Início Site Página 12066

Gentlemen, start your engines!

0

Cabeçalho modalidadesE agora sim, começaram as corridas. Depois da chuva ter cancelado ontem as sessões de qualificação do Grande Prémio do Qatar, fazendo com que as grelhas de partida de todas as categorias tenham sido definidas pelo tempo combinado das três sessões dos treinos livres realizadas, Miguel Oliveira ficou com o quinto lugar em Moto2. A sair da pole position ficam Maverick Viñales, em MotoGP, Franco Morbidelli, em Moto2, e Jorge Martín, em Moto3.

Iniciando pelo Moto2, o português, no final da primeira volta, devido a um mau arranque, passou a rodar no sétimo lugar e teve de ir em busca do prejuízo. Ao longo das sessões de treinos livres, Oliveira rodou sempre bastante rápido e a aposta seria mesmo ficar entre os cinco primeiros. De relembrar que, apesar de ser o seu segundo ano no mundial de Moto2, é uma nova equipa.

À terceira volta, Oliveira sobe à sexta posição, ultrapassando o seu antigo companheiro de equipa, Danny Kent.
Após mais duas voltas, voltou ao lugar em que saiu da grelha, ultrapassou Xavi Vierge e ficou em quinto lugar até à décima volta, que foi quando passou por Alex Márquez (irmão de Marc Marquez) e subiu ao quarto lugar, atrás de Takaaki Nakagami.
Nesta altura, Franco Morbidelli liderava a corrida desde o início, Thomas Luthi era o segundo e Takaaki Nakagami o terceiro, e assim se manteve até ao final, apesar de na última volta o português ter tentado um ataque final para chegar ao ultimo lugar do pódio, mas a experiência do japonês acabou por levar a melhor.
Contudo, é o melhor resultado de sempre do português em Moto2, e agoira uma grande época para o Miguel Oliveira.

#44 Miguel Oliveira

 Fonte: KTM
#44 Miguel Oliveira


Fonte: KTM

Já no MotoGp, e após os resultados combinados terem dado o pódio a Viñales (Yamaha), Iannone (Suzuki) e Marquez (Honda), a chuva voltou a ameaçar estragar a festa. 
O arranque da corrida ficou adiado para as 19h30, mas quando as motos voltaram à pista, teve de ser adiada novamente. A pista ainda não estava suficientemente seca, nem muito molhada para pneus de chuva. Retiraram uma volta, e passaram a existir duas voltas de reconhecimento. No entanto, existia o aviso, poderia ser cancelada a qualquer momento.

Começo de corrida tremendo de Zarco, que mostrou realmente o porquê de ter sido o campeão de Moto2 do ano passado, Marc Marquez vinha logo atrás e Dovizioso acabava o pódio. A 15 voltas do fim, Dovizioso passa Marquez, Crutchlow tem um segundo despiste e foi o abandono. Na volta seguinte, um pequeno erro foi o suficiente para que o sonho de Zarco acabasse por culpa de uma queda. Dovizioso era o líder.
 A meio da corrida era este o cenário: 1º Dovizioso; 2º Márquez; 3º Iannone; 4º Viñales; 5º Rossi; 6º Pedrosa; 7º Redding; 8º Miller; 9º A. Espargaró; 10º Lorenzo.
 E nessa mesma volta, a queda do piloto da Suzuki, Iannone, quando tentava subir para segundo. Deu para perceber que Marc Marquez não estava muito confiante, e aos poucos e poucos as Yamaha’s iam ganhando terreno. E a oito voltas do fim, Viñales primeiro e Rossi a seguir, passam o campeão do mundo e vão atrás do líder. 
Não durou muito, na volta seguinte a liderança foi alterada, Dovizioso foi ultrapassado pelo novo piloto da Yamaha.

