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Os 5 trunfos de Peseiro

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Qualquer treinador tem alguns jogadores “intocáveis” no seu onze de eleição e José Peseiro não foge à regra. Depois de ser eleito treinador dos leões para a presente temporada, e devido à fase menos boa que o clube atravessou no final da temporada anterior, foi “obrigado” a promover diversas alterações em relação ao onze mais utilizado na temporada anterior. Com uma tarefa mais difícil do que os rivais diretos, José Peseiro conseguiu criar uma equipa equilibrada, com opções validas para diversos setores.

Num fim de semana em que as equipas portuguesas disputam a sétima partida do campeonato nacional, irei abordar os cinco jogadores mais preponderantes para o timoneiro José Peseiro nas manobras da equipa leonina até ao momento. De realçar que a ordem apresentada está relacionada com o tempo de jogo dos jogadores em questão.

AD Limianos 1-2 CDC Montalegre: Zangão liderou reviravolta transmontana

No regresso ao Campeonato de Portugal, depois de ambas as equipas terem passado a respetiva eliminatória da Taça de Portugal, a sétima jornada reservou um duelo de aflitos no que ao número de pontos conquistados a esta altura diz respeito; a AD Limianos recebeu o CDC Montalegre.

José Carlos Fernandes apostou na titularidade de Wanderley e Alvinho em detrimento de Micka e Nandinho, enquanto José Manuel trocou Andrézinho, Paulo Roberto e Rogério por Vítor Pereira, Ferrari e Zangão em relação à receção ao Vilaverdense FC.

Numa partida que se esperava muito mexida devido à procura de pontos, a história da primeira parte não foi longa nem elaborada; os da casa entraram melhor, assumiram a partida nos primeiros minutos, mas daí apenas resultaram alguns remates e sem qualquer perigo. Numa assumida estratégia mais expectante, com uma linha de quatro defesas, outra de quatro médios e apenas Turé na frente, o CDC Montalegre desenhou o primeiro ataque, que Jojó desfez por precaução.

Aos 16 minutos, Rui Magalhães rematou por duas ocasiões, sem perigo, e aos 25’ Iano tentou incomodar de longe, sem sucesso. Contudo, mesmo antes do intervalo, os limianos chegaram à vantagem. Rui Magalhães recuperou a possa à entrada do seu meio campo e entregou a Iano, que rodou e queimou a distância que o separava da baliza contrária. Jojó ofereceu solução à direita, mas o guineense optou pelo passe vertical que rasgou a defesa adversária e encontrou Elivelton no coração da área. O brasileiro driblou o opositor que o marcava e na cara de Guedes colocou junto ao poste direito e aos 41 minutos deu justiça ao resultado.

Logo a seguir podia ter surgido o empate. Num lance em tudo idêntico ao do golo da equipa da casa, Turé recebeu dentro da área limiana, rodou e o remate saiu ligeiramente ao lado. O intervalo marcou o fim da ligeira superioridade dos minhotos que tinham sido mais práticos na aproximação à baliza, por oposição à posse inconsequente e nada produtiva dos visitantes.

AD Limianos permanece com quatro pontos, CDC Montalegre chegou este domingo aos seis
Fonte: Diogo Gonçalves/Bola na Rede

O início da segunda etapa mostrou uma equipa visitante mais enérgica e prática na construção, mas continuava sem atirar à baliza. Aos 51 minutos a AD Limianos podia ter aumentado a vantagem. Ricardo Silva recuperou a bola e deixou para Rui Magalhães que assistiu Elivelton; com tudo para bisar, o camisola ‘96’ atirou muito por cima. A partir de então surgiram as figuras de Zangão e Tavares a tomar conta dos lances de maior perigo da partida, aproveitando a passividade e permeabilidade das linhas média e defensiva dos visitados.

Aos 63 minutos, Bruno Santos foi posto à prova e aos 65 evitou mesmo o golo do empate. Estes lances tiveram um denominador comum; Zangão na construção e definição do ataque. A superioridade dos transmontanos era ligeira, mas visível e por pouco era sentenciada por Iano. Novamente num lance individual, o extremo limiano conduziu sozinho o ataque e numa zona mais avançada do terreno tabelou com Alvinho e Luan Sérgio e deixou a conclusão a cargo de Rui Magalhães, que rematou fraco e à figura de Tiago Guedes.

Aos 69 minutos, Tavares deixou indicações do que estava para fazer em campo. Aproveitou uma perda de bola de Iano, combinou com Zangão – quem mais? – e rematou muito forte, por cima. A última oportunidade de uns desinspirados e desgastados visitados surgiu aos 75’ Wanderley, antes de ser substituído, descobriu Iano nas costas da defesa, mas o camisola ‘10’ não teve a arte e engenho necessários para aproveitar a saída em falso do guardião transmontano e terminar com as dúvidas no resultado.

O último quarto de hora da partida foi pouco e mal disputado, com exagerados duelos físicos e pouca criatividade na construção. No entanto, foi de um lance de génio que nasceu o empate. De livre direto, à entrada da área, Zangão repôs alguma justiça no marcador e corou uma exibição esforçada e vistosa. No último lance da partida, o CDC Montalegre foi capaz de defender a sua baliza de um livre lateral, desenhar um contra-ataque e virar a partida. Alvinho recolheu uma bola recusada pela defesa contrária, demorou a rematar e perdeu-a. Na resposta, num contra-ataque “três para um”, Tavares ignorou o apoio e sozinho conduziu, enfrentou e bateu Bruno Santos.

