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O Dicionário de Fernando Santos: Adrien Silva

Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.

Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.

Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.

Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.

Adrien Silva: Agressividade.

“Quatro jogos, 450 minutos, um golo sofrido”. Foi assim que começou por ser justificada a solidez de José Fonte, mas a descrição assenta também na perfeição a Adrien Silva.

Em França, o médio do Leicester ganhou o estatuto de indiscutível para Fernando Santos, fator determinante para a sua presença nos convocados de 2018, depois de meio ano sem jogar.

Com a entrada do médio para a equipa, coincidente com a do defesa do Dalian Yifang, o processo defensivo da seleção portuguesa melhorou substancialmente, o que muito se deve à agressividade acrescentada pelo jogador dos foxes.

No meio-campo a quatro utilizado por Fernando Santos, onde os médios laterais se posicionam muito em terrenos exteriores, o miolo fica exposto às duas unidades centrais, e aqui é importante, acima de tudo, não ser permeável.

Com o seu estilo combativo e muito pressionante, Adrien consegue estancar a criatividade dos médios adversários e esconder o défice de agressividade de William Carvalho.

Para a Rússia, é importante que o jogador recupere a intensidade e os índices físicos necessários para cumprir esta função, o que sem ritmo competitivo, poderá não ser fácil.

Vale ainda a pena lembrar que, na ausência de Danilo, William é o único “6” da convocatória, pelo que em caso de lesão ou castigo, Adrien deverá ser a opção para o lugar. Se dúvidas houvesse da utilidade do médio…

Foto de Capa: FPF

A ter em conta

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Mais uma época terminada e estão definidas as equipas que vão participar na prova mais importante do andebol nacional, na próxima temporada. O Sporting da Horta sagrou-se campeão da Segunda divisão masculina e garantiu um lugar muito desejado. O clube que acompanha o Sporting da Horta na subida é o CCR Fermentões, depois de uma boa época em que conseguiu assegurar o segundo lugar na competição.

O Fermentões assegurou um lugar histórico na 1ª divisão, sendo a 2ª vez que disputa a prova de elite
Fonte: CCR Fermentões

Por outro lado, mas também com merecido destaque, o AC Fafe conseguiu manter-se na Primeira divisão, após vencer o São Bernardo por 32-29. Uma época “tremida” da equipa de Fafe, mas que foi suficiente para permanecer no principal escalão. O Xico Andebol e o São Bernardo descem à segunda liga de andebol.

O AC Fafe escapou à despromoção, com apenas quatro vitórias na primeira fase e cinco na fase final do grupo B, 45 pontos, mais três do que o São Bernardo.

De regresso à Primeira liga, o Sporting da Horta fez uma época consistente: venceu a fase final com 25 pontos em dez jogos, a dois pontos do segundo lugar, CCR Fermentões. A equipa açoriana contou com uma boa época de José Silva. Já habitual no principal escalão do andebol nacional, o Sporting da Horta é, sem dúvida, uma equipa a ter em conta na próxima temporada. Na primeira fase, a equipa venceu 17 em 18 jogos, contabilizando apenas uma derrota no grupo da zona três. Depois de um ano na Segunda divisão, os açores voltam a ter o fiel representante no principal campeonato.

O CCR Fermentões vai participar na maior prova do andebol nacional e terá de se preparar muito bem para a época que se avizinha, se quiser manter-se na elite do andebol. Subida histórica para o clube de Guimarães, que não participava na Primeira divisão desde a década de 1980. A equipa esteve perto de conquistar o título de campeão mas a consistência do Sporting da Horta foi crucial. Filipe Canico foi o grande destaque da equipa do Fermentões, que pode festejar esta subida, de mérito e de esforço. Tal como o Sporting da Horta, o Fermentões somou seis vitórias na fase final, mas foi derrotado por três vezes. 

As equipas vão começar a preparar a nova época em breve que começará em agosto.

Foto de Capa: Sporting da Horta

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Os emails não revelados: Éder emocionado escreve a Fernando Santos

Caríssimo Mister,

É de coração apertado que lhe escrevo neste mesmo instante. Um instante que já vai longo. Um instante em que já passaram algumas horas. Horas em que relembrei muitos dos momentos vividos faz daqui a pouco tempo dois anos. Em que relembrei os dias inesquecíveis vividos naquele “nosso lar” onde fizemos das fraquezas forças e desenhámos a mais bela de todas as pinturas já realizadas pelo Futebol Português.

