Com a iminente saída de Jonas restam Ferreyra e Castillo para o lugar de avançado no SL Benfica. Serão os dois reforços garante de qualidade face à saída do jogador mais preponderante em Portugal nos últimos quatro anos?
A resposta é não. Pelo menos pelo que mostraram até agora, Ferreyra e Castillo terão dificuldades abissais em fazer esquecer o Pistolas. O caso de Castillo é gritante. Já se sabe que análises de pré-época, por vezes, recorrem ao exagero mas o chileno parece ser muito mau. É possante, alto, e até se pode dizer que ataca bem a bola na área mas em tudo o resto é medíocre. Quando a bola contacta com o pé o mais provável é sair dele e correr dois metros. É impressionante a falta de qualidade técnica a que se alia uma total ausência de noção tática.
Castillo opta habitualmente por duas soluções: ou fica plantado na área ou corre a solicitar a profundidade. Não é capaz de baixar, de pedir uma tabela, de se mover para terrenos interiores e tentar jogar. As palavras do antigo chefe de Scout do Benfica José Boto, que não reservou uma única palavra para Castillo quando questionado sobre os jogadores que este ano podiam dar nas vistas em Portugal, também não auguram nada de bom. O chileno, para já, não parece ser solução para fazer esquecer Jonas.
Depois há Ferreyra. Atendendo ao currículo, ao que se escreveu, ao quanto, aparentemente, custou ao Benfica, tudo faria antever um craque com todas as letras, mas o que se viu até agora está distante desse epíteto. Ferreyra demonstra timidez e falta de personalidade. Frente ao Lyon, deve ter tocado na bola uma ou duas vezes.
Ferreyra tem demonstrado alguma timidez no seu arranque em Portugal Fonte: SL Benfica
Tal qual Castillo, não faz movimentos de aproximação e limita-se a esperar por cruzamentos ou solicitar a profundidade. É preciso mais para se perceber o verdadeiro valor do argentino mas até agora pouco há de positivo.
que, se formos ao detalhe, ambos demonstram exatamente a mesma inércia no que às movimentações diz respeito. E quanto isso há apenas uma coisa a inferir: é o treinador que lhes pede para ficarem na área. É o treinador que lhes pede para ficarem distantes do processo ofensivo da equipa. Isso traduz-se, por miúdos, em menos um jogador. Traduz-se em haver um jogador que quando não marca no decorrer do jogo torna-se inútil. No futebol de hoje em dia isso já não é possível. Todos têm de defender, todos têm de atacar. Não há espaço para os que só cruzam, os que só passam, os que só fintam e os que só marcam.
E com Rui Vitória ao leme da equipa, Jonas vai fazer ainda mais falta. Jonas, fruto do seu estatuto, está-se nas tintas para o que Rui Vitória lhe pede. Jonas, genial como só ele, faz o que considera o melhor para a equipa e se isso significar aproximar-se ao meio-campo, tabelar e progredir, que assim seja. Porque é isso que leva uma equipa a jogar melhor e, consequentemente, ganhar.
Depois de Claudio Bravo e Alexis Sánchez, Arturo Vidal é o terceiro jogador chileno a alinhar pelo Barcelona. Aos 31 anos, assinou por três temporadas com uma cláusula de rescisão cifrada nos 30 milhões de euros.
Ainda antes de responder às perguntas dos jornalistas na sua apresentação no início desta semana, a primeira frase do médio chileno foi: “A eso vengo, a ganar todo”. A resposta foi aos votos de sucesso do vice-presidente blaugrana, Josep Mestre, que apresentou a carreira de sucesso que Vidal construiu.
Arturo já venceu 19 títulos ao longo do seu percurso, mas falta-lhe o mais cobiçado do mundo no que diz respeito a competições de clubes: a liga dos campeões. Será, com certeza, a última oportunidade para Vidal colocar as mãos na ‘orelhuda’, ele que foi derrotado na final em 2014/15 quando defendia as cores da Juventus contra…o Barcelona.
A ambição do quarto reforço dos ‘blaugrana’ para 2018/19 depois de Lenglet, Arthur e Malcom bem pode unir-se ao do Barcelona que viu nestas últimas três temporadas o seu arqui-rival erguer a Liga dos Campeões.
