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Deco explica contratação de João Cancelo: «É um jogador que eleva a qualidade da equipa»

Deco explicou os motivos que levaram o Barcelona a avançar para a contratação de João Cancelo.

Em declarações aos meios de comunicação espanhóis, Deco explicou os motivos pelos quais o Barcelona avançou para a contratação de João Cancelo. O diretor desportivo do conjunto blaugrana deixou elogios ao internacional português:

«Contratámos o Cancelo porque é um jogador que eleva a qualidade da equipa. No final, o que importa no mercado de inverno é melhorar: manter o mesmo nível ou piorar não faz sentido. Não se trata apenas de centrais; estamos a recuperar o Ronald e o treinador já disse que, com ele, temos mais um central disponível».

De acordo com Deco, a chegada de João Cancelo permite que Eric Garcia e Koundé tenham a oportunidade de jogar mais no centro da defesa da equipa do Barcelona:

«O João Cancelo também permite que o Eric não tenha de jogar como lateral, posição em que muitas vezes tem sido utilizado. Além disso, dá-nos a possibilidade de, em momentos de dificuldade, o Koundé jogar no centro da defesa, oferecendo soluções que antes não tínhamos».

O antigo jogador do FC Porto e do Barcelona confessou a dificuldade de concretizar o negócio:

«É um jogador de qualidade e de alto nível, e trata-se de uma operação difícil de concretizar, mas reuniram-se certas circunstâncias: não foi inscrito, tinha um acordo que lhe permitia sair, e é um jogador que sempre foi apaixonado pelo Barça. Sempre que vem, aceita reduzir o salário, pelo encanto que este clube tem e porque se encaixa no que podemos fazer. Como disse, em janeiro queríamos melhorar a qualidade».

Marrocos e Senegal imunes a surpresas vencem e estão nas meias-finais da CAN 2025

Realizaram-se os primeiros jogos dos quartos de final da CAN 2025. Marrocos e Senegal venceram e estão nas meias da prova.

Eis os quartos de final da CAN 2025. Em lados diferentes da chave, Marrocos e Senegal venceram e estão nas meias-finais da competição sediada no país dos Leões do Atltas.

Marrocos venceu Camarões por 2-0 e festejou com os adeptos da casa. Brahim Díaz (26′) e Ismael Saibari (74′) marcaram os golos da vitória marroquina.

Mais cedo no dia, o Senegal também confirmou o favoritismo e venceu o Mali por 1-0. Iliman Ndiaye (27′) marcou o único golo do jogo que Mali terminou com 10 depois da expulsão de Yves Bissouma.

Flamengo apresenta proposta ao Gil Vicente por Andrew Ventura: eis os detalhes

O Flamengo apresentou uma proposta de 1,5 milhões de euros ao Gil Vicente pela contratação de Andrew Ventura.

Andrew Ventura continua a despertar o interesse do Flamengo, que já terá enviado uma proposta ao Gil Vicente pelo guarda-redes brasileiro. Segundo Venê Casagrande, o clube rubro-negro pretende assegurar o jogador ainda nesta fase e apresentou uma oferta de 1,5 milhões de euros ao conjunto gilista.

Recorde-se que Andrew Ventura termina contrato com o Gil Vicente no final da temporada, e o Flamengo vê nesta altura uma oportunidade de mercado para garantir o guarda-redes sem grande concorrência.

Filipe Luís e José Boto, treinador e diretor do clube brasileiro, estiveram presentes no Gil Vicente x Sporting para acompanhar a exibição de Andrew Ventura.

Flamengo finaliza a contratação de Vitão a troco de 10 milhões de euros

Esta sexta-feira, o Flamengo anunciou a contratação do defesa-central Vitão por 10 milhões de euros, proveniente do Internacional.

O Flamengo anunciou, esta sexta-feira, a contratação de Vitão por 10 milhões de euros, vindo do Internacional. Esta transferência marca o primeiro reforço do clube dirigido por José Boto para a temporada de 2026.

