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Olheiro BnR – Diogo Gago

De um início de carreira nos kartings e agora com 27 anos, o piloto natural de São Brás de Alportel, Diogo Gago já tem um percurso imenso. A disciplina de ralis é onde se destaca atualmente.

Tudo começou em 2010 no Rali de Barcelos. Diogo, juntamente com Jorge “Jet” Carvalho tripularam um Seat Marbella GL. O duo acabou por não terminar o rali devido a uma falha no motor do pequeno carro, mas durante os próximos dois anos o pequeno Seat iria acabar muitos ralis, dando a experiência necessária ao jovem piloto. Após esta experiência veio a marca que continua a pautar a participação do algarvio nos ralis. 

Em 2011 tem a sua primeira experiência com o Peugeot 206 Gti, carro que usa para correr a Categoria 1 do Open Portugal de Ralis, sendo que em 2012, aos comandos deste mesmo carro, conquista o Desafio Modelstand e a Categoria 1 do Open Portugal de Ralis, sendo o melhor entre os carros de duas rodas motrizes.

Em 2013 veio o salto internacional. De Portugal para França, Diogo Gago estreia-se na Volant Cup, ou seja, a Peugeot 208 Rally Cup, que utiliza o carro Peugeot 208 R2. O seu primeiro pódio nesta competição acabou por vir no fim da época no Rali Condroz. Juntamente com o programa francês, Diogo corria também no campeonato nacional de duas rodas motrizes, com o mesmo carro.

Diogo Gago numa das suas incruções no Europeu de Ralis
Fonte: FIA ERC

Em 2014 veio a cereja no topo do bolo, por enquanto. Gago sagra-se campeão da Peugeot 208 Rally Cup, mesmo sem ganhar nenhuma prova. De salientar que o piloto português ficou à frente de nomes com Chris Ingram, que este fim-de-semana se estreia no WRC2 com um Skda Fabia R5, ou de Shéphane Lefebvre, que corre com a Citroen C3 R5 da equipa oficial no WRC2 ou Eric Camilli, antigo piloto da M-Sport no WRC. 

O arranque desastroso dos Hammers

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Todos os anos há equipas que captam a atenção dos adeptos de futebol pelos movimentos de mercado que fazem. Uma das equipas mais ativas neste mercado de Verão e que me chamou particularmente à atenção foi o West Ham United FC, contratando jogadores de qualidade e com capacidade para entrar diretamente no onze.

Nomes como Andriy Yarmolenko, Felipe Anderson, Jack Wilshere, Lucas Perez, Issa Diop, Fabian Balbuena ou Lukas Fabianski passaram a fazer parte dos cânticos dos adeptos dos Hammers, que esperavam uma época bastante mais tranquila que a anterior. No entanto, decorridas quatro jornadas da Premier League, o West Ham transporta a lanterna vermelha desde início, com apenas dois golos marcados e 15 sofridos. E se as duas derrotas fora de portas foram contra candidatos ao título (Liverpool FC e Arsenal FC), o mesmo já não se pode dizer dos desaires caseiros frente a AFC Bournemouth e Wolverhampton Wanderers FC. Aliás, desde que os Hammers se mudaram de Boleyn Ground para o Estádio Olímpico de Londres, têm sentido muita dificuldade em alcançar vitórias no seu reduto, mas não é algo que preocupe o seu técnico: “Não vejo nenhuma razão para este estádio ser difícil para nós. Tem boas dimensões, excelente relvado e um ambiente incrível. O estádio não é uma desculpa”.

Ficou evidente nestes primeiros jogos a dificuldade da equipa nas transições defensivas. A instabilidade na dupla de centrais e no duo de médios defensivos também não abona a seu favor. Além disso, há muitos jogadores longe do que podem render como Antonio, Snodgrass ou Carlos Sanchez.