Suárez, Messi e Vidal. Um cimeira sul-americana agora unida em Barcelona. E não esqueçamos Coutinho… Fonte: FC Barcelona
A posse de bola é o estilo bem vincado do Barça, mas creio que não será problema para o chileno adaptar-se a esse estilo dominador com e sem a bola. Em 4x3x3 ou em 4x4x2, é certo que a disponibilidade de luta de Arturo Vidal dão tremendo vigor a qualquer meio-campo. Poderá, em tese, ser o elemento de ligação da zona intermédia para o ataque. Depois, mais à frente, os criativos darão liberdade aos seus génios para desenhar golos. Sem esquecer, todavia, que Vidal tem grande capacidade igualmente na meia distância.
Depois de conquistar tudo domesticamente na Alemanha e em Itália e sem esquecer as conquistas iniciais no seu país natal, Arturo Vidal quer conquistar a Europa ao lado de Messi, que considera “o melhor da história” e a quem ganhou duas Copas América. As reviravoltas futebolísticas trazem agora esta possibilidade de reconciliação…
O grande destaque do dia foi mesmo mais uma fantástica prestação de Ricardo dos Santos com direito a um novo recorde nacional dos 400 metros, mas já lá vamos. Felizmente tivemos muitos mais motivos para sorrir em Berlim!
No período da manhã, a participação portuguesa estava resumida à qualificação do Triplo Salto e dos 400 metros, ambos no feminino.
A manhã começou bastante bem para nós, com a grande prestação de Cátia Azevedo nos 400 metros, correndo em 51.84 segundos, o seu melhor desta temporada, a segunda melhor marca nacional de sempre (atrás do seu recorde pessoal) e o seu terceiro tempo abaixo dos 52 segundos de toda a carreira. Qualificou-se directamente para as meias-finais, sendo segunda da sua série e no final a atleta confessou-se feliz por voltar a correr na casa dos 51 segundos, que confia no trabalho realizado durante os treinos e que irá dar o seu melhor para lutar por uma boa marca nas meias-finais.
No Triplo Salto, o contingente português era alargado, com a presença de 3 atletas, incluindo a campeã europeia em título, Patrícia Mamona. Numa época muito marcada pela lesão no joelho esquerdo, a atleta teve uma participação em crescendo na prova, mas o seu salto de 13.92 metros (+0.3), longe do seu melhor, não foi suficiente para garantir a qualificação para a final.
Patrícia não conseguiu o apuramento, mas 2018 deixa boas indicações para o futuro da atleta Fonte: FPA
A atleta disse que esperava conseguir o apuramento por saber que conseguia a marca de qualificação e por ter conseguido bater recordes nos treinos, mas que sabe que foi uma época com circunstâncias especiais, em que a sua participação nos Europeus chegou a estar em risco devido à sua lesão, tendo conseguido estar presente não através do “wild card” por ter sido campeã europeia, mas por ter conseguido a marca de qualificação exigida.
Lecabela Quaresma foi uma estreia no Triplo a nível de campeonatos europeus e a atleta até saltou próximo do seu recorde pessoal, com um salto de 13.87 metros (0.0). Tal não chegou para passar à final, mas a atleta confessou que gostou da sensação e que agora se irá concentrar para o Heptatlo. Em relação ao Heptatlo a atleta afirmou que irá tentar bater o seu recorde pessoal.
O grande destaque, no entanto, no Triplo, foi Susana Costa que saltou o melhor da temporada no seu segundo salto, em 14.17 metros e com forte vento contrário (-1.5), conseguindo o apuramento para a final de sexta-feira. A atleta, em declarações no final, afirmou que estava confiante que ira saltar aqui em Berlim o seu melhor da época tendo em conta as marcas que vinha fazendo nos treinos e que agora irá encarar a final com mais confiança, reconhecendo que o concurso está com um nível bastante elevado neste ano e que terá que puxar o melhor de si na final.
No período da tarde, foi a vez de Ricardo dos Santos entrar em ação na meia-final dos 400 metros. O atleta já sabia que tinha uma tarefa bastante complicada, ao estar inserido numa série fortíssima que incluía Lucas Bua, Pavel Maslák, Jonathan Borlée ou Matthew Hudson-Smith, o líder europeu do ano. No entanto, Ricardo vinha motivado do recorde nacional conseguido um dia antes nas eliminatórias. Ricardo dos Santos correu em 45.14 segundos, um novo recorde nacional e uma marca que o coloca como o único português presente em finais de campeonatos internacionais ao ar livre nos 400 metros! Antes de Berlim, o melhor nacional, que já pertencia a Ricardo dos Santos, eram os 45.74 segundos conseguidos em Zurique nos Europeus de 2014, onde ficou à beira da final, como o 9º atleta (apesar de mais rápido do que alguns dos finalistas que se apuraram directamente noutra série). Em declarações no final, o atleta confessou que a espera para perceber se tinha sido apurado foram os piores 20 minutos da sua vida (correndo na série 1 e com o terceiro lugar teve que aguardar os tempos das outras séries para perceber se iria ser apurado), mas que o mais importante é que conseguiu o lugar na final. Disse que antes da prova acreditava nessa presença na final, embora não soubesse que tipo de marca pudesse fazer. Confessou que que o nível dos atletas presentes na final de sexta-feira é muito forte e que a pista provavelmente não será a melhor, mas que irá procurar fazer o seu melhor.
