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Quo vadis, Joni Brandão?

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No já longínquo ano de 2010, a Liberty Seguros/Santa Maria da Feira era “a equipa” no que ao desenvolvimento de jovens talentos do ciclismo português dizia respeito. Nesse ano, num grupo onde surgiam também Amaro Antunes (agora na Pro Continental polaca da CCC) e Fabio Silvestre (que já passou pelo World Tour), o líder principal era um tal de Jóni Brandão. 

Nesse ano, seria segundo na Volta a Portugal do Futuro, 34 segundos atrás do russo Alexander Ryabkin, mas vingar-se-ia no ano seguinte, conquistando finalmente a prova rainha para os Sub-23 nacionais, aí apoiado pelos gémeos Gonçalves, José (a correr na Katusha e 14º no último Giro d’Italia) e Domingos (atual campeão nacional de crono e de fundo). Parecia encontrado o futuro grande nome do ciclismo português e foi sem supresa que se viu Jóni embarcar numa aventura no estrangeiro para a época seguinte, na Burgos.

Depois de um ano de aprendizagem por terras de nuestros hermanos, voltou a casa, mas desta vez para os profissionais, assinando pela Efapel-Glassdrive, um dos mais fortes conjuntos do pelotão português, e começou a afirmar-se. Começou por se mostrar com um sexto posto no Tour de Azerbaijan, para pouco depois conquistar aquela que ainda hoje é a maior vitória da carreira, o título nacional de fundo. Destacar-se-ia ainda na Volta a Portugal como um dos mais combativos dessa edição e ajudando Rui Sousa a chegar ao podium final. 

A partir daí, o trepador português foi trilhando o seu caminho individual e, finalmente, passou a ser ele o líder dos amarelos para a maior prova do calendário nacional, chegando ao quarto posto em 2014 e sendo vice-campeão em 2015. 

Tudo parecia bem encaminhado para Joni Brandão se tornar num dos nomes grandes do ciclismo nacional e a dúvida era se o ciclista de Travanca se juntava ao crescente contigente nacional no estrangeiro ou se fazia mais uma época em Portugal para conquistar a tão ansiada vitória na Volta.

Ficou-se pelo território já conhecido e, se a época começou da melhor maneira com um terceiro posto fora de portas na Vuelta a Castilla y Leon e vitórias na etapa mais dura e na Geral do GP Beiras e Serra da Estrela, o caso mudaria de figura na Grandíssima. Como muito acontece no ciclismo, os organizadores das provas estão dependentes das câmaras que pagam para receber o pelotão e esse ano marcou o início de um período em que, por essas mesmas razões, a Volta deixou de ter chegada ao Alto da Torre.

Joni não se deixou ir abaixo pela falta do elemento que mais o beneficiaria na Volta e lançou-se num ataque de proporções épicas na Torre, tentando chegar isolado à meta. Infelizmente para ele, o poderio da W52/FC Porto era demasiado e não teve hipótese de o contrariar, acabando por ter de se contentar com o quinto posto da Geral, mas levando para casa a camisola da montanha.

É altura de dizer “Basta!”

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Estamos a dois meses da realização dos Jogos Olímpicos da Juventude e tudo parecia estar pronto para a presença da Seleção Nacional de Andebol de Praia Feminina fazer história ao marcar presença nesta competição após o terceiro lugar no Campeonato Europeu de Andebol de Praia e o quarto lugar no Campeonato do Mundo de Andebol de Praia. Até que, há dois dias, o treinador do SL Benfica, uma das principais figuras históricas do Andebol Nacional, pai de uma atleta da Seleção Nacional, Carlos Resende, surpreendeu o Andebol português ao referir que “administrativamente alguém as (Seleção Nacional de Andebol de Praia Feminina) pode colocar fora desta memorável competição”.

Ontem, dia seis de agosto, esta “ameaça” tornou-se realidade. O Comité Organizador dos Jogos Olímpicos da Juventude estabeleceu a condicionante de cada país poder apenas participar com uma seleção, por género, nas modalidades coletivas que integram o respetivo quadro competitivo. Nesse sentido, o Comité Olímpico de Portugal definiu como critério prioritário que se mais do que uma modalidade estivesse qualificada, participariam duas modalidades e não apenas uma única, garantindo uma maior diversidade da representação nacional. Acontece que no momento de encerramento das inscrições (6 de agosto) se encontravam apenas elegíveis para participar, as Seleções de Portugal de Andebol de Praia (femininos e masculinos) e a seleção de Futsal Feminina.

Face aos critérios que estavam estabelecidos, o COP decidiu que Portugal participará nos Jogos Olímpicos da Juventude com as Seleções de Andebol de Praia Masculina e Futsal Feminina, deixando de fora a Seleção de Andebol de Praia Feminina que, ao longo dos últimos anos, tem alcançado resultados excecionais e que dão grande confiança em relação ao futuro da modalidade.

