Desejado por muitos, odiado por outros, a verdade é que o Estádio Nacional do Jamor tem um significado especial para o futebol português. É lá que termina a época a nível interno, mas apenas para dois clubes. A grande questão que aqui se coloca baseia-se na ausência do Futebol Clube do Porto dos palcos a um jogo na última época. Há Taça ou não há Taça?
2013/2014 foi terrível e não há como o contornar. Desde o terceiro lugar no campeonato às meias-finais das duas Taças perdidas com o eterno rival (e isto apenas no panorama nacional), o único ponto positivo resumiu-se mesmo à conquista da Supertaça num começo de época que por algumas semanas parecia promissor. Resumindo, foi uma época terrível e com ela veio uma pouco habitual ausência da primeira competição da temporada.
Como um grupo de crianças perdido no meio de uma floresta que tanto lhes devia dizer, os comandados de Paulo Fonseca e, mais tarde, Luís Castro, falharam redondamente. Mas são águas passadas. Este ano, o barco é outro e o mesmo se aplica ao capitão e à ‘turma’. Os fatores são outros. Tudo é diferente. E com isto vêm as primeiras perguntas. Uma vez mais, este ano há ou não há taça?
Sempre foi objectivo de Pinto da Costa dominar a nível interno. É assim há dezenas de anos, assim será nas próximas. Como tal, a Taça de Portugal tem de ser um dos principais objectivos dos Dragões para esta época e o primeiro desafio está à porta. Depois de mais uma paragem extremamente oportuna e bem posicionada no calendário, como todas (percebese a ironia?), a competição de clubes regressa igualmente de forma oportuna, com… uma eliminatória da Taça de Portugal frente ao Sporting e, pouco depois, uma jornada dupla com o Athletic Bilbao para a Liga dos Campeões. Mas aqui não há desculpas.
Em 2013/2014, a campanha azul e branca ficou manchada de vermelho, tanto numa como noutra taça. Este ano, é obrigatório remediar a situação Fonte: impresa.pt
É mais do que evidente que o Porto joga à Porto quando tem calendários apertados, ao invés de defrontar equipas de nível inferior. Como tal, não há nada a esperar senão uma boa exibição e, atrevome a afirmar, uma vitória em pleno Estádio do Dragão rumo à quarta eliminatória daquela que é (talvez) a mais emblemática prova do futebol português.
Mas com quem, em que condições e com que facilidades? Será este, mesmo sendo frente a um dos ‘três grandes’, um daqueles jogos em que a equipa principal aparece maioritariamente escalada para o banco? Mais, acontecerá o mesmo do outro lado? E, acontecendo ou não, quão fácil será o duelo?
Encaro o regresso à Taça cheio de dúvidas mas acima de tudo como uma enorme vontade de ver mais um jogo. Afinal, é mais um título que dentro de alguns meses se pode juntar às centenas de troféus que este ano observei no tão apaixonante museu.
“Os tempos são três: o presente das coisas passadas, o presente dos presentes e o presente das futuras” (Santo Agostinho: Confissões)
Os meus artigos versarão sobre a actualidade do Futebol Clube do Porto consubstanciada na história e no seu devir. Articularei revisitações e prolegómenos a uma instituição vencedora desde 1893 até ao fim dos tempos.
Este clube portuense, uma perpetuação eterna do meu espírito quando a matéria se dissolver, irá ser o meu objecto transcendente de reflexão, entrecruzando razão e paixão. A “Bola na Rede” propícia um extasiar de emoções desmedidas, contraditórias, dialécticas. O golo é o ponto marcante na ligação afectiva com este desporto, um marco na nossa cronologia vivencial. A marcação do tento constrói essa panóplia diversa de simbologias, vista por uns como um beijo na rede, por outros como uma lança que trespassa o coração. Esse momento de fruição e trauma momentâneo é relembrado, revivido e reconstruído ao longo das nossas vidas. O grito de golo é uma expressão da “liturgia” desportiva mais solene. Na religião e no desporto, as liturgias/gritos de golo devem apenas pautar o quotidiano, mas nunca a finalidade, a substância da crença. A racionalidade da veneração só é feita se empreendermos um questionamento constante e incessante da nossa identidade, não para negar, mas para fortalecer, solidificar e aprimorar essa natureza intemporal. Renego liminarmente a concepção de que a paixão é incontestavelmente a antítese da racionalidade. Para esse amor racionalmente lúcido, irei socorrer-me da conjugação dos tempos e de uma transdisciplinaridade de vários saberes.
A “Bola na Rede” pontua essa plenitude de significados que este jogo suscita. Sem dúvida, o objectivo final do jogo é apenas o início da procura da compreensão do fenómeno social total.