O «fator casa» tem tido efeito inverso no West Ham United
Fonte: West Ham United FC

É certo que todos estes jogadores precisam de tempo para se adaptar às ideias de Manuel Pellegrini, mas os adeptos exigem resultados. O técnico disse, em antevisão ao jogo deste domingo, que não sente pressão adicional pelos maus resultados: “Já estive nesta posição. Quando comecei com o Villarreal CF, tínhamos apenas três pontos à quinta jornada e no final acabamos em terceiro. Depois, com o Málaga CF, quando comecei a equipa estava na zona de despromoção. Perdemos cinco ou seis jogos seguidos, mas mantivemos a nossa ideia. Estávamos a melhorar todos os dias, pouco a pouco, até os resultados aparecerem. Estou mais confiante que nunca”.

Se as coisas já não estão famosas agora, pior ficarão se o clube averbar a quinta derrota em outros tantos jogos. O jogo frente ao Everton FC estará, assim, carregado de emoção e poderá ser decisivo para a época dos londrinos.

 

Foto de Capa: West Ham United FC

 

 

Os 5 melhores golos de “El Avioncito” de leão ao peito

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Fredy Montero, um jogador colombiano especial para os/as sportinguistas, já vai na sua segunda passagem por Alvalade. Na primeira experiência de leão ao peito, temporadas 2013/2014 e 2014/2015, teve um papel preponderante na equipa leonina com 16 e 15 golos apontados respetivamente, ajudando a conquistar uma Taça de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira.

Depois de uma passagem pela China e pelo Canadá, o atacante regressa ao clube verde e branco no mercado de Inverno da temporada 2017/2018 para reforçar o plantel às ordens de Jorge Jesus, pelas mãos de Bruno de Carvalho – um admirador assumido do colombiano. Completamente tapado por Bas Dost para ocupar a posição mais adiantada no relvado, Montero marcou cinco golos nas 21 partidas efetuadas.

Dotado de uma qualidade técnica e mobilidade superior à média dos pontas de lança, é um jogador que procura terrenos mais recuados para pôr em campo a sua qualidade e ajudar a equipa na fase de construção ofensiva, protegendo-se também pelo facto de não ser um jogador (de área) com a estatura desejada para jogar entre os centrais adversários.

Tal como avançou o próprio jogador, na presente temporada fará a sua despedida com a listada verde e branca, abandonando assim o campeonato português. Veremos como será a sua despedida!

No seu cardápio de golos com a listada verde e branca, com golos para todos os gostos (pé esquerdo, pé direito, curta distância, longa distância, acrobáticos e de cabeça) são cinco os que considero obras de arte do colombiano. Estão convidados a (re)ver connosco!

5.

Sporting CP 2–0 Viktoria Plzen (08/03/2018) – Na primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa, os leões receberam em Alvalade os checos do Viktoria Plzen. Num jogo em que o principal protagonista foi o colombiano com dois bons golos, no entanto destaco o golo do bis porque o primeiro é idêntico aos apresentados posteriormente.

Numa jogada individual e com a pressão de dois adversários, o “matador” da partida com a sua qualidade técnica fez “gato sapato” dos adversários, puxou a bola para o seu “pior” pé (o esquerdo) e remata colocadíssimo junto ao poste direito da baliza dos checos.

Bela forma de iniciar os melhores golos de “El Avioncito”.

SC Braga 2-1 CD Tondela: O Fábio resolve

A Taça da Liga Portuguesa 2018/19 arrancou este fim-de-semana também na Pedreira, com os Guerreiros do Minho a receber o Tondela. Com a final four a ser disputada na sua casa, o Braga não queria repetir o falhanço da época transata, em que ficou de fora na fase de grupos muito por culpa própria, e apostou numa equipa muito semelhante à habitual para os jogos da Liga, com a grande novidade a ser o regresso de Marafona, depois de mais de um ano parado. Do outro lado, receita semelhante e um Tondela também muito perto do seu melhor onze.

Podia dizer-se que a partida começou equilibrada, mas na verdade estava era monótona e sem grande interesse, com trocas de bola a baixa intensidade. No meio de tudo isso, um contra-ataque tondelense colocou a bola na ala direita do ataque visitante e Marafona e os centrais hesitaram, ficando parados a assistir a bola sobrevoar a área e parar aos pés de Xavir que inaugurou assim o marcador.