Desta forma, as jogadoras da Seleção Nacional de Andebol de Praia vêm-se impedidas de participar nesta competição, algo que seria histórica para a modalidade e uma experiência que estas nunca iriam esquecer.

Todo o esforço e dedicação das guerreiras portugueses foram por água abaixo
Fonte: Beach Handball Euro U18 Montenegro 2018

No entanto, este impedimento traz à discussão um problema mais profundo. Nos últimos anos, o Andebol, que é a segunda modalidade mais praticada em Portugal, tem sido completamente desvalorizada pela maioria dos portugueses. Nos últimos anos a grande vitória que se conseguiu foi a transmissão de alguns jogos do Andebol1 na TVI24 porque todos os outros canais televisivos ignoram totalmente este desporto.

No mesmo fim de semana em que a Seleção Nacional de Sub-19 foi, de forma histórica, campeã europeia de futebol, conquista que teve direito a longos minutos de reportagem e cobertura (com todo o mérito), a Seleção Nacional de Sub-20 foi, também numa prestação histórica, quarta no Europeu de Andebol. Será que alguém sem ser os praticantes e amantes da modalidade tiveram noção deste feito?

O Andebol Nacional merece mais e melhor e temos de continuar a lutar por esse reconhecimento.

Foto de Capa: Beach Handball Euro U18 Montenegro 2018

Os emails não revelados: Raphinha critica duramente José Peseiro

Caro mister,

Peço desculpa desde já por estar a contactá-lo desta forma. Talvez não seja a melhor, mas parece-me a forma de me fazer notar, já que nos treinos me tem parecido que não estou a conseguir fazê-lo. Ou serão os seus olhos que estão apontados para outros locais?

Faz já alguns meses que soube que iria jogar neste enorme clube. A alegria e o orgulho foram imensos. Sei que o investimento foi também bastante considerável, o que aumentou não só as minhas expectativas, mas também a minha responsabilidade. De qualquer forma, a confiança de que aqui iria vingar é igual à que sinto sempre que vou “para cima” de um adversário. A minha força mental e a minha qualidade davam-me a certeza que iria valer cada cêntimo investido.

Ironia do destino: fui treinado por si no Vitória SC no final da época passada e vim reencontrá-lo aqui. Acreditei que esta coincidência seria benéfica para mim, até porque tinha sido um gosto trabalhar consigo no Vitória. Infelizmente parece que me enganei.

Fui contratado por um Presidente e um treinador que já aqui não estão, e talvez isso me tenha colocado nas últimas posições da grelha de partida. No entanto, não duvido em algum momento ter a capacidade suficiente que me levará até aos lugares cimeiros desta “corrida”, assim o mister confie em mim.

Confesso que as minhas expectativas tocavam o céu. Quem faz 15 golos numa só época a jogar a extremo numa equipa que não luta pelo título e que nem sequer à Europa chega? Será que isso não é justificativo de vir com o ego no pico e com uma confiança para dar e vender? A única questão é que eu não vou vendê-la e muito menos dá-la. Só espero é que ela não me seja ‘roubada’ pela falta de crença que o mister me tem demonstrado.

Semana após semana tenho percebido que não faço e dificilmente irei fazer parte das suas escolhas iniciais. A lengalenga do “terás de esperar o teu momento” ou “a tua hora chegará”, para mim, não cola. Desculpe a sinceridade! Diz-se que os jogadores não devem falar sobre as opções técnicas de quem os “comanda”; eu discordo, porque, no fundo, acabaremos por o fazer. Se não for consigo será com outros membros do balneário e isso só prejudica o grupo.

Raphinha desconfia que ‘não contará’ para José Peseiro
Fonte: Sporting CP

Por isso, pergunto-lhe muito abertamente: Conta comigo para ser um jogador importante? Vou ter de esperar por um abaixamento de forma do Nani? Do Acuña? De um outro extremo que se diz ainda estar para chegar? Eu não vim só para jogar jogos das Taças. Se é para aguardar serenamente por tantas condicionantes, então desde já lhe digo que prefiro que mo diga na cara e me emprestem. Se sete milhões para si não significam um investimento num jogador que pode ser uma real mais-valia, então estamos conversados.

O Acuña irá ocupar a minha posição? É essa a sua ideia? Só consigo entendê-la se porventura precisar, em simultâneo, de um defesa esquerdo e de um médio esquerdo que seja quase defesa, talvez para “omitir” os desequilíbrios desse flanco, e não, não são provocados por mim porque eu jogo cada vez menos, mas antes por alguém que joga naquele lado do terreno de jogo e que não poucas vezes “trama” a equipa. Desculpe, de novo, a sinceridade.