Onzes iniciais:

AD Limianos: Bruno Santos; Jojó, Cláudio Borges, Touré e Alvinho; Luan Sérgio, Wanderley (Vítor Sousa, 75’) e Rui Magalhães; Iano, Elivelton (Chiquinho, 70’) e Ricardo Silva (Cláudio Dantas, 60’).

CDC Montalegre: Tiago Guedes; David Carvalho, Vítor Pereira, Vítor Alves e Zack; Embaló (Lio, 45’), Prince (Rogério, 80’), Ferrari (Paulo Roberto, 70’), Belarmino Tavares e Zangão; Amadu Turé.

Força da Tática: Risk Free – Guardiola vs. Klopp

Depois de já ter conquistado Old Trafford, Stamford Bridge e o Emirates, Guardiola viajou até Liverpool para conquistar, depois de várias tentativas falhadas, o Fortress Anfield. Dentro das muralhas desse forte, estava à sua espera a armada Red, que havia sido derrotada em Nápoles, mas que pretendia alcançar o topo da Premier League.

Foi precisamente com isso que Pep jogou, com o desejo de Klopp conquistar o trono do futebol inglês. Assim vimos um Manchester City muito mais cauteloso que o habitual, pretendendo com isso verificar se o Liverpool tem, ou não, o que é preciso para alcançar o topo.

Equipas Iniciais

Liverpool FC

Em relação ao jogo para a Liga dos Campeões, Klopp fez duas alterações. Lovren e Henderson substituíram Alexander-Arnold e Naby Keita. A grande novidade não foi a entrada de Lovren, mas o facto de isso ter resultado na colocação de Gomez como lateral direito.

Alisson, Gomez, Van Dijk, Lovren, Robertson, Milner, Wijnaldum, Henderson, Salah, Mane, Firmino.

Manchester City FC

Tendo em conta as opções disponíveis, Guardiola não apresentou nenhuma surpresa. Benjamin Mendy voltou ao onze, já Gundogan e Kevin de Bruyne, apesar da expectativa, não reuniram as condições físicas para fazer parte das opções.

Ederson, Walker, Stones, Laporte, Mendy, Bernardo Silva, Fernandinho, Silva, Mahrez, Aguero, Sterling.

O Jogo

Ótima resposta aos estímulos Red, que contribuiu para um City Risk Free

Em Liverpool acontecem fenómenos difíceis de explicar, ou pelo menos, particulares e especiais. O ambiente, os cânticos, as reviravoltas histórias. Agora, e desde que Klopp chegou, podemos adicionar a essa lista o facto de os Reds cometerem uma quantidade maior de erros quando o jogo é acontece a um ritmo mais baixo, do que quando este se joga a uma velocidade e a um ritmo superior.

Assim, particularmente depois dos quinze minutos, vimos o Manchester City baixar o ritmo de jogo através da forma como circulavam a bola. Desde cedo que Bernardo Silva e Fernandinho permaneciam muito recuados no campo, o que diminuía a capacidade de a equipa avançar em direção à baliza do Liverpool, mas procurava garantir um maior controlo no momento de transição.

via GIPHY fonte: Sky Sports

O Liverpool convidou, em especial nos primeiros minutos, o Manchester City a utilizar a dupla Bernardo e Fernandinho para sair a jogar.

Fonte: Sky Sports

Um convite que era nada menos que uma armadilha, e que contribuiu para um nada comum: Manchester City “Risk Free”, com o avançar do jogo.

Fonte: Sky Sports

Os comandandos de Klopp foram bastante competentes na forma como respondia aos estímulos para iniciar a pressão com o intuito de recuperar a posse de bola. Um dos mais evidentes era a qualidade do campo de visão do adversário quando este recebia a bola, por exemplo, se estava de costas para a baliza Red ou não.

via GIPHY fonte: Sky Sports

 

City: Tentativa lateral

O objetivo do Manchester City na fase ofensiva era encontrar Silva e/ou Aguero atrás da linha média do Liverpool. O risco de o tentar fazer através de Bernardo ou Fernandinho projetando os laterais, era enorme, como vimos em cima, assim os citizens procuravam o fazer através dos seus defesas laterais.

via GIPHY fonte: Sport TV

Silva recebia entre linhas, no espaço entre o corredor lateral e o central, colocando em uma situação desconfortável o lateral do Liverpool, já que se encontrava em situação de inferioridade numérica.

Fonte: Sky Sports

Outro fator que mais contribuiu para o nulo, como podemos ver neste mesmo lance já na zona próxima da baliza do Liverpool, foi a quantidade de erros a nível técnico do Manchester City algo incomum, e acabou por prejudicar a capacidade da equipa em agredir os Reds.

via GIPHY fonte: Sport TV

 

Liverpool: Criar desconforto na linha defensiva

O Liverpool, pretendia fazer subir o bloco do City, para criar distanciamento entre a linha média e defensiva do Manchester City. Podemos argumentar que foi o City que obrigou o Liverpool a tal comportamento, pela forma como evitou os Reds de iniciarem a construção desde trás pelo chão.