Não, não vou ao Mundial 2018! A tristeza invade-me. O vazio por instantes sobressalta-me.
Se é verdade que tenho sentido que seria o mais previsível, não deixei nunca de acreditar que o meu nome poderia fazer parte dos selecionados. Infelizmente não. Infelizmente não vou viver mais uma epopeia que acreditava, e continuo a acreditar, se poderia tornar épica.

Bem sei que ano após ano despontam jovens de grande valor no nosso futebol. Que a minha época não foi tudo aquilo que esperava. De qualquer forma, sempre senti que a minha presença poderia ser benéfica a todo o grupo, não só pelo simbolismo (e nem eu queria que fosse somente por esse motivo), mas também pelo que poderia oferecer de diferente à nossa selecção.

Éder não poderá novamente “conquistar o sonho”
Fonte: Seleção de Portugal

Sonhei. Sonhei que a história se poderia repetir. Bem sei que diz o ditado que isso não acontece. Não há duas histórias iguais. Mas a verdade é que, mesmo não sendo aquilo que muitos desejavam que eu fosse, mesmo não sendo o primor técnico que os demais muitas vezes cobram, sinto e acredito que tenho algo de especial. Que estou talhado para os momentos mais solenes. Depois do 10 de Julho de 2016, do 5 de Maio de 2018, acreditei num 15 de Julho de 2018. Quis o destino que nunca estarei presente fisicamente num eventual jogo pelo título mundial no qual desejo que estejamos presentes. Mas estarei presente em espírito.

Mesmo não fazendo parte dos 23, sinto-me, ainda assim, parte integrante deste grupo. Talvez sejamos 40 e não 23. Os 40 que o mister costuma sempre referir. Sei que estarei nas botas do Gonçalo. Tal como o Semedo estará nas subidas do Ricardo ou o Ruben na visão periférica do Manuel Fernandes. Sei que o Neto estará em cada antecipação do Ruben e o Nani estará em casa desconcertante drible do Gelson.

Fernando Santos foi obrigado a deixar de fora alguns dos que com ele atingiram o título Europeu
Fonte: UEFA

É este sentimento de partilha, de união, de descontentamento contente, de orgulho pelos outros, mesmo que isso implique a nossa “menor felicidade”, que nos levou a alcançar o que atingimos, e que acredito nos poderá levar de novo ao alcançar de um sol brilhante, mesmo que numa Moscovo obscura. Porque esta selecção é muito mais que um mero grupo de 23 rapazes que de vez em quando se juntam para representar o seu pais. Esta selecção é a selecção da partilha, do companheirismo, do fazermos das incertezas de cada membro do balneário as nossas mesmas dificuldades. E esse foi e será sempre o maior mérito do mister, e também aquilo que mais me faz “sofrer” por não vos acompanhar.

Não quero abusar do seu tempo. Quero somente desejar que nas próximas semanas o seu tempo seja curto para ler emails, e que o meu seja longo e emocionante. Será sinal que este país estará a demonstrar toda a nossa qualidade nessa longínqua e sonhada nação Russa.

Um abraço para si e para cada um que consigo partirão nessa viagem onde o céu é o limite.

Éder

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

Foto de capa: UEFA

O melhor 11 da Premier League 2017/18

Escolher o melhor 11 é sempre um tema que lança bastantes dúvidas no final de todos os campeonatos. Mas hoje é sobre a Liga Inglesa: quem foram os melhores 11 jogadores da Premier League este ano? O sistema tático escolhido foi o 4-3-3 e muitos jogadores pertencem ao campeão inglês, Manchester City.

Jovens águias voam bem alto: Torneio Internacional Vila de Ponte de Lima 2018 – Dia 2

O segundo e último dia do VII Torneio Internacional Vila de Ponte de Lima iniciou com um escaldante SL Benfica – Sporting CP na primeira meia final. A equipa verde e branca, habitualmente bem sucedida nesta prova, errou demasiadas vezes e os encarnados aproveitaram sempre que, de uma forma ou de outra, descobriam a baliza contrária; venceram por esclarecedores 5-0.

Na outra meia final enfrentaram-se SC Braga e Boavista FC. Com o seu guarda redes em grande destaque, os arsenalistas venceram por 3-1 e marcaram presença na final frente às águias, reeditando, assim, o duelo da fase de grupos.