O defesa-central assinou um contrato válido até dezembro de 2029 e vestirá a camisola número 44. Na época passada, o brasileiro foi uma das peças fundamentais na defesa, representando o Internacional em 52 jogos, nos quais apontou duas assistências.

Atualmente, o Flamengo prepara-se para atacar o ano de 2026 após ter vencido o Brasileirão e a Taça Libertadores no ano passado. Um dos pontos essenciais deste mercado de inverno foi a renovação do técnico Felipe Luís, que estendeu o seu contrato por mais duas temporadas.

Taça da Liga no estrangeiro?

A ideia de jogar a final da Taça da Liga no estrangeiro parece surgir dum fundo de ostentação e luxúria, procurando beber também da incontrolável torneira árabe como outros já fazem: quando, em Agosto último, Pedro Proença referiu que há «territórios onde interessa estar», a intenção parecia aludir aos exemplos já dados por Espanha, França ou Itália, que potenciaram financeiramente a realização das suas Supertaças ao transportarem-nas para fora.

Defendeu-se Proença quando ressalvou que não «está a ser equacionado um território em específico»: do ponto de vista sociológico, interessará também a hipótese de reafirmar a marca do futebol português junto das grandes congregações de língua portuguesa em território europeu (comunidades emigrantes em França ou Suíça, por exemplo) ou africano, como Angola ou Moçambique. Esta ideia é a que mais reúne consenso no subconsciente da massa adepta portuguesa, se for obrigada a aceitar essa reformulação competitiva.

FC Porto jogadores Taça da Liga
Fonte: Rafael Ferreira / Bola na Rede

Mas surge uma natural apreensão, largamente por questões identitárias, de afirmação clubística e exaltação das grandes tradições ritualísticas em volta do jogo – a romaria ao Jamor, o ‘Marquês’, e outros conceitos de acompanhamento do fenómeno –, da qual resulta relação umbilical com recintos históricos e emblemáticos. Tirar a Taça do Jamor, como aconteceu pontualmente, leva a uma descaracterização do espectáculo e a uma evidente falta de entusiasmo. Se faria sentido levar uma final da Taça ou da Taça da Liga ou da Supertaça para fora do País? Sim, desde que se valorize a portugalidade, dando oportunidade a quem está fora de ver os craques de perto. Isto cria desde aí um factor eliminatório na escolha do troféu a deslocar: com a maioria dos emigrantes cá em Agosto, a Supertaça fica muito bem onde está no calendário.

A Taça, indissociável do Jamor, terá eventualmente de encontrar nova casa, com a degradação natural do recinto e a falta de melhorias ou remodelações.  Mas como Wembley nunca deixou de existir no imaginário colectivo, apesar do desaparecimento temporário entre 2000 e 2007, a mesma solução terá de ser pensada para o Jamor, pelo seu peso simbólico. O oportunismo do aproveitamento desse interregno, levando a final da Taça a realizar-se fora do país, apesar de tentadora, seria uma afronta para todo o ritualismo do pré-jogo da ocasião e contribuiria, paradoxalmente, para a noção de centralismo institucionalizada sobretudo pelas gentes do Norte, personificadas largas vezes pela figura de Pinto da Costa e das suas tentativas em levar a Taça para o Norte do País. Alegar-se-ia uma sobreposição na fila de espera e de prioridades.

Por conseguinte, a Taça da Liga seria a mais óbvia escolha para seguir o modelo de exposição internacional da marca portuguesa. O actual figurino cronológico, com constituição nominal do título de Campeão de Inverno e realização em Janeiro, bate certo com as datas definidas pelas federações espanhola, italiana e francesa para as suas Supertaças – e as duas primeiras em modelos competitivos em tudo idênticos à nossa Taça da Liga, em final four.

O que ganharam essas federações em levar o seu futebol à península arábica? No caso italiano, os primeiros a assinar contrato de longa duração (e talvez por isso tenham ficado a perder), a coisa fez-se por 23 milhões, com 16 a dividir pelos participantes e o restante pela organização; No caso espanhol, em contrato assinado em 2019, ficaram ditados… 40 milhões ao ano, mais 75% que a congénere mediterrânica.