Fonte: Sky Sports

Posteriormente, a colocação de Wijnaldum, nas costas de Sterling junto à linha lateral, era não só importante para controlar uma possível segunda bola, mas principalmente para criar separação entre Laporte e Mendy. Wijnaldum “puxava” Mendy ligeiramente para o corredor, abrindo espaço entre o lateral e o central do City.

Em resposta à bola longa da defesa, para o espaço entre a linha defensiva e média do City, Firmino baixava e tocava imediatamente em Salah, já preparado para explorar esse espaço. Movimentos contrários, de Salah e Firmino, que só agravam o desconforto da linha de defensiva do City.

Fonte: Sky Sports

 

Conclusão e linhas gerais

Foi um jogo totalmente diferente daquilo que se esperava. Guardiola com uma postura muito mais conservadora que o habitual, bastava olhar para Bernardo e Fernandinho. A dupla de meio campo esteve em modo “Risk Free“, pressionados desde cedo, ficaram sempre com a ameaça de perder a bola em zonas recuadas, e que pudesse comprometer a sua linha defensiva, a pairar sobre as suas cabeças.

Mapa de ação da dupla Bernardo e Fernandinho, ontem:

Fonte: WhoScored.com

A estranha quantidade de erros a nível técnico, em especial quando chamados a jogar ao primeiro toque, de ambas as equipas, contribuíram para uma primeira parte fraca.

Até se poderia esperar um empate, mas um três a três, nunca um zero a zero. Um zero a zero, onde nenhuma das equipas conseguiu criar oportunidades claras de golo. Nem no penalty de Mahrez a bola foi à baliza.

Não podemos ficar tristes, afinal não é todos os dias que vivemos uma jornada onde um Burnley FC vs. Huddersfield Town teve mais golos que um Liverpool FC vs. Manchester City FC.

 

Foto de Capa: Premier League

Doping? Qual doping?

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Depois de alguma especulação, soube-se esta semana que há mais de dez atletas suspensos provisoriamente por doping no nosso país. Dois deles são profissionais, mas os restantes são amadores e fazem parte do grupo que costuma estar na discussão pela vitória dos muito populares Gran Fondos.

Começando pelos amadores, nada disto surpreende e há muito que se fala à boca grande de que estes atletas não andavam só “a bifes e batata frita”. Um caso em especial já deixava poucas dúvidas: um atleta que não só brilhava nos amadores como decidiu fazer uma incursão pelos nacionais de BTT Maratonas, onde conquistou o título, derrotando Tiago Ferreira, que no currículo tem (somente) um campeonato do Mundo e outro da Europa.

Curiosamente, os resultados começaram a aparecer após a sua união ao Dr. Benjamim Carvalho, um médico ligada a vários escândalos de dopagem no passado e cujos métodos e qualidades lhe valeram a alcunha de “levanta-mortos”.

Tiago Ferreira e José Dias, os maiores especialistas nacionais de XCM, perderam nos nacionais para o homem dos Gran Fondos
Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo

Já quanto aos profissionais, são mais surpreendentes e levantam algumas dúvidas (especialmente o caso de Errazkin) sobre se haverá lugar a suspensão. Ainda assim,  é incompreensível como não foram tornados públicos pela Federação, já que as regras da UCI obrigam a que a lista de atletas suspensos provisoriamente seja pública. Mas, muita coisa no combate anti-doping em Portugal não faz sentido.

E nesse contexto, não se percebe porque é que perante a vinda a pública de todos estes casos, não há uma única palavra da Federação. Mas, lá está, é um mal português, porque a Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais também decidiu seguir pelo caminho do silêncio. Será que tudo isto é uma miragem e, afinal, não há doping em Portugal? Ou será só que os representantes do nosso país ainda tem uma cultura desculpabilizadora dos infratores?

Noutras notas, esta semana, o antigo campeão do mundo Tiago Ferreira voltou às vitórias, conquistando a Azores MTB Marathon. Já a W52/FC Porto tem sido muito falada por uma candidatura a subir de escalão para Profissional Continental, mas o seu nome não aparece na lista de candidatos publicada pela UCI.

Foto de Capa: Kat Jayne

Leões sub-23: entre a imaturidade e a bipolaridade

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A equipa de sub-23 do Sporting Clube de Portugal tem apresentado exibições que revelam duas coisas: imaturidade e bipolaridade. Basta vermos os resultados desta equipa comandada por José Lima para perceber um pouco melhor estas duas características: em oito jogos disputados na Liga Revelação apresenta quatro vitórias, um empate e três derrotas. É capaz de ganhar cinco bolas a uma à Académica em Coimbra e perder, na jornada seguinte, quatro a zero contra o Guimarães em casa; é ainda capaz de ganhar quatro a um ao Portimonense em casa e perder cinco a dois em Vila do Conde contra a formação rioavista.

Esta inconstância nos resultados espelha uma equipa que ainda se está a encontrar: falta, sobretudo, consolidar processos e filosofias de jogo, afinações táticas essenciais nos momentos de transição ofensiva e defensiva e crescimento ao nível do grupo de trabalho.

Contudo, esta imaturidade e bipolaridade registada não compromete a qualidade dos seus jogadores. Dois elementos da formação têm participado inclusivamente com assiduidade nos treinos do plantel principal. Falo do guarda-redes Diogo Sousa e do médio Daniel Bragança. E, o jornal O Jogo, na sua edição online do dia 19 de setembro, informa que José Peseiro integrou nos treinos da equipa principal leonina o campeão europeu de sub-19 Miguel Luís.