#25 Maverick Viñales Fonte: MotoGP
#25 Maverick Viñales
Fonte: MotoGP

A cinco voltas do fim, Viñales continuava em primeiro, a conseguir segurar os ataques na recta da meta de Dovizioso e a sua Ducati, e as voltas rápidas de Rossi. Nesta altura, Marquez perdia o contacto com o pódio, mas quando já ninguém acreditava naquele pneu traseiro da Ducati, eis que Dovizioso volta ao ataque. No entanto, acabou por não ser suficiente, Viñales, na última volta, acaba por fazer uma volta muito rápida, e acabou por conseguir a vitória, sendo mesmo o segundo mais novo a conseguir vencer com duas marcas diferentes, e a mostrar que a Yamaha não ficou nada a perder com a troca com Lorenzo, que acabou em 11º. 



Apesar de tudo, acabou por ser uma corrida com bastante emoção a abrir o campeonato do mundo. Acredito que, mesmo assim, tenha sabido a pouco para os verdadeiros adeptos, mas cada vez mais no desporto em geral, se prefere o dinheiro ao invés de agradar ao publico (que neste caso foi quase nulo).

Para finalizar em Moto3, Joan Mir (Leopard Racing) foi o grande vencedor ficando à frente de John Mcphee (British Talent). Acredito que no próximo Grande Prémio na Argentina (dia 09 de Abril), vamos ter outros vencedores porque existem muitos pilotos a querer mostrar o que valem.

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

A Bulgária de Hubchev que espremeu a laranja holandesa

0

internacional cabeçalho

Longe vão os tempos daquela saudosa selecção búlgara liderada pelo lendário Dimitar Penev, que conquistou o quarto lugar no Mundial de Futebol de 1994 disputado nos Estados Unidos da América. Nesse combinado figuravam nomes como os de Hristo Stoichkov, Krassimir Balakov, Emil Kostadinov, Borislav Mihaylov, Yordan Letchkov, Triffon Ivanov e Nasko Sirakov e o futebol de qualidade que apresentavam permitiu-lhes bater formações como a Alemanha e a Argentina para depois acabarem derrotados pela Itália de Roberto Baggio e companhia nas meias-finais da competição.

Vinte-e-três anos depois muito mudou e pouco ou nada desses tempos de glória transparece nesta nova selecção búlgara orientada pelo antigo internacional Petar Hubchev, que curiosamente esteve presente nessa saudosa fase final do Mundial de Futebol de 1994.

Hubchev tomou posse como novo seleccionador búlgaro no início de Outubro do ano passado e poucos dias depois foi impotente para impedir que os seus comandados sofressem duas pesadas derrotas às mãos da França (4-1) e da Suécia (3-0). O antigo internacional búlgaro, no entanto, não baixou os braços e tem desde então vindo a realizar um trabalho altamente meritório com a formação do leste da Europa e conta já por vitórias os últimos dois encontros realizados.

Petar Hubchev, o novo timoneiro da formação búlgara Fonte: kotasport.com
Petar Hubchev, o novo timoneiro da formação búlgara
Fonte: kotasport.com

A meio do mês de Novembro de 2016, a Bulgária recebeu uma Bielorrússia mergulhada em crise profunda e com algumas dificuldades à mistura, acabou por conseguir uma vitória sofrida por 1-0 com, o suspeito do costume, Ivelin Popov, a apontar o único golo do encontro. Foi já uma Bulgária diferente tacticamente, aquela que recebeu o combinado bielorrusso em Sófia no passado mês de Novembro. Hubchev abandonou o sistema de 4-2-3-1 utilizado pelo seu antecessor Ivaylo Petev e redesenhou a equipa num 4-4-1-1, que se desdobra facilmente em 4-4-2, com Spas Delev e Ivelin Popov como homens mais adiantados no terreno. Sem um ponta-de-lança clássico, Hubchev procura explorar a criatividade e técnica apuradas de Ivelin Popov e a versatilidade de Spas Delev para causar mossa nas defesas adversárias e julgando pelo encontro do passado Sábado frente à Holanda, a sua forma de pensar o jogo está a resultar em pleno.