Dito isto, e esperando realmente que não leve a mal as minhas palavras, digo-lhe somente para deixar de ter medo e arriscar. De arriscar também na nossa forma de jogar. Nós, os jogadores, precisamos de sentir que no banco está alguém sem medo. Sem medo de assumir escolhas ousadas. Sem medo de se atrever a surpreender o nosso adversário. Sem medo de um sorriso sincero ou de dar um ‘raspanete’ daqueles que só os grandes treinadores conseguem verdadeiramente transmitir. Sem medo de ser feliz.

Vou pois terminar, mister. Desculpe uma vez mais se fui ousado ou inoportuno. Espero que não entenda estas palavras dessa forma.

E, já agora, experimente a apostar em mim duas ou três vezes consecutivas no onze titular, e depois verá. Aí, se realmente o decepcionar, serei o primeiro a assumir a minha culpa, e entenderei o banco de suplentes como um prémio merecido. Até lá, esse mesmo banco irá causar-me náuseas que temo não poderem ser combatidas em 10 ou 15 minutos semanais.

Cumprimentos,

Raphael Dias Belloli.

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

 

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

SL Benfica 1-0 Fenerbahçe SK: Caminhada aos milhões começa a passo de caracol

O Benfica disputou o seu primeiro jogo oficial na temporada 2018/2019 e logo a contar para a Liga dos Campeões. À procura de chegar à liga milionária, os «encarnados» venceram no Estádio da Luz por 1-0 os turcos do Fenerbahçe com golo de Franco Cervi. Um resultado positivo, uma vitória perante 58,878 adeptos, mas levar uma vantagem mínima para a Turquia pode significar uma nulidade e denota-se uma experiência e maturidade superior desta equipa forasteira.

Nesta fase, o Benfica parece ter encontrado alguma solidez no meio campo e na defesa, apesar de ainda faltar ideias que façam distribuir jogo para alas e posteriormente para o eixo de ataque, onde há caras novas. A dificuldade do jogo da próxima terça-feira é imprevisível.

Perante a não convocatória de Jonas e daquilo que se foi vendo dos novos reforços do ataque do Benfica na pré-temporada, Ferreyra foi a opção de Rui Vitória, deixando Castillo no banco. Mudança de jogadores que aconteceu na segunda parte e trouxe factores positivos para os encarnados. Mais atrás no terreno estava a outra novidade de que se tem falado tanto, Gedson Fernandes, que surgia ligeiramente mais adiantado do que o ‘6’ Fejsa e ‘encheu’ o campo. Odysseas Vlachodimos foi quem tomou as redes «encarnadas e foi sempre muito aplaudido pelo estádio a cada intervenção, fosse ela maior ou menor.

No primeiro tempo, o Benfica atacou de norte para sul, algo que costuma acontecer na segunda parte quando joga em casa. O início do jogo fica logo marcado por uma iniciativa de Gedson Fernandes que recupera uma bola no interior da área, ao lado direito, passa rasteiro para o meio. O Estádio da Luz suspirava bem cedo o golo, mas ninguém estava lá. Para se ver um pouco mais de Benfica, era preciso chegar à meia hora de jogo.

Dois momentos. Aos 32’ Grimaldo encontra Cervi nas costas da defesa do Fenerbahçe e faz um cruzamento venenoso, que parecia enganar o guarda-redes que sacode a bola. Salvio estava lá perto, ainda se atira para a bola, mas cortada por um defesa. No minuto seguinte, num ritmo ligeiramente maior no jogo, Salvio remata mesmo, ao lado, mas obrigou o guardião turco a esticar-se.

Os «encarnados» pretendiam construir jogo, trocando bola a seu ritmo, mas o Fenerbahçe ia pressionando cada vez mais alto, levando-os ao erro, onde algumas vezes surgiam os turcos. Os vice-campeões da Turquia, aproveitam, chegavam mais rápido à área adversária em posse, mas sem muito perigo. Alper Potuk e Giuliano, os jogadores no eixo, eram sempre muito procurados a partir de bolas vindas das laterais.

Mesmo antes do apito para o intervalo, Ferreyra ganha a bola sobre Neustäder e, praticamente isolado do lado esquerdo, remata fraco em jeito, quase a entregar a bola a Demirel.

Cervi marcou o único golo do triunfo encarnado
Fonte: SL Benfica

A segunda parte começa com os mesmos contornos da primeira, tirando uma oportunidade de Pizzi, quase sem ângulo do lado esquerdo da área a chutar uma bola que tinha sobrado de um erro do guarda-redes do Fenerbahçe que não tinha agarrado bem o esférico. Os turcos iam gradualmente descendo mais no terreno, mas com algum controlo.