Marco Túlio tem sido um dos destaques do Sporting Sub-23 apesar da irregularidade da equipa
Fonte: Sporting CP

Mas uma equipa é muito mais do que um conjunto de jogadores. Esta é uma verdade tão certa como dois mais dois serem quatro. Este Sporting sub-23 até pode ter jogadores de elevado recorte técnico, capazes do deslumbramento e da irreverência dos jogadores jovens. Mas falta-lhe alma coletiva, uma Gestalt onde se perceba claramente que o grupo está além das individualidades.

Se nos lembrarmos que esta equipa de Sub-23 surgiu para substituir a equipa B dos Leões (que vinha a registar maus resultados) então devemos exigir a estes jovens leões muito mais do que aquilo que a equipa B fez no passado e do que aquilo que eles próprios estão a fazer. E acho que exigir isso não é pedir muito pois a qualidade dos jogadores, essa, está lá toda. Tão verdade como dois mais dois serem quatro.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sporting CP 1-4 FC Porto: Porto chega ao “Tri” na Supertaça

A nova temporada de hóquei em patins português começou tal como acabou a anterior, ou seja, com o Porto a levantar um trofeu. Se em julho os dragões conquistaram a sua terceira Taça de Portugal consecutiva, na tarde deste domingo, foi a vez de vencerem a Supertaça António Livramento pelo terceiro ano seguido. Perante um pavilhão municipal da Mealhada quase lotado, os azuis e brancos mostraram estar uns furos acima do Sporting, tendo derrotado o atual campeão nacional por 4-1.

O Porto entrou forte e nos instantes iniciais esteve quase a abrir o marcador. Reinaldo Garcia, com uma iniciativa individual, apenas não abriu o ativo porque o ferro e o poste direto da baliza de Girão não lhe permitiram. Os leões responderam e através de lances de Caio e Vítor Hugo, também não conseguiram marcar. 

Nem estavam ainda disputados cinco minutos de jogo e após uma perda de bola numa saída para o ataque por parte de Ferran Font, Hélder Nunes ficou perto de marcar. No entanto, Girão, com duas belíssimas intervenções, negou o golo e uma assistência ao capitão dos azuis e brancos. Minutos depois, numa situação idêntica à anterior, Reinaldo Garcia recuperou o esférico na defensiva dos leões e perante a oposição de Girão, o experiente jogador argentino colocou a “redondinha” em Rafa que, com a baliza deserta, fez o 1-0 para o Porto.

Com problemas a nível defensivo, Paulo Freitas reagiu e fez entrar João Pinto e Matías Platero. Mesmo assim, o conjunto portista continuava por cima e a dispor de várias chances para avolumar o marcador.

Após uma entrada algo em falso na Supertaça, o Sporting conseguiu organizar-se e equilibrar a partida. Contudo, apesar da melhoria registada no âmbito defensivo, quando em posse, os leões não conseguiam entrar no quadrado dos dragões e, por sua vez, incomodar Nelson Filipe.

A cerca de cinco minutos para a pausa, um desentendimento no ataque entre dois jogadores do Porto, lançou um contra-ataque bastante perigoso do Sporting que, somente por alguns milímetros, não resultou em golo.

Nos últimos momentos do primeiro tempo, João Pinto arrancou para iniciativa individual e, por pouco, não ofereceu o golo a Raul Marín ou a Toni Pérez. 

Finalizado o primeiro tempo, o Porto estava em vantagem por 1-0. Diferença aceitável, visto que, os azuis e branco haviam sido a melhor equipa em pista durante os vinte e cinco minutos iniciais, tendo criado muito mais oportunidades para marcar e estado organizados a defender. Naquela que foi uma primeira metade disputada um baixo ritmo e nem sempre bem jogada, o Sporting começou mal, mas acabou bastante melhor. Restava saber se a melhoria se iria continuar a verificar no regresso dos balneários. 

Reinaldo Garcia voltou a ser uma peça fundamental no jogo portista
Fonte: FC Porto Sports

A segunda parte teve um começo animado e nem quando ainda nem estavam jogados dois minutos, Porto cometeu a sua 10ª falta. Ferran Font, chamado à marcação do livre-direto, não desperdiçou e com uma bola rasteira por entre as pernas de Nelson Filipe, repôs a igualdade. De seguida, surgiu a 10ª falta do Sporting. Hélder Nunes, um dos especialistas do Porto, foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas não conseguiu bater Girão, que travou a stickada direta do capitão portista.

Ultrapassada a fase dos livres-diretos, o encontro manteve o equilíbrio do primeiro tempo, mas a ser disputado uns quantos furos acima. 

Em cima da marca dos sete minutos da segunda parte, um novo erro da defensiva verde e branca resultou em mais um golo dos dragões. Reinado Garcia, quem mais, serviu Hélder Nunes e o número setenta e oito dos dragões não falhou e stickou para o fundo das redes, fazendo o 2-1. 