Com várias ausências importantes, a Bulgária de Hubchev recebeu a outrora poderosa Holanda em Sófia e conseguiu uma preciosa vitória por 2-0. Com Nikolay Mihaylov de volta à baliza em substituição do lesionado Vladislav Stoyanov, a Bulgária apresentou-se num 4-4-1-1 altamente moldável com Delev e Popov lá mais na frente e um meio-campo compacto suportado por dois médios centro de elevada qualidade como são os casos de Simeon Slavchev (jogador que pertence aos quadros do Sporting CP, mas que actualmente representa o Lechia Gdansk) e Georgi Kostadinov do PFC Levski Sofia. Sem o habitual capitão de equipa Svetoslav Dyakov, foi Ivelin Popov, que capitaneou uma selecção búlgara extremamente organizada e altamente mecanizada em todos os sectores.

Os Dez Melhores Treinadores do FC Porto nos Últimos 25 Anos

fc porto cabeçalhoAo longo dos últimos 25 anos, muitos e (alguns) bons treinadores foram passando pelo FC Porto. Como tal, e numa fase em que muito se tem falado, com opiniões algo antagónicas, acerca do trabalho que tem vindo a ser realizado por Nuno Espírito Santo no clube, importa relembrar aqueles que foram, nesse período, os melhores “homens do leme” do clube azul e branco.

 

Para a elaboração e ordenação desta lista definiram-se, a priori, os seguintes critérios:

1) Exclusão do atual treinador do FC Porto;

2) Ordenação pela influência que se atribui ao treinador na obtenção dos resultados alcançados, e não pelos resultados em si mesmos;

3) Análise exclusiva do trabalho realizado pelo treinador no comando do FC Porto, e não ao longo de toda a sua carreira desportiva.

Foto de Capa: Facebook Oficial de Nuno Espírito Santo

Olheiro BnR – Afonso Sousa

olheiro bnr

Afonso Sousa é um dos grandes talentos da sua geração, uma das grandes promessas do futebol português.

Médio centro de 16 anos que atua no FC Porto, começou a sua formação no Beira-Mar, tendo também passado pelo Gafanha e estando ao serviço do FC Porto desde 2013/14.

Afonso Sousa é também internacional pelas Seleções Jovens Portuguesas nos escalões de Sub-15, Sub-16 e Sub-17, tendo já 27 internacionalizações e 1418 minutos de utilização pelas seleções, e tendo apontado dois golos.

Esta época tem sido uma das grandes figuras da equipa de Sub-17 do FC Porto, onde já realizou 21 jogos e apontou seis golos.

É um médio criativo com uma técnica individual apuradíssima, grande facilidade de passe, excelente capacidade de remate. Pode jogar nas posições “8” ou “10” e também pode fazer uma posição partindo de uma ala e fazendo movimentos interiores, em que é fortíssimo. Esta cultura tática é uma mais-valia para qualquer treinador porque facilmente se adapta a vários sistemas táticos. É também forte na execução de bolas paradas.

Afonso Sousa
Momento da assinatura do contrato profissional com o FC Porto
Fonte: Facebook Oficial de Afonso Sousa

Recentemente o jovem talentoso rubricou um contrato profissional com o FC Porto até junho de 2019.

É de salientar que Afonso Sousa é filho de Ricardo Sousa e neto de uma grande glória do FC Porto, António Sousa, campeão europeu ao serviço dos azuis e brancos em 1987.

O talento corre nas veias!

 

Foto de Capa: Facebook Oficial de Afonso Sousa

E tudo o prolongamento levou

Cabeçalho modalidadesA primeira meia-final da Euroliga feminina colocou, frente a frente, a equipa anfitriã e líder na OK Liga, CP Gijón, e o tetracampeão nacional, Benfica. Num jogo que poderia ter caído para qualquer uma das equipas, a sorte voltou a ficar do lado caseiro e o conjunto de Paulo Almeida acabou derrotado por 4-3, com o golo de ouro a ser decisivo.

