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As 10 melhores ciclistas de 2017

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Cabeçalho modalidadesChegada ao fim a temporada ciclística feminina de 2017 é tempo de fazer o rescaldo e escolher as 10 que mais se destacaram este ano. É claro que há quem seja indiscutível, como acontece com as três melhores da época, e outros que dão mais trabalho ao cérebro decidir quem merece integrar esta lista e em que ordem.

Com a lista já feita, não se pode deixar de notar o domínio da Boels Dolmans e dos Países Baixos, que reflete aquele que é a realidade do ciclismo feminino atual. Quanto às equipas, ainda são poucas as verdadeiramente de topo e a Boels Dolmans tem uma profundidade no seu plantel bastante acima do apresentado pelas suas rivais, o que se reflete nos resultados ao longo da época. Também em termos de países continua a haver um que se destaca, mas começa a notar-se um aproximar de outras nações que deixa adivinhar no futuro uma maior competitividade. Ainda assim, o presente é o que é e basta olhar para os resultados dos Campeonatos do Mundo deste ano para perceber o diferencial que ainda existe.

E, pronto, estas foram as melhores de um espetacular 2017. Venha daí 2018 e que nos dê ainda mais ciclismo de qualidade para apreciar.

O médio que joga em Angola e tem dois nomes iguais – Entrevista a Duarte Duarte

entrevistas bola na rede

Duarte Duarte é jogador de Futebol. Atualmente ao serviço do Interclube de Angola, o atleta de 30 anos aceitou o convite do Bola na Rede, e fala brevemente da sua carreira, aborda a sua experiência no Girabola, e, ainda, dá a sua opinião sobre temas importantes da atualidade do Futebol português.

Carreira Futebolística em Portugal

Bola na Rede: Há quantos anos é que está ligado ao Futebol?

Duarte Duarte: Eu pratico Futebol, desde os meus 11 anos de idade.

BnR: Iniciou o seu trajeto futebolístico no Vilaverdense FC, mas a maior parte da sua formação foi feita no SC Braga. A sua estreia no escalão Seniores foi na equipa arsenalista?

D.D.: Sim, eu tive um curta passagem de um ano pelo Vilaverdense, que é o clube da minha terra, sendo que depois ingressei no Sporting Clube de Braga, onde fiz grande parte da minha formação. Não cheguei a representar o Braga ao mais alto nível, pois regressei já com idade júnior ao Vilaverdense, onde acabaria por iniciar a minha carreira como sénior.

BnR: Regressar à equipa de Vila Verde (Braga) foi importante para si?. Considera que essa etapa foi importante para o seu crescimento como jogador?

D.D.: Considero que esse passo foi importante no meu crescimento como jogador, pois aí tive oportunidade de jogar num campeonato bastante competitivo, a antiga 2.ª Divisão B, com apenas 17 anos. Acho que se tivesse terminado a minha formação no Sporting Clube de Braga, provavelmente a transição para o futebol sénior seria mais difícil, pois na altura não havia as equipas B. Infelizmente, o clube da minha terra atravessava uma grave crise financeira e acabou por cair nos distritais. Já com 20 anos, fiz uma excelente época ao serviço de Vilaverdense, tendo ajudado o clube a ascender aos campeonatos nacionais. Atraí a atenção de olheiros de bons clubes, tendo assinado então pelo Gil Vicente, que tinha acabado de descer para a 2.ª Liga na secretaria.

Duarte Duarte já passou por inúmeros clubes desde o seu começo no Futebol, aos 11 anos
Duarte Duarte já passou por inúmeros clubes desde o seu começo no Futebol, aos 11 anos

BnR: Depois, seguiu-se o Gil Vicente, onde jogou pela primeira num campeonato profissional. Sentiu alguma dificuldade em adaptar-se ao ritmo de jogo mais exigente, uma vez que só tinha jogado nos distritais?

D.D.: De facto foi um salto enorme, na medida em que subi três divisões, e foi aí que assinei o meu primeiro contrato profissional. Confesso que senti alguma dificuldade, pois o que o ritmo de treino é completamente diferente. No entanto, tive um treinador que me ajudou muito a superar essa diferença, o mister Rui Quinta, tendo feito mesmo bastantes jogos na 2.ª Liga.

