, Danilo Pereira, Otávio, Herrera, Brahimi, Marega e Corona.
O SL Benfica jogará no esquema tático habitual, um 4-3-3 com Fejsa mais recuado no meio campo. Lema jogará no lugar de Jardel, uma vez que Conti e o próprio Jardel não poderão ir a jogo.
O FC Porto jogará também em 4-3-3 com Brahimi e Corona a jogar nos dois extremos do último terço da equipa portista. Sérgio Conceição provavelmente irá repetir o onze inicial do jogo contra o Galatasaray SK.
Será um jogo “taco-a-taco” visto que, apesar de não decidir o campeão nacional, é um jogo importante para determinar o líder da Liga NOS e moralizar ambas as equipas. O FC Porto parte com vantagem, visto que não perde com o SL Benfica desde 2014. A luta incessante a que se tem assistido fora de campo com processos judiciais e bate-bocas entre os responsáveis dos dois clubes vai passar agora para dentro das quatro linhas. Prevê-se um bom jogo de futebol cheio de emoção e nervos à flor da pele. Que ganhe o melhor!
Muito se tem falado nos últimos tempos de Alberto Salazar e do projeto da Nike sediado no estado de Oregon nos EUA. Num fim-de-semana em que teremos entre os favoritos na Maratona de Chicago dois nomes relacionados com o projeto, é hora de explorarmos um pouco daquilo que é este projeto, as razões pelo qual é tão falado e também as polémicas associadas ao mesmo.
A criação do Oregon Project
A história que está por detrás da criação não é mais do que o resultado de anos e anos de fracassos na meia e longa distância norte-americana, que se afundava depois do seu período áureo ter terminado a meio da década de 80. Segundo a versão oficial que consta no site do Oregon Project, Alberto Salazar estava sentado junto de Thomas Clarke (vice-presidente da Nike) e perguntou “como é que chegámos aqui? Como é que podemos estar tão excitados com um sexto lugar?”, referindo-se a um sexto lugar norte-americano na Maratona de Boston em 2001. Foi nesse ano que o Nike Oregon Project foi criado, tendo como objetivo o renascer norte-americano nas distâncias mais longas. Tendo começado como um projeto que contava com os principais nomes norte-americanos da altura, a equipa acabou por perceber que os resultados não eram suficientemente animadores, tendo concluído que esses atletas já traziam vícios e métodos de trabalho difíceis de mudar e que o foco deveria passar por formar atletas desde idades mais jovens. Hoje o projeto continua a ser claramente dominado pelos norte-americanos, mas conta com alguns atletas estrangeiros, ligados à Nike, que têm ajudado a cimentar o posicionamento do projecto, não esquecendo o desenvolvimento dos atletas nacionais.
É impossível dizer que os Lakers não melhoraram a qualidade do seu plantel durante esta Free Agency. Uma equipa que consegue adquirir o melhor jogador da NBA fica, automaticamente, melhor. Foi essa a lógica dos Los Angeles Lakers quando contrataram LeBron, mas algo de estranho aconteceu depois.
Sem dúvida que adicionar o King James à equipa foi um passo em frente na reestruturação do franchise, mas se esta foi uma jogada inquestionavelmente boa, existiram outras sobre as quais não se pode dizer o mesmo. Ora, Lance Stephenson, Michael Beasley, Rajon Rondo e JaVale McGee, todos contratados depois de James, são jogadores com histórias pessoais recheadas de acontecimentos incríveis e outros, digamos, menos bons.
Lance Stephenson já foi a surpresa da NBA, decorria o ano de 2013. Os Indiana Pacers, na altura primeiros classificados no Este, eram os grandes rivais dos então campeões Miami Heat… de LeBron James. A partir daí foi a descer para Lance: os Pacers nunca conseguiram ultrapassar LeBron e o base acabou por sair para os Hornets, e depois para os Clippers, e depois para os Grizzles, e depois para os Pelicans, e depois para os Timberwolves. Num espaço de cinco anos passou por quatro equipas. Acho que já deu para perceber a ideia, certo?
Rajon Rondo, que juntamente com Stephenson parece-me ser o que, deste grupo, mais pode ajudar a equipa, também já teve as suas picardias e rivalidades com LeBron. Quando representava os Boston Celtics – onde foi preponderante numa equipa campeã – era um dos jogadores mais incríveis da liga. Depois LeBron aterrou em Miami e os Celtics colapsaram. Desfizeram a equipa, porém, Rondo ainda ficou de verde por mais algum tempo. Acabou por ser trocado para os Mavs, onde a sua má relação com o treinador, Rick Carlisle, fez com que fosse dispensado. Seguiram-se os Sacramento, os Pelicans, os Bulls e os Pelicans. Não fez épocas más, só que nunca voltou a ter a mesma relevância e impacto no jogo.