Na única final do dia com atletas portugueses, foi a vez de Sara Moreira, Catarina Ribeiro e Inês Monteiro entrarem em ação nos 10.000 metros. Sara Moreira, que era a mais bem rankeada entre as portuguesas, não terminou a prova, assumindo ter sentido alguma pressão por se apresentar em Berlim como campeã europeia (da Meia) e cinco vezes medalhada em Europeus (ao ar livre e pista coberta), admitindo que o resultado não era o que ela queria e que cedo percebeu que não seria capaz de chegar a uma posição de medalha. Procurou manter-se calma, mas o corpo acabou por não reagir e teve que terminar mais cedo. Também Inês Monteiro não terminou a prova dos 10.000 metros, ao sentir-se mal durante a prova, num ano bastante positiva para atleta, tendo já sido Prata nos Jogos do Mediterrâneo. A única atleta a chegar ao fim foi Catarina Ribeiro, correndo em 32:53.71 e ficando numa meritória 10ª posição, numa prova disputado ainda com uma temperatura a rondar os 28 graus, numa quente noite em Berlim. A atleta confessou que o calor foi um problema que impediu uma marca de maior valia, mas que estava satisfeita com a classificação e por terminar como a 10ª melhor europeia.
Com as equipas já praticamente formadas para a nova época, saíram as projeções de Las Vegas em relação aos potenciais recordes de cada equipa da NBA para os apostadores. E se há previsões fáceis de vermos concretizadas, como os Warriors e Rockets dominarem no Oeste ou os Celtics e Raptors no Este, há outras que podem valer bom dinheiro a quem apostar acima (ou abaixo) do recorde previsto. Hoje focámo-nos nas três equipas que vão, no meu entender certamente, ficar bem acima das expetativas.
Uma das dúvidas das últimas semanas é saber se os Lakers de LeBron chegarão sequer aos playoffs no poderoso Oeste. Sim, há LeBron. Mas também há todo um conjunto de jogadores contratados cujos pontos de interrogação ultrapassam os de exclamação. Mas as minhas dúvidas vão muito para além de saber se os Lakers terminam nos oito primeiros. Temos mesmo a certeza que os Lakers vão ser a melhor equipa de Los Angeles?
Num ano, os Clippers perderam o seu Big 3 (Chris Paul, Blake Griffin e, neste verão, DeAndre Jordan). Se já seguem o que escrevo há algum tempo, saberão que eu não sou o maior fã de Doc Rivers. Mas há qualquer coisa que faz desta equipa dos Clippers uma das mais entusiasmantes e interessantes de seguir no próximo ano. Os rookies Shai Gilgeous-Alexander e Jerome Robinson são escolhas pouco ortodoxas, mas intrigantes. Há ainda Lou Williams, Avery Bradley, Patrick Beverley e Milos Teodosic para o backcourt e Tobias Harris, Danilo Gallinari, Mbah a Moute, Mike Scott, Marcin Gortat e Montrezl Harrell. Um conjunto equilibrado, com jogadores experientes misturados com jovens a despontar e muita gente com muito a provar. A temporada até pode ser desastrosa para os Clippers, mas se eu tivesse de apostar hoje, não hesitaria em colocar os Clippers num lugar de playoff no Oeste.
Popovich aproveitou o campo de treinos dos Estados Unidos para começar o trabalho com o seu novo pupilo, DeMar DeRozan Fonte: San Antonio Spurs
Em San Antonio, terminou finalmente a novela Kawhi Leonard, mas nem assim as casas de apostas foram simpáticas com os Spurs. Porém, se há alguém na NBA habituado a provar o seu valor, essa pessoa é Gregg Popovich. Em relação à época transata, Pop acaba por não perder Leonard, já que este pouco jogou. Ganhou DeRozan e dois rookies (Lonnie Walker e Chimezie Metu), sendo que o primeiro tem um talento tremendo. A San Antonio regressou Marco Bellinelli, que foi importante na caminhada nos playoffs dos Sixers e mantêm-se da temporada passada nomes como Dejounte Murray, Patty Mills, Manu Ginobili, Rudy Gay, LaMarcus Aldridge ou Pau Gasol. Os Spurs vão terminar, na minha opinião, numa das quatro primeiras posições no Oeste e trazer dificuldades aos favoritos.