À passagem do minuto 60, o Benfica via que tinha de arriscar mais para não levar um resultado nulo para a Turquia e o treinador Rui Vitória trocou Facundo Ferreyra para lançar o outro reforço para o ataque, Nicolás Castillo. Tirando aquela ligeira oportunidade no final dos primeiros 45 minutos, não se viu muito do avançado argentino. Em contraste, foi o colombiano a dar algo mais ao Benfica para chegar ao golo. Salvio passa para dentro de área para Castillo que, de costas e muito perto da baliza turca, atrai alguns oponentes do Fenerbahçe. Este passa para baixo, onde estava Cervi para receber com o melhor pé, o esquerdo, e finalizar (1-0). A bola passa no meio das pernas de Mauricio Isla antes de bater Demirel.

No decorrer que faltava da segunda parte, o Benfica foi ficando mais à vontade do jogo e foi ganhando alguns números na estatística ao nível do remate, muito por culpa de Castillo. Reteve como queria várias vezes a bola em sua posse, devolvia aos colegas ou rematava, tentava pressionar a linha defensiva do Fenerbahçe. Um ‘mais’ para o campeonato que está já à porta. Os adeptos do Benfica iam ficando rendidos, mas de certeza que não estão a esquecer de Jonas.

O calendário não vai perdoar neste “querido mês de agosto” aos «encarnados». O Benfica ainda joga esta semana, na sexta-feira, frente a um renovado Vitória Sport Clube, terça-feira desloca-se à Turquia, depois segue para o Bessa defrontar o Boavista. Mas até lá, veremos o desfecho desta terceira eliminatória da Liga dos Campeões e, quiçá, o play-off que está ligeiramente mais perto.

Sporting: Venham lá os jogos a sério

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O Sporting Clube de Portugal terminou no passado domingo a sua pré-época, com um embate frente aos italianos do Empoli. A equipa leonina empatou no decorrer dos 90 minutos a uma bola, com golo de Josip Misic, e viria a ser derrotada nos pontapés de penálti, numa partida a contar para o Troféu Cinco Violinos.

Uma pré-temporada que ficou marcada pelos regressos de Bas Dost, Bruno Fernandes e Rodrigo Battaglia e pela chegada de cinco reforços, Raphinha, Marcelo, Viviano, Bruno Gaspar, Renan e do novo capitão de equipa, Nani. No entanto, o plantel está longe de estar fechado, já que até dia 31 de agosto poderão assinar novos atletas, nomeadamente para o meio-campo e ainda para a linha avançada.

O plantel irá sofrer até dia 31 de agosto mais alterações, estando na porta de saída jogadores como João Palhinha, Bruno César, Seydou Doumbia, Luc Castagnios, Romain Sallin e Matheus Oliveira. Regressaram ainda ao Sporting Jefferson e Carlos Mané, que haviam estado por empréstimo ao serviço do SC Braga e do Estugarda, respetivamente.

Nani regressa como capitão do Sporting
Fonte: Sporting CP

O treinador, José Peseiro, para a primeira jornada em Moreira de Cónegos, tem todo o plantel à sua disposição. Assim, os leões devem apresentar o mesmo onze que defrontou o Empoli, com uma estrutura 4-2-3-1: na baliza estará o italiano, Viviano, a defesa será composta por Ristovski, Mathieu, Coates e Jefferson, no meio-campo o duplo pivô com Battaglia e Misic, nas faixas alinharão, Marcos Acuña e Nani, com Bruno Fernandes no apoio a Bas Dost. Este será um onze consistente em termos defensivos e que em termos ofensivos dependerá da criatividade de Acuña, Nani e Bruno Fernandes e da veia goleadora de Bas Dost.

O Sporting irá defrontar um Moreirense que apresenta um novo treinador, Ivo Vieira, e que irá privilegiar a consistência defensiva, jogando com um bloco recuado e organizado, explorando as transições rápidas para tentar surpreender a equipa de Alvalade. Os leões no decorrer da pré-época tiveram apenas dois jogos de elevado grau de competitividade, frente aos franceses do Nice e do Marselha. No entanto, nesses embates deixaram boas indicações e diante do Moreirense são naturalmente favoritos.

A temporada do futebol verde e branca arranca assim no próximo domingo e o objetivo é só um: vencer e somar os três pontos. Numa época que será exigente e onde o Sporting pretende conquistar títulos, terá pela frente a Liga NOS, Taça de Portugal, Taça da Liga e Liga Europa. Por isso, é fundamental começar esta caminhada com vitórias, contando com o apoio dos melhores adeptos do mundo, os sportinguistas.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

O Plantel pós-Supertaça

A época de 2018/2019 está aí à porta e as movimentações de mercado no Reino do Dragão são, para já e no que à entrada de novos jogadores diz respeito, escassas e pouco relevantes. As notícias mais relevantes para os aficionados portistas passam pelas vendas de Ricardo Pereira e de uma das principais jóias da formação do clube, Diogo Dalot.