António Nicolau de Almeida, responsável pela fundação do Futebol Clube do Porto em 1893, era um importante comerciante de vinho do Porto. Esta instituição desportiva está perfeitamente incorporada e identificada com a identidade da cidade e dos portuenses. O comércio do vinho do Porto marca indelevelmente a história do seu clube mais afamado e também da cidade. Para essa actividade comercial não existe símbolo mais marcante do que os barcos Rabelos. Estas embarcações são o testemunho de uma era na qual cada viagem era uma aventura no limiar da vida e da morte. Em meados da década de 60 foram substituídos pelos comboios e camiões. A inactividade económica actual contrasta com o seu poder simbólico presente, atestado pela sua perpetuação como ícone, navegando ainda hoje nas ribeiras da Régua, Gaia e Porto. Sem as suas odisseias talvez o Alto Douro não fosse conhecido como a região da vinha e do vinho.
Barco Rabelo no rio Douro – um clássico portuense Fonte: pt.wikipedia.org
Os Rabelos foram durante séculos os únicos meios disponíveis para transportar as pipas de vinho desde a zona de produção até ao entreposto exportador, no Porto e em Gaia. No Porto “vintage” de Lopetegui quem será esse jogador “Rabelo”? Neste início de época, os azuis e brancos têm denotado imensa dificuldade na saída de bola, com uma troca de passes circular entre os quatro membros da defesa, que se tem revelado inoperante e, por vezes, muito arriscada. Essas deficiências provocadas por um excesso de jogo apoiado na 1ª fase de construção não se explicam apenas pela articulação dos membros de sector. É necessário enquadrar o médio defensivo neste processo.
Sendo descabido falar de um ex-jogador quando se quer explicar as deficiências da equipa, importa mencionar o “polvo” Fernando para compreender a mudança de estilo nessa posição específica. Este era um jogador mais posicional, com um perfil enquadrado e semelhante ao dos seus predecessores no lugar de médio defensivo puro (ou trinco). Paulo Assunção, Costinha, Jaime Pacheco ou André, para citar alguns, eram jogadores mais equilibradores, mais estáticos no posicionamento, lateralizando preferencialmente no passe. O Futebol Clube do Porto necessita de um médio defensivo que assegure não apenas a cobertura de espaços, mas que ligue o sector defensivo com os restantes colegas do “miolo” (passe curto) e com a linha de avançados (passe médio/longo), ou seja, necessita de um pivot. A indefinição do modelo de saída de bola na zona defensiva é também explicada pela constante alternância de jogadores e também da própria ideia de jogo para a linha média, mais concretamente na sua “pedra” mais recuada. Naquele posicionamento já actuaram Marcano, Herrera, Casemiro e Ruben Neves. O espanhol, central adaptado, é forte nas marcações mas empresta pouca dinâmica ao colectivo. O mexicano é muito bom na condução de bola junto ao pé em velocidade e apresenta destreza suficiente para sair daquela zona de pressão com a bola controlada; o seu problema surge no momento seguinte, o da entrega – Herrera ainda é algo débil no passe, mesmo no curto. O brasileiro Casemiro disponibiliza-se bem para jogar com os defesas e tem um passe longo magistral mas quando recebe a bola fá-lo inúmeras vezes de costas e tem dificuldade em rodar e se perfilar para a baliza adversária, perdendo a posse nessas ocasiões. Dito isto, o jogador mais completo para a posição é Rúben Neves. Recua, aproximando-se dos defesas para a ligação, sai bem da pressão em rotação ou progressão, vertical e seguro no passe curto, hábil na variação do sentido de jogo, confiante para procurar desmarcações a 30 metros e para arriscar a finalização com o seu potente remate de meia distancia.
Rúben Neves pode ser a melhor das soluções para posição ‘6’ Fonte: abola.pt
Este jogador, formado nas escolas azuis e brancas é esse médio, que, como um barco Rabelo, navega desde a “zona de produção” até aos “entrepostos exportadores”, ou seja, proporciona a ligação entre sectores – o defensivo e o ofensivo – sem descurar a segurança e a cobertura zonal.
O Futebol Clube do Porto, com a saída do “Polvo”, tem de alterar a tipologia estilística colectiva e o perfil individual nessa posição nevrálgica, que marcou historicamente estas últimas três décadas grandiosas do clube. Com este paralelismo histórico, procuro reavivar uma velha identidade, que proporcione carácter à equipa de futebol e familiaridade afectuosa a quem a segue com paixão.
Com Fernando Santos no banco de Portugal pela primeira vez – um cenário que dificilmente se repetirá tão cedo, dado o castigo que lhe foi imposto -, Portugal entrou no Stade de France com vontade de limpar a má imagem deixada no Mundial 2014 e na derrota diante da Albânia. O amigável frente a França era uma oportunidade perfeita – num grande estádio, frente a um grande adversário, a vitória seria muito motivadora. Mas o início da partida foi um autêntico film noir para os portugueses.
A desconcentração e as debilidades defensivas começaram a notar-se desde logo e foi com apenas dois minutos decorridos que Benzema fez abanar as redes da baliza de Patrício pela primeira vez – percorrendo uma auto-estrada do lado direito da defesa, Griezmann descobriu Sagna, o lateral rematou para defesa difícil e incompleta de Patrício e Benzema, sem oposição, desviou para o primeiro.