Por fim, os Pacers. Uma projeção de 47/48 vitórias pode não parecer que estão a subvalorizar a turma de Indiana. Mas num Este completamente em aberto, eu diria que cinquenta vitórias e a luta pelos primeiros lugares da conferência não são um objetivo inatingível. Victor Oladipo atingiu o estatuto de All-Star em Indiana (e o de Superstar não deve estar longe) e os Pacers ainda adicionaram Tyreke Evans e o rookie Aaron Holiday a um backcourt que já continha Dipo, Darren Collison e Cory Joseph. O atirador Doug McDermott também viajou rumo a Indiana para fazer parceria nos extremos com Bojan Bogdanovic, enquanto que Thaddeus Young, Trevor Booker, Domantas Sabonis, Myles Turner e Kyle O’Quinn provocarão o caos nas zonas mais próximas do cesto. Uma equipa muito interessante para Nate McMillan trabalhar e tentar levar ao topo.
Existiram outros tempos; sempre existiram tempos diferentes. Cada dia que nasce é outro dia; outro tempo. A América do Sul era tal como hoje uma potência futebolística. Mas, era diferente porque estava cheia de clubes que discutiam a hegemonia intercontinental com os grandes clubes de Europa. O Brasil além do Santos de Coutinho, Pelé e Pepe, tinha um Botafogo majestoso, um Flamengo ou um Fluminense encabritados ou um Vasco da Gama que marcava presença assídua na Europa. A Argentina mostrava quem eram os Estudiantes de la Plata, o Boca ou River e o Uruguai vivia o apogeu do histórico Peñarol de Montevideo. A bola entre a década dos 50 e dos 60 do século passado era muito mais redonda…
O Peñarol no seu peregrinar através do êxito, teve na posição chave de médio defensivo um dos grandes médios de sempre: Néstor “Tito” Gonçalves. Jogou seis finais da Taça Libertadores. Não há mais; é o único. Ganhou uma Taça Intercontinental em Madrid e ao Real Madrid. Ganhou outra Taça Intercontinental ao grande Benfica de Costa Pereira, Germano e José Águas. Foi oito vezes campeão do Uruguai, é um mito. Tal como o grande Germano evolucionava no campo de uma forma suave, mas, com grande sentido estratégico, tático e visão de jogo.
Formou parte do quinquénio de ouro ao ganhar três Taças Libertadores e duas Taças Intercontinentais. Foi contemporâneo de um enorme médio defensivo sul-americano do Boca Juniores chamado António Rattín. Os grandes clubes tentaram-no, mas, soube dizer não ao Real Madrid e ao River Plate argentino. O Peñarol soube colocá-lo no pedestal de mito e o seu nome está associado a várias iniciativas estruturais do clube.
Néstor “Tito” Gonçalves com a Taça Intercontinental Fonte: futbol.com.uy
Não foi em vão que iniciei esta crónica ao afirmar que a bola nessas décadas pretéritas era mais redonda. Existiam clubes em Europa poderosíssimos, no entanto, a América do Sul, além de exportar craques como Di Stéfano, Rial ou Santamaría, mantinha no seu seio equipas super competitivas. As Taças Intercontinentais podiam cair de um lado ou outro do Atlântico.
Essas décadas dos 50-60 do século passado viram desaparecer duas equipas míticas: Manchester United e Torino. Viu aparecer como um vulcão em erupção o Real Madrid, o Barcelona, o Benfica ou o Inter de Milão mas a América do Sul não temia, lutava, jogava e vencia. Hoje, a bola parece quadrada e as vitórias são lugar comum associadas a certas equipas europeias.
O Rali Vinho da Madeira, a sétima prova do Campeonato de Portugal de Ralis, demonstrou o talento dos pilotos locais e a competitividade que existe na Madeira.
A armada “continental” presente na sétima prova do CPR teve várias surpresas. Ricardo Teodósio após a conquista da sua primeira vitória queria levar outra vez o Skoda Fabia R5 ao lugar mais alto do pódio. João Barros também voltou a estar presente numa prova do CPR, está claro, motivado pelo pódio em Castelo Branco. Armindo Araújo, doze anos depois, está de volta ao Rali Vinho da Madeira onde na sua última presença tinha tripulado um Mitsubishi Evolution IX.