Embora encerrem em si dois infelizes atos de gestão, as vendas mencionadas podem e devem ser colocadas em patamares distintos de entendimento. Se a venda do lateral convocado por Fernando Santos para o Mundial 2018 se fez por um valor bastante abaixo da qualidade demonstrada pelo internacional português na temporada transata, parece evidente que no caso de Dalot a sua transferência apenas sucede devido à incapacidade de antecipação da SAD que adiou uma renovação que há muito era obrigatória e que acabou por perder o jogador devido à sua baixa cláusula de rescisão.

Quanto à falta de reforços considero-a, para já, uma falsa questão. O plantel do FC Porto (que acaba de conquistar a Supertaça Cândido de Oliveira) que terminou a temporada anterior era bastante capaz e importa, nesta altura, perceber quem fica e quem sai para depois se identificarem as carências da equipa. Julgo que, se nada de extraordinário se passar, a contratação de 2/3 jogadores será suficiente para a construção do tal plantel competitivo que o treinador mencionou na sua apresentação. Faltam (mais coisa menos coisa) quatro semanas para o fecho do mercado e poucos dias para o começo do campeonato. Urge acelerar alguns dossiers.

Assim, parece-me pertinente percorrer o plantel do FC Porto, por setores, procurando um equilíbrio entre qualidade e quantidade e a identificação clara das necessidades mais prementes que existem no seio da equipa.

No que toca à baliza parece claro que está fechada. Mal ou bem (dependendo de qual for o vencimento do jogador) o Porto segurou Iker Casillas e garante, desta forma, qualidade entre os postes ao longo da época (assim que o guarda-redes espanhol repita o rendimento do ano que passou). No banco continuará a constar o nome de Vaná e como terceiro elemento fica a duvida se se manterá Fabiano ou se será Diogo Costa a fazer a ponte entre equipa B e A. José Sá deverá sair.

Na defesa teremos forçosamente que a dividir entre laterais e o eixo central. Na lateral esquerda Alex Telles é dono e senhor mas falta-lhe concorrência e julgo ser prioritário encontrar uma solução competente mas barata no mercado. Já não há Dalot para apagar os fogos e Oleg (equipa B) não convenceu Sérgio Conceição. Na direita, Maxi (contra a minha vontade) permanece no clube e terá a sombra de João Pedro, contratado no Brasil este verão. Saidy já foi dispensado e Layún vendido. Posição parece fechada.

Embora existam algumas dúvidas, o plantel do FC Porto está perto de se encontrar fechado
Fonte: FC Porto

No centro da defesa já só sobra Felipe da época passada. Marcano e Reyes abandonaram o clube em final de contrato e rumaram a outras paragens e Osório foi emprestado ao Vitória SC. Entretanto deu-se a afirmação de Diogo Leite, o regresso de Chidozie e a compra de Mbemba. A estes deve ainda juntar-se Éder Militão (proveniente do São Paulo). Há um claro excedente de jogadores que deverá atirar o nigeriano que esteve emprestado aos franceses do Nantes para a porta de saída.

No meio-campo, Danilo está próximo da recuperação plena da sua lesão. No vértice mais recuado do meio campo salta, ainda, à vista, o nome de Rui Pires que poderá começar a ter algumas oportunidades na equipa principal e a quem se apregoa um futuro risonho. Para zonas mais adiantadas sobram Óliver, Bruno Costa, Sérgio Oliveira e o capitão Herrera. É fundamental manter e renovar com mexicano que termina contrato no final da temporada e encontrar mais espaço para o espanhol por quem nutro, confesso, uma especial admiração e a quem reconheço um talento sem igual no plantel do FC Porto. Mais um jogador para o miolo seria recebido de bom grado mas não deve ser encarado, neste momento, como prioritário. Mikel, Paulinho (infelizmente, na minha humilde opinião) e Ewerton não contam e deverão ter que procurar outras paragens.

No ataque residem, ainda, algumas dúvidas. Nas alas segurar Brahimi e Corona deverá ser uma prioridade, aos quais se deve voltar a juntar Hernâni. Otávio poderá, igualmente, passar por lá e ganhar protagonismo para o qual o seu talento vai apregoando, mas parece evidente que pelo menos mais um jogador poderá chegar ao clube.

Como homens-golo, Soares parece de pedra e cal e residem, ainda, algumas dúvidas em relação a Aboubakar. Considero, mesmo, que a SAD deve fazer um esforço suplementar para manter o camaronês no clube. Resta Marega que, no meu entender e pelos valores que têm vindo a público, deve ser entendido como uma excelente oportunidade de negócio e deve ser transferido. Foi o jogador mais importante da época passada, é certo, mas é um jogador com enormes deficiências técnicas e que, acredito, possibilitará (com a sua saída) conferir à equipa uma dose extra de perfume em relação à última época. A juntar a tudo isto, importa, também, salientar o episódio que teve lugar na última semana e que, embora não se saibam ao certo os seus contornos, colocou a nu alguma falta de profissionalismo do maliano. Existe, ainda, a possibilidade de Adrián se fixar no plantel e André Pereira parece ter caído no goto do treinador, sendo a sua permanência no plantel uma certeza quase absoluta. Poderá entrar mais um jogador mas atará sempre dependente da continuidade ou não de algum(s) jogadores acima mencionados.

