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Michael Carrick abre a porta a Marcus Rashford: «Há decisões a tomar, ele está entre elas»

Michael Carrick afirma que ainda não tomou uma decisão e deixa a porta aberta do Manchester United ao regresso de Marcus Rashford.

Michael Carrick confirmou que ainda nenhuma decisão foi tomada em relação ao futuro de Marcus Rashford. O avançado inglês, emprestado ao Barcelona por uma temporada, perdeu espaço nos red devils sob o comando de Ruben Amorim, mas um eventual regresso a casa gera expectativa nos adeptos:

«Ainda há decisões a serem tomadas, e Marcus está entre elas. Mas, neste momento, nada está decidido. Vai ter de ficar resolvido a seu tempo, mas por agora não há novidades. Quero trabalhar com quem estiver aqui e ajudá-los a evoluir. Neste momento, é este o grupo. Há jogadores emprestados e o que acontecer depois logo se verá, o importante é tirar o melhor de todos», afirmou Carrick, segundo a BBC Sport.

O Barcelona dispõe até 15 de junho para acionar a opção de compra fixada em 30 milhões de euros. Marcus Rashford, que deve integrar a lista de Thomas Tuchel para o Mundial 2026, tem mais dois anos de contrato com o Manchester United.

Caso o clube inglês assegure a qualificação para a Champions League, o vínculo prevê um aumento salarial de 25%. Num cenário em que Casemiro deixe o plantel no final da época e tendo em conta a política de contenção de custos defendida pelo acionista Jim Ratcliffe, Marcus Rashford poderá tornar-se o jogador mais bem pago do plantel.

Armando Sá em exclusivo ao Bola na Rede após a vitória do Braga na Europa League: «Acredito e espero que consigam sair vencedoras da prova»

Armando Sá falou em exclusivo com o Bola na Rede sobre o apuramento do Braga para as meias-finais da Europa League. O antigo lateral dos minhotos enalteceu o feito da sua antiga equipa.

Armando Sá falou em exclusivo com o Bola na Rede, após o apuramento do Braga para as meias-finais da Europa League. O antigo lateral dos minhotos enalteceu a qualidade da equipa:

«A passagem do Braga às meias-finais da Liga Europa demonstra a sua afirmação como um dos grandes do futebol português e transparece o resultado de um projeto que cada vez se tem solidificado mais. A consistência que demonstram ano após ano não é fruto do acaso e, sem dúvida, grande parte do mérito tem de ser atribuído ao presidente António Salvador. O plantel está bem construído, com múltiplas opções de elevada qualidade, e não me surpreende este sucesso porque se trata de uma equipa com princípios bem definidos, que pratica um futebol muito atrativo sobretudo no momento ofensivo, e acredito que esta passagem é o culminar de um trabalho bem feito».

O antigo lateral do Braga garantiu que os minhotos têm capacidade para chegar à final da Europa League:

«O Bétis era uma das equipas apontadas como favorita a vencer a prova, por toda a qualidade que tem. Acredito que, se o Braga foi capaz de demonstrar a sua dominância perante um adversário deste nível, também será capaz de o fazer contra qualquer um dos restantes em prova. Tem todas as condições necessárias para ultrapassar o Friburgo a duas mãos e, numa final, já se sabe que não existem grandes favoritismos. Acredito e espero que consigam sair vencedoras da prova».

Armando Sá falou também da evolução do Braga nos últimos anos:

«Como referi, é um clube que teve uma grande evolução nos últimos anos e que, felizmente, cada vez mais se estabelece de forma imponente num patamar onde só três clubes contavam. Todo o projeto da formação que é muito forte, as infraestruturas que foram sendo construídas e as condições que apresentam atualmente são resultado de uma melhoria constante e bem planificada».

Gil Lameiras comenta demissão do presidente do Vitória SC: «Em relação a mim e à equipa nada mudou»

Gil Lameiras abordou a demissão de António Miguel Cardoso da presidência do Vitória SC na antevisão ao jogo frente ao Gil Vicente.

Gil Lameiras foi questionado sobre a demissão de António Miguel Cardoso do cargo de presidente do Vitória SC. Na antevisão ao encontro diante do Gil Vicente, o técnico vitoriano referiu que a demissão não teve impacto na equipa:

«A partir daí, a nossa missão e a nossa função é treinar, é preparar a equipa para o dia a dia. Em relação a mim e à equipa nada mudou».

O treinador do Vitória SC deixou elogios ao Gil Vicente de César Peixoto:

«É uma equipa organizada, com uma ideia muito bem definida, com individualidades capazes de resolver jogos e muito forte do ponto de vista da bola parada. Este é mais um jogo em que temos que estar na nossa melhor versão para levar de vencida a equipa adversária».