Num dos mais técnicos ralis de asfalto presentes no CPR, a primeira especial decorreu na Avenida do Mar. Aí, Armindo Araújo demonstrou ser superior ao resto do pelotão, assim iniciando o rali muito bem. Na segunda posição estava Pedro Meireles, enquanto o “Senhor Espetáculo” Ricardo Teodósio fechava o pódio da geral.
Embalado pela vitória no Rali de Castelo Branco, Ricardo Teodósio veio à Madeira disputar o título do Campeonato de Portugal de Ralis Fonte: Rali Vinho da Madeira
Mas tudo iria mudar no segundo dia. Os locais começaram a impor-se. Alexandro Camacho, em Skoda Fabia R5, ganhou nove das dez especiais que se correram nesse dia, garantindo assim uma diferença de cerca de 22s para João Silva, em Citroen DS3 R5. A completar o pódio vinha o primeiro piloto do CPR, José Pedro Fontes. Este mostrava-se mais confortável no novo Citroen C3 R5. Quem teve um segundo dia para esquecer foi Armindo Araújo. Um furo no Hyundai i20 R5 custou-lhe a liderança, acabando o dia em nono da geral. Giandomenico Basso, que substituía no outro carro da Hyundai Portugal o campeão Carlos Vieira, teve problemas com a caixa de velocidades do carro da marca sul-coreano, ficando assim pelo caminho logo no início do rali.
Miguel Nunes foi o piloto que tentou levar a luta ao madeirense Alexandre Camacho. O piloto da PlayTotal Racing ganhou duas especias em todo o rali Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting
Marega teve um papel preponderante no sucesso alcançado pelo FC Porto na época passada mas, uma possível transferência pode estar iminente. O recente “caso” criado pelo jogador maliano que se recusou a treinar forçando, com isso, uma possível transferência tornou ainda mais pertinente a procura de soluções para a sua saída. De seguida, apresentamos cinco jogadores que seriam excelentes alternativas a Marega.
Mais que a exibição deprimente, foi mesmo o importante resultado alcançado. Apesar de se tratar do primeiro jogo oficial da nova época, a equipa tinha obrigação de entregar outro espetáculo aos sócios. Desde o primeiro ao último minuto de jogo, foram poucos os lances que fizeram vibrar os mais de cinquenta e sete mil adeptos que se encontravam nas bancadas do estádio da luz.
Em reflexão ao que Rui Vitoria disse na pré-época, referindo que o Benfica tinha de ser uma equipa dominadora, de posse e de espetáculo, de nada serve ter o domínio do jogo, se depois não soubermos dar um contexto vencedor aos atletas, rumo ao sucesso.
A dependência individual da equipa para criar desequilíbrios adversários continua a ser alarmante. Numa altura em que já se devia notar alguma diferença nos comportamentos dos jogadores, não se compreende como os mesmos erros continuam a ser cometidos.
Foram muitos os pontos negativos em relação ao jogo de hoje, apesar da vitória. Começando mesmo pelo treinador, que não soube mais uma vez, entregar à equipa uma ideia de jogo consistente e criativa.
Não se compreende o porquê da escolha de Franco Cervi e Toto Salvio para as extremidades, quando se tem Facundo Ferreyra no centro do ataque. É fácil perceber o porquê de ter optado por um meio campo mais reforçado, com três unidades. Ljubomir Fesja, Pizzi e Gedson Fernandes. Quando se tem jogadores de frequências altas como os dois argentinos, torna-se apetecível para a equipa que não tem a bola, explorar a sua perda. Sálvio e Cervi não são capazes de entender os momentos em que têm de progredir, recuar ou parar, libertando sempre espaços nas costas, deixando a equipa em desvantagem numérica.
A verticalidade que ambos podem dar à equipa, pouco ou nada fez sentido num jogo como estes. Se Rui Vitoria estava à espera de explorar as fragilidades da equipa turca em transições ofensivas, foi completamente barrado com a proposta de jogo dos turcos. Um Fenerbahçe com um bloco muito baixo, cauteloso, à espera do erro da equipa encarnada e sempre muito preocupado em não deixar os jogadores do Benfica ganharem a superioridade numérica em momentos da perda da bola.