Benzema accionou o placard logo no início do jogo Fonte: larepublica.pe
Os vinte minutos seguintes foram de pura agonia para os lusitanos. Com Cédric e Eliseu – duas caras da nouvelle vague de Fernando Santos – muitíssimo permeáveis pelos corredores e um Tiago estranhamente desconfortável na posição 6, Portugal foi permitindo aos franceses chegar com facilidade à sua área – Pogba e Benzema tiveram boas ocasiões para fazer o segundo.
O ponto de viragem foi um remate rasteiro e milimétrico de Nani aos 20 minutos, que quase resultava no empate – o leão aproveitou uma asneira de Mangala, puxou para o pé esquerdo e, à entrada da área, assustou Mandanda. A partir daí, Portugal serenou, passou a conseguir ter a bola, foi capaz de assumir as despesas do jogo em vários momentos e ganhou alguma confiança. Danny, Nani e Ronaldo iam conseguindo boas combinações na frente, embora sofressem com a forte oposição da defesa gaulesa; André Gomes ia sendo o mais esclarecido de um meio-campo português em que os experientes Tiago e Moutinho falhavam demasiados passes. Foi do médio do Valência, de resto, que saiu a outra boa oportunidade para Portugal no primeiro tempo, aos 26 minutos – tirou um francês do caminho com uma simulação e atirou sem acerto com o pé canhoto.
Ao intervalo, Fernando Santos lançou os Carvalhos (William e Ricardo) para os lugares de André Gomes e Bruno Alves e fez algumas correcções (os laterais, que evidentemente não aprenderam a defender num quarto de hora, não voltaram a dar o mesmo espaço que deram primeiro tempo). Logo a abrir o segundo tempo, Portugal esteve perto do empate – Nani tirou um cruzamento perfeito para a cabeça de Ronaldo e o capitão esteve perto de fazer o 51.º de quinas ao peito. Mandanda defendeu. C’est la vie… Depois disso, o mesmo Nani recebeu de forma perfeita um lançamento longo de William, assistiu Danny e o luso-venezuelano rematou na atmosfera.
Fernando Santos voltou a mexer, fazendo entrar Quaresma e Éder para os lugares de Tiago e Nani e dando a ideia de que queria uma selecção mais ofensiva, mas no lance seguinte Pogba, num tête-a-tête com Patrício, destruiu a soirée aos milhares de adeptos portugueses que se deslocaram ao Stade de France. Remate preciso e touché: 2-0!
CR7 tentou várias vezes mas hoje não foi capaz de chegar ao golo Fonte: leparisien.fr
Aos 75’, Ronaldo ainda rematou contra a mão de Varane (sem penalty), após assistência de Éder, mas logo a seguir o cedeu lugar a João Mário. Et voilá – o menino do Sporting arrancou uma grande penalidade a Pogba, que Quaresma tratou de converter com uma calma desarmante. O 2-1 estava feito e Portugal foi à procura do empate. Quaresma ainda voltou a causar perigo, num livre mesmo à entrada da área, e João Mário também teve nos pés uma boa chance, num remate forte de fora da área, ligeiramente desenquadrado com a baliza francesa. No fim, Portugal perdeu com a França – um cliché, dado que já não ganhamos aos gauleses desde 1975!
A França jogou melhor na primeira parte, Portugal melhorou muito no segundo tempo. A derrota é, ainda assim, o resultado mais justo, se atendermos ao número de oportunidades obtidas de parte a parte. O próximo jogo, esse sim, será importante: é fundamental conquistar os três pontos em Copenhaga!
A Figura
Pepe, João Mário e Nani – Pepe voltou a mostrar que é o esteio da defesa portuguesa – imperial em todas as acções; João Mário fez, num quarto de hora, o suficiente para baralhar as contas de Fernando Santos e mostrou que pode ser titular – tem uma classe que impressiona; Nani confirmou a subida de forma que tem vivido no Sporting e foi sempre muito interventivo e esclarecido no ataque – tentou marcar e dar a marcar várias vezes, só lhe faltou um pouco de felicidade.
O Fora-de-Jogo
Cédric e Eliseu – os dois protagonizaram exibições positivas na vertente ofensiva, mas foram claramente os dois elos mais fracos do colectivo na vertente defensiva, especialmente nos primeiros vinte minutos – o sportinguista concedeu todas as facilidades nos lances do golos; o benfiquista também foi muito imprudente na abordagem a vários lances (num deles, chegou mesmo a lançar o adversário em velocidade). Ivo Pinto e Antunes estão à espreita…
Estamos de volta! Lindo. Os últimos quinze minutos do jogo do passado domingo foram geniais. Primeiro vem o Talisca, depois aparece o Derley. E onde anda o Salvio? Ah! Lá vai ele meter mais uma de cabeça. E para fechar as contas, nada melhor que ver mais um génio a beijar o esférico – Sr. Jonas, seja muito bem-vindo ao majestoso relvado do Estádio da Luz, por onde tantos génios já passaram, quero ver-te mais vezes e apetece-me festejar mais golos teus. Uma palavra para o nosso Ola John, gostei de te ter de volta. A semana correu-me bem, ser líder dá nisto. Enche-nos a Alma. Que bom que é estar lá em cima, que seja para continuar! Uma breve palavra para o Lisandro – precisa de mais minutos ao lado do capitão e espero vê-lo já no jogo com o Mónaco.