Relativamente ao boicote de algumas claques vimaranenses devido ao preço dos bilhetes para o jogo no Estádio Cidade de Barcelos, o técnico mostrou compreensão:

«Estamos com eles. Acho que deve haver uma sensibilidade maior. A vida está muito cara e nem toda a gente ganha muito dinheiro. É pena porque acho que vai ser um bom jogo, com duas excelentes equipas».

Galatasaray volta a apontar a mira ao futebol português e está de olho em defesa do Alverca

O Galatasaray está de olho na contratação de Bastien Meupiyou. O defesa-central francês está emprestado pelo Wolverhampton ao Alverca.

Bastien Meupiyou está na mira do Galatasaray. Segundo o jornal O Jogo, o defesa-central francês é um dos alvos do clube turco para a próxima temporada.

A mesma fonte garante que Bastien Meupiyou tem sido observado pelo bicampeão da Turquia, numa altura em que se encontra a cumprir os últimos tempos de empréstimo do Wolverhampton ao Alverca.

Bastien Meupiyou soma 28 jogos pelo clube ribatejano nesta temporada. A confirmar-se, seria mais um jogador a trocar a Primeira Liga pelo Galatasaray, depois de Renato Nhaga.

Vítor Pereira destaca momento do Nottingham Forest após vitória frente ao FC Porto: «Acredito que a recuperação é mais fácil quando ganhamos»

Vítor Pereira esteve presente na sala de imprensa para fazer a antevisão ao Nottingham Forest x Burnley.

Depois da vitória frente ao FC Porto e consequente passagem às meias-finais da Europa League, o Nottingham Forest foca-se agora novamente na Premier League. Vítor Pereira realizou a antevisão ao encontro frente ao Burnley e começou por dizer o seguinte:

«Isto não é sobre palavras ou discursos. É sobre ir lá, lutar, jogar, ter confiança e sentir a energia dos nossos adeptos. Jogar juntos contra o Burnley».

Mais do que a parte estratégica ou tática, Vítor Pereira considera que a vertente mental é a mais importante para esta reta final da temporada:

«Seis jogos sem perder significa que estamos consistentes. Não falo da parte tática, porque temos mudado muito, jogadores, sistema, precisamos de mudar. Mas, no fim, estamos neste momento consistentes mentalmente. Isto é o mais importante: sermos mentalmente consistentes, competir e voltar a competir até ao último jogo».

Vítor Pereira espera algumas dificuldades físicas após o jogo frente ao FC Porto, mas confessou que a vitória ajudou na motivação:

«Acredito que a recuperação é mais fácil quando ganhamos. A motivação é diferente, o espírito é diferente. Vou ver jogadores felizes e é mais fácil recuperar e preparar».

Com o Nottingham Forest na 16.ª posição da Premier League e ainda a lutar pela manutenção, Vítor Pereira destacou a importância do jogo:

«O próximo jogo será muito importante para nós. Temos de o encarar com o mesmo espírito — trabalhar muito, tentar jogar à nossa maneira. Sabemos que será difícil e vamos enfrentar uma equipa com qualidade».

Igor Jesus valoriza FC Porto: «Era um dos favoritos a vencer a Europa League»

Igor Jesus destacou a importância da vitória frente ao FC Porto, após o Nottingham Forest garantir o apuramento para as meias-finais da Europa League.

Igor Jesus, avançado do Nottingham Forest, destacou o momento vivido ao serviço do emblema inglês. Um dia após o encontro dos quartos-de-final da Europa League, disputado na quinta-feira, o brasileiro realçou o significado do triunfo frente aos dragões:

«Quando cheguei ao Nottingham, eu sabia que conseguiríamos lutar por grandes coisas. Ainda que a nossa posição na Premier League não seja das melhores, esta equipa é capaz de muito mais, e mostramos isso ontem. O FC Porto era um dos favoritos a vencer a Europa League e nós derrotámo-los. Ainda há um longo caminho pela frente e vamos jogo a jogo, já que teremos uma meia-final muito difícil contra o Aston Villa. Mas o nosso sonho segue vivo em busca do grande objetivo», disse ao Globo Esporte.

A formação orientada por Vítor Pereira, atual 16ª classificada da Premier League, irá defrontar o Aston Villa numa meia-final inglesa. O primeiro encontro está agendado para 30 de abril, enquanto a segunda mão terá lugar a 7 de maio, no Villa Park. O vencedor desta eliminatória disputará o troféu a 20 de maio, em Istambul, contra o Braga ou o Friburgo.

