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Estugarda sofre golo nos descontos e empata antes de enfrentar o FC Porto: eis os primeiros resultados do dia da Bundesliga

O Estugarda empatou 2-2 com o Mainz 05 na jornada 25 da Bundesliga. Tiago Tomás fez uma assistência durante a partida.

O Estugarda registou um empate no último jogo antes de enfrentar o FC Porto. Este sábado, a equipa alemã empatou fora de casa 2-2 com o Mainz 05 numa partida relativa à jornada 25 da Bundesliga. O português Tiago Tomás entrou aos 75 minutos e fez a assistência para o segundo golo.

Jae-sung Lee (39′) marcou o primeiro golo do jogo e o Mainz 05 estava assim a vencer. Na segunda parte, o Estugarda conseguiu dar a volta ao resultado através de Ermedin Demirović (76′) e Deniz Undav (77′). O Mainz 05 empatou já nos descontos com golo de Danny da Costa (90+1′).

Com este resultado, o Estugarda tem agora 47 pontos e está no 4.º lugar da Bundesliga. Já o Mainz 05 ocupa de momento o 14.º posto com 24 pontos.

Eis os primeiros resultados do dia da Bundesliga:

  • Heidenheim 2-4 Hoffenheim
  • Mainz 05 2-2 Estugarda
  • Leipzig 2-1 Augsburgo
  • Friburgo 3-3 Bayer Leverkusen
  • Wolfsburgo 1-2 Hamburgo

Paços de Ferreira carimba reviravolta contra Portimonense após estar a perder por 2-0 e muda contas do último lugar da Segunda Liga

Jogo importante na luta pela manutenção na Segunda Liga. O Paços de Ferreira conseguiu uma grande reviravolta e venceu o Portimonense por 3-2.

O Paços de Ferreira venceu o Portimonense por 3-2 num jogo de muitos golos e com uma reviravolta na segunda parte. Pacenses foram para o intervalo a perder por 2-0 e conseguiram dar a volta.

Welat Cagro (19′) e Xavier (43′) deram a vantagem provisória ao Portimonense, mas os pacenses reagiram. João Victor (46′ e 53′) empatou o jogo e Miguel Falé (70′) carimbou a reviravolta. João Pinto (72′) ainda foi expulso e obrigou o Paços de Ferreira a defender a vantagem com 10 jogadores.

Com este resultado, o Paços de Ferreira deixa o Portimonense sozinho no último lugar da Segunda Liga. O Paços é 16.º, em lugar de playoff, com 27 pontos e um jogo em atraso, e os algarvios são últimos com 24. Pelo meio está a Oliveirense, que perdeu neste domingo.

Nuno Cunha Paços de Ferreira
Fonte: Edmilson Monteiro / Bola na Rede

5 jogadores que podem decidir o Benfica x FC Porto

Joga-se este domingo, no Estádio da Luz, a 25.ª jornada da Liga Portuguesa que coloca frente a frente Benfica e FC Porto. Entre dois históricos do futebol nacional, espera-se um encontro de grande intensidade, como é tradição sempre que estas duas equipas se encontram. Habitualmente, os clássicos entre águias e dragões são marcados pelo equilíbrio competitivo, pela exigência tática, emoção e por momentos de grande qualidade coletiva e individual, em que qualquer detalhe pode acabar por fazer a diferença no resultado.

Embora cada um dos emblemas apresente os seus trunfos, as diferenças de abordagem prometem um duelo estratégico interessante. Visto só a vitória interessar, a equipa orientada por José Mourinho deverá procurar assumir maior protagonismo ofensivo, tentando impor a sua estratégia e pressionar os dragões, sustentada também pela invencibilidade na Liga, o que reforça a confiança do conjunto encarnado. Já o coletivo portista tenderá a apresentar-se mais coeso e organizado do ponto de vista defensivo, privilegiando a solidez coletiva e a capacidade de explorar eventuais lacunas do adversário em momentos de transição ou de recuo coletivo.

Sendo um encontro preparado ao detalhe por ambas as equipas, o que certamente o levará a ser decidido em pormenores, vários são os jogadores que podem assumir um papel determinante na resolução do encontro. Em cada uma das equipas existem elementos com experiência neste tipo de jogos e outros com talento e capacidade para emergir como protagonistas. Tanto no plano ofensivo (através da criatividade, pressão e eficácia) como no plano defensivo (assente na consistência, atenção e rigor posicional) poderá estar a chave para desequilibrar a partida a favor de um dos emblemas. Não faltam candidatos a decidir este Benfica x FC Porto, num clássico que promete voltar a ser resolvido nos detalhes e será o jogo de muitas decisões.

5.

Diogo Costa FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Diogo Costa – O capitão portista será novamente uma peça-chave na segurança azul e branca à estratégia ofensiva das águias. Embora seja necessário que o FC Porto se apresente na Luz com o bloco defensivo coeso como muito se tem assistido esta época, é certo que uma noite eficaz do guarda-redes dos dragões sempre que seja chamado a intervir, certamente fará a equipa de Francesco Farioli ficar mais perto de sair da Luz com o resultado desejado.

Diogo Costa destaca-se pelos seus reflexos bem apurados e pelo posicionamento competente entre os postes. Tem um papel determinante na organização defensiva do FC Porto e demonstra confiança no jogo com os pés. Para além de simbolizar a “mística” portista, é um guardião consistente e regular nas suas exibições. As suas intervenções decisivas poderão, novamente, influenciar diretamente o desfecho do clássico.

4.