O jogo teve um inicio equilibrado, com as duas equipas a procurar a baliza adversária. No entanto, em virtude de uma falha defensiva do Benfica, Anna Casarramona abriu o marcador, através de uma “picadinha”.

Em desvantagem, as encarnadas foram à procura do empate e, pouco depois, através de um lance de contra-ataque, Marlene Sousa, totalmente isolada, não conseguiu marcar.

A intensidade registada em pista era alta e o Benfica demonstrava não ter sentido o golo, pois acertou as marcações defensivas e criava vários lances para empatar.

balneario slb
Balneário do SL Benfica
Fonte: Sara Almeida Oliveira – BTV

Num jogo muito aberto, assim como equilibrado, as oportunidades sucediam-se, mas Maria Celeste Vieira e Elena González, sobretudo esta, iam impedindo novas alterações no marcador. No entanto, depois de muitas oportunidades, as tetracampeãs nacionais chegaram ao empate. Bela jogada coletiva, numa saída para o contra-ataque, Marlene Sousa assistiu Rita Lopes para o 1-1.

O golo encarnado devolveu alguma justiça ao marcador, premiando assim o melhor período das benfiquistas, durante a primeira parte. Após o empate, oportunidades para virar o resultado não faltaram, mas a guardiã espanhola manteve o jogo empatado.

A três minutos do intervalo, numa situação de dois para um, Maria Diez voltou a colocar o Gijón na frente do marcador. Todavia, a resposta benfiquista não se fez esperar e, um minuto depois, Rute Lopes, depois de uma jogada de muita insistência, empatou o jogo.

Chegado o intervalo, o placard indicava um empate a 2-2, resultado justo por aquilo que ambas as equipas tinham apresentado em pista, durante os primeiros 25 minutos.

Ronaldo&Silva Lda.

Cabeçalho Seleção NacionalObjectivos cumpridos! Portugal ultrapassou, de forma folgada, o obstáculo Hungria, ao mesmo tempo que aumentou uma vantagem na diferença de golos para a Suíça (derrotou pela margem mínima a Letónia, ficando com +7 golos de saldo, contra os nossos +16) que pode vir a ser útil no final das contas.

Fernando Santos não mexeu muito relativamente ao último jogo, nas Ilhas Faroé. Manteve a espécie de 4x4x2, sem posse, que se estica para um 4x3x3 com bola no pé e, em termos de nomes, só houve novidades nas laterais da defesa – Raphael Guerreiro, que estava lesionado em Novembro, substituiu Antunes e Cedric ganhou a corrida à ala direita a João Cancelo.

Portanto, Bernardo Silva, em excelente momento forma, não foi titular conforme se defendeu pelo país fora (incluindo aqui), nem mesmo Danilo, alegadamente num dos melhores períodos da carreira.
A equipa manteve processos e os seus intérpretes. Ou seja, tornou-se previsível, “estudável”. A Hungria, que nos estudou, agradeceu. Usou, como antídoto, um sistema com 3 centrais que não permitiu veleidades… na primeira meia hora.

Tomaram-se medidas. Cristiano Ronaldo passou a jogar mais recuado, de forma a arrastar marcações que descongestionariam a área húngara. Os resultados foram imediatos. Num desses movimentos, CR7 tabelou com Guerreiro, e o lateral do Dortmund assistiu André Silva, aproveitando a falta de marcação, para o primeiro da noite.

Cristiano Ronaldo e André Silva foram dupla temível para os defesas húngaros Fonte: Talksport.com
Cristiano Ronaldo e André Silva foram dupla temível para os defesas húngaros
Fonte: Talksport.com

Quatro minutos depois, os papéis inverteram-se – os húngaros, distraídos com o rapaz que lhes tinha marcado o golo, deixaram espaço a CR7, e André Silva assistiu, de calcanhar, o melhor do mundo para um remate de fora de área que fixou o 2-0 com que as equipas foram para o intervalo.

