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Moreirense FC 1-2 GD Estoril-Praia: A sorte protege os audazes

Cabeçalho Futebol Nacional

O Moreirense FC perdeu esta noite frente ao GD Estoril Praia, por duas bolas a uma, na partida que encerrou a 22ª jornada da primeira liga. Os três pontos permitiram à formação às ordens de Ivo Vieira deixar a zona de despromoção, somando agora 21 pontos com um jogo a menos.

Separadas por apenas um ponto no fundo da tabela, as duas equipas chegaram a esta partida a atravessar bons momentos, estando ambas na luta pela manutenção. De um lado, um Moreirense motivado pelo empate caseiro frente ao FC Porto e vitória fora em Tondela. Do outro, um Estoril que travou em casa o Sporting CP, com uma vitória surpreendente por duas bolas a zero.

Apesar de uma entrada com mais iniciativa por parte da formação às ordens de Ivo Vieira, foi mesmo o Moreirense FC a abrir o marcador. À passagem do nono minuto, e no primeiro remate à baliza do jogo, Tozé fez o 1×0, com um remate de primeira a dar seguimento ao cruzamento de Rúben Lima no lado esquerdo do ataque.

O GD Estoril Praia apenas conseguiu criar perigo aos 23 minutos, com Pêpê a arriscar um canto directo que obrigou Jhonatan a uma defesa apertada. A correr atrás do prejuízo, os canarinhos viram-se forçados a jogar com a linha defensiva subida, abrindo mais espaços para os contrários.

Foram esses mesmo espaços que possibilitaram que Arsénio estivesse perto de fazer o segundo, à meia hora de jogo. O extremo foi servido por Edno e, isolado, atirou ao lado. Na resposta Eduardo testou novamente a atenção do guarda redes da equipa da casa, com um remate forte à entrada da área.

A primeira metade acabou por não ter muitas oportunidades de golo claras de parte a parte. O GD Estoril bem procurou o empate após sofrer cedo na partida, mas sem conseguir chegar com perigo à baliza de Jhonatan, por culpa da falta de inspiração de André Claro e Ewandro.

Depois de estar a perder por 1x0, o GD Estoril deu a volta a dez minutos do final
Depois de estar a perder por 1-0, o GD Estoril deu a volta a dez minutos do final

Na segunda parte, à imagem do que aconteceu na primeira, o GD Estoril era quem mais ativamente procurava o golo e, consecutivamente, era quem estava mais exposto. O Moreirense FC já há muito havia assumido o contra-ataque como a sua arma para este jogo.

E, até ao momento, estava a ser proveitosa a estratégia montada. Em três momentos conseguiu o Moreirense criar perigo: Ao minuto 54, Arsénio cai na área depois de carga faltosa de Kyriakou: grande penalidade para a equipa da casa. Neto não conseguiu aproveitar o castigo máximo, atirando a bola ao poste direito da baliza de Renan Ribeiro. Aos minutos 58 e 61 Bilel e Alfa Semedo, respetivamente, protagonizaram remates de fora da área que certamente causaram arrepios na espinha dos adeptos estorilistas.

Do outro lado, o GD Estoril continuava a falhar na construção de jogo, principalmente nos últimos 30 metros, ora por culpa própria, ora por boas ações defensivas da dupla de centrais dos Cónegos Abarhoun e Belkeroui. Só com a ajuda da sorte conseguiriam os canarinhos chegar ao empate: o remate de Allano foi desviado por Sagna e a bola acabou por surpreender Jhonatan, que nada podia fazer. Tudo empatado no Parque Desportivo Comendador Joaquim de Almeida Freitas.

Motivados pelo golo conseguido, a turma de Ivo Vieira foi sufocando cada vez mais o Moreirense. Ao minuto 80 Ronaldo Peña fez falta dentro de área sobre Lucas Evangelista. Na marcação, Eduardo não perdoou e colocou os visitantes na frente do marcador.

Nem por estar a vencer tirou o GD Estoril o pé do acelerador, continuando a querer ter bola e a atacar. Até ao final da partida ainda houve tempo para um remate forte de Bruno Gomes que deu a sensação que tinha entrado a todo o banco canarinho e para o erro de Renan Ribeiro (um chuto na atmosfera à entrada da área quando tentava aliviar a bola) que podia ter custado dois pontos à sua equipa.

