Início Site Página 11980

Os circuitos e o fim da época ciclística nacional

0

Cabeçalho modalidadesApós a Volta a Portugal, a temporada ciclística nacional praticamente termina. Sem provas de relevo internas e pouca vontade e disponibilidade financeira para correr no estrangeiro, não há segundas hipóteses para os que falharam nem oportunidades para aproveitar a boa forma dos que brilharam na Grandíssima.

Este cenário atesta bem que, apesar das melhorias dos últimos anos, o panorama do ciclismo português continua frágil e a precisar de um maior investimento, já que um calendário anual com competição apenas entre fevereiro e agosto é manifestamente curto para dar ao pelotão os quilómetros necessários para que este consiga evoluir e subir de nível.

Assim, restam os circuitos de final de temporada para admirar os ciclistas e equipas lusas na ressaca da Volta. Tratam-se de provas com parca importância mediática e de curta extensão que assentam, como o nome revela, em circuitos locais, em parte à imagem dos criteriums que se realizam no norte da Europa, mas com maior espírito competitivo.

Ainda durante a Volta, deu-se o Circuito da Curia, apenas para Sub23, em que a Miranda – Mortágua dominou, fazendo a dobradinha com Jorge Magalhães a vencer à frente do campeão nacional Sub23, Francisco Campos.

Já com os Elites em prova, o Circuito do Bombarral viu João Matias aproveitar a boa forma da Volta para vencer. No dia seguinte, foi Domingos Gonçalves a levantar os braços no Circuito de S. Bernardo.

O jovem Ivo Oliveira, da americana Axeon, venceu por duas vezes Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo/João Fonseca
O jovem Ivo Oliveira, da americana Axeon, venceu por duas vezes
Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo/João Fonseca

Luís Gomes, que na Volta esteve na discussão da classificação da Juventude, venceu em Navarros num circuito mais acidentado. Na Póvoa da Galega, foi outro jovem que levou a vitória, o prodígio da pista Ivo Oliveira, que representa a equipa americana Axeon.

No fim de semana do término da “Rota dos Circuitos” tivemos dois repetentes, João Matias ganhou na Malveira e Ivo Oliveira na Moita.

Os circuitos propiciam um tipo de ciclismo diferente, mais animado, ofensivo e próximo do público, não há dúvida de que são uma mais valia e uma forma apropriada de encerrar a época em festa, mas deixam a nu o quão curto é o calendário nacional. Talvez seja tempo de se trabalhar no sentido de criar mais competitividade e avançar para a existência de uma ou duas provas marcantes no período pós-Volta.

Foto de Capa: Rádio Popular Boavista

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Maldição albiceleste ganha novo capítulo

0

Cabeçalho modalidadesNa edição de domingo do DN12 destaque para a derrota de Portugal na estreia no campeonato do mundo contra a Argentina, os resultados da primeira jornada, o calendário de amanhã, e ainda algumas notas rápidas sobre outras modalidades.

Foto de Capa: FIRS – Federation Internationale Roller Sports

Jeremy Mathieu: A Arte do Estatuto

0

sporting cp cabeçalho 2

Quando foi colocado no radar de interesse do Sporting, os mais cépticos riram-se. Pareceu que nem a sua origem clubística impunha respeito, e embora não seja critério para garantir a qualidade futura, pode pelo menos defini-la e sustentar a sua concreta existência. No fundo, para se jogar uma vez no Barcelona é preciso ser-se bom. Eis uma Verdade Universal da História, e que esteve ao alcance de Jeremy Mathieu. O flanqueador que se fez central, usufruindo das suas competências físicas, secundarizando a sua velocidade, embora às vezes ela apareça para nos colocar o coração aos saltos.

Numa entrevista recente, o Treinador Vitor Oliveira – o especialista nas subidas das equipas da Segunda Liga Portuguesa – disse que para se ter uma equipa competitiva, era essencial uma grande dupla de defesas centrais. De certeza que Vitor Oliveira não foi o descobridor desta teoria, mas impressiona-me a sua habilidade para criar e inventar duplas de centrais, todos os anos, em equipas diferentes. Nas últimas épocas sempre me assustou a instabilidade defensiva do Sporting, e sempre me questionei se desta é que iríamos acertar na combinação perfeita. A chegada de Sebastián Coates tirou-nos um peso de cima e a Jorge Jesus também. Faltava o outro. Paulo Oliveira não conseguiu, Rúben Semedo esteve perto. Douglas não chegou a aparecer sequer. É natural que seja com alegria que eu e os restantes Sportinguistas constatamos que esta aventura pela busca do Central Perfeito pode estar a chegar ao fim.

Mathieu já conquistou as bancadas de Alvalade Fonte: Sporting CP
Mathieu já conquistou as bancadas de Alvalade
Fonte: Sporting CP

Quando a fase de negociações terminou, o gigante Francês chegou a Alcochete para fazer treinos à experiência. Era esta a condição para finalizar a contratação. Então os cépticos regressaram, outra vez rindo, como se um jogador do Barcelona viesse ao Sporting fazer treinos de captação, como se faz com as crianças que aspiram a ser futebolistas. Começava também a ronda de opiniões e apostas, que se dividiam entre a permanência ou a dispensa de Mathieu. Ganhou a primeira. A disponibilidade física existia, e o talento também. Tudo em consonância com os números que vinha registando na Catalunha: quase 100 jogos ao serviço do Barcelona e um currículo internacional invejável em todas as competições maiores no Futebol. As boas indicações na pré-época animaram e perspetivaram a garantia de uma titularidade cada vez mais indiscutível. Escrevi, num artigo relativamente recente, que parte do sucesso de Mathieu dependeria do seu entendimento com Sebastián Coates. Quero aproveitar, desde já, para agradecer a ambos por terem prestado atenção ao meu apelo, e ao dos restantes milhões de Sportinguistas.

Finalmente. Finalmente as coisas parecem estar a correr bem. Já havia uma certa saudade desta definição de Patronato Defensivo que qualquer grande equipa deve possuir. Ser Patrão de uma defesa é um estatuto tramado, muitas vezes porque obriga a ser Patrão de nós próprios, como acontece naqueles lances apertados que Mathieu resolve com calma e paciência, dando continuidade ao jogo como se pedisse para ficarmos tranquilos, porque está tudo resolvido e por aqui não passa nada. E nem todos os Centrais conseguem dizer-nos isto.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por: Beatriz Silva

O melhor onze de sempre do FC Porto: Hulk

0

fc porto cabeçalho

Givalido Vieira de Souza, um desconhecido brasileiro a jogar no Japão, é contratado pelo FC Porto. Grande parte dos portistas foi apanhada de surpresa com esta contratação – a maioria esperava um nome sonante. Hulk era uma verdadeira incógnita para os milhões de dragões espalhados pelo mundo; como era possível gastar tanto dinheiro num jogador que ninguém conhecia? Foram 5,5 milhões de euros numa fase inicial, que se transformaram em 19 já depois de toda a gente se ter rendido ao poder do Incrível.

Hulk revelou-se um jogador ímpar em Portugal: técnica, força e velocidade num só jogador, algo que nos habituámos a ver apenas em campeonatos mais competitivos. A importância do então número 12 portista era tal que foi a primeira vítima de um polvo ainda em crescimento, que agora envergonha o futebol português, que aproveitou uma emboscada montada pelo Benfica no túnel da Luz para o suspender por quatro meses. Recorde-se que o castigo do brasileiro foi posteriormente reduzido para três jogos, quando este havia já cumprido 17! Depois de Hulk regressar, o FC Porto não mais perdeu.

Fonte: Templo do Dragão
Fonte: Templo do Dragão

A qualidade do talentoso canhoto não tinha par em Portugal e só o conseguiam segurar quando não jogava. Era a principal figura do campeonato português e, sem surpresa, acabou transferido para o Zenit num negócio avaliado em 60 milhões de euros. Para trás ficaram quatro campeonatos, três Taças de Portugal, três Supertaças, uma Liga Europa, 170 jogos, e 78 golos de Dragão ao peito.

O Incrível ganhou ainda um lugar na História do FC Porto, assim como um lugar no Museu e na melhor equipa de sempre do clube. Além disso, deixou muitas saudades a todos os portistas que não mais viram um extremo com aquela qualidade a jogar de azul e branco.

Foto de Capa: Telegraph

Nunca mais é segunda-feira

0

sporting cp cabeçalho 2

Finalmente a janela de transferências fechou e acredito que, apesar de tudo, ainda muitos estão “nervosos” com a decisão que irá sair da FIFA, em breve, relativamente à venda de Adrien Silva.

A estrutura técnica, jogadores e os adeptos finalmente podem respirar e quem de direito pode começar a (finalmente) montar a equipa para o ataque ao título de campeão nacional. Uma coisa ficou na certeza dos adeptos: o Sporting Clube de Portugal está mais forte que nunca, sendo fiel aos seus princípios e não vende ao desbarato, tendo uma enorme vontade de lutar para ser campeão nacional, procurando manter os seus melhores jogadores com vista ao ataque ao título.

Ficou também uma certeza de ter uma boa primeira equipa e uma boa equipa alternativa para resolver eventuais problemas táticos ou ao nível físico com lesões. São diferentes jogadores no plantel que preenchem diferentes necessidades táticas. Hoje Jorge Jesus tem plantel para dar e vender ao nível de soluções. Tem jogadores novos misturados com a experiência internacional de outros, tem uns mais rápidos e outros mais técnicos, tem jogadores para resolver individualmente e outros que são grandes soluções para o jogo de e em equipa. Tem um marcador de livres (finalmente), tem jogadores que já estão na montra mundial e outros que estão a dar o litro para entrarem na equipa. Enquanto adepto do Sporting, hoje tenho a certeza que estamos no caminho certo. Pode não resultar, podemos não conseguir ganhar, mas tenho a certeza que estamos a tentar.

Rui Patrício tem tudo para elevar o Sporting de Empresa a Instituição. Uma empresa pensa somente no lucro, uma instituição está suportada em valores e princípios. Que o guarda-redes se torne um pilar desta grande família verde-e-branca Fonte: Camarote Leonino
Rui Patrício tem tudo para elevar o Sporting de Empresa a Instituição. Uma empresa pensa somente no lucro, uma instituição está suportada em valores e princípios.
Fonte: Camarote Leonino

Também tenho a certeza que muito se vai escrever nos próximos dias sobre o “futuro” do Sporting. Que o William vai ficar contrariado no plantel, que os leões vão perder oportunidades de negócio que não vão voltar a existir, que a estrutura de Alvalade corta as pernas aos jogadores e não os deixa evoluir. Mas está na altura de o Sporting não ser uma mera empresa e tornar-se uma grande instituição. O negócio é importante, mas os valores e os pilares estruturais do Clube são o mais importante. É fundamental ter jogadores chave que se tornem elementos fulcrais no clube e se tornem referências a nível mundial. Exemplos como Maldini, Totti e outros, cada vez são mais raros no mundo do futebol e é importante até nisso marcar a diferença. Rui Patrício tem todas as condições para entrar nesse reduzido lote.

Está na altura de mudar a política do Sporting e fazer bons negócios com quem não serve e manter na equipa quem verdadeiramente faça a diferença. As vendas de alguns jogadores que não tinham espaço no plantel por valores “médios” fazem com que se garanta uma estabilidade financeira nunca antes vista.

O meu aplauso para quem está a coordenar esta política. E nunca mais é “segunda-feira” para saber (finalmente) com quem se conta.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

 

Hungria 0-1 Portugal: Batalha campal de Budapeste resolvida à cabeçada

Cabeçalho Seleção NacionalApós a vitória sobre as Ilhas Faroé por um expressivo 5-1, no Estádio do Bessa, a selecção nacional deslocou-se à Hungria para um importante encontro nas aspirações face ao apuramento para o Mundial na Rússia do próximo ano. Portugal tentava continuar a perseguição à Suíça e vencer a Hungria era essencial; à selecção da casa, uma possível vitória dar-lhe-ia um novo fôlego nas aspirações de um hipotético play-off.

Perante um infernal estádio, na Arena de Budapeste, com forte apoio Magyar, foi Portugal quem entrou a pressionar alto e a criar claras oportunidades de golo, quer através de cantos, quer em jogo corrido, encostando a selecção húngara às “malhas da baliza”.

Primeira meia hora de jogo marcada por inúmeras ocasiões de golo e maior posse de bola por parte de Portugal, criando muitas dificuldades à Hungria, que só através do contra-ataque criava algum perigo na baliza de Patrício. É de enaltecer que cada corte que os jogadores húngaros faziam a Ronaldo era festejado como se tratasse de um golo. Ao minuto 27, ocorreu o primeiro contratempo para Fernando Santos, quando Fábio Coentrão se ressentiu de um problema muscular e teve de ser substituído por Eliseu. Dois minutos depois, Priskin foi expulso, com vermelho directo, após uma cotovelada a Pepe, que deixou marcas visíveis no rosto do jogador português.

Numa primeira parte completamente inflamada por parte dos adeptos húngaros, sempre que Pepe tocava na bola o público assobiava, Cédric também foi vítima da agressividade excessiva, depois de levar uma cotovelada e ficar a sangrar do rosto, Portugal esteve quase sempre por cima, com destaque para João Mário, que raramente falhou um passe e todo o jogo da equipa passou por ele. A Hungria limitou-se a defender e a festejar os cortes que a equipa fazia ao longo do jogo a Ronaldo e companhia.

Em relação à segunda parte, Portugal entrou com o mesmo sufoco com que acabou a primeira parte e surtiu efeito logo ao minuto 48, com o golo de André Silva, fruto do grande trabalho de João Mário, João Moutinho e Ronaldo para dar ao ponta-de-lança o golo que deu vantagem à equipa das quinas.

A selecção húngara, a perder, preocupou-se em manter uma defesa sólida e em subir a linha defensiva e assegurar um jogo aguerrido que, por vezes, pecava por excesso no contacto físico. No entanto, foram poucas as ocasiões de real perigo, apesar de recorrer constantemente aos passes em rotura e contra-ataque, ainda que desorganizado e de fraca qualidade.

A selecção portuguesa, após inaugurar o marcador, tentou acalmar o jogo, jogar seguro com passes curtos e tentar ampliar a vantagem.

Até final do encontro, tanto Hungria como Portugal mantiveram os seus sistemas tácticos e a vantagem magra, mas preciosa de Portugal, é mais importante do que tudo. Triunfo justo mas que podia ter sido mais dilatado e menos sofrido.

Portugal segue na perseguição à Suíça pelo apuramento directo para o mundial, e cada vez mais se torna fulcral o encontro com a Suíça no Estádio da Luz.

Foto de Capa: FPF

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

GP Itália: Como se de uma vitória da Ferrari se tratasse

0

Cabeçalho modalidadesApós a fatídica qualificação, numa autêntica serenata à chuva e com vários períodos de tempo em que a dúvida se mantinha, em que Hamilton alcançou a Pole e tornou-se no piloto com mais Poles de sempre na história da Fórmula 1 com 69, os homens da casa não foram além do quinto e sexto posto, com Raikkonen à frente do alemão, e depois dos homens da Red Bull serem penalizados. Com Stroll, da Williams, a partir da primeira linha, este tornou-se no mais jovem piloto de sempre a partir da primeira linha, e Ocon, da Force India, a alcançar a terceira posição e a escrever história na sua equipa.

Se em Monza, no sábado, o dia e o circuito mais pareciam uma piscina, no domingo, o cenário mudou por completo. Rapidamente se confirmou que a corrida se iria realizar com tempo e piso seco. Um sábado atribulado com muitas surpresas prometia um domingo igualmente animado, mas as previsões erraram por completo. Uma corrida sem história, com poucos pontos de interesse, em que Hamilton partiu na frente e na frente chegou, os Ferrari rapidamente chegaram às terceira e quarta posições; os Red Bull, que partiam do fim da grelha, adoptando uma estratégia mais agressiva também, não tiveram grande dificuldade em chegar aos lugares da frente.

É verdade que Hamilton não se teve que preocupar com nada, partiu à frente e na frente chegou, e todos os outros pilotos atrás dele tiveram trabalho para realizar. Raikkonen, nos instantes iniciais, ainda ultrapassou Bottas e, quando se pensava que o ‘Ice Man’ ia travar para que Vettel conseguisse ultrapassar o Mercedes do finlandês, eis que Bottas ultrapassa no final da primeira volta Raikkonen, ficando à vista a olho nu que a Mercedes tem um maior andamento em recta, ainda que o desempenho puro não seja totalmente justificável. O trabalho de Bottas era chegar à segunda posição e foi feito rapidamente e de forma eficaz e natural. Vettel, quando se coloca na terceira posição, já se encontrava a quase 15s de Bottas e a 20s de Hamilton, ao fim de 17 voltas… Raikkonen teve maior dificuldade para ultrapassar o Force India de Ocon, ainda assim, e ao fim de uma série de voltas, conseguiu ultrapassar. Destaque ainda para Verstappen, que teve logo no início um furo e teve de recorrer à box, estragando mais uma corrida e Grande Prémio em branco.

Hamilton é líder do campeonato pela primeira vez este ano Fonte: F1
Hamilton é líder do campeonato pela primeira vez este ano
Fonte: F1

No espaço de uma semana entre o Gp da Bélgica e o Gp de Itália, em Monza, a FIA decidiu mudar as regras referentes à quantidade de óleo usado no combustível. Se anteriormente os monolugares só podiam usar até 1,2L por cada 100km, após este Grande Prémio, os motores só podem debitar 0,9L de óleo por cada 100km.

A FIA decidiu aprovar os motores Mercedes que foram desenvolvidos com 1,2L de óleo para as provas restantes da temporada, não havendo igualdade de circunstâncias e a luta pelo título pode muito bem ser influenciada por factores externos aos que interessam. Se a Ferrari tem conseguido gerir com Vettel a liderar o campeonato e a ser mais regular, mesmo não tendo o melhor monolugar do plantel, Hamilton e a Mercedes bem que podem agradecer à FIA esta preciosa ajuda que lhes pode valer o título mundial. Uma alteração das regras a meio do campeonato que em nada veio ajudar o belo espectáculo a que temos assistido este ano de 2017, com dois excelentes pilotos e campeões do mundo.

Ficando apenas a sete Grandes Prémios do final do campeonato do mundo, a Fórmula 1 despediu-se hoje em Monza da Europa, pois a caravana segue para o continente americano e asiático. Despediu-se em grande, os ‘Tifosi’ compareceram em massa (como sempre), neste que é o GP da Ferrari na sua catedral, e festejaram o pódio de Vettel como se de uma vitória se tratasse, demonstrando como é possível amar a scuderia mais antiga da modalidade, que é vista como uma das marcas mais famosas do mundo mesmo sem ganhar. Disto, não há igual nem parecido.

Com a vitória calma de Hamilton, o inglês é o novo líder do campeonato, pela primeira vez este ano, com apenas mais três pontos que Vettel. A luta está para durar até ao último GP, ainda que o benefício da FIA à Mercedes já tenha surtido efeito, espera-se que o equilíbrio entre Ferrari e Mercedes seja saudável e sem factores externos, pois trata-se de uma luta lendária entre dois grandes senhores.

O destaque positivo vai para Ricciardo que, ao partir do 16º lugar, realizando uma partida de trás para a frente, terminou na quarta posição, à frente de Raikkonen. O destaque negativo vai (novamente) para a McLaren, que acabou por ver os seus dois pilotos abandonarem a prova por problemas no motor.

A FIA mudou as regras do jogo, Hamilton é o novo líder e, em Monza, viveu-se um ambiente verdadeiramente de festa, como se de uma vitória da Ferrari se tratasse. Para bem desta grande luta pelo título a que temos assistido, é bom que factores ocultos ou externos sejam postos de parte, e que a luta seja pura até à última curva de Abu Dhabi.

O próximo Grande Prémio realiza-se de 15 a 17 de Setembro, em Singapura.

Foto de Capa: F1

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Um pobre campeão na Liga Milionária

0

sl benfica cabeçalho 1

Nesta época, o Benfica iniciará mais uma caminhada na Fase de Grupos da UEFA Champions League, participando nesta fase da competição pela oitava época consecutiva, e pretenderá continuar a fazer história depois de, na época passada, ter passado a fase de grupos pela segunda vez consecutiva pela primeira vez na sua história.

No entanto, não consigo analisar as possibilidades do Benfica nesta edição da Champions sem antes fazer referência a algo que não me deixa indiferente: à desigualdade cada vez maior que existe na Liga Milionária (e que, cada vez mais, faz jus a esta alcunha).

No formato antigo (Taça dos Campeões Europeus), participavam apenas os campeões nacionais dos respectivos países na competição. Com a mudança de nome e de formato em 1991, os países mais cotados no ranking ganharam o direito de terem mais representantes na competição. A partir da próxima temporada, os quatro países melhor classificados no ranking da UEFA terão direito a ter quatro clubes com entrada direta na Fase de Grupos da Champions.

É por estas e por outras que muitas equipas do passado já não se mantêm no presente. Se formos analisar bem as coisas, o facto de o Benfica ter estado presente no Pote 1 do sorteio é mais um sinal dessa desigualdade. O facto do Pote 1 ser o pote dos campeões é areia para os olhos. Enquanto o Benfica é um pobre campeão, o Pote 2 tem clubes como o Barcelona, o Atlético de Madrid, o PSG e o Manchester United e até mesmo o Pote 3 tem clubes que impõem respeito. Como diria um antigo treinador encarnado, o fair-play é uma treta.

Cada vez mais o lucro se sobrepõe ao fair-play na competição Fonte: Blogue 1904epluribusunum
Cada vez mais o lucro se sobrepõe ao fair-play na competição
Fonte: Blogue 1904epluribusunum

Mas agora vejamos outra coisa, será que a brutal diferença de orçamentos e esta desigualdade que se vai acentuando cada vez mais significa que teremos de abordar a Liga dos Campeões como uma competição secundária? Nem pensar isso! Porque quando falamos do Sport Lisboa e Benfica, falamos de um clube com reputação e prestígio a nível mundial, falamos de um clube que tem duas Taças dos Campeões no seu museu. Logo, qualquer abordagem leviana à competição, será uma falta de respeito para com a história do clube.

Em relação ao nosso grupo nesta edição da Champions, é certamente um grupo onde temos as nossas hipóteses. Uma das coisas que me agrada, é o facto de termos quatro jogos em casa. Sim, quatro, porque eu estou convencido que em Basileia haverá mais adeptos do Benfica do que do clube da casa no St. Jakob-Park.

No entanto, ao verificar o nosso plantel, cheira-me que infelizmente, nesta época teremos novamente um Benfica de “consumo interno”. Ao contrário da maioria dos Benfiquistas, eu não achava que o Benfica precisava de reforçar mais a defesa (excepto na posição de lateral-direito), mas sim o meio-campo. Creio que necessitávamos de reforçar o miolo com um ou dois jogadores de grande capacidade física, que dessem músculo à equipa. Pois acho que necessitamos de um plantel mais equilibrado entre a componente técnica (que temos de sobra) e a componente física. Na minha opinião, um dos motivos pelo qual o Real Madrid se reafirmou como a melhor equipa do mundo, foi porque Zidane soube encontrar esse equilíbrio ao apostar em jogadores como o Casemiro.

Seja como for, esta equipa estará pronta para as batalhas. Não importa qual for o adversário, teremos de o encarar de frente, sem medo. Os nossos adeptos irão encher as bancadas e esperarão que os jogadores em campo suem a camisola e dignifiquem o símbolo que carregam no peito.

Foto de Capa: UEFA

Artigo revisto por: Pedro Couto

O Futebol Insular: Clubes Açorianos no CPP

Cabeçalho Futebol NacionalO futebol açoriano continua a ser desvalorizado e pouco visível na geografia do futebol nacional. O CD Santa Clara é, até ao momento, o único clube a disputar competições profissionais. Poucos são aqueles que conhecem mais do que um ou dois clubes açorianos. A verdade é que este desconhecimento acerca do futebol dos Açores é injusto. Nos últimos anos, e pese embora as dificuldades financeiras, os clubes açorianos têm crescido. Que o digam o Operário e o Praiense, que na temporada passada lutou até ao final contra o Leixões pela subida. Esta época, o objetivo volta a ser o mesmo de há muitos anos: colocar mais uma equipa açoriana, a participar no Campeonato de Portugal (CPP), nos campeonatos profissionais.

Para aqueles que não conhecem, o Campeonato de Portugal é uma competição que envolve clubes de norte a sul e ilhas, em que se disputam dois lugares que dão acesso à Segunda Liga.

O Real Massamá foi o grande vencedor da última edição do CPP Fonte: Real SC
O Real Massamá foi o grande vencedor da última edição do CPP
Fonte: Real SC

Este campeonato é organizado em várias zonas, neste caso cinco, e em que os dois primeiros de cada zona, ficam classificados para uma segunda fase de apuramento que é composta por dois grupos: norte e sul. Os vencedores de cada grupo, já com a subida alcançada, defrontam-se entre si numa final para o apuramento do campeão.

Para além desta hipótese de subida, há também a hipótese de se disputar um playoff com equipas da Segunda Liga, na linha de água, como aconteceu na temporada passada entre Leixões e Praiense e Merelinense e Académico de Viseu. Posto isto, há que dizer que este CPP deverá ser o campeonato mais competitivo em Portugal. São inúmeros os jogos que estas equipas fazem ao longo de uma temporada. O desgaste é imenso e para um clube conseguir a tão almejada subida é preciso muito esforço, muita coerência, muita consistência. Não é fácil competir neste CPP. Há muitas equipas a investir forte nos seus planteis e vemos até que as diferenças entre a segunda divisão e o CPP, já não são tão vincadas, muito por culpa da qualidade que estas equipas têm vindo a alcançar.

Esta temporada, no CPP, temos a representar os Açores, equipas como: Operário, Sporting Ideal, Praiense, Lusitânia e Sporting Guadalupe.

US Open: “Fedal” a caminho e o regresso do “Cisne Negro”

0

Cabeçalho modalidadesAinda que não esteja a ser um torneio pródigo em grandes surpresas, têm sido diversos os momentos marcantes do US Open 2017. Como tal, importa colocar os holofotes sobre os destaques (pela positiva e pela negativa) da primeira semana do torneio, bem como começar a olhar para a segunda semana do torneio e vislumbrar o que se poderá esperar da mesma.

Destaques e Previsões do Quadro Feminino

Maria Sharapova tem sido a protagonista das maiores emoções até agora vividas no US Open  Fonte: US Open
Maria Sharapova tem sido a protagonista das maiores emoções até agora vividas no US Open
Fonte: US Open

Maria Sharapova – Qual “cisne negro” num vestido cravejado de cristais Swarovski, a russa é talvez, até ao momento, a figura maior deste US Open. Para além de, contra todas as expetativas (sobretudo pelas recentes lesões que a têm atormentado), estar já na quarta ronda do torneio (usando um estilo de jogo “à Jelena Ostapenko”, de “mata ou morre”, entenda-se, de winner ou erro não forçado), Sharapova eliminou a número dois do ranking mundial, Simona Halep, logo na primeira ronda e, no final, a russa emocionou-se como nunca antes se havia visto em pleno Arthur Ashe Stadium.

Garbiñe Muguruza – A espanhola tem mantido a consistência que vinha apresentando nos torneios anteriormente disputados e, com o seu ténis agressivo e dominador, tem realizado um verdadeiro passeio na primeira semana do US Open (não perdeu ainda um único set). A manter-se o seu nível exibicional, Garbiñe Muguruza continua a afigurar-se como a grande favorita à conquista do torneio. O seu primeiro grande desafio será já na próxima ronda, frente a Petra Kvitova, mas caso vença fica a ideia de que apenas Elina Svitolina parece capaz de dar luta a Muguruza.

Angelique Kerber – É certa que também outras tenistas de grande qualidade (como Caroline Wozniacki, Svetlana Kuznetsova, Dominika Cibulkova ou Jelena Ostapenko), e algumas delas até tidas como fortes candidatas à conquista do US Open (como Simona Halep ou Johanna Konta) foram já eliminadas; porém, é incompreensível a temporada terrível que Angelique Kerber, recém-número um do ranking WTA, tem vindo a realizar. Desta vez o seu carrasco foi Naomi Osaka que, com aparente facilidade, “despachou” a alemã por 6-3 e 6-1. Para Kerber, é tempo de parar para refletir!