Taça da Liga
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Estes são valores irrealistas para a nossa realidade, dado o desnível em qualidade individual e as indefinições em torno das questões de bilhética e direitos televisivos, com os impasses conhecidos no eixo da centralização. E por esse assunto poderemos prever uma eventual interesse árabe em ver in loco Benfica, Sporting ou Porto se atentarmos às dificuldades que a Ligue 1 enfrentou para vender os seus direitos: o objectivo francês, em 2023, eram os mil milhões por ano; os interessados nunca chegaram, só a DAZN se chegou por fim à frente e aproveitou a inerente vantagem negocial para baixar a fasquia – dos mil milhões inicialmente previstos, o acordo fez-se por valores em volta dos… 400M – processo que deu depois para o torto, obrigando a Ligue 1 a tomar conta dos seus próprios direitos ao criar a plataforma de streaming Ligue1+

Esta foi uma medida inovadora que permitiu aos adeptos optar por pacotes de jogos de época inteira ou avulso, influência do acordo entre a MLS e a Apple TV.  A adesão superou as previsões iniciais (o milhão previsto para a totalidade da época foi alcançado logo em Agosto) mas a volatilidade das subscrições e a dificuldade na retenção e estabilidade do consumo levou a um número bastante abaixo (440 milhões) dos praticados anteriormente, em contratos anteriores com a MediaPro e Canal +. Tudo somado e retiradas as despesas de transmissão e divulgação, da total responsabilidade do broadcasting, levou a que fossem divididos pelos clubes apenas 80 milhões – o campeão PSG recebeu menos (4,75) que os últimos classificados da Ligue 1 noutros contratos.

O aviso é claro. Em 2024, Rui Caeiro, então dirigente com responsabilidades executivas na Liga, estipulou os 300 milhões como meta para a venda dos direitos, sem grandes conclusões ou realizações até hoje.

Outro aspecto que convém realçar é a experiência organizacional das federações já referidas na realização de certames internacionais. Os franceses têm ampla bagagem, com recorrentes finais da Supertaça no estrangeiro desde 2009 (do Canadá à China, passando por Israel, Tunísia ou Gabão); E os italianos já em 1993 faziam Milan e Torino defrontar-se em Washington pela conquista do troféu – desde aí, foi Tripoli (2002), Nova Iorque (2003), China ou Catar.    

Benfica jogadores Taça da Liga
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

No nosso contexto, só há registo de finais de competições jogadas fora em 1994 e 1995, quando se realizaram as finalíssimas da Supertaça no Parque dos Príncipes. Antes disso, só as aventuras africanas na Taça de Portugal, quando os campeões das colónias jogavam entravam na competição. E mesmo aí, numa abertura que começou apenas em 1958, só dez anos mais tarde os da Metrópole começaram a deslocar-se à casa do adversário meridional (quando o Benfica foi a Angola derrotar o ASA por quatro golos, hattrick de Eusébio).

A hipótese africana seduz pela vertente sociólogica e pela recuperação da importância do futebol luso nos antigos territórios ultramarinos, já quase completamente emancipados do ponto de vista cultural e desportivo – nas gerações mais novas, já não Benfica ou Porto o foco das atenções, naturalmente já Real Madrid ou Manchester City, tendência, aliás, já observável no nosso próprio território.

Mas dúvidas surgem, nesse caso, da aptidão diplomática dos responsáveis da Liga e da Federação para que não transformem um evento desportivo num espectáculo de folclore político e de sustentação de ideologias fora do âmbito do jogo. Até porque, para começar, a geografia não parece mesmo ser o forte dos actuais dirigentes.  

Benfica muito próximo de fechar contratação de jogador do Rio Ave

O Benfica está muito perto de fechar a contratação de Rubén Góis. O pivô do Rio Ave tinha também uma proposta do Palma.

O Benfica está muito próximo de fechar a contratação de Rúben Góis. Segundo o Record, o pivô de 24 anos do Rio Ave recebeu uma proposta do tricampeão europeu Palma, mas tudo indica que a preferência do jogador recaiu sobre as águias.

