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Pares: Jaime Faria e Henrique Rocha levam a melhor e conquistam Challenger de Brasília

Jaime Faria e Henrique Rocha venceram o título de pares do torneio Challenger de Brasília. Jovem de 21 anos está na final de singulares.

Jaime Faria e Henrique Rocha conquistaram o título de pares do torneio Challenger de Brasília. Para tal, a dupla portuguesa venceu o argentino Mariano Kestelboim e o brasileiro Marcelo Zormann na final.

Na final da respetiva competição, Jaime Faria e Henrique Rocha enfrentaram o argentino Mariano Kestelboim e o brasileiro Marcelo Zormann e ganharam pelos parciais de 6-3 e 6-2. É o sexto troféu que conquistam em conjunto no circuito internacional, o terceiro da dupla no ATP Challenger Tour.

Além disso, Henrique Rocha ainda jogará este domingo a final de singulares, contra o paraguaio Adolfo Daniel Vallejo, atual número 104 do ranking.

Jaime Faria
Fonte: Federação Portuguesa de Ténis

Dia de Clássico: eis os onzes prováveis do Benfica x FC Porto para a Primeira Liga

O Benfica recebe esta tarde o FC Porto na jornada 25 da Primeira Liga. Fica com os onzes prováveis das duas equipas.

O Benfica vai receber o FC Porto na jornada 25 da Primeira Liga. Na sequência da derrota frente ao Sporting para a Taça de Portugal, os dragões voltam novamente a Lisboa, agora para enfrentar o Benfica em jogo relativo ao campeonato.

O Benfica x FC Porto está marcado para este domingo, dia 8 de março, pelas 18h00 no Estádio da Luz. Podes ler a antevisão completa do Bola na Rede, com direito a análise, 10 dados rápidos, declarações de treinadores e, inclusive, previsão de resultado.

Fica com os onzes prováveis:

Benfica: Trubin; Dedic, Tomás Araújo, António Silva e Samuel Dahl; Richard Ríos, Enzo Barrenechea e Rafa; Prestianni, Schjelderup e Vangelis Pavlidis

FC Porto: Diogo Costa; Alberto Costa, Kiwior, Thiago Silva e Zaidu; Alan Varela, Froholdt e Gabri Veiga; Pepê, Pietuszewski e Deniz Gul

Carlos Vicens explica substituição ao intervalo na defesa do Braga: «Tinha cartão amarelo e o Luis Suárez é um avançado que exige muito»

Carlos Vicens analisou o Braga x Sporting que deu empate. O técnico explicou posicionamento de Gabriel Moscardo como central.

Carlos Vicens analisou o empate do Braga contra o Sporting por 2-2. O técnico espanhol trocou Paulo Oliveira por Gabriel Moscardo ao intervalo e explicou a alteração.

«Foi para substituir o Paulo Oliveira porque tinha cartão amarelo. Nos duelos com o Luis Suárez, que é um avançado que exige muito, foi para evitar uma expulsão. Tínhamos de encontrar uma solução e isso passou pelo Gabriel nessa posição de central pela direita. É um jogador rápido, com sentido coletivo, saída de bola, jogo aéreo e na formação do Corinthians já jogou nessa posição. Creio que fez um grande jogo. Jogou pela primeira vez connosco nessa posição, mas deu-nos estabilidade quando precisávamos», salientou o treinador arsenalista.

Lê a análise de Carlos Vicens após o jogo.

GP da Austrália: George Russell lidera dobradinha da Mercedes e impõe domínio em Melbourne

A CORRIDA: GEORGE RUSSELL CONTROLOU UM GP DA AUSTRÁLIA CAÓTICO E LIDEROU A DOBRADINHA DA MERCEDES, APROVEITANDO OS ERROS ESTRATÉGICOS DA FERRARI.