Ainda antes da pausa para almoço, Vitória SC e AD Limianos discutiram o sétimo lugar da prova. O último classificado do grupo B, o Vitória SC, venceu por um expressivo 7-0 o último classificado do grupo A, a AD Limianos.

O Derby foi disputado fora da capital, na primeira meia final
Fonte Diogo Gonçalves

No regresso à competição, FC Porto e Paris SG enfrentaram-se pelo quinto lugar. Num jogo bem disputado e que terminou empatado a duas bolas, a decisão foi levada à marca de penalty. Aí, os franceses levaram a melhor e derrotaram o FC Porto, que equipou de amarelo e branco, por 3-1.

Logo depois, subiram ao relvado sintético do campo do Cruzeiro os derrotados das meias finais da manhã. Desta vez pela conquista do lugar mais baixo do pódio, leões e axadrezados proporcionaram um bom jogo de futebol e fizeram adivinhar a elevada qualidade esperada na final. Neste jogo, o Sporting CP venceu, a muito custo, o Boavista FC por 3-1, mas o resultado esteve em aberto até ao final, altura em que o terceiro golo retirou qualquer esperança aos da invicta.

Cottagers are going up

Depois da queda de 2013/14 da Premier League para o Championship, o Fulham FC está de volta à grande montra europeia no que a ligas diz respeito. O emblema londrino passou pelo playoff e alcançou a glória na final de Wembley frente ao Aston Villa (1-0).

Na sua equipa está um português, Rui Fonte, ainda que Rafa Soares, embora já não esteja no clube, tenha feito parte igualmente do percurso. O ponta-de-lança participou em 28 jogos e marcou três golos, enquanto o lateral tinha registado presença em três partidas.

A estabilidade transmitida do banco por Slavisa Jokanovic também foi elemento muito importante para a equipa ter chegado à altura decisiva e alcançado por fim o sucesso. O treinador sérvio completou a terceira temporada ao serviço dos ‘Lilywhites’ e, depois de ter garantido a permanência do clube no Championship, em 2015/16, numa época em que chegou a meio para salvar a equipa da descida à League One, Slavisa levou os londrinos à meia-final do playoff em 2016/17 e, desta feita…foi mesmo de vez!

O técnico, de 49 anos, tem no palmarés duas ligas da Sérvia (2007/08 e 2008/09) ao serviço do Partizan e já treinou na Tailândia, Bulgária, Espanha e Israel antes de se ‘radicar’ ultimamente em terras de Sua Majestade. Em 2014/15 já havia orientado o Watford no Championship e…subiu! Pois é, na altura, não precisou de passar pelo playoff: o segundo lugar deu subida direta. Esta época, Slavisa Jokanovic somou mais glória ao seu trajeto.

Depois de ter treinado quatro épocas no Championship, o treinador sérvio Slavisa Jokanovic vai estrear-se na Premier League
Fonte: Fulham FC

Fulham acompanha Cardiff (que também desceu em 2013/14) e o campeão Wolverhampton no caminho rumo ao expoente máximo do futebol inglês. O milionário paquistanês Shahid Khan é o presidente dos ‘Whites’ e não deverá esconder a alegria que sente pelos benefícios de diversa ordem que a ‘Premier’ pode dar ao clube, ele que é fascinado pelo futebol inglês. Relembre-se que foi ele que fez uma proposta de 918 milhões de euros pelo Estádio de Wembley…

Vamos poder agora ver o ‘Craven Cottage’ mais regularmente e é sempre bom observar um clube ao qual nos habituamos a assistir marcar presença na Premier League e que teve um português que lá não é esquecido: Luís Boa Morte. Desta vez esta conquista contou também com o selo lusitano e é bom que continue a haver. Todos nós agradecemos e torceremos sempre mais um pouco pelo Fulham FC.

Fulham FC na Premier League. ‘Cottagers’ are going up!

Foto de Capa: Fulham FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

«Estava tanta gente à espera no estádio, que não conseguíamos entrar» – Entrevista aos Heróis do Caldas Sport Clube

Dia 18 de abril de 2018. Uma bola cruzada cai na área. A confusão é grande, mas há um jogador, de vermelha e branca vestida, que toca na redondinha. Ela lá se foi a arrastar até se aninhar nas redes da baliza. Vibram onze jogadores. Vibra um estádio com alguns milhares. Vibram as Caldas da Rainha. Vibra Portugal. Foi o momento mais alto da história do Caldas Sport Clube. E quem melhor para falar sobre ele do que o treinador e o capitão de equipa? Quase dois meses depois do fim da histórica caminhada na taça da equipa amadora, José Vala, o mister, e Rui Almeida, o comandante, falaram aos nossos microfones.

