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Objectivos cumpridos! Portugal ultrapassou, de forma folgada, o obstáculo Hungria, ao mesmo tempo que aumentou uma vantagem na diferença de golos para a Suíça (derrotou pela margem mínima a Letónia, ficando com +7 golos de saldo, contra os nossos +16) que pode vir a ser útil no final das contas.
Fernando Santos não mexeu muito relativamente ao último jogo, nas Ilhas Faroé. Manteve a espécie de 4x4x2, sem posse, que se estica para um 4x3x3 com bola no pé e, em termos de nomes, só houve novidades nas laterais da defesa – Raphael Guerreiro, que estava lesionado em Novembro, substituiu Antunes e Cedric ganhou a corrida à ala direita a João Cancelo.
Portanto, Bernardo Silva, em excelente momento forma, não foi titular conforme se defendeu pelo país fora (incluindo aqui), nem mesmo Danilo, alegadamente num dos melhores períodos da carreira.
A equipa manteve processos e os seus intérpretes. Ou seja, tornou-se previsível, “estudável”. A Hungria, que nos estudou, agradeceu. Usou, como antídoto, um sistema com 3 centrais que não permitiu veleidades… na primeira meia hora.
Tomaram-se medidas. Cristiano Ronaldo passou a jogar mais recuado, de forma a arrastar marcações que descongestionariam a área húngara. Os resultados foram imediatos. Num desses movimentos, CR7 tabelou com Guerreiro, e o lateral do Dortmund assistiu André Silva, aproveitando a falta de marcação, para o primeiro da noite.

Fonte: Talksport.com
Quatro minutos depois, os papéis inverteram-se – os húngaros, distraídos com o rapaz que lhes tinha marcado o golo, deixaram espaço a CR7, e André Silva assistiu, de calcanhar, o melhor do mundo para um remate de fora de área que fixou o 2-0 com que as equipas foram para o intervalo.
No segundo tempo, a Seleção Nacional decidiu tirar o pé do acelerador e passou a circular de forma mais curta, atacando apenas pela certa, o que, aliado à desinspiração húngara (patrocinada, por sua vez, pela pressão portuguesa sobre a saída de bola) fez voltar o ritmo de jogo ao da etapa inicial.
O jogo voltou a ser salpicado por momentos monótonos, que só uma bomba de Ronaldo, aos 65 minutos, viria a fazer esquecer. Na cobrança de um livre ganho por Quaresma, perto da quina direita da àrea o jogador do Real Madrid apontou mira ao poste esquerdo, e este só teve de tabelar a bola para dentro da baliza. 3-0.
Com o resultado feito, Fernando Santos começou a gerir a equipa e a integrar novos nomes nos mecanismos da equipa. Bernardo Silva entrou para o lugar de André Silva e quase fazia valer a oportunidade com um golo, mas o cabeceamento (!) saiu-lhe alto demais.
O jogo arrastou-se para o final, com o previsível desfecho de uma vitória tranquila.
Foto de capa: Indian Express
FIGURA

Fonte: ESPN
“Este não estava cá antes” terão ditos os húngaros, espantados pela qualidade do jogador do FC Porto.
Começou o jogo envergonhado, atrás de Cristiano Ronaldo, mas quando o astro do Real Madrid recuou no terreno, deixando o miúdo de Gondomar na frente, o jogo conheceu uma dimensão que beneficiou a manobra ofensiva portuguesa de tal forma, que teve influência directa nos dois golos (marcou o primeiro, deu os segundo) que rasgaram com o marasmo que a Hungria tinha imposto ao jogo.
André Siva ainda foi responsável pela eficácia da pressão sobre a saída de bola húngara condicionando o trabalho da dupla do meio-campo, Nagy-Gera, em trazer o jogo para o meio-campo luso.
FORA-DE-JOGO

Tamas Kadar não foi o melhor padrinho para a estreia de Paulo Vinícius com a camisola magiar. O central húngaro até teve um início de jogo promissor, mas o desgaste provocado pela dupla André Silva/Cristiano Ronaldo prejudicou-lhe o discernimento, sendo um dos principais responsáveis pela derrota da sua seleção.








