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Éder: Um amuleto entre o sentimento e a razão

O dia 10 de Julho de 2016 ficou eternizado na memória dos portugueses. Facto incontornável. Espírito de ansiedade, comunhão, e sobretudo fraternidade em torno de um acontecimento, encheram a atmosfera não só do nosso país, mas de muitos outros locais fora dele. Desde pessoas em Timor de mota a celebrar as passagens à próxima fase, passando pelo nosso Portugal, até Paris. O sentimento que invadiu qualquer emigrante em França derivado ao futebol não pode ser ignorado. O futebol pode ser muito mais do que o nosso país tem feito com ele.

Éder, após glorificar esse dia, concedeu entrevistas, apareceu em tudo o que é lado, quer em pessoa, quer virtualmente mas, como tudo na vida, o impacto tem prazo de validade. Éder andava no Lille, nem era escolha regular, e faturava pouco; agora está na Rússia. Curioso que pode vir a disputar novamente um campeonato de seleções no país onde exerce a sua atividade profissional. Como no Lille, entra mais vezes do que se apresenta como escolha inicial, e voltou à ribalta com o golo que selou a conquista do campeonato por parte do Lokomotiv. Parece normal, já que é um avançado e entrou fresco na reta final do jogo, mas já repararam? O mesmo jogador, que nem joga assim tanto (falando mesmo em termos técnicos), e é tão decisivo. Será que nos dá jeito, e cabe um jogador destes nas escolhas? Toda a fé que envolve o seio da Seleção de Todos Nós não é frutífera sem Éder?

Sou fã de meritocracia. Se me questionarem quanto aos convocados, não consigo excluir vários e levar apenas 23. Hoje em dia, Portugal orgulha-se de ter um vasto leque de escolhas, mas admito que há uma certa tendência em preferir jogadores apenas porque fazem parte de um clube de grande dimensão. A equipa será montada assentando nas necessidades da equipa, jogadores serão preteridos por certas características que podem ou não podem oferecer. E o nosso estilo de jogo, sendo ele tão tático, pode deixar futebolistas mais “vistosos” de fora, viajando até à Rússia deles com um critério mais posicional ou físico. E atenção: desde o dia enunciado logo no início, em confio no nosso selecionador. Eternamente grato.

Fernando Santos é assumidamente um homem religioso. Além disso, é bastante racional, e eleva a razão em detrimento do sentimento. Faz questão de elucidar isso nos seus discursos. No futebol, a razão perde espaço, o clima de Campeonato do Mundo é especial, esses meses de verão pintam-se com cores mais vivas. Mulheres lindas dirigem-se aos estádios e muita gente que não liga à bola passa a ligar. A conexão que esta modalidade provoca por entre as pessoas não pode ser ignorada. Terá demonstrado o suficiente para suplantar outros nomes na convocatória? Poderá Éder ser novamente um elo útil e conectar as nossas gentes à Conquista do Sonho?

Foto de capa: FC Lokomotiv Moscovo

Artigo revisto por: Jorge Neves

O último canto de um cisne, um derby escaldante e um ‘Scudetto’ anunciado

Entrámos na reta final dos principais campeonatos e apesar de serem conhecidos já alguns dos respetivos campeões ainda há muito por decidir.

Do derby sevilhano ao adeus à Premier League, será seguramente um fim de semana intenso que terminará com um dos difíceis Scudettos dos últimos anos.

Frente a frente: Álvaro Pereira vs Alex Sandro

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Depois dos matadores Jackson e Falcão e dos guarda-redes lendários Casillas e Baía, é a vez de colocarmos frente a frente dois grandes nomes da lateral esquerda do FC Porto dos últimos anos. Primeiro o uruguaio Álvaro Pereira, que representou os portistas de 2009 a 2012. Depois o brasileiro Alex Sandro, que vestiu de azul e branco de 2011 a 2015.

Começando por alguns dados estatísticos da passagem de ambos por Portugal, destacam-se os seguintes números:

Álvaro Pereira

Idade: 32 anos

Peso/altura: 78 kg/180 cm

Internacionalizações/golos (pelo Uruguai): 83 jogos/7 golos

Jogos/golos pelo FCP: 119 jogos/3 golos

Títulos pelo FCP: 2 Campeonatos Nacionais, 2 Taças de Portugal, 3 Supertaças e uma Liga Europa.