«Esta nova geração de treinadores está aqui, fascina-me e gostava de estar envolvido nisso» – Entrevista Bola na Rede a João Nuno Fonseca

João Nuno Fonseca falou em exclusivo com o Bola na Rede sobre a estreia como treinador principal no Leixões, a importância da criação de um projeto a longo prazo e o futebol no Médio Oriente.

Bola na Rede: Começando pela tua carreira, passaste por vários clubes enquanto Analista e Adjunto. Quão importante foram essas experiências para este novo passo como treinador principal?

João Nuno Fonseca: Muito importante. Eu gostava muito de jogar, mas a verdade é que rapidamente percebi que para entrar no futebol profissional de alto nível teria que ir ou pela área do treino, ou pela área do treino complementada com a área da análise do jogo. Porque eu vejo que a análise te permite interpretar o jogo de uma forma tremenda. E isso até aconteceu uma vez que, na altura, eu era presidente do núcleo de estudantes da FCDEF em Coimbra e convidei o André Villas Boas, que na altura era treinador da Académica, a ir dar uma aula aberta à FICDEF. Estávamos em conversa, e ele depois em off também me disse que a análise ia servir de base para muita coisa. Porque depois a forma como preparas um treino, a forma como tu planeias um determinado exercício, não quer dizer que planeias de acordo com aquilo que é o adversário, mas sim de acordo com aquilo que são as tuas convicções para a tua equipa. Mas se tu souberes interpretar os momentos do jogo, mais facilmente vais ser capaz de transmitir de forma simples aos jogadores. E tudo isto acabou por confluir, porque na altura eu era adjunto na formação da Académica, dos sub-19, e comecei depois também nesse ano a fazer análise e observação de adversários. Começou na altura com o Jorge Costa, o Pedro Emanuel, o prof. José Guilherme, o Luís Moraes, o Sérgio Conceição. Acabou por se juntar ali o bom de estar na formação enquanto treinador, e depois ao mesmo tempo, enquanto analista na equipa profissional. Tudo isto com a Académica na Primeira Liga. Depois há sempre uma evolução, acabo por sair para o Catar, num contexto completamente diferente daquilo que estava habituado em Portugal, e lá está, mais uma vez com um centro de alto rendimento onde tinha uma multiculturalidade brutal. Cruzo-me lá com o Farioli, que na altura era treinador de guarda-redes, na academia Aspire, no Catar. Portanto, tu consegues perceber que há várias formas de chegares a treinador principal. Tu nunca vais deixar de ser treinador, mesmo que sejas adjunto. Nunca vais deixar de ser treinador. Agora, a função, o rótulo, que de certa maneira te intitulam, é que acabas por ser treinador principal, tens de tomar decisões, e estás em tudo aquilo que é a tomada de decisão. Agora, a forma como tu chegas a tomar a decisão, todo o conhecimento, aquilo que eu sempre penso, é que tu nunca vais ter ninguém ao teu lado no banco para te dizer aquilo que tu queres fazer. Tens de ser tu a sentir. A tua intuição tem de te falar mais alto nestas questões. Portanto, todo o conhecimento que se consegue beber, e que eu consegui de certa maneira beber na altura, há 16 anos atrás, quando comecei no treino complementado com a análise, ajudou-me imenso. Hoje em dia, uma decisão numa fracção de segundo, uma intuição que tenho por algo que está a acontecer no jogo, acredito piamente que teve muito a ver com a influência que teve a análise na minha carreira.

Bola na Rede: Separando a parte tática e a parte relacional com os jogadores, que características pensas que te definem como treinador?

João Nuno Fonseca: Olha, eu acho que, sobretudo no futebol moderno, hoje em dia, muitos treinadores abdicam de ser. Acho que, cada vez mais, vês treinadores que gostam de estar empregados. O facto de estar empregado não te pode retirar aquilo que é o saber estar no futebol, a forma como tu vais beber conhecimento, a forma como tu vais querer progredir na tua carreira. Agora, há características nos treinadores que depois vão fazer com que os jogadores percebam um jogo melhor, ou não, perante aquilo que tu queres e que tu tens à tua frente. Eu acho cada vez mais que estás a mecanizar muito determinadas coisas no futebol. Quando eu acho que as coisas são sempre complementares. Tu não consegues dissociar a relação. Vamos passar um bocadinho ao antigo. Quando nós jogávamos à bola no campo, no bairro, etc., não interessa. Se eu estivesse com os melhores, ou se eu estivesse com um jogador melhor do que eu, eu ia me sentir melhor. Portanto, esta complementariedade é fundamental. E aí entra a capacidade do treinador intuir naquilo que é. Este jogador, complementado com este, vai me dar aquilo que eu pretendo para o meu jogar.
E portanto, as qualidades de perceção do jogo, de perceber aquilo que nós queremos efetivamente extrair dos jogadores, leva ao seu tempo. Porque não é de um dia para o outro que tu vais conseguir implementar uma determinada metodologia. O resultado traz confiança, sem dúvida. Eu recordo-me que quando começamos a época no Leixões, se calhar, tive momentos em que era mais defensivo do que aquilo que eu queria. Mas porquê? Porque eu considero que tu teres pontos e ganhares pontos traz-te a confiança para depois ter bola. Portanto, há aqui este balanceamento que tem de ser feito sempre, quando estamos em fase de perceção do que é o momento no clube.

