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Revista do Euro’2016: Bélgica

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Depois das enormes expectativas geradas à volta da Bélgica de Marc Wilmots no Mundial do Brasil em 2014, onde sucumbiram nos quartos-de-final perante a finalista Argentina, a Bélgica terá, neste Europeu, muito a provar. Na verdade, o futebol praticado pelos belgas nesse Brasil’2014 deixou muito a desejar e as coisas pouco mudaram desde então. Face à qualidade dos jogadores de que dispõe, o seleccionador está obrigado a apresentar mais e melhor para este Campeonato da Europa. A fórmula para retirar o melhor do talento de Hazard, De Bruyne, Lukaku ou Mertens ainda está longe de estar encontrada e é difícil prever o que se pode esperar desta Bélgica. A isto acresce o facto de estar integrada num grupo nada fácil – Itália, Irlanda e Suécia – e que poderá baralhar as contas aos Red Devils.

As constantes lesões de Kompany retiraram o capitão belga dos eleitos para o Europeu e é assim que se abre espaço para a entrada de Alderweireld para o centro da defesa, depois de uma temporada excepcional no Tottenham, onde se afirmou como um dos centrais do momento. O entendimento com Vertonghen, que já traz da equipa de Pocchetino, é garantia de segurança lá atrás. No lado direito da defesa, Denayer aproveita o deslocamento de Alderweireld para o centro e o irmão de Romelu Lukaku, Jordan, ocupa-se da faixa contrária. Courtois, claro, é o monstro que guarda as redes belgas. À frente do quarteto defensivo, é no duplo pivot formado por Nainggolan e Witsel que reside o problema desta selecção. Não há dúvidas de que ambos são muito bons jogadores mas parecem não saber “conviver” um com o outro e o entendimento entre os dois continua a deixar a desejar.

À frente dos dois médios aparecem as grandes esperanças dos belgas numa boa campanha neste Europeu: Hazard fez uma temporada para esquecer no Chelsea mas deu um ar da sua graça na recta final e Kevin de Bruyne apareceu numa forma extraordinária depois da grave lesão. Muito do sucesso belga passará por aquilo que ambos conseguirem fazer. Na direita, reside a dúvida entre Ferreira-Carrasco ou Mertens e na frente Lukaku terá de da continuidade à boa época realizada no Everton. Apesar do larguíssimo talento do meio-campo para a frente, muitas vezes a Bélgica tem dificuldades em encontrar o caminho da baliza contrária e vive muito dos rasgos individuais. Contra equipas organizadas e que se sabem fechar atrás como a Itália ou Irlanda essa factura poderá ser paga bem caro…

Polónia 1-0 Irlanda do Norte: Milik derrubou a muralha da Irlanda do Norte

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Fonte: UEFA
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Milik – O jovem avançado da Polónia desbloqueou o jogo numa altura em que a muralhava irlandesa levava a melhor sobre a Polónia e foi sempre um dos elementos mais activos da selecção polaca.

Turquia 0-1 Croácia: Muito além de uma margem mínima

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Fonte: UEFA
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Modric – Normalmente, a figura de um jogo que termina com um golo marcado será o marcador desse mesmo golo. Neste caso, não se foge àquilo que é vulgar fazer-se, porém, mesmo que não tivesse marcado o golo, Modric seria eleito o melhor homem em campo.

Teve uma performance fantástica, com plena noção de todos os momentos de jogo, encostando ao duplo-pivô quando era preciso defender e saindo em velocidade quando se pedia organização ofensiva.

Recuperou muitas bolas no meio-campo turco e deu vida à circulação de bola croata. E claro, marcou um golaço!

Inglaterra 1-1 Rússia: Nova Geração, Pecados Antigos

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A FIGURA

Fonte: UEFA
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Akinfeev sempre teve condições para ser um dos grandes guarda-redes europeus – e não o será? Falta-lhe, todavia, constância exibicional para ser mais vezes recordado por entre o lote dos maiores especialistas. Contra a Inglaterra mostrou segurança, pelo ar e pelo chão, adiando, por diversas ocasiões, o golo inaugural. Protagonizou o momento individual da noite quando, aos 70 minutos, fez uma defesa “impossível” a remate de Wayne Rooney, desviando um remate rasteiro, forte e colocado para a barra da sua baliza.