No segundo tempo, a Seleção Nacional decidiu tirar o pé do acelerador e passou a circular de forma mais curta, atacando apenas pela certa, o que, aliado à desinspiração húngara (patrocinada, por sua vez, pela pressão portuguesa sobre a saída de bola) fez voltar o ritmo de jogo ao da etapa inicial.

O jogo voltou a ser salpicado por momentos monótonos, que só uma bomba de Ronaldo, aos 65 minutos, viria a fazer esquecer. Na cobrança de um livre ganho por Quaresma, perto da quina direita da àrea o jogador do Real Madrid apontou mira ao poste esquerdo, e este só teve de tabelar a bola para dentro da baliza. 3-0.

Com o resultado feito, Fernando Santos começou a gerir a equipa e a integrar novos nomes nos mecanismos da equipa. Bernardo Silva entrou para o lugar de André Silva e quase fazia valer a oportunidade com um golo, mas o cabeceamento (!) saiu-lhe alto demais.

O jogo arrastou-se para o final, com o previsível desfecho de uma vitória tranquila.

Foto de capa: Indian Express

Portugal 3-0 Hungria: Seleção continua no bom caminho

Cabeçalho Seleção Nacional

Portugal venceu de forma convincente a Hungria por 3-0, em jogo de qualificação para o Mundial’2018, disputado no Estádio da Luz. A seleção nacional não deu hipóteses aos húngaros e materializou a sua superioridade com um golo de André Silva e um bis de Cristiano Ronaldo.

Fernando Santos apostou num quarteto defensivo composto por Cédric Sosares, Pepe, José Fonte e Raphäel Guerreiro à frente do guarda redes Rui Patrício. No meio campo a dupla composta por William Carvalho e André Gomes, com João Mário e Ricardo Quaresma a partirem dos flancos. Já no ataque, André Silva fez companhia à estrela da companhia, Cristiano Ronaldo. O encontro não começou fácil para a equipa das quinas, devido à densa estrutura defensiva magiar. O alemão Bernd Storck, selecionador adversário, colocou uma estrutura com cinco defesas no momento defensivo, com o objetivo de ter sempre superioridade numérica perante o ataque português.

Na primeira meia hora, Portugal apenas ameaçou por duas vezes, com um livre e um cabeceamento de Ronaldo, que saíram ambos transviados. Contudo, a Hungria também não ameaçava a baliza portuguesa. Szalai, o ponta de lança forasteiro, disparou sempre que pôde, mas nunca obrigou Rui Patrício a sujar o equipamento. A seleção lusa tinha de colocar mais dinâmica nos movimentos dentro do último terço do terreno, onde os nossos quatro jogadores mais adiantados (Ronaldo, André Silva, Quaresma e J.Mário) estavam presos dentro do muro húngaro. À entrada para o último quarto de hora, a resistência húngara foi quebrada. Ronaldo pegou na bola fora da área, colocou em Raphäel Guerreiro no flanco esquerdo e o jovem do Borussia Dortmund foi extremamente competente, com um exímio cruzamento rasteiro para o segundo poste, onde André Silva encostou para o primeiro golo da partida. Um lance “dos livros” a dar vantagem à seleção lusa.  Pouco depois, Ronaldo ampliou a vantagem. Após um passe longo de Pepe, André Silva arrastou consigo dois defesas e, com uma excelente receção, deixou em Ronaldo que, de fora da área, disparou de pé esquerdo, sem dar hipóteses de defesa a Gulacsi. Mais uma vez, foi notório o excelente entendimento que está a ser construído entre o craque mundial, Cristiano Ronaldo, e o craque do futuro, André Silva, que apontou neste encontro o seu quinto golo nesta fase de qualificação. A seleção nacional chegou ao intervalo a vencer por 2-0. Complicado é perceber como é que empatámos com eles na fase final do Europeu…