João Nuno Fonseca, Leixões
Fonte: Leixões

«Considero que tu teres pontos e ganhares pontos traz-te a confiança para depois ter bola»

Bola na Rede: Mas, imaginando que tinhas ficado o ano inteiro no clube, como é que vias o Leixões a jogar à tua maneira? Que princípios é que achas que estariam implementados no fim do ano para a equipa jogar exatamente da forma como tu gostarias que jogasse?

João Nuno Fonseca: Um Leixões dominador. Um Leixões dominador naquilo que são os processos com e sem bola. Já estávamos a ser dominadores naquilo que era a pressão alta, naquilo que era o facto de estarmos a defender em bloco. Ok, sofremos ali golos que não devíamos ter sofrido. Eu recordo-me um jogo com o Vizela, que tivemos dois golos sofridos quando estávamos completamente por cima do jogo. E isto a jogar em Vizela, um candidato neste momento à subida. Eu via o processo da equipa Leixões que nós estávamos a construir, um processo de domínio de todos os momentos do jogo. E quando digo isto é, eu queria uma equipa não a jogar para pressionar, mas a pressionar para jogar. Pressionar para ter bola o mais alto possível no terreno e recuperar e entrar dentro da baliza adversária. O facto de gostar e nós explorarmos isso e termos trabalhado isso de, a partir do guarda-redes, termos o controlo do jogo, naquilo que é um pontapé de baliza, naquilo que é atrair o adversário à nossa área para depois encontrarmos os espaços entre as linhas para progredirmos no campo. Tudo isto faz parte de um processo que tu não constróis do dia para a noite. Não consegues construir do dia para a noite. Agora, tens é a condicionante de ter os adeptos que querem a subida da divisão. Tens os adeptos que sonham há 14 anos com o Leixões de volta à Primeira Liga. Essa ânsia misturada com frustração, porque são tantos anos a perder, que será que tu ganhas o primeiro jogo 3-0 e já é sinónimo de que vais subir? Foi o que acabou por acontecer. Fizemos um jogo extremamente competente na primeira jornada, ganhamos 3-0. Fomos ao Benfica empatar 1-1 nos últimos minutos, o Benfica marca de canto. Depois ganhamos 3-2. E, portanto, tudo isto cria uma expectativa muito grande. Agora, há que saber dosear esta expectativa. E esta expectativa só é doseada quando toda a gente está consciente daquilo que é possível de fazer. Agora, eu sou apologista que numa Segunda Liga não se pode criar uma expectativa desmedida para aquilo que é a realidade do clube. Tu tens um Leixões que se reestruturou naquilo que foram os departamentos, naquilo que foi a entrada dos investidores, houve uma reestruturação profunda no clube. Essa reestruturação, tu só consegues que uma casa seja eficiente quando dás tempo para as coisas começarem a funcionar entre elas. Não me permitiram que isso acontecesse. Decidiram tomar essa decisão. Somos humanos, as pessoas têm diferentes visões e acabo por sair numa altura em que estávamos a seis pontos de subida e hoje em dia tu vês as equipas que estão para subir divisão e a diferença é extremamente competitiva. Não há muito para onde se fugir nisso.

Bola na Rede: Pensas que essa foi a principal razão de teres deixado o Leixões? A pressão acumulada por todos esses fatores internos e externos diferentes?