Jan Bednarek Francesco Farioli FC Porto
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Jan Bednarek – Se estiver disponível, terá duas funções fulcrais. Será essencial na coesão do eixo defensivo (juntamente com Kiwior) capaz de matar qualquer iniciativa das águias, como será um dos rostos capaz de fazer a diferença nos lances de bola parada. Já o fez na eliminatória da Taça de Portugal disputada no estádio do Dragão e pode fazê-lo de novo.

O defesa central polaco tem um forte perfil físico, capaz no jogo aéreo, vence muitos duelos defensivos e tem controlo em termos de agressividade. Um regresso para a batalha contra os encarnados será uma mais-valia para a equipa azul e branca.

3.

Rafa Silva Vangelis Pavlidis Benfica Jogadores
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Rafa Silva – Tendo de estar organizado defensivamente, a diferença para a equipa do Benfica vencer este clássico está na consistência e eficácia do seu ataque. Logo, será um ótimo jogo para o reforço de inverno benfiquista mostrar o seu melhor e ajudar a decidir a favor da sua equipa.

Rafa é veloz tanto no corredor lateral como pelo centro, é um elemento experiente a contribuir em transições rápidas e jogadas de contra-ataque, bom no drible curto e movimenta-se bem em espaços curtos na procura de criar um desequilíbrio. Qualquer desatenção em relação a Rafa pode ser fatal.

2.

William Gomes Victor Froholdt Sporting FC Porto
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

William Gomes – Já foi decisivo em diversos jogos. Com a realidade do FC Porto estar limitado no centro do ataque por lesão de Samu, o jogo pelas alas ganha assim mais importância com vista a “furar” a defesa adversária e criar desequilíbrios para oportunidades de finalização.

Apesar de Pepê ser o principal trunfo nas alas em termos de rapidez e consistência, William tem a virtuosidade e a capacidade remate que poderá afazer a diferença. Tendo o Benfica já demonstrado em alguns jogos esta época, ter algumas lacunas nas laterais como no centro da defesa, tal representa uma oportunidade para os dragões tentarem aproveitar. Embora a equipa de Mourinho quase nada tenha concedido nos duelos com os dragões e procure novamente esse cenário, não deixa de ser um campo para os extremos portistas e nomeadamente William explorarem.

William Gomes é veloz, criativo, com bom drible, capaz no um para um e tem uma finalização fora da área bem capaz de surpreender. Tais atributos fazem do extremo portista um dos trunfos para a equipa de Farioli ser superior na Luz e chegar à vitória.

1.

Vangelis Pavlidis Benfica 2
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Vangelis Pavlidis – O melhor marcador das águias (28 golos) e o segundo melhor da Liga (20 golos) é obviamente um dos rostos candidatos a decidir o clássico. Pavlidis é exímio na finalização, bom na movimentação em busca do espaço, é competente na ligação com colegas na construção de jogo de costas para a baliza e pressiona os setores defensivos adversários.

Qualquer erro da defesa portista pode ser aproveitado pelo avançado grego, que será difícil de parar se estiver no seu melhor.

José Mourinho não comenta palavras de Frederico Varandas e André Villas-Boas: «Evito entrar em conversa de presidente. Eles empregam-nos, desempregam-nos, são hierarquicamente superiores»

José Mourinho realizou a antevisão do Benfica x FC Porto. Técnico foi questionado sobre o momento tenso do futebol português.

José Mourinho falou em conferência de imprensa e fez a antevisão do Benfica x FC Porto. O técnico foi questionado sobre o momento do futebol português e não quis comentar declarações de Frederico Varandas e de André Villas-Boas.

«Momento do futebol português e clima de guerra de palavras? Misturar comunicados do Benfica com trocas de palavras entre presidentes do Sporting e FC Porto é exagerado. Relativamente às palavras dos presidentes, presidente é presidente, treinador é treinador. A menos que vá a uma situação limite, evito entrar em conversa de presidente. Eles empregam-nos, desempregam-nos, são hierarquicamente superiores e longe de mim comentar as palavras que trocaram presidentes do Sporting e FC Porto. De outro âmbito, poderia ser mais específico. Eu sou treinador e o que posso fazer é analisar coisas do jogo, influências diretas no jogo. Trocas de palavras entre dirigentes importantes já não é para mim».

O Benfica x FC Porto joga-se este domingo, dia 8 de março, a partir das 18h. Lê toda a conferência de imprensa de José Mourinho.

José Mourinho analisa novas dinâmicas do FC Porto e prepara surpresas: «Temos de ser capazes de ler o jogo e comunicar sem a parolice de mandar o Trubin para o chão para reunir os jogadores num time-out»

José Mourinho realizou a antevisão do Benfica x FC Porto. Técnico abordou dinâmicas e identidade do rival.

José Mourinho falou em conferência de imprensa e fez a antevisão do Benfica x FC Porto. O técnico falou das novas variantes de jogo nos dragões, com Pepê por dentro, e falou na filosofia azul e branca… mas também na encarnada.

«Pepê na zona central? Em Alvalade usou uma variante que surpreendeu e me surpreendeu como analista do lado de lá do ecrã. Cria dificuldades diferentes ao adversário e obrigou-nos a trabalhar um pouco mais. Trabalhámos em função da época do FC Porto e em relação a essa variante, com o quadrado na zona central. Até podem aparecer com outra variante para nos surpreender e temos de ser capazes de ler o jogo e comunicar, sem a parolice de mandar o Trubin para o chão para reunir os jogadores num time-out. O FC Porto tem este treinador há muitos meses, na pré-época trabalha-se muita coisa, as equipas vão evoluindo e podem introduzir novas variantes. Saiu-lhes bem e tiveram uma entrada muito boa».