Ronaldo voltou a bisar frente aos húngaros, como havia feito no Europeu Fonte: MLSZ - Magyar Labdarúgó Szövetség
Ronaldo voltou a bisar frente aos húngaros, como havia feito no Europeu
Fonte: MLSZ – Magyar Labdarúgó Szövetség

Na segunda metade, os húngaros voltaram a uma defesa de quatro homens, com a saída de Lang e a entrada de Lovrencsics ao intervalo. Bernd Storck tentava assim ripostar perante a desvantagem. Nada disso se passou. O encontro recomeçou numa toada lenta, com Portugal a gerir a posse de bola, enquanto os húngaros nunca mostraram capacidade para ameaçar. Ronaldo e Quaresma tentavam agitar o ataque luso, com André Gomes e João Mário também a rubricarem boas exibições, principalmente o médio do Barcelona que voltou aos bons jogos com as quinas ao peito. O terceiro tento não demorou muito, com Ronaldo a bisar aos 65 minutos. Após um toque de magia de Quaresma sobre Lovrencsics, o húngaro fez falta perto da quina da grande área, no flanco esquerdo do ataque português. Ronaldo não se fez rogado e bateu mesmo o livre direto à baliza, com sucesso. Aproveitou o espaço aberto por Pepe e André Gomes na barreira e rematou forte, com a bola a bater no poste esquerdo antes de beijar as redes da baliza defendida por Gulácsi. O jogo estava decidido e Fernando Santos substituiu logo André Silva por Bernardo Silva, com o “pequeno mágico” do Mónaco a apoiar Ronaldo no centro do ataque.

Até ao fim, Portugal continuou a controlar as operações, com momentos de magia das nossas principais estrelas, Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo, a salpicar a noite fria no Estádio da Luz. Ainda vimos João Moutinho a entrar para o lugar de João Mário e Pizzi a render André Gomes nos últimos minutos da partida.

Foi muito importante esta vitória, com uma exibição convincente e uma vantagem folgada, que pode ser importante nas contas finais do encontro, em caso de empate na classificação final com a Suíça. O próximo jogo de qualificação da nossa seleção é apenas em junho, na Letónia, em vésperas de Portugal começar a sua histórica participação na Taça das Confederações, a disputar na Rússia.

“Eusébio – História de uma Lenda”

0

sl benfica cabeçalho 1

“Eu só queria ser jogador da bola”. Esta frase que é proferida por Eusébio da Silva Ferreira, mais que uma vez, ao longo do filme poderia sintetizar tudo o que possamos dizer sobre a estreia emocionada deste pedaço de vida de uma das maiores figuras do futebol português e mundial.

Esta simplicidade, nas palavras de Rui Costa à imprensa presente, representa “a maior lição que podem[os] ouvir de alguém que do nada chegou a melhor do mundo. É uma enorme lição de vida”.

Mas os elogios nostálgicos foram uma constante, sendo evidente a marca e as memórias que o Pantera Negra deixou para os Benfiquistas em particular e para os amantes do Futebol em geral.

Ninguém ficou indiferente, ninguém quis faltar. Entre as cerca de seis centenas de pessoas presentes no Centro Cultural de Belém, que contou com a presença do Primeiro-ministro, António Costa, estiveram presentes o Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, o Presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e antigas glórias dos ‘encarnados’, como Toni, Rui Águas e Humberto Coelho e ainda figuras das mais diversas áreas incluindo ilustres adeptos de outros clubes como o caso de Rogério Alves, conhecido comentador sportinguista.

Eusébio tinha efectivamente este poder, esta força de unir à sua volta aqueles que gostavam de Futebol.

E tinha também a capacidade de deslumbrar, de proporcionar àqueles que compravam bilhete um espectáculo inesquecível.

Até nisso Eusébio era à frente do seu tempo! Tendo sempre bem presente a preocupação constante de proporcionar espectáculo e emoção ao público que amava o futebol e que pagava por isso.