BnR: Passou 3 épocas em Barcelos. Recorda-se de algum jogo que o tenha marcado até hoje?

D.D: Recordo-me de dois jogos, aliás. O primeiro foi frente ao Belenenses, que militava na 1.ª Divisão, para a Taça da Liga. Foi o meu primeiro jogo a titular e acabei por fazer uma assistência para golo. O segundo foi para a Taça de Portugal, frente à Naval 1.º de Maio, também primodivisionário, onde marquei o meu primeiro golo como profissional.

BnR: Em seguida, mudou-se para o Varzim, onde ajudou o clube a vencer a II Divisão. Nessa época, a equipa da Póvoa sempre acreditou que poderia alcançar a subida?

D.D.: Sim, assinei de seguida pelo Varzim, que tinha acabado de descer de divisão e aspirava a regressar de imediato à 2.ª Liga. Foi uma época fantástica a todos níveis e, pela qualidade dos jogadores e equipa técnica, todos esperávamos atingir o objetivo, que acabou por se concretizar. Apesar de termos sido campeões nacionais da IIª Divisão B, o clube não conseguiu consumar a subida por razões financeiras.

Em ação pelo Varzim S.C., onde venceu a IIª Divisão B
Em ação pelo Varzim S.C., onde venceu a IIª Divisão B

BnR: Após vencer o troféu, foi para o Benfica. Como surgiu o interesse do clube da Luz? Chegou a representar o Benfica em termos oficiais?

D.D.: Depois dessa época, tive várias propostas de clubes da 1.ª Liga e também do estrangeiro, mas acabei por decidir aceitar a transferência para o Benfica, com o objetivo de ser emprestado a um dos clubes da 1.ª Liga que tinham mostrado interesse. Assim que me apresentei na época seguinte, os responsáveis do clube acabaram por decidir que iria representar a equipa B, pois queriam acompanhar a minha evolução de perto, fazendo com que representasse o Benfica em termos oficiais.

BnR: Infelizmente, não conseguiu vingar pelas Águias e acabou cedido ao Paços de Ferreira. Olhando para trás, o que acha que lhe faltou para poder singrar pelo Benfica?

D.D.: Nessa época, tive alguns problemas físicos, pelo que as coisas não me correram como esperava. Surgiu então novamente o interesse do Paços de Ferreira, clube para onde me transferi. Penso que para mostrar o meu valor numa realidade tão exigente como o Benfica, tinha de estar no auge da minha forma física, o que acabou por não acontecer. Acho que é também crucial chegar a um clube desse nível o mais novo possível, para se ter mais tempo de habituação e maior margem de progressão.

Após o Varzim, o atleta representou o Benfica B na época 2012/2013
Após o Varzim, o atleta representou o Benfica B na época 2012/2013

BnR: Pelo Paços de Ferreira, chegou a estrear-se na principal divisão do campeonato português. Recorda-se qual foi esse jogo e o resultado final?

D.D.: Sim, lembro-me perfeitamente. Foi um jogo fora de casa, frente ao Arouca e terminou empatado a zero bolas.

BnR: De todos os treinadores que teve no seu percurso até ao Paços de Ferreira, qual foi o treinador que mais o marcou? E porquê?

D.D.: Essa pergunta é de difícil resposta, uma vez que não consigo destacar um só, pois tive vários treinadores até esse momento, que me marcaram imenso e por diferentes motivos: o Nelito, porque foi o treinador que me lançou como sénior; o Rui Quinta, com quem aprendi muito e me estreei no futebol profissional; o Dito, com quem tive a minha época mais feliz até à data, e com o qual me identifico bastante; e, por último, queria referir o treinador no qual reconheço mais potencial e acredito que um dia poderá vir a treinar o Real Madrid ou Barcelona, o Paulo Fonseca. 

Gonçalo Guedes: O inconformista

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Cabeçalho Liga EspanholaNuma equipa que conta com jogadores altamente cotados como Draxler, Di Maria, e mesmo assim estes dois não se assumem como peças indispensáveis do xadrez de Unai Emery, o que dizer de Gonçalo Guedes?