Terminada a partida festa brava do lado dos visitantes: com esta vitória o Estoril sai da zona de despromoção e fica 2 pontos acima do Moreirense e, consequentemente, da linha de água.

Destaque para o ambiente de fair play sentido nas bancadas, com as claques dos dois clubes a apoiar as equipas contrárias em determinados momentos do jogo e com espaço ainda para os adeptos visitantes darem os parabéns à claque Green Devils, que celebrava 18 anos. “Parabéns brothers” podia ler-se numa faixa exposta pelos adeptos canarinhos. Nas imediações do estádio, tanto antes como depois do jogo os adeptos de ambas as equipas conviveram em ambiente de festa.

Anda tudo louco na velocidade indoor!

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Cabeçalho modalidadesO título não engana. Há muito tempo que não víamos um ano com tantas marcas de realce na velocidade indoor, com ou sem barreiras.

Comecemos pela distância mais curta sem barreiras. Há um nome que se destaca acima de todos os outros e que já no ano passado havia demonstrado estar disposto a fazer história: Christian Coleman. O jovem norte-americano, de 21 anos, que no ano passado já bateu Bolt e ficou com a Prata nos 100 metros ao Ar Livre em Londres, surpreendeu meio mundo ao realizar no passado dia 20 de Janeiro uma prova de 60 metros em 6.37 segundos, em Clemson, marca que é a nova melhor marca da história.

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De qualquer forma, a fantástica marca até pode não vir a ser considerada recorde mundial, uma vez que não estavam cumpridos todos os critérios necessários pela IAAF para homologar recordes, nomeadamente a não existência do controlo anti-doping no exacto local da prova e a falta de blocos de partida electrónicos. Se no primeiro caso, Coleman até percorreu uma longa distância de carro para chegar ainda no próprio dia a um centro anti-dopagem, já a questão dos blocos de partida electrónicos, com a reacção do tempo de partida, poderá vir a ser mais complicada. Mesmo que o actual recorde (os 6.39 de Maurice Greene) também …tenha sido obtido sem os mesmos medidores, mas num tempo em que tal não era exigido. De qualquer forma, os requisitos norte-americanos são cumpridos e poderemos cair numa estranha situação em que o recorde mundial é…o segundo melhor tempo norte-americano, existindo um outro recordista norte-americano. Já este sábado, Coleman voltou a mostrar a sua grande forma e correu em Boston em 6.46, demonstrando ser neste momento o grande candidato a tornar-se campeão mundial de Pista Coberta em Birmingham.

Mas não se pense que é apenas Coleman que tem mostrado níveis de excelência. O recordista asiático (nos 60 e nos 100), Su Bingtian, correu em 6.47 em Karlsruhe e três dias depois em 6.43 em Dusseldorf!

Fonte: China Daily
Fonte: China Daily

Bingtian só tem quatro atletas na história a ter corrido mais do que ele: Coleman, Greene, Andre Cason e Dwain Chambers, o que demonstra bem o nível do presente ano! Coleman e Bingtian são neste momento, os dois grandes favoritos à vitória em Birmingham e estamos muito curiosos para saber o que pode acontecer com um a “puxar” pelo outro lado a lado. Atrás deles, há um outro norte-americano que já correu abaixo dos 6.50, Ronnie Baker (6.48).

No feminino, a distância é, por agora, dominada por duas costa-marfinenses, Murielle Ahouré e Marie-Josée Ta Lou (a dupla medalhada de Prata ao ar livre nos Mundiais de Londres em 2017) que correram ambas em 7.07.

Fonte: Making of Champions
Fonte: Making of Champions

Mas muito equilibrado está o circuito feminino! A fazer uma grande época está Tatjana Pinto. A germânica, que até tem sangue português, já correu em 7.08 e será uma das candidatas no Reino Unido. Abaixo dos 7.10, também já correu uma jovem nascida em 1996, a norte-americana Mikiah Brisco em Albuquerque, ela que até já tem um recorde nos 100 metros também abaixo dos 11 segundos. Mas não se pense que vai ficar por aqui…além dos esperadissimos nacionais da próxima semana, que em muitos países serão trials (como nos EUA), temos também encontro marcado em Glasgow no final do mês entre…Elaine Thompson, Dafne Schippers, Ta Lou e Dina Asher-Smith! Não sabemos se todas farão parte dos Mundiais de Birmingham (até porque em Pista Coberta, a competição dura menos tempo e a qualificação é mais apertada), mas as expectativas são já enormes.