O Grande Prémio da Austrália ficou marcado por abandonos, vários períodos de Virtual Safety Car e muitas batalhas em pista. No final, a Mercedes saiu de Melbourne com uma dobradinha, aproveitando os erros estratégicos da Ferrari numa corrida onde as diferenças entre pelotões ficaram bem evidentes.

Antes mesmo do apagar das luzes, o drama já se fazia sentir. Oscar Piastri nem chegou a alinhar no Grande Prémio da casa após uma colisão na volta de formação. Nico Hülkenberg também foi obrigado a retirar o carro e não regressou à pista.

Quando a corrida começou, os Ferrari tiveram um excelente arranque. Charles Leclerc assumiu a liderança, enquanto Lewis Hamilton impressionou com uma partida muito forte. Pelo contrário, a Mercedes não teve o melhor arranque, especialmente Kimi Antonelli, que caiu para sétimo.

Isack Hadjar também teve um bom arranque, mas o rookie Arvid Lindblad demonstrou para o que veio. Mais atrás, destaque para os bons arranques de Esteban Ocon, Fernando Alonso e Carlos Sainz.

A liderança mudou rapidamente de mãos. Na segunda volta, George Russell conseguiu assumir o primeiro lugar, iniciando uma intensa batalha com Charles Leclerc. O monegasco acabaria por recuperar a liderança pouco depois.

Depois de arrancar do fundo da grelha, Max Verstappen já rodava na 14.ª posição à quarta volta.

Na volta 11 surgiram problemas no carro de Isack Hadjar, provocando um Virtual Safety Car. Lando Norris foi o primeiro a aproveitar para trocar pneus. A Mercedes respondeu com uma paragem dupla, enquanto os Ferrari optaram por manter os dois carros em pista, conservando o primeiro e segundo lugar, uma decisão que viria a revelar-se discutível.

Mais atrás, duas velhas rivalidades voltaram à pista. Sergio Pérez e Liam Lawson reataram a batalha que já tinham protagonizado no México em 2024. A luta pela 14.ª posição incluiu até um toque entre os dois pilotos.

Fernando Alonso chegou a retirar o carro, mas regressou à pista na volta 27. Pouco depois, um despiste de Valtteri Bottas originou novo Virtual Safety Car. A maioria dos pilotos que ainda não tinha parado aproveitou para ir às boxes, exceto os Ferrari, que voltaram a perder uma oportunidade de minimizar o tempo gasto na paragem.

Depois de todas estas trocas estratégicas, Max Verstappen já rodava na sexta posição.

Entretanto, Esteban Ocon e Pierre Gasly protagonizaram um toque que fez recordar os tempos de tensão entre ambos.

Na volta 25, Charles Leclerc foi finalmente às boxes e Lewis Hamilton assumiu a liderança. No entanto, três voltas depois George Russell recuperou o primeiro lugar quando o heptacampeão realizou a sua paragem.

Outra batalha conhecida voltou a ganhar destaque. Max Verstappen e Lando Norris voltaram a encontrar-se em pista. O britânico adiou o duelo na volta 35 para trocar pneus, optando pelo composto médio.

Novo Virtual Safety Car surgiu depois de um detrito do carro de Sergio Pérez ficar na pista. Na volta 37, Alonso retirou definitivamente o carro da corrida. Já Lance Stroll também recolheu às boxes, regressando apenas na volta 50.

Max Verstappen realizou a sua paragem na volta 42 e ainda tentou aproximar-se de Norris nas voltas finais, mas sem sucesso.

Apesar das muitas batalhas em pista, ficou evidente a diferença de ritmo entre os vários pelotões. Mercedes e Ferrari destacaram-se claramente na frente, enquanto McLaren e Red Bull Racing formaram um segundo grupo competitivo. Mais atrás, a Haas mostrou ter vantagem no restante pelotão, onde também se notaram grandes diferenças de ritmo.

Max Verstappen, que partiu do fim da grelha, recuperou posições com relativa facilidade frente aos carros do segundo pelotão, mas não conseguiu ultrapassar o McLaren de Lando Norris.