Ferreyra sempre com muita dificuldade em ganhar os duelos a Martin Skrtel Fonte: SL Benfica
Não se compreende como Andrija Zivkovic ficou de fora depois da excelente forma que demonstrou na época passada a jogar como medio interior. Rui Vitoria podia não ter optado por mete-lo em detrimento de Gedson ou Pizzi, mas fazia muito mais sentido coloca-lo no lado direito como aconteceu já na segunda parte com a saída de Sálvio. Tinha o Benfica sido mais capaz de ter critério em posse e na decisão do passe, teria errado muito menos.
Só para não falar que o sérvio por ter conhecimentos espaciais daquela zona do campo, seria capaz de dar mais profundidade ao jogo, dando a possibilidade de receber a bola e criar desequilíbrios em zona frontal á baliza. Assim libertava Ferreyra de marcação serrada, podendo então receber a bola em condições melhores e de possível remate á baliza. Algo que não aconteceu, fazendo com que Ferreyra jogasse sempre de costas para a baliza, tarefa que lhe complicou e muito o seu jogo.
Apesar de Sálvio e Cervi serem dos jogadores do plantel que mais desequilíbrio cria aos defesas contrários, a verdade é que são mais as vezes em que perdem a bola do que as vezes que ganham o lance num um contra um. Para não referir nos picos de intensidade que praticam ao longo do jogo sem sentido algum.
Rafa Silva é um jogador com a mesma capacidade de desequilíbrio que os dois argentinos, mas capaz de oferecer ainda mais ao jogo. Um jogador com a qualidade de aparecer em zonas interiores, receber a bola e virar rápido de frente para o jogo. Tinha feito muito mais sentido, ter introduzido Rafa, no lugar de Cervi, dando a possibilidade á equipa de ter um jogador rápido e móvel no ataque, sabendo dar largura e profundidade ao mesmo tempo, mas com uma mentalidade e sabedoria do jogo muito maior que o extremo argentino.
A indústria do futebol não se mostrou indiferente ao desenvolvimento tecnológico das duas últimas décadas. Numa era em que a informação é difundida por diversas plataformas digitais, os atletas e os clubes são detentores de uma maior responsabilidade social e estão expostos a um mediatismo sem precedentes.
Em correlação, o desporto-rei gera milhares de milhões de euros e é financeiramente atrativo a partir da perspetiva de diferentes investidores, de qualquer parte do mundo. Porém, apenas alguns clubes têm a atratividade e o estatuto a nível social e financeiro para lograr receitas, de forma consistente, que façam face às despesas, correntes ou extraordinárias e de, em conformidade, gerir as ambições desportivas.
Face à discrepância, o comité executivo da UEFA aprovou o Club Licensing and Financial Fair Play Regulations (CLFFPR), em 2010, tendo sido estatuído um conjunto de obrigações financeiras e contabilísticas, estando os clubes europeus adstritos ao seu cumprimento. O financial fair play (FFP) visa o são estado financeiro dos clubes europeus que pretendam participar em competições organizadas pela UEFA, através de um processo de atribuição de licença, composto por requisitos desportivos, de infraestruturas, de pessoal, administrativo, legal e financeiro.
Os clubes europeus, por forma a cumprir as obrigações de índole financeira e a participar nas competições organizadas pela UEFA, estão sujeitos ao escrutínio do Club Financial Control Body (CFCB), a partir de um requerimento a ser elaborado pelo clube interessado, que contém o resultado financeiro segundo as especificidades consagradas no anexo décimo do CLFFPR.
Os resultados financeiros são avaliados segundo a regra do break-even: um ponto de equilíbrio entre receita e despesa, do clube interessado, no ano civil em que uma competição da UEFA tenha sido iniciada. Para efeitos de concessão da licença, a CFCB monitoriza um período de três anos, dos resultados financeiros de cada clube europeu.
Ou seja, caso um clube europeu pretenda participar em competições organizadas pela UEFA, no ano de 2019, terá que apresentar os resultados financeiros, através do consagrado no anexo décimo, de 2018, 2017 e 2016. Em cada um destes períodos, o clube europeu não pode ter um prejuízo superior a €5.000.000,00.
Ademais, os clubes europeus deverão demonstrar, por documento certificado, de que não possuem, até à data de 30 de junho do ano em que a competição da UEFA se iniciará, qualquer dívida a empregados, segurança social, administração tributária e a clubes (por força de transferências), em conformidade com o preceituado nos artigos 65º e 66º da CLFFPR.