João Nuno Fonseca: Não tenho dúvidas. Não tenho dúvidas. Há uma ânsia muito grande de várias entidades, seja adeptos, seja a direção, de querer efetivamente ser uma equipa que vai lutar para subir de divisão.
Mas para seres uma equipa que vai lutar para subir divisão, precisas ter as fundações bem solidificadas. Tu não consegues, do dia para a noite, mudar uma casa e dizer assim, esta casa agora é eficiente. Não consegues. Por muito que queiras. Vê o Arteta no Arsenal. O que o Arsenal era após Wenger e o que é o Arsenal após a entrada do Arteta. Há aqui um espaço de tempo que tu tens que saber ser coerente. Certo. Quando não és coerente, andam em oscilações. O culpado será sempre o treinador. Nunca há outra hipótese. O treinador saiu, passado um mês saíram diretores. E aconteceu isso comigo. O treinador saiu e depois saíram diretores. Eu respeito muito as pessoas e agradeço muita oportunidade na altura que me deram. Agora, se precisava de mais tempo|? Completamente. Toda a gente sentiu isso, se tu perguntares hoje aos jogadores, eles respondem-te.Mas eu já o disse em outras entrevistas. O adepto leixonense vive com o coração na boca. Quando tu vives com o coração na boca, muito facilmente criticas sem conhecer. Sonhas sem perceber efetivamente o que é que existe na realidade. Eu para sonhar e eu para fazer crer aos adeptos que é possível uma subida de divisão, eu podia tê-lo dito na primeira conferência que fiz. Não o disse e sempre disse uma coisa: Nós vamos jogo após jogo construindo a nossa maratona. Agora, o facto de termos ganho 3-0 na primeira jornada criou um impacto nas pessoas. E isso fez com que nós andássemos nesta criação de expectativa que foi depois catapultada para: ‘Epá, já estamos cá em baixo na classificação, temos que mudar’. E estávamos a seis pontos da subida, e com as eliminatórias ganhas na Taça de Portugal. Há uma série de fatores. Repara, eu termino 4 jogos em 10 com menos um jogador. Há coisas que tu não consegues controlar. Eu digo sempre, nós conseguimos controlar aquilo que é a nossa equipa. Os fatores externos, alguém que está a arbitrar um jogo, não consegues controlar isso. Controla os teus jogadores, controla aquilo que é possível fazer. Eu tive um jogador que entra no Feirense, o (Morufdeen) Moshood, na segunda parte, ao minuto 60. Ao minuto 62 já estava fora com o duplo do cartão amarelo. E estávamos na quarta jornada. Portanto, é tudo muito rápido no futebol.

João Nuno Fonseca Leixões
Fonte: Leixões

Bola na Rede: Percebendo que isso é uma realidade e que tudo é muito rápido no futebol e que há cada vez mais essa falta de paciência com os treinadores, achas que podias ter feito alguma coisa diferente nesses quatro meses que estiveste no Leixões?

João Nuno Fonseca: Sim, tu aprendes… Houve momentos, agora com reflexão minha, sobretudo naquilo que é a vinda de determinados jogadores, a forma como houve um planeamento curto daquilo que seria à época, porque a entrada dos investidores aconteceu ao mesmo tempo em que eu entrei também no clube. Portanto, diferentes visões. Se calhar, obviamente, teria tomado outro tipo de decisão nesse aspecto em concreto. Eu acho que todos nós aprendemos com isto que acaba por acontecer. Eu aprendi bastante com esta experiência. Acho que me tornei um treinador mais consciente face àquilo que é a dimensão de um clube como o Leixões. Com uma massa associativa muito grande, muito aguerrida, muito a querer. Eu dou-te um exemplo concreto. Eu gosto de um guarda-redes que tenha protagonismo numa organização ofensiva. E quando tu vês um lateral a jogar para o central e o central a jogar para o guarda-redes, no Estádio do Mar, isso é sinónimo de assobios, porque estás a jogar para trás. Portanto, isso se calhar é algo que para mim foi uma aprendizagem. Para mim foi, e mesmo essa ânsia dos adeptos de querer, de querer, de querer, bola para a frente, bola nas costas, bola no espaço, bola longa. Muitas vezes, não é compreendida por parte dos adeptos. Porque eu também, como eles, quero ter sucesso e quero ganhar. Se eu entrasse no Leixões para perder, nem ia. Entrei com um objetivo, estava feliz no momento, mesmo no momento em que nós estávamos, quando saí, eu estava feliz. Estava feliz porque sabia que aquilo fazia parte daquilo que nós estávamos a construir. Agora, houve uma necessidade de mudança e eu tive que respeitar essa necessidade de mudança por parte da direção. Não sou mais do que ninguém para impedir que isso acontecesse. Agora, sem dúvida que havia muito para se fazer, mas muito mesmo, face àquilo que é a qualidade do plantel do Leixões.

«Acho que me tornei um treinador mais consciente face àquilo que é a dimensão de um clube como o Leixões».