Lewis Hamilton ainda tentou atacar o colega de equipa nas voltas finais, mas não conseguiu concretizar a ultrapassagem.

No final, a Mercedes celebrou uma dobradinha convincente. A Ferrari, mesmo sem garantir que teria ritmo para vencer, acabou por facilitar o trabalho da equipa alemã ao não aproveitar os momentos de Virtual Safety Car para parar um dos dois carros.

Mais atrás, destaque para a excelente corrida de Gabriel Bortoleto. O brasileiro demonstrou maturidade na gestão das baterias e protagonizou várias ultrapassagens.

Também na estreia, Arvid Lindblad deixou boas indicações. Depois de um arranque impressionante, o jovem piloto realizou uma corrida muito sólida e tornou-se terceiro mais jovem de sempre a pontuar na Fórmula 1.

PILOTO DO DIA

Oliver Bearman – O britânico recuperou nove posições, ultrapassou quem precisava ultrapassar e controlou o ritmo na fase final da corrida. Apesar de arrancar atrás do colega de equipa, terminou à sua frente, liderando o grupo intermédio. Foi o melhor dos outros.

A DESILUSÃO

McLaren – Oscar Piastri nem chegou a arrancar depois de um erro na volta de formação, algo pouco esperado já na sua quarta temporada na Fórmula 1. Mesmo que um pódio fosse improvável, a McLaren perdeu logo à partida uma importante peça para lutar por pontos.

Lando Norris teve uma corrida praticamente sozinho. Não era apanhado, mas não conseguia nem chegar perto dos carros da frente. Ficou a mais de 50 segundos do vencedor, não é o esperado para a equipa e o piloto campeões do mundo. Parece que a McLaren não estava pronta para esta temporada. No entanto também não estava para a de 2024.

A Fórmula 1 regressa já no próximo fim de semana com o Grande Prémio da China, em Xangai. Será um fim de semana com corrida Sprint e o campeonato ainda agora começou.

Rui Borges responde ao Bola na Rede: «Na segunda parte existiu quebra de energia porque não estávamos tão bem para ir buscar referências tão fundas»

Braga e Sporting empataram 2-2 no jogo da 25.ª jornada da Primeira Liga. Rui Borges respondeu à questão do Bola na Rede em conferência de imprensa.

Rui Borges analisou a igualdade registada entre Braga e Sporting (2-2) na 25.ª jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve presente no Estádio Municipal de Braga, e, no final do encontro, teve a oportunidade de colocar uma questão ao treinador dos leões.

Lê também a questão colocada a Carlos Vicens, treinador do Braga.

Bola na Rede: Em comparação com o jogo em Alvalade, o Sporting conseguiu ajustar melhor as distâncias e a pressão, com o Morita mais subido e o próprio Gonçalo Inácio a ficar com a função de vigiar os movimentos do Horta ou do Pau Víctor. Gostava de lhe perguntar de que forma é que preparou esse momento do jogo? E por outro lado, tendo em conta que o Diego Rodrigues, quando o Braga tinha bola, tinha tendência para se juntar ao corredor central, de que forma é que o Sporting procurou beneficiar desse momento, sobretudo nas situações de recuperação de bola?