Alex Sandro

Idade: 27 anos

Peso/altura: 74 kg/180 cm

Internacionalizações (pelo Brasil): 10 jogos

Jogos/golos pelo FCP: 137/3 golos

Títulos pelo FCP: 2 Campeonatos Nacionais e 2 Supertaças

Álvaro Pereira chega ao FC Porto em agosto de 2009, fruto de um dos muitos “roubos” de jogadores ao rival SL Benfica. Na bagagem trazia a ambição de ajudar os portistas a conquistarem o penta, depois de quatro anos de vitórias consecutivas. Contratado aos romenos do CRF Cluj, o lateral uruguaio não contava certamente com o caso do “Túnel da Luz”, que enfraqueceu e de que maneira o FC Porto, que ainda se viu privado de Hulk e Sapunaru até bem perto do fim do campeonato.

A frase “corre tanto que parece ter dois pulmões”, dita por um qualquer humorista deste mundo, encaixa que nem uma luva na hora de definir um jogador como Álvaro Pereira. Dono de uma capacidade física ímpar, Pereira fazia constantes piscinas na lateral esquerda dos azuis e brancos. Eficaz tanto a defender como a atacar, juntava a essa competência um remate bem potente. Na memória perdurará aquele golo de meia distância no Dragão, frente ao SC Braga, num jogo que os portistas venceram por 5-1, em 2010.

Beneficiou, certamente, do facto de chegar a Portugal e ser orientado por um autêntico professor como é Jesualdo Ferreira. Seguiu-se a chegada de André Villas Boas e, com ele, Álvaro Pereira terá conseguido a melhor época da carreira, não só em termos coletivos como essencialmente individuais.

Álvaro Pereira venceu uma Liga Europa com André Villas Boas ao comando
Fonte: Twitter

Já Alex Sandro chegou ao FC Porto no decorrer da época 2011/2012, a primeira de Vítor Pereira. Não assumiu de imediato o lugar, porque à sua frente estava curiosamente…Álvaro Pereira. O uruguaio sairia no final da época em litígio com o treinador. Era chegada a altura de o brasileiro mostrar as credenciais que levaram o FC Porto a pagar quase 10 milhões de euros por ele. Na altura, com 19 anos, trazia os vícios do futebol sul americano, pouco familiarizado com a componente tática. Isso revelou-se essencialmente nas deficiências que apresentava no posicionamento defensivo. Por outro lado, oferecia grande amplitude no ataque, juntando a isso um elevadíssimo recorte técnico, pouco habitual num lateral esquerdo. Hoje brilha pelo campeonato italiano ao serviço da Juventus FC, satisfazendo até o sonho de chegar à canarinha.

Alex Sandro é neste momento um dos melhores laterais esquerdos da atualidade
Fonte: FC Porto

O surpreendente Getafe CF

O Getafe, que ascendeu esta temporada à primeira Liga Espanhola, após sair vencedor do play-off de subida da Liga Adelante, pode ser desde já considerado como a surpresa da temporada, tanto pela posição que neste momento ocupa na classificação, pelo bom nível exibicional apresentado e também pelo facto de ter cumprido com relativa facilidade e rapidez o seu objetivo principal: fugir à despromoção.

Sob comando do técnico espanhol, José Bordalás, os azulones trouxeram do segundo escalão do futebol espanhol o estilo de jogo que lhes permitiu fazer uma bela campanha na época transata. Alguns dados ilustram o grande potencial desta equipa, tais como: foi uma equipa que, para aquilo que eram os seus objetivos, se revelou sempre regular; é a terceira melhor defesa do campeonato e está prestes a voltar a uma classificação há muito não alcançada.

Nesta equipa do Getafe predomina o equilíbrio entre todos  os seus constituintes, mas é possível destacar, sobretudo, dois jogadores: Vicente Guaita, antigo guardião do Valência, e Ángel Rodriguez, avançado contratado ao Zaragoza. Mesmo jogando em locais opostos, ambos têm assumido um papel fulcral no conjunto madrileno com Guaita a impor toda a sua experiência e qualidade no jogo da equipa, o que se revelou fundamental aos poucos golos sofridos.

Por outro lado, Ángel teve o mérito de transpor a sua veia goleadora do segundo para o primeiro escalão espanhol e é, de forma isolada, o melhor marcador da equipa com 13 golos, tendo revelado-se decisivo em jogos diante Las Palmas e Sevilha com golos ao cair do pano.