Bola na Rede: Falando na qualidade do plantel, há algum jogador que treinaste no Leixões que consigas imaginar a jogar na Primeira Liga de uma forma consistente?

João Nuno Fonseca: Tem vários, vários. Vou dar um exemplo. O Lourenço (Henriques), faz uma época muito boa na Liga 3, no Varzim, e é a primeira opção no Leixões quando eu cheguei. Foi um jogador que cresceu muito e muito aberto a essa necessidade de querer perceber o que é o alto rendimento e acho que é um jogador que está preparadíssimo para isso. Tens um Cláudio Araújo, que é um jogador muito bom, que tem uma qualidade muito boa. Porquê? Porque é um jogador que te cria tempo para ter tempo. Ou seja, eu tenho jogadores que me criam tempo para os outros se moverem pelos espaços que eu quero, vai facilitar tudo o que isso acontece. Por isso é que agora vês o Amadu (Baldé) e o Cláudio juntos a jogarem no meio-campo no Leixões. Um complementa-se com o outro, e isso é muito positivo. O Amadu também teve um crescimento brutal. Nós estávamos a seguir o Amadu, na altura nos Sub-23, e eu faço a estreia dele na equipa principal num jogo com a Naval, na primeira eliminatória que fazemos da Taça de Portugal. Ou seja, há esta necessidade e que tu percebes que estes jogadores têm um potencial muito grande e que vão dar bastante ao clube Tu consegues potenciá-los se eles compreenderem aquilo que é efetivamente a intenção para um determinado jogar. E acho que aí nesse ponto tens estes exemplos, tens o Serif (Nhaga) também, a irreverência que tem num corredor lateral, a forma como consegue expor a equipa ofensivamente, mas depois por outro lado tem que perceber que não é só para a frente, também é para trás. E para trás, muito bem solidificado este processo de crescimento em termos defensivos. Tens um Bica, que já esteve num contexto francês e que chega, e que está num contexto de Segunda Liga, mas é um jogador de Primeira. Portanto, tens aqui uma série de jogadores que, a meu ver, estariam muito facilmente numa Primeira Liga em Portugal.

Bola na Rede: Ligando a pressão intensa que pretendes ver nas tuas equipas, com o facto de te teres cruzado até com o Farioli no Qatar, dirias que o FC Porto é o clube que reflete mais estes princípios que gostas de ver dentro de campo?

João Nuno Fonseca: Sim, tu tens um Porto neste momento que é muito competente nos vários momentos do jogo. Mas esse crescimento foi feito desde o início, ou seja, as pessoas falavam muito na questão do Porto em termos físicos, que era uma equipa que se calhar ia quebrar de rendimento. Eu vi sempre pelo lado de que houve um planeamento criterioso por parte da estrutura FC Porto naquilo que era a necessidade para a época, e depois foram cirúrgicos no mercado de inverno. Tu vais buscar um (Seko) Fofana e permite-te claramente ter uma segurança no meio-campo, que é o que segura tanto a parte da frente quanto a parte de trás da equipa, segura-te a equipa ali de uma forma muito boa. Ou seja, quando tens uma estrutura que te permita solidificar aquilo que é o teu jogar, que é a tua intenção para um determinado jogar, estás mais próximo de ganhar mais vezes, e isso faz toda a diferença. Para além de teres qualidade nos jogadores que tens à tua disposição. Eu não posso querer um determinado jogar para a minha equipa se vir que não tenho jogadores capazes para o fazer. Portanto, tudo isso vai da interpretação do treinador e ser coerente com aquilo que tem à frente. Eu não vou pôr uma equipa que tem estado a perder maioritariamente nos últimos tempos, a querer ter protagonismo com a bola, quando a bola queima. Vamos tentar não sofrer tantos golos como estamos a sofrer. Vamos tentar ser compactos defensivamente. Tu vê o exemplo do Paços Ferreira de Paulo Fonseca na altura do FC Porto de Vítor Pereira. Paços Ferreira fechadinho, não sofria golos e chegou ao final em Paços a jogar um futebol de posse e de domínio perante o FC Porto. Portanto, isso é um exemplo claro daquilo que é possível-se fazer permitindo-te ter tempo.

João Nuno Fonseca, Leixões
Fonte: Leixões

Bola na Rede: Trabalhaste no Catar entre 2013 e 2017, antes do Boom de popularidade e desenvolvimento do futebol no Médio Oriente. O que tem achado desse crescimento e que memórias tens desse período?