Stefanos Tsitsipas: Será possível colocar Rafa e Roger num corpo de 19 anos?

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Cabeçalho modalidades

No artigo desta semana, um pouco ao género “olheiro”, falo sobre um jovem que já há largos meses me despoletou a atenção e, desde então tenho vindo a acompanhar com alguma regularidade.

Para quem presta alguma atenção ao que se vai passando no circuito de Juniores e torneios ATP Challenger (a “segunda categoria” do circuito ATP), certamente que o nome de Stefanos Tsitsipas (atual 78º do ranking ATP) não é estranho. O jovem grego, nascido em Agosto de 1998 (tem, neste momento 19 anos) cresceu de raquete na mão e é treinado pelo pai, Apostolos, em Atenas, cidade de onde é natural.

Stefanos começou a destacar-se perto dos 15 anos quando, no circuito ITF Junior (sub-18), começou a chegar frequentemente às rondas mais adiantadas de provas “Grade 1” e “Grade 2” (o equivalente aos torneios ATP1000 e 500). Esse foi o início da carreira do grego que aos 17 anos já contava com a liderança do ranking mundial de Juniores – apesar de nunca ter vencido as mais prestigiadas competições neste escalão etário (majors, Orange Bowl, Eddie Herr ..).

Daí ao escalão mais profissional é um pulinho em termos de idade, mas a verdade é que é nessa fase que a maioria das “jovens promessas” desaparecem do mapa do ténis mundial. E Stefanos conseguiu, pelo menos até agora, fazer essa transição de forma bem-sucedida. No circuito ATP, deu-se a mostrar no último trimestre da temporada transata, mais particularmente no torneio de Antuérpia, onde derrotou Ivo Karlovic, Pablo Cuevas, Jeremy Chardy e um David Goffin motivado para tentar alcançar o ATP World Tour Finals.

Stefanos Tsitsipas é uma jovem promessa do ténis mundial Fonte: Facebook Oficial Stefanos Tsitsipas
Stefanos Tsitsipas é uma jovem promessa do ténis mundial
Fonte: Facebook Oficial Stefanos Tsitsipas

O ténis do grego não é um ténis de deixar os adeptos da modalidade boquiabertos. Não é esse tipo de jogador. Nesta fase da carreira Tsitsipas ainda é algo repreensível em alguns pormenores mais técnicos, mas o que mais salta à vista neste jogador é a sua maturidade e estabilidade emocional. Muito racional nas suas decisões e calmo nos momentos mais tensos, Stefanos Tsitsipas mistura um pouco do melhor de dois mundos: é extremamente competente no capítulo defensivo, sentindo-se pouco incomodado com longas trocas de bolas (uma faceta mais “Nadaliana”) e ao mesmo tempo mostra-se bastante confortável junto à rede, muitas vezes suportadas por serviços fortes e bem colocados, complementando o pack de pancadas bonitas do grego que inclui (claro está) uma esquerda batida a uma mão, muito mais ao género de Roger Federer do que de Gasquet ou Shapovalov.

O grego beneficiaria, a nível de ataque aliado com jogo de rede, de conselhos de por exemplo Larry Stefanki, Paul Annacone ou mesmo algumas dicas do ex-tenista inglês Tim Henman, afim de atingir um ténis mais equilibrado, visto que se mostra por vezes demasiadamente defensivo e inofensivo para os adversários. Porém, não nos podemos esquecer que se trata de um “menino” de 19 anos que já derrotou alguns nomes maiores do circuito profissional, e que com o trabalho e ajuda certos, poderá vir a ser um dos nomes mais falados do circuito ATP daqui a meia dúzia de anos.

Foto de Capa: Facebook Oficial Stefanos Tsitsipas

Pizzi bom e Pizzi mau

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Algum alarido tem sido criado à volta de Pizzi no que toca às suas exibições ao longo da presente temporada. O mais comum é dizer-se que está longe de ser o mesmo jogador que na época anterior, ou que não anda a jogar bem, ou ainda que este ou aquele fariam melhor que ele.

Acontece que não concordo totalmente com este tipo de comentários. E explico um pouco o porquê de achar que se deve dar mais desconto ao internacional português que tantas alegrias nos tem dado.