Apenas Eric Dier, num livre superiormente executado, o conseguiu bater – no entanto, este empate (e precioso ponto) tem, invariavelmente, a sua marca de qualidade.

País de Gales 2-1 Eslováquia: O dragão acordou

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Fonte: UEFA
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Bale – É a figura maior desta selecção e hoje voltou a provar isso. Marcou o primeiro, foi um dos desbloqueadores do jogo e é o rosto da esperança gaulesa

Albânia 0-1 Suíça: Quando a garra não compensa a experiência

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Shaqiri carregou a equipa da Suiça Fonte: UEFA
Shaqiri carregou a equipa da Suíça
Fonte: UEFA

Shaqiri – 1,69 metros de poder. Destemido, pegava na bola e trazia a equipa consigo rumo à àrea albanesa. O jogo podia estar de feição, mas ele nunca se conformou com aquilo que a partida lhe ia dando, desconfiado do que pudesse fazer o advesário.

Teve apoios importantes, como a experiência de um lateral inteligente (Lichtsteiner) ou a noção táctica do duplo-pviô (Xhaka – Behrami), que lhe permitiram brilhar mais, mas não lhe tiram o mérito de uma exibição fantástica, coroada com a assistência para o golo da equipa.

O Mercado do FC Porto: Questão Central

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fc porto cabeçalhoDurante estas últimas duas semanas o FC Porto decidiu começar a movimentar-se no mercado e a tratar definitivamente da questão “treinador”. Agora que o rosto que vai representar o clube durante a próxima época está escolhido é tempo de começar a arrumar a casa e tratar de reforçar um plantel que se encontra enfraquecido.

Primeiramente, devo confessar que fiquei contente com a escolha de Nuno Espírito Santo. Nada melhor que um treinador que aprendeu a ganhar no clube para devolver a confiança e a esperança à equipa e aos seus adeptos. Na sua curta carreira como treinador, o antigo guarda-redes desempenhou funções no Rio Ave FC e no Valência CF. Conseguiu levar o clube nortenho à final da Taça de Portugal, à final da Taça da Liga e às competições europeias. Já na sua passagem por Espanha, levou o Valência à Liga dos Campeões, e na sua primeira época acabou na quarta posição, atrás de equipas como Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid. Tendo em conta o historial de escolhas que a direção do FC Porto tem feito ao longo dos anos, Nuno Espírito Santo é um dos treinadores com maior currículo ao chegar aos Dragões.

Nuno Espírito Santo FC Porto
Nuno Espírito Santo já trabalha no Olival
Fonte: Facebook Nuno Espírito Santo

Depois de escolhido o treinador, a direção dos Dragões tem apontado baterias para o reforço da defesa. Vários foram os nomes que foram surgindo ao longo das últimas semanas e confesso que não estou por dentro da qualidade de muitos dos que foram apontados. Ao que tudo indica, o único defesa já confirmado é Felipe. Um central “feito”, já de 27 anos, que está desde 2011 no SC Corinthians Paulista, e um dos jogadores cuja qualidade eu desconheço. Confio na equipa de observação dos azuis e brancos, que já nos deu grandes defesas centrais, como Otamendi e Mangala. Ao contrário destes últimos, Felipe chega ao futebol europeu um jogador feito, e não pode ser de outra maneira. O sector central da defesa está tão enfraquecido que é essencial apostar em jogadores que já demonstraram a sua qualidade e que já atingiram o pico da sua progressão.

Resta agora tentar perceber quem é que vai fazer companhia a Felipe no eixo central da defesa. Maxi Pereira e Layún devem acompanhar nas alas, sempre atentos a uma futura concorrência. Maicon está mesmo de saída dos Dragões e só resta saber que valores vão estar envolvidos. Para o eixo central da defesa ainda é importante realçar Diego Reyes. O mexicano fez uma boa época em Espanha e pode aproveitar estas fragilidades defensivas para se afirmar de vez e justificar o investimento. Já Martins Indi e Marcano também devem seguir o mesmo caminho que Maicon.

Nuno Espírito Santo tem assim a primeira contratação quase anunciada. O treinador natural de São Tomé e Príncipe terá de tentar perceber se terá a capacidade de potenciar centrais que estiveram muito aquém das expectativas na época passada e se Diego Reyes ou Abdoulaye vão fazer parte deste novo FC Porto.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho

Volta à Suíça – Rui Costa no caminho da história?