João Nuno Fonseca: Olha, no Médio Oriente há muita paixão pelo futebol. E tu sentes isso não só no Qatar, mas também na Arábia Saudita. Vais à Arábia Saudita ver um jogo e nos bairros fala-se futebol, no Qatar menos, mas existe essa paixão. E portanto, houve uma necessidade de perceber que para chegares a um campeonato do mundo tens de ter uma seleção minimamente competitiva. E portanto, foi esse planeamento que foi feito na altura, 15 anos antes de eu entrar, por volta do ano 2000, 2002, quando começou a ser criada a Academia Aspire, com essa visão: para conseguirem um dia ter o campeonato do mundo no país. Mas para lá chegar depois iriam ter uma seleção com qualidade para representar o país. E para tu seres competitivo nisso, tens de criar bases, tens de criar uma estrutura, desde scouting, desde análise, desde performance, desde treino, há uma série de coisas que são planeadas atempadamente. E tu vês isso a acontecer neste momento, eles querem ser competitivo e tentar competir, não só na Ásia, mas depois no mundo inteiro com as equipas locais. Dou-te o exemplo, o Ulsan, onde eu estive, é uma equipa que neste momento não consegue competir com o Al Hilal, na Champions League Asiática. E isto era uma discussão que nós tínhamos internamente, porque a verdade é que o investimento que houve nessas equipas, nessas estruturas, na forma como estão a pensar, é completamente diferente de uma equipa que está na Coreia do Sul. E tudo isso impacta-te naquilo que é a perceção do jogo nesse mesmo país. Eu considero que tu estás mais próximo de vencer mais vezes se tiveres uma estrutura otimizada para performance. E uma estrutura otimizada, a ver, scouting, performance, análise, recuperação… Portanto tudo aquilo que engloba o jogador naquilo que é o treino-jogo-recuperação-treino-jogo-recuperação, tudo isso impacta na performance. Tu podes até ganhar 3 ou 4 jogos seguidos, mas não vais ganhar como o Al Hilal de Jorge Jesus acabou por conseguir. Portanto, isso é tudo é um processo que existiu, desde ganhar no campeonato, a ganhar na Champions League Asiática.
Portanto, este processo todo permitiu-lhes estar mais competitivos e vão estar cada vez mais. Não tenho dúvidas. Eu não tenho dúvidas nenhumas que a seleção da Arábia Saudita no Mundial que vai receber em 2034 vai chegar a ser uma seleção muito mais competitiva daquela seleção que nós temos a jogar contra a Argentina no Mundial do Catar, que já foi competitivo. Agora, é preciso também fazer com que os jogadores sauditas joguem na Liga Saudita, que é uma coisa que eu acho que acabou por haver um decréscimo O jogador saudita está com menos protagonismo numa Liga Saudita. Acredito que essa visão por parte da federação esteja a mudar, para que continue a existir essa competitividade e essa capacidade do jogador saudita continuar a ser competente.

«Considero que tu estás mais próximo de vencer mais vezes se tiveres uma estrutura otimizada para performance»

Bola na Rede: Agora estás 100% comprometido a uma carreira como treinador principal? Ou ainda abres a porta a poder integrar uma equipa técnica como adjunto? E se pretendes continuar como treinador principal, que destinos é que tens debaixo de olho?

João Nuno Fonseca: Sim, eu acho que no futebol nós não conseguimos prever o dia de amanhã. Uma coisa é aquilo que nós temos como intenção, e eu tenho como intenção clara de prosseguir a carreira como treinador principal, porque gosto realmente de liderar equipas, pessoas, estruturas. Sinto-me com essa vocação também. Caso não o tivesse sentido, rapidamente teria expressado tudo isso. Há sempre uma linha de progressão, há sempre uma linha que me permite agora, se calhar com um bocadinho mais de critério, escolher melhor um projeto que me permita vencer já amanhã. Portanto, isso vai ser determinante, obviamente, naquilo que será o progresso da minha carreira enquanto treinador. Porque entrando com uma estrutura e com um clube que te permita esse tempo e permita ganhar mais vezes do que perder, é mais fácil de conseguires construir e alimentar essa carreira enquanto treinador principal, que é isso que eu pretendo. Estou aberto a qualquer desafio. Eu gostava muito de poder ser em Portugal, porque é o meu país e acabou por ser o país onde eu decidi começar a carreira como treinador principal. Agora, como é óbvio, hoje em dia fechar portas em qualquer sítio é um erro. Eu sinto que tenho muito a dar àquilo que é uma estrutura em Portugal, porque o facto de eu estar há muitos anos fora, de viver diferentes realidades, diferentes competições, culturas, em continentes diferentes e também, ao mesmo tempo, a capacidade que tenho de falar diferentes línguas, acho que acaba por se reunir aqui uma série de condições para que um clube veja isso como um investimento. Agora, há tantos treinadores no mercado, há tanta necessidade de entrar que a definição vai ser no detalhe. Lá está, ou te fecha portas e ficas cá dentro ou então abres portas e vais para fora e continuas a prosseguir a tua carreira fora. Se me perguntares o que é que eu quero, eu gostava muito que fosse em Portugal, na Primeira ou na Segunda Liga. Não havendo clareza nisso, terei que, obviamente, ir para fora com alguma tristeza, porque acho que este futebol e este país tem muito para dar e eu gostava de estar envolvido nisso. Porque esta nova geração de treinadores está aqui, está-se a viver neste momento e isso fascina-me e gostava de estar envolvido nisso, obviamente.