No entanto, o golo não mudou de imediato o figurino do jogo e só por volta dos 20 minutos de jogo é que os bracarenses começaram a criar perigo. Um remate à figura aos 27 minutos por Dyego Sousa e um cabeceamento completamente ao lado numa jogada de baliza aberta foram os lances de maior perigo, de um Braga que passou a dominar, mas continuou a falhar muito no momento da decisão. O Tondela ainda ameaçou em contra-ataque aos 42’, mas Bruno Viana parou o adversário em falta e pode dar-se por contente por ver apenas o amarelo. 

O cenário ao intervalo era complicado para os da casa
Fonte: SC Braga

Apesar da noite não estar a correr de feição, o público arsenalista fez na mesma a festa ao intervalo. É que, uma semana após derrotarem o Sporting CP nas grandes penalidades, as vencedoras da Supertaça de Futebol Feminino passearam pelo Relvado do Estádio Municipal de Braga com a mais recente Taça a chegar ao Minho.

Na reentrada, o Tondela até pareceu melhor e só não aumentou a vantagem devido a uma grande intervenção da defesa da casa, depois de mais uma má saída de Marafona. No entanto, aos 55 minutos, num lance que deixa muitas dúvidas, o árbitro apita para a marca da grande penalidade e Dyego Sousa concretiza para empatar o jogo.

O mesmo Dyego colocaria de novo a bola na rede adversária, mas desta vez estava em fora-de-jogo. Nesta fase, já em campo estava Fábio Martins, que dava um novo vigor ao ataque bracarense. Os da casa iam aproximando-se do golo da vantagem, primeiro com uma bola no posto, depois com um incrível falhanço após erro de Pedro Silva. Aos 77 minutos, finalmente chegaria a reviravolta, por intermédio de Fábio Martins.

A partir daí, o jogo manteve-se algo caótico, com ambas as equipas algo desorganizadas, mas o único momento de interesse foi a expulsão de Jorge Fernandes, que viu o segundo amarelo numa jogada inofensiva a meio do campo. Assim, o Braga passou por momentos difíceis, mas sai na frente e mantém intactas as ambições para esta prova. E se o jogo pode ter causado emoções fortes, o SC Braga decidiu olhar pela saúde dos seus adeptos e, no contexto de mais uma das suas ações de responsabilidade social, no final do encontro ofereceu a cada adepto uma maçã (vermelha, pois claro).

SC Braga: Marafona; Sequeira, Pablo, Bruno Viana, Goiano; Ricardo Horta (Fábio Martins 63’), Novais, Palhinha (Claudemir 63’), Esgaio; Wilson Eduardo (Fransérgio 82’), Dyego Sousa

CD Tondela: Pedro Silva, Joãozinho, Jorge Fernandes, Ricardo Costa, David; Tavares, Peña (Mendes 72’), Monteiro; Murillo (Delgado 65’), Tomané, Xavier (Pité 79’)

Sporting CP 34-26 Metalurg: Entrada de Leão

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O Sporting estreou-se na EHF Champions League em casa com uma vitória frente ao Metalurg, da Macedónia, por 34-26. Na bancada não faltou apoio dos adeptos leoninos que nunca pararam de entoar músicas de apoio.

A equipa de Hugo Canela mostrou-se coesa e organizada, com uma defesa 6-0 para travar os Macedónios. O treinador já previa uma tarefa difícil e foi precisamente o que se verificou.

No início do jogo as equipas mostraram-se muito contidas, a evitarem o erro a todo o custo e com o primeiro golo a ser marcado pelo Metalurg apenas aos dois minutos.

Os macedónios começaram a ganhar e só aos cinco minutos o Sporting se colocou na liderança do marcador (4-3). A equipa visitante retomou imediatamente a frente, num período em que o Sporting esteve sete minutos sem marcar qualquer golo (5-6 aos 12 minutos). O Metalurg apostava nas reposições rápidas, transições e no ataque organizado com dois pivots a colocar grandes dificuldades aos leões.

O Sporting conseguiu recompor-se e recuperar apesar da enorme exibição do guarda redes, Tomovski, na baliza dos visitantes. Cudic também ia brilhando na baliza dos leões, a compensar as muitas falhas técnicas dos colegas. A primeira parte acabou empatada 13-13. A figura do Sporting era Pedro Solha que já levava cinco golos marcados.