Por falar no Mónaco, vêm duas jornadas fundamentais para o nosso caminho na Europa. Eu acredito! O Jesus gosta de ganhar ao Jardim, traz-me três pontos do Stade Louis II por favor. Chega daquelas exibições medíocres que nos fazem sentir pequenos. Não! Somos gigantes, eu sei, todos nós sabemos. Só falta explicar-lhes Jorge, mostra-lhes como os gigantes se debruçaram aos nosso pés. Mónaco? Jesus, não chega ser o maior em Portugal. Isso é simples. Obriga-os a darem 200%. Mais até se for preciso. Ah, e não inventes. Chega disso também. E depois da Champions vem o Braga. Um estádio que historicamente tem sido complicado, seja por razões externas ou não. A verdade é que temos apenas quatro dias entre a deslocação ao Mónaco e a ida a Braga. Vamos estar cansados, vai ser um jogo duro e difícil, mas dêem tudo outra vez. E outra, e mais outra… Ter atenção a este Braga de Sérgio Conceição, que vem de uma boa exibição no Dragão.
Stade Louis II, próximos três pontos Fonte: info-stades.fr
Agora a paragem. Pois é, quase três semanas sem jogar. Se estou preocupado? Parece-me óbvio que sim. Para além disso, o Jesus é uma voz activa contra este tipo de paragens tão longas, e ninguém conhece a equipa melhor que ele. Peço aos céus que a equipa não quebre. Que as rotinas continuem lá, mas ainda mais importante que isso, que os três pontos nos continuem a alegrar o espírito. E assim sendo, tenho a certeza que todas as semanas deste ano me correrão bem. Líder. Cinco letras que, quando juntas, me ligam o coração e a Alma. O coração encarnado enche-me a Alma sempre que o nosso Sport Lisboa e Benfica vence. Mas atenção, mesmo não vencendo ele vai continuará sempre, sempre, sempre encarnado (o nome da rúbrica explica tudo). Devo parafrasear uma conhecida música do panorama português – “Mesmo que percas o jogo, (nunca perdes!) não perdes a tua glória”.
Resumindo, sei que estas duas semanas que aí vêm vão ser um pouco cinzentas porque o Maior de Portugal não joga. No entanto, usem estes dias livres de loucura/prazer para apoiar a nossa Selecção. E juntem-se. Todos. Eu não vou poder ir ao Municipal de Braga porque, como sabem, sou um emigrante. Mas quem puder, que vá. Encham aquelas bancadas. Não parem de cantar, de apoiar e ainda mais importante, de os levantar quando eles assim o precisarem. As duas jornadas da Champions são para ganhar e espero que cada um de vocês acredite com todas as forças que tem que vamos fazer seis pontos nesses dois jogos. Temos de ser nós os primeiro a levá-los lá. Bem acima, onde olhamos para baixo com um sorriso nos lábios (e na Alma).
No próximo Sábado estou de volta. Que todos os vosso corações se encham de encarnado.
Diego Tardelli foi o herói improvável de um clássico fiel à rivalidade entre os dois países. O avançado do Atlético Mineiro marcou os dois golos da vitória brasileira sobre a Argentina no Estádio Nacional de Pequim, que foi o palco de um encontro particular disputado com grande intensidade e que de amigável teve pouco.
As duas selecções estão em momentos diferentes. A Argentina, apesar de Tata Martino ter substituído Sabella, procura dar continuidade à equipa que foi finalista no último Mundial, enquanto o Brasil, com Dunga no comando técnico, atravessa um período de renovação, depois do fracasso na competição que organizou. Os 11 escolhidos pelos dois treinadores confirmaram estas ideias. Em relação ao Mundial, só Lamela e Roberto Pereyra ganharam lugar na alviceleste; o cenário é bem diferente na canarinha, que teve Jefferson, Danilo, Miranda, Filipe Luís, Elias e Diego Tardelli como caras novas.