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Enquanto Froome, Contador e Porte lutam pela camisola amarela no Critérium du Dauphiné, o ciclismo continua a rolar por mais estradas afora e o próximo caminho é em terras suíças. A Volta à Suíça, tal como o Dauphiné, é uma das provas mais importantes do circuito mundial, fora as três Grandes Voltas.

Tal como a corrida em França (ainda mais, tendo em conta a lista de presenças), esta corrida na Suíça mostra um pequeno vislumbre do que poderemos vir a ter no Tour entre os mais variados candidatos. Provavelmente, os ciclistas mais mediáticos presentes nesta edição da Volta à Suíça lutarão, no Tour, por um possível pódio ou um top’5/10, mas não deixarão de dar o devido espetáculo nesta prova que antecede, então, a mítica Volta à França.

Antes, esta era mesmo a corrida de eleição para provas de uma semana. Perdeu um pouco deste seu prestígio mas continua a apresentar uma grande qualidade, quer em termos de perfis de etapas, quer em termos de inscritos para a corrida e das respetivas equipas presentes. Por exemplo, figuras como Scarponi, Siutsou, Atapuma, Dupont ou Dombrowski, que marcaram, juntamente com outros ciclistas, o Giro d’Itália deste ano, estão igualmente na lista para esta volta.

No meio disto tudo, um português poderá fazer história. Estou a falar, claro, do próprio Rui Costa! Depois de ter ganho três edições seguidas, no ano passado decidiu mudar um pouco a sua preparação para o Tour e fazer o Dauphiné. Pode discutir-se a decisão, mas a verdade é que os resultados apareceram e um pódio na prova francesa foi conseguido justamente. Neste ano, volta para tentar o “tetra campeonato” e ficar na história da prova como o ciclista que mais vezes venceu o Tour de Suisse (juntamente com outros três nomes importantes que marcaram um pouco o ciclismo e, principalmente, esta prova, com quatro conquistas cada um).

França 2-1 Roménia: O individual venceu o colectivo

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payet
Fonte: UEFA

Dimitri Payet – Foi o francês que mais remou contra a maré e acabou recompensado. Muito dinâmico no que diz respeito às trocas posicionais com os seus colegas, Payet mostrou sempre, contudo, a clarividência e objectividade que faltou a Pogba, Griezmann ou Matuidi. Quase todas as jogadas do ataque francês passaram pelos seus pés: aos 10’ assistiu Giroud, que cabeceou ao lado, aos 35’ quebrou a letargia da sua equipa descobrindo Griezmann, que não marcou por centímetros e, no início da segunda parte, foi o principal rosto do melhor período da França em todo o jogo, nuns cinco minutos electrizantes que culminaram com a sua assistência para o golo de Giroud. Com uma carreira construída a pulso, o médio de pés de veludo já seria a figura da partida inaugural deste Europeu se o jogo tivesse terminado 1-1; depois do golão que marcou aos 88’, num remate perfeito ao ângulo, essa escolha deixou sequer de oferecer discussão.

Revista do Euro’2016: Áustria

Cabeçalho Futebol Internacional Depois de um quarto lugar no Mundial de 1934, de um terceiro lugar no Mundial de 1954 e de mais quatro participações em Campeonatos do Mundo nas décadas de 70, 80 e 90, a Áustria precisou de organizar um Campeonato da Europa para conseguir finalmente participar numa fase final da grande competição de selecções da UEFA. A história da Áustria em Europeus até agora conta-se com os três jogos disputados na edição de 2008, quando partilhou com a Suíça o papel de anfitriã: duas derrotas por 0-1 com Croácia e Alemanha na fase de grupos, com um empate a uma bola com a Polónia pelo meio.

Este ano promete ser muito diferente. A um conjunto de jogadores talentosos e experientes, a selecção austríaca soma a força colectiva demonstrada na fase de qualificação aos seus argumentos . Ao todo, fizeram 28 pontos em 30 possíveis. Empataram com a Suécia no jogo inaugural (1-1) e o que se seguiu foi uma série surpreendente de nove vitórias consecutivas. Os cinco golos sofridos em dez jogos demonstram a solidez defensiva de uma equipa que assenta o seu jogo num 4-2-3-1 muito dinâmico e bem oleado. Portugal que se cuide!