Houve ainda tempo para algumas curiosidades, como as declarações inéditas do ex-Presidente do Benfica Manuel Vilarinho sobre a intervenção de Salazar impedindo a saída de Eusébio para Itália após o Mundial de 1966.

vilarinho
Manuel Vilarinho esteve presente na apresentação do filme “Eusébio- A História de uma Lenda”

Em exclusivo para a Bola na Rede, Manuel Vilarinho garantiu que a verdadeira razão para Eusébio não ter saído de Portugal foi o facto da Federação Italiana ter dificultado a entrada de jogadores estrangeiros no país depois da eliminação por 1-0 da selecção italiana aos pés da Coreia do Norte algo, até hoje desconhecido para o público em geral.

Pela emoção, pela nostalgia, pelas memórias de uma era dourada do Benfica e da Selecção Nacional acreditamos estarem reunidas todas as condições para um filme a não perder para todos os apaixonados pelo Benfica e pelo futebol português.

Um passado que não volta mais?

Cabeçalho Futebol NacionalLonge vão os tempos em que participavam na Primeira Liga Portuguesa clubes como: Salgueiros, Estrela da  Amadora, Campomaiorense, Felgueiras, Alverca, Beira-Mar, União de Leiria e outros tantos saudosos clubes, que agora estão extintos ou que passaram por períodos complicados, com muito deles a assumirem novos nomes, depois de graves dívidas.

O futebol português, tal como era antigamente, já não existe. Longe vão os tempos em que as condições para se jogar futebol eram mínimas, onde os três grandes temiam pelas visitas ao Capitão César Correia, ao Estádio José Gomes ou ao Dr. Magalhães Pessoa. Longe vão os tempos em que os jogos fora eram o pesadelo de qualquer adepto dos três grandes, onde era normal um grande perder pontos com qualquer equipa. O futebol português está em mutação. Vários clubes, sem tanta tradição como os anteriores citados, vão, aos poucos, surgindo no futebol português, enquanto que clubes com história e tradição se vão deteriorando e entrando em declínio, passando a estar presentes apenas no imaginário dos adeptos que os acompanharam. Mas ainda há esperanças e muitos destes clubes, devido ao apoio dos seus mais fervorosos adeptos, tentam agora renascer para o futebol, tendo como objetivo maior regressar a um passado não muito distante.

O caso mais flagrante é o do Estrela da Amadora. O clube da Amadora foi extinto em 2011, devido a graves dívidas, e foi refundado no ano seguinte sob o nome de Clube de Futebol Estrela, passando a apostar na formação, de modo a conseguir alcançar os voos outrora alcançados pelo clube. O Estrela da Amadora é dos poucos clubes em Portugal que venceu uma Taça de Portugal e que igualmente passou pelas competições europeias. Quem não se lembra do equipamento tricolor, caraterístico do clube da amadora, do sempre complicado estádio José Gomes, da autêntica caixa de sapatos da Amadora, que gerava sempre um ambiente explosivo? Para além do rico palmarés do clube, ficam os vários jogadores que foram lançados ou que passaram pela Amadora, como: Jorge Andrade, Miguel, Abel Xavier, Rodolfo, Dimas, Calado, Paulo Bento, Paulo Ferreira, Chaínho ou de treinadores como:  Quinito, Jorge Jesus, Jesualdo Ferreira, Toni, Lito Vidigal, Álvaro Magalhães, Daúto Faquira, Fernando Santos, entre outros que ajudaram a elevar o nome do Estrela da Amadora.

Salgueiros pretende regressar aos grandes palcos Fonte: Salgueiros FC
Salgueiros pretende regressar aos grandes palcos
Fonte: Salgueiros FC