O Brasil apresentou-se bastante conservador neste encontro, dando a iniciativa de jogo à Argentina. A equipa de Dunga viu-se obrigada a recorrer inúmeras vezes à falta para travar a dinâmica do ataque argentino, que criou boas oportunidades para marcar mas que não teve pontaria para o fazer. Durante este período, Di María e Agüero estiveram em evidência, bem como Roberto Pereyra. O médio da Juve mostrou que tem qualidade para a selecção e que pode ser o médio de transição que tem faltado a esta equipa. Já depois da meia hora, e contra a corrente do jogo, o Brasil marcou na primeira vez que entrou na área argentina. Diego Tardelli, aproveitando um desentendimento entre Zabaleta e Fede Fernández, bateu Romero e fez o 1-0. O golo deu confiança à canarinha, que conseguiu finalmente soltar-se e ter ascendente sobre o adversário. Neymar, na sequência de uma grande jogada de entendimento com Willian (o melhor do Brasil na primeira parte) e Tardelli, teve uma grande arrancada e desperdiçou isolado a possibilidade de aumentar a vantagem. Ainda antes do intervalo, o árbitro decidiu entrar no jogo e assinalou penalty num corte limpo de Danilo sobre Di María. Messi, na conversão, permitiu a defesa de Jefferson, que evitou que a má decisão do árbitro tivesse influência no resultado.
Desta vez, nem de penalty Messi conseguiu facturar Fonte: globoesporte.globo.com
Na segunda parte o encontro foi mais dividido. A Argentina, a perder, tentou ir em busca do empate, mas nunca conseguiu mostrar a mesma qualidade que exibiu durante os primeiros 30 minutos (Gaitán não saiu do banco e as entradas de Pastore e Higuain não surtiram efeito). Com a equipa mais partida, consequência do facto de Roberto Pereyra (substituído por Enzo aos 76’) ter baixado de rendimento, a alviceleste surgiu em “modo Mundial” e viveu mais das iniciativas individuais dos seus craques. O Brasil manteve a consistência defensiva e, tendo mais espaço para jogar, foi a equipa mais perigosa em campo, com Neymar (em grande na segunda parte) e Willian a explorarem as fragilidades da defesa argentina. O 2-0 surgiu na sequência de um canto, com Tardelli a aparecer à boca da baliza a encostar. A partir daqui, o encontro perdeu qualidade e os jogadores envolveram-se em várias picardias. A Argentina só criou perigo através de livres de Messi, ao contrário do Brasil, que teve boas ocasiões para marcar novamente. Apesar de ter tido a felicidade do seu lado, com um golo “oferecido” e um penalty desperdiçado pelo adversário, a equipa de Dunga acabou por justificar o triunfo no Superclássico.
A Figura
Diego Tardelli – Não deve perder a titularidade nos próximos tempos. Para além dos dois golos que marcou, nos quais mostrou excelente sentido de oportunidade, o avançado provou que a sua mobilidade e qualidade técnica se encaixam bastante bem no ataque brasileiro (é totalmente diferente ter Tardelli ou um jogador mais estático, como Fred).
O Fora-de-Jogo
Demichelis e Federico Fernández – A zona central da defesa continua a ser o principal problema da equipa argentina. Por motivos diferentes, Demichelis e Federico Fernández não têm qualidade suficiente para jogar nos vice-campeões mundiais. Voltaram a demonstrar as suas limitações, tanto a nível individual como como dupla. A falta que fez Garay.
Sei, meu caro leitor, que volto a frisar o mesmo ponto em que toquei algumas vezes. Não, não estou a falar daquele ponto específico feminino – e por sinal muito sensível – que uma equipe de investigação veio agora desmentir. Vamos discutir a classificação do Campeonato Brasileiro de Futebol. Falemos do poleiro mais apetecido de todos: o de campeão.
Quem se encontra em melhor posição para acabar nesse posto é o Cruzeiro. Uma igualdade com o campeonato anterior. O Cruzeiro Esporte Clube está perto de alcançar essa proeza pela segunda vez consecutiva. Seria o tetra e um bicampeonato. Mas antes de falar nisso; vocês estão a pensar – “Sim, Daniel, nós sabemos ver uma tabela e interpretá-la. É fácil. O Cruzeiro tem 56 pontos, o São Paulo tem 49, etc, etc. Ou seja, o Cruzeiro tem sete pontos de vantagem para o segundo classificado, com 27 jogos disputados, faltando jogar 11 partidas”. Tudo verdade. Mas também nem tudo se resume a números. Penso que efetivamente a Raposa tem claras hipóteses de renovar o título. Tem o mesmo técnico – a mão de mestre de Marcelo de Oliveira -, mexeu pouco na equipa e tem uma organização preparada. Às vezes é melhor pegar o embalo da onda do que remar contra ela. E esta onda é de vitórias.
Para além do mérito do Cruzeiro, vem depois a singularidade do Brasileirão: a perda de pontos de todos os concorrentes, em vários campos. Não decorre uma jornada em que não haja um clássico. E a clássico não me refiro a encontros disputados entre equipas campeãs. Refiro-me a partidas entre clubes que sabem o que é ser campeão mais do que uma vez e que têm atualmente equipa para bater os oponentes. Mesmo já tendo perdido o comboio do título a esta altura. Ou seja, mesmo que uma equipa consiga ganhar pontos e subir numa jornada, na outra tudo pode acontecer de maneira diferente. O Brasileirão deverá ser, com toda a certeza, a Liga do mundo com mais mexidas na tabela por rodada. Uma vantagem de sete pontos numa Liga onde todos perdem pontos acaba por ser boa. Não determinante. Apenas boa. Mesmo o Cruzeiro tendo perdido o último jogo. E o São Paulo ganho.