Bola na Rede (BnR): Quais são os principais desafios ao jogar no Caldas?

José Vala & Rui Almeida (J&R): O principal desafio é sempre conseguir conciliar o futebol com a nossa atividade profissional e termos de lidar diariamente com as dificuldades inerentes ao facto de sermos amadores.

BnR: Qual é o “truque” que vocês arranjam para conciliar essas três vidas: a profissional, a desportiva e a pessoal?

J&R: No Caldas, ou noutro clube qualquer que funcione como o Caldas, não é fácil. É essencial gostar daquilo que se faz e alguns dos jogadores têm a ambição de chegar longe, ambição essa que também é extremamente importante. Acima de tudo, é gostar disto e dedicarmo-nos ao máximo. E tentar, obviamente, ser profissional também na nossa outra profissão.

BnR: Tudo isto foi um sonho tornado realidade ou nem nos melhores sonhos imaginavam isto?

J&R: Eu acho que nem nos melhores sonhos, porque isto foi, inclusive, muito mais do que aquilo que passou para a comunicação social. Quem vive nas Caldas e quem esteve presente naqueles jogos – em que disputámos, até, três prolongamentos – conquistou memórias que irão perdurar para o resto da vida. Uma equipa amadora conseguir isto e o clube conseguir alcançar essa proximidade com a cidade foi o nosso maior feito. Atualmente – e é meramente um número, mas dá para as pessoas perceberem – foram vendidas duas mil camisolas do clube. Isto tem um impacto brutal.

«Todos os dias distribuímos autógrafos e tínhamos sempre camisolas para autografar quando chegávamos ao balneário». A nova rotina de fama das duas estrelas do Caldas
Fonte: Bola na Rede/André Maia

BnR: Um dos vossos principais trunfos, e falou-se muito disso, foi o facto de o Caldas ter jogado em casa. O que é que a “Mata Encantada” tem que os outros campos não tenham?

J&R: É especial! A partir de certa altura começou a ser ainda mais especial. Desde a primeira reportagem que fizeram connosco, quando atribuíram esse nome da “Mata Encantada”, começou-se a interiorizar que ela era especial e começámos a sentir que os adversários tinham algum receio. O Rui até disse uma vez que “eles sabem que têm de vir à Mata Encantada e que não é fácil”.

 

BnR: Os adversários tinham medo de jogar com o Caldas ou na “Mata Encantada”?

J&R: Não sei! Isso aí tens de perguntar a eles! [risos] Eu lembro-me de que no princípio falavam muito do estado do nosso relvado: de facto, no jogo contra o Farense o relvado estava um lamaçal. Havia muita gente que dizia que nós ganhávamos por causa disso. Acho que provámos, na eliminatória frente ao Aves, que não era por causa disso que vencíamos os jogos. Quem se queixa mais do nosso relvado somos nós próprios, porque a nossa forma de jogo não se adapta a esse tipo de terreno.

Brasil 2-0 Croácia: Canarinhos aprovados no primeiro teste

A seleção brasileira fez seu primeiro jogo preparatório para a Copa do Mundo nesse domingo em Liverpool, Inglaterra. O adversário foi a ótima seleção croata. A Croácia tem um dos melhores meios de campos do mundo. Jogadores como Perisic, Rakitic e Modric qualificam o meio campo croata. O Brasil entrou em campo no 4x3x3. Sem Neymar, poupado, o técnico Tite escalou a seleção com três médios defensivos com a intenção de fazer um meio mais encorpado e não permitir que a Croácia trabalhasse com a bola.

O jogo começou de maneira bem equilibrada, mas a Croácia buscava sair mais para o ataque. Aos 12 minutos Modric cobrou um canto pela direita e Lovren cabeceou com o perigo à meta brasileira.

O Brasil sentiu sérias dificuldades em sair para o jogo. A Croácia montou o meio campo com cinco jogadores e dominava aquele setor.

Aos 22 minutos o Brasil chegava com perigo pela primeira vez na partida. Coutinho recebeu a bola na intermediária e arriscou para a baliza. Mas a bola saiu acima do travessão.