Recorde-se que Rúben Góis termina contrato com o Rio Ave no final da presente temporada. O pivô já representou o clube encarnado na época 2022/23, embora não tenha somado qualquer minuto de jogo. Ao serviço da Seleção Nacional, soma oito internacionalizações e três golos.

Na presente temporada, Rubén Góis soma 11 golos em 13 jogos pelo conjunto de Vila do Conde.

West Ham toma decisão quanto ao futuro de Nuno Espírito Santo depois do 10º jogo consecutivo sem vencer

O West Ham vai continuar a confiar em Nuno Espírito Santo, por agora. Hammers com foco total no mercado de transferências.

Nuno Espírito Santo continua seguro no West Ham, pelo menos por agora. De acordo com a Sky Sports, os hammers continuam a confiar no treinador português e vão focar-se no mercado de transferências de jogadores.

O objetivo do emblema inglês passa por reforçar o plantel de Nuno Espírito Santo, oferecendo-lhe novas armas para uma segunda volta mais tranquila. A mais recente derrota contra o Nottingham Forest deixou o clube a sete pontos da linha de água, mas o treinador português soma alguns apoios importantes dentro do West Ham.

Recorde-se que, neste mercado, chegaram ao West Ham Taty Castellanos e Pablo, antigos avançados da Lazio e do Gil Vicente. A próxima prioridade dos hammers passa pela contratação de Adama Traoré ao Fulham.

5 jogadores que podem decidir a final da Taça da Liga

Numa edição inédita do derby minhoto na discussão de um título doméstico, Vitória SC e Braga defrontam-se na final da Taça da Liga no próximo sábado no Estádio Municipal de Leiria, num duelo que se espera eletrizante e carregado de simbolismo. Devo confessar que me cria uma particular ilusão que esta edição da Taça da Liga se decida entre estes dois clubes que ao longo dos anos protagonizaram uma rivalidade histórica no panorama nacional, e cujas massas associativas vivem o futebol de uma forma muito apaixonada e intensa.

Estes dois emblemas e os seus adeptos já mereciam viver uma final desta importância e envergadura, estando convicto de que o povo minhoto irá trazer um colorido ainda mais especial às bancadas. Depois de vimaranenses (com uma recuperação de contornos épicos) e bracarenses terem contrariado o favoritismo de Sporting e Benfica respetivamente, existem vários jogadores dentro de ambas as equipas que podem decidir esta final memorável.

LÊ MAIS: Leiria com final à moda do Minho | Vitória SC x SC Braga

Estes são os cinco jogadores que acredito que possam ter um peso determinante nesta final da Taça da Liga.

5.

Ricardo Horta Amar Dedic
Fonte: Paulo Ladeira/Bola na Rede

Ricardo Horta – Em busca do tri nesta competição (depois de ter ajudado o Braga a conquistar as edições de 2019-20 e 2023-24, o avançado internacional português irá tentar ajudar a sua equipa a mais um título nesta competição. Estando atualmente num grande momento de forma, Ricardo Horta é daqueles jogadores que pode sempre decidir qualquer jogo, fruto da sua grande capacidade de finalização e superior visão de jogo. O recordista de jogos pelo Braga, com mais de 450 (!) partidas ao serviço da equipa bracarense, certamente vai querer deixar a sua marca numa final tão significativa tendo em conta o rival que defronta.

4. 

Charles Silva
Fonte: Paulo Ladeira/Bola na Rede

Charles Silva –  Certamente moralizado depois de uma exibição monumental contra o Sporting, o experiente guardião brasileiro poderá ser o grande obstáculo para as intenções dos sempre perigosos atacantes bracarenses. Guarda-redes de grandes reflexos, os seus defesas sabem que têm em Charles um porto seguro, e alguém que poderá voltar a transcender-se num grande palco, naquele que seguramente será o jogo mais importante da sua carreira.

3.