Uma imagem que todos os cruzeirenses querem ver repetida Fonte: veja.abril.com.br
Voltemos à vaca-fria: porquê inédito? Já houve bicampeões seguidos tantas vezes: Flamengo, Palmeiras, Santos, Internacional… Porque apenas o São Paulo conseguiu, no novo sistema de pontos, alcançar a glória de seguida. E foram três vezes. 2006, 2007 e 2008. É claro que não é inédito para o Brasileirão. Já uma equipa o conseguiu. Inédito significa algo novo. Mas seria a primeira vez que outro clube para além do São Paulo o fizesse. Isso, sim, é algo inédito.
Engraçado é que se pensarmos que a luta está acesa entre os dois, podemos concluir que o São Paulo luta pelo campeonato, mas também luta para que seja ele o único a ter a glória consecutiva. Só o tempo (ah, sempre ele, o mariola!) ficará encarregado de nos informar sobre o que acontece.
A ressaca do Mundial parecia ter sido curada com a goleada espanhola frente à Macedónia; contudo, nem tudo está bem no reino de Del Bosque. A prova disso mesmo foi o encontro de hoje frente à Eslováquia.
A missão não se adivinhava nada fácil, mas pior ficou aos 17 minutos, com o golo de Kucka, contando com uma grande ajuda de Casillas. A seleção espanhola jogava a passo, sem grande dinâmica e tardava em reagir ao golo sofrido. Em contraste, a seleção eslovaca encontrava-se bastante bem organizada, assentando o seu jogo ofensivo em Weiss e Hamsik. Del Bosque ia trocando algumas peças – saíram Raul Albiol e David Silva para dar lugar a Pedro e Paco Alcácer -, mas continuava a esbarrar na excelente organização defensiva da equipa da casa. Acabou por ser o avançado Paco Alcácer, aos 81 minutos, a fazer o empate numa finalização de grande classe. Quando tudo fazia prever um forcing final da roja, eis que surge o golo de Stoch, levando os adeptos presentes no estádio de Zilina à loucura.
Kucka, festejando o primeiro golo dos eslovacos Fonte: rte.ie
Não se podia pedir aos eslovacos que jogassem olhos nos olhos com a seleção Ibérica – convém relembrar que são duas realidades completamente diferentes -, mas não me parece que o resultado seja justo. A ex-campeã do mundo atacou mais, rematou mais e criou mais oportunidades de golo.
Parece-me que o resultado mais justo teria sido o empate. Seria um justo prémio para os eslovacos e não penalizaria tanto os comandados de Del Bosque. De recordar que a Espanha não perdia um jogo de qualificação desde a derrota frente à Suécia por 2-0 em 2006. A seleção eslovaca apresentou-se muito organizada e podemos esperar excelentes resultados num futuro próximo. A seleção espanhola terá de continuar o processo de renovação que se tem vindo a fazer desde o mundial do Brasil.
Individualmente, quero destacar alguns nomes – Skrtel e Hamsik, em capítulos diferentes, foram os melhores na seleção da casa; na seleção de nuestros hermanos,Diego Costa foi dos que se apresentou menos bem e Paco Alcácer só precisou de 10 minutos para faturar.
A Figura
Stoch – saiu do banco para dar três pontos aos eslovacos quando nada o fazia prever.
O Fora-de-Jogo
Casillas – a derrocada espanhola começou na baliza – Casillas é muito mal batido no primeiro golo.
De manhã numa fábrica, numa loja dos correios, num escritório. São muitos os cenários possíveis (e, na verdade, reais). À noite, num relvado antes de se juntarem às famílias. Esta é a rotina dos representantes de San Marino, que hoje, como em poucos outros dias, viveram um dia diferente. Acordaram em Londres, completamente concentrados no futebol, e estiveram nas bocas do mundo.
Numa das maiores metrópoles do mundo, num dos mais emblemáticos palcos deste desporto-rei. Esta noite, os homens de San Marino tinham em si postos os olhos de 30.000 habitantes. Os mesmos que, caso se deslocassem, apenas preencheriam um terço do estádio onde hoje a equipa nacional media forças com a Inglaterra na qualificação para o Europeu de 2016.
Geograficamente rodeada pela Itália, a equipa de San Marino viu-se hoje envolta num autêntico mar inglês. Viveram a festa do futebol; sem surpresas, com golos e fair-play. Momento de forma, confronto direto, estatísticas, o que quer que fosse: era impossível encontrar um ponto de partida favorável à equipa visitante, que tinha bem presente na sua memória o sabor do veneno inglês.