Novamente em desvantagem, o Sporting reagiu e foi à procura de repor a igualdade. No entanto, foi o Porto a dispor de uma nova grande oportunidade, devido à 15ª falta leonina. Giulio Cocco foi o escolhido para a marcação do livre-direto, mas apesar de ter tentado deitar Girão, o guarda-redes português levou a melhor perante o jovem italiano. No seguimento do lance, Poka teve uma enorme oportunidade para fazer o terceiro, mas Girão, por mais uma vez, realizou uma enorme intervenção e negou o golo ao jogador do Porto. Volvidos alguns instantes, Hélder Nunes surgiu numa zona frontal à baliza do Sporting e ao tentar stickar, levou um toque de Henrique Magalhães para cartão azul. Desta feita, foi Gonçalo Alves a tentar converter o livre-direto, mas Girão voltou a negar o balançar das redes da sua baliza.

Em situação de superioridade numérica, o Porto beneficiou de um penalti, devido a uma falta de Font sobre Reinaldo Garcia. Gonçalo Alves foi o escolhido por Cabestany para marcar a grande penalidade e com uma stickada fortíssima não deu qualquer chance a Girão e fez o 3-1. Pouco depois, Poka, isolado diante de Girão após ter tirado o esférico a Marín, ficou muito perto do quarto. Instantes depois, surgiu a 15ª falta do Porto. Font voltou a ser selecionado para a marcação do livre-direto, mas nesta ocasião, Nelson Filipe conseguiu travar a vontade do espanhol.

Já com menos de dez minutos para fim, Hélder Nunes viu um cartão azul por protestos, após ter sofrido uma falta de Raul Marín junto à tabela de fundo atrás da baliza leonina.

A dispor de uma nova situação de superioridade numérica, o Sporting carregou na procura de reduzir o marcador, mas apesar de ter conseguido incomodar Nelson Filipe em algumas ocasiões, não conseguiu marcar.

O Sporting não baixou os braços e com cerca de cinco minutos para se jogar, após uma recuperação de Marín no meio campo defensivo dos leões, João Pinto esteve quase a reduzir o marcador, mas Nelson Filipe, com uma grande defesa, negou o segundo tento dos verde e brancos.

A faltarem quatros minutos para se jogar, Raul Marín viu um cartão azul por ter cometido uma falta sobre Reinaldo Garcia. Hélder Nunes regressou à marca do livre-direto, mas voltou a não conseguir bater Girão que, com o capacete, impediu o quarto tento portista.

Por mais uma vez em situação de powerplay, o Porto, em vantagem, conseguiu aproveitar o homem extra que tinha em pista e num lance de contra-ataque, Hélder Nunes apontou o 4-1 e, praticamente, sentenciou o encontro. 

Já com menos de um minuto para se jogar, Gonçalo Alves cometeu uma falta para grande penalidade sobre Matías Platero. Toni Pérez foi o eleito para a marcação da grande penalidade, mas acabou por stickar ao lado. Pouco depois, surgiu a 20ª falta do Sporting. Gonçalo Alves voltou a assumir a responsabilidade, mas, por mais uma vez, não conseguiu marcar. Passados alguns momentos, Toni Pérez viu um cartão azul depois de uma falta cometida sobre Reinaldo Garcia. Poka, que esta tarde defrontou o seu irmão Caio, teve uma grande chance para colocar o seu nome na ficha dos marcadores, mas acabou por, também, stickar ao lado.

Assim, pelo terceiro ano consecutivo, o Porto conquistou a Supertaça António Livramento, a 22ª do clube, tendo ainda mantido o registo de vitórias quando encontra o Sporting nesta competição. Vitória justa e que poderia ter sido por um resultado bem diferente, não tivesse o conjunto portista desperdiçado vários livres-diretos. Desta maneira, os dragões mantêm os sinais positivos demonstrados no passado fim de semana, aquando da participação na Taça Continental, ao passo que o Sporting esteve longe daquilo que pode e vai demonstrar ao longo do campeonato que começa já no próximo fim de semana. 

Sporting CP: 61-Ângelo Girão (GR), 4-Ferran Font, 8-Caio, 30-Vítor Hugo e 88-Henrique Magalhães

Jogaram ainda: 16-João Pinto (CAP.) 17-Matías Platero, 27-Raul Marín e 57-Toni Perez

FC Porto: 10-Nelson Flipe (GR), 9-Rafa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.)

Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 7-Giulio Cocco e 18-Poka

Márquez a caminho do título mundial

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O Mundial de motociclismo viajou, este fim-de-semana, até à Tailândia naquele que é o primeiro grande prémio da gira asiática antes do final da temporada. 

Na classe rainha, Marc Márquez (Honda) voltava à ‘pole position’ e a liderar a grelha de partida para a corrida deste domingo; já Jorge Lorenzo decidiu não competir depois de uma forte queda nos treinos livres de sexta-feira. Durante as primeiras voltas, Valentino Rossi (Yamaha) levou a melhor sobre os rivais diretos: Marc Márquez e Andrea Dovizioso (Ducati). 

Mas a verdade é que o piloto italiano da Yamaha continua com problemas na sua M1, e acabou por perder a liderança da corrida após uma ultrapassagem de Andrea Dovizioso e Marc Márquez. O grupo da frente era bastante compacto e nenhum dos três primeiros conseguiu distanciar-se do resto do pelotão, ainda que a luta pela vitória estivesse reservada, mais uma vez, a dois pilotos.