Carlos Ruesga foi o grande organizador da equipa dos leões.
Fonte: Sporting CP

A equipa do Sporting entrou na segunda parte de forma demolidora e marcou um parcial de 4-0 em cinco minutos. A entrada de Ivan Nickcevic e o génio de Carlos Ruesga desequilibraram o jogo a favor do Sporting, que conseguiu impor o seu estilo de jogo no segundo tempo. A vantagem permitiu acalmar o jogo e dominar os macedónios, que acabaram por mostrar falta de soluções. 

O grande início de segunda parte da equipa da casa foi um grande impulsionador para a vitória da equipa portuguesa, assim como as grandes exibições de Carlos Ruesga, Pedro Solha e Cudic. Vitória clara do Sporting por 34-26, a mostrar que pode ter uma palavra na fase de grupos da EHF Champions League.

O Sporting faz parte do Grupo C da prova, juntamente com o Metalurg, o Besiktas Mogaz, da Turquis, o TATRAN Presov, da Eslováquia, o Chekhovskie Medvedi, da Rússia, e Bjerringbro-Silkeborg, da Dinamarca. Noutro jogo do grupo, o TATRAN Presov venceu o Besiktas Mogaz por 28-22. O próximo jogo dos leões é já no dia 22 de setembro frente ao Chekhosvkie Medvevi, na Rússia.

Equipas iniciais

Sporting: Cudic, Carol, Solha, Rocha, Pasarin, Ghionea, Araujo

Metalurg: Tomovski, Madzovski, Jaganjac, Lazarevski, Tankovski, Tokic, Serafimov

Os 5 melhores jogadores africanos do FC Porto no século XXI

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É certo e sabido que o FC Porto tem uma ligação muito próxima ao continente africano e aos seus povos. Sempre que há uma conquista de um título importante a história repete-se, chegando inúmeros vídeos às redes sociais e aos telejornais das grandes festas lá vividas. Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Cabo Verde são exemplos de países lusófonos que vivem e sentem o FC Porto com grande intensidade, tentando sempre acompanhar os jogos e todas as notícias à volta dos “azuis e brancos”.

No entanto, o FC Porto no século XXI tem recebido muito mais do que unicamente apoio por parte dos adeptos. Foram vários os jogadores africanos que jogaram de “dragão” ao peito nestes últimos 18 anos, embora tenham sido poucos aqueles que singraram. De forma a homenagear a relação da equipa da cidade Invicta com o continente africano, elegemos uma lista dos cinco melhores jogadores africanos que representaram o FC Porto no século XXI.

Estrelas cadentes?

O caminho percorrido é geralmente no mesmo sentido e desde cedo despertam o interesse de múltiplas partes. É assim o início da história da maior parte das promessas portuguesas nos dias de hoje. Assumem o seu espaço debaixo dos holofotes ainda nas camadas jovens, acumulam presenças ao longo dos escalões da seleção nacional e não demoram a integrar os treinos da equipa principal e a sua convocatória.

O rácio entre população total e população com aptidão para a prática do desporto, e do futebol em particular, está ainda por explicar em Portugal. É deveras impressionante a quantidade de atletas selecionáveis a cada grande competição internacional e em cada estágio surgem caras novas. Mas então porque não vingam todos lá fora?

Certo é que o sucesso não é atingido por todos e devido aos mais diversos fatores, mas o que leva um jovem titular num grande português a atravessar desertos infinitos no estrangeiro? Pela qualidade não é, essa é inequívoca. Por exemplo, o AS Monaco FC, nos últimos tempos, contratou Bernardo Silva, Rony Lopes e falhou Bruno Xadas por detalhes clínicos. Portugueses, esquerdinos e pisam as mesmas zonas do terreno de jogo, com capacidades criativas. Coincidência ou há um padrão?

Terá André Gomes ‘dado o salto’ demasiado cedo?
Fonte: SL Benfica

A questão, no meu entender, passa pela preparação pessoal. Uns estão mais preparados que outros para abraçar os maiores desafios em fases tão prematuras das suas carreiras. E os clubes formadores deviam estar mais atentos a esse aspecto.