Na qualificação para o Mundial 2014, a Inglaterra venceu por 5-0 perante os seus adeptos e 8-0 fora de portas. Hoje não foi muito diferente. Enquanto a Eslováquia ‘arrancava’ à Espanha a primeira derrota em qualificações desde 2006, os ingleses cumpriam com o esperado. Dominavam, combinavam entre si de forma exímia quando o jogo assim o exigia e… Davam a celebrar. Festejavam, marcavam, venciam.
O incontornável Wayne Rooney não poderia, claro, ficar de fora da lista de marcadores Fonte: Sky Sports
Lutadores, os jogadores de San Marino seguraram as redes durante preciosos 25 minutos, até Jagielka fazer o primeiro. Defenderam as suas cores enquanto puderam e com todas as suas armas. Entre eles, destacava-se o guardião, Aldo Simonini – não fosse ele, protagonista de um par de defesas dignas do palco desta noite, e o resultado teria sido bem mais dilatado.
Mágicos de um lado, sonhadores do outro. Foram os da casa a dominar. De um lado ao outro do campo, Welbeck (autor de um golo), Rooney e Sterling brilharam na companhia de Lallana (que ainda marcou um golo regular, incorrectamente considerado fora-de-jogo), Townsend (que marcou um golo que contou) e companhia. Todos brilharam. Todos menos Joe Hart, que apesar de tudo foi eleito pelos seguidores Vauxhall, um dos patrocinadores da selecção inglesa, o melhor em campo, numa verdadeira demonstração de bom humor.
A Figura
Wayne Rooney – é um mágico em campo. Luta com os pés, com a cabeça, com o tronco. De uma área à outra (hoje não foi necessário) e de um extremo ao outro. De pé esquerdo, de pé direito. Sacrifica-se pela equipa; passa, cruza, remata. É ele o melhor inglês, é ele a estrela. Ele e sempre ele.
O Fora-de-Jogo
Nenhum – Ingrato e descabido seria apontar uma ‘ovelha negra’ neste encontro. A Inglaterra jogou como era esperado, dominou como tinha a dominar e venceu confortavelmente. Teve um bom conjunto. Quanto a San Marino, lutou pela festa do futebol, fez parte dela e teve um comportamento exemplar. Esta noite, foram todos vencedores, mesmo não sendo os pontos divididos.
Portugal está a um passo de garantir a presença no Campeonato da Europa de futebol sub-21. Esta quinta-feira, em Alkmaar (Holanda), a seleção portuguesa bateu os holandeses por 2-0 e colocou-se na frente no play-off de acesso à fase final, na República Checa.
No primeiro jogo do tudo ou nada para a equipa lusa, Rui Jorge apostou em José Sá para a baliza e deixou o eixo defensivo para o quarteto composto por Ricardo Esgaio, Paulo Oliveira, Rúben Vezo e Raphael Guerreiro. No miolo, o selecionador português lançou Bernardo Silva, Rúben Neves, Rafa e Sérgio Oliveira para trazer mais força ao meio-campo e conseguir servir Ricardo Pereira e Ivan Cavaleiro, os escolhidos para a frente de ataque.
A jogar em casa, a “laranja mecânica” entrou melhor no jogo e aos quatro minutos assustou, ao rematar a bola à trave da baliza defendida por José Sá. Apesar da entrada forte da equipa holandesa, Portugal respondeu de imediato e tomou conta do jogo a meio-campo. Com Bernardo Silva em destaque, o meio-campo português foi superior aos três jogadores escolhidos por Adrie Koster e impôs o ritmo do jogo.
A solidez do meio-campo português foi decisiva no desfecho final Fonte: fcupdate.nl
Com o centro do terreno sob controlo, os jogadores portugueses, através de um estilo de jogo de passes rápidos e combinações entre médios, extremos e laterais, conseguiu por várias vezes chegar perto da área holandesa, mas sem grande perigo para o guardião holandês, Warner Hahn. A superioridade portuguesa ficaria, no entanto, comprovada na última jogada ofensiva do primeiro tempo. Aos 45+2 minutos, depois de uma boa jogada de envolvimento por parte dos jogadores portugueses, Bernardo Silva foi derrubado dentro da área e árbitro não hesitou em apontar para a marca do penalty. Chamado a marcar, o capitão de equipa, Sérgio Oliveira, não tremeu e fez o golo de Portugal.
Na segunda parte, Portugal entrou mais forte e com mais solidez defensiva. Se na primeira parte a vertente defensiva foi descurada pela equipa lusa, o segundo tempo fica marcado pela grande capacidade defensiva apresentada por Portugal. Rui Jorge manteve o meio-campo e, perante a falta de inovação e dinamismo do meio campo holandês, voltou a tomar conta do encontro. Portugal aumentou o ritmo e a Holanda teve dificuldades em acompanhar a seleção nacional. Bernardo Silva e Rafa apresentaram-se nos segundos 45 minutos como dois quebra-cabeças para a formação “laranja”, enquanto Ivan Cavaleiro era uma seta apontada à baliza.
Com Portugal a controlar o jogo e a adivinhar-se o segundo golo, Rui Jorge tirou Ivan Cavaleiro para lançar Carlos Mané, extremo do Sporting. Encostado à linha, o jogador leonino mexeu com o jogo e até tentou o golo com um remate aos 76 minutos, depois de uma primeira tentativa de Sérgio Oliveira ter sido interceptada.
Ivan Cavaleiro foi sempre uma seta apontada à baliza holandesa Fonte: telegraaf.nl
Já com Ricardo Horta e Iuri Medeiros em campo (entraram para os lugares de Ricardo Pereira e Rafa, respetivamente), Portugal chegou ao golo da tranquilidade por intermédio de Carlos Mané. Depois de uma grande jogada individual em que deixou pelo caminho dois defesas holandeses, o camisola 23 das “quinas” ficou frente-a-frente com o guardião. Perante Warner Hahn, o extremo não vacilou e colocou Portugal a vencer por 2-0. Até ao final, a equipa portuguesa ainda teve a oportunidade de aumentar a vantagem, mas Iuri Medeiros rematou por cima quando só faltava bater o guarda-redes.
Com a vitória em território holandês, Portugal está mais perto de garantir o seu lugar na fase final de um Campeonato da Europa. Depois de ter chegado ao play-off só com vitórias, a equipa orientada por Rui Jorge pode voltar a marcar presença numa fase final de um Euro sub-21 oito anos depois da última participação.
A segunda mão da eliminatória está marcada para a próxima terça-feira em Paços de Ferreira. O pontapé de saída tem início marcado para as 17h00.
A Figura
Bernardo Silva – o jovem médio português foi o timoneiro de serviço para Rui Jorge. A equipa portuguesa girou à volta do ritmo imposto pelo jogador do Mónaco e o médio soube comandar os colegas de equipa.
O Fora de jogo
Meio-campo holandês – incapazes de fazer frente aos jogadores escolhidos por Rui Jorge, os jogadores holandeses andaram perdidos pelo relvado e foram presas fáceis para a organização do miolo português.
Por muitos é conhecida como Juventus, mas em Itália são muitos os que a conhecem como “La Fidanzata d’Italia”, que em italiano significa “a namorada de Itália”. A expressão nasceu por ser o clube italiano com mais adeptos. Partindo desse pressuposto, parece realmente irracional que o clube transalpino tenha um estádio que apenas suporta 41 000 expectadores enquanto o San Siro, por exemplo, tem uma lotação de cerca de 80 000 expectadores. Mas é tudo menos irracional. Arrisco-me a dizer que foi um dos atos mais brilhantes de gestão da história do calcio em Itália.
La Fidanzata d’Italia – o clube com mais adeptos em Itália Fonte: 45football.com
Com fortes ligações à família Agnelli, proprietária da Fiat, a Juventus conquistou desde cedo o coração dos Italianos. Porém, o clube tinha dificuldades em encher os 67 000 lugares do Stadio Delle Alpi, que mesmo mais recente na era de ouro da Juventus rondava pouco mais de metade da ocupação em média. Isto é fruto de uma conjuntura complexa que se resume à reduzida densidade populacional da cidade de Turim quando comparada com Milão, por exemplo, à existência de outro clube na mesma cidade (Torino) e ainda à catástrofe que foi a mudança para o Stadio Delle Alpi, que foi amplamente criticada pelos fãs da vechia signora devido à má acessibilidade e à grande distância entre bancadas e relvado.
A baixa taxa de ocupação fazia a Juventus menos forte em casa do que fora. A Juventus contornou com brilhantismo a contrariedade, percebeu que às vezes menos é mais e no seu novo estádio reduziu a lotação em 26 000 lugares. Assim se explica por que um clube com cerca de 12 milhões de adeptos em Itália tenha um estádio com 41 000 lugares. O Juventus Stadium é um regalo para os olhos de qualquer adepto de futebol ou fã de arquitectura moderna e um inferno para as equipas visitantes, devido à reduzida distância entre relvado e bancadas e às suas elevadas taxas de ocupação.
O antigo Delle Alpi não conseguia encher nem em dias de Champions Fonte: curvafiladelfia.files.wordpress.com
O clube contornou a diminuição da possibilidade de receitas de bilheteira com a criação de zonas VIP, de um museu, de um hotel e de um centro comercial. O estádio foi inaugurado num jogo contra o histórico Notts County, clube que tem uma ligação longínqua com a Juventus, sendo o responsável pelo facto de a equipa piemontesa equipar de preto e branco. O primeiro golo no estádio foi marcado pelo lendário avançado italiano Luca Toni. Deste então o Juventus Stadium viu a vechia signora recuperar o domínio perdido e conquistar o tricampeonato italiano.
Os adeptos de La Fidanzata d’Italia choraram quando o caos do Calciopoli se abateu sobre o clube e desmantelou uma das mais fascinantes equipas que tive o prazer de jogar, mas agora têm novamente motivos para sorrir e um desses motivos é a sua fantástica nova casa!