Nem titular indiscutível se considerava no Benfica, e mesmo assim permitiu aos responsáveis encarnados encaixar 30 e tantos milhões de euros? Bem, uma coisa é certa: trata-se de um dos maiores sucessos do Caixa Futebol Campus. Qualquer jogador que tenha convivido, defrontado, ou apenas visto Guedes jogar nos campeonatos de formação, com certeza terá dito para si mesmo que havia ali craque.

No Benfica, deu mostras do potencial que tem. Tenho muita pena de não ter continuado, julgo que nesta época seria, sem sombra para dúvidas, titular na ala esquerda dos comandados de Rui Vitória, com grande preponderância nos objetivos delineados pelo clube. Seria o Rafa que nos falta.

É exatamente isso que está a acontecer no Valência. Não é por nada que enverga o número 7, acreditem. Puro virtuosismo, já repararam como não perde a bola? Muito jogador que, como se sabe, tem o hábito de procurar o 1 contra 1, perde a bola e não se preocupa muito com a recuperação da mesma. Aqui não. Guedes é aguerrido, não se deixa ficar e corre pela bola novamente quando a perde. E são poucas vezes que se sucede. É realmente difícil tirar a bola àquele rapaz, como já reconheceu o conhecido youtuber Miguel Paraíso, que no passado deu de caras com o talentoso internacional português. Esse mesmo rapaz, importa realçar, afirmou que foi o jogador que mais o surpreendeu, que mais lhe saltou à vista. Isto com Bernardo, Ivan Cavaleiro, Hélder Costa, Renato, e muitos mais, que muito prometiam então.

No Valência é um privilegiado. A sua forma de jogar é complementada com a dos seus companheiros da frente de ataque: os inspirados Santi Mina, Zaza e Rodrigo Moreno são jogadores bastante móveis, e ao mesmo tempo não deixam de realizar as suas tarefas. Bem, essa mobilidade dos jogadores é aproveitada por Marcelino Toral, como não poderia deixar de ser. Uma equipa cheia de virtudes, ao contrário da temporada passada.

Fonte: Instagram Oficial de Gonçalo Guedes
Fonte: Instagram Oficial de Gonçalo Guedes

Comparo a contratação de Gonçalo Guedes à de Nani, no ano passado. Primeiro, parece-me que os responsáveis che pretendiam incutir na equipa um nível alto de desequilíbrio na ala. Um titular campeão europeu, que é conhecido como veloz, virtuoso, e claro, desequilibrador, mas qualidades essas que se vão desvanecendo.

Por isso, este ano o Valência quis essas qualidades frescas e com fome de serem mostradas. Guedes tem um futuro risonho, e a jogar assim vai ao Mundial. Vai ser ainda mais difícil para o nosso selecionador escolher os 23 eleitos. São jogadores da nova geração, como Guedes, que brilhando nos principais campeonatos europeus, são responsáveis pela dor de cabeça que Fernando Santos terá. É sempre injusto deixar alguém que mereça a convocatória de fora, não é verdade?

No Valência é lhe reconhecida, finalmente em absoluto, a sua resistência. Guedes aproveita bem a flor da idade, preparou o seu físico para grandes paradas, adaptou-se bastante bem na equipa, ataca bem, contemporiza bem, apoia bem, defende bem, enfim, é capaz de efetuar tudo isto em grande nível durante todo o jogo. A sua resistência, volto a enfatizar, permite-lhe estar a topo todo o jogo! Vão-me dizer que não será peça chave?

É símbolo do inconformismo. Vai chegar a patamares ainda mais altos. É a lei da lógica. Como dizia Mourinho, em casos normais este rapaz vence, e em casos anormais vence também. Inconformismo é uma virtude que supera a lógica, porque a põe à prova vezes sem conta.

O contraste não está apenas na cor, está no que este rapaz fez aos defesas do Bétis… Ninguém o agarra este início de época!

 

Foto de Capa: Pulse

Andebol leonino: o preço que se paga por jogar contra os melhores

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Cabeçalho modalidades

A temporada 2017/18, no que ao Andebol do Sporting diz respeito, tem permitido de tudo um pouco. Por um lado, a demonstração inequívoca da supremacia deste conjunto a nível nacional  – só superado esta temporada nas competições internas pelo ABC de Braga (empate) e pelo FC Porto (derrota) – e, por outro lado, a constatação de algumas lacunas e inseguranças perante algumas equipas de topo do Andebol europeu.