A verdade é que toda a equipa não tem estado a jogar tão bem como na época passada. As exibições têm sido, por norma, mais fracas, ficando aquém do que se perspetivava para os tetracampeões depois de uma época em grande. Os jogadores têm tido dificuldade em combinar uns com os outros e o mau início de época tem pesado no coração dos jogadores e dos adeptos. Tentando arranjar justificações para uma equipa tetracampeã estar a funcionar tão mal: existiam os apoiantes de que nos faltava um guarda redes, logo apareceram os que diziam o problema ser da defesa, enquanto que outros acreditavam que faltava o Pizzi do ano passado.

Quanto ao que tem falhado no Benfica para fazer exibições em que marca cinco golos em meio jogo como fez frente ao Rio Ave, é tema para outro texto, caso seja sequer possível perceber como isto se procede. No entanto, penso que há um movimento ligeiramente injusto para com Pizzi.

O “comandante” fez uma época sobre-humana na temporada transata, o que lhe valeu o prémio de melhor jogador da Primeira Liga, o que não significa automaticamente que esta época, em que voltou ao corpo de ser humano como todos nós, esteja a fazer uma má temporada e de baixo nível.

Desde a lesão de Krovinovic, o sérvio tem ocupado o lugar ao lado de Pizzi  Facebook SL Benfica
Desde a lesão de Krovinovic, o sérvio tem ocupado o lugar ao lado de Pizzi
Facebook SL Benfica

Pizzi tem muita qualidade e é uma peça fundamental no tabuleiro de xadrez de Rui Vitória. É verdade que a sua prestação neste ano desportivo tem tido tanta qualidade quando comparada com a do ano passado, mas o jogador continua a segurar o meio campo e a fazer a bola passar dos seus pés para os dos colegas sem deixar uma única nódoa negra.

Penso que o que faltava ao português era um parceiro como Krovinovic foi, e agora o é Zivkovic. Alguém que o ajude nas transições ofensivas e divida o trabalho com o jogador. Isto faz com que Pizzi fique mais solto no meio campo e possa aparecer em espaços que, sem o parceiro em campo, antes não existiam, mas que agora, com uma nova presença na zona central, se começam a abrir. E quem ocupará, astutamente, essas zonas vagas será Pizzi. Isto permite que suba de forma e aumente o seu rendimento, como se viu que aconteceu quando Krovinovic começou a jogar mais frequentemente ao lado do camisola 21.

Com a lesão do croata, Zivkovic tem vindo a jogar naquela posição livre. Pizzi terá de se entender com o sérvio de modo a continuar a jogar da mesma forma que jogava quando partilhava o meio campo com “Krovi”. De outro modo, apesar da qualidade que continua a apresentar, quem sabe se para o próximo ano não se verá uma dupla Zivkovic-Krovinovic?

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Rita Manique

Missão Europa League

Cabeçalho Futebol Nacional

“Regular” não é o adjectivo adequado para qualificar a temporada 2017-2018 do Sporting de Braga. O panorama na Liga não é mau: o Sporting de Braga conseguiu 14 vitórias em 21 partidas, o que lhe permite ficar no quarto lugar, a apenas sete pontos do Sporting (terceiro), e superar por dez pontos o quinto lugar. O desempenho nos jogos das Taças foi tão efémero como decepcionante, caindo prematuramente na Taça de Portugal, primeiro, para logo se estagnar na última posição do seu grupo da Taça da Liga, depois de ter obtido apenas dois pontos de nove possíveis. Contrariamente a isso, a campanha feita na Liga Europa é muito notável: ganhou no seu grupo com dez pontos e qualificou-se para a fase de eliminação graças a uma combinação fortuita de resultados na última jornada.

Esta série de acontecimentos levou a que hoje o Sporting de Braga continue vivo somente em duas das quatro competições às quais ele aspirava no início da temporada. Não obstante, o clube bracarense é ciente de que as probabilidades reais de conquistar pelo menos um desses dois torneios quase constituem uma quimera, ou seja, são muito baixas.