Em suma, as soluções estão todas, ou quase todas, dentro de portas e as contratações dependerão mais dos jogadores que não se conseguir segurar e menos das carências atuais do plantel. Trabalho de sobra para a SAD e treinador.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

A Maldição de Guttman ou a Maldição do Futebol?

Em véspera dos jogos da Liga dos Campeões é bastante oportuno falar de algo que deixa qualquer adepto do Sport Lisboa e Benfica com alguma ânsia. Foi precisamente há 56 anos que o Benfica levantou a sua última taça europeia. Dentro deste espaço de tempo as Águias já tiveram mais oito oportunidades de levar o ouro para casa. Foram cinco finais da Taça dos Campeões Europeus, uma final da Copa UEFA, e duas da Liga Europa. Foram oito vezes que o Benfica saiu como primeiro dos últimos e deixou os adeptos com a amargura da derrota.

Foi com Béla Guttman ao comando que o Benfica se sagrou campeão europeu duas vezes seguidas, nas épocas de 1960/61 e 1961/62, logo a seguir ao Real Madrid ter ganho as cinco primeiras edições da competição. A primeira final vencida foi frente ao Barcelona, por 3-2, com golos de Mário Coluna e José Águas, e um autogolo de Antoni Ramallets. A segunda foi mesmo frente ao Real Madrid, por 5-3, com golos de José Águas, Cavém, Mário Coluna, e um bis de Eusébio. Desde aí nunca mais o Benfica saiu vitorioso de uma final europeia, também foi nesse ano que Guttman deixou o Sport Lisboa e Benfica.

Béla Guttman nunca tinha treinado nenhum clube por mais de três anos antes de vir para o Benfica, no entanto quis quebrar a rotina e terá tentado ficar por Lisboa mais um ano, mas o prolongamento da sua estadia não seria tão fácil quanto isso. Guttman exigiu um aumento de salário, o qual lhe foi negado. Não terá ficado feliz com esta nega, e acabou mesmo por sair. Antes de bater com a porta, Guttman proferiu (ou terá lançado o feitiço?): “nem nos próximos cem anos o Benfica irá vencer outra competição europeia!”

No ano seguinte o Benfica chega à terceira final consecutiva da Taça dos Campeões Europeus, desta vez frente ao Milan. Wembley foi consequentemente o estádio que viu o Benfica perder pela primeira vez uma final europeia. Dois anos depois, chegávamos a mais uma final, onde nos deparámos com o campeão em título, o Internazionale, que ainda por cima jogava em casa no San Siro. Saímos derrotados por 1-0. Foi depois desta derrota que Guttman volta para treinar o Benfica para tentar quebrar a própria maldição, falhando redondamente ao perder nos quartos de final por um aglomerado de 8-3.

Dois anos depois, Wembley volta a ser o jardim das amarguras do Benfica. Desta vez frente ao Manchester United, por 4-1 no prolongamento. Na temporada de 1983, o Benfica chega à final da Copa UEFA, e perde por 2-1 no conjunto dos dois jogos frente ao Anderlecht. Em 1987 é a vez do Porto vencer a Taça dos Campeões Europeus, e no ano seguinte lá estava o Benfica a perder outra final, frente ao PSV Eindhoven, que vencia a competição pela primeira vez. Dois anos depois sucede-se a última final da Taça dos Campeões Europeus para o Benfica, até agora, e mais uma vez voltamos a perdê-la frente ao Milan. Infelizmente ainda temos memórias bem recentes de insatisfação e tristeza, pois em dois anos seguidos (2013 e 2014) perdemos duas finais da Liga Europa, uma frente ao Chelsea, e outra frente ao Sevilha.

Os últimos que levantaram uma taça europeia pelo Benfica
Fonte: SL Benfica

O que será preciso para o Benfica voltar a sair triunfante de uma final europeia? Cada vez mais as odes estão mais baixas, graças ao desequilíbrio a que estamos a assistir no futebol internacional, com os tubarões europeus a comprarem tudo do bom e do melhor, e as equipas relativamente mais fracas a ficarem para trás dado que não têm o mesmo poder de compra.

Em Portugal ainda vimos José Mourinho vencer a Liga dos Campeões com o Futebol Clube do Porto. Um feito gratificante para o futebol português e que lançou o “Special One” para as bocas do mundo. No entanto, a balança tem cada vez mais se apoiado para um lado, mais especificamente para os clubes com poder económico. A época em que o Porto venceu a competição foi uma mera fuga ao habitual. Nos últimos tempos temos visto sempre os mesmos clubes a vencer a Liga dos Campeões, sendo esses quase sempre os favoritos a chegar mais longe, e que consequentemente acabam mesmo por chegar aos últimos oito ou últimos quatro.