À semelhança dos últimos grandes prémios, a corrida deste fim-de-semana foi pouco animada. A luta pela vitória entre Marc Márquez e Dovizioso só começou quando faltavam quatro voltas para a bandeirada de xadrez. 

Dovi e Márquez num duelo épico
Fonte: MotoGP

Os pilotos trocaram várias vezes de posições, com o italiano da Ducati a levar a melhor sobre o espanhol Márquez, que se mostrou bastante calmo ao longo da corrida. Pelo terceiro lugar, andava Maverick Viñales que também tentou dar o ar da sua graça e intrometer-se na luta pela vitória mas sem qualquer sucesso. 

Marc Márquez e Andrea Dovizioso guardaram o melhor para o final da corrida e travaram, mais uma vez, um duelo de outro mundo. Num jogo de ultrapassagens, o piloto da Honda acabou por levar a melhor sobre o italiano na última curva antes da recta da meta e alcançou mais uma vitória neste mundial de motociclismo. Maverick Viñales fechou o pódio deste grande prémio.

Márquez voltou a mostrar a sua estratégia: estudou o adversário ao longo da corrida e atacou o primeiro lugar, apenas nas últimas voltas da corrida. O espanhol lidera o mundial com 271 pontos, seguido de Dovizioso com 194 pontos. 

Oliveira continua na luta pelo título de campeão
Fonte: Red Bull KTM Ajo

Na categoria de Moto2, o português Miguel Oliveira voltou a dar que falar e a proporcionar mais uma corrida bem ao seu estilo: luta intensa com os adversários até ao final. Oliveira alcançou o terceiro lugar na Tailândia após um duelo épica com ‘Pecco’ Bagnaia, e acabou a lutar pela segunda posição na última curva com Luca Marini. Bagnaia venceu mais uma corrida e reforçou a liderança no mundial.

Foto de Capa: Moto GP

Portimonense SC 4-2 Sporting CP: Portimonense tomba fraco Sporting

Após a vitória sofrida e suada na passada quinta-feira, na Ucrânia, com golos já a surgir na fase de descontos da segunda parte, o Sporting deslocou-se neste domingo ao Algarve, para defrontar o Portimonense, num jogo a contar para a sétima jornada da Liga NOS. Após já ser conhecido o resultado do clássico que opôs Benfica e Porto, onde os encarnados levaram a melhor sobre os azuis e brancos, o Sporting sabia que em caso de vitória ultrapassavam o Porto na tabela classificativa, ficando com um ponto de vantagem e apenas a um ponto dos líderes Benfica e Braga.

José Peseiro fez algumas mexidas nos escolhidos para esta partida, com principal destaque para o internacional português Nani, que deu o seu lugar a Jovane Cabral. No entanto, o Sporting voltou ao seu onze que nesta fase parece ser o seu onze tipo, com o regresso de Rodrigo Battaglia para o miolo, jogando ao lado de Gudelj, relegando Petrovic para o banco de suplentes. Acuña regressou à lateral esquerda, saindo Jefferson e Raphinha entrou para o lado direito, deixando Carlos Mané de fora. Diaby deu o seu lugar a Fredy Montero.

Na equipa de Portimão liderada por António Folha, o destaque foi para a titularidade do colombiano Jackson Martinez, juntamente com um onze bastante ofensivo com homens como Nakajima, Bruno Tabata e Paulinho, dando a ideia de que o Portimonense não iria jogar apenas para o empate.

Os primeiros quinze minutos foram de alguma expectativa mas apesar disso as duas equipas tentaram sempre trocar a bola de pé para pé e com alguma velocidade. O Sporting naturalmente foi tendo mais bola, mas sem conseguir criar um lance de perigo flagrante. O Sporting procurava construir jogo através do seu miolo, com Battaglia e Gudelj com intenções mais ofensivas, dando liberdade para os seus defesas laterais subirem bastante no terreno. Do outro lado, Nakajima, Paulinho e Bruno Tabata são os homens que desde cedo tentaram pegar no jogo do Portimonense. Um jogo sem registo de muitos remates, mas com bom futebol e com boas ideias de jogo, onde os jogadores mais criativos e com maior influência iam tentando aparecer.

Só perto dos vinte minutos de jogo é que se deu o primeiro lance de maior perigo e foi por parte do Sporting. Bruno Fernandes cobrou um livre direto sobre o lado esquerdo do ataque leonino, mas a bola saiu algo torta e fraca, indo diretamente à malha lateral.  Aos 26 minutos foi a vez do Portimonense criar perigo. Bruno Tabata finta Acuña deixando o argentino para trás, coloca depois a bola na área e com muito perigo, Coates desviou a bola pela linha de fundo. O Portimonense tem vindo a ameaçar sobretudo por parte de Paulinho e Tabata, deixando para o nipónico Nakajima o acelerar do jogo do Portimonense, por terrenos mais interiores e a procurar jogar entrelinhas do Sporting.  Ao minuto 30 chegou finalmente o golo na partida e dos algarvios. A equipa de António Folha já tinha ameaçado nos últimos minutos e após boa jogada de entendimento do lado esquerdo, Wilson Manafá – jogador que já representou o Sporting – deixou o seu adversário direto para trás com uma finta de corpo e num belo remate colocou o Portimonense na frente do marcador, com um remate ainda a embater no poste esquerdo da baliza defendida por Salin.