A partida chegou aos 30 minutos e a Croácia prosseguia melhor no relvado. Com um meio-campo muito mais técnico do que o da seleção brasileira, a Croácia se aproveitava dessa qualidade. Porém, também não conseguia criar chances reais de gol. O Brasil não atuava bem e o William ficava muito isolado na ponta direita.

Por falar no jogador, o William foi o atleta mais perigoso da seleção brasileira, porém precisava que alguém jogasse mais próximo a ele. A princípio o jogador do Chelsea era o favorito a sair no intervalo para a entrada de Neymar.

A primeira parte terminou com a seleção croata ligeiramente melhor no relvado. Os laterais brasileiros, principalmente o Danilo, pouco apoiaram. Para o início do segundo temo o técnico Tite fez uma mudança. O avançado Neymar entrou no lugar do Fernandinho. Com essa substituição o Brasil ficou mais ofensivo, porém mais exposto.

No começo da segunda parte só deu Brasil. William continuava sendo o jogador mais perigoso da seleção. Sempre pela ponta direita conseguia criar as melhores oportunidades de golo e ganhava mais força quando tinha o apoio do ala Danilo, que poderia ter ido mais o ataque.

Apesar do ligeiro domínio da seleção brasileira, o primeiro ataque com mais perigo na segunda parte foi da Croácia. Após cruzamento pela esquerda, Rebic subiu mais alto que todo mundo e cabeceou para a baliza. Alisson fez uma grande defesa e espalmou a bola.

Aos 59 minutos o Tite fez mais duas mudanças. Saíram Marcelo e Gabriel Jesus para as entradas de Filipe Luís e Roberto Firmino, respectivamente.

Com seis substituições permitidas para o jogo, o treinador brasileiro continuou fazendo suas mudanças. Aos 64 minutos sacou o defensor Miranda do jogo para colocar o Marquinhos, do PSG.

GOL DO BRASIL. Aos 67 minutos William arrancou no meio-campo, passou a bola para Coutinho que rapidamente abriu o jogo para Neymar na esquerda. Dentro da área a estrela da seleção brasileira driblou dois defensores e soltou uma bomba a baliza adversária. Um chute indefensável ao guarda-redes croata que apenas viu a bola entrar na sua meta. Brasil 1 x 0 Croácia.

Com a entrada do Neymar na segunda parte e a com uma nova formação tática, a seleção canarinho cresceu no jogo e acuou o adversário. Após o golo marcado, o Brasil continuou controlando a partida e tinha mais posse de bola.

Aos 76 minutos, Tite realizou as últimas duas substituições do Brasil. Saíram William e Philippe Coutinho para as entradas de Taison e Fred. A configuração tática da seleção permaneceu a mesma.

A superioridade brasileira se manteve e foi premiada no final do jogo. Aos 91 minutos Roberto Firmino recebeu um ótimo lançamento de Casemiro e encobriu o guarda-redes Subasic para “fechar o caixão” croata. Final de jogo Brasil 2 x 0 Croácia.

A partida foi válida e serviu de aprendizado para o Brasil. Tivemos duas partes distintas. Na primeira parte vimos um Brasil mais acanhado em campo e até perdendo o controle da bola para o adversário. Já na segunda parte, após a entrada de Neymar, a seleção mostrou um desempenho ofensivo muito melhor e com a variação tática que teve dominou o seu adversário. O próximo jogo preparatório da seleção brasileira será no próximo domingo, 10.06, contra a Áustria. 

A Primeira Vez

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A primeira vez de Lorenzo que vence com a Ducati, mas mais importante que isso, foi a primeira vez que se ouviu A Portuguesa em Moto2 com a vitória do Miguel Oliveira.

Completou o Circuito de Mugello com 21 voltas e um tempo de 39m42s018, saindo do 11º posto da grelha de partida, fazendo uma corrida perfeita, aproveitando os erros e a assumir o primeiro lugar na última volta, Miguel Oliveira, o dentista, “deu anestesia geral” e venceu; Baldassarri ficou em segundo e Mir acabou o pódio.

Uma corrida onde o português teve um arranque fantástico, passando logo para terceiro e logo na volta seguinte consegue passar para segundo. Várias alterações na frente, com uma grande luta entre Oliveira, Bagnaia e Pasini. No entanto, Oliveira estava muito rápido na reta e assumia quase sempre a dianteira. Até que a 16 voltas do final, Pasini parecia ter levado alguma vantagem e assumia a frente da corrida de forma isolada.

Mas a oito voltas do fim, Pasini teve uma queda e deixou a frente da corrida para Oliveira tendo Baldassarri e Bagnaia logo atrás.