«Ponto forte do FC Porto? Não consigo fracionar nem separar, nem gosto de o fazer. Se têm tantos pontos é porque são equipa na globalidade, um estilo definido ou por treinador ou por administração ou ambos. O que fizeram em contratações no verão e em janeiro foi para alimentar esse estilo e filosofia e levou a fazerem tantos pontos, mais que na época passada, que é uma ilha no oceano. Não é uma coisa normal. Se ele disse algo positivo sobre o processo ofensivo, disse o que toda a gente vê e alguns não querem dizer. O Benfica é uma equipa que ofensivamente cria muito e joga no campo adversário. Expõe-se, porque não somos uma equipa que marca muitos golos em função do que cria. Há uma exigência em relação ao benfiquismo, exigem que jogue de determinada maneira. Há clubes sem esta exigência, onde só exigem o resultado. Às vezes cometemos erros e pagamos por isso. Não critico modos de jogar, cada um joga com as suas ideias e com a idiossincracia de cada clube».

O Benfica x FC Porto joga-se este domingo, dia 8 de março, a partir das 18h. Lê toda a conferência de imprensa de José Mourinho.

5 Benfica x FC Porto decisivos na segunda volta

O futebol português tem jogos especiais e um dos quais é o grande clássico entre Benfica e FC Porto. Um duelo com um histórico riquíssimo e com grandes figuras a envergar os “mantos sagrados” das almas da águia e do dragão. Este domingo a tradição continua, aliada a outra tradição: ser um clássico que será decisivo nas contas finais do título.

No global de encontros entre encarnados e azuis a contar para a Liga Portuguesa, disputaram-se 91 clássicos em casa lisboeta, com vantagem clara para os caseiros. Nos 91 jogos entre Benfica e FC Porto disputados entre 1934/35 e 2024/25, as águias venceram 45, 27 terminaram em empate e 19 sorriram aos dragões. Nos golos, o volume tem a mesma escala. As equipas encarnadas fizeram 174 golos nos 91 jogos com os dragões na capital, já os visitantes colocaram por 92 vezes a bola no fundo das redes benfiquistas. Embora a vantagem do Benfica na sua casa frente ao FC Porto fosse indiscutível, com a passagem do tempo e nomeadamente a viragem do século, a tendência foi-se alterando.

Desde a fundação do novo Estádio da Luz em 2003, jogaram-se na Catedral 22 clássicos entre águias e dragões a contar para a Liga Portuguesa, com números nada animadores para os da casa. Em 22 encontros, o Benfica apenas venceu por seis ocasiões, registaram-se sete empates e o FC Porto venceu as restantes nove partidas. No campo dos golos, o registo é mais equilibrado. Dos 45 golos nos referidos 22 clássicos, o FC Porto tem apenas mais um golo marcado (23) que o Benfica (22). Dos 22 clássicos entre águias e dragões disputados no novo Estádio da Luz, metade foram jogados na segunda volta e em tal cenário, o domínio azul e branco aumenta. Nos onze duelos da segunda volta, o FC Porto venceu por seis vezes, contra apenas uma do Benfica e os restantes quatro terminaram com divisão de pontos.

Nos últimos 22 anos, Benfica e FC Porto protagonizaram grandes espetáculos a públicos apaixonados e muito observadores no Estádio da Luz e por todo o país a partir dos média. Existiram clássicos com todo o tipo de desfecho, tanto em resultado dos noventa minutos, como em relação ao desfecho da Liga. Sendo difícil a seleção dos melhores ou mais intensos, aqui ficam cinco lembranças de clássicos entre águias e dragões que se revelaram decisivos no desfecho de alguns dos campeonatos dos últimos 22 anos.

5.

Benfica 1-1 FC Porto – 2006/07 – Num dos campeonatos mais disputados das últimas décadas, o clássico entre águias e dragões teve lugar à 23.ª jornada. O FC Porto orientado por Jesualdo Ferreira chegava à Luz em primeiro lugar com um ponto de vantagem. A equipa do “professor” tinha sido demolidora na primeira volta (13 vitórias em 15 jogos e líder com sete e oito pontos de vantagem de Sporting e Benfica respetivamente), no entanto a segunda volta começa com alguns percalços. Os azuis e brancos perdem em Leiria (0-1) e em casa com o Estrela da Amadora (0-1) e os rivais aproximam-se. Uma semana antes da viagem a Lisboa, os portistas perdem com o Sporting de Paulo Bento no Dragão (0-1) e permitem a aproximação do Benfica. Tais circunstâncias, levam o FC Porto muito pressionado para o duelo da Luz e uma derrota resulta na perda da liderança.

Já o Benfica encontrava-se num período mais positivo. Após uma primeira volta sofrida (terceiro lugar com três derrotas e dois empates em 15 jogos), os comandados de Fernando Santos chegam ao clássico com uma sequência de cinco vitórias e desde que tinham perdido pela última vez (Braga por 1-3 em novembro de 2006), tinham um registo de onze vitórias em 13 jogos. Um registo que permitiu aproveitar as perdas de pontos do Sporting e relegá-los para terceiro lugar, tal como aproveitar as três derrotas na segunda volta do FC Porto para ficar a apenas um ponto dos líderes. Quem ganhasse o jogo ficava isolado no topo da tabela e um empate mantinha tudo em aberto e podia trazer de volta o Sporting à corrida (após a vitória no Dragão, os leões entravam na melhor fase da sua época). Num campeonato que estava a ser disputado ao ponto e ao pormenor, este podia ser o jogo de muitas decisões.