O Portimonense nunca baixou as suas linhas, mas tentou jogar mais no erro adversário e sair em contra-ataque rápido. O Sporting procurava chegar ao empate, numa situação idêntica ao jogo para a Liga Europa, onde se viu em desvantagem desde cedo, mas sem sucesso. André Pinto aos 37 minutos após livre cobrado por Bruno Fernandes e uma saída em falso do guarda-redes da casa, tenta cabecear para a baliza, mas a bola saiu ligeiramente ao lado, muito perto do poste.

Aos 44 minutos na melhor jogada do encontro, o Portimonense aproveita a passividade leonina e coloca os leões ainda com menos reação e numa situação ainda mais delicada. Uma jogada que começa no meio-campo defensivo dos Algarvios, numa excelente jogada coletiva, Manafá serve o nipónico Nakajima que num excelente remate colocado à entrada da área sem hipótese de defesa para Salin. 2-0 para o Portimonense mesmo em cima do intervalo. Entretanto o guarda-redes Salin foi substituído por Renan Ribeiro após ficar maltradado no lance do golo.

Intervalo no Algarve e os leões a precisarem novamente de um milagre para não saírem derrotados na partida. Uma vantagem justa, da que foi claramente a melhor equipa até ao intervalo. Sempre com mais critério, quer ofensiva quer defensivamente e a conseguir anular completamente o adversário, sobretudo a partir dos 20 minutos de jogo, onde o ascendente caseiro começou a surgir.

Salin teve que ser substituído após o segundo golo
Fonte: Liga Portugal

Para a segunda parte, José Peseiro lançou Nani em troca com Raphinha que hoje esteve algo desinspirado, juntamente com Bruno Fernandes e Jovane, fazendo com que o futebol dos leões tivesse sido previsível e pouco dinâmico. Aos 51 minutos, surge o melhor de Bruno Fernandes e que tardou em aparecer esta época. No flanco esquerdo do ataque leonino, flete para dentro e dispara um remate forte ao canto superior esquerdo da baliza e a bola passa a rasar o poste, naquele que seria o golo da noite e certamente dos melhores da Liga.

À passagem do minuto 60 mais uma boa oportunidade de golo para o Sporting, provavelmente a melhor do encontro por parte do conjunto de Alvalade. Combinação no ataque esquerdo leonino, Bruno Fernandes cruza ao segundo poste e Jovane Cabral com a hipótese de encostar falha escandalosamente o alvo. Com a equipa algo nervosa e a falhar muitos passes, eis que chega um novo ânimo para os leões. Após uma jogada de insistência por parte de Acuña, este combina com Nani que junto à linha final descobre Montero na pequena área e o colombiano solto de marcação, só teve de encostar para golo, reduzindo para 2-1 o marcador, quando o relógio marcava 63 minutos. Aos 68 minutos, Montero tenta isolar Gudelj que após desentendimento da defensiva caseira, surge isolado na cara do guarda-redes Leonardo, mas este consegue fazer a mancha e evitar aquele que seria o golo do empate. A pressão do Sporting ia aumentando, com esperança de ainda chegar ao empate.

Apesar da tentativa do Sporting em chegar ao empate as situações que foram surgindo eram sem nexo e em desespero de causa. Peseiro não arriscava e o resultado ia-se arrastando até final. Já ao minuto 82, novamente Nakajima, acabou com as esperanças leoninas na partida. Na sequencia de um canto, à entrada da área aproveitou para rematar sem hipótese de defesa para Renan, fazendo o 3-1 e o segundo golo na conta pessoal. Posto isto, alguns adeptos do Sporting começaram a abandonar o estádio descontentes com a exibição da sua equipa e sabendo que o Sporting estaria assim a deixar fugir o comboio dos líderes.

Perto do cair do pano, Nani que foi o homem mais neste Sporting e que jogou apenas 45 minutos, descobre Coates na área com um cruzamento certeiro e o central do Sporting, em dia de aniversário, consegue reduzir o marcador para 3-2 com um cabeceamento indefensável ao primeiro poste. Já com a equipa leonina balanceada toda para o ataque em desespero de causa, o Portimonense no contragolpe consegue fazer o 4-2 final numa jogada toda ela conduzida por João Carlos após assistência de Nakajima, batendo Renan Ribeiro num remate colocado ao canto inferior.

O Sporting desperdiçou a hipótese de vitória e de chegar aos lugares cimeiros, somando a sua segunda derrota no campeonato e a sua segunda derrota – consecutiva –  fora nesta edição da Liga NOS, estando já a 4 pontos do primeiro lugar. O Portimonense alcança os 7 pontos e salta na tabela classificativa para um mais tranquilo 13º lugar.

Onzes iniciais:

Portimonense S.C. : Leonardo Navacchio, Vítor Tormena, Lucas Possignolo, Rúben Fernandes, Wilson Manafá, Lucas Fernandes, Pedro Sá (Marcel 58’), Paulinho (Dener 68’), Tabata, Nakajima, Jackson Martinez (João Carlos 84’)

Sporting CP: Salin (Renan 45+3’), Ristovski, Coates, André Pinto, Acuña, Battaglia, Gudelj, Bruno Fernandes, Jovane Cabral (Diaby 83’), Raphinha (Nani 46’), Montero

SL Benfica 1-0 FC Porto: Vitória deselegante que agrada à “Reconquista”

No primeiro Clássico da Primeira Liga 2018/2019, o Benfica venceu em casa o Porto por 1-0, naquele que foi o primeiro triunfo de Rui Vitória frente aos azuis e brancos. Vindos ambos de triunfos europeus a meio da semana, Águias e Dragões queriam vencer para aproveitar da melhor forma o empate do líder Sporting de Braga no dia anterior, e assim ficar no topo antes da pausa para as seleções.