O último jogo, no passado domingo, para a Liga dos Campeões de Andebol contra o Montpellier no Pavilhão João Rocha exemplifica bem o que acabo de referir, ao nível das inseguranças patentes nesta equipa em bater-se contra equipas de gabarito internacional. Os leões tremeram durante o jogo, embora mais na primeira parte do que na segunda, perante um conjunto francês extremamente coeso e agressivo, quer nos momentos defensivos quer nos ofensivos, marcando e impondo logo desde os minutos iniciais quem comandaria a partida.

Mas a qualidade da equipa francesa não pode desculpar as inseguranças que alguns atletas leoninos manifestaram perante a avalanche gaulesa. Sobretudo, tornou evidente que se este plantel do Sporting contém valores inquestionáveis no andebol nacional, europeu ou até mesmo mundial (casos de Ivan Nikcevic, Carlos Ruesga, Matej Asanin, Michal Kopko, Edmilson Araújo, entre outros) apresenta também individualidades que requerem, apesar da sua extrema e inquestionável qualidade, uma maturação atlética que é determinante nos grandes duelos. Falo, não poderia deixar de ser, de Manuel Gaspar, o jovem tão acarinhado pelos adeptos leoninos que teve uma noite infeliz contra os franceses, sendo visível a sua face de revolta quando estava no banco de suplentes dos leões, por não conseguir ajudar mais a sua equipa. Os campeões são mesmo assim: têm cultura de exigência, maturidade competitiva, independentemente da sua idade. É por essas razões, e por outras, que Manuel Gaspar já representa e irá representar uma mais-valia para o Sporting, apesar de estar ainda numa etapa inicial do seu processo formativo enquanto jogador. Continua assim, Manuel Gaspar!

A equipa de andebol do Sporting tem de se manter unida e aprender com os jogos da "Champions" Fonte: Sporting Clube de Portugal - Andebol
A equipa de andebol do Sporting tem de se manter unida e aprender com os jogos da “Champions”
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Andebol

Mas seria injusto que se centrasse apenas no jovem atleta as responsabilidades de uma derrota europeia. De facto, convém que não percamos a ideia de que este plantel, orientado por Hugo Canela, não esteve bem logo desde o início do jogo. Espelhou as inseguranças de estar a jogar contra uma equipa com outros pergaminhos e objetivos e as perdas de bola nos momentos ofensivos foram uma realidade bem evidente que se traduziram, em larga maioria, em golos para a equipa francesa.

A segunda parte da partida revelou, contudo, um Sporting mais esclarecido e, sobretudo, mais maduro e consciente da sua postura dentro das quatro linhas. Mas essa melhoria da equipa de Alvalade não foi suficiente para anular a supremacia dos gauleses e a sua final e indiscutível vitória. Sobressaiu, nesta fase de ascensão da exibição leonina, um atleta: Edmilson Araújo. Foi, na verdade, o melhor jogador dos leões, o mais inconformado com o resultado e o mais rematador à baliza francesa.

Esta derrota leonina na Liga dos Campeões não pode nem deve diminuir ou afrouxar as prestações leoninas vindouras, pois é precisamente sobre estes jogos difíceis e no sabor amargo das derrotas que os campeões se vêem e se mostram, sendo a partir delas que se trabalharão os aspetos menos positivos da equipa para que os mesmos não se repitam em exibições futuras. É por isso que devemos gritar: à luta, Leões!

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal – Andebol

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Os jogadores que mais vezes vestiram de azul e branco: Domingos

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fc porto cabeçalho

Nascido a dois de Janeiro de 1969, em Leça da Palmeira.

Desde sempre o futebol fez parte da sua vida, tendo começado a jogar primeiramente no seu bairro.
Começou pelo futsal no Académica de Leça e, em 1982, chegou ao Futebol Clube do Porto.

Continuou o seu crescimento nas camadas jovens do FC Porto e, cinco anos depois, na época de 1987/88, estreou-se na equipa principal. Apesar de, nas camadas jovens, jogar maioritariamente nas alas e cobrindo onde era necessário, na equipa principal mostrou-se um ponta de lança nato. Marcou o seu golo num jogo contra o Elvas, a cinco minutos do fim do jogo.