Alioune Ndoye Maxi Araújo
Fonte: Paulo Ladeira/Bola na Rede

Alioune Ndoye – A par do guardião Charles, o ponta delança senegalês foi o grande responsável pela passagem da equipa vimaranense à sua primeira final da Taça da Liga. Na meia-final contra o Sporting, marcou dois golos já no período de compensação, em dois lances que revelaram todo o seu sentido de oportunidade e instinto matador. Não sendo um habitual titular da equipa vitoriana, pode ser a arma secreta lançada pelo técnico Luís Pinto para desbloquear o resultado. Muito forte nos duelos, fruto da sua compleição física, Ndoye poderá ser determinante para que a equipa da cidade do Berço saia de Leiria com o tão desejado troféu nas mãos.

2.

Noah Saviolo
Fonte: Paulo Ladeira/Bola na Rede

Noah Saviolo – Apesar de por vezes pecar por excesso de individualismo e não ter a melhor tomada de decisão, Noah Saviolo tem um descaramento no seu jogo, que se pode revelar decisivo para uma lenta e permeável defesa bracarense. O extremo belga é um jogador imprevisível com grande capacidade técnica, sempre ligado à corrente, e se o jogo estiver demasiado amarrado, pode ser que saque um coelho da cartola (como já o tem feito várias vezes ao longo desta época) e se revele o herói vimaranense na conquista deste troféu.

1.

Rodrigo Zalazar
Fonte: Paulo Ladeira/Bola na Rede

Rodrigo Zalazar – Na minha opinião, o internacional uruguaio é dos melhores jogadores a atuar no campeonato português. De fino recorte técnico, Zalazar é daqueles jogadores que pode fazer a diferença em qualquer momento do jogo. Com uma grande versatilidade, pois tanto pode jogar em zonas interiores, nos corredores, ou surgindo em zonas de finalização, mostrou toda a sua classe com um golo de antologia na meia-final contra o Benfica. É um dos poucos craques de que dispõe o futebol português, estando claramente chamado a outros voos. Será o jogador a seguir nesta final minhota, e arrisco-me a dizer que será provavelmente o melhor jogador da partida.

Tottenham avalia futuro de João Palhinha no clube e adia decisão

O Tottenham vai ter de decidir sobre a contratação de João Palhinha em definitivo. Médio nos spurs por empréstimo do Bayern Munique.

O Tottenham vai adiar as decisões quanto ao futuro de João Palhinha. De acordo com a Sky Sports, só no verão é que o clube londrino decidirá sobre a contratação – ou não – do médio, que quer continuar no clube.

Os londrinos têm receio de mudanças profundas na equipa ou no treinador e preferem adiar qualquer decisão. O Tottenham têm a possibilidade de comprar o jogador em definitivo por 25 milhões de euros ao acionar uma cláusula de opção de compra.

João Palhinha está a ser um dos destaques do Tottenham nesta temporada. O médio de 30 anos soma cinco golos e duas assistências em 29 jogos pelos spurs.

Leiria com final à moda do Minho | Vitória SC x SC Braga

Taça da Liga, Final. Sábado, 10 de janeiro de 2026, 20h00.

A ANTEVISÃO: EM DUELO INÉDITO, EMBLEMAS MINHOTOS PROCURAM FAZER HISTÓRIA

Que o futebol é repleto de surpresas, já todos os adeptos da modalidade sabem, mas poucos apostariam, aquando do início da final four da Taça da Liga, que tanto o Vitória SC como o SC Braga, fossem protagonistas de um autêntico “vira minhoto” diante da dupla favorita à conquista da prova (Sporting e Benfica) e carimbassem dois passaportes para o derradeiro embate da competição.

O Vitória SC, a principal equipa sensação do torneio, deixou pelo caminho o FC Porto, ainda nos quartos de final em pleno Estádio do Dragão, e mostrou que a sua missão na competição ainda não estava terminada, sentenciando a partida nos minutos finais, diante dos leões, num autêntico golpe de teatro vivido em Leiria. O ‘Ás’ de trunfo de Luís Pinto veio mesmo do banco, com Ndoye a virar herói improvável e as sensações que se vivem agora no conjunto vimaranense é de voltar a levantar um troféu, o primeiro desde 2013.