Clubes como o Real Madrid, o Barcelona, o Bayern de Munique e os “Top Six” da Inglaterra. E são nada mais nada menos esses os clubes que vemos transferir as maiores promessas e os melhores jogadores já feitos para os seus planteis, não deixando hipóteses de qualquer outro clube se poder afirmar numa Liga dos Campeões. Também é cada vez mais que os adeptos do futebol internacional começam a gostar de umas boas histórias de “underdogs” futebolísticos, como foi o caso do Leicester City quando estes venceram a Premier League na temporada de 2015/2016. Isto porque as pessoas fartam-se de ver os mesmos a ganhar, ou fartam-se de ver o mesmo futebol apoiado pelo dinheiro e salários milionários, e quando assistem a um clube “pequeno” triunfar sobre os “grandes” acaba por ser como um respirar de ar novo. Todos gostamos de uma boa luta que se assemelhe a David contra Golias, em que os pequenos “Davids” saem triunfantes apesar da diferença de altura, neste caso, de poder económico, ou suposta qualidade de plantel.

Costuma dizer-se que se fizéssemos um 11 com os melhores jogadores que saíram recentemente do Benfica e que atuam nos maiores clubes europeus tínhamos uma equipa cheia de estrelas com potencial para vencer uma Liga dos Campeões facilmente, e o mesmo se adequa para o Futebol Clube do Porto. O problema é que em Portugal precisa-se de faturar para poder progredir, e muitas vezes as ofertas são demasiado tentadoras tanto para os clubes, como para os jogadores.

Será que vamos ver o Benfica vencer uma Liga Europa, ou até mesmo, uma Liga dos Campeões? Estará o clube verdadeiramente amaldiçoado, ou já não temos grandes hipóteses graças ao dinheiro que move montanhas?

Foto de Capa: SL Benfica

SC Braga campeão – Uma conclusão à medida da ambição?

O SC Braga tem-nos habituado, num passado recente, a intrometer-se na luta pelos lugares cimeiros da Primeira Liga.

No entanto, e tal como foi dito por António Salvador, presidente dos Guerreiros do Minho, aquando da sua tomada de posse, o clube “quer mais”, não obstante “o que conseguiu ao longo dos últimos anos”. Assim sendo, esse “mais” a que o responsável máximo dos Arsenalistas se refere poderá passar por uma conquista do título de campeão nacional no curto prazo, pese embora a difícil tarefa que é ombrear com qualquer um dos designados “três grandes” (FC Porto; SL Benfica e Sporting CP), clubes que dispõem de outra dimensão financeira. Para se ter uma ideia, note-se, por exemplo que, à data em que escrevo (3 de agosto de 2018), o valor de mercado do atual plantel bracarense é inferior em cerca de duas vezes ao do registado pelo Sporting CP, o “grande” com menor valor monetário no referido capítulo.

Todavia, o crescimento sustentado vivido no decorrer da última década (período durante o qual o SC Braga venceu três dos cinco títulos que compõem o seu palmarés), assim o exige. Obriga a que se dê um passo em frente naquilo que é o decurso normal de um processo evolutivo.

Uma evolução sentida ao nível:

– das infraestruturas:

Cidade Desportiva dos Guerreiros do Minho
Fonte: SC Braga

Com o intuito de capacitar ainda mais o SC Braga, a atual Direção entendeu iniciar (a obra apenas ficará concluída em 2019) a construção da Cidade Desportiva, um complexo que integra um Centro de Formação (já em funcionamento), que congrega toda a logística  das atividades dos escalões jovens, e prevê, ainda, a edificação de um Pavilhão Multiusos, que, para além da vertente desportiva, se destinará às áreas administrativa e comercial.

– do reforço orçamental:

Embora muito distante dos valores exibidos pelos três principais candidatos à conquista do título (FC Porto; SL Benfica e Sporting CP), assistiu-se a um incremento no que respeita às verbas disponibilizadas para financiar toda a atividade da equipa profissional de futebol bracarense, na medida em que o orçamento relativo à temporada 2018/2019 se situa nos 16 milhões de euros, um valor histórico por ser o mais elevado alguma vez apresentado pelo SC Braga, o que traduz, desde logo, o reforço da ambição e a convicção dos responsáveis Arsenalistas em alcançar feitos maiores.

São Paulo FC: do inferno ao céu e cinco meses

Após vitória por 2 x 1 no Rio de Janeiro sobre o Vasco, no último domingo (05), pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro, o São Paulo volta a liderar à primeira colocação da série A após três anos, para tristeza dos flamenguistas que viram o rubro-negro cair para a segunda colocação.