Fonte: sindeesmat
Destarte, o clube europeu interessado, em participar em competições organizadas pela UEFA, não pode registar perdas superiores a €5.000.000,00, pese embora seja possível, através do dono ou de acionistas, injetar até €30.000.000,00, de modo a colmatar o défice.
Ademais, se for aumentado o preço ou uma outra contribuição monetária proveniente de uma empresa, detida na totalidade ou em parte pelo dono do clube ou acionistas, por forma a perverter a execução do FFP, os órgãos competentes da UEFA investigarão e caso seja provada a tentativa de deturpação, será realizado o ajuste nos cálculos do resultado financeiro, relativamente às receitas provenientes de patrocinadores ou outros, para um valor adequado e proporcional aos preços de mercado.
No cálculo do valor relevante para efeitos de break-even, o CLFFPR define, no artigo 58º nº1 e nº2 e no anexo décimo, o que pode ser considerado receita ou despesa:
Receita – bilheteira, patrocínios e publicidade, direitos televisivos, atividades comerciais (catering, merchandising, entre outras), totalidade do preço recebido por transferência de direitos de registo sobre um ou mais atletas;
Despesa – custo de vendas ou outros materiais, rendimentos de atletas, equipa técnica e diretores (salários, contribuições da segurança social, bónus, assistência médica, casas, carros ou outros bens e serviços), gastos com a compra de direitos de registo sobre um ou mais atletas, amortização de quantias devidas a título de prestações bancárias e respetivos juros, os lucros auferidos por sócios ou acionistas;
Aquando da apreciação dos resultados financeiros, elaborado de acordo com o mencionado anexo décimo, não são valoradas as despesas de investimento nas camadas jovens, no desenvolvimento de atividades comunitárias e os custos de construções ou de melhorias de ativos tangíveis (estádio, centro de estágio, centro de treinos, sede social, entre outros). A razão de ser da isenção destes gastos reside na necessidade de promoção e de desenvolvimento duradouro e sustentável dos clubes europeus.
Em caso de incumprimento com as regras do break-even, o investigador-chefe da CFCB apresenta um acordo, segundo o qual é facilitada a futura obediência àquelas regras, ou determina a aplicação de uma das seguintes sanções, ao abrigo do disposto no artigo 8º nº1 alínea a) do CLFFPR: aviso, repreensão, dedução de pontos em competições da UEFA, retenção de receitas provenientes de uma competição da UEFA, proibição de registo de novos atletas em competições da UEFA, a restrição de inscrições de jogadores em competições da UEFA e inclui um teto salarial para a equipa inscrita, desqualificação ou exclusão de competições da UEFA a decorrer ou a iniciar e por fim, a retirada de um título.
Em conclusão, o FFP não tem por âmbito a resolução de um problema pré-existente, designadamente a redução da disparidade a nível competitivo e financeiro entre clubes europeus porquanto estes não têm nem produzem o mesmo valor social, financeiro e competitivo. O FFP pretende, sim, encorajar os clubes europeus a adotarem políticas financeiras de crescimento sustentável e de controlo de endividamento.
Embora, num futuro próximo, a UEFA haverá que procurar criar instrumentos legais que alavanquem a equidade entre clubes europeus pois no atual estado de inflação do mercado de transferências, nem todos os clubes europeus têm a possibilidade de cumprir os pressupostos do break-even nem de controlar o seu endividamento. Neste paradigma, a UEFA deveria debruçar-se e incitar, através de um normativo, a redistribuição da riqueza a partir das Associações ou Federações, por forma a criar uma maior equidade entre os clubes europeus e consequentemente, aumentar os índices competitivos em todas as competições nacionais e as que são organizadas pela UEFA, nomeadamente a Champions League.
Após a melhor classificação da sua história na elite do futebol português (11.º lugar), os Beirões preparam-se para a sua quarta participação consecutiva na Primeira Liga, à procura de melhorar a classificação da época passada e cimentar a sua posição entre os grandes do futebol português. O clube de Viseu parece cada vez mais estabilizado e organizado, tendo começado a temporada a fazer história, entrando na fase de grupos da Taça da Liga após eliminar, em pleno Dom Afonso Henriques, o Vitória SC.
Modelo de Jogo
Pepa, técnico de 37 anos, continuará a ser o timoneiro do CD Tondela pela terceira época consecutiva. O seu percurso ao serviço dos tondelenses tem sido incrível, ganhando ele próprio outro estatuto como treinador no futebol português.