João Nuno Fonseca, Leixões
Fonte: Leixões

Al Hilal perto de ser comprado por empresário da Arábia Saudita

O empresário saudita, Alwaleed Bin Talal, está próximo de comprar o Al Hilal, num negócio que poderá ser concluído nos próximos dias.

O Al Hilal pode vir a ser comprado em breve. O chefe do fundo de investimento público (PIF) anunciou, na passada quarta-feira, que a venda de um dos seus clubes está prestes a acontecer. «A venda de um dos nossos clubes será concluída em um ou dois dias», afirmou Yassir Al Rumayyan em entrevista a um dos canais sauditas.

O clube em questão será o Al Hilal, que será fechado pela empresa Kingdom Holding Company, empresa controlada pelo bilionário Alwaleed Bin Talal. O empresário pretende reforçar o investimento no clube saudita, com o objetivo de aumentar a sua competitividade e projeção internacional após o negócio ser fechado.

O Al Hilal, que conta com Rúben Neves no plantel, é um dos clubes mais titulados da Arábia Saudita e tem sido uma das principais referências do investimento recente no futebol saudita, marcado pela chegada de jogadores internacionais e pelo aumento de investimento nos clubes. A possível aquisição por parte de Alwaleed surge numa fase de forte crescimento da liga saudita.

Nuno Espírito Santo aborda posição do West Ham na Premier League: «É muito melhor quando se olha para a tabela, mas nada mudou realmente»

O West Ham desloca-se ao terreno do Crystal Palace na 33.ª jornada da Premier League. Nuno Espírito Santo fez a antevisão ao encontro.

Nuno Espírito Santo realizou a antevisão ao encontro da jornada 33 da Premier League, que vai opor o Crystal Palace ao West Ham. O treinador dos Hammers recordou a vitória frente ao Wolverhampton:

«Estamos a trabalhar muito. O ambiente é bom, focado e a preparar-nos para segunda-feira. Não acredito que exista risco de relaxamento. É positivo depois de uma boa exibição e ajuda na preparação. Vamos garantir que estamos concentrados no que temos de fazer».

O treinador português falou ainda sobre a posição do West Ham, que ocupa o 17.º lugar da Premier League e saiu recentemente dos lugares de despromoção:

«É muito melhor quando se olha para a tabela, mas nada mudou realmente. Ainda temos seis jogos por disputar — há muito trabalho pela frente».

Nuno Espírito Santo desvalorizou os resultados das outras equipas envolvidas na luta pela permanência:

«Temos de nos focar em nós próprios. Não podemos controlar o que acontece noutros estádios».

Por fim, Nuno Espírito Santo deixou elogios ao Crystal Palace:

«São uma excelente equipa. A estrutura e a ideia de jogo estão muito bem definidas e isso trouxe-lhes muito sucesso na época passada. Continuam a ter bons desempenhos e jogadores com muito talento».

Bayern Munique define Anthony Gordon como prioridade para o mercado de verão

O Bayern Munique está disposto a investir cerca de 60 a 70€ milhões por Anthony Gordon. O avançado está ao serviço do Newcastle.

O Bayern Munique continua atento ao mercado e tem Anthony Gordon como principal alvo para reforçar o setor ofensivo. Segundo o diário Sky Sports, o avançado internacional inglês é visto como uma peça fundamental para aumentar o leque de opções de ataque da equipa da Bundesliga.

A mesma fonte garante que o Bayern Munique está disposto a investir entre 60 e 70€ milhões pelo internacional inglês, dependendo da abertura do jogador para uma mudança.

A estrutura liderada por Max Eberl e Christoph Freund mantém, outras alternativas em aberto, caso o negócio por Gordon não avance. O avançado de 25 anos está a cumprir a quarta época no Newcastle e contabiliza 17 golos e cinco assistências em 46 jogos nesta temporada.