Pelos encarnados entraram em campo: Quim, Nélson, Anderson, David Luiz, Léo, Petit, Katsouranis, Simão Sabrosa (C), Karagounis, Miccoli e Nuno Gomes.

De dragão ao peito jogaram a titular: Helton, Bosingwa, Pepe, Bruno Alves, Fucile, Paulo Assunção, Lucho González (C), Raúl Meireles, Jorginho, Quaresma e Adriano.

O jogo foi equilibrado no geral e as duas equipas anularam-se mutuamente, com alguns erros que acabaram por não ser aproveitados pelo adversário. A primeira parte foi equilibrada e até chegar o golo do FC Porto por Pepe aos 41 minutos (através de um livre marcado por Quaresma), apenas duas boas oportunidades para cada lado (Adriano isolado não consegue desfeitear Quim e Petit acerta a poucos centímetros do poste na sequência de um livre bloqueado pela barreira). Na segunda parte, embora o FC Porto conseguisse controlar a ofensiva benfiquista, o ascendente pertenceu mais às águias. Após algumas tentativas fracassadas, acabou por ser o capitão Lucho González a colocar a bola na baliza de Helton com um toque infeliz, após um livre de Simão e um desvio de David Luiz. Até ao fim, nos descontos registaram-se as três melhores oportunidades.

Aos 92 minutos, Mantorras (após cruzamento de Karagounis) com um cabeceamento forte permitiu a Helton a defesa da noite. Aos 94 minutos, após cruzamento de Mantorras e assistência (de cabeça) de Simão, Derlei remata forte e Helton defende com segurança para canto. No último lance do jogo, Marek Cech serpenteia pela defensiva encarnada, coloca em Wason Rentería que isolado dá um toque pouco potente na bola e nada enquadrado com a baliza, naquela que poderia ter sido a oportunidade que daria a vitória aos dragões.

O jogo terminava empatado, tudo em aberto com a repartição de pontos e marcado pelo regresso do talento brasileiro Anderson que estivera parado seis meses (num lance com Katsouranis no FC Porto x Benfica da primeira volta).

Após o empate no clássico, o Benfica cai de forma e perde seis pontos nos quatro jogos seguintes (empates em Aveiro e caseiros com Braga e Sporting) e permite a ultrapassagem do Sporting. O FC Porto embora ainda tenha perdido mais cinco pontos até ao fim da Liga (derrota no Bessa e empate em Paços de Ferreira), acaba por segurar a vantagem até ao fim e sagra-se bicampeão, com um ponto de vantagem do Sporting e dois do Benfica. Jesualdo torna-se campeão pela primeira vez após 25 anos de carreira de treinador.

4.

Benfica 0-0 FC Porto – 2014/15 – Faltavam cinco jornadas para o fim da Liga e o clássico da Luz ia ser o jogo de muitas decisões. Além dos três pontos a separar as duas equipas (Benfica era líder), as mesmas também estavam separadas por realidades distintas. O Benfica tinha perdido muitos jogadores relevantes no defeso (Garay, Oblak, Rodrigo, Markovic, Siqueira e Enzo Pérez no mercado de inverno), mas tinha mantido uma base bem consolidada (Gaitán, Lima, Luisão, Maxi Pereira e Jardel) e com alguns reforços relevantes (Júlio César, Talisca, Eliseu, Samaris, Pizzi e Jonas). A equipa de Jorge Jesus liderava o campeonato desde a quarta jornada e apesar de ter perdido pontos em quatro deslocações (Braga, Paços de Ferreira, Alvalade e Vila do Conde), o seu registo caseiro era imbatível e quase todo vitorioso (apenas o Sporting pontuou na Luz 1-1). Tendo já vencido no Dragão por 2-0 na primeira volta, chegava às águias manter a vantagem de três pontos e dependia de si próprio para conquistar o bicampeonato que fugia há 31 anos.

O FC Porto reforçara-se com jogadores de nível alto (Oliver Torres, Brahimi, Cristian Tello e Casemiro) e procurava reconstruir uma equipa forte (Danilo, Jackson Martínez, Alex Sandro, Quaresma, Herrera), às ordens do técnico espanhol Julen Lopetegui. No entanto, os resultados estavam a dececionar a nível nacional. Apesar de ter feito uma excelente carreira na UEFA Champions League até aos quartos de final, a equipa saíra da prova goleada por 1-6 pelo Bayern de Munique (não aproveitando uma vantagem de 3-1 de um grande jogo na primeira mão)

Pelas águias alinharam: Júlio César, Maxi Pereira, Luisão (C), Jardel, Eliseu, Samaris, Pizzi, Nico Gaitán, Talisca, Lima e Jonas.

De azul e branco jogaram: Helton, Danilo, Maicon, Marcano, Alex Sandro, Casemiro, Rúben Neves, Evandro, Óliver Torres, Brahimi e Jackson Martínez (C).

O jogo acabou por ser equilibrado e com contenção de ambos os lados. O Benfica controlava o aspeto defensivo dando o protagonismo aos dragões sem arriscar muito. Os azuis e brancos entraram coesos do meio-campo para trás, procurando restabelecer uma confiança muito afetada pela pesada derrota no jogo anterior e sem arriscar demasiado igualmente. Na segunda parte, embora os pupilos de Jorge Jesus tenham arriscado um pouco mais, nada resultou em muito perigo para a baliza de Helton. Já os comandados de Lopetegui não conseguiram traduzir em oportunidades flagrantes, a maior percentagem de posse de bola e o ligeiro domínio que conseguiram ao longo da segunda parte e do jogo em geral.

