Rui Borges responde ao Bola na Rede: «Na segunda parte existiu quebra de energia porque não estávamos tão bem para ir buscar referências tão fundas»

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Braga e Sporting empataram 2-2 no jogo da 25.ª jornada da Primeira Liga. Rui Borges respondeu à questão do Bola na Rede em conferência de imprensa.

Rui Borges analisou a igualdade registada entre Braga e Sporting (2-2) na 25.ª jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve presente no Estádio Municipal de Braga, e, no final do encontro, teve a oportunidade de colocar uma questão ao treinador dos leões.

Lê também a questão colocada a Carlos Vicens, treinador do Braga.

Bola na Rede: Em comparação com o jogo em Alvalade, o Sporting conseguiu ajustar melhor as distâncias e a pressão, com o Morita mais subido e o próprio Gonçalo Inácio a ficar com a função de vigiar os movimentos do Horta ou do Pau Víctor. Gostava de lhe perguntar de que forma é que preparou esse momento do jogo? E por outro lado, tendo em conta que o Diego Rodrigues, quando o Braga tinha bola, tinha tendência para se juntar ao corredor central, de que forma é que o Sporting procurou beneficiar desse momento, sobretudo nas situações de recuperação de bola?

Rui Borges: Sim, trabalhamos exatamente um bocadinho nesse sentido. No jogo de Alvalade também aconteceu isso na primeira parte, por isso se nota a quebra de energia da primeira para a segunda parte. Não estávamos tão bem para ir buscar referências tão fundas – eram muitas referências, muito homem a homem – e tínhamos de controlar um bocadinho o espaço interior da profundidade, porque por vezes poderíamos ficar expostos com os dois centrais mais dentro e o espaço pelo corredor iria existir. Os nossos laterais tinham que estar muito vivos – neste caso, na linha de cinco – nas coberturas interiores. Fomos controlando, conseguindo aumentar a pressão, ir buscar e encurtar distâncias para as referências, como disseste e bem. Em relação ao Diego, o Braga jogou exatamente da mesma forma ou com a mesma dinâmica que usou contra o Vitória SC, com o Diego a andar por dentro e a fazer de 3.º ou 4.º homem – 3.º se estivesse mais baixo, 4.º se estivesse mais alto. Numa fase inicial, andou a quebrar campo, foi para a direita. É difícil para nós na procura de referências; perdemos uma referência. Por mais que o Ivan ou o Geny acompanhasse, quando ele passava pelo meio e ia para o corredor contrário, é lógico que largávamos e mudávamos para outra marcação. Como há tanta gente, raramente tínhamos homens livres. O homem livre, às vezes, era o Ousmane Diomande. Tirando isso, o Inácio foi buscar referências muito bem, como faz sempre, e estava definido para este jogo para fazer exatamente isso – e fez muito bem. Mas isso também criava algum desequilíbrio no Braga, que foi o que aconteceu na primeira parte, e nós tivemos 3 ou 4 lances em que poderíamos ter finalizado em contra-ataque ou em ataques rápidos. Com melhores definições na baliza do Braga, sabíamos disso. Sabíamos que, quando o Braga está no meio-campo mais ofensivo, fica demasiado exposto defensivamente. A transição deles também não é tão boa quanto isso, e sabíamos que poderíamos expor os três centrais do Braga em contra-ataques e ataques rápidos. Isso aconteceu mais na primeira parte e menos na segunda. Mesmo assim, na segunda parte conseguimos um ou outro contra-ataque e poderíamos também ter tomado melhores decisões ou finalizado melhor nos ataques à baliza do Braga. Agora, perdemos um pouco de energia naquilo que era ir buscar referências mais fundas, porque é um desgaste enorme, e é natural que a equipa tivesse quebrado um bocadinho essa energia.

Rodrigo Lima
Rodrigo Limahttp://www.bolanarede.pt
Rodrigo é licenciado em Ciências da Comunicação e está a frequentar o mestrado em Gestão do Desporto. Trabalha na área do jornalismo desportivo, com particular interesse pela análise de futebol.

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