Uma das primeiras memórias que tenho da NBA é este lance onde Rondo engana LeBron, numa série dos playoffs em que os Celtics saíram vitoriosos muito devido à prestação do base.
Muito para além das (relevantes) questões de química entre jogadores, é importante tentar decifrar quem vai ter a bola na mão. Tanto Rondo como Lance são jogadores que precisam de ter a bola na mão para serem eficientes. LeBron também, não tanto, mas também. E ainda há Lonzo Ball. O jovem base em que os Lakers apostaram há uma época. Depois de um rookie year em que não impressionou nem fez má figura, resta saber como vai ganhar o seu espaço. Rondo e Lonzo são jogadores parecidos: ambos não sabem lançar, têm boa capacidade de passe e visão de jogo, e são bons ressaltadores para a posição que ocupa.
Faz sentido ter dois jogadores “iguais”? Aliás, numa liga em que cada vez todos têm de saber lançar, ainda há espaço na NBA para este estilo de jogadores? Na minha opinião… sim. Só que será que é esse o tipo de jogador necessário numa equipa para ganhar o título, principalmente numa equipa com LeBron?
Só a época nos vais responder a essa e a outras perguntas. O que eu tomo como certo é que LeBron teve direito a opinar quanto às contratações realizadas pela equipa após se ter comprometido com os Lakers. O Rei manda e o Rei mandou. A responsabilidade será sempre dele, quer corra bem quer corra mal.
Desculpem, mas, neste caso, vou ter de ser contra a opinião da maioria. Para mim, célebre pessoazinha que até está habituada a ser do contra, o SC Braga não é candidato ao título. Pronto, já disse.
Neste momento, sinto que estou a caminhar num corredor em sentido contrário ao fluxo de pessoas que acabou de sair de um determinado local. Todos à mesma hora. Todos monitorizados e a seguirem determinado caminho. E lá estou eu a ir em sentido contrário a essa maioria, a receber olhares porque não devia sequer estar ali. Sabem essa sensação, não sabem? É um bocadinho isso que sinto em relação à minha opinião quanto ao Braga e ao título de campeão nacional neste momento.
O Braga está em primeiro? Sim. O Braga é candidato ao título? Não. Atenção que com isto não quero estar a retirar mérito algum ao que a equipa de Abel Ferreira está a fazer até agora. Simplesmente, acho que o Braga vai interferir nas contas do título, aliás como até já se viu contra o Sporting CP, mas não vai chegar para ser campeão nacional. Até podem vir com a cantiga de que desta vez o Braga já não tem as competições europeias para ‘atrapalhar’, mas acho que ainda falta estofo ao clube minhoto para isso efetivamente acontecer.
O SC Braga vai à frente no campeonato com mais um ponto que o FC Porto e mais dois que SL Benfica Fonte: SC Braga
Não é a primeira vez que esta questão paira no futebol português. E talvez seja por isso mesmo que tenho esta opinião tão vincada. O Braga é aquela equipa que ou faz um arranque de época extraordinário e acaba por quebrar ou então a equipa que começa mal e acaba a segunda volta relativamente bem. Digamos que costuma ser uma equipa algo inconstante. Lá está: falta estofo de campeão.
Em 2009/2010, o SC Braga acaba o campeonato em 2.º lugar, a cinco pontos do SL Benfica. O clube minhoto chegou a ganhar a FC Porto, Benfica e Sporting só nessa época! Coisa que, nos últimos anos, não tenho visto o Braga fazer. Pelo menos consecutivamente.
Parece que a postura que a equipa adopta não é a mesma de adversário para adversário. E, na minha opinião, quando isso acontece, podemos chegar à conclusão de que essa equipa vai interferir na luta pelo título, mas não vai estar dentro dela. Não vai disputá-la. É essa a minha opinião sobre o Sporting Clube de Braga.
Mas a verdade é que também ainda é cedo para retirarmos conclusões desta época e se o Braga finalmente quebrar esta tal tendência de que vos falo, sou a primeira a admitir que estava errada. Mesmo que o clube não seja campeão no final das contas. Até lá, continuo na minha: o Braga é um óptimo agitador do campeonato, mas ainda não chega para o título.