O empate favoreceu muito mais a equipa encarnada, mantendo-se confortável numa vantagem de três pontos e passando a ser a única equipa a depender de si própria para chegar ao título. Tal veio a acontecer na penúltima jornada, em Guimarães. Embora as águias tenham empatado no terreno do Vitória SC (0-0), em Belém, o FC Porto também não foi além de um empate a um golo. Jorge Jesus conduzia o Benfica ao tão desejado bicampeonato e semanas mais tarde a mais uma conquista da Taça da Liga, antes de se mudar para o Sporting no defeso seguinte.

3. 

Benfica 1-1 FC Porto – 2016/17  – À 26.ª jornada, a luta estava praticamente reduzida a dois. O tricampeão Benfica, liderado por Rui Vitória, era líder desde a quinta jornada e ao longo da época mostrava-se como o grupo mais consolidado e com um plantel ligeiramente superior aos dos rivais. No entanto, com o decorrer da época a equipa encarnada mostrava fragilidade em alguns jogos. Uma situação que resultou em vitórias escassas e alguns jogos com perda de pontos, algo aproveitado nomeadamente pelo FC Porto.

Após estarem em quarto lugar, com sete pontos de atraso em relação às águias (líderes) à 11.ª jornada, a equipa de Nuno Espírito Santo consegue 13 vitórias em 15 jogos e coloca-se a um ponto das águias. A jornada anterior tinha sido marcante, pois o Benfica tinha empatado a zero na “capital do móvel” com uma exibição dececionante. Uma vitória do FC Porto no dia seguinte em casa frente ao Vitória FC, significava a ultrapassagem dos portistas aos benfiquistas no topo da tabela classificativa. No entanto, tal não aconteceu e o jogo termina empatado a uma bola. O jogo da Luz é decisivo para ambos, quem ganhar fica com a liderança da Liga e um empate mantém tudo em aberto.

Os eleitos de Rui Vitória para o embate foram: Ederson, Nélson Semedo, Luisão (C), Lindelof, Eliseu, Samaris, Pizzi, Salvio, Rafa Silva, Jonas e Mitroglou.

Às ordens de Nuno Espírito Santo entraram no relvado da Luz: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, André André, Oliver Torres, Corona, Brahimi e Tiquinho Soares.

O Benfica colocou-se em vantagem cedo aos sete minutos. Jonas converteu uma grande penalidade a castigar falta de Felipe sobre Jonas. Até ao fim da primeira parte, o jogo foi equilibrado com duas boas oportunidades para cada lado. Aos 37 minutos, Brahimi num livre direto bem executado, proporciona uma boa defesa a Ederson. Quatro minutos mais tarde e após um livre, Luisão cabeceia forte por pouco acima da baliza de Casillas.

Na segunda parte, os dragões entram decididos a empatar a partida. Aos 49 minutos, após um cruzamento bloqueado de Brahimi, um remate bloqueado de André André e novo cruzamento do mesmo jogador, a bola sobra para Maxi Pereira que remata potente para o fundo das redes. Surpreendentemente, o golo do lateral uruguaio feito ao ex-clube mudou o rumo do jogo. A equipa de Nuno Espírito Santo não continuou a carregar rumo à reviravolta na casa do rival e líder, mas começou a demonstrar uma estranha contenção e permitindo um enorme ascendente do Benfica no jogo. Até ao fim, o domínio foi inteiramente benfiquista, a esmagadora maioria das oportunidades pertenceu ao clube da casa e por pouco não alcançou a vitória.

Com o empate final, tudo continuava em aberto e o Benfica passara a ser a única equipa a depender de si própria para chegar ao título. Embora as águias ainda tivessem de ir a Alvalade e pudessem perder pontos nessa deslocação (o que veio acontecer com um empate a uma bola), a verdade é que tal acabou por ser infrutífero para o dragão um ponto atrás.

A equipa de Nuno Espírito Santo apenas vencera três dos sete jogos que restavam e perdeu seis pontos durante o mês que sucedeu ao clássico da Luz (empates em Braga, Madeira e caseiro com o CD Feirense). Um desleixo de resultados que acabou por manter o dragão no segundo lugar e permitiu ao Benfica festejar na penúltima jornada a 13 de Maio de 2017 (no mesmo dia em que o Papa Francisco veio a Fátima e Salvador Sobral venceu o festival da Eurovisão para Portugal, um regresso dos “três efes”) a conquista do 36.º título nacional, com triunfo caseiro de 5-0 ao Vitória SC.

2.

Benfica 0-1 FC Porto – 2017/18  –  Ia ser praticamente o jogo do título. Embora o Benfica ainda tivesse uma deslocação a Alvalade, o Sporting estava mais atrás na classificação (seis pontos de atraso) e os encarnados tinham apenas um ponto de vantagem sobre o FC Porto (segundo). A equipa treinada por Sérgio Conceição tinha liderado a Liga desde o começo com um rendimento regular e superior à concorrência, enquanto o Benfica tetracampeão tinha tido uma primeira volta com alguns percalços. No entanto, a segunda volta foi tendo um desenvolvimento distinto.