Entre a época de 1987/88 e a época de 1996/96, marcou presença em 232 jogos marcou 97 golos.
Em 1990/91, marcou 24 golos e acabou por perder a Bola de Prata para Rui Águas (foi-lhe contabilizado um golo fantasma).

Já na época de 1995/96 conseguiu o seu melhor registo na Liga com 25 golos em 29 jogos e ganhou a Bola de Prata e o prémio de Melhor Jogador do Campeonato Nacional.

Fonte: SVPN
Fonte: SVPN

Em 1996/97, uma rotura de ligamentos e a chegada de Mário Jardel levaram-no à saída das Antas pela porta traseira. Foi para as Ilhas Canárias representar o CD Tenerife e por lá ficou durante duas épocas, tendo regressado ao FC Porto onde pendurou as botas em 2001, aos 32 anos.

Ao todo, deixou um legado de 142 golos em 379 jogos. Conquistou 7 campeonatos, 5 Taças de Portugal e 6 Supertaças. Representou ainda a Seleção Portuguesa por 35 vezes, apontando 9 golos.

Na tabela dos que mais vezes vestiram de azul e branco, ocupa o nono lugar.

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Foto de Capa: FC Porto

Gabigol, alternativa ou substituto

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Começando pela história, Gabriel Barbosa formou-se no histórico símbolo brasileiro, o Santos. Em terras do Samba cresceu nos relvados ao lado do craque do PSG, Neymar Jr. Gabigol cresceu e procurou o desejado salto para a Europa mas se a adaptação ao futebol europeu já é difícil, transferir-se para um clube como o atual Inter Milão não foi a melhor escolha. Em 10 partidas jogadas o brasileiro marcou apenas 1 golo e nunca mostrou um futebol atrativo com as cores do clube italiano.

Na seleção brasileira o jovem jogador já teve oportunidade de estrear-se e ser utilizado, oficialmente, em 3 partidas, estas relativas à Copa América. Além da seleção A, Gabigol figurou também nas seleções jovens e na seleção Olímpica. Contudo, a forte concorrência no ataque, mais propriamente dito, Gabriel Jesus, retiram espaço a Gabigol na titulariedade da seleção e a utilização de outros jogadores, Roberto Firmino por exemplo, tiram espaço ao atual jogador do Benfica.

Falando agora de Gabriel Barbosa no Benfica. A verdade é que a chegada do novo camisola 11 foi uma grande surpresa para mim. Numa altura em que também não se esperava a saída de Mitroglou, o Benfica tinha ao dispor 3 avançados onde 2 deles davam garantias, aparentemente, de sucesso. Seferovic estava a caminho e a saída de Mitroglou, na altura, parecia que tinha sido o melhor negócio possível, segundo a estrutura. Gabigol chega e ficamos na dúvida se, como diz no título do texto, era uma alternativa aos já jogadores do Benfica ou o substituto do grego Mitroglou.

Gabigol herdou a camisola 11 de Mitroglou Fonte: SL Benfica
Gabigol herdou a camisola 11 de Mitroglou
Fonte: SL Benfica

Contudo, quando se esperava que Gabigol fosse um jogador que, tapado pelos 3 avançados, jogasse pouco, surge a utilização do jovem jogador numa posição que é uma surpresa, apenas para os nossos olhos. O reforço de verão fez muito da sua carreira na posição de extremo direito e o seu pé esquerdo oferece qualidade para ser utilizado desse lado do campo. Numa altura em que Salvio parece não render o que se deseja, numa altura em que o Benfica escassa na finalização, Gabigol surge a dar energia sempre que entra em campo e sempre com tendência de arrastar jogo da direita para o centro ou da direita para a grande área.

Até ao momento, e que momento que foi, Gabigol fez 1 golo com a camisola do Benfica. Um belíssimo golo, no Algarve, na última eliminatória da Taça de Portugal. Um golo com elevada nota artística.  A meu ver, perante tudo, o empréstimo de Gabigol foi uma decisão do presidente e não do treinador, uma chegada que não foi pedida pelo treinador. Tal como a saída de Mitroglou, errada a meu ver, foi uma necessidade da estrutura porque nenhum treinador abdica de um jogador como o grego. Portanto não vejo Gabigol como substituto de Mitro nem como alternativa dos presentes, vejo como, e vemos todos os anos, um jogador que chegou e pronto, sem grande razão.