Ángel é a figura deste Getafe CF
Fonte: Getafe CF

Apresentados os principais ativos individuais, retomamos esta análise pelo todo e podemos destacar que um dos aspetos característicos desta é equipa é a sua consistência, tanto pelos razoáveis resultados que tem obtido assim como, num ponto de vista tático, a sólida defesa que tem apresentado, onde na asa esquerda atua o português Antunes.

No final da primeira volta, o Getafe surgia na décima posição com um registo de sete vitórias, cinco empates e sete derrotas, verificando-se o Coliseum Alfonso Pérez como um palco temível para todas equipas onde apenas ganharam e pela margem mínima Sevilha, Barcelona e Real Madrid, adversários esses que “não são do mesmo campeonato”, pois não partilham dos mesmos objetivos.

Falando em objetivos é importante salientar que o do Getafe era somente continuar no principal escalão de futebol espanhol, o que no término da primeira volta estava muito bem encaminhado pois já contabilizava 26 pontos. Assim que a manutenção foi confirmada, os pupilos de Bordalás mantiveram o nível e com um conjunto de bons resultados o sonho europeu deixou de ser uma miragem e tornou-se uma realidade pela qual tinham hipóteses de disputar.

Desta feita, à data deste artigo e faltando apenas duas jornadas, o Getafe ocupa a oitava posição da tabela. Conta com 52 pontos e está apenas a dois do Sevilha e da oportunidade de ficar em posição de ir ao play-off de acesso à Liga Europa.

A temporada não acabou e o sonho europeu ainda está de pé, contudo, o principal foi alcançado. O Getafe voltou e veio para ficar, o que por si só torna esta época positiva. Restam duas jornadas: receber o Atlético de Madrid e ir ao terreno do, já despromovido, Málaga para tentar ascender à sétima posição e ficar assim mais próximo de atingir algo que escapa há sete anos.

Foto de Capa: Getafe CF

Artigo revisto por: Jorge Neves

5 principais fatores que fizeram a “missão penta” falhar

Com a época a uma jornada de terminar e com o título de campeão nacional entregue ao FC Porto, é importante meter a mão na consciência e refletir sobre o que, dentro da nossa esfera, correu mal. Muitos acusam os árbitros, outros dizem ter sido falta de sorte, porém a verdade é que, ao longo desta época, muitos foram os fatores que fizeram a “missão penta” falhar. Hoje falamos dos que, a meu ver, foram os 5 principais.

“Descobrimos” um novo caminho

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Tiago Monteiro, Armindo Araújo, Rui Madeira, Pedro Lamy, Bernardo Sousa, Rui Gonçalves… Da F1, ao WRC, de Le Mans ao Dakar… Estes são alguns dos portugueses que entraram nas categorias máximas do desporto motorizado, nas suas respetivas disciplinas.

Miguel Oliveira nasceu em Almada e é o primeiro português a estar a tempo inteiro no Campeonato do Mundo de Motociclismo. Pois bem, em 2019, Miguel Oliveira será o primeiro representante português na categoria máxima de motos de pista, o MotoGP. Irá competir pela KTM Tech 3 contra Valentino Rossi, Marc Marquéz, Jorge Lorenzo, etc. O português tem tido uma caminhada muito positiva pelos escalões base, o Moto 3 e o Moto 2.

Em 2008, participou na Reb Bull Rookis Cup, uma competição que se corre em alguns circuitos internacionais, paralelamente com a caravana do MotoGP. Nesta competição efetuou três saídas e ganhou duas, começando assim a ganhar destaque no panorama internacional. Em 2011, era vice-campeão europeu, atrás de um tal de Maverik Viñales. 2012 viu o jovem de Almada juntar-se ao mundial de Moto 3 com a equipa da Estrella Galicia, mas foi em 2015, já na equipa da Red Bull KTM Ajo, que teve o seu melhor ano no escalão mais baixo. Com seis vitórias sagrou-se vice-campeão mundial. Em 2016, subiria à categoria intermédia, o Moto 2, tendo como companheiro de equipa Danny Kent, na Leopard Racing. Um ano um pouco azarado para Miguel Oliveira, mas só o fez ficar mais forte para o que iria acontecer em 2017. A Red Bull KTM Ajo voltou a chamá-lo para a sua equipa e viu o português conquistar o terceiro lugar no mundial de Moto 2.