Nas quatro jornadas anteriores ao duelo entre águias e dragões, a equipa nortenha (invicta até então) perdeu dois encontros (Paços de Ferreira e Belém) e viu a equipa da capital subir à liderança. Só a vitória interessa aos portistas neste clássico, vencendo voltavam ao primeiro posto e dependiam de si para reconquistar o título que fugia há quase cinco anos. Entre fevereiro e meio de abril, as águias de Rui Vitória alcançam nove vitórias consecutivas e já não perdiam um jogo desde setembro (derrota no Bessa por 1-2), o que lhes permitiu saltarem do terceiro lugar em finais de janeiro para primeiro antes do clássico. O empate chegava para manter a liderança, mas uma vitória podia arrumar de vez a questão do pentacampeonato.

Pelos encarnados alinharam: Bruno Varela, André Almeida, Rúben Dias, Jardel (C), Grimaldo, Fejsa, Pizzi, Zivkovic, Franco Cervi, Rafa Silva e Raul Jiménez.

Os portistas titulares foram: Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Marcano, Alex Tellas, Sérgio Oliveira, Héctor Herrera (C), Otávio, Brahimi, Marega e Tiquinho Soares.

O jogo acabou por ser bastante equilibrado, mais com receio de sofrer do que vontade marcar e procurando um erro adversário. O Benfica fora ligeiramente superior na primeira parte, com mais oportunidades (Rafa por duas ocasiões) e o FC Porto mais contido criando pouco perigo.

Na segunda parte, o filme foi semelhante, mas mudando o sentido. A equipa de Sérgio Conceição mais atrevida ofensivamente (Marega e Brahimi a terem duas boas ocasiões para marcar), mantendo a coesão do meio-campo para trás, dando menos espaços à turma de Rui Vitória e mantendo a equipa fresca com substituições estratégicas. Até que aos 90 minutos vem o momento que muda o rumo do encontro e da Liga. Num ataque dos azuis e brancos pelo centro da defensiva encarnada, após alívio de Grimaldo, Herrera chuta forte para o fundo das redes de Bruno Varela e sem qualquer hipótese para o mesmo. A crença e a consistência da equipa portista terminavam premiadas.

Com a vitória na Luz, o FC Porto recuperou a liderança e segurou-a até ao fim da Liga, não desperdiçando mais um único ponto. Sérgio Conceição guiava os dragões à reconquista de um título que fugia há quatro anos, impedindo o quinto campeonato seguido do eterno rival, quebrando o recorde de pontos da história portista na Liga Portuguesa (acima dos 86 pontos de 2002/03) e igualando a marca recordista de pontos pertencente ao Benfica de Rui Vitória de 2015/16 (88 pontos). Duas jornadas depois, o Benfica ainda cairia para terceiro lugar, mas recuperara o segundo posto (de acesso ao play-off da UEFA Champions League) na última jornada com uma vitória sobre o Moreirense FC (1-0) e aproveitando o desaire do Sporting na Madeira frente ao CS Marítimo (1-2).  

1.  

Benfica 2-3 FC Porto – 2011/12 – No final de fevereiro de 2012 e a faltar apenas dez jornadas para o fim da Liga Portuguesa, a tendência já se estava a tornar inequívoca. Embora o Braga se posicionasse num destacado terceiro lugar, com um rendimento muito interessante e a apenas três pontos da liderança, além de um Sporting já bastante afastado do pódio (quinto lugar a oito pontos dos bracarenses), o principal duelo pela disputa do título ia ser entre os dois da frente: Benfica e FC Porto.

Os comandados de Jorge Jesus tinham terminado a primeira volta em primeiro lugar com mais dois pontos dos dragões e com um saldo positivo nos grandes jogos (empate 2-2 no Dragão, 1-1 em Braga e vitória 1-0 sobre o Sporting na Luz). Contudo, após ter chegado a cinco pontos de vantagem após uma derrota dos dragões em Barcelos (1-3), as águias não conseguiram segurar a vantagem até ao clássico. No início da segunda volta, as águias venceram três jogos (fazendo sete vitórias consecutivas desde o dérbi lisboeta de novembro com os leões), mas perderam cinco pontos de seguida numa derrota em Guimarães (0-1) e num empate em Coimbra (0-0). Um inconveniente que colocava mais pressão às águias para sobreviverem ao duelo com o FC Porto. Uma derrota, significava a ultrapassagem dos dragões para o primeiro posto.

Já o FC Porto, estava ainda a dar os últimos retoques de reorganização interna. A equipa tinha mudado de técnico a uma semana antes do início de 2011/12 (O ex-adjunto Vítor Pereira assumiu a equipa após a saída de André Villas-Boas para o Chelsea) e entre o mercado de verão e o de inverno vários jogadores relevantes tinham deixado a Invicta (Falcao, Guarín, Belluschi, Beto e Ruben Micael). Uma primeira metade da época difícil em que apesar dos dragões terem sido regulares, irem ganhando e partilhando a liderança com os encarnados, um empate em Alvalade e uma derrota em Barcelos fizeram o FC Porto ficar a cinco pontos da liderança e tudo parecia mais difícil. No entanto, a equipa de Vítor Pereira retomou os triunfos e consegui três consecutivos antes do clássico da Luz, em simultâneo, aproveita os dois desaires do rival nos terrenos dos vitorianos e dos estudantes e chega em igualdade pontual ao reino da águia. Só a liderança isolada interessava, para tal era preciso uma vitória. Um empate deixava tudo em aberto e colocava o Braga muito próximo e dentro da corrida. Uma derrota, podia significar o adeus ao bicampeonato.

Pelas águias jogaram a titular: Artur Moares, Maxi Pereira, Luisão (C), Garay, Émerson, Javi García, Witsel, Aimar, Nico Gaitán, Nolito e Cardozo.