Face aos onzes apresentados nos compromissos europeus, Rui Vitória mudou apenas duas peças: Lema e Gabriel foram titulares nos lugares de Conti (expulso na jornada anterior, frente ao Desp. Chaves) e Gedson, respetivamente. Já Sérgio Conceição, só fez uma alteração, com Tiquinho Soares a atuar de início, relegando Jesús Corona para o banco de suplentes.

O jogo começou a um ritmo algo lento, com os dois conjuntos a estudarem-se mutuamente durante os primeiros 20 minutos, daí que não tenha havido grandes oportunidades nas duas balizas. Durante esse período, o foco esteve sobretudo no árbitro Fábio Veríssimo, que ia tentando manter o controlo da partida algo dura e com elevadas interrupções, devido às faltas cometidas pelos jogadores das duas equipas.

O primeiro lance de perigo surgiu ao minuto 22 para os visitantes: Soares, descoberto nas costas da defesa encarnada por Herrera, rematou às malhas laterais da baliza de Vlachodimos. O Porto ia tendo mais facilidade em chegar à área contrária, fazendo uma boa circulação de bola e aproveitando a velocidade de Marega e Soares, perante um Benfica que se limitava a bater a bola para a frente, em busca de encontrar Seferovic, que estava quase sempre desposicionado.

A única ocasião para o conjunto caseiro surgiu perto do intervalo, por intermédio de Seferovic, que, isolado com Casillas, atirou a bola ao lado, mas o avançado suíço estava fora-de-jogo. Com tão poucos lances dignos de registo, foi sem surpresas que o Clássico chegou ao tempo de descanso com um nulo no marcador.

O jogo foi empatado a zero para o intervalo
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O segundo tempo iniciou-se sem mudanças táticas nos dois lados, mas não demorou muito até surgir a primeira: Sérgio Oliveira foi lançado em campo ao minuto 51, para o lugar de Otávio. O primeiro lance de perigo da segunda parte surgiu ao minuto 60, com Gabriel a rematar à entrada da área para uma bela defesa de Iker Casillas. O aviso foi dado para o aconteceria dois minutos depois: Seferovic, isolado com um cabeceamento de Pizzi, bateu o guardião portista e fez o 1-0 na Luz.

O golo abriu mais o jogo, e Sérgio Conceição decidiu arriscar e mudou a sua estratégia de jogo ao minuto 69, e colocou Corona a fazer o lado direito dos Azuis e Brancos, no lugar de Maxi Pereira. Na sequência de um canto, Danilo teve perto de fazer o golo do empate, mas o seu cabeceamento saiu desviado da baliza de Vlachodimos. Rui Vitória percebeu que era importante tapar os caminhos da sua baliza, daí que tenha optado por meter Alfa Semedo no jogo, para o lugar de Pizzi para os últimos 10 minutos do encontro.

Mas o pior para o Benfica surgiria depois: na estreia a titular, Lema viu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Terceiro jogo consecutivo em que as Águias terminam o jogo sem a equipa completa em campo.

O Porto carregou no acelerador em busca do empate, e voltou a estar perto ao minuto 85, por Brahimi, que num remate em arco, fez a bola passar junto ao poste direito da baliza adversária.

Até final, nota para entrada de Samaris para ajudar na missão de defender a vantagem mínima, e com o Porto a fazer de tudo para chegar ao tento que desse o empate, mas sem sucesso.

O Benfica acabou por vencer o Porto pela margem mínima, mesmo sem convencer, mas o importante são os três pontos. Com este resultado, os comandados de Rui Vitória saltam de novo para o topo da liderança, em conjunto com o Sporting de Braga. Já o Porto sofreu a segunda derrota no campeonato, o mesmo número do campeonato anterior.

Onzes Iniciais

SL Benfica: Vlachodimos; André Almeida; Rúben Dias; Lema; Grimaldo ; Fejsa; Gabriel; Pizzi (Alfa Semedo 80’); Cervi (Rafa Silva 57’); Salvio; Seferovic (Samaris 90’)

FC Porto: Casillas; Maxi Pereira (Jesús Corona 69’); Felipe; Éder Militão; Alex Telles; Danilo Pereira; Otávio (Sérgio Oliveira 51’); Herrera; Brahimi; Moussa Marega; Tiquinho Soares (André Pereira 75’)

5 heróis do FC Porto em Clássicos

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Quem não gosta de um herói? No futebol, eles também existem e são eles que conseguem fazer a diferença quando mais ninguém é capaz de o fazer. Nesta lista reunimos cinco heróis que nos últimos anos foram autênticas dores de cabeça para o SL Benfica.

Heróis mais sonantes do que outros e golos marcados em momentos diferentes do jogo, mas todos com um traço em comum: todos heróis que entraram na história por marcar ao eterno rival.