Sob o comando do uruguaio Diego Aguirre, que assumiu o clube há cinco meses, o tricolor paulista ganhou regularidade, organização tática e confiança, deixando para trás a amarga eliminação para o Corinthians, na semifinal do Campeonato Paulista, para assumir a liderança do Brasileirão e devolver aos são-paulinos o orgulho de torcer para o tricampeão mundial. Após 29 jogos à frente da equipa, Aguirre conseguiu 14 vitórias, 9 empates e sofreu apenas 6 derrotas.

O São Paulo Futebol Clube, que não ganha título expressivo desde 2012, viveu grandes crises nas últimas temporadas. Foram sete treinadores nos últimos três anos, consequência de administrações retrógradas e política interna conturbada no Clube. Agora com o ex-jogador e ídolo do Clube, Raí, como gerente de futebol, o tricolor está buscando modernizar o departamento desportivo e dar mais tranquilidade para que os atletas possam trabalhar, sem as interferências políticas que se tornaram comuns nos últimos tempos.

Aguirre dá instruções durante o Jogo
Fonte: São Paulo FC

Além de Aguirre, outro fator que contribuiu para a boa fase do São Paulo, foi a contratação de atletas para posições carentes no elenco, que acabou por surtir efeitos positivos na equipa, dando mais densidade no meio campo e velocidade no ataque. Alguns destaques são os veteranos Diego Souza e Nenê e o medio-atacante equatoriano João Rojas. Os jogadores da base também voltaram a ser aproveitados no plantel principal, como é o caso do defensor Militão – que foi recentemente negociado com o Porto.

Mesmo com os bons resultados, a primeira colocação e, momentaneamente, o melhor saldo de golos entre os 20 Clubes da Série A, ainda não é possível ter certeza se o São Paulo lutará pelo título do Campeonato Brasileiro, pois ainda restam 21 rodadas. No entanto, com as recentes atuações e com a nova “cara” que Aguirre deu ao plantel, os adeptos do tricolor paulista têm motivos de sobra para sonhar. É muito bom para o futebol brasileiro que o campeão retorne.

Fonte: São Paulo FC

Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

Girabola: 1º de Agosto regressa ao topo

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Prestes a chegar ao seu fim, jogou-se mais uma ronda do Girabola’18. A 28.ª jornada foi disputada entre os dias 4 e 6 de agosto, mas não trouxe ainda qualquer confirmação quanto à questão do título e da manutenção.

O jogo cartaz desta ronda opôs dois dos atuais três primeiros classificados: no Estádio 11 de Novembro, o 1.º de Agosto recebeu o Interclube numa partida importante para as contas do título. Motivados por querer voltar de novo à liderança, os comandados de Zoran Maki foram mais fortes que o seu adversário, e conquistaram um triunfo por 2-0 – os golos foram apontados por Geraldo e Buá. A vitória permite aos “Militares” saltar outra vez para o topo da classificação, mesmo tendo dois jogos em atraso.

O jogo do Petro de Luanda frente ao Desportivo da Huíla foi adiado, e apenas será disputado no próximo dia 11 de agosto.

O encontro desta ronda com o maior número de golos foi entre Kabuscorp e 1.º Maio de Benguela. No seu recinto, a turma do bairro do Palanca ainda esteve duas vezes em desvantagem, mas soube reagir bem e alcançou os três pontos – vitória por 4-2, com o destaque da partida a ir para Calero, que bisou frente à formação do Huambo. Assim, o Kabuscorp conseguiu reagir à pesada derrota sofrida a meio da semana (4-0 vs Progresso) e continua na primeira metade da classificação.

Os “Militares” voltaram ao primeiro lugar, graças ao triunfo por 2-0 sobre o Interclube
Fonte: 1.º de Agosto

O Recreativo do Libolo está numa senda de jogos sem perder impressionante! Depois de ter batido o Interclube fora a meio da semana, a equipa do Calulo somou o seu terceiro triunfo consecutivo, desta vez frente ao Sagrada Esperança por 2-1 – os golos foram marcados por Magrão (bis) e Ben Traoré. A turma libolense vai numa série de sete jogos sem conhecer o sabor da derrota, o que permitiu ascender até ao quarto posto da classificação.

Nos outros jogos, Domant e Rec. da Caála não desfizeram o nulo no marcador durante os 90 minutos, ao passo que a Académica do Lobito venceu no seu terreno o Bravos do Maquis. O Sporting de Cabinda perdeu por 1-2 na receção ao Progresso do Sambizanga.

Em suma, podemos desde já perceber que a luta pelo título se mantém ao rubro, com os dois suspeitos do costume (D’Agosto e Petro) a discutirem o primeiro lugar final. Esta será uma corrida que irá ser ganha ao sprint, o que torna ainda mais emocionante as últimas jornadas. Quem irá ser coroado como vencedor do Girabola’18? Iremos descobrir nas próximas rondas!

Foto de capa: Girabola ZAP