Mas existem outros casos. No Porto, na freguesia de Paranhos, nascia, em 1911, o Sport Comércio e Salgueiros.  O Salgueiros abandonou o futebol sénior em 2004, devido a algumas dívidas, voltou a aparecer no futebol português, em 2008, com o nome de Sport Clube Salgueiros 08, adoptando este novo desígnio por, devido a dívidas, não poder inscrever jogadores. Na memória dos adeptos ficavam as 24 presenças do clube na primeira divisão portuguesa e a passagem pelo clube de nomes como: Deco, Caneira, Moreira, Moretto, Féher, Sá Pinto, Panduru. Em 2008, com uma formação renovada e com uma estrutura bem preparada, o Salgueiros competiu voltou à competição, participando na 2ª divisão da Associação de Futebol do Porto. Atualmente, o Salgueiros encontra-se  a disputar a fase de subida da zona norte do Campeonato nacional Prio, numa caminhada brilhante e que se pode considerar um verdadeiro case study do futebol português. Este Salgueiros pode estar de volta aos campeonatos profissionais em Portugal, depois de uma verdadeira descida ao inferno. Um regresso que seria de salutar.

Outro clube que também assumiu um novo nome depois de problemas financeiros foi o União de Leiria. De entre os clubes mencionados, o União de Leiria foi aquele que competiu há menos tempo na primeira divisão.  O clube da cidade Liz passou em 2011 aquele que foi o período mais negro da sua história. Devido ao atraso nos pagamentos dos salários dos jogadores do clube, o União chegou a apresentar-se com apenas oito jogadores de campo, num jogo frente ao Feirense em que perdeu por 4-0. Depois disso, e já com os júniores da equipa, o Leiria viria a terminar o campeonato descendo diretamente para a II divisão zona sul. O Leiria, clube que em Portugal tinha grande tradição e que a certa altura era presença habitual nas competições europeias, passava assim por um período negro. Muitos auguravam o fim de um clube histórico e por onde tinham passado: Mourinho, Domingos Paciência, Jorge Jesus; ou jogadores como: Silas, Hélton, Derlei, Nuno Valente, Douala, mas não. O União de Leiria soube reconstruir-se e nos últimos anos tem lutado pela subida aos campeonatos profissionais. Parece que ainda não será este o ano em que a equipa irá subir aos campeonatos profissionais mas os homens da cidade Liz prometem, muito em breve, voltar aos períodos dourados do clube.

Existem outros tantos clubes que mereciam ser aqui mencionados. Como o caso do Beira-Mar, que depois de várias dívidas se tem reconstruindo e que tem contado com o apoio dos seus fiéis adeptos para voltar a ser grande de novo. Ou como o Felgueiras, que voltou a competir em 2006 e que já chegou ao campeonato Prio ou até mesmo o Farense que pretende voltar a competir na segunda liga. Não são todos os clubes que vão conseguir dar a volta, nem serão todos os clubes que irão voltar àquilo que eram no passado. A verdade é que é de salutar que existam projetos destes no futebol português. O futebol português precisa deste bairrismo saudável, deste amor incondicional dos seus adeptos pelos seus clubes, para começar a ganhar o destaque que merece. Que existam mais clubes como estes a quererem demonstrar que o passado pode muito bem vir a ser, de novo, o presente.

Foto de capa: Europlan.de

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

 

Os melhores adeptos do mundo

Cabeçalho Futebol NacionalVeio a público esta semana um estudo realizado por uma equipa de cientistas da Universidade de Coimbra que concluiu que as reações de um cérebro de um adepto de futebol são semelhantes quando confrontado com situações de futebol e de amor. Finalmente!

Até que enfim podemos agora justificar perante os nossos cônjuges que aquele amor que invocamos todos os fins-de-semana para faltar a uma série de compromissos, é um amor cientificamente comprovado.

Melhores adeptos do mundo

Fonte: Boavista FC
Fonte: Boavista FC

Ganha mais sentido que nunca a seguinte frase, quando associada ao nosso clube:

“Prometo estar contigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te, respeitando-te e sendo-te fiel em todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe.”

Ámen.

Mas será mesmo assim? Será que a grande generalidade dos adeptos portugueses apoia o seu clube nas alturas mais difíceis, quando o esférico insiste em bater no poste e separar a sua equipa ainda mais dos seus objetivos?

Todos sabemos que não.

Foto de Capa: Boavista FC