Tottenham Hotspur FC 1-2 Liverpool FC: Domínio “red” em casa dos Spurs

Este encontro para a 5.ª jornada da Premier League cruzou o atual líder da tabela (o Liverpool) contra os spurs que se encontram em 5º lugar a apenas três pontos dos líderes. Um jogo com dois grandes planteis, repletos de nomes vistosos prometeram um espetáculo, e não desiludiram. Com dois tipos de futebol distintos o Liverpool tentou tirar partido da sua ofensiva extremamente rápida e por várias ocasiões logo na primeira parte ia usufruir desse aspeto. Por outro lado, o Tottenham tentou chegar ao golo através do jogo aéreo, algo que faz todo o sentido quando se tem um ponta de lança como Harry Kane.  No entanto, esta primeira parte apesar de muito disputada mostrou um Liverpool mais atrevido e com melhores oportunidades de golo com os extremos a conseguirem sobrepor a sua velocidade ao posicionamento dos defesas londrinos.

Curiosamente o primeiro golo nasce de cabeça, após um lance de bola parada, mas para o Liverpool que conseguiu capitalizar da melhor forma um ressalto e Wijnaldum mais alto que todos conseguiu inaugurar o marcador aos 39 minutos. A primeira parte terminou assim com o Liverpool em vantagem e o Tottenham a não conseguir acompanhar o ritmo de jogo dos reds.

Wijnaldum abriu o marcador para os reds ainda na primeira parte.
Fonte: Liverpool FC

O jogo ficou sem dúvida mais animado na segunda parte, os primeiros minutos foram fervorosos com grandes oportunidades de golo para ambas as equipas. Aos 53 minutos de jogo foi mesmo o Liverpool a alargar a vantagem. Uma jogada que começa com um passe fantástico de Robertson, e após alguma sorte e confusão na área, Roberto Firmino encosta o tento deixando assim o Liver mais folgado. Um jogo que contou com um Liverpool muito organizado e um Tottenham sem conseguir compensar, no entanto, já na fase final do jogo Lamela equilibra mais as contas e marca para os spurs, estabelecendo assim o resultado final de 1-2. Ficou a sensação que os reds podiam ter ganho por mais.

Onzes iniciais:

Tottenham: Vorm; Rose; Vertonghen; Alderweireld; Trippier; Dier(Wanyama 83’); Dembelé(Lamela 60’); Winks(Son 73´) ; Eriksen;  Lucas e Kane.

Liverpool: Alisson; Robertson; Van Dijk; Gomez; Alexander-Arnold(Matip 90’); Keita(Sturridge 83’); Wijnaldum; Milner; Mané; Firmino(Henderson 74´) e Salah.

Uma “pacata” manhã de domingo: 4 recordes mundiais sob ameaça

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A manhã de domingo promete ser um belo presente para todos os amantes das provas de estrada. A maioria dos olhos estarão postos na Maratona de Berlim, uma das mais importantes a nível mundial e local onde foram batidos todos os últimos 6 recordes da Maratona masculina. Já na prova feminina, se é verdade que os últimos 5 recordes não foram batidos em Berlim, a estreia de Tirunesh Dibaba no percurso faz-nos crer que algo de grande poderá acontecer e pelo menos o recorde de provas exclusivamente femininas poderá estar em risco de cair. Mas no mesmo dia não podemos deixar de prestar atenção à Meia-Maratona de Copenhaga, onde estarão presentes alguns dos principais nomes da distância à procura da glória da melhor marca da história e onde também poderemos ver interessantes experiências de atletas mais habituados à pista. 

Toquem os sinos: é o fim para CR7!

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É um tempo feliz para os arautos da desgraça de Cristiano Ronaldo. O craque português ainda não marcou um golo na Serie A, mesmo após três jornadas. Há que realçar que “CR7” marcou no seu primeiro jogo em casa tanto no Sporting como no Real Madrid, enquanto no Manchester United, com 18 anos, precisou de seis semanas. Assim, seria de esperar que o melhor jogador do mundo, após passar nove anos num clube e se transferir para uma nova liga, marcaria dentro das primeiras três semanas da época. E, como é óbvio, o seu insucesso nesta demanda significa, inevitavelmente, o final da sua carreira no topo do futebol.