Miguel Oliveira tem tido as suas melhores temporadas a bordo de motos com motores KTM
Fonte: Red Bull KTM Ajo

Este ano, Miguel Oliveira continua com a mesma equipa, encontrando-se em terceiro lugar no campeonato de Moto 2. Mas a mudança de fabricante de motores da Tech 3, que muda da Yamaha para a KTM, fez com que se abrisse uma porta para Oliveira. E que porta… Um dos exemplos pelo qual Oliveira abriu esta porta com fechadura de ferro foi a corrida de Jerez, onde partiu de 14.º e acabou no pódio, mais precisamente em segundo.

Um prémio gigantesco para um dos melhores pilotos que se encontram na categoria intermédia, e penso que será motivo de orgulho para os portugueses. E, claro, esperamos poder ouvir a “Portuguesa” em breve no pódio do MotoGP.

Foto de Capa: Red Bull KTM Ajo

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

UFC 224: Uma homenagem ao Brasil e a ânsia por surpresas

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O UFC está de regresso ao Brasil, um país historicamente rico em atletas de MMA, não fosse a pátria mãe do jiu jitsu brasileiro que é, desde há muito, uma das principais vertentes de luta utilizada neste desporto.

O evento que se irá realizar dia 12 de Maio, no Rio de Janeiro, é bastante especial. Porquê? Bem, vamos por pontos.

1. O regresso da leoa

A leoa é Amanda Nunes que, para os mais desatentos, é a mulher responsável por “arrumar” a estrela Ronda Rousey nuns impressionantes 48 segundos. Com este cartão de visita, Amanda Nunes, que é também a atual campeã da divisão Bantamweight, atrairá por certo grande parte da atenção do evento. Todos querem perceber se a leoa ainda tem garra para defender o seu título, ou se, pelo contrário, existe apenas um nome capaz de a derrubar: Cris Cyborg. Há não muito tempo circulou o rumor de que Amanda teria recusado um combate frente à campeã da divisão Featherweight. Dia 12, a underdog Raquel Pennington terá a oportunidade de provar que está à altura das melhores. Isto porque, e apesar de já ter somado vitórias sobre Miesha Tate, Bethe Correia ou Jessica Andrade, lutar como cabeça de cartaz e por um título é uma experiênia inigualável.

2. O adeus à lenda

Vitor Belfort tem um percurso de mais de 20 anos na UFC
Fonte: UFC

É sempre difícil dizer adeus a um atleta com tão longo e notável percurso. Ainda assim, talvez seja esta a melhor forma de nos despedirmos de Vitor Belfort. Vitor irá combater no seu país, frente a um compatriota que é também uma lenda do desporto. Sinceramente, não é muito fácil prever o desfecho deste combate. Tanto Vitor, como Lyoto não estão no auge das suas carreiras. O striking de Lyoto perdeu o fator surpresa, a capacidade de explosão de Vitor também é apenas uma mera lembrança do passado. Nenhum deles quererá, por certo, fazer má figura perante os seus compatriotas. Será que podemos ficar surpreendidos com uma batalha à moda antiga?

3. O assalto ao trono

A pose que já é imagem de marca
Fonte: UFC

Jacaré é porventura o atleta que mais tempo esperou por uma oportunidade de lutar por um título e dia 12 ainda não será o dia. O brasileiro tem um percurso notável na UFC, apenas manchado por duas derrotas frente a Robert Withaker e Yoel Romero que ainda este ano irão disputar o título da divisão Middleweight. Caso derrote Gastellum, Jacaré tem excelentes possibilidades de se assumir como o principal candidato ao título. Aos 38 anos, Jacaré não terá muito mais oportunidades para alcançar o seu grande objetivo. Para Gastellum o cenário é diferente. Apesar de ter derrotado o antigo campeão da divisão Michel Bisping, o americano não tem vitórias sobre grandes nomes da divisão. Jacaré é uma oportunidade para se afirmar, ganhar estatuto, confiança e despertar a atenção de Dana White. Está tudo em aberto.

Foto de Capa: UFC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Estrelas da Formação: Rafael Barbosa

No meio da desastrosa campanha do Sporting B, que fez com que a equipa terminasse do décimo oitavo posto da classificação, houve um jovem que se destacou. Um jovem médio que domingo após domingo deu provas do seu valor. Falo de Rafael Barbosa.

O médio de 22 anos, nascido em Amarante, está no Sporting já há sete épocas (sendo que na temporada transata foi emprestado ao União da Madeira, e acabou por fazer doze jogos na equipa madeirense) e rapidamente se destacou em todas as equipas de formação do Sporting. A par e passo do que fazia no clube, Rafael Barbosa foi também lançado nas camadas jovens da Seleção Nacional.