De dragão ao peito entraram em campo: Helton, Maicon, Rolando, Otamendi, Álvaro Pereira, Fernando, Lucho González, João Moutinho, Hulk (C), Djalma e Mark Janko.

O jogo iniciou-se com muita intensidade a nível altíssimo. Apesar de equilibrado, o jogo foi marcado por períodos de domínio diferentes. Aos sete minutos, após um pontapé de canto dos portistas mal sucedido, o Benfica tenta partir para o contra-ataque, mas Aimar é desarmado por Fernando. O trinco brasileiro procura e coloca o esférico no lado direito do ataque, onde o compatriota Hulk recebe a bola e tenta encontrar espaço. Vaiado pelas bancadas, o capitão portista puxa para dentro e faz um disparo à baliza, resultando num grande golo fora da área. Os dragões colocavam-se em vantagem. Até ao intervalo, o FC Porto ainda conseguiu mais três chances de golo (Janko, Álvaro Pereira e João Moutinho), mas esteve um pouco mais em modo de contenção, pois a equipa de Jorge Jesus esteve mais por cima a procurar o empate. Após tentativas frustradas de igualar a partida (Cardozo por duas ocasiões e Aimar), aos 41 minutos o Benfica empata. Após canto e alívio de Rolando, Maxi Pereira faz um remate potente fora da área que é bloqueado por Gaitán, a bola sobra para o “Tacuara” que dispara forte e sem hipótese para Helton.

Tendo marcado antes do intervalo, o Benfica não cai em si de confiança e mantém a consistência. Aos 47 minutos, castigando falta de Djalma sobre Gaitán, Aimar cobra o livre e Cardozo é mais alto que todos e coloca no fundo das redes azuis e brancas. Há reviravolta na Catedral. Tudo parecia encaminhar-se a favor das águias, até que aos 58 minutos a turma portista altera-se. Vítor Pereira faz a substituição que muda o encontro: sai Rolando e entra James Rodríguez (apenas com “gasolina” para meia-hora de jogo, vindo de um encontro da seleção colombiana). Aos 63 minutos, o Benfica constrói mais um ataque que Witsel não consegue concluir e o FC Porto parte para o contra-ataque. Fernando recupera a bola e coloca em James que conduz o esférico até ao meio-campo benfiquista, nova troca de bola entre ambos sob mais pressão da defesa à entrada da área, o colombiano (após assistência do trinco brasileiro) encontra espaço para rematar antes de ser travado por Émerson e empata a partida. O FC Porto ganha confiança e começa a ficar mais confortável no terreno e a procurar a vantagem, o Benfica o contrário. Até aos 86 minutos, o defesa-esquerdo benfiquista ainda seria expulso por segundo amarelo, após falta sobre Hulk (78 minutos).

A quatro minutos dos 90, Gaitán faz falta sobre James e o lance dá origem ao momento mais polémico do encontro. Na cobrança, James Rodríguez coloca na área e Maicon é mais alto que Artur Moraes e restante defensiva encarnada. Uma cabeçada que dá nova “remontada” no estádio da Luz e o FC Porto está de novo na frente do marcador. No entanto, é visível após repetição do lance que o defesa brasileiro e também Otamendi partem em posição de fora de jogo. O juiz auxiliar e o árbitro Pedro Proença não entenderam e validaram o golo.

A equipa de Vítor Pereira acabaria por segurar a vantagem até ao fim e o FC Porto subia ao topo da tabela classificativa pela primeira vez em 2011/12, de forma isolada. Até ao fim da época, os portistas ainda teriam mais dois empates desastrosos (Académica em casa e Paços de Ferreira) e perderiam a liderança para o Braga três jornadas depois. Contudo, a turma azul e branca venceria todos os jogos até ao fim desde então, incluindo uma vitória em Braga (1-0) que consolidaria a liderança e deixava o Braga de fora da corrida definitivamente e mantinha o Benfica atrás. Os portistas terminariam bicampeões, festejando “no sofá” após um empate das águias em Vila do Conde na antepenúltima jornada (2-2) e depois ao vivo, no Dragão vencendo o Sporting de Sá Pinto (semifinalista da UEFA Europa League) por 2-0.

O Benfica nunca conseguira recuperar da desvantagem de três pontos após a derrota caseira com os portistas. Embora vencessem o Braga na Luz (2-1) e conseguissem o segundo lugar, os empates com Olhanense (0-0) e Rio Ave, além da derrota em Alvalade (0-1) deitaram por terra a chance de os pupilos de Jorge Jesus regressarem à liderança.

José Mourinho revela que há mais ausências de titulares no Benfica e não diz os nomes: «Há sempre uma toupeira escondida. Não dou tangas nem mentirinhas»

José Mourinho realizou a antevisão do Benfica x FC Porto. O técnico confirmou ausência de Fredrik Aursnes e confirmou mais ausências.

José Mourinho falou em conferência de imprensa e fez a antevisão do Benfica x FC Porto. Além de Fredrik Aursnes, baixa certa, o técnico encarnado revelou que há mais nomes de fora, embora não tenha revelado quem.

«Equipa pronta? Os rapazes não estão todos prontos, há uns que não podem ir a jogo, mas os que estão estão prontos. Preparámos o jogo, tivemos reuniões de análise e preparação do jogo, exige isso. É de dificuldade máxima, exige atenção ao detalhe. Os rapazes estão preparados. Temos a ausência já conhecida do Aursnes, tivemos alguns percalços nos últimos dias e haverá seguramente mais alguma ausência não conhecida. Se acontecer, faz parte. Vamos com os rapazes que estiverem prontos», confirmou José Mourinho, que prosseguiu.