Rui Borges: Sim, trabalhamos exatamente um bocadinho nesse sentido. No jogo de Alvalade também aconteceu isso na primeira parte, por isso se nota a quebra de energia da primeira para a segunda parte. Não estávamos tão bem para ir buscar referências tão fundas – eram muitas referências, muito homem a homem – e tínhamos de controlar um bocadinho o espaço interior da profundidade, porque por vezes poderíamos ficar expostos com os dois centrais mais dentro e o espaço pelo corredor iria existir. Os nossos laterais tinham que estar muito vivos – neste caso, na linha de cinco – nas coberturas interiores. Fomos controlando, conseguindo aumentar a pressão, ir buscar e encurtar distâncias para as referências, como disseste e bem. Em relação ao Diego, o Braga jogou exatamente da mesma forma ou com a mesma dinâmica que usou contra o Vitória SC, com o Diego a andar por dentro e a fazer de 3.º ou 4.º homem – 3.º se estivesse mais baixo, 4.º se estivesse mais alto. Numa fase inicial, andou a quebrar campo, foi para a direita. É difícil para nós na procura de referências; perdemos uma referência. Por mais que o Ivan ou o Geny acompanhasse, quando ele passava pelo meio e ia para o corredor contrário, é lógico que largávamos e mudávamos para outra marcação. Como há tanta gente, raramente tínhamos homens livres. O homem livre, às vezes, era o Ousmane Diomande. Tirando isso, o Inácio foi buscar referências muito bem, como faz sempre, e estava definido para este jogo para fazer exatamente isso – e fez muito bem. Mas isso também criava algum desequilíbrio no Braga, que foi o que aconteceu na primeira parte, e nós tivemos 3 ou 4 lances em que poderíamos ter finalizado em contra-ataque ou em ataques rápidos. Com melhores definições na baliza do Braga, sabíamos disso. Sabíamos que, quando o Braga está no meio-campo mais ofensivo, fica demasiado exposto defensivamente. A transição deles também não é tão boa quanto isso, e sabíamos que poderíamos expor os três centrais do Braga em contra-ataques e ataques rápidos. Isso aconteceu mais na primeira parte e menos na segunda. Mesmo assim, na segunda parte conseguimos um ou outro contra-ataque e poderíamos também ter tomado melhores decisões ou finalizado melhor nos ataques à baliza do Braga. Agora, perdemos um pouco de energia naquilo que era ir buscar referências mais fundas, porque é um desgaste enorme, e é natural que a equipa tivesse quebrado um bocadinho essa energia.

Carlos Vicens responde ao Bola na Rede: «O objetivo era que o Zalazar estivesse no corredor esquerdo para combinar com o Ricardo Horta, Pau Víctor e o Diego»

Braga e Sporting empataram 2-2 no jogo da 25.ª jornada da Primeira Liga. Carlos Vicens respondeu à questão do Bola na Rede em conferência de imprensa.

Carlos Vicens analisou a igualdade registada entre Braga e Sporting (2-2) na 25.ª jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve presente no Estádio Municipal de Braga, e, no final do encontro, teve a oportunidade de colocar uma questão ao treinador dos bracarenses.

Lê também a questão colocada a Rui Borges, treinador do Sporting.

Bola na Rede: Numa fase inicial, o Rodrigo Zalazar esteve muito encostado à esquerda, e daí até surgiu primeiro golo. No entanto, a partir daí começou a aproximar-se mais do corredor direito para combinar com o Ricardo Horta. Gostava de lhe perguntar se isso já fazia parte da estratégia inicial ou se foi ajustando ao longo do jogo?

Carlos Vicens: Sim, hoje o objetivo era que o Rodrigo Zalazar estivesse mais no corredor esquerdo, não só para combinar com o Ricardo e o Pau Víctor, mas também com o Diego. O mais importante era que os jogadores conseguissem ter opções para receber a bola em diferentes momentos e posições, sempre com a intenção clara de a equipa conseguir construir e fixar-se no meio-campo rival. Com a entrada do Gabri Martinez, quisemos que o Rodrigo Zalazar assumisse uma posição mais centrada, mas é sempre importante ter em conta a natureza de cada jogador. O jogador precisa ocupar posições onde se sinta mais confortável e, ao mesmo tempo, oferecer rendimento à equipa. E aí, e já falámos muitas vezes com os jogadores, é essencial que tentem compensar-se uns aos outros, determinando claramente as obrigações de cada um em campo. Para nós, é fundamental ter presença dos jogadores e garantir que não ficam desprotegidos. É importante que os jogadores se olhem uns aos outros, se entendam, respeitem e se ajudem. Se isso acontece durante o jogo, naturalmente, as coisas tendem a correr bem.