As equipas de Pepa têm como modelo de jogo a transição rápida, pautando-se pela objetividade e pragmatismo. Sempre com uma dupla de médios forte, Pepa privilegia os ataques pelos flancos, oferecendo protagonismo e liberdade para haver desequilíbrios aos seus avançados (quer aos extremos, que podem partir para o drible, tabela ou mesmo remate, quer aos pontas de lança, que têm carta verde para se movimentar muito).
A nível defensivo, os dois médios-centro são importantíssimos para haver equilíbrios (normalmente jogam Hélder Tavares e Bruno Monteiro, que são exímios taticamente e com bastante qualidade), os avançados pressionam a partir do meio campo e na defesa, onde emerge sempre o patrão Ricardo Costa, estão sempre quatro elementos competentes, que pouco avançam, mas que cumprem à risca defensivamente.
Falta falar na baliza, onde está um dos melhores guarda-redes portugueses da atualidade, Cláudio Ramos, que época após época, continua a mostrar ter qualidade para mais e até para ser chamado à seleção, mas que continua a ser preterido (com tantas demonstrações de talento, só podemos justificar a falta de aposta em Cláudio Ramos com a sua altura, 1.82 m; é incrível como se continua a apostar em estereótipos de como um bom guarda-redes deve ser e não na qualidade nua e crua).
Cláudio Ramos tem provado ser um dos melhores guarda-redes portugueses da actualidade Fonte: CD Tondela
Mercado
A nível de mercado, o CD Tondela conseguiu manter os seus elementos mais importantes até ao momento e entrou na Taça da Liga na máxima força e também deverá entrar com todos as suas unidades na liga. No entanto, Cláudio Ramos e Hélder Tavares estão a ser muito cobiçados, sobretudo no mercado estrangeiro, e se sair um ou até mesmo os dois seriam baixas de grande peso nos beirões.
Para a baliza, o CD Tondela melhorou a alternativa a Cláudio Ramos. O jovem internacional português de 21 anos, Pedro Silva, com contrato com o Sporting CP até 2022, foi emprestado à equipa de Pepa e é um claro upgrade em relação a Ricardo Janota que voltou à II Liga.
Na defesa, chegou João Reis e conseguiu-se a manutenção de Jorge Fernandes por empréstimo do FC Porto. João Reis, que pode jogar a lateral esquerdo ou a extremo, foi importantíssimo na subida de divisão do CD Santa Clara, e Jorge Fernandes esteve muito bem na segunda metade de época na equipa e a sua permanência foi uma grande notícia para os auriverdes.
No meio-campo, destaque para o internacional peruano Sergio Peña, de 22 anos, emprestado pelo Granada CF, jogador recheado de talento que, normalmente, costuma jogar na posição 10. No entanto, Pepa joga sem 10 no seu sistema, o que poderá fazer com que Peña alinhe a extremo ou a segundo avançado. Chegaram também Boubacarry Diarra, que deu nas vistas ao serviço do Sporting do Covilhã e que é um médio de contenção, tal como João Jaquité, que voltou após um empréstimo bem sucedido ao Lusitano de Vildemoinhos da CPP. Jaquité e Diarra serão alternativas à dupla Tavares-Monteiro, portanto não terão muito espaço, mas a época é longa e acabarão por ter oportunidades.
Pepa tem tornado o Tondela um clube cada vez mais consolidado na Primeira Liga Fonte: Bola na Rede
Chegou ainda João Mendes, médio criativo que brilhou na UD Oliveirense. João Mendes e Peña oferecem, devido às suas características, outros argumentos que mais nenhum dos médios pode oferecer (nem mesmo os titulares), o que poderá fazer com que Pepa mude o sistema e até o modelo de jogo, se assim entender, ao longo da temporada.
O ataque foi o mais bem reforçado. Juan Delgado, internacional chileno, importante na segunda metade de época, mantém-se por empréstimo do Nástic de Espanha; Jhon Murillo regressa a Tondela, após rescindir com o SL Benfica; António Xavier, que tem muita experiência de primeira liga, vem do FC Paços de Ferreira; Cristián Arango (que brilhou contra o Vitória SC na Taça da Liga), chega por empréstimo do SL Benfica; Patrick, que brilhou no FC Felgueiras com 15 golos, salta da CPP para a Primeira Liga; e ainda Pablo Sabbag, que chega por empréstimo do Deportivo Cali, e que deixou excelentes apontamentos no jogo contra o Vitória SC.
Com estas boas movimentações de mercado, aliando à permanência da base da equipa da temporada transata, o CD Tondela pode mesmo ambicionar chegar longe nas taças e melhorar o 11.º lugar obtida na Liga 17/18.