Agora deixemo-nos de ironia: é verdade que este início de temporada não está a correr de feição novo número 7 da Juventus. E ninguém está mais frustrado com isto do que o próprio jogador. A sua reação após desperdiçar uma oportunidade de ouro no jogo contra a SS Lazio valeu-lhe algumas críticas. Isto porque, apesar de o seu colega de equipa, Mario Mandzukic, ter acabado por fazer o golo, Cristiano mostrou-se insatisfeito por não o ter conseguido. Egoísmo para uns, vontade de vencer para outros. Mas certamente há de ter passado pela cabeça de Cristiano Ronaldo qualquer coisa como «pronto, lá vão eles dizer que eu não consigo marcar em Itália e que estou acabado».

Fonte: UEFA

E foi assim que aconteceu: após o último jogo da Juventus, frente ao Parma, no qual Ronaldo ficou novamente em branco, a imprensa desportiva italiana começou a apontar-lhe o dedo. “O português desilude e não marca”, lia-se na capa do Corriere Dello Sport. Este súbito desdém contrasta – e de que maneira – com o entusiasmo que acompanhou a chegada do lusitano a Turim.

Blaise Matuidi saiu em defesa do seu colega de equipa, afirmando que Ronaldo «é um grande jogador e vai marcar eventualmente». Perante isto,  jornal espanhol AS publicou uma notícia com o título “Juventus vai ajudar Ronaldo a quebrar o seu enguiço na Serie A – Matuidi”. Isto levanta uma questão: que enguiço? Estar três jogos sem marcar um golo, mesmo para um jogador com os padrões de Cristiano Ronaldo, não é estar perante um enguiço. Aliás, na época passada, em consequência de uma suspensão na Supertaça Espanhola, Ronaldo falhou os jogos iniciais da época e só marcou na oitava jornada do campeonato. Acabou por fazer 27 golos em La Liga, a juntar aos 13 na Liga dos Campeões. E nas nove épocas que esteve no Real Madrid – de 2009/2010 a 2017/2018 -, o seu primeiro golo no campeonato veio nas seguintes jornadas, por ordem cronológica: primeira; quarta; segunda; terceira; terceira; primeira; terceira; terceira; oitava. Há ainda a ter em conta a agravante de estar perante defesas muito mais robustas e o facto de Allegri ainda estar à procura de um sistema que o consiga acomodar, tirando partido das suas qualidades e das de Paulo Dybala, outra peça fulcral que ainda está por marcar esta época.

Fonte: Manchester United FC

E não nos podemos esquecer dos inícios de época mais lentos que “CR7” tem tido. Não é por acaso: por muito nos faça pensar que não, Ronaldo já tem 33 anos. Já não está no suposto pico físico de um jogador profissional. E, ao longo das últimas épocas no Real Madrid, trabalhou juntamente com Zidenine Zidane para ultrapassar isto. Tornou-se num jogador de área, mais próximo de um 9 do que de um 10, e poupou-se nas fases iniciais da temporada, para depois ser decisivo no seu término, não só no campeonato mas também na Liga dos Campeões. E todos os anos, esta poupança, que tantos resultados tem dentro de campo, sai-lhe cara fora dele: lá vão saindo os críticos de ocasião, dizendo que é desta que ele está acabado, que passou o seu pico, que já não vai atingir os números astronómicos a que nos habituou. E no fim, acaba por atingir números astronómicos.

De qualquer maneira, os tais arautos da desgraça ficaram satisfeitos com o primeiro parágrafo deste texto. Esperemos que não tenham lido o resto e que também não se sentem para ver Cristiano quando este, inevitavelmente – como a morte e os impostos -, fizer os adeptos bianchonero saltar das cadeiras e gritar, em uníssono, SIIIIIIIIIIII. Quer isso aconteça na quarta, na quinta ou na oitava jornada. Há coisas que nunca mudam.

Foto de Capa: FIFA