Carlos Vicens explica time-out na primeira parte do Braga x Sporting: «Falámos de ser valentes, de sermos nós próprios, de querer a bola»

Carlos Vicens analisou o Braga x Sporting que deu empate. O técnico justificou o time-out ainda nos primeiros minutos de jogo.

Carlos Vicens analisou o empate do Braga contra o Sporting por 2-2. O técnico espanhol revelou o que disse à equipa no “time-out” da primeira parte, ainda nos primeiros 15 minutos de jogo.

«Falámos de ser valentes, de sermos nós próprios, de querer a bola porque tudo passava por sermos capazes de impor-nos com bola. Fomos agressivos na pressão, perante uma equipa muito dinâmica, que tem sempre soluções, mas a participação de muitos jogadores por dentro podia dar-nos vantagem. Foi o que insistimos no intervalo, foi isso que procurámos mais na segunda parte e estivemos mais perto do golo», revelou o treinador do Braga.

Lê a análise de Carlos Vicens após o jogo.

Entre a esperança encarnada e o KO azul e branco | Benfica x FC Porto

Primeira Liga, 25.ª jornada: domingo, 8 de março de 2026, 18h00.

A ANTEVISÃO: BENFICA TEM DE VENCER SE QUISER CONTINUAR A PENSAR NO TÍTULO. O FC PORTO QUER AFASTAR DE VEZ A ÁGUIA DO CAMPEONATO

O campeonato entra na sua reta final. Faltam 10 jornadas para o seu término, e as grandes decisões aproximam-se. Nesta jornada, onde o Sporting cedeu um empate frente ao Braga, vamos ter um clássico decisivo quanto às contas do título. O Benfica, terceiro classificado com 58 pontos, recebe o líder FC Porto, com 65, no Estádio da Luz, numa partida de tudo ou nada para as águias. Só a vitória permite à formação encarnada continuar a sonhar com a conquista do campeonato. Ficar a quatro pontos dos dragões significa encarar com mais optimismo o que resta da liga, na esperança que até final a matemática jogue a seu favor.

A receita de José Mourinho para derrotar a sua antiga equipa já terá sido estudada ao pormenor. O Benfica vem de quatro triunfos consecutivos, e hoje é uma equipa mais consistente, mais trabalhada e com processos de jogo onde já se nota o dedo do special one. O conjunto lisboeta sabe da importância deste desafio, pois para além de encurtar distâncias para o FC Porto, pode ficar apenas a um ponto do Sporting, atual segundo classificado. Será também uma excelente oportunidade para o Benfica vencer pela primeira vez o FC Porto esta época, depois do empate na primeira volta e da eliminação na Taça de Portugal. Entre o lote de indisponíveis há uma baixa de peso para o clássico. Fredrik Aursnes viu o seu nome ser riscado da convocatória a meio da semana e não vai a jogo por lesão. Richard Ríos será o escolhido para ocupar o lugar do médio norueguês. E como se já não bastasse, sabe-se agora que Leandro Barreiro também está com limitações físicas e é dúvida para o embate com os azuis e brancos. Bruma, Nuno Félix e João Veloso estão a recuperar de lesões e continuam ausentes.

Quanto ao FC Porto, vai querer entrar com tudo na Luz. Depois da derrota com o Sporting na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, onde estava claramente a pensar neste jogo, os dragões querem acabar de vez com as esperanças encarnadas quanto à conquista do título nacional. Caso haja triunfo portista, não só dão um KO na águia, como aumentam para seis pontos a vantagem em relação ao Sporting. O mesmo é dizer que os azuis e brancos podem embalar para um São João antecipado nos Aliados. Jan Bednarek é a grande dúvida para este importante compromisso. O central polaco lesionou-se no embate com o Sporting a meio da semana, e só a poucas horas antes do início do encontro é que se vai saber se Francesco Farioli vai poder contar com ele. Bednarek tem sido a principal referência na defesa azul e branca, e além disso é um elemento importante nos lances de bola parada. Caso se confirme a sua indisponibilidade, é Thiago Silva quem avança para o onze. De fora por lesão ficam Nehuén Perez, Luuk de Jong e Samu.

Os duelos entre Benfica e FC Porto têm já uma longa história e a rivalidade entre ambos costuma fazer faísca. Dentro e fora das quatro linhas. Espera-se um grande jogo de futebol, intenso, apaixonante e imprevisível. As duas equipas vão dar tudo e leva a melhor aquela que for mais competente, onde por vezes a sorte também decide jogos. Quem vai estar a acompanhar com bastante atenção o desenrolar desta partida será o Sporting. O conjunto leonino espera um tropeção dos azuis e brancos no Estádio da Luz, para saber se o ponto conquistado em Braga irá servir de consolação. O árbitro do clássico será João Pinheiro, da Associação de Futebol de Braga.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Benfica e FC Porto já se defrontaram 259 vezes em todas as competições. 93 vitórias para os encarnados e 103 triunfos para os azuis e brancos.
  2. Nesses 259 jogos, o clube lisboeta marcou 398 golos e o emblema nortenho 375.
  3. A maior vitória caseira do Benfica frente ao FC Porto aconteceu na época 1942/43, numa partida para o campeonato. 12-2 foi o resultado.
  4. O maior triunfo do FC Porto na casa das águias ocorreu na temporada 1995/96, na Supertaça Cândido de Oliveira. Goleada dos dragões por 0-5.
  5. O resultado mais comum no Estádio da Luz entre os dois conjuntos é o empate a uma bola, e já se verificou por 16 ocasiões.
  6. A formação orientada por José Mourinho é a única equipa que ainda não perdeu para o campeonato.
  7. O FC Porto tem a melhor defesa da Primeira Liga, com oito golos sofridos.
  8. O Benfica vem de quatro vitórias consecutivas para o campeonato, a melhor sequência da época até ao momento.
  9. O conjunto azul e branco tem apenas quatro derrotas nos últimos 38 jogos.
  10. A primeira vez que Benfica e FC Porto se defrontaram foi no longínquo ano de 1931. Vitória dos encarnados por 3-0.

JOGADORES A TER EM CONTA

Rafa Silva Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Rafa Silva – Se as exibições do Benfica melhoraram substancialmente nos últimos tempos, em muito se deve ao regresso de Rafa Silva à Luz. O avançado português de 32 anos chegou da Turquia no mercado de inverno, agarrou a titularidade e sentou Sudakov no banco de suplentes. Rafa é um jogador bem mais objetivo do que o ucraniano. Aparece com mais frequência em zonas de finalização, e isso ajuda Pavlidis a ter outra liberdade no ataque. A velocidade é o seu maior trunfo, podendo fazer várias posições no setor ofensivo, seja a jogar pelas faixas, ou atrás do ponta-de-lança, onde se sente mais à vontade. Marcou dois golos até ao momento.

Oskar Pietuszewski
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Oskar Pietuszewski – Tem apenas 17 anos e muito futebol nos pés. O extremo polaco que o FC Porto contratou ao Jagiellonia Bialystok no mercado de inverno pegou de estaca na equipa de Farioli. Pietuszewski é um jogador com uma grande capacidade técnica e forte no um para um. Atua preferencialmente pelo lado esquerdo do ataque, e gosta de fletir para o meio para rematar à baliza. O seu primeiro golo com a camisola azul e branca, e único até ao momento, foi o mais rápido de sempre marcado por um jogador do FC Porto no Estádio do Dragão. Este jovem talento tem uma enorme margem de progressão, e só o tempo dirá se estamos na presença de um craque de nível mundial.

XI´s PROVÁVEIS

Benfica: Trubin; Dedic, Tomás Araújo, António Silva e Samuel Dahl; Richard Ríos, Enzo Barrenechea e Rafa; Prestianni, Schjelderup e Vangelis Pavlidis

Treinador: José Mourinho

«Honestamente, não sei o que esperar. Dizer o que se espera tem sempre um risco elevado porque o futebol é imprevisível. Podemos falar de declarações de intenções, mas o que se espera é complicado. As contas do campeonato fazem-se jogo a jogo e tem sido assim desde o princípio e até que matematicamente as contas estejam abertas. Enquanto a matemática o permitir, os jogos têm todos a mesma importância. Objetivamente, são sete pontos de distância. Pondo em cima da mesa uma dose de pessimismo, sete que se transformem em dez seria um passo gigante para as hipóteses de sermos campeões se esfumarem. Não quero ser pessimista e pensar nisso e quero ser o mais pragmático possível. Enquanto matematicamente as coisas forem possíveis, vamos com tudo o que temos».

FC Porto: Diogo Costa; Alberto Costa, Kiwior, Thiago Silva e Zaidu; Alan Varela, Froholdt e Gabri Veiga; Pepê, Pietuszewski e Deniz Gul

Treinador: Francesco Farioli

«Com 30 pontos por jogar, tudo é possível e digo que o Benfica é candidato ao título desde o início. A evolução desde que o Mourinho assumiu o comando é muito clara, ainda não perdeu no campeonato, uma das duas únicas da Europa nessa situação. O que fizeram na Champions League também foi bom, dois excelentes jogos com o Real. Estamos conscientes da qualidade do adversário e já disse muitas vezes a admiração que tenho por Mourinho como treinador e como pessoa. Vai ser um grande desafio, mas estamos prontos e muito confiantes na nossa qualidade».

PREVISÃO DE RESULTADO: Benfica 2-1 FC Porto

Rui Borges desvaloriza ausência de Maxi Araújo na próxima jornada e fala em lance chave no Braga x Sporting: «O jogo poderia ser diferente, mas é o que é»

Rui Borges analisou o empate do Sporting em Braga. Técnico falou em Maxi Araújo, que viu o nono amarelo, e na falha de Luis Suárez.

Rui Borges fez a análise do empate sofrido pelo Sporting em Braga por 2-2. Maxi Araújo estará fora da próxima jornada depois de ver o nono amarelo e Luis Suárez desperdiçou, com o guarda-redes na frente, a hipótese do 2-0 na primeira parte e o técnico analisou estes dois pontos.

«Dor de cabeça era se jogasse com dez, mas jogo com onze. Há outros jogadores para jogar. Quanto ao Suárez, poderia ter feito mas é o que é. Mérito do guarda-redes do Braga também. O jogo poderia ser diferente, mas é o que é. A forma como a equipa conseguiu esse lance é que importa frisar», destacou o treinador.

mais declarações de Rui Borges depois do jogo.

Rui Borges e o Benfica x FC Porto: «Não estou preocupado com o que se vai passar»

Rui Borges analisou o empate do Sporting em Braga. Técnico não quis olhar para o Clássico nem para a liderança do FC Porto.

Rui Borges fez a análise do empate sofrido pelo Sporting em Braga por 2-2. O treinador leonino não quis pensar no Clássico entre o Benfica e o FC Porto nem na liderança da Primeira Liga.

«Não me compete comentar sobre esse jogo. Não estou preocupado com o que se vai passar», vincou Rui Borges, que recusou pensar na ideia de que o título já está nas mãos do FC Porto.

«Não me compete, não é o meu jogo, não estou preocupado com isso. É o jogo, também já fiz vários golos depois dos 90. Eu quero é ganhar, agora empatei nos descontos. O jogo é isto, temos de ver o que poderíamos ter feito melhor. É o futebol», confessou o treinador.

mais declarações de Rui Borges depois do jogo.