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O Guerreiro Otomano – Entrevista André Castro

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André Castro é formado no FC Porto e vai representar o Goztepe, neste temporada, depois de já ter passado pelo Sporting Gijón e Kasimpasa. Aos 29 anos, abre o jogo ao Bola na Rede. Admite jogar em qualquer um dos três grandes portugueses e confessa que guarda alguma mágoa em relação a Paulo Fonseca e Fernando Santos.

Turquia

Bola na Rede (BnR): André Castro, após quatro épocas a alinhar no Kasimpasa SK (onde sempre foi uma peça-chave na equipa), esta época mudou-se para o Goztepe SK. O que significa, no seu percurso futebolístico, esta mudança?

André Castro (AC): Esta mudança para o Goztepe proporcionou-se porque o meu contrato com o Kasimpasa acabou. Eles queriam continuar comigo, mas eu achei que deveria mudar. Fizeram de tudo para me manter lá, mas a proposta do Goztepe SK foi melhor e era um clube que veio da segunda divisão mas que tem um projeto ambicioso, fez várias contratações e pareceu-me que o projeto era mais interessante do que o do Kasimpasa, por isso a minha mudança. Espero que seja dentro do mesmo, em que fiz quatro épocas muito boas e em que, numa época, fiquei na equipa ideal da liga e onde joguei os jogos todos. Foram anos de sucesso e espero continuar a jogar e ajudar o Goztepe.

BnR: Falou-se no interesse do Fenerbahce SK. Confirma? Recebeu convites de Portugal?

AC: Sim, é verdade que houve interesse do Fenerbahce, como também de outra equipa grande turca, mas aqui na Turquia os clubes querem nomes grandes. Embora o Fenerbahce tenha dito que me queria, pediu-me para esperar até ao final do mercado para ver de outras soluções e, caso existissem esses nomes grandes,  não me contratavam. Achei que isso não seria bom para mim, porque eu estava livre e se eles me quisessem mesmo escusavam de esperar, bastava quererem. E se eu soubesse que iria ser uma aposta para eles iria com todo o gosto; mas senti que era um interesse que não era aquilo que eu também queria, porque eles queriam e não queriam ao mesmo tempo, assim como outras equipas grandes da Turquia. O Goztepe mostrou mais interesse que as restantes equipas e por isso a minha mudança para aqui.

BnR: Ao seu lado tem companheiros de equipa com passagens por Portugal (e pelo FC Porto), como Beto ou Ghilas. Vê-se como figura de referência para a sua melhor integração no futebol turco, ou são eles quem lhe permitem, em certa medida, “matar saudades de casa”?

AC: Isto de receber o Ghilas, o Beto ou o Scarione, que também esteve comigo no Kasimpasa, é sempre bom. São jogadores que eu já conheço e é sempre bom ter alguns colegas; nós somos uma equipa nova, fizemos cerca de dezasseis contratações e a equipa é toda nova. Temos que começar por algum lado, e espero que sirva para nos unir o máximo possível.

BnR: Até onde pode ir este Goztepe SK na Liga Turca? Vê no clube potencial para conquistas a nível interno ou, individualmente, crê que possa ser um trampolim para umas das equipas ditas “grandes” da Turquia?

AC: O Goztepe este ano tem que pensar na manutenção. É uma equipa que veio da segunda divisão, muita coisa nova, muitos jogadores e até treinador novo. Penso que, para esta época, o mais importante é fazermos um campeonato equilibrado, tentar assegurar a manutenção o mais rápido possível e, a partir do próximo ano e se tudo correr bem, pensar noutras coisas. Mas acredito que, para este ano, seja muito importante a manutenção, até porque esta liga é muito complicada e por isso aponto para conseguir a permanência.

O Goztepe SK é o novo desafio de André Castro Fonte: Goztepe SK
O Goztepe SK é o novo desafio de André Castro
Fonte: Goztepe SK

BnR: Acha a liga turca é melhor ou, pelo menos, mais interessante do que a portuguesa?

AC: Penso que os três grandes de Portugal são mais organizados do que as equipas grandes turcas. Mas, em termos da liga, a Turquia tem um campeonato bastante superior ao português, penso eu. Tem melhores jogadores e a nível de dinheiro, então, nem se fala, é mesmo outro mundo. Aqui uma equipa da parte inferior da tabela consegue ir buscar jogadores aos grandes de Portugal. Se virmos a quantidade de jogadores que este ano vieram para a Turquia, como o Nasri que foi para o Antalyaspor, vemos que é uma coisa incrível. Por isso não podemos comparar os campeonatos, a liga turca é muito competitiva e em que os pequenos ganham facilmente aos grandes, não é como em Portugal que Porto e Benfica jogam em casa e que já se saber que vão ganhar, só não se sabe é por quantos. Aqui não acontece isso. Por exemplo, já estou aqui há quatro temporadas e, nos jogos em casa contra o Besiktas, nunca perdi. É uma liga muito competitiva.

BnR: Quais as principais diferenças culturais que encontrou na Turquia?

AC: As diferenças culturais assentam em que o país, em geral, é todo muçulmano. Mas já vivi em Istambul e agora estou noutra cidade muito bonita que é Izmir e não se nota assim nada de diferente, penso que a coisa mais diferente será que eles têm que rezar algumas vezes ao dia e que à sexta-feira vão todos rezar às duas horas da tarde. De resto vive-se muito bem, as pessoas são muito boas e simpáticas e eu gosto muito da Turquia.

BnR: Como é que um jogador lida com um ambiente tão complicado como é o de alguns estádios na Turquia?

AC: O ambiente nos estádios foi outra das razões para eu mudar, porque o Kasimpasa SK é um clube que não tem adeptos porque fica em Istambul, onde os adeptos são todos das equipas grandes. O Goztepe SK é conhecido por ter muitos adeptos e essa foi uma das razões para eu mudar, porque gosto muito de ter o estádio cheio e aqui na Turquia o ambiente nos estádios é espetacular.

BnR: Quais são as diferenças entre os clubes pequenos na Turquia e em Portugal, em termos de estrutura e condições de trabalho?

AC: A diferença é abismal. Eu joguei no Kasimpasa que tinha um centro de treinos tão bom, ou até melhor, do que o do FC Porto ou Benfica. O dinheiro que eles gastam nos centros de treino é incrível, agora o Goztepe também tem um bom centro de treinos. Ou seja, todas as equipas aqui têm centros de treino e com um orçamento muito superior a muitas equipas portuguesas, até mesmo ao SC Braga. E em termos de salários, o FC Porto e o Benfica têm jogadores que ganham menos do que um clube que aqui luta para não descer. Essa é a grande diferença, em termos financeiros a Turquia é muito superior.

Portimonense SC 3-1 GD Chaves: Fórmula Shoya

Cabeçalho Futebol NacionalSob um calor intenso na cidade algarvia de Portimão e com uma fraca assistência, jogou-se a segunda fase da Taça da Liga e nenhuma das equipas da Primeira Liga quis ficar prematuramente de fora da competição. De realçar que tanto o Portimonense como o Chaves vinham de derrotas caseiras para o campeonato, e procuravam um novo alento para continuar a temporada.

O jogo no Portimão Estádio começou logo com uma grande penalidade marcada ao minuto 3’ e a favor do clube flaviense; numa falta sobre Davidson, sem margem para qualquer dúvida e que Tiba converteu com toda a naturalidade, e desta forma inaugurou o marcador, tornando o jogo muito mais “arriscado” de parte a parte.

Estava um jogo muito disputado, aguerrido e de contacto físico exagerado em que ambas as equipas tentavam ter o máximo de posse de bola, mas com mais dificuldades para a equipa algarvia, devido à linha defensiva alta dos flavienses. Os Algarvios criavam maior perigo através de bolas paradas, até que Ricardo Pessoa, capitão do Portimonense, decidiu igualar a partida ao minuto 15’, através de um livre directo à entrada da área, pondo justiça no marcador. Em termos de espectáculo, o mesmo encontrava-se bastante interessante, com dois golos no primeiro quarto de hora.

Ainda assim, o exagerado contacto físico deste encontro chegou ao ponto mais alto quando Matheus Pereira, jogador do Sporting emprestado ao Chaves, elevou em demasia o pé acertando no jogador da casa, Pedro Sá, e acabou por ser expulso com vermelho directo ao minuto 18’.

Com a expulsão de Matheus, a equipa da casa conseguiu paulatinamente assumir o controlo do jogo, conseguindo finalmente entrar mais vezes na área contrária e com maior facilidade. De referir que ao minuto 30’ ocorreu uma pausa para os jogadores se refrescarem, tudo devido ao intenso calor que se faz sentir em Portimão.

A caminhar para o final da primeira parte, o Portimonense continuava constantemente a falhar ocasiões fulgurantes de golo, algumas mesmo incríveis, tendo havido também uma expulsão perdoada a Rúben Ferreira do Chaves, devido a um ‘carrinho’ agressivo a cinco minutos do intervalo. Após quatro minutos de descontos e de um jogo muito aceso, onde Dener, no último lance da primeira parte, podia ter feito bem melhor, as equipas regressavam para os balneários.

Shoya Nakajima esteve em grande frente ao GD Chaves Fonte: XXX
Shoya Nakajima esteve em grande frente ao GD Chaves
Fonte: Domínio de Bola

Em relação à segunda parte,  a entrada forte do Portimonense foi consagrada com Paulinho a marcar o 2-1 em que o avançado perfurou a defesa e conseguiu fintar o guarda-redes, corria o minuto 50’. A entrada de Shoya Nakajima veio “transtornar” o jogo atacante da equipa da casa, criando muitas dificuldades à equipa orientada por Luís Castro.

O trio Paulinho, Pires e Shoya foi, para a defesa transmontana, um sufoco ao longo da segunda parte, em que todos os intervenientes (anteriormente referidos) tiveram oportunidades claras de golo, destacamos Shoya que é, sem dúvida, um elemento bastante irreverente, capaz de impulsionar o ataque a qualquer momento.

A equipa flaviense só através do contra-ataque conseguia criar algum perigo e, na defesa,  Nuno Coelho “salvou-se” de uma nota negativa. Ainda assim, a verdade é que ao minuto 66’ William introduziu mesmo a bola na baliza algarvia, mas já após o apito do árbitro, após um alegado fora-de-jogo. No entanto, deixando o aviso de que numa bola parada ou de puro contra-ataque poderia igualar a partida.

As intenções do GD Chaves caíram por terra quando Fabrício, num potente remate fora de área, não deu a mínima hipótese a Filipe. O Portimonense marcava assim o 3-1 que ditava a vitória neste encontro, ainda que o esforço algarvio ppudesse ter sido recompensado com a possibilidade de mais golos. O domínio algarvio estendeu-se assim até ao final do encontro, com o Portimonense a jogar com confiança e garra e onde oportunidades para aumentar a vantagem não faltaram. Do lado flaviense, com a expulsão prematura de Matheus, nada se pôde fazer.

Shoya entrou e foi a chave para a vitória da equipa da casa, que ganha assim novo fôlego para o campeonato.

Sporting CP 3-2 SL Benfica: Leões vencem 7ª Supertaça com patrocínio de Pany Varela

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cab reportagem bola na rede

Não foi um bate-boca, mas foi parecido. Joel Rocha, treinador do SL Benfica, começou por afirmar que o Sporting CP era favorito a vencer a Supertaça. Nuno Dias, técnico do Sporting CP, comentou essas declarações «estratégia para aliviar pressão». Esta ‘discussão’, juntamente com a boa moldura humana e sonora sentida no Pavilhão Mário Mexia, contribuiu para que o dérbi se disputasse num clima ainda mais quente do que o calor que se fazia sentir fora das portas do recinto.

O Sporting CP fez jus às palavras do técnico contrário e entrou a mandar no jogo, chegando ao golo inaugural antes dos dois minutos de jogo por Pany Varela, num disparo a meio do meio-campo do SL Benfica.

Os encarnados conseguiram reagir, equilibraram o jogo, mas foi o adversário a ter a oportunidade de dilatar a vantagem, através de uma grande penalidade cometida por Hemni sobre Dieguinho, estavam decorridos 6 minutos e meio de jogo. Diogo, chamado à conversão, falhou, deu moral ao adversário, que aproveitou a “boleia” para igualar o marcador, um minuto depois. Hemni redimiu-se do lance do penalty e, numa jogada que parecia perdida, trabalhou sobre a linha lateral e disparou para o fundo das redes leoninas.

O equilíbrio, refletido no 1-1, foi nota dominante até ao intervalo.

O segundo tempo começou de acordo com o início do primeiro: com o Sporting CP a mandar no jogo e… a desfazer a igualdade. Pedro Cary, aproveitou perda de bola encarnada para, em zona frontal, disparar para o 2-1 com três minutos decorridos no segundo tempo. Desta vez, o SL Benfica não conseguiu reagir tão bem e o Sporting CP esteve mais perto do terceiro que os encarnados do empate. Não contava, porém, que o seu guarda-redes falhasse um passe de forma proibitiva sobre a linha do meio-campo e que Chaguinha aproveitasse para igualar o marcador, num disparo efetuado… à entrada da àrea do SL Benfica.

O Sporting CP, desta vez, não ficou abalado pelo golo encarnado e manteve o domínio de jogo, ameaçou chegar ao golo… e concretizou essa ameaça. Pany Varela, novamente, devolveu a liderança do marcador aos leões. O Benfica tentou contrariá-la, usou guarda-redes avançado, mas não conseguiu evitar deixar escapar o título para o rival.

Num jogo entre duas das melhores equipas de futsal da europa, a vitória sorriu à equipa apontada como favorita pelo… treinador contrário.

Mercado fechado, plantel estruturado

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fc porto cabeçalhoO FC Porto tem estado muito bem neste início de época e recomenda-se! Apostando num plantel lowcost, com poucas alterações face ao plantel da época passada (e fracassada) e com os reforços a serem apenas jogadores retornados de empréstimo, poucos adivinhariam um arranque tão positivo e promissor como este da equipa de Sérgio Conceição. Depois de um mercado estranhamente calmo para os lados do dragão, em que as novidades foram escassas, a maioria da massa adepta portista (incluindo eu) associou esta “dormência” no mercado a uma certa passividade e desleixo do FC Porto. Mas não. Errei e admito o erro. O FC Porto está a ter um arranque entusiasmante e, apesar de não ter ganho nada ainda, é motivador ver mudanças profundas no estilo do jogo e finalmente estarmos a jogar mais “à Porto”. Mais raça, mais entrega, mais vontade.

Contudo, não deixo de ficar um pouco desiludido por ver o FC Porto tão inativo e imóvel neste mercado. Para mim, o mercado de transferências é dos momentos mais entusiasmantes de uma época desportiva. O adepto de futebol fica preso de início ao fim, colado ao ecrã até ao último segundo à espera de uma mexida que envolva o seu clube do coração. O mercado no futebol está sempre a bombar e uma simples mexida desencadeia uma série de transferências. Não digo com isto que era necessário, nem obrigatório, contratar para os lados do dragão. A equipa está sólida e estruturada e as recentes exibições provam precisamente isso. Era apenas um “capricho” de um adepto tanto do FC Porto, como do próprio mercado de transferências.

O FC Porto adotou uma política diferente nesta janela de transferências e talvez tenha sido isso que apanhou de surpresa os adeptos portistas. A aposta neste mercado foi a de manter os jogadores com maior procura e a de dar uma “segunda vida” aos jogadores anteriormente emprestados.

Assim sendo, Marega, Ricardo e Hernâni foram os “reforços” improváveis e a permanência de Danilo, Marcano e Aboubakar foi fulcral para que os dragões apresentassem um plantel sólido e competitivo como até agora têm demonstrado.

Danilo foi o jogador mais cobiçado dos dragões com o PSG a ser o clube mais interessado Fonte: FC Porto
Danilo foi o jogador mais cobiçado dos dragões com o PSG a ser o clube mais interessado
Fonte: FC Porto

Através de uma análise aprofundada ao plantel dos dragões pós-mercado de transferências, podemos verificar que a baliza é um dos setores mais bem entregues, com um Iker Casillas melhor do que nunca e que até agora tem mantido a baliza dos azuis e brancos inviolável. No setor da defesa, o FC Porto manteve no seu plantel Maxi Pereira e Layun que, para mim, eram jogadores excedentários, o primeiro pela elevada folha salarial e o segundo porque face ao escasso tempo que tem jogado podia render ainda algum dinheiro para os cofres do dragão. Sendo assim, os dragões preferiram preterir de Rafa que sai do clube por empréstimo.

Avançando no terreno, para a zona do meio-campo, podemos verificar que é um dos setores com menos opções, apesar de serem de qualidade. Com a “perda” de João Carlos Teixeira e com a saída de Agu, o leque das opções fica mais reduzido e Danilo é a única opção para trinco na equipa de Sérgio Conceição.

Por fim, o ataque do FC Porto perdeu mesmo no último suspiro do mercado, Rui Pedro. O empréstimo do jovem atacante divide os adeptos portistas. Por um lado, é mau para os dragões ficar com apenas três avançados quando jogam num sistema com dois atacantes e numa altura em que Soares ainda recupera de lesão. Por outro lado, é bom o jogador ser emprestado, principalmente a um clube vizinho (Boavista) para que o seu desenvolvimento seja acompanhado de perto e caso ficasse no FC Porto o seu potencial poderia estagnar.

Sem perdas de jogadores de“peso” neste mercado de transferências, o FC Porto é talvez dos três grandes, o que apresenta um plantel mais equilibrado e estruturado. Mantendo as maiores referências do seu núcleo duro, os dragões apostaram no que têm e apostaram bem, sendo essa a principal receita e fator diferenciador para os possíveis sucessos desta época.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Fim de mercado, continuação de preocupações

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Com o fim do mercado de Verão, é altura de olharmos para o planeamento da época e das novidades (ou falta delas) que nos foram apresentadas. Perdeu-se Ederson, Nélson Semedo, Lindelöf e Mitroglou. Ganhou-se Bruno Varela, Mile Svilar, Douglas e Gabigol. Riram-se? Eu também.

O que mais me incomoda neste momento, talvez seja Bruno Varela. Foi questionada a qualidade nele na equipa B, questionei a qualidade dele no Vitória FC e acho inacreditável que este seja o substituto de Ederson. Em que mundo vivemos para um guarda-redes medíocre servir para a baliza do Benfica? Trouxemos um Svliar (menino que gosto de apelidar de Heath Ledger, por razões físicas, claro), acabado de completar 18 anos. Com certeza é uma promessa, mas, com as vendas feitas, o Benfica não precisa de promessas e planos para um futuro, precisa sim de soluções imediatas.

Incomoda-me também olhar para a “lista” de centrais e pensar que rodará sempre entre um Luisão nos seus últimos dias, um Jardel e um Lisandro Lopéz. A juntar a este incómodo, surge ainda um rumor que os encarnados terão rejeitado Garay. A questão financeira surge como principal problema para a SAD encarnada, mas a aparente satisfação com um plantel extremamente limitado do meio campo para trás não pode ser aceite de ânimo leve.

Svilar foi um dos (poucos) reforços do SL Benfica Fonte: SL Benfica
Svilar foi um dos (poucos) reforços do SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Como em todos os anos, perde-se jogadores, aparecem novos, criticamos e acabamos felizes com o que temos e, não quero desde já, mostrar falta de confiança ou desrespeitar o trabalho daqueles que por aqui andam, mas Douglas ou André Almeida são o suficiente? Bruno Varela é suficiente? E Gabigol? O que veio para cá fazer?

Com mais vendas do que compras e com sectores defensivos muito limitados, seria de esperar uma aposta na formação, mas nem isso temos este ano.

Resta saber se, este planeamento e esta política de mercado, não obrigará a uma mudança em Janeiro. Resta saber se, este planeamento e esta política de mercado, não custará aquilo que todos mais desejam: o penta campeonato.

 Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Beatriz Silva

O novo xadrez de Miguel Leal

Cabeçalho Futebol NacionalPassaram já três anos desde o regresso do Boavista ao escalão máximo do futebol nacional. Petit e Sánchez, dois homens da casa, conseguiram alcançar a desejada manutenção e realizar duas temporadas tranquilas, mas foi na terceira que tudo mudou. Chegou Miguel Leal e o Boavista alcançou a melhor classificação das últimas épocas com um excelente 9º lugar, que deixou qualquer adepto axadrezado confiante que o regresso do “Boavistão” pode estar cada vez mais próximo.

Começou então a nova temporada, com expectativas elevadas, só que não podia ter começado pior: três derrotas em três jogos. No quarto, depois de várias alterações surgiu finalmente a primeira vitória que, segundo o Miguel Leal, era decisiva e com ela mais virão. Vamos então perceber as diferenças em relação à época transata, o que mudou neste jogo e que tipo de época pode esperar Manuel do Laço.

O internacional cabo-verdiano é uma das caras novas Fonte: Boavista FC
O internacional cabo-verdiano é uma das caras novas
Fonte: Boavista FC

A maior diferença em relação à última época é Iuri Medeiros. O extremo é um desequilibrador de excelência e fazia toda a diferença, tendo resolvido inúmeras partidas através da sua técnica ou qualidade nas bolas paradas e com a sua saída foi-se grande parte da criatividade ofensiva dos axadrezados. Nesta última partida, o timoneiro do Boavista tentou e conseguiu suprir este problema juntando Rochinha a Fábio Espinho e Idris no miolo, o que retira combatividade e agressividade, mas dá outras soluções ao nível da criação. Outra mudança positiva foi a titularidade de Mateus e a estreia de Kuca, sendo que este último pode mesmo ajudar a fazer esquecer Iuri, se conseguir apresentar-se ao seu melhor nível. Nota para a chegada de David Simão que pode ajudar a solucionar este problema e dar mais opções no meio-campo.

Na defesa, Vítor Bruno até é uma evolução em relação a Talocha, mas a saída da dupla Lucas – Philipe Sampaio a juntar às debilidades físicas de Henrique fizeram-se sentir neste início. Na partida frente ao Aves, estreou-se finalmente Stéphane Sparagna, o central francês, que esteve presente no Torneio de Toulon em 2005, formou uma dupla interessante com Raphael Rossi – outra cara nova e autor do golo frente ao Desp. Aves – e pode ser um reforço muito importante.

A última diferença entre os primeiros três jogos e este último, foi a titularidade de Iván Bulos no lugar de Leonardo Ruiz, ainda assim, continua a faltar uma referência ofensiva que garanta 10/15 golos por temporada. É nesse sentido que chega Rui Pedro, por empréstimo do FC Porto, o jovem avançado tem características muito interessantes e um potencial incrível que vai tentar comprovar no Bessa.

Fonte: Livraria Lello
Fonte: Livraria Lello

Apesar do péssimo arranque, Miguel Leal é um treinador de enorme qualidade, já com provas dadas e depois desta primeira vitória, certamente que tudo será mais fácil. Não me parece que esteja para já o regresso do Boavistão, ainda assim Manuel do Laço e companhia devem contar com mais uma boa campanha e estar descansados porque estão no caminho certo.

Foto de Capa:  Boavista FC

Artigo revisto por: Beatriz Silva

O Passado Também Chuta: Um fantasma chamado Perugia

o passado tambem chuta

Na crença popular, um fantasma mais não é do que a alma ou espírito de uma pessoa ou coisa, e pode manifestar-se no mundo dos vivos de variadas formas.

Penso nisto e não posso deixar de me recordar de Perugia Calcio e dos seus apaixonantes e leais adeptos, que durante décadas deram outro colorido aos jogos do Calcio.

Em 2010 o histórico Perugia desapareceu do mapa Fonte: wikipedia.org
Em 2010 o histórico Perugia desapareceu do mapa
Fonte: wikipedia.org

Fundado em 1905 sob a designação de A. C. Perugia, este histórico italiano nunca foi um clube de primeira linha, tão-pouco dotado de um palmarés recheado, tendo ascendido à Série A apenas na década de 70.

Um dos grandes feitos do clube remonta à temporada 1978-1979, quando se manteve invicto no campeonato, averbando 11 vitórias e 19 empates. No entanto, este incrível registo acabaria por ser insuficiente para se sagrar campeão pela primeira vez na sua história, terminando na segunda posição, logo atrás do AC Milan.

A trajetória do Perugia ficou sempre marcada por uma grande oscilação entre os dois principais campeonatos, sendo que, após várias tentativas para regressar à Série A na década de 80, logrou obter o tão desejado regresso à elite do futebol transalpino em 1996, sob o comando do técnico de Giovanni Galeone.

A incrível massa associativa que lotava o Renato Curi nos bons velhos tempos Fonte: Wikipédia.org
A incrível massa associativa que lotava o Renato Curi nos bons velhos tempos
Fonte: Wikipédia.org

O clube sedimentava-se na primeira divisão e, em 2003, viria a conquistar o seu único título europeu, a extinta Taça Intertoto, juntamente com Villarreal e Schalke 04, numa competição que ficou marcada pelo seu invulgar formato, no qual se jogavam três finais, assegurando aos três vencedores o acesso à Taça UEFA (Liga Europa).

Não obstante os laivos de conquistas (sempre secundárias) e as qualificações para as competições europeias, e conhecido por fazer a “vida negra” aos grandes colossos, os ventos de mudança não tardavam a causar mossa: a grave crise económica que atingiu vários clubes de menor dimensão em Itália chegara ao histórico Perugia da pior maneira possível. A falência do clube seria decretada em 2005. Tudo foi feito para salvar o clube, desde a entrega de donativos por parte dos fiéis adeptos à alteração de nome, mas o fim anunciado parecia cada vez mais perto.

Em 2010, o Tribunal de Perugia declara a falência do clube, que falhava os compromissos financeiros para se poder inscrever na terceira divisão nacional naquele mesmo ano. O seu espírito de resiliência e o apoio incansável das suas gentes lançava nova cartada no verão de 2010, e o clube mudava uma vez mais o nome para A.S.D. Perugia Calcio, na tentativa de resgatar as épocas perdidas e lograr obter um novo começo, longe das dívidas que o asfixiavam lentamente.

Mas não havia volta a dar. No verão de 2011, já como Associazione Calcistica Perugia Calcio, os “Grifoni” competiram no último escalão do futebol italiano, sempre apoiados por uma pequena e devota legião de fãs, naquela que foi a última aparição de histórico emblema.

Hoje em dia, a cidade de Perugia permanece atónita e inconformada com o cruel e fatal destino do seu emblema maior, que tem no “Renato Curi” um monumento à memória de um passado recente, onde nos bons velhos tempos cerca de 30.000 devotos adeptos pintavam de vermelho e branco as bancadas de Itália.

Foto de Capa: GettyImages

Portugal é Campeão do Mundo de Sub-20!

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Cabeçalho modalidades

Na edição desta sexta-feira do DN12 destaque para a vitória histórica de Portugal na final do Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins sub-20, envolvido nos Roller Games que se estão a disputar em Nanjing, China. Informações sobre o Mundial de Seniores Femininas e ainda alguns notas rápidas sobre outras modalidades!

O meu 11 leonino

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sporting cp cabeçalho 2

GUARDA REDES

Fonte: Facebook de Bruno de Carvalho
Fonte: Facebook de Bruno de Carvalho

Rui Patrício – Não sou do tempo do “mãos de ferro”, Vítor Damas. Se fosse, talvez optasse por colocá-lo como titular na baliza. Mas, dos que me lembro, Rui Patrício é aquele que ocupa o lugar na baliza dos Leões. Embora com alguma mágoa, pois deixaria Peter Schmeichel de fora. Nunca pensei em fazer isso a um meus ídolos de infância, é melhor ficar por aqui antes que mude de ideias.

As 5 melhores direitas do circuito

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Cabeçalho modalidades5 – Tomas Berdych

tomas berdych
Fonte: vavel.com

O checo é um dos mais consistentes jogadores do circuito mundial e um dos melhores, se não mesmo o melhor, jogadores da história da modalidade a não ter ganho um título do Grand Slam. Na base da excelente carreira do checo está a sua fantástica pancada de direita: não é uma pancada que tenha grande variedade, é quase sempre chapada e cruzada, mas a pura potência (e consistência) do golpe é suficiente para tornar o checo uma presença constante no top10 mundial.