Miguel Oliveira fez soar A Portuguesa no Grande Prémio de Itália
Fonte: Moto GP

Com apenas cinco voltas para o final a frente da corrida ia sendo alternada por Oliveira e Baldassarri. Até que na volta final, Baldassarri comete um erro e o português não perdoa, vencendo uma das melhores corridas de Moto2 dos últimos tempos.

Oliveira obtém 98 pontos e mantém assim o segundo lugar da classificação geral, mas agora com apenas menos 13 pontos que Bagnaia, que lidera com 111 pontos. Baldassarri acaba o pódio geral com 84 pontos.

Não posso deixar de deixar uma menção sobre o relato que foi efetuado na tv brasileira sobre a vitoria do português. Bastante emotivo, com a última volta a ser relatada de uma forma frenética, com várias referências ao hino português. Muito bom, se tiverem oportunidade vão ver que vale a pena.

Lendas do Universo Leonino: Luís Figo

Luís Filipe Caeiro Madeira Figo, nascido em 1972, foi um dos melhores jogadores de sempre do futebol português. Foi descoberto pelo senhor Aurélio Pereira quando alinhava no Pastilhas FC, tendo chegado ao Sporting, com apenas treze anos.

Luís Figo vestiu de verde e branco durante doze épocas, sendo considerado o melhor do mundo alguns anos mais tarde, mais um “Made in Sporting”. Com a camisola do Sporting Clube de Portugal, ao serviço da equipa principal, realizou 158 jogos e marcou 23 golos. Viveu a sua tarde de sonho, aos dezassete anos, na época 89/90 quando se estreou na equipa sénior do Sporting, numa vitória por 1-0, diante do Marítimo.

O internacional português Luís Figo fez parte de grandes equipas no Sporting Clube de Portugal, onde foi colega de nomes como Ricardo Sá Pinto, Balakov, Iordanov, Paulo Sousa, Oceano, Carlos Xavier, Jorge Cadete, entre tantos outros. Ao serviço do clube de Alvalade venceu uma Taça de Portugal, frente ao Marítimo por 2-0 na final do Jamor. No último jogo da sua carreira com a camisola do Sporting, bem como Balakov, despediu-se com a conquista da Taça de Portugal, com dois golos de Iordanov.

Luís Figo é um dos dois Bolas de Ouro formados em Alvalade
Fonte: Forum SCP

O extremo formado na cantera de Alvalade rumava ao FC Barcelona, onde chegou a ser capitão de equipa. Ao serviço dos “blaugrana” realizou 249 jogos e marcou 45 golos. Com a camisola catalã venceu uma Taça das Taças, uma Supertaça Europeia, duas Taças do Rei e foi duas vezes campeão espanhol. Até que protagonizou uma das transferências mais polémica da época de 2000/2001, rumando ao eterno rival, Real Madrid.

Luís Figo chega a Madrid, para vestir a camisola dez, sendo um dos galáticos. No Real Madrid, o português viria a vencer dois campeonatos, uma Liga dos Campeões, uma Supertaça de Espanha, uma Supertaça Europeia e uma Taça Intercontinental. Viria a perder espaço no clube da capital espanhola e rumou ao futebol italiano, para servir o Inter de Milão. Em Itália, voltaria a comprovar a sua qualidade e experiência, vestindo a camisola número sete por 140 ocasiões e marcou onze golos. No Giuseppe Meazza, voltou a viver uma aventura muito feliz, onde foi tetracampeão, venceu uma Taça de Itália e três Supertaças. Retirou-se dos relvados dia 31 de Maio de 2009, numa vitória do Inter de Milão diante da Atalanta por 4-3.

Luís Figo marcou a história do futebol português, foi um dos mais internacionais de sempre, com 127 jogos e 32 golos. Capitão da seleção portuguesa, uma figura incontornável do desporto nacional, vencedor do Campeonato do Mundo de Juniores em 1991 e finalista do Euro 2004. O extremo formado em Alvalade participou em cinco fases finais de grandes competições e será sempre recordado como um dos melhores sempre do futebol português. Para sempre, ficará na memória dos sportinguistas e dos adeptos de futebol, a sua qualidade técnica, a sua meia distância, os dribles, as assistências, os golos, a atitude e entrega em campo. Luís Figo será sempre recordado como o Melhor Jogador do Mundo FIFA 2001.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal