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A juventude supersónica alemã, o craque luso e outras coisas que ficaram da Taça das Confederações

Cabeçalho Futebol InternacionalA Taça das Confederações acabou este domingo com uma vitória mais ou menos esperada. Mais, porque era a Alemanha. Menos, porque a seleção germânica tinha levado para a Rússia uma equipa de segunda linha que não incluía nomes tão proeminentes como Neuer, Kroos, Mesut Ozil, Thomas Muller ou Hummels.

Ainda assim, a competição que vence junta os vencedores das competições organizadas pelas confederações de cada continente, mais o vencedor do Mundial e o país organizador do Mundial do ano seguinte, acabou por ser conquistada pela seleção mais jovem, perante outras repletas de craques e com um passado recente de glória, como é o caso do Chile ou de Portugal.

Foram duas semanas que mataram as saudades do futebol aos fãs do desporto rei, e no final, tudo espremido, é isto que podemos retirar:

– A juventude supersónica alemã ‘enfiou’ a geração de ouro do Chile no bolso

– A Rússia, o país, parece estar preparado para receber o Mundial

– A Rússia, a seleção, não demonstrou qualidade suficiente para prever que faça um bom Campeonato do Mundo em sua casa

– O futebol africano continua distante do europeu e do americano

– O bronze de Portugal não sabe, definitivamente, a ouro

– A seleção portuguesa ganhou um craque

– A seleção alemã mostrou que o futuro é deles

– A Alemanha não vai ganhar o Mundial

Agora vamos lá, ponto por ponto, colocar tudo isto em pratos limpos.

O que importa é a “P#t@ da Gala” (PdG) ???

sporting cp cabeçalho 2

Este futebol português cheira mal… Temos passado por tantas vergonhas e ainda continuamos a achar que é tudo normal e nada acontece a ninguém… e não vai mesmo acontecer! Já passámos por frutas, cafés com leite, e-mails, missas, padres, vouchers, transferências bancárias para contas de árbitros, escutas telefónicas, dívidas ao fisco, passivos brutais, vendas ilegais e duvidosas de jogadores, etc., etc., etc…

Em Portugal a culpa morre solteira e sempre que um caso destes assola “algum” clube, manda-se poeira para o ar para não afetar o bom nome do futebol português e começam a discutir-se “trivialidades”. Quando começaram a sair os boatos de que Bruno de Carvalho tinha sido apanhado em escutas com jornalistas, confesso que temi o pior… que teria “confessado” alguma ilegalidade ou crime que tentou fazer e não conseguiu…

Afinal, foi só o Bruno “being” Bruno. Uns palavrões para aqui e para ali e nada demais. De resto eram só banalidades e futilidades. Mas a importância que os sportinguistas e demais deram a isto foi extremamente exagerada quando comparada com situações que têm vindo a ser relatadas no último mês onde oito árbitros “alegadamente” estão envolvidos em algo…

No Sporting, “todos ralham e ninguém tem razão”. Este ano, regressam mais modalidades e temos mais campeões a dar tudo pelos leões. Mas o que interessa é a PdG… Fonte: Sporting Clube de Portugal
Este ano, regressam mais modalidades e temos mais campeões a dar tudo pelos leões. Mas o que interessa é a PdG…
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Sim, o BdC mete-se a jeito com a arrogância dele de mudar datas da PdG ou até escrever frases na estátua do leão, mas a verdade é que o Sporting está melhor desde que ele entrou… e sim, ainda não ganhámos nada no futebol, mas com o que temos visto nos últimos anos em Portugal, é difícil desmontar uma máquina que só está preparada para eventualmente dois vencedores. Não quer dizer que não temos falhado… na última época falhámos claramente no futebol, mas tornámo-nos novamente num clube apetecível como há algum tempo não éramos. Temos campeões de todas as modalidades a quererem e a ingressarem no clube… chumbamos jogadores nos exames médicos porque não têm os mínimos para o nosso clube, etc, etc, etc… Apesar da figura ridicularizada do nosso presidente, começamos a ser um clube respeitado por outros lá fora, mesmo que cá dentro ainda existam alguns “papagaios” que digam que não. Fazemos vendas com critério e por valores nunca antes atingidos, temos todos os grandes clubes mundiais a quererem fazer negócios connosco e isso mostra bem do trabalho que o Sporting tem feito nos últimos tempos.

Falta a fórmula mágica para o futebol! Quando a descobrirem, não há “P#t@” da Gala que afete!

Foto de Capa: http://tuvaisvencer.blogspot.pt

 

Chile 0-1 Alemanha : E no fim ganhou a Alemanha

Cabeçalho Futebol Internacional

Uma final com as equipas que melhor futebol praticaram nesta Taça das Confederações. Um Chile sempre muito competitivo e uma Alemanha que apesar de não ter levado as suas principais estrelas é sempre uma das seleções mais competentes do Mundo.

Entrada fortíssima do Chile com uma pressão altíssima e muito intensa (imagem de marca desta seleção) tendo a primeira grande oportunidade para abrir o marcador aos cinco minutos com um remate de Vidal.
Um erro infantil de Marcelo Diaz deu origem ao primeiro golo da partida, apontado por Lars Stindl (21 minutos). Um golo que surgiu caído do céu para a seleção Alemã, o Chile estava a dominar completamente a partida. Uma primeira parte com domínio do Chile, mais posse de bola, mais remates, mais cantos, mas uma Alemanha sempre muito perigosa nas transições. Alguns erros infantis dos jogadores Chilenos deram origem a situações perigosas para a baliza de Bravo.

Fonte: Fifa
Fonte: Fifa

A segunda parte começou ao mesmo ritmo, domínio territorial do Chile mas a Alemanha sempre perigosa nas transições. A seleção Chilena sente-se confortável com bola ao contrário dos Alemães que não se importam de dar o domínio de jogo ao adversário. Foi uma segunda parte muito intensa, o “sangue quente” Chileno fez-se notar, é uma seleção que não dá uma bola por perdida, deixam tudo em campo e até por isso pensam que mereciam levar o jogo para o prolongamento. Penso que o resultado mais justo seria o empate, mas esta jovem seleção Alemã tem muita qualidade e é um justo vencedor.

São duas seleções que na minha opinião, são, candidatas ao Titulo Mundial do próximo ano.
O trabalho feito pela Federação Alemã de Futebol é fantástico, depois do Euro 2000 fizeram uma “revolução” no seu futebol e os resultados estão à vista de todos. Além da vitória na Taça das Confederações ganharam também esta semana o Europeu Sub-21.

Rúben Neves no Wolverhampton: Um Exemplo de Má Gestão

fc porto cabeçalho

Ainda não é oficial mas trata-se de um facto quase consumado: Rúben Neves irá jogar, na temporada futebolística 2017/18, no Wolverhamptom WFC. O valor da transferência deverá rondar os 18 milhões de euros, valor esse que poderá ascender a 20 milhões por objetivos.

É certo que o FC Porto precisa de vender alguns dos seus ativos para cumprir com o fair play financeiro imposto pela UEFA, mas também é certo que o clube precisa, urgentemente, de regressar às vitórias e à conquista de títulos. Rúben Neves, pese embora não integrasse regularmente o 11 inicial do FC Porto nas últimas duas épocas, era um jogador “da casa”, oriundo da formação do clube e, acima de tudo, era um futebolista com uma tremenda margem de progressão. Tem muito a melhorar ao nível do posicionamento defensivo de modo a ser capaz de controlar esse momento do jogo mas, no momento ofensivo, consegue sempre ser uma opção válida para os colegas de equipa, decide rápido e quase sempre bem, e executa com igual qualidade.

Olhar para Rúben Neves é olhar para um trinco do futebol moderno, isto é, para um dos primeiros homens com quem se pode contar para sair a jogar com qualidade e para ligar a fase de construção com a criação. Este é, a este nível, um futebolista muito mais capaz do que Danilo Pereira e que faz lembrar aquele que é, atualmente, o melhor trinco do futebol mundial: Sergio Busquets. Existem também algumas semelhanças entre Rúben Neves e Julian Weigl, provavelmente o trinco com maior potencial no futebol atual, bem como com Xabi Alonso, um dos médios defensivos mais interessantes do século XXI.

Rúben Neves já foi várias vezes capitão do FC Porto Fonte: FC Porto
Rúben Neves já foi várias vezes capitão do FC Porto
Fonte: FC Porto

O negócio, pese embora pareça essencial para equilibrar as contas do FC Porto, revela-se como um exemplo de má gestão a dois níveis: 1) para o clube; e 2) para o jogador. O clube perde um futebolista que, caso viesse a integrar o 11 inicial com maior regularidade e a evoluir, poderia render muito mais aos azuis e brancos no futuro, tanto desportiva como financeiramente. O jogador perde porque sai num momento em que ainda não se afirmou em definitivo, vai para uma liga (inglesa) que parece não ser a melhor para o seu estilo de jogo, e irá disputar um campeonato secundário no qual, caso o Wolverhampton WFC não venha a apresentar bons resultados, dificilmente poderá aspirar a transferir-se para um clube de maior dimensão.

A oitava consecutiva do “King of the Ring”

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Cabeçalho modalidadesNovamente os pneus a tornarem mais uma prova do campeonato extremamente imprevisível mas com o mesmo desfecho dos últimos anos, a vitória do piloto espanhol, a oitava seguida, em várias categorias, no circuito de Sachsenring.

Ao vencer o Grande Prémio da Alemanha, Marc Márquez passou a liderar o campeonato, com 129 pontos, mais cinco que Maverick Viñales, que terminou na 4.ª posição, e mais seis que Andrea Dovizioso, que foi apenas 8.º na Alemanha e perde assim dois lugares no mundial. Valentino Rossi foi quinto e está em 4.º lugar no mundial, com 119 pontos. Temos realmente o campeonato ao rubro.

#93 Marc Márquez a formiga atómica Fonte:
#93 Marc Márquez, a formiga atómica

Sobre a corrida, Marquéz teve um bom início e acabou por segurar a liderança nas voltas iniciais, com Pedrosa e Lorenzo atrás, mas rapidamente Lorenzo começou a perder posições e começou a brilhar Jonas Folger. Arrancou de 5.º lugar e a correr em casa passou para a liderança da corrida a 25 voltas do fim. Foi muito cedo, visto que o ritmo de Marquéz era muito forte e obrigou Folger a errar a entrada na curva, mas o alemão não ia desistir e continuou a luta pelo primeiro lugar, obrigando sempre Marquéz a não baixar a guarda. Nesta altura já tínhamos Pedrosa na 3.ª posição mas sem ritmo para os dois primeiros.

Geórgia 0-1 Portugal: Valeu Diogo Costa

Cabeçalho Seleção Nacional

Foi debaixo de um calor abrasador que Portugal venceu a Geórgia no jogo de estreia do Europeu de Sub19 pela margem mínima, averbando três pontos saborosos, de tão suados.

Portugal entrou mal no jogo. Raras foram as vezes em que, durante a primeira parte, a armada lusa conseguiu furar até à área da Geórgia. A passividade e a lentidão da progressão lusas eram gritantes e pactuavam com a forte pressão dos homens da casa sobre o portador da bola.

Depois de conquistada a bola por parte da equipa georgiana, o jogo agitava-se e ganhava ritmo ao “som” de uma ala direita irrequieta, constituída por Mali (lateral) e Arabidze (extremo), que não tinha pejo em acelerar a “batida” do encontro… e dos corações georgianos, aquecidos (para lá dos 34 graus que se faziam sentir no início do encontro) por uma esperança fundamentada nos lances gizados ou até concluídos por Arabidze – aos 5 minutos tentou o chapéu a Diogo Costa que, atento, tirou para canto. Ao intervalo, o empate não era lisonjeiro para a seleção portuguesa… mas quase.

Abdu Conte (esq) teve muito trabalho com Mali e Arabidze Fonte: UEFA
Abdu Conte (esq) teve muito trabalho com Mali e Arabidze
Fonte: UEFA

A segunda parte começou quase como a primeira. Desta vez, porém, o protagonista foi outro e por outra via – Chakvetadze, desde o meio assumia o papel de fonte criativa do ataque georgiano, que voltou a ter uma grande oportunidade a abrir a partida – isolado, ainda que desenquadrado com a baliza, Vila tentou a sorte, mas Diogo Costa fez bem a mancha.

A superioridade da Georgia permanecia, mas eis que surge um momento importante na partida. Chakvetadze saiu lesionado um minuto depois de Hélio Sousa decidir fazer entrar Dju para o lugar de Rafael Leão. Depois de o jogo se adaptar a este “transplante” de meio-campo, as coisas foram totalmente diferentes. Portugal passou a ter bola no meio-campo contrário e a fazer algo com essa posse. Sentia-se que algo de bom podia acontecer… e aconteceu. Aos 65 minutos, Rui Pedro ganha uma grande penalidade que se encarrega de executar com qualidade. 1-0 para Portugal.

O domínio luso manteve-se, e Rui Pedro esteve perto do bis, dois minutos depois de ter inaugurado o marcador, mas falhou a emenda de um cruzamento açucarado de Canté. Sentia-se que o 2-0 era uma questão de minutos. Não foi. Gedson Fernandes, já amarelado, teve entrada dura (mas necessária) e foi expulso. O jogador do Benfica aceitou a decisão (de louvar a reacção à exibição do cartão vermelho, impedindo, inclusivé, Dalot de a protestar). E Portugal sofreu um bocadinho até ao final, sobretudo quando Arabidze, de livre directo, obrigou Diogo Costa a brilhar… outra vez.

Até final, a Geórgia tentou, mas não conseguiu. Pode, porém, sair de cabeça erguida. Portugal só não esteve encostado às cordas durante 10 minutos, período em que marcou o único golo do jogo. Valeu Diogo Costa, valeu termos um guarda-redes que ganha jogos.

Foto de Capa: UEFA

Wimbledon: As Previsões da Equipa do “Bola na Rede”

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Cabeçalho modalidades

Campeã Feminina

Karolina Pliskova – Tantas vezes o cântaro vai à fonte que (no fim) lá deixa a asa. Já por diversas vezes se apostou na tenista checa para vencer um torneio do Grand Slam mas desta feita, aproveitando a ausência de Serena Williams e de Maria Sharapova, bem como a presumível falta de ritmo competitivo de Victoria Azarenka, esta parece uma hipótese (ainda) mais real. O primeiro serviço de Pliskova é portentoso, e essa é uma arma fundamental quando se joga em relva. (Francisco Sampaio)

Karolina Pliskova – A atual número três do ranking WTA apresenta-se num bom momento de forma e a relva é a superfície que mais bem serve o seu serviço chapado e as pesadas pancadas de direita e esquerda que saem disparadas da raquete da tenista checa. Vem de uma final em Eastbourne e, se em Roland-Garros perdeu na meia-final frente a Simona Halep em três partidas, na superfície relvada tudo joga a favor da checa quando defronta jogadoras que prezam mais a consistência do fundo do campo e longas trocas de bolas (raras, por sinal, em Wimbledon). (Henrique Carrilho)

Pliskova é uma das grandes apostas para o torneio Fonte: Karolina Pliskova
Pliskova é uma das grandes apostas para o torneio
Fonte: Karolina Pliskova

Petra Kvitova – A checa é considerada favorita nas casas de apostas e por bons motivos: Kvitova venceu o torneio em 2011 e 2014, tendo um recorde de 29-7 na relva londrina. O seu jogo é ideal para a superfície e sem Serena Williams ao barulho Kvitova é a favorita ao título. (Manuel Traquete)

Maximilian Arnold: Dos dias de Dresden aos grandes palcos europeus

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Cabeçalho Liga Alemã

“Sigo muito de perto o desenvolvimento do Maximilian e fico muito orgulhoso por um jogador jovem do Dynamo ter chegado à selecção principal. Oxalá que a carreira do Maxi continue no bom caminho.”René Schäfer (em 2014, aquando da primeira internacionalização de Arnold)

 

Aos 23 anos de idade, Maximilian Arnold é já um valor seguro do futebol alemão. O seu desempenho no Campeonato Europeu de Sub-21, disputado na Polónia durante a segunda metade do passado mês de Junho e que terminou com a Alemanha como vencedora, desfez qualquer dúvida que ainda pudesse existir relativamente ao seu enorme talento.

Ainda jovem e com uma margem de progressão enorme, Arnold conta com um currículo verdadeiramente impressionante na Bundesliga, tendo já disputado mais de uma centena de jogos no escalão maior do futebol alemão ao serviço do VfL Wolfsburg. Para além de ser uma referência no seu clube (disputou 32 jogos na temporada passada), Arnold é já internacional absoluto com a Alemanha e uma das principais referências, senão a principal, da selecção de Sub-21 orientada por Stefan Kuntz. Apesar de ter representado o combinado alemão uma só vez, o jovem médio conta com mais de 20 presenças ao serviço da formação dos Sub-21, onde também é o capitão de equipa.

Maximilian Arnold nasceu em Riesa, no estado da Saxónia, cidade que até 1990 fez parte da República Democrática Alemã, e foi na sua cidade natal que teve o primeiro contacto com o futebol. Aos 6 anos de idade começou a jogar futebol no BSV Strehla, clube que ainda visita com alguma frequência sempre que passa férias em Riesa, e três anos mais tarde ingressou no SC Riesa, um clube formado em 1992 a partir da histórica associação desportiva Stahlriesa, onde permaneceu até 2006.

 Max Arnold com o seu antigo treinador René Schäfer do seu lado direito Fonte: Dynamo Dresden
Max Arnold com o seu antigo treinador René Schäfer do seu lado direito
Fonte: Dynamo Dresden

Aos 11 anos de idade, o talento de Arnold já despertava atenções e num jogo contra o SG Dynamo Dresden, a velocidade e a forma como o jovem Maxi conduzia a bola deixaram René Schäfer verdadeiramente maravilhado. O treinador de sub-12 da formação de Dresden, que viria a ser uma das pessoas mais importantes na carreira de Arnold, não hesitou um só segundo e tentou convencer o jovem prodígio de Riesa a mudar-se para Dresden. Apesar de ser ainda muito jovem, Arnold sabia do interesse de outros clubes e hesitou durante algum tempo em aceitar a proposta de Schäfer. O treinador dos sub-12 do Dynamo estava, no entanto, decidido em levar Arnold consigo para Dresden e tratou rapidamente de falar com os seus pais ao telefone para os tentar convencer que, ao ingressar no SG Dynamo Dresden, Maximilian passaria também a estar integrado no colégio interno do clube, onde toda a atenção seria dada ao seu desempenho escolar. Schäfer foi persuasivo e o pequeno Arnold mudou-se para Dresden, naquela que viria a ser a sua primeira aventura fora da sua cidade natal e longe dos seus pais. Como o próprio Arnold fez questão de mencionar numa entrevista ao website goal.com em 2015, sair de casa dos seus pais aos 12 anos não foi fácil, até porque, na verdade, nunca mais para lá voltou.

Portugal 2-1 México (a.p.): Bronze melhor que lata

Cabeçalho Seleção Nacional

Portugal cumpriu o seu dever com dificuldade. Tanta dificuldade que levou ao desespero de colocar o central Pepe a ponta de lança quando o tempo regulamentar escasseava.

O Portugal de Fernando Santos apostou num 4-4-2 compacto, como habitual, mas desta feita sem a maioria dos habituais titulares. Nelson Semedo, Neto, Danilo Pereira, Moutinho, Pizzi, Gelson Martins e Nani voltaram ao onze inicial.

Um primeiro tempo onde foi notório observar uma ligeira superioridade por parte dos portugueses, mas sem se livrar de alguns calafrios provocados pelos contra-ataques do adversário. O 11 do México também sofreu alterações relativamente ao último jogo, mais concretamente a ausência de Raul Jimenez, Jonathan e Giovani dos Santos, e a inclusão de Rafa Marquez, experiente central que hoje jogou numa posição mais adiantada do terreno. Num sistema tático 4-3-3, o foco da equipa estava no trio atacante, hoje composto por Carlos Vela, Javier Hernandez e Peralta.

Portugal joga um futebol um tanto apático, sem muitas ocasiões flagrantes de golo e sem brilho. No entanto, ia progredindo no terreno, com Gelson a combinar muitas vezes com o lateral Nelson Semedo, ou apostando na profundidade, com André Silva muitas vezes em descair para a esquerda e devolver a bola para a zona de finalização. Porém, os atacantes portugueses revelaram-se muito pecadores na finalização.

O México não acusava muito a falta de posse de bola, não ia defendendo tão bem como deveria, mas a verdade é que a Seleção Nacional não conseguia ser objetiva com ela. Aos 15 minutos, André Silva é derrubado por Rafa Marquez! 1 minuto e pouco de espera pelo veredicto do video árbitro, e confirma-se o castigo máximo a favor de Portugal. Sofreu e bateu a grande penalidade, mas o novo jogador do A.C. Milan não conseguiu superar Ochoa.

Aos 18’ outra boa oportunidade para a Seleção das Quinas se adiantar no marcador: Nani aparece sozinho na zona da grande penalidade, mas é displicente na hora de atirar. A um ritmo lento se ia jogando, não sei se pelo facto de se tratar de um jogo “simbólico”, já que se atribuí a medalha de bronze da competição, mas a verdade é que, tanto de uma parte como da outra (claro que as alterações promovidas nas equipas se fazem sentir) não se ia vendo grande espírito de vitória, ao longo da primeira parte sentia que a abordagem das equipas, infelizmente, seria para cumprir calendário…

Logo após a mostragem do amarelo a N. Semedo, livre lateral batido e Rafael Marquez salta mais alto na área portuguesa, mas Rui Patrício demonstrou atenção. Quatro minutos depois, aos 31’, grande intervenção do guarda-redes leonino. Chicharito Hernandez cabeceia para golo, se não fosse a palmada decisiva do guardião português.

O alerta soou e Pizzi teve nos pés uma oportunidade soberana para abrir o placard, mas encontrou uma oposição in extremis do defensor mexicano. A partir daqui e até ao fecho da primeira metade, o jogo manteve-se a lume brando como desde o seu início, mas sem oportunidades concretas de golo… Uma primeira parte que, principalmente por parte dos adeptos portugueses, deixou muito a desejar.

A 2ª parte começa, sem alterações técnicas ou táticas por parte dos selecionadores. Aos 53’, Gelson Martins fica muito perto do golo! O seu remate fica a centímetros do poste esquerdo…

Diz o ditado na gíria que quem não marca sofre, e tal aconteceu. Luis Neto esperava que Patrício apanhasse ou desviasse a bola, mas tal não se sucedeu e o esférico acabou por ir ao encontro das pernas de Neto, que não conseguiu reagir a tempo e introduziu a bola na própria baliza.

Uniao do grupo foi fundamental Fonte: FIFA
Uniao do grupo foi fundamental
Fonte: FIFA

Portugal agora tinha de começar a correr. Rui Patrício esteve concentrado e através de manchas aos pés dos mexicanos ia evitando o segundo. Um mau momento que se vivia no lado português. Peralta ameaçou, mas o número 1 de Portugal estava na trajetória da bola.

A espaços, Portugal conseguia colocar homem ou até homens na zona de finalização. Com André Silva a vir à esquerda receber e proseguir nessa mesma ala, a Seleção Portuguesa ficava sem o seu homem mais avançado na área e o 9 português era obrigado a procurar linhas de passe atrasadas, onde uma delas surgiu Pizzi, que rematou muito perto do poste direito da baliza defendida por Guillermo Ochoa, aos 59 minutos de jogo.

Mas aos 61’, Gelson aparece com um cabeceamento à queima roupa muito forte. Era um golo certo, caso não estivesse lá um “keeper” com uns reflexos tão abençoados como os de Ochoa. Grande momento, mas desespero do lado dos portugueses.

Nani uma vez mais a falhar: o extremo demonstra mais uma vez que a sua carreira está em clara fase descendente. Em posição privilegiada cabeceia fraco e muito longe do alvo. Como capitão exigia-se que comandasse a nossa Seleção ao bronze, contudo não deu o exemplo pretendido e a sua prestação não esteve à altura do que era exigido.

Este jogo até teve lances perigosos de parte a parte (mais de Portugal no início, mas o México equilibrava na 2ª parte), mas as ocasiões criadas não eram finalizadas de forma séria, não via um nível de empenho em contrariar o resultado. Equipas muito cansadas, principalmente Danilo.

Por isso, entra André Gomes para o sue lugar, e Adrien Silva para o lugar de João Moutinho. Fernando Santos queria pulmão no meio campo, preferia isso a refrescar o ataque. Do lado mexicano, poucos minutos antes Osorio tinha promovido a entrada de Jonathan dos Santos, também reforçando o meio campo.

Aos 83’, Chicharito poderia ter contribuído melhor para a sua equipa conseguir ampliar a vantagem, mas a sua assistência não foi executada da melhor maneira e Patrício segura.

Só se aguardava o desfecho do jogo, mas Pepe foi fundamental: ao ser colocado na posição de ponta de lança nos últimos minutos, procurou o espaço e encontrou-o! Grande gesto técnico de um dos melhores centrais do mundo, que mostrou determinação e alguma loucura: colocou o pé à bola de forma a colocar a mesma fora do alcance de Ochoa, e a forma encontrada foi com a sola. Apreciar a forma como se faz à bola é quase obrigatório, grande golo que levou o jogo para tempo extra.

Entra William, sai Pizzi. O meio campo é a prioridade para Portugal chegar à vitória. Adrien entrou muito bem, um jogador que dá garantias absolutas.

Aos 94’, Raul Jimenez, que entrara na 2ª parte do tempo regulamentar, não esteve nos seus dias e não conseguiu enquadrar o seu remate com a baliza portuguesa. Por palavras, recebeu amarelo pouco depois.

Nova grande penalidade para Portugal!!! Miguel Layún toca claramente com o braço na bola, e Adrien Silva é o responsável pela marcação do pénalti. E marca! Fim do enguiço português nestas Confederações, que na meia final ditou o afastamento da grande final através do desempate nas grandes penalidades.

Dois minutos depois, Nelson Semedo levanta o pé à bola, mas encontra a face do adversário. O árbitro não hesitou em lhe mostrar o segundo amarelo, e respetivo vermelho.

Portugal tinha de segurar a vantagem mínima com 10 unidades, fazendo com que, naturalmente, a equipa recuasse no terreno e se concentrasse mais no meio. Até ao final já se sabia que ia ser de aperto para Portugal, mas Jimenez deu uma ajuda e entrou muito duro sobre o seu colega de clube, Eliseu, e foi expulso pelo árbitro Fahad Al Mirdasi.

O jogo não acabou sem Herrera testar, uma vez mais, os reflexos do guardião português, que acabou por ser a melhor figura do encontro. André Gomes não entrou bem, falhou passes fáceis, parece que não se consegue integrar nesta equipa…

A prestação da nossa Seleção acabou por ser idêntica ao crédito dado à Taça das Confederações, com muita pena minha. A Seleção Nacional jogou um futebol parecido ao demonstrado no Europeu do ano passado, mas a chamada “sorte” não nos abonou como abonou no Euro 2016. Uma prova como esta, que possivelmente se vai extinguir ou, no mínimo das hipóteses, ser reestruturada, seria bom disputar a final. Espero que sirva de lição e preparemos o Mundial da melhor maneira possível!

Foto de Capa: mcclatshy-wires.com

“O livro de Receitas do Chef Pinto da Costa”

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Entre as épocas de 2002 a 2004, o Futebol Clube do Porto viveu anos de glória sob o comando de José Mourinho e pelas mãos do “Special One” passou uma geração de Ouro de craques nacionais como, Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira, Nuno Valente, Costinha, Maniche e Deco (mais tarde naturalizado português). Foram estes mesmos nomes que fizeram parte do onze da excelente campanha da seleção portuguesa até à final no Euro 2004.

Perante este lote de jogadores nacionais com qualidades ímpares e inigualáveis, os grandes europeus, trataram rapidamente de “despir” o plantel campeão europeu. Primeiro levaram José Mourinho e mais tarde levariam a maior parte das estrelas de maior gabarito. Resultado disso, o FC Porto viria a perder o título nacional em 2004/2005 para o seu maior  rival SL Benfica.
Estava na altura do chef Pinto da Costa pôr mãos à obra!

Numa altura em que o talento em Portugal parecia aparentemente extinto, ou pelo menos não comparável à geração de 2004, Pinto da Costa viu-se obrigado a fazer uma espécie de “safari” pelo continente sul-americano e procurar “matéria-prima” de qualidade para o seu Porto.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

A sua primeira paragem foi a Argentina. Do país sul-americano, o chef trouxe no saco uma fornada recheada de talento e qualidade para a época de 2005/2006 com o objetivo de recuperar o título nacional perdido no ano anterior. Chegam então ao dragão dois argentinos: Lisandro Lopez, que assume desde cedo o estatuto de homem golo, contabilizando um total de 63 golos em 140 partidas e ainda, Lucho Gonzalez, o El Comandante que ainda hoje é um dos maiores ídolos do clube. Estes dois formaram uma dupla quase telepática e mortífera para os seus adversários e isso foi suficiente para os dragões recuperarem o título nacional nessa época.