Não é de todo necessidade da equipa. E mais, tem o bilhete de regresso para Itália como desejo principal dele próprio, dito pelo mesmo. Sendo assim, que este ano nos dê alegrias, que triunfe e marque sempre que possa, mas o Benfica tem capacidade para ir buscar melhores jogadores e com características diferentes, mais seguras. Desejo toda a felicidade ao Gabigol mas, e se surge como substituto de Mitro, Gabigol foi vitima da pior decisão dos últimos tempos da estrutura do Benfica.

Foto de Capa: SL Benfica

Guerreiros inseridos no “grupo da morte”

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Cabeçalho modalidades

Os dois representantes portugueses na principal competição europeia de clubes, Sporting Clube de Braga e Sporting Clube de Portugal ficaram a conhecer, esta quinta-feira, a sua sorte na próxima fase da UEFA Futsal Cup e já se sabia que a qualidade dos grupos não ia ser a mesma, pois os leões eram cabeças-de-série graças ao seu excelente desempenho na fase anterior. Sabiam assim que iriam evitar os maiores tubarões, algo que os minhotos não conseguiram evitar.

Outro aliciante para a equipa verde e branca era a garantia que os seus jogos seriam disputados no pavilhão João Rocha, ao passo que o Braga via-se obrigado a mais uma viagem. O problema dos guerreiros do Minho não é a viagem, pois ela é relativamente curta, mas sim a valia dos seus adversários (viaja até Espanha para (re)encontrar o Inter Movistar, equipa que já tinha encontrado na fase anterior , e defronta também o Kairat Almaty, campeão europeu em 2015 e finalmente os romenos do Deva.

Esta fortíssima equipa volta a estar no caminho dos bracarenses Fonte: InterMovistar
Esta fortíssima equipa volta a estar no caminho dos bracarenses
Fonte: InterMovistar

Quanto à equipa leonina, joga esta fase perante os seus adeptos contra o Zagreb da Croácia, o Dina Moscovo da Rússia e os belgas do Gooik. Creio que o Sporting de Braga calhou no verdadeiro “grupo da morte” pois é o único que conta com dois antigos campeões europeus, um dos quais o campeão em título e claramente uma das equipas mais fortes e temidas do mundo.

Pensar em chegar à final four é algo bastante irrealista no caso dos arsenalistas, dada a competitividade do seu agrupamento e a qualidade das equipas presentes, além dos jogos serem no pavilhão do Inter, já no caso do Sporting CP é perfeitamente plausível pensar numa presença na fase final, sendo o jogo frente ao Dina o mais complicado em teoria, com a vantagem de esta ronda de Elite se jogar em Lisboa. Os jogos somente se disputam de 21 a 26 de Novembro, estando a final ainda com o dia incerto.

Foto de Capa: UEFA Futsal Cup

SL Benfica 24-27 Sporting CP: Campeão mostra quem manda

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Cabeçalho modalidades

O jogo desta quinta-feira iniciou-se com um minuto de silêncio em honra das vítimas dos incêndios do fim-de-semana. Tal como a Federação e todos os redatores do BnR encontro-me extremamente solidário perante a situação. O publico cumpriu e o jogo que muitos esperavam começou.

O primeiro golo da partida surgiu no decorrer do quarto minuto da partida e foi marcado por Frankis Carol. Tal como se espera nos derbys o equilíbrio foi predominante e os empates sucederam-se. No entanto, com o apoio do público da casa, o SL Benfica, depois dos dez minutos iniciais, passou para a frente do marcador, comandados por Pedro Seabra. Esta vantagem mínima da equipa casa acordou os Campeões Nacionais que, com um parcial de 0-3, passaram para a frente do marcador (5-7). Os comandados de Hugo Canela geriram o jogo e a equipa da casa teve de arriscar mais. O Sporting CP aproveitou os erros cometidos nessa altura para contra-atacar e até aumentar a vantagem (7-10).

Entrámos assim numa altura decisiva da partida: se a equipa de Carlos Resende se deixa ir abaixo emocionalmente, o Sporting certamente iria conseguir gerir o jogo e partir para uma vitória relativamente fácil. Ora, foi precisamente o contrário que aconteceu. As águias reagiram e empataram a partida (10-10). O resultado ao intervalo era 11-12.

Davide Carvalho fez uma grande exibição, marcando oito golos Fonte: SL Benfica
Davide Carvalho fez uma grande exibição, marcando oito golos
Fonte: SL Benfica

O recomeço da segunda parte foi muito intenso e dinâmico, com ambas as equipas a tentarem marcar uma posição forte para o resto do jogo. Os empates e o equilíbrio voltaram a dominar a partida. Tal como na primeira parte, por volta dos dez minutos, o SL Benfica assumiu a liderança, tendo-a perdido nos momentos seguintes novamente (16-17). O resultado final era imprevisível, tal como se pretende num jogo de Andebol.

Chegaram, então, os dez minutos finais. E com eles Matej Asanin. Se no jogo do Sporting com o Montpellier tinha havido um jogo pré-Cudic e pós-Cudic hoje Asanin foi decisivo, fechando a baliza e fazendo com que a sua equipa conquistasse uma vantagem de quatro golos. A partir desse momento a experiência leonina foi suficiente e o resultado final foi 24-27.

SC Braga 0-2 PFC Ludogorets Razgrad: No futebol ganha quem marca golos

Cabeçalho Futebol InternacionalComecemos por um assunto chato que algum dia tinha de ser tema e hoje é o dia: ir ver futebol é algo que me aborrece imenso. Eu sei que isto parece estranho dito assim, mas eu explico. O que me chateia não é o ver futebol, é mesmo o ir. Quando, repetidamente, um trajeto de 10 minutos demora 50 e chegamos ao estádio com uma parte mais descontos gasta na viagem, torna-se cansativo. Dos acessos incapazes de escoar o trânsito à gritante escassez de lugar de estacionamentos, um belo exemplo das falhas urbanísticas do nosso Portugal.

Mas, feito o desabafo, rola a bola no Estádio Municipal de Braga e isso é o que mais importa. Cedo o Braga demonstrou que era a melhor equipa em campo, com um futebol muito superior aos búlgaros e que ia monopolizar as oportunidades desde o apito inicial. Foi tanto assim que logo aos 4 minutos Hassan atirou para fora no primeiro lance de perigo do jogo. Ricardo Ferreira não faria o mesmo pouco depois, mas estava fora-de-jogo e não valeu. As jogadas de perigo iam sucedendo-se para os de casa e os búlgaros apenas por uma vez se aproximaram da baliza à guarda de Matheus.

E, depois, veio o golo. Contra a corrente de todo jogo até então, num canto, Moti cabeceou e a bola entrou para colocar os búlgaros em vantagem. A surpresa tomou conta do estádio e o pequeno grupo de adeptos dos visitantes – ainda assim, uma multidão quando comparado com os que o Istambul Basaksehir havia trazido – permitiu fazer-se ouvir em gritos de apoio aos seus. Ainda atordoado, o Braga quase sofria o segundo no minuto seguinte, mas Matheus defendeu após um contra-ataque rápido do Ludogorets.

Moti gelou o estádio ao minuto 24 Fonte: PFC Ludogorets Razgrad
Moti gelou o estádio ao minuto 24
Fonte: PFC Ludogorets Razgrad

a algum anti-jogo, mas o máximo que conseguiu foi ver o guarda-redes Renan ter uma boa saída para evitar problemas de maiores num livre descaído para o lado esquerdo do ataque braguista. A primeira parte acabaria com assobios ao árbitro, que não deu nem um minutinho de compensação, quando esta mais que se justificava.

A segunda metade começou também com o Braga por cima, mas mais agressiva com amarelos a serem distribuídos para os dois lados. Os de vermelho bem tentaram, primeiro de livre, mas ninguém desviou e depois com dois remates de longe que acabaram também longe da baliza. E, como no futebol quem não marca sofre, foi o Ludogorets quem voltou a surpreender e a gelar o estádio. Erro de Goiano e Lukoki e a ficar isolado frente a Matheus, fintou o guardião e atirou para a baliza com a bola a bater no poste, mas Raul Silva, pressionado, acabaria por a colocar lá dentro ao tentar salvar a situação. A revolta e a frustação dos adeptos fez-se sentir e eu fiquei a assistir a uma cadeira arrancada ir descendo as escadas até parar mesmo ao meu lado.

Abel Ferreira respondeu prontamente e em poucos minutos esgotou as substituições para forçar o Ludogorets ainda mais à defesa. O problema é que os ataques arsenalistas careciam de uma maior organização e, mesmo tendo criado um trio de situações de perigo, a bola teimava em não entrar e os próprios búlgaros estiveram perto de chegar ao terceiro em mais um contra-ataque. Pelo meio, ainda deu para Abel Ferreira ser expulso por protestos a pedir pénalti numa jogada em que a bola terá batido no braço de Anicet.

Ludogorets sai de Braga com muitos motivos para celebrar Fonte: PFC Ludogorets Razgrad
Ludogorets sai de Braga com muitos motivos para celebrar
Fonte: PFC Ludogorets Razgrad

O jogo não terminaria sem mais uma polémica, quando, aos 87 minutos, os adeptos foram informados de que o árbitro ameaçava interromper o jogo se não cessassem os gritos racistas e xenófobos vindos das bancadas. Do que nos foi possível perceber, em questão terão estado insultos proferidos por alguns adeptos para com Lukoki quando este demorou demasiado tempo a abandonar as quatro linhas ao ser substituído.

No final, a vitória dos visitantes premiou a equipa mais eficaz. O Braga dominou durante todo o jogo, mas foi incapaz de converter as situações de golo que criou. Já o Ludogorets executou da melhor forma a sua estratégia baseada no fechar bem cá atrás e na saída rápida para o contra-ataque. Para o bem e para o mal, no futebol o que conta são os golos e, no dia em que o seu forte ataque não conseguiu afinar a pontaria, o SC Braga pagou caro os erros que a sua defesa continua a dar e complicou as contas do apuramento, em que os búlgaros são agora primeiros do grupo.

Olympique de Marselha 2-1 Vitória SC: Boa entrada não foi suficiente

Cabeçalho Futebol InternacionalDepois da vitória folgada para a Taça de Portugal, o Vitória apresentou-se no Velódrome a jogar num 4-2-3-1, que se transformava em 4-4-2 quando não tem a bola, com Chico Ramos a juntar-se a Rafael Martins na primeira fase de pressão. Isto perante um Marselha que deixou Rolando, Payet e Kostas Mitroglou fora do onze inicial.

A turma de Pedro Martins entrou bem e teve a primeira oportunidade aos 14’, quando Rafael Martins respondeu a um livre de Chico Ramos com um cabeceamento a rasar o poste. O Marselha respondeu logo no minuto seguinte, valeu uma grande intervenção de Miguel Silva. Aos 17’ o Vitória voltou à carga, desta feita foi Heldon quem viu a entrada de Rafael Martins ao primeiro poste e o brasileiro abriu o marcador de cabeça.

Por volta da meia hora Raphinha e Rafael Miranda permitiram a recuperação de bola dos franceses, e Ocampos, num movimento acrobático, a responder da melhor forma ao cruzamento de Sanson e a empatar a partida. Até final o Marselha ainda voltou a assustar por duas vezes, mas o resultado não se alterou até ao intervalo.

No segundo tempo voltaram a ser os portugueses os primeiros a tentar o golo com um remate de longe de Rafael Martins, que passou por cima. Todavia foi o Marselha quem se instalou no meio campo dos vimaranenses, que tinha no contra-ataque a sua melhor oportunidade de causar mossa.

Fonte: OM
Fonte: OM

Aos 59’, na sequência de um livre, a equipa de Rudi Garcia falhou de forma inacreditável o golo, primeiro Abdennour não conseguiu acertar na bola e depois foi Lucas Ocampos a acertar com a bola na trave.

A superioridade dos franceses continuava a fazer-se sentir e aos 76’, Lopez, de apenas 19 anos, a passe de Ocampos, encostou para o fundo das redes e completou a cambalhota no marcador.

A equipa de Guimarães ainda viu Mandanda evitar o golo com duas boas intervenções, primeiro a um centro de João Aurélio e depois ao remate de ressaca de Wakaso. O resultado acabou por não ser favorável e o apuramento complicou-se, no entanto há que destacar a boa entrada na partida e a boa imagem deixada pelo emblema minhoto.