«Ausências não conhecidas e lesão de Aursnes? Dou um trabalho de investigação. Para uns basta uma chamada, há sempre uma toupeira escondida. Não dou tangas nem mentirinhas, temos jogadores habitualmente titulares em dúvida», confirmou o técnico.

O Benfica x FC Porto joga-se este domingo, dia 8 de março, a partir das 18h. Lê toda a conferência de imprensa de José Mourinho.

José Mourinho ainda não venceu rivais esta época: «Aconteceu porque os treinadores do Sporting e do FC Porto são melhores que eu»

José Mourinho realizou a antevisão do Benfica x FC Porto. Técnico ainda não venceu FC Porto, Sporting e Braga nesta temporada.

José Mourinho falou em conferência de imprensa e fez a antevisão do Benfica x FC Porto. O técnico foi confrontado com o registo esta época, ainda sem vitórias sobre Sporting, FC Porto e Braga.

«Benfica ainda não venceu FC Porto, Sporting e Braga com Mourinho? Aconteceu porque os treinadores do Sporting e do FC Porto são melhores que eu. Podem acreditar na vitória pelo que a equipa fez de bom. Mesmo nos jogos que não ganhámos a Sporting e FC Porto competimos a sério. Perdemos um, podíamos não ter perdido, empatámos dois, podíamos ter ganho. A proximidade à vitória é suficiente para os adeptos acreditarem que podemos ter a vitória».

O Benfica x FC Porto joga-se este domingo, dia 8 de março, a partir das 18h. Lê toda a conferência de imprensa de José Mourinho.

José Mourinho revela que Clássico é motivação da época e deixa mensagem aos adeptos: «Há adeptos que vão ver o jogo e pagam bilhete para isso, não são criticáveis, mas outros vão para jogar o jogo»

José Mourinho realizou a antevisão do Benfica x FC Porto. Técnico deixou mensagem aos adeptos e revelou que este jogo é fundamental.

José Mourinho falou em conferência de imprensa e fez a antevisão do Benfica x FC Porto. Treinador encarnado endereçou mensagem aos adeptos e destacou o Clássico como um dos checkpoints da época.

«3.º Clássico e primeiro na Luz? Sempre a mesma história [adeptos]. Utilizo muitas vezes estas palavras: ir ao jogo para ver o jogo ou para jogar o jogo? Há adeptos que vão ver o jogo e pagam bilhete para isso, não são criticáveis, mas outros vão para jogar o jogo. Quando há muitos que vão jogar o jogo cria-se um ambiente de positividade atrás da equipa que joga em casa. Há meses que ganhamos jogos a pensar neste jogo. Começámos com 10 pontos de desvantagem, começámos jogos com 13 ou 12, e o que nos motivou, principalmente nos jogos fora, era chegar a este jogo em condições de lutar seriamente pelo campeonato. Se estivéssemos a mais de 10 pontos, empatado em Barcelos, nos Açores, empatámos em Tondela, que a motivação era chegar a este jogo em condições de “Ok, vamos ver se conseguimos lutar pelo título”. Os rapazes merecem o apoio extra que foi o que o FC Porto teve nos dois jogos em sua casa».

O Benfica x FC Porto joga-se este domingo, dia 8 de março, a partir das 18h. Lê toda a conferência de imprensa de José Mourinho.

José Mourinho agradece palavras de Francesco Farioli: «Não falámos ao telefone, mas já lhe enviei mensagem»

José Mourinho realizou a antevisão do Benfica x FC Porto. Técnico respondeu aos elogios de Francesco Farioli e revelou que enviou mensagem ao técnico italiano.

José Mourinho falou em conferência de imprensa e fez a antevisão do Benfica x FC Porto. Depois dos elogios de Francesco Farioli, o técnico encarnado revelou que enviou mensagem ao técnico azul e branco.

«Elogios de Francesco Farioli? Já lhe agradeci. Não falámos ao telefone, mas já lhe enviei mensagem. Conhecemo-nos há um bom par de anos e trocamos algumas palavras e telefonadelas de circunstância. Já lhe agradeci. Não o mencionaria, mas como perguntou, aproveito para dizer o que fiz. Trocámos mensagens no Natal e agora senti a necessidade de o fazer. Se ele disse que somos o maior rival, é uma opinião dele. O nosso maior rival na luta pelo título é o FC Porto, porque jogamos amanhã e vão em primeiro, mas objetivamente o Sporting e o FC Porto são os nossos rivais na luta pelo título», explicou José Mourinho, que analisou novamente o FC Porto.

«FC Porto melhorou ou piorou? Não me sinto confortável a comentar as palavras do Francesco, daquilo que o Gonçalo [acessor] me passou, que foram positivas e simpáticas ainda que não as tenha ouvido. Honestamente, não sinto que deva fazer essa avaliação. Não quero muito ir por aí, mas na direção de que temos um jogo difícil, contra uma equipa que por natureza é difícil. Não tenho problema em repetir: é uma equipa fácil de analisar e decifrar, é um elogio, equipa com princípios de jogo percetíveis. É difícil de jogar contra eles. Há equipas com outras dinâmicas e variações, mas é mais fácil de jogar. O FC Porto é difícil de jogar contra eles», salientou o técnico.

O Benfica x FC Porto joga-se este domingo, dia 8 de março, a partir das 18h. Lê toda a conferência de imprensa de José Mourinho.