Do outro lado surge um SC Braga que tem sido presença recorrente na final da Taça da Liga e já foi vencedor da mesma por três ocasiões. Com Zalazar com motor de arranque aliado à leitura de jogo de Carlos Vicens, os guerreiros pretendem estar ao mais alto nível, num embate que será de fortes emoções.

Numa final inédita, com emoção e rivalidade à mistura, as bancadas do Estádio Dr. Magalhães Pessoa, já com lotação esgotada, vão encher-se de alma minhota. No relvado do reduto desportivo, a certeza será uma: os dois coletivos vão dar a vida para levar o tão desejado troféu para o Norte de Portugal.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Vitória SC e SC Braga já se defrontaram por 160 ocasiões, com o histórico a ser favorável aos guerreiros (64 triunfos contra 61 dos vimaranenses).
  2. Será a primeira final da história entre os dois coletivos minhotos.
  3. A última vez que Vitória SC e SC Braga mediram forças foi em setembro de 2025, onde protagonizaram um empate a uma bola.
  4. Na Liga Portuguesa, Vitória SC e Braga encontram-se separados no 6.º e 5.º lugar, por dois pontos.
  5. Até chegar à final da Taça da Liga, os dois coletivos deixaram pelo caminho as turmas do Sporting e Benfica.
  6. Fran Navarro foi o último futebolista bracarense a abanar as redes dos conquistadores.
  7. Do lado da turma de Guimarães, Mitrovic foi autor do golo no empate a uma bola.
  8. Sporting de Braga já levantou a Taça da Liga por três ocasiões (12/13, 19/20 e 23/24).
  9. Vitória SC procura o seu primeiro troféu da competição.
  10. O árbitro da partida será Hélder Malheiro (AF Lisboa).

JOGADORES A TER EM CONTA

Alioune Ndoye Maxi Araújo
Fonte: Paulo Ladeira/Bola na Rede

Alioune Ndoye – Autor de uma reviravolta épica diante do Sporting, o avançado de 24 anos pode ser uma das surpresas de Luís Pinto para atacar a Taça da Liga. O camisola 90, que não soma uma titularidade aquando da derrota frente aos leões, por 4-1, poderá ser agora aposta no setor ofensivo dos Conquistadores.

Rodrigo Zalazar
Fonte: Paulo Ladeira/Bola na Rede

Rodrigo Zalazar – O médio uruguaio tem sido um dos grandes destaques da temporada minhota e aponta agora miras à conquista da segunda Taça da Liga da sua conta pessoal. Foi protagonista da eliminação do Benfica (3-1) e surge como um dos futebolistas a ter em atenção por parte do coletivo de Luís Pinto, fruto das suas boas prestações que já lhe valeram 13 tentos certeiros em 33 jogos.

XI´s PROVÁVEIS

Braga: Lukas Hornicek, Gustaf Lagerbielke, Vitor Carvalho, Bright Arrey-Mbi, Mario Dorgeles, Florian Grillitsch, João Moutinho, Leonardo Lelo, Rodrigo Zalazar, Pau Victor e Ricardo Horta.

Treinador: Carlos Vicens

«Vai ser um jogo muito difícil, o Vitória vem de uma dinâmica positiva, é uma equipa em crescimento, pode ver-se o trabalho que se está a fazer lá, é uma equipa que não se rende, como ainda vimos recentemente, dá tudo, é uma equipa solidária e trabalhadora, que sabe jogar e vai apostar as suas cartas para ganhar».

Vitória SC: Charles Silva, Tony Strata, Rodrigo Abascal, Miguel Nóbrega, João Mendes, Diogo Sousa, Gonçalo Nogueira, Oumar Camara, Beni Mukendi, Noah Saviolo e Alioune Ndoye.

Treinador: Luís Pinto

«Sabemos que este jogo é especial. Não queremos, de todo, retirar o quão de especial este jogo tem. Não nos queremos colocar de parte. Queremos ‘pegar’ na emoção do jogo e jogar com ela. Vamos fazer parte do dérbi mais histórico entre as duas equipas. É o primeiro dérbi entre as duas que vai decidir um troféu».

PREVISÃO DE RESULTADO: Vitória SC 1-2 Braga