Por um lado está a Liga local, competição que este ano outorga vagas europeias unicamente aos quatro melhores classificados, ao contrário da temporada passada, em que até seis clubes tiveram a oportunidade de jogar futebol europeu entre os postos directos e para os playoffs. Jogadas 21 jornadas situa-se na quarta posição, que confere uma vaga ao playoff da Liga Europa, e fica apenas a nove pontos de igualar o total obtido em toda a liga 2016-2017. Doravante enfrentará os restantes jogos da Liga com certa dose de tranquilidade, sabendo que o Rio Ave, que ocupa a quinta posição, tem menos dez pontos. É mais do que evidente que as pretensões da equipa estão controladas na Liga Portuguesa e que se mantém uma certa regularidade nos restantes jogos. A equipa não terá muitos problemas em terminar no quarto lugar; outras equipas, como o Chaves ou o Rio Ave, também procurartão lutar até à última jornada.

O Sporting de Braga está a poucos dias de enfrentar o desafio mais importante da sua temporada: os 16 avos da Liga Europa
Fonte: Ludogorets

Por outro lado há a Liga Europa. Não foi uma tarefa fácil a classificação para a seguinte ronda. Ganhou três dos seis jogos da fase de grupos e isso foi o suficiente para obter o primeiro lugar que o Ludogorets também pretendia. No sorteio do onze de Novembro (em que participou o Sporting CP por ter sido eliminado da Champions no terceiro lugar do seu grupo) a sorte não esteve do seu lado. O seu rival: o Olympique de Marseille, uma equipa extremamente perigosa que está a fazer uma temporada muito boa na Ligue 1 desde que é a única escolta do PSG. Para além disso, o seu registo mais recente é um 0-9 nos oitavos de final da Copa de França. Escusado será dizer que a equipa francesa vai tentar derrotar a esquadra portuguesa no duelo de ida para chegar ao Municipal de Braga com uma vantagem no resultado.

Esta edição da Liga Europa é, sem dúvida, uma das mais competitivas dos últimos anos. Clubes como Arsenal, Atlético de Madrid, Borussia Dortmund e Napoli protagonizarão as fases finais da competição e o campeão será um deles se não houver surpresas. De qualquer forma, o Sporting de Braga tentará chegar o mais longe possível e, para que isso aconteça, a estrada deve ser retomada no dia 15 de Fevereiro, em Marselha. Com a memória fresca daquela final perdida em 2011, o Sporting de Braga tentará mais uma vez pintar o troféu da Liga Europa com as cores da bandeira portuguesa mas com a assinatura vermelha e branca.

Foto de capa: SC Braga

As batalhas dos «Oitavos» da Champions

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Cabeçalho Futebol Internacional

O mês de fevereiro vai começar da melhor maneira: jogos da liga milionária, e que grandes embates que vocês podem ver nestes oitavos de finais da Liga dos Campeões. Aqui podes ver a antevisão desses jogos.

Juventus FC vs Tottenham Hotspur FC

Uma das melhores partidas destes oitavos-de-final.

Defrontam-se o vice-campeão europeu, Juventus FC, e o poderoso Tottenham Hotspur FC, de Inglaterra. La Vecchia Signora é favorita na entrada para o jogo devido ao seu histórico magnifico. Contudo, defrontará aquela que ficou em primeiro lugar do Grupo H, mesmo à frente de Real Madrid FC e Borussia Dortmund. Prevemos um fantástico jogo, mas mesmo assim mais fechado, à priori, por se jogar em Turim, onde o futebol é conhecido pela sua eficácia defensiva. Os spurs poderão levar para Inglaterra um bom resultado se o seu goleador, Harry Kane, estiver nos seus dias.

FC Basel vs Manchester City FC

Será um “mero” passeio para os ingleses?

O Manchester terá, tecnicamente, uma tarefe fácil nesta fase da UCL ao defrontar o modesto FC Basel que passou em segundo no Grupo A, grupo do SL Benfica. Os citizens deslocar-se-ão até à Suíça com a vontade de trazer a eliminatória resolvida. Prevemos um teste fácil para os ingleses que, ainda assim, podem facilitar e deixar as decisões para a segunda mão. Os suíços, de certo, preferiam ter sido sorteados com outra equipa, mas terão de estar 100% focados e concentrados para, talvez, surpreenderem a equipa de Pep Guardiola.

FC Porto vs Liverpool FC

Os reds não têm tarefa fácil no reduto do Dragão.