Porém, e pese embora a péssima temporada em termos coletivos, esta época foi, muito provavelmente, a melhor do médio. Com 33 jogos, o jovem tornou-se o capitão da equipa B do Sporting e revelou-se como um jogador capaz de comandar todo o jogo da equipa. Por isto mesmo, Rafael Barbosa carregou a braçadeira de capitão ao longo da época.

O médio tem um toque de bola invejável
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Todavia, os momentos altos da época para o jovem deram-se dia 15 de março e dia 12 de abril. Não foi a jogo, mas Jorge Jesus confiou no jogador ao convocá-lo para a deslocação a Plzen e para a receção ao Atlético. Estes foram sem dúvida os grandes momentos do jovem ao longo deste ano.

Os preliminares já foram feitos e a promessa está em cima da mesa: “Contem com Rafael Barbosa!”

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Danoninhos

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Há quem diga que começam a faltar palavras para classificar esta época dos Boston Celtics – se concordasse, acharia impossível escrever este texto.

É verdade. Mais uma vez, os Celtics provam que têm a sua própria matemática e esmifram as probabilidades. Os Philadelphia 76ers – esses que, quando muito, perdiam um ou dois jogos nesta série – foram eliminados em cinco. Ganharam um jogo, perderam quatro, desiludiram e foram para casa.

Depois de uma expetativa desmedida após a vitória na primeira ronda frente aos Miami Heat, depressa se percebeu que ainda faltam uns quantos danoninhos para esta equipa poder competir por algo mais do que uma presença nas finais de conferência.

No entanto, mais preocupante do que a bolha de favoritismo criada à volta dos Sixers, foi a desvalorização constante daquilo que é a equipa dos Celtics.

Os jovens jogadores dos Celtics acalentam como poucos veteranos. Defensivamente todos cumprem. O jogo ofensivo tem, de facto, as suas deficiências, mas os meses finais da época – já sem Kyrie Irving, a maior ameaça no ataque – desvendaram a essência desta equipa: Next man up. Fosse quem fosse, todos os jogadores dos Celtics contribuíram com boas prestações ao longo da época.

O rookie Jayson Tatum impressionou contra os Sixers, marcando sempre mais de 20 pontos em cada um dos cinco jogos
Fonte: NBA

Nestes playoffs tem sido mais do mesmo, portanto qual é a surpresa? Acredito mesmo que os Celtics podem vencer aos Cleveland Cavaliers nas finais do Este. Se apostaria dinheiro contra LeBron? Não, mas acredito que, de alguma forma, Brad Stevens (o técnico dos Celtics) consegue expor as debilidades dos Cavs ao ponto de LeBron James não ser suficiente. Acredito mesmo, só não acho que vá acontecer.

Sou o maior defensor desta equipa dos Celtics, só que é impossível apostar contra LeBron. Está a fazer a sua melhor época no décimo quinto ano de NBA. Acabou de varrer os Raptors – que ficaram em primeiro na época regular. É simplesmente impossível negar que sozinho pode levar a sua equipa à vitória.

Não estou a ser coerente com os meus sentimentos, é verdade. Resumo isto desta forma: os Celtics são melhor equipa, os Cavs têm o melhor jogador do mundo. Do lado de Boston só Brad Stevens pode descodificar este enigma e ganhar no tabuleiro de xadrez, ou seja, mais do que Celtics vs Cavaliers, esta final será Brad Stevens vs LeBron James.

O que é que falta, então, aos Celtics? O mesmo que falta aos Sixers: uns danoninhos, a sorte (ou será azar?) é que os dos Celtics estão na enfermaria.

Foto de Capa: NBA

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

O 11 de flops do século em Portugal

Se a nossa liga é rica em qualidade individual como foi demonstrado no melhor 11 do século em Portugal, o leque não deixa de ser variado quando fazemos o exercício ao contrário, ou seja, os jogadores que se destacaram não pelas suas grandes fintas e grande rendimento individual, mas pela falta de qualidade que trouxeram ao nosso futebol. Certamente muitos dos nomes aqui deram imensas dores de cabeça aos adeptos dos clubes por onde passaram.

Tendo em conta a enorme escolha de flops que existiram neste século nos três grandes, dava para fazer um 11 só com os flops de cada clube, o principal critério que eu vou seguir será o custo que tiveram e as expectativas (não correspondidas) à volta dos mesmos.