A única equipa portuguesa ainda na prova, o FC Porto defrontará um “colosso” do futebol europeu, o Liverpool FC. Contudo, os ingleses estão longe dos registos de anos anteriores, onde venceram cinco UCL. Os azuis e brancos têm, aqui em Portugal, uma boa oportunidade de fazer um resultado favorável que depois torne a tarefa mais fácil em Anfield.  Por outro lado, o vencedor do Grupo E terá de estar ao melhor nível defensivamente, até porque no ataque já sabemos que são mortíferos, que é o setor que mais dores de cabeça dá ao alemão Jurgen Klopp. Prevemos um bom jogo, aberto e com mais pendor do Porto, que joga perante os seus fervorosos adeptos.

Real Madrid CF vs Paris SG

3 em 1: a eliminatória do tudo ou nada.

Este é o jogo grande desta fase da UCL. Espanhóis e franceses são os principais candidatos a levantar o troféu, mas este jogo será ainda mais importante que a própria final da prova. E porquê? Porque ambas as equipas têm muito a perder se forem eliminadas: o Real Madrid não salva a pobre época e Zidane é despedido, enquanto que, no caso do PSG se for eliminado, Neymar vê assim o seu grande objetivo em França ir por água abaixo. Vai ser um jogo cheio de oportunidades de golo e que não pode perder, mesmo sendo no Dia dos Namorados. Prevemos uma vitória bem suada dos blancos, que não costumam “perdoar” na Champions League, apesar de que o PSG ficou à frente do Bayern Munchen na fase de grupos. Ronaldo e Neymar estarão frente a frente no Bernabéu.

O Santiago Bernabéu vai ser palco do grande jogo entre o Real Madrid e o PSG, podendo ser o fim de Zidane à frente dos “blancos” Fonte: Real Madrid CF
O Santiago Bernabéu vai ser palco do grande jogo entre o Real Madrid e o PSG, podendo ser o fim de Zidane à frente dos “blancos”
Fonte: Real Madrid CF

Chelsea FC vs FC Barcelona

Mais um jogo de “tubarões”.

Este já é um encontro habitual na UCL, onde vemos, desta vez, Chelsea FC e FC Barcelona defrontarem-se por um lugar nos quartos-de-final da prova. Os espanhóis partem em lugar de favoritos, até porque no histórico de confrontos entre ambas as equipas estes levam a melhor e porque contam com grandes estrelas como Messi, Iniesta, Coutinho, Suaréz e Piqué. Mas os londrinos também têm uma palavra a dizer e quererão, com certeza, dificultar a vida aos blaugranas. Prevemos um jogo rápido e com mais pressão ofensiva do lado espanhol, que acabará mesmo por vencer em Stamford Bridge.

FC Bayern Munchen vs Besiktas JK

Os infernos defrontam-se. Mas desta vez é no inferno alemão.

Duas equipas conhecidas por terem adeptos “do piorio”, FC Bayern e Besiktas JK defrontar-se-ão no Allianz Arena, atual casa dos alemães. Os turcos vêm muito motivados das terras Balcãs, uma vez que ficaram em primeiro no Grupo G, do FC Porto, mas terão pela frente um dos “tubarões” da prova, o Bayern Munique. Prevemos uma toada ofensiva a todo o gás dos bávaros em direção ao golo, mas o Besiktas irá contrapor com ataques rápidos, estratégia bem característica destes. Será, de certo, um bom jogo de se ver apesar das diferenças históricas entre os clubes.

 FK Shakhtar Donetsk vs AS Roma

Será que o técnico português continua o seu grande caminho?

Paulo Fonseca, diga-se, tem feito um excelente trabalho na Ucrânia e terá mais um bom teste para provar porque é que já foi treinador do Porto e não só. O FK Shakhtar defrontará os italianos da AS Roma numa partida gelada, visto que se faz sentir muito frio nesta zona do globo. Contudo a Roma terá dificuldade para gelar os adeptos ucranianos, uma vez que a equipa do português pratica um belo futebol, principalmente em casa, no Metalist. Prevemos um jogo cauteloso dos italianos na busca pelo erro adversário, mas que será bloqueado pelo jogo de passe e velocidade do Shakthar Donetsk.

Sevilha FC vs Manchester United FC

Antigos vencedores da Liga Europa defrontam-se.

Sevilha FC e Manchester United FC vão medir forças nos oitavos-de-finais da UCL. José Mourinho pretende vencer o troféu mais ambicioso de todos, desta vez ao serviço dos red devils, mas até lá chegar ainda tem de correr bastante. Primeiro terá de ultrapassar uma das equipas mais “matreiras” da europa, o Sevilha, que por vezes joga que se farta, mas que por outras fica muito a desejar. Prevemos um jogo marcado por muitos ataques rápidos, principalmente do lado espanhol e, se Mourinho quiser passar à próxima fase, tem de alertar os seus jogadores para as ofensivas do adversário.

Foto de Capa: UEFA Champions League

Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

A ‘Raça Tuga’ que nos guiou ao título – Entrevista a João Pedro Barreiros

entrevistas bola na rede

[blockquote style=”1″]O Euro 2018 de Futsal foi histórico para Portugal, uma vez que alcançámos o nosso primeiro título. João Pedro Barreiros foi um dos impulsionadores da ‘Raça Tuga’, claque que esteve a apoiar a nossa seleção durante a competição. A sua presença não deixou ninguém indiferente, quer no pavilhão, quer a quem acompanhava os jogos pela televisão. [/blockquote]

Bola na Rede [BnR]: Como nasceu a ideia da claque?

João Pedro Barreiros [JPB]: A ideia da claque nasceu cerca de dois dias antes do amigável de 6 de Dezembro, entre Portugal e a Eslovénia. Sabíamos que a seleção não esperava qualquer tipo de apoio e decidimos que queríamos fazer algo diferente.

BnR: São todos estudantes em Erasmus?

JPB: A maior parte são estudantes de Erasmus, mas também temos muitas pessoas da comunidade portuguesa residente na Eslovénia que se quiseram juntar a nós.

BnR: Esta foi uma forma de se sentirem mais em casa?

JPB: Claro que sim, o facto de estarmos cerca de seis meses fora de casa traz quase sempre uma pequena saudade dos nossos e do nosso país. Termos a seleção aqui connosco permitiu que essa saudade fosse direcionada para o apoio incondicional que lhes prestámos durante este Europeu.

BnR: O que define a ‘Raça Tuga’?

JPB: A Raça Tuga é, para nós, toda aquela força, superação, esforço e união presente no ADN português. Faz parte da nossa identidade.

Fonte: João Pedro Barreiros
Fonte: João Pedro Barreiros

BnR: Quantos eram no início e quantos acabaram?

JPB: No dia 6 de Dezembro, fomos cerca de 50 pessoas, entre estudantes e residentes. Entretanto fomos crescendo e, na final, conseguimos juntar cerca de 150 pessoas.

BnR: Na final, quantos estudantes de fora de Ljubljana é que foram ver o jogo, sabes?

JPB: Tivemos tanto estudantes como outras pessoas que vieram de fora. Que nos tenham contactado para reservar bilhetes foram pessoas da Suíça, Luxemburgo, Inglaterra, Hungria e Croácia. Em termos de estudantes, tivemos apenas os de Ljubljana e Maribor.

As 10 duplas mais polémicas da Fórmula 1

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Cabeçalho modalidadesNa história da modalidade da Fórmula 1, muito se consagra o risco, as ultrapassagens, os despiques, os vencedores e os campeões. Tudo se baseia numa equipa, constituída por engenheiros, mecânicos e pilotos. A polémica facilmente começa em acidentes de corrida, ou por declarações dos pilotos, mas é sempre na pista que as acções têm maior impacto.

Um top 10 das duplas mais polémicas da F1, é o título deste artigo, que se baseia em factos reais e na minha objectividade bem como opinião pessoal. Irei apresentar a dupla em imagem, uma breve e concisa apresentação e pequeno resumo.

A nova vida do GD Estoril-Praia

Cabeçalho Futebol NacionalJá é um hábito no futebol português o facto de os treinadores estarem sujeitos a uma pressão associada a uma função cuja continuidade nunca está assegurada, e sempre dependerá quase exclusivamente dos resultados alcançados. Foi o que aconteceu no Estoril Praia, com Pedro Emanuel a ser demitido após 11 jogos nos quais apenas conseguiu alcançar duas vitórias. Para o seu lugar a direção optou por recrutar Ivo Vieira, que havia iniciado a época ao comando da Académica de Coimbra.

O treinador madeirense assumiu o risco, e assumiu o comando de uma equipa afundada no final da tabela classificativa, mas composta por um plantel recheado de jogadores com potencial. A turma estorilista, apesar de contar com alguns jogadores experientes como por exemplo o internacional brasileiro Kléber ou o internacional português Moreira, é composta maioritariamente por jovens jogadores, sendo a maioria destes de nacionalidade brasileira e com pouco ou nenhuma experiência de futebol português. No entanto, vários destes jogadores foram internacionais jovens pelas seleções do brasil, e apontados desde cedo como grandes promessas do futebol brasileiro.

O ex-portista Kléber é um dos jogadores com maior experiencia no plantel canarinho Fonte: UEFA
O ex-portista Kléber é um dos jogadores com maior experiência no plantel canarinho
Fonte: UEFA

Após meia época de experiência na nossa principal liga, e com as ideias de jogo do novo treinador, estes jovens têm demonstrado o seu potencial, praticando um futebol vistoso, de ataque, e não demonstrando receio de enfrentar qualquer adversário de igual para igual. Ivo vieira conseguiu impor uma nova mentalidade aos jogadores, estando estes a praticar um futebol que irá possibilitar certamente a alguns deles valorizarem e darem o salto para patamares superiores.

Lucas Evangelista, médio ofensivo de 22 anos emprestado pela Udinese Calcio tem sido um dos principais destaques, tendo sido associado ao Benfica no mercado de inverno, mais propriamente após a lesão do croata Krovinovic. Os estorilistas conseguiram manter o jogador no seu plantel e continuará certamente a ser uma peça fundamental no que falta jogar na presente época, e nas esperanças dos estorilistas em se manterem na principal competição do nosso país.

Lucas Evangelista tem sido uma das principais figuras da equipa do Estoril Fonte: GD Estoril-Praia
Lucas Evangelista tem sido uma das principais figuras da equipa do Estoril
Fonte: GD Estoril-Praia

A equipa da linha é, portanto, uma das equipas a seguir com atenção no que falta jogar desta segunda volta, e os seus jovens valores estarão certamente cada vez mais no radar de clubes de maior nomeada.

Foto de Capa: GD Estoril-Praia

Hugo dos Santos passou por Sines

Cabeçalho modalidadesNa época de 1989-1990 nasceu a Taça da Liga Profissional, uma taça criada pela Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB), à qual foi denominada de Taça Manuel Castelbranco. 5 anos depois, esta competição passou a ser organizada por uma instituição autónoma com o nome de Taça da Liga. No ano de 2008, após a extinção dessa mesma, a competição extingue-se e regressa na época de 2009-2010 a cabo da FPB, com o nome Taça Hugo dos Santos, nome dado como homenagem a um antigo presidente federativo.

Este ano não foi diferente. A competição, que junta os 4 primeiros classificados do campeonato, vai na sua oitava edição e ocorre no Pavilhão Municipal de Sines, onde participaram o SL Benfica, o UD Oliveirense, o FC Porto e o Vitória de Guimarães.

O primeiro jogo deu-se às 15h do dia 10 de fevereiro e confrontava a equipa benfiquista com a equipa vimaranense. Após 3 períodos de completo domínio do Benfica, que conseguiram manter uma diferença de dois dígitos, o Vitória de Guimarães conseguiu reduzir a vantagem e inclusive ficar à frente do marcador. Seguiu-se, a partir desse momento, 6 minutos de um jogo frenético, com várias trocas no resultado, até que, por fim, o Guimarães cedeu e deu a hipótese às águias de vencerem o jogo e garantirem o primeiro lugar para a final.

O jogo frente ao Oliveirense não correu como o esperado Fonte: FC Porto
O jogo frente ao Oliveirense não correu como o esperado
Fonte: FC Porto

Nesse mesmo dia, jogou-se o FC Porto e o UD Oliveirense, que se defrontaram pela terceira vez nesta época. O resultado não causou surpresas e o UD Oliveirense vence, mais uma vez, o clube portista com um resultado de 84-79 em fase complementar, num jogo em que se destacou James Ellisor, responsável por marcar 26 pontos durante a partida.

A final realizou-se no dia seguinte, entre o SL Benfica e o UD Oliveirense. Quando se esperava um jogo de altíssima intensidade, o SL Benfica rompeu com todas as possibilidades de uma aproximação de resultado por parte da equipa de Oliveira de Azeméis e partiu para uma vitória larga e tranquila. O placar apontou 99-85 no final dos 40 minutos e, pela 6ª vez, o Benfica levou a Taça Hugo dos